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Crítica | De Volta para o Futuro Parte II

por Ritter Fan
403 views (a partir de agosto de 2020)

Robert Zemeckis e Bob Gale fizeram uma grande maldade com os fãs de De Volta para o Futuro ao prometerem, na continuação, que, em 2015, teríamos carros voadores, casacos auto-ajustáveis e auto-secantes, tênis auto-amarrantes e, principalmente, skates flutuantes (hoverboards). Esperei quase 30 anos por essas belezuras e nada, pelo menos até agora, no dia de publicação dessa crítica. Mas a esperança é a última que morre!

Mas chega de resmungos. Vamos falar um pouco sobre o filme.

Filmado back-to-back com a Parte III, De Volta para o Futuro Parte II é, essencialmente, o filme do meio, ou mais apropriadamente, o primeiro de um longo filme em duas partes. Apesar do final altamente “continuável” de De Volta para o Futuro, nunca foi a intenção de Gale e de Zemeckis em efetivamente fazer uma continuação, o que somente ocorreu, claro, em razão do enorme sucesso financeiro e, porque não, cultural, do original de 1985. Tanto é assim que Zemeckis viria a lamentar que, com a necessidade de se usar o final do primeiro filme como trampolim, ele perdeu a oportunidade de criar uma história independente.

Até entendo a reclamação do diretor, pois uma nova aventura sem lastro na anterior teria dado muito mais liberdade a ele. Por outro lado, porém, a noção de “uma história só” seria perdida, algo que, mesmo com as deficiências da Parte II, acabaria colocando a Trilogia De Volta para o Futuro eternamente no panteão das melhores trilogias do Cinema.

Partindo exatamente do epílogo do filme original, com Doc Brown (Christopher Lloyd) voltando do futuro para chamar Marty (Michael J. Fox) e Jennifer (Elisabeth Shue, substituindo Claudia Wells no mesmo papel, o que levou à refilmagem dessa sequência quase fotograma a fotograma) para lidar com um problema com seus filhos, o espectador é logo catapultado para, bem, 2015. Nesse “longínquo” ano, Marty tem que impedir que seu filho seja preso, evento que catalisaria a destruição de sua família. É a mesma estrutura que vimos antes – a interação entre gerações diferente com a mesma idade – mas só que no futuro/presente e de maneira muito mais frenética. O roteiro é muito ágil, mas nunca exatamente confuso, ainda que dependa talvez um pouco demais de diálogos expositivos.

Tudo isso, pois essa aventura no futuro é apenas a primeira de três em um mesmo filme. No processo de resolver esse problema no futuro, somos reapresentados a Hill Valley, com uma divertida visão oitentista do que o futuro seria. O mesmo espanto de ver a cidade em 1965 é repetido em 2015, com um roteiro que claramente se apega à familiaridade do espectador ao que aconteceu antes para trazer sorrisos aos rostos com a repetição de situações e de piadas, além de outros engraçados aspectos, como a inflação galopante do dólar, a publicidade de conversão de automóvel “normal” em voador e, claro, a célebre sequência do Tubarão 19 no cinema.

Além disso, em uma escolha estranha que não funciona de verdade muito bem, vemos Michael J. Fox como o Marty de 1985, o fracassado Marty de 2015, seu filho Marty Jr., de 2015 e, como se isso, não bastasse, também como sua filha Marlene, de 2015. É um ótimo exercício em efeitos especiais, com o uso da câmera VistaGlide desenvolvida pela IL&M, mas o resultado final, que ainda conta com um novo George McFly de cabeça para baixo e cheio de próteses para disfarçar a troca de ator (Jeffrey Weissman entrou no lugar de Crispin Glover, já que Glover não aceitou o salário oferecido e ainda entrou com uma ação contra a produtora por ter usado sua imagem indevidamente) é para lá de capenga. É uma sequência estranha, não muito bem desenvolvida e entulhada de informações e que só realmente acabaria no epílogo da Parte III. Mas o importante dos eventos de 2015 é que eles dão naturalmente a partida para todo o resto do filme e também para o terceiro, com a compra do Almanaque com os resultados dos jogos entre 1950 e 2000 por Marty e com Biff, velhinho, achando-o, descobrindo sobre o DeLorean (que, conforme aprendemos no início refilmado, ele vira decolando em 1985) e viajando no tempo para entregar para ele mesmo em 1955.

E, com isso, a segunda parte de De Volta para o Futuro Parte II começa, com Doc, Marty e uma Jennifer completamente sem utilidade na trama voltando para uma versão alterada de 1985 em função da “sorte” em apostas de Biff ao longo das décadas que teria criado uma realidade alternativa (para deleite dos leitores de quadrinhos!). Esse é, talvez, o momento menos polido de toda a narrativa, com um roteiro que beira o completo desgoverno. É, de certa forma, quase um interlúdio entre 2015 e 1955, que estruturalmente parece até mal-acabado.

De toda forma, esse “meio” é misericordiosamente curto, pois a dupla de viajantes no tempo logo vai para o mesmo 1955 do primeiro filme, gerando uma deliciosa recriação de suas célebres sequências finais sob um outro ponto de vista. É incrivelmente divertido imaginar que um segundo Marty observou quase todas as aventuras do primeiro Marty e que os dois Docs até mesmo conversaram em 1955. A ideia de abordar os mesmo eventos eleva o potencial de paradoxo temporal à décima potência, criando um verdadeiro manancial especulativo de fundir a cabeça. Se o primeiro terço é divertido mas falho e o segundo é mais falho do que divertido, o terceiro quase redime completamente os pecados de Zemeckis e Gale. Fundindo recriações das sequências icônicas com a reutilização de passagens do filme original, Zemeckis e Gale dão um show narrativo ao passo que Harry Keramidas e Arthur Schmidt simplesmente inovam na complicada tarefa de montar a obra.

E, inteligentemente, o roteiro encerra um ciclo, atenuando a impressão de “filme do meio” que é uma característica muito comum em trilogias, por razões óbvias. Mesmo com pontas soltas – claro! – a história do Almanaque chega a um fim perfeitamente satisfatório, impedindo uma interrupção abrupta da história (O Hobbit 2, estou falando com você). E o epílogo espelha, com um twist muito próprio, o epílogo da fita anterior, novamente trazendo ar de familiaridade à obra. No final das contas, com todos os seus defeitos, De Volta para o Futuro Parte II é uma experiência muito acima da média, que se apropria dos conceitos e ideias do original para literalmente expandir seu próprio universo.

E Zemeckis e Gale, não me esqueci não: ainda quero o prometido hoverboard!

De Volta para o Futuro Parte II (Back to the Future Part II, EUA – 1989)
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: Bob Gale (basedo em história e personagens de Bob Gale e Robert Zemeckis)
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Thomas F. Wilson, Elisabeth Shue, James Tolkan, Jeffrey Weissman, Casey Siemaszko, Billy Zane, J.J. Cohen, Charles Fleischer, Ricky Dean Logan, Darlene Vogel, Jason Scott Lee, Elijah Wood, John Thornton, Flea
Duração: 108 min.
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27 comentários

SETIMAESTACAO 9 de maio de 2021 - 17:20

Impressionante o momento ao chegarmos a 1985 alternativo. Não era fácil perceber rapidamente que o que se passava ali foi devido ao facto de o Biff de 2015 ter ido ao 1955 entregar o almanaque a si mesmo e assim mudar tudo daí para a frente. Incrível.

Responder
planocritico 9 de maio de 2021 - 19:27

É bem bacana mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
Kermit,o Sapo 14 de fevereiro de 2021 - 20:06

este filme para mim e uma obra prima,amo demais esse filme

Responder
planocritico 14 de fevereiro de 2021 - 20:06

Eu adoro, mas não vejo como obra-prima não.

Abs,
Ritter.

Responder
André 31 de agosto de 2020 - 23:41

É inegável que eu amo de paixão a trilogia De Volta Para o Futuro, o 2 para mim é o menos excelente, mas não deixa de ser um filme muito bom e tem uma das ideias mais tentadoras de fazer se tiver uma máquina do tempo, afinal, é só apostar e nunca perderá, kkk.

Responder
planocritico 1 de setembro de 2020 - 15:22

Exato. É o menos excelente. Essa trilogia é uma das melhores do Cinema!

Abs,
Ritter.

Responder
Daniel Plainview 28 de fevereiro de 2017 - 21:26

Esse é o meu preferido da trilogia, embora respeite quem prefere o primeiro. A dinâmica entre os personagens, assim como no primeiro, foi incrível, com destaque mais uma vez para Mcfly e Dr. Brown. Para mim, o ato final de Back to the Future II, a partir do baile é uma das coisas mais geniais já produzidas pelo cinema, ao lado da cena do batismo em Godfather, a cena inicial de Goodfellas (As far back as I remenber, I’ve always wanted to be a gangster) e a cena da fuga da prisão em The Shawshank Redemption. É simplesmente eletrizante!

Responder
planocritico 1 de março de 2017 - 12:41

@Eduardo1993:disqus , concordo plenamente que a sequência final dele vendo ele mesmo em 1950 é brilhante. Mas o filme, apesar de eu gostar DEMAIS, tem seu problemas, especialmente no futuro alternativo. Mas continua sendo uma fantástica trilogia.

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Amorim 13 de agosto de 2016 - 22:38

Os filmes dessa série são incríveis mesmo, eu lembro de ter assistido esse filme novamente no exato dia 21 de Outubro de 2015, mas na época eu ainda não acompanhava o site, e eu também me perguntei onde estavam os carros e skates voadores, os tênis automaticamente ajustáveis, cadê esse futuro que o filme mostra? Pois é, as coisas não bem assim ainda, mas ok.

Sobre o filme em si, mesmo sendo o mais “frágil” dessa trilogia, continua sendo muito bom. Eu acho bem legal o fato do filme ser dividido em 3 atos, mesmo com o ato da 1985 alternativa sendo bem problemático, pois ali o filme sofre uma mudança meio brusca no tom, fica mais sombrio do que precisava e perde um pouco do valor de entretenimento característico dessa série, mas os outros 2 atos são tão bons que já compensam e muito isso, principalmente quando ele volta pra 1955 sobre outro ângulo. O final do filme é basicamente um trailer pro filme seguinte, e deixa tudo bem vago, mas eu acho isso válido, acontece muito por exemplo na trilogia O Senhor dos Anéis que também é uma das minhas favoritas.

Dentre as minhas trilogias favoritas do cinema, se fosse pra levar em conta principalmente o valor de entretenimento com certeza essa ficaria no topo junto com a trilogia original de Star Wars, ambas excepcionais e o principal, muito divertidas e que eu nunca me canso de ver.

Responder
planocritico 16 de agosto de 2016 - 14:12

@disqus_DYY1j6PAkX:disqus , concordo com você. A Trilogia De Volta para o Futuro é uma das melhores já feitas. E, mesmo sendo a Parte 2 um filme mais fraco, ele é realmente muito bom.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 16 de agosto de 2016 - 14:12

@disqus_DYY1j6PAkX:disqus , concordo com você. A Trilogia De Volta para o Futuro é uma das melhores já feitas. E, mesmo sendo a Parte 2 um filme mais fraco, ele é realmente muito bom.

Abs,
Ritter.

Responder
Diogo Amorim 13 de agosto de 2016 - 22:38

Os filmes dessa série são incríveis mesmo, eu lembro de ter assistido esse filme novamente no exato dia 21 de Outubro de 2015, mas na época eu ainda não acompanhava o site, e eu também me perguntei onde estavam os carros e skates voadores, os tênis automaticamente ajustáveis, cadê esse futuro que o filme mostra? Pois é, as coisas não bem assim ainda, mas ok.

Sobre o filme em si, mesmo sendo o mais “frágil” dessa trilogia, continua sendo muito bom. Eu acho bem legal o fato do filme ser dividido em 3 atos, mesmo com o ato da 1985 alternativa sendo bem problemático, pois ali o filme sofre uma mudança meio brusca no tom, fica mais sombrio do que precisava e perde um pouco do valor de entretenimento característico dessa série, mas os outros 2 atos são tão bons que já compensam e muito isso, principalmente quando ele volta pra 1955 sobre outro ângulo. O final do filme é basicamente um trailer pro filme seguinte, e deixa tudo bem vago, mas eu acho isso válido, acontece muito por exemplo na trilogia O Senhor dos Anéis que também é uma das minhas favoritas.

Dentre as minhas trilogias favoritas do cinema, se fosse pra levar em conta principalmente o valor de entretenimento com certeza essa ficaria no topo junto com a trilogia original de Star Wars, ambas excepcionais e o principal, muito divertidas e que eu nunca me canso de ver.

Responder
Dan 21 de outubro de 2015 - 16:19

Engraçado que quando vi no cinema, saí decepcionado pq achei que o filme mostrou pouco do futuro. Minha expectativa na época era uma história inteira naquele tempo.Vendo hj acho a sequência no futuro até meio boba e concordo que o filme só engrena mesmo quando voltamos à 1955.
Também sempre achei um ponto fraco Fox interpretar seus filhos. E é nítido que não tinham ideia do que fazer com a Jennifer. Entretanto, o terceiro ato é tão incrível e a ligação com o terceiro filme tão perfeita, que acabamos por melhorar a estima pelo filme.
Concordo com as “notas” das 3 críticas.

Responder
planocritico 21 de outubro de 2015 - 16:57

@disqus_PJzxCFXBon:disqus, confesso que tive a mesma sensação, mas no momento em os eventos em 1955 são mostrados sob outro ângulo, o filme passou a ser um clássico como os demais!

Abs,
Ritter.

Responder
Samara Luz 25 de março de 2015 - 20:07

Crítica muito inteligente e interessante, bem novamente eu comentarei, essa trilogia tem um enredo e pontos muitos inteligentes , que me chamaram atenção de como eles montaram esse futuro preciso, com simplicidade e ao mesma tempo um certo impacto sob essa visão de como seria o futuro.
o mais interessante para mim foram os produtos e o esquema do final como ficou bem montado e divertido.

Responder
planocritico 26 de março de 2015 - 11:32

Obrigado, @samaraluz:disqus!

O futuro desse filme é despretensioso e divertido e, realmente, o final é muito, mas muito bom.

Abs,
Ritter.

Responder
Augusto 11 de março de 2015 - 19:08

Ótima crítica, eu concordo totalmente sobre os três terços do filme, também não sou muito fã (na verdade nem um pouco fã) da parte em 1985, sorte que as outras duas compensam, mesmo assim o primeiro filme é melhor (é muito difícil alcançar a perfeição duas vezes seguidas, então eu dou um desconto), mas meu problema mesmo é com o terceiro.

Ritter, não perca a esperança, eu ainda tenho fé que até o fim do ano teremos todas as coisas que o filme mostra, inclusive Tubarão 19 (não, brincadeira, esse pode ficar só nas ideias mesmo, hehe).

Responder
planocritico 11 de março de 2015 - 19:36

Obrigado, @disqus_6btkJ6PNDF:disqus. A trilogia, no conjunto, é excepcional. Semana que vem sai a crítica da Parte III.

E olha, acho que já estarei velhinho quando arrumarem um hoverboard que seja realmente bacana como o do filme (tem um crowdfunding para fazer um que é bem interessante, mas que só funciona em uma superfície especificamente feita para ele…).

Abs,
Ritter.

Responder
jcesarfe 11 de março de 2015 - 12:36

Eu creio que poucos filmes conseguiram o que “De Volta para o Futuro” conseguiu, melhorar com cada continuação.

Responder
planocritico 11 de março de 2015 - 18:59

@jcesarfe:disqus, acho uma excelente trilogia, mas não concordo que ela vai melhorando. O primeiro filme continua, para mim, sendo o melhor. Aí cai um pouco no segundo e volta quase à forma total no terceiro.

Abs,
Ritter.

Responder
josé 23 de abril de 2016 - 21:53

Ótima trilogia, mas questiono o “fato’ de Marty em particular ir para o futuro encontrar com ele velho, a menos q ele tenha ido para uma realidade alternativa futura pra explicar isto, caso contrário seria impossivel ele no futuro, não estando no presente, pois o futuro depende do passado, não acham???

Responder
planocritico 23 de abril de 2016 - 23:33

Olá, @disqus_8LyFDBRe17:disqus!

Olha, não sou nenhum especialista em paradoxos temporais (e para isso invoco os poderes de nosso @luizsantiago:disqus, whovian de carteirinha e adorador de viagens no tempo), mas arriscarei minha explicação:

– Como o Marty do presente vai ao futuro e volta para o mesmo momento que saiu no presente (depois de várias peripécias, claro, que o leva até o século XIX), temos que considerar que sua linha de tempo é, para ele, linear, da seguinte forma: 1985 – 1955 – 1985 – 2015 – 1985 alternativo – 1955 – 1885 – 1985. Como ele não fica no futuro, como o caderno de resultado de jogos ficou em 1955, criando a linha temporal alternativa, ele não muda o intervalo de tempo entre 1985 e 2015, a não ser evitando seu acidente bem ao final de BTTFIII. Com isso, é como se ele tivesse literalmente passado um final de semana no futuro e voltado para casa no presente, tido filhos e envelhecido até chegar novamente a 2015, dessa vez sabendo que ele viajou até 2015 quando mais novo.

– No entanto, também poderíamos concluir que ele criou sim uma linha alternativa diferente, mas não pelo fato de ter ido ao futuro, mas sim pelo fato de ter evitado o acidente que o impediria de ser guitarrista e o levaria a ser um empregado de empresa sem estímulo. Talvez nesse ponto, ele tenha aberto uma linha temporal mais positiva para ele.

Ai, fiquei confuso agora!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 23 de abril de 2016 - 23:33

Olá, @disqus_8LyFDBRe17:disqus!

Olha, não sou nenhum especialista em paradoxos temporais (e para isso invoco os poderes de nosso @luizsantiago:disqus, whovian de carteirinha e adorador de viagens no tempo), mas arriscarei minha explicação:

– Como o Marty do presente vai ao futuro e volta para o mesmo momento que saiu no presente (depois de várias peripécias, claro, que o leva até o século XIX), temos que considerar que sua linha de tempo é, para ele, linear, da seguinte forma: 1985 – 1955 – 1985 – 2015 – 1985 alternativo – 1955 – 1885 – 1985. Como ele não fica no futuro, como o caderno de resultado de jogos ficou em 1955, criando a linha temporal alternativa, ele não muda o intervalo de tempo entre 1985 e 2015, a não ser evitando seu acidente bem ao final de BTTFIII. Com isso, é como se ele tivesse literalmente passado um final de semana no futuro e voltado para casa no presente, tido filhos e envelhecido até chegar novamente a 2015, dessa vez sabendo que ele viajou até 2015 quando mais novo.

– No entanto, também poderíamos concluir que ele criou sim uma linha alternativa diferente, mas não pelo fato de ter ido ao futuro, mas sim pelo fato de ter evitado o acidente que o impediria de ser guitarrista e o levaria a ser um empregado de empresa sem estímulo. Talvez nesse ponto, ele tenha aberto uma linha temporal mais positiva para ele.

Ai, fiquei confuso agora!

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 23 de abril de 2016 - 23:53

São exatamente essas as possibilidades. No primeiro formato essas viagens são apenas percebidas por ele, porque ele não está “no presente”, ele está viajando. E o presente não sente falta dele porque ele viaja no tempo… então, volta para o mesmo ponto, como se nada tivesse acontecido (mas as memórias da viagem ficam).

No segundo formato, qualquer viagem para fora de uma linha do tempo principal cria uma versão alternativa, independente. São basicamente duas formas de encarar paradoxos. Independente de qual ângulo se olhe, o encaixe é o mesmo, só mudam as consequências…

Luiz Santiago 23 de abril de 2016 - 23:53

São exatamente essas as possibilidades. No primeiro formato essas viagens são apenas percebidas por ele, porque ele não está “no presente”, ele está viajando. E o presente não sente falta dele porque ele viaja no tempo… então, volta para o mesmo ponto, como se nada tivesse acontecido (mas as memórias da viagem ficam).

No segundo formato, qualquer viagem para fora de uma linha do tempo principal cria uma versão alternativa, independente. São basicamente duas formas de encarar paradoxos. Independente de qual ângulo se olhe, o encaixe é o mesmo, só mudam as consequências…

TriciaGuima 2 de fevereiro de 2019 - 23:09

@disqus_8LyFDBRe17:disqus eu acho o seguinte, vou dá um exemplo, quando Marty vai para 1955 no primeiro filme, você ver que ele demora uma semana para desaparecer da foto. Se fosse seguir a lógica, era para ele desaparecer a partir do momento que foi atropelado, afinal, os pais não se conheceram, e Lorraine não demostrou nenhum momento se interessar por George (afinal ele era um medroso covarde, e se não fosse Marty o incentivar, continuaria medroso covarde, como era no futuro de 1985 da primeira parte do filme), pois Lorraine demostrou gostar de caras corajosos que defende a garota amada, como ela fala para Marty, quando o convida para o baile. O que fez ela se apaixonar por George, foi o ato de coragem dele (quando ele a salvou do Biff), mas na linha do tempo original que não tinha Marty, o motivo dela ter se apaixonado foi o atropelamento. O doc Brown até cita isso, dizendo que um efeito (que não estou lembrada do nome) que costuma acontecer nos hospitais, de enfermeira se apaixonar por paciente, e foi o que rolou com Lorraine, na primeira linha do tempo… Mas voltando ao assunto do futuro, Marty só ficou algumas horas no futuro, sua passagem foi rápida, então não deu efeito (se ele tivesse ficado por uma semana ou até mesmo 24 horas no futuro, poderia ser que o seu eu do futuro junto com Jennifer desaparecesse, mas não teve tempo pra isso), e além do mais, aquele futuro não era o que o Marty do presente (1985) iria viver, afinal o Marty do futuro, não fez essa viagem, é como se aquele futuro fosse igual aquele ano de 1985, antes da viagem do Marty ao passado, que os pais ainda são pobres e o pai covarde que se deixa intimidar por Biff… E o Marty do futuro, não tem ideia de que o seu outro eu está no futuro, como Jennifer também, já que ela se assustou quando se viu jovem, então aquele Marty do futuro, só viveu uma viagem, a 1955. Mas esse futuro deixou de existi, já que Marty alterou o futuro não sofrendo o acidente

Responder
josé 23 de abril de 2016 - 21:53

Ótima trilogia, mas questiono o “fato’ de Marty em particular ir para o futuro encontrar com ele velho, a menos q ele tenha ido para uma realidade alternativa futura pra explicar isto, caso contrário seria impossivel ele no futuro, não estando no presente, pois o futuro depende do passado, não acham???

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