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Crítica | Desafiadores do Desconhecido e Monstro do Pântano

por Luiz Santiago
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Criados em 1957 na Showcase #6, por Dave WoodJack Kirby, os Desafiadores do Desconhecido não demoraram muito tempo para chegarem ao seu primeiro título solo, com a revista Challengers of the Unknown Vol.1, que estreou em maio de 1958, com roteiro e arte de Kirby. É justamente este volume que chega ao final com as revistas #82 a 87, onde vemos o arco do grupo dos exploradores destemidos ao lado do Monstro do Pântano e do Desafiador, tendo também uma participação especial de Rip Hunter na reta final.

O arco se divide em duas partes. Na primeira, temos a continuidade de uma narrativa das revistas anteriores, com o Professor Haley infectado por um fungo que cresce de maneira assustadora. A relação com o pantanoso vem através de duas vias e o roteiro de Gerry Conway consegue fazer com que essa relação seja bastante orgânica — a sequência de eventos só se torna confusa e questionável na parte dois da saga, com as “caixas monstruosas” vindas do futuro. Nesse primeiro momento, temos a reafirmação do vilão M’Nagalah (The Lurker in Tunnel 13) e do “último destino do Dr. Alec Holland”, mostrado em The Earth Below, revista publicada um ano antes, encerrando o título Swamp Thing Vol.1.

Como o mundo do Monstro do Pântano estava constantemente ligado a alienígenas, contaminações, monstros, possessões e toda uma ordem macabra de narrativas, era de se esperar que a primeira relação com os Desafiadores fosse seguir esse caminho também, cabendo, inclusive, todos os elementos desse gênero, como uso de violência, cultos aparentemente satânicos e manipulação da ciência para fins corporativos (através de uma vertente criminosa e que tem ânsias de dominar o mundo) ou para fins unicamente políticos e pessoais, no melhor estilo “cientista louco”. O ocultismo é a principal moeda dessa primeira parte (revistas 82 a 84). As cenas na cidade de Perdition, na Pensilvânia, ganham uma boa dose de filme de terror, primeiro na arte de Michael Netzer, depois na de Keith Giffen. Mas como tudo o que é bom dura pouco, temos o encerramento dessa luta contra a contaminação (onde Monstro do Pântano e Desafiador são colocados de maneira muito boa na trama, utilizando muito bem os seus poderes) e partimos para a estranha ameaça do ano 12.000.000.

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O que talvez atrapalhe a parte final dessa parceria do Musguento com os DdD é que o enredo claramente escanteia o monstro e investe fortemente em picuinhas de equipe, quebrando consideravelmente o ritmo da história. Eu entendo que esta é a revista dos Desafiadores e eles precisavam ter destaque, mas repare que na primeira parte do arco o Dr. Alec e o Monstro são bem colocados e as divisões do grupo principal, os diálogos e os dramas de equipe são perfeitamente compreensíveis dentro da dinâmica daqueles eventos, o que não acontece neste bloco dois. A briga por causa de June Robbins é o ponto mais baixo desse lado questionável do roteiro, que ainda precisa dar conta de uma ameaça potente, de uma viagem de parte da equipe para o futuro e da apresentação de personagens desse novo lugar + o verdadeiro inimigo por trás dos monstros. É muita coisa para pouco espaço, especialmente quando o roteiro se deixa, na mesma narrativa, criar uma riga de casais.

As frases irônicas do Desafiador acabam marcando bem a presença do personagem no final, mesmo que o roteiro se esqueça dele em algumas partes. Mas é o Pantanoso quem realmente sofre, porque uma vez que não fala (ou fala bem raramente), sua marca é apenas como demonstração força ou pensamento, o que significa que ele estará lá o tempo todo, mas tem um tempo mínimo de destaque. Mesmo com toda a confusão dessa segunda parte, o tom de Nova Era e a revelação de que os convidados seguirão o seu caminho a partir dali criam no leitor uma visão de unidade e sentido na história, aumentando consideravelmente o seu valor, pelo ponto onde quis chegar. No fim de tudo, trata-se de uma parceria divertida, cheia de ação e mistérios além do corpo, da alma e do tempo.

Challengers of the Unknown Vol.1 #82 a 87 (EUA, setembro de 1977 a julho de 1978)
No Brasil: Desafiadores do Desconhecido (Edição Extra de Minha Revistinha) – Ebal, 1980
Roteiro: Gerry Conway
Arte: Michael Netzer, Keith Giffen
Arte-final: Joe Rubinstein, Bernie Wrightson, John Celardo
Cores: Jerry Serpe, Gene D’Angelo
Letras: Milt Snapinn, Ben Oda
Capas: Michael Netzer, Joe Rubinstein, Frank Giacoia, Jack Abel, Rich Buckler, Alex Saviuk, Dick Giordano
Editoria: Jack C. Harris
120 páginas

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2 comentários

planocritico 2 de janeiro de 2019 - 14:38

Monstro do Pântano…

Só aguardando a série estrear para fazer as críticas por episódio!!!

A série dos Desafiadores eu deixo para você…

HAHAHAHAHHAAHAHHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter, o Benevolente.

Responder
Luiz Santiago 2 de janeiro de 2019 - 21:41

Os delírios dessa personalidade recessiva estão cada vez mais insanos… Preciso ter uma conversa com Legion…

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