Home TVTemporadas Crítica | Dirk Gently’s Holistic Detective Agency – 1ª Temporada

Crítica | Dirk Gently’s Holistic Detective Agency – 1ª Temporada

por Luiz Santiago
359 views (a partir de agosto de 2020)

Adaptar Douglas Adams para qualquer mídia não é uma tarefa fácil.

Mente extremamente criativa, núcleo de coisas aleatórias e extremamente bizarras, Adams nos presenteou, além da série O Mochileiro das Galáxias, com o livro Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently, publicado em 1987. Em 2010, Howard Overman fez uma adaptação para a BBC, que contaria, além do Piloto, com mais 3 episódios, todos exibidos em 2012.

Quatro anos depois, Max Landis, autor de roteiros díspares como o ótimo Poder Sem Limites (2012), o “ok” American Ultra: Armados e Alucinados (2015) e o tenebroso Victor Frankenstein (2015), criou a sua própria versão para a ensandecida saga, com co-produção entre Reino Unido e Estados Unidos e distribuição na Trumpland pela BBC America e pelo mundo, pela Netflix.

A premissa de Dirk Gently é a mesma do livro: um detetive carismático e quase arrogante encontra, “por acaso” um cidadão qualquer, que é arrastado pela estranha “interconexão de todas as coisas” e se vê sem saída, resignando-se a seguir o estranho detetive, atravessando os mais bizarros perigos e encontrando de tudo um pouco, de viagem no tempo e assassinatos brutais até espionagem, serviços secretos, seitas e planos de corporações para dominar fortunas, pessoas ou governos. Em suma, toneladas de clichês tratados com fino humor, muita inteligência e uma dose brutal de nonsense. É como se Doctor Who tivesse encontrado Sherlock. Os dois chapados.

Por se tratar de um Universo caótico, cheio de reviravoltas e temáticas que normalmente não caminham juntas, o espectador precisa ter um pouco de paciência e ir curtindo a série pelo que ela apresentar aos poucos. Uma coisa é certa: todas as janelas abertas serão fechadas (ou parcialmente fechadas) no encerramento do serial. Claro que nem todas as resolução são perfeitas, mas elas existem, então não estamos falando daquele tipo de programa que nos faz esperar por algo e, de repente, vem com uma explicação boba e insatisfatória que não explica nada e nega mais da metade do que foi mostrado antes, como a 6ª Temporada de Lost.

A maior dificuldade do público é se acostumar com o Dirk Gently histriônico interpretado por Samuel Barnett. Demora a nossa adaptação e demora para o ator conseguir impressionar, valendo-se, no cômputo geral, mais do roteiro do que da própria criação dramática para se sustentar. Paradoxalmente, isso não é exatamente um problema para a série, porque a contraparte de Barnett, Elijah Wood, que interpreta Todd Brotzman, é racional e o tipo simpático e impressionável de shit person com quem normalmente costumamos simpatizar em séries, pois não se trata de um personagem vilão, mas que tem grandes pisadas na bola, momento de burrice e esperteza e uma personalidade que enfrenta toda a “nova situação” com as mesmas dúvidas que nós temos, do outro lado da tela. Impossível não se aproximar de uma persona assim.

SPOILERS

Apresentado o grande problema, ficam imensas dúvidas sobre quem é o quê na história. De todos os tipos malucos aqui exibidos, os “vampiros da van” são os mais dispensáveis em termos de drama (e sim, eu estou considerando o papel deles junto a Amanda), e ainda não tenho muita certeza em relação ao “casal” Ken (Mpho Koaho) e Bart (uma hilária e irreconhecível Fiona Dourif). Pelo destaque em “trama paralela” que eles tiveram para no final das contas marcarem presença en passant no clímax da série não me pareceu uma boa escolha do roteirista, mas não dá para reclamar que a tal aparição da dupla foi ruim. Ela só perde pontos quando nos afastamos para olhar o todo.

Como eu já tinha visto a série de 2010, algumas tramas “ocultas” para a maioria já estavam bem claras para mim. Ainda assim, fui surpreendido pela forma como a produção mergulhou no conceito de viagem no tempo (a melhor coisa de toda a temporada) e de como os encontros, as ligações e os absurdos em consequência de uma mega invenção, no final do século XIX, gerou uma seita e incentivou programas do governo para identificar “pessoas com habilidades especiais”. Como muitos ingredientes das histórias de investigação são mesclados ao grande caos, a sensação de perigo, ameaças e espionagem serve como criadora de tensão para boa parte do que envolve Dirk Gently.

Os figurinos possuem uma importância enorme nessa temporada e servem muito mais do que “apenas” ajudar a montar a personalidade dos personagens. Identificar algumas peças de roupa ao longo da saga pode ajudar o espectador a montar o quebra-cabeça mais cedo e criar suas próprias hipóteses antes das revelações aparecerem. Importante também destacar a belíssima fotografia das cenas no “laboratório” Zackariah Webb, no final do século XIX, e as cenas noturnas no espaço abandonado no Zoológico, onde ficava a máquina com defeito.

Exceto pelos maneirismos do protagonista de Samuel Barnett, sobre o qual não sei exatamente como me sentir (me refiro à dramaturgia, porque eu gosto do personagem!), temos uma temporada com uma história divertida, intrigante e que com certeza nos impulsiona para o ano seguinte do show. Me parece que os “vampiros” não se seguram em mais uma temporada, mas isso ainda veremos. A novidade é que tudo indica uma sequência mais “institucional”, com Dirk e seus amigos fugindo das garras do governo e do agora responsável por “fazer o serviço sujo”, o soldado absolutamente burro e incrivelmente violento, dono do melhor não-bordão da série: “very erectus“.

Dirk Gently’s Holistic Detective Agency – 1ª Temporada (EUA, Reino Unido, 2016)
Criador: Max Landis
Diretores: Dean Parisot, Michael Patrick Jann, Tamra Davis, Paco Cabezas
Roteiristas: Max Landis, Andrew Black, Robert C. Cooper
Elenco: Samuel Barnett, Elijah Wood, Hannah Marks, Fiona Dourif, Jade Eshete, Mpho Koaho, Michael Eklund, Dustin Milligan, Neil Brown Jr., Aaron Douglas, Bentley, Christian Bako, Michael Adamthwaite, Alison Thornton, Zak Santiago
Duração: entre 50 min. e 60 min.

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49 comentários

Andre Lisboa 9 de setembro de 2017 - 11:51

eu acredito que a maior “razão de ser” de os vampiros estarem ali seria mostrar que existem mais pessoas “estranhas”, “outros” como gently e bart disseram na primeira vez que ela tenta matá-lo. “você é um dos outros” eles disseram.
Pretendo ler o/os livros ainda, e não vi a série de 2010/2012, mas acho que o lançe foi só apresentar os vampiros pra galera msm

Responder
Zé Higídio 7 de março de 2017 - 22:30

Gostei muito da série, só de ser baseada em Douglas Adams já merece ser respeitada. Acho que a série teve um dos pilotos mais cativantes que já vi (pelo fato de tudo parecer não ter o menor sentido e acabar de uma maneira em que você reavalia tudo o que pensou durante o episódio) e atingiu seu ápice no episódio 7 (esses negócios de viagem no tempo e loop temporal sempre me agradam haha). E o final me surpreendeu, quando eu começava a recear que tudo a acabasse de uma maneira que a série evitou ser nos 7 episódios anteriores, ela acaba tão inexplicável (ada) e enigmática quanto começou (e aquela sacada, não sei se todos repararam, com o personagem do Todd, bem quando ele parece ter se redimido das cagadas ao longo da sua vida, aquele lance de ele começar a apresentar sintomas dá paralibutis ao som de uma música, realmente não sei qual é, mas me lembro de ouvir os dizeres “You get what you deserve”, aquilo realmente representou pra mim o quanto essa série mistura gêneros cinematográficos e emoções em meio à sua loucura).
Aaah e destaque para a trilha sonora também!

Responder
Zé Higídio 7 de março de 2017 - 22:30

Gostei muito da série, só de ser baseada em Douglas Adams já merece ser respeitada. Acho que a série teve um dos pilotos mais cativantes que já vi (pelo fato de tudo parecer não ter o menor sentido e acabar de uma maneira em que você reavalia tudo o que pensou durante o episódio) e atingiu seu ápice no episódio 7 (esses negócios de viagem no tempo e loop temporal sempre me agradam haha). E o final me surpreendeu, quando eu começava a recear que tudo a acabasse de uma maneira que a série evitou ser nos 7 episódios anteriores, ela acaba tão inexplicável (ada) e enigmática quanto começou (e aquela sacada, não sei se todos repararam, com o personagem do Todd, bem quando ele parece ter se redimido das cagadas ao longo da sua vida, aquele lance de ele começar a apresentar sintomas dá paralibutis ao som de uma música, realmente não sei qual é, mas me lembro de ouvir os dizeres “You get what you deserve”, aquilo realmente representou pra mim o quanto essa série mistura gêneros cinematográficos e emoções em meio à sua loucura).
Aaah e destaque para a trilha sonora também!

Responder
Luiz Santiago 8 de março de 2017 - 15:29

O tom da série é realmente cativante desde o início. Mas tem espectadores que se sentiram “perdido demais” no começo e abandonaram. Para mim, e pelo visto para você também, foi um trampolim para continuar vendo a série.

Eu já tinha assistido à adaptação para a BBC, então sabia o que podia esperar. Mas foi sensacional ver essa bagunça toda de Douglas Adams com outros atores e muito mais coisa em consideração.

Responder
Luiz Santiago 8 de março de 2017 - 15:29

O tom da série é realmente cativante desde o início. Mas tem espectadores que se sentiram “perdido demais” no começo e abandonaram. Para mim, e pelo visto para você também, foi um trampolim para continuar vendo a série.

Eu já tinha assistido à adaptação para a BBC, então sabia o que podia esperar. Mas foi sensacional ver essa bagunça toda de Douglas Adams com outros atores e muito mais coisa em consideração.

Responder
Zé Higídio 25 de janeiro de 2018 - 13:55

Assisti a segunda temporada e achei tão incrível quanto. Vale a pena conferir a primeira adaptação de 2010?

Responder
Luiz Santiago 25 de janeiro de 2018 - 14:01

Ainda não vi a segunda temporada, mas está na lista!

A de 2010 vale a pena sim! O tom é totalmente outro, mas o charme permanece!

Responder
Zé Higídio 25 de janeiro de 2018 - 13:55

Assisti a segunda temporada e achei tão incrível quanto. Vale a pena conferir a primeira adaptação de 2010?

Responder
Luiz Fernando Barbosa de Morae 30 de janeiro de 2017 - 09:06

Que série deliciosa. Personagens cativantes, carismáticos, engraçados, desajustadamente cômicos e apaixonantes. Aliás, nota-se desde o início se tratar de algo adaptado no universo de Douglas Adams. Que autor maravilhoso. Infelizmente, ainda não tive tempo de concluir o Guia do Mochileiro das Galáxias, mas dias atrás li Cidade da Morte (aliás, por favor façam uma resenha desse livro).

Falando em Doctor Who, duas coisas: Primeiro, o Dirk lembram bastante o 11º Doutor, no seu jeito histriônico de ser. Ps. Adorei a definição “É como se Doctor Who tivesse encontrado Sherlock. Os dois chapados”. Nenhuma frase define tão bem essa série maravilhosa. Segundo, e mais importante, como eu queria ver um crossover de Doctor Who com Dirk Gently. #MeuSonho!

Aliás, mudando de assunto e falando em crossover, sabendo que você é um whovian fanático, diga-me Luiz, quais crossovers você gostaria de ver com Doctor Who (não vale dizer Sherlock).

Abraço.

E que venha logo a próxima temporada.

Responder
Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 10:02

@luizfernandobarbosademorae:disqus, meu xará! Cara, assim que tiver tempo, termine o Guia do Mochileiro. É um livro tremendamente criativo, você certamente vai se impressionar com as resoluções do autor. Eu não gostei taaaaaaaaaaaaato do segundo livro e não estou gostando tanto do terceiro, mas não são ruins. Apenas são inferiores ao primeiro.

Eu li Cidade da Morte assim que lançou aqui no Brasil. Resolvi não fazer a crítica porque tenho problemas com novelizações e como teríamos a crítica para o arco da série (do qual o livro foi adaptado), deixei de lado. O pior disso tudo é que ler o livro antes de assistir os episódios estragou completamente a minha experiência. hahahahahaha

Eu adoraria ver um Crossover de DW com Harry Potter, com Star Wars e com as HQs do Jodoverse, especialmente a hexalogia do Incal.

Abração!

Responder
Luiz Fernando Barbosa de Morae 30 de janeiro de 2017 - 12:45

Cara, Doctor Who com O Incal seria insanamente fantástico. Por que nunca pensei nisso?! Mas, qual Doutor seria o ideal pra esse crossover?

Bom, além dessa sua ideia fantástica, eu gostaria de ver o 10º Doutor em um crossover com Battlestar Galactica, interagindo com os Cylons.

O 1º Doutor fazendo uma participação no universo dos antigos filmes (ou da antiga série) de O Planeta dos Macacos.

E o 11º fazendo uma participação em Saga de Brian K. Vaughan, que, aliás, deveria muito virar uma saga de filmes ou, de preferência, uma série pela HBO (depois do término de Game of Thrones).

Será que eu viajei demais na maionese-do-espaço-tempo? kkkk

Responder
Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 13:34

Cara, eu acho que o 4º ou o 7º Doutor para essa lambança! Seria sensacional, não? Hahahahaaha Você leu É difícil encontrar pessoas que leram O Incal! Eu fiz críticas individuais para cada um dos 6 volumes, depois dá uma passada por lá.

Malucooooo, o 1º Doutor no Universo de Planeta dos Macacos… Putz! Isso é sensacional!

Eu ainda acrescentaria aqui: o 6º Doutor em Excalibur, o 2º Doutor em algum ponto da Saga do Guia do Mochileiro das Galáxias, o 3º Doutor em algum lugar dos contos do Asimov e o 8º Doutor em algum livro da Agatha Christie.

Vamos viajar juntos na maionese! hahahha

Responder
Luiz Fernando Barbosa de Morae 30 de janeiro de 2017 - 14:00

Infelizmente, assim como O Guia do Mochileiro das Galáxias que li de forma incompleta, só li um volume de O Incal (encontrei-o na biblioteca perto de casa), queria muuuuuuito comprar o volume único (O Incal – Integral), mas já não se acha para vender, mal posso esperar para ter uma reedição.

Aliás, falando em obras que não li e em crossover com Doctor Who, tem uma hq do Matt Fraction que ainda não li, mas acho que seria sensacional ver uma participação do Doutor nela. Que é ODY-C, embora não tenha lido, acho o Matt Fraction um grande roteirista e a arte da hq é ABSOLUTAMENTE SOBERBA, ESTUPENDA, SENSACIONAL. Pode ser que quando eu a leia eu desista da ideia, não sei.

Aliás, um outro encontro interessante seria do Doutor com outro Doutor, o Estranho, mas não esse do filme da Marvel (que pra mim foi um filme só “ok”), mas sim com o Strange da recente fase do Jason Aaron com o Chris Bachalo.

Um encontro com o Surfista Prateado do Dan Slott também seria fantástico! Já imaginou a Tardis surgindo em Zenn-La durante um ataque do Galactus. Uau!

Ainda nessa seara de histórias em quadrinhos, já imaginou o Doutor ajudando o Jesse Custer, o Cassady e a Tulipa a encontrar Deus na 2ª temporada de Preacher. kkkkk

Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 19:48

O Ritter fez crítica para ODY-C aqui, e uma das coisas que eu comentei foi justamente sobre a arte, que me pareceu soberba!!! Preciso ler isso!!!

planocritico 30 de janeiro de 2017 - 22:41

ODY-C é MUITO, mas MUITO boa. Cada página é uma arte a ser emoldurada, enquadrada e pendurada na parede! Minha crítica está aqui: https://www.planocritico.com/critica-ody-c-vol-1-off-to-far-ithicaa/

Abs,
Ritter.

planocritico 30 de janeiro de 2017 - 22:41

ODY-C é MUITO, mas MUITO boa. Cada página é uma arte a ser emoldurada, enquadrada e pendurada na parede! Minha crítica está aqui: https://www.planocritico.com/critica-ody-c-vol-1-off-to-far-ithicaa/

Abs,
Ritter.

Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 19:48

O Ritter fez crítica para ODY-C aqui, e uma das coisas que eu comentei foi justamente sobre a arte, que me pareceu soberba!!! Preciso ler isso!!!

Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 13:34

Cara, eu acho que o 4º ou o 7º Doutor para essa lambança! Seria sensacional, não? Hahahahaaha Você leu É difícil encontrar pessoas que leram O Incal! Eu fiz críticas individuais para cada um dos 6 volumes, depois dá uma passada por lá.

Malucooooo, o 1º Doutor no Universo de Planeta dos Macacos… Putz! Isso é sensacional!

Eu ainda acrescentaria aqui: o 6º Doutor em Excalibur, o 2º Doutor em algum ponto da Saga do Guia do Mochileiro das Galáxias, o 3º Doutor em algum lugar dos contos do Asimov e o 8º Doutor em algum livro da Agatha Christie.

Vamos viajar juntos na maionese! hahahha

Responder
Luiz Fernando Barbosa de Morae 30 de janeiro de 2017 - 12:45

Cara, Doctor Who com O Incal seria insanamente fantástico. Por que nunca pensei nisso?! Mas, qual Doutor seria o ideal pra esse crossover?

Bom, além dessa sua ideia fantástica, eu gostaria de ver o 10º Doutor em um crossover com Battlestar Galactica, interagindo com os Cylons.

O 1º Doutor fazendo uma participação no universo dos antigos filmes (ou da antiga série) de O Planeta dos Macacos.

E o 11º fazendo uma participação em Saga de Brian K. Vaughan, que, aliás, deveria muito virar uma saga de filmes ou, de preferência, uma série pela HBO (depois do término de Game of Thrones).

Será que eu viajei demais na maionese-do-espaço-tempo? kkkk

Responder
Leandro Porto 30 de janeiro de 2017 - 04:09

Devo discordar dos vampiros, eles podem ser explorados melhor nas proximas temporadas. Verdade que no começo pareciam totalmente despensaveis, mas eles transmitem alguns sentimentos da juventude de hoje, de “liberdade” e os tornam acidamente carismáticos, apesar de sua aparência dark eles ajudam a Amanda, momento no qual me fez gostar bastante dos personagens. Vale ressaltar que eles são um ponto de equilíbrio em relação a doença, na qual Todd claramente desenvolve no final da temporada. Mas no geral, excelente crítica, parabéns

Responder
Leandro Porto 30 de janeiro de 2017 - 04:09

Devo discordar dos vampiros, eles podem ser explorados melhor nas proximas temporadas. Verdade que no começo pareciam totalmente despensaveis, mas eles transmitem alguns sentimentos da juventude de hoje, de “liberdade” e os tornam acidamente carismáticos, apesar de sua aparência dark eles ajudam a Amanda, momento no qual me fez gostar bastante dos personagens. Vale ressaltar que eles são um ponto de equilíbrio em relação a doença, na qual Todd claramente desenvolve no final da temporada. Mas no geral, excelente crítica, parabéns

Responder
Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 09:37

Valeu, man!
Bom, se esses vampiros não morrerem no ataque dos militares, vamos ver se os roteiros colocarão eles deforma mais orgânica dentro da história de verdade, não apenas como um ponto anárquico “porque sim”. Talvez e outro contexto eu consiga vê-los com outros olhos.

Responder
Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 09:37

Valeu, man!
Bom, se esses vampiros não morrerem no ataque dos militares, vamos ver se os roteiros colocarão eles deforma mais orgânica dentro da história de verdade, não apenas como um ponto anárquico “porque sim”. Talvez e outro contexto eu consiga vê-los com outros olhos.

Responder
Cleber Rosa 16 de janeiro de 2017 - 10:46

Ótima Critica…

Comecei a ver sem conhecer nada, demorei dois episódios para me acostumar, quase larguei a serie no fim do segundo ( ainda bem que não o fiz ), mas depois do terceiro a serie me fisgou de jeito e não consegui parar de ver( terminei tudo em um dia ), serie estranha, engraçada, louca, que mistura viagens no tempo, cachorros, gatos, entidades cósmicas, assassinatos e mistura tudo isso com um entusiasmo contagiante….

Que venha a segunda temporada!!

Responder
Cleber Rosa 16 de janeiro de 2017 - 10:46

Ótima Critica…

Comecei a ver sem conhecer nada, demorei dois episódios para me acostumar, quase larguei a serie no fim do segundo ( ainda bem que não o fiz ), mas depois do terceiro a serie me fisgou de jeito e não consegui parar de ver( terminei tudo em um dia ), serie estranha, engraçada, louca, que mistura viagens no tempo, cachorros, gatos, entidades cósmicas, assassinatos e mistura tudo isso com um entusiasmo contagiante….

Que venha a segunda temporada!!

Responder
Luiz Santiago 16 de janeiro de 2017 - 12:20

Pois é, @disqus_VWJ2P4vDtO:disqus, é justamente essa loucura que torna difícil digerir uma adaptação de uma obra de Douglas Adams. É loucura demais. Devo dizer que eu gostei desde o começo, mas entendo perfeitamente que alguns espectadores demorem um pouco para se acostumar, porque é tudo muito louco aqui…

Que venha a segunda temporada!

Responder
Luiz Santiago 16 de janeiro de 2017 - 12:20

Pois é, @disqus_VWJ2P4vDtO:disqus, é justamente essa loucura que torna difícil digerir uma adaptação de uma obra de Douglas Adams. É loucura demais. Devo dizer que eu gostei desde o começo, mas entendo perfeitamente que alguns espectadores demorem um pouco para se acostumar, porque é tudo muito louco aqui…

Que venha a segunda temporada!

Responder
Clark-Rio2 12 de janeiro de 2017 - 14:32

Serio?
Melhora depois do terceiro episodio?
Eu queria gosta…eu tentei, mas não consegui.
Depois dessas estrelas to tentando a ser puxado de volta para dar chances…rs

Responder
Luiz Santiago 12 de janeiro de 2017 - 17:24

@thierryfgo:disqus , devo te dizer que este é aquele tipo de narrativa e Universo que ou você ama ou você odeia. Acho que não tem muito meio termo, sabe? O que eu posso dizer é: os episódios finais, quando uma certa questão tecnológica entrar em pauta, muita coisa vai fazer sentido. Talvez te ajude a mudar de opinião. Mas se você foi até o 3º episódio e não gostou nada… hum… não acho que deve gostar do resto não.

Responder
Carlos Souza 12 de janeiro de 2017 - 09:18

Tava me divertindo muito ate a cena do gato/tubarão, quase desisti, mas no fim perseverei e acabei tendo um saldo positivo da série. Eu gosto daquela arruaça sem proposito dos vampiros caras, me divertia muito com aquela zona!!!!!!

Responder
Carlos Souza 12 de janeiro de 2017 - 09:18

Tava me divertindo muito ate a cena do gato/tubarão, quase desisti, mas no fim perseverei e acabei tendo um saldo positivo da série. Eu gosto daquela arruaça sem proposito dos vampiros caras, me divertia muito com aquela zona!!!!!!

Responder
Luiz Santiago 12 de janeiro de 2017 - 10:36

Você aguentou até o gato-tubarão e quase desistiu! Caramba! Aquilo deve ter te irritado demais! Eu gostei, pra falar a verdade. Acho que faz parte de toda a zona mesmo, mesmo que não tenha sentido lógico nenhum! haaahha

Responder
Carlos Souza 12 de janeiro de 2017 - 11:27

Doido demais, vamos ver o que o universo tem pra nós na próxima temporada, alguma coisa deve aparecer, afinal é assim que as coisas são!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk(peguei o espirito da coisa)

Responder
Luiz Santiago 13 de janeiro de 2017 - 01:07

Aquele cantor, o Lux Du Jour deve fazer parte de uma das tramas da segunda temporada.

Responder
Carlos Souza 17 de janeiro de 2017 - 11:55

Mas ele virou aquele gordão, lembra o cara que tinha um milhão de posters na casa, Lux era a antiga identidade dele, sera que vão ressuscitar o rockstar????

Luiz Santiago 17 de janeiro de 2017 - 12:34

Sim, mas eu acho que ou eles vão voltar no tempo ou vão retomar o Lux rockstar!

Guilherme Coral 11 de janeiro de 2017 - 23:18

É como se Doctor Who tivesse encontrado Sherlock. Os dois chapados. — HAHAHAHAHAHAH preciso ver essa série.

Responder
Luiz Santiago 11 de janeiro de 2017 - 23:28

HAHAHA, veja, cara. É doidera pura!!!

Responder
João Victor 11 de janeiro de 2017 - 22:16

Tava, desde q a série lançou, esperando a crítica de vcs. Vi ela já a um tempo e até pensei “Como n tem crítica disso no Plano Crítico ainda? O Luiz iria amar”. Gostei bastante dessa primeira temporada e esperando ansiosamente a segunda. N tava com muita vontade de ver pq n conhecia ninguém q viu, mas qnd coloquei no primeiro episódio e vi os nomes Douglas Adams (autor do meu livro favorito, O Guia do Mochileiro das Galáxias) e Max Landis (autor de uma das minhas histórias favoritas do Superman, American Alien) n tinha como eu n gostar. Ficou em quarto lugar das minhas séries favoritas de 2016, atrás apenas de Westworld, The Get Down e Stranger Things

Responder
Luiz Santiago 11 de janeiro de 2017 - 23:53

Acertou em cheio, man, é o tipo de série que eu realmente gosto!!! HAHAHHAHA uma insanidade total! To MEGA ansioso para ver o que vão aprontar na 2ª Temporada.

Responder
JC 11 de janeiro de 2017 - 11:23

Eu tô em mais da metade do primeiro Livro, mas não vi essa história em canto algum.
É baseada no segundo?

Responder
Luiz Santiago 11 de janeiro de 2017 - 20:11

Pelo que vi do release de imprensa, o roteiro é uma mescla de situações pescadas dos dois livros.

Responder
JJL_ aranha superior 16 de janeiro de 2017 - 01:33

Tipo o filme de ‘Desventuras em série’?

Responder
Luiz Santiago 16 de janeiro de 2017 - 07:28

Tipo isso. Exato.

Responder
Luiz Santiago 16 de janeiro de 2017 - 07:28

Tipo isso. Exato.

Responder
JJL_ aranha superior 16 de janeiro de 2017 - 01:33

Tipo o filme de ‘Desventuras em série’?

Responder
Ricardo 11 de janeiro de 2017 - 07:44

Os vampiros são realmente dispensáveis para a série e a única coisa que não gostei em toda a história. Os quatro personagens da van não têm carisma nenhum e detestei o ator que faz o líder dos vampiros (não sei se é porque o ator lembra um pouco o Cauê Moura, que é alguém que eu abomino). No mais, achei a série fantástica e o trio protagonista (contando com a segurança particular que se torna financiadora da agência) têm química e carisma!!!

Responder
Ricardo 11 de janeiro de 2017 - 07:44

Os vampiros são realmente dispensáveis para a série e a única coisa que não gostei em toda a história. Os quatro personagens da van não têm carisma nenhum e detestei o ator que faz o líder dos vampiros (não sei se é porque o ator lembra um pouco o Cauê Moura, que é alguém que eu abomino). No mais, achei a série fantástica e o trio protagonista (contando com a segurança particular que se torna financiadora da agência) têm química e carisma!!!

Responder
Luiz Santiago 11 de janeiro de 2017 - 10:16

Parece com o Cauê Moura. HAUHAUAHUAHUA eu ri demais!!! hahahahahahh Pois é, eles estão soltos ali. Pelo visto, ou serão presos ou morrerão naquele confronto que a gente não sabe como vai acabar… veremos…

Mas tudo aqui tem um baita potencial para ir adiante e bem. O lance da viagem no tempo foi perfeito e muito inteligente.

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