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Crítica | Django Livre

por Ritter Fan
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Em uma bela e desolada paisagem digna de faroestes estrelando John Wayne, vemos a triste realidade dos EUA no final do século XIX: uma fila de escravos negros acorrentados um ao outro é levada lentamente por dois cowboys a cavalo. É algo incomum em filmes dessa natureza que, normalmente, são higienizados e tratados unicamente sob o ponto de vista do homem branco.

Mas é um começo também incomum para Quentin Tarantino. Sem diálogos. Sem ação. Sem movimentos espertos de câmera. Ele nos permite tempo para que a gravidade do que vemos na tela seja perfeitamente compreendido. A mensagem do cineasta é passada ali, naquele exato momento. O resto é conseqüência.

E também é um conto de fadas. Um violento, heroico e inesquecível conto de fadas.

O primeiro sinal disso é quando os cavaleiros (os irmãos Speck), à noite e no meio de uma floresta vêem alguém se aproximar em uma pequena carruagem. A primeira coisa que notamos é um gigantesco e surreal dente no teto e, em seguida, nas rédeas, um simpático dentista alemão que se apresenta como o Dr. King Schulz (Christoph Waltz em sua segunda parceria seguida com Tarantino, depois de ser revelado ao mundo em Bastardos Inglórios). Ele desce, pergunta se algum dos escravos vem da fazenda de Corrigan e, quando ouve uma resposta positiva, parte para examinar cada um dos sofridos homens acorrentados, sob o olhar desconfiado dos cavaleiros. Quando ele acha quem ele está procurando – Django (Jamie Foxx) – ele começa a negociar sua compra e, quando um dos irmãos Speck decide enfrentá-lo, em um passe de mágica ele estoura a cabeça do valentão e derruba o cavalo sobre o outro, que tem a perna quebrada.

Descobrimos, logo em seguida, que Schulz é um caçador de recompensas que precisa de Django para identificar os irmãos Brittle, feitores da fazenda de onde vinha e alvos atuais do caçador. Mas Django revela-se como um bom parceiro e os dois se unem em torno de um mesmo propósito. É o começo do que poderia  ser chamado de uma bela amizade.

Como é que o Dr. King Schulz encontra Django no meio daquela floresta negra? Como é que ele sabe onde estão todos os bandidos que os dois têm que matar? O rosto simpático de Schulz naquela sua carrocinha nos remete muito mais ao mágico que Dorothy encontra no começo de O Mágico de Oz do que um personagem efetivamente crível.

E Tarantino nos dá mais uma pista sobre o lado mais mágico de sua história, quando faz um interessante paralelo entre a história de Django e sua amada Brunhilde (Kerry Washington) e, claro, a lenda de Brunhilde e Siegfried, profundamente enraizada na cultura alemã. O paralelo é óbvio e nos é revelado em detalhes pelo Dr. Schulz, quando ele conta o mito para Django. Qualquer criança ligaria os pontos.

Mas o personagem mágico de Tarantino talvez tenha ainda outra camada. Em seu filme anterior, Bastardos Inglórios, o cineasta colocou Christoph Waltz no papel de um coronel da SS apelidado de Caçador de Judeus, além de mostrar o povo alemão em geral sob uma péssima luz. Em Django Livre vemos o inverso. Waltz é, agora, o alemão salvador, mas que continua sendo um caçador. Alguém completamente despido de preconceitos que faz de tudo para salvar vidas inocentes, mas é completamente inabalável em seus propósitos. Ele por várias vezes chama o comportamento dos americanos em cultivar a escravatura como um dos pilares da sociedade como bárbaro e inaceitável. Ele é justamente o anjo para o diabo que é Hans Landa. E Django, seu pupilo, é como se fosse um instrumento mortal da ira divina caindo sobre os pecadores.

E com isso voltamos para o mito de Brunhilde e Siegfried. Tarantino já havia mostrado, de sua muito peculiar maneira, o que acha dos nazistas. Em Django Livre, ele continua suas demonstrações contra o preconceito de qualquer natureza ao transformar o personagem-título em Siegfried. Para quem não se lembra, Hitler usou a imagem de Siegfried como o ideal ariano e partiu daí para construir sua própria e repugnante visão de mundo. Ao fazer com que um alemão transforme Django em Siegfried, Tarantino acaba por soterrar a distorção do mito pelo ideal nazista, transformando o filme em talvez o mais simbólico e metafórico de todos de sua carreira. Ele consegue não só reiterar seu trabalho anterior como transportar a ideia para discutir a questão da escravidão e, em uma tacada só, ainda “limpar a barra” do povo germânico.

Mas essa camada fortemente mitológica que Tarantino cria exatamente para demolir mitos não é a única maneira de se ver Django Livre. Há a história de amor incondicional entre Django e Hilde, a história de vingança de Django contra tudo e todos que representam aqueles que já lhe fizeram mal e as várias e várias referências que o diretor salpica por toda a fita.

Sobre as referências, falarei apenas de algumas poucas. A mais óbvia delas é o próprio título e nome do personagem principal, retirado diretamente do clássico faroeste de 1966 batizado unicamente de Django, nome do personagem vivido por Franco Nero. E Nero, claro, faz uma icônica ponta em Django Livre, como o proprietário de escravos que perde uma aposta para Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) e divide maravilhosamente a cena com Django no bar no Club Cleopatra.

A outra referência que não poderia deixar de citar é ao clássico curta animado da série Merry Melodies, chamado Dog Gone South. Nele, um cachorro ianque tenta se refugiar na mansão de um sulista e, como de praxe nesses inesquecíveis desenhos, tudo dá errado. O personagem Big Daddy (Don Johnson, quase irreconhecível) em Django Livre é a personificação live action do dono da mansão no cartoon e toda a ação nessa sequência do filme tem o mesmo espírito. A comparação é imperdível e vale caçar o desenho para assistir. Falar de mais referências seria tornar essa crítica enfadonha, se é que ela já não o está. Tenho mais interesse, porém, em falar das atuações.

Christoph Waltz, como o mágico/anjo/deus Dr. King Schulz é um dos grandes atores descobertos por Tarantino. Sua atuação como Hans Landa foi absolutamente impecável e ele repete sua incrível capacidade de hipnotizar o espectador novamente em Django Livre. A sutileza de sua fala, seus trejeitos, tudo conspira para fazer com que suas atuações sejam marcantes, inesquecíveis mesmo. A cena entre Schulz e Candie que antecede o gigantesco tiroteio mais para o final da fita é um exemplo disso. Sem revelar o que acontece, basta dizer que nós vemos no olhar de Waltz o que Schulz vai fazer. Se talvez pudesse ser uma possibilidade segundos antes, nós, que acompanhamos o personagem por quase duas horas, temos certeza na hora que a câmera enquadra o rosto de Schulz. Não tem erro. O mesmo vale para a terrível sequência da captura de D’Artagnan (Ato Essandoh), um escravo foragido. Schulz tenta evitar o pior e seu rosto consternado quando não consegue é de partir o coração.

O personagem de Leonardo DiCaprio, Calvin Candie, dono de uma enorme fazenda e senhor de escravos que adora fazer rinha de galo com suas “propriedades”, é a personificação do mal. Desde seu cabelo escovado para trás, sua postura efeminada e seus dentes pretos de fumo, tudo indica que ele é a vilania viva. É o demônio – ou dragão – que tem que ser enfrentado pelo anjo Schultz e seu pupilo Siegfried/Django em seu resgate de Brunhilde. A atuação caricata de DiCaprio não nos faz nunca duvidar que, apesar dos exageros, ele é alguém que possa realmente existir. E, com isso, ele consegue evocar toda uma gama de sentimentos ruins, exatamente o que era pretendido pelo diretor, que pode ser considerado um gênio na escalação de seu elenco.

Samuel L. Jackson, no papel do escravo “domado” Stephen, que é o verdadeiro senhor da fazenda de Candie, mastiga o cenário. Aprendemos bem antes no filme que há dois tipos de negros odiados pelos próprios negros: os negros capachos dos brancos e os negros traficantes de escravos. Django tem que fazer o papel do segundo e Stephen é o primeiro. Essa figura desprezível vê tudo e entende tudo. Sabe manipular seu mestre contra seus irmãos e, se Candie é o demônio, Stephen é o pai do demônio. Nunca vi Jackson fazer um papel tão intenso e odioso em sua longa filmografia e fazer o que ele fez debaixo da perfeita, mas pesada maquiagem que o envelhece significativamente é um grande triunfo para o ator cuja atuação é costumeiramente esquecida neste filme e que deveria no mínimo ter sido indicado a um Oscar de ator coadjuvante.

No meio disso tudo, temos Jamie Foxx. Apesar de ter levado para casa o Oscar de melhor ator por sua fenomenal atuação em Ray, o fato é que ele nunca foi consistentemente um grande intérprete. E, em Django Livre, ele está sempre contracenando ou com Waltz apenas ou com Waltz e DiCaprio e, logo antes do clímax, com Waltz, DiCaprio e Jackson. Nessas circunstâncias, pode-se dizer, ao menos, que ele não faz feio e o desenho caricato de seu figurino – de óculos escuros e figurino estiloso de pistoleiro invencível – empresta uma aura ao personagem que não exige dele um trabalho muito maior do que posar para a câmera com cara de inteligente.

Acontece que Django Livre não é um filme exatamente sem defeitos, merecedor irrestrito da nota máxima. O maior de seus problemas é de ritmo, ainda que esteja muito, mas muito longe do que vemos em À Prova de Morte. E, creio, há duas causas para isso. A primeira delas é a trágica ausência de Sally Menke, responsável pela montagem de todos os filmes anteriores de Tarantino. Ela faleceu em 2010 e acabou substituída pelo assistente de montagem Fred Raskin, que trabalhou nos dois Kill Bill. Ele faz um trabalho hercúleo, mas não consegue chegar ao nível de Menke e acaba criando cenas com cortes em momentos errados ou abruptos demais, como na estranha cena da KKK indo atrás de Schultz e Django. Os cortes funcionam, mas apenas burocraticamente, sem a dinâmica impressa por Menke tão maravilhosamente bem nos filmes anteriores.

Mas seria injusto culpar apenas Raskin. Tarantino escreveu um roteiro bastante linear e simples (que ganhou uma ótima versão em quadrinhos), dividido em capítulos estanques, ainda que não sejam explícitos. Não vemos aqui a narrativa não-linear que marcou seus filmes anteriores nem a verborragia de vários de seus inesquecíveis e longos diálogos. E isso não seria problemático não fosse o falso clímax da fita, que poderia muito bem ter sido o verdadeiro e único. Quando o tiroteio na mansão acaba, somos levados para uma longa sequência preparatória do apoteótico “efetivo” final, mas que apenas contribui para uma sensação de lentidão e repetição. Com menos esses 15 ou 20 minutos em Django Livre, a presente crítica, que também talvez sofra do mesmo problema de tamanho, talvez não contivesse os últimos dois últimos parágrafos de ressalva.

Fico feliz em concluir dizendo que Django Livre, apesar dos defeitos, representa mais um perfeito exemplo da capacidade de Tarantino de surpreender seus espectadores, evitando repetições de temas e mostrando um frescor incessante. A escravatura nunca teve um inimigo tão potente quanto o cineasta e um herói tão inesquecível quanto Django.

  • Crítica originalmente publicada em 05 de janeiro de 2016. Alterada para republicação no dia de hoje, 11/08/19.

Django Livre (Django Unchained, EUA – 2012)
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Kerry Washington,  Walton Goggins, Dennis Christopher, James Remar,  David Steen, Dana Gourrier, Nichole Galicia, Laura Cayouette, Ato Essandoh, Sammi Rotibi, Don Johnson, Franco Nero
Duração: 165 min.

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55 comentários

Big Boss 64 14 de agosto de 2019 - 23:55

Oh Djaaangooo!!!
After the showers, the sun
Wiiill beee shiniiing…

Responder
cristian 13 de agosto de 2019 - 14:20

“Quando o tiroteio na mansão acaba, somos levados para uma longa sequência preparatória do apoteótico “efetivo” final” exatamente e é ai que o filme perde muito da credibilidade pé no chão que tinha e se torna um teatro Tarantinesco, e não foi elogio, um pretexto bem ridículo para se livrar o prisioneiro, arrastando o filme além do interessante e um banho de sangue cartunesco destoando do resto do filme… Ainda assim é um dos seus filmes que mais gosto.

Responder
planocritico 13 de agosto de 2019 - 15:17

Não acho que ele perde credibilidade, mas sim que Tarantino perdeu a chance de acabar o filme no momento certo. O segundo final é bom, mas funciona com bem menos eficiência para mim.

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 12 de agosto de 2019 - 20:22

Filme excelente, mas que final forçado! Me pareceu que o Taranta estava fazendo uma espécie de paródia/crítica aos westerns onde tudo se resolve no fim com muito tiroteio…
Meu top five taranta:
1- Pulp Fiction
2- Jack Browm
3- Kill bill 1
4- Os 8 odiados
5- Kill bill 2

menção honrosa: bastardos inglórios

Não vi ainda o filme de perseguição e nem era uma vez… faltou algum?

Responder
planocritico 14 de agosto de 2019 - 18:51

Faltam três aí para você fechar a lista!

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 19 de agosto de 2019 - 14:10

Meu top taranta:
1- Pulp Fiction (marcou o cinema e me marcou nos anos 90)
2- Jack Brown (blackexplotation, Michael Keaton, a trilha e o final)
3- Kill bill (filmes de King fu dos anos 70 e sua plasticidade)
4- Os 8 odiados (as atuações!)
5- bastardos inglórios (tarantino e Brad Pitt contra nazistas!)
7- Cães de aluguel (os diálogos! )
8- Assassinos por natureza (a crueza de uma década )

Hollywood, o de perseguição e grande hotel (conta? Nunca vi ninguém citando-o) eu não vi ainda

Responder
planocritico 21 de agosto de 2019 - 19:15

Assassinos por Natureza não conta! Ele só fez o argumento!

E Grande Hotel ele só fez um segmento, então não conta.

Abs,
Ritter.

Responder
CrazyDany 22 de agosto de 2019 - 00:06

Preciso fazer o dever de casa nos filmes ranqueados do tarantino 😂

planocritico 22 de agosto de 2019 - 16:42

Acho bom!!!

HAAHHAHAHAHHAAHHAHA

Abs,
Ritter.

Lucas Casagrande 12 de agosto de 2019 - 19:48

Filmaço, pra ver e rever

Responder
planocritico 14 de agosto de 2019 - 18:43

Sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
Andressa Gomes 11 de agosto de 2019 - 17:47

Outro filme recomendado pelo meu professor e numa aula de edição de vídeo. Na verdade ele nem se tocou dos pequenos erros e sim só conseguimos apreciar a temática 😊
Uma coisa que me prende a atenção é a trilha e o figurino deles, acho uma coisa tão bem feita nos mínimos detalhes. O visual do Django com aqueles óculos e a roupa azul acho impecável até hoje. E engraçado como esse filme conseguiu mais pegar os outros indicado por mim do que os outros_ mesmo tendo a icônica cena do tiroteio e tendo muito mais mortes como nos demais_
Adoro a trilha e os sons na hora do tiroteio uma coisa que sempre elogiava hahahaha, pode parecer bobagem, mas tinha a sensação de estar lá dentro do tela com eles

Responder
planocritico 12 de agosto de 2019 - 18:04

É um filmaço mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2019 - 14:37

Filmaço!!! Mas como sou muito chato, incomodou-me, nos primeiros minutos do filme, aquela luz de holofote nas florestas noturnas; um pouco mais de naturalismo não seria ruim.
A proto-KKK (só seria fundada 7 anos depois) também pode causar confusão histórica, mas de resto…que experiência aprazível ver os filmes de Tarantino.

Responder
planocritico 19 de março de 2019 - 18:16

Que bom que gostou!

E sim, você está sendo chato com o negócio dos holofotes… HAAHAHHAAHAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 19 de março de 2019 - 18:54

Mas puxa…parecia uma festa de casamento noturna, um monte de luz numa faixa e escuridão total ao redor, pensei que diabos de Lua é essa!?!?!?!
rsrsrsrsr

Responder
planocritico 19 de março de 2019 - 20:16

@frmulafinesse:disqus , toma aí um fotograma da cena exatamente do jeito que você queria que ela fosse!

https://uploads.disquscdn.com/images/d5c17545e80f6b9185d2290c399ed87cdfe0f867a2ae49a94714aa6db9424ac8.png

HHAHHHAHHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAA

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 20 de março de 2019 - 08:35

Ah MIZERAVEIS críticos de de óculos vazados e cachecol no pescoço!!!!!

planocritico 20 de março de 2019 - 14:24

He, he, he, he…

Abs,
Ritter.

Vinicius Maestá 16 de março de 2019 - 21:27

Nunca tinha visto esse filme e nunca tinha ouvido falar que Samuel Jackson estava nele, e cara…como pode isso?!
O cara tá monstruoso aki e deveria ser muito mais falado e reconhecido por essa atuação incrível.

Responder
planocritico 16 de março de 2019 - 23:13

Sim, a atuação dele está assustadora e ele deveria ter sido reconhecido por ela!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 17 de março de 2019 - 01:09

Só queria dizer que vai acabar o ano e o trailer de “Era uma vez em Hollywood” não vai sair.
Apenas compartilhando minha agonia, valeu e falou kkkkk

Responder
planocritico 17 de março de 2019 - 16:08

@vinicius_maest:disqus , dizem os rumores que o trailer sai essa semana agora!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Maestá 18 de março de 2019 - 15:15

Que Deus ouça esses rumores

planocritico 18 de março de 2019 - 17:46

Hoje saiu um pôster!

Abs,
Ritter.

5id Vicious 4 de março de 2019 - 22:01

Crítica muito boa, parabéns. Gosto da cena do ataque da KKK, mas de fato ela só fica melhor compreendida se vista novamente – como já vi várias vezes o filme, ela fica boa, mas o fato de não ser imediatamente compreendida na primeira vez é sinal de problemas na montagem/edição. Adoro a participação do Don Johnson no filme, a cena dele conversando com os KKK é hilária.

Responder
planocritico 9 de março de 2019 - 19:35

Obrigado!

Abs,
Ritter.

Responder
Rosa maria França 24 de abril de 2018 - 23:40

Ótima crítica, parabéns, o filme só deixa a desejar no final, mesmo assim, ja perdi a conta de quantas vezes assisti-o.

Responder
planocritico 27 de abril de 2018 - 23:42

Obrigado! Realmente, o final falso eu não gosto também muito não…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 27 de abril de 2018 - 23:42

Obrigado! Realmente, o final falso eu não gosto também muito não…

Abs,
Ritter.

Responder
Rosa maria França 24 de abril de 2018 - 23:40

Ótima crítica, parabéns, o filme só deixa a desejar no final, mesmo assim, ja perdi a conta de quantas vezes assisti-o.

Responder
samuelramos 22 de setembro de 2017 - 22:18

Filme excelente… merecia a nota máxima. O filme é, de fato, grande demais e tem personagens demais (uma empregada e um advogado a menos seria bom). Porém, com atuações incríveis, ótimas sequências de ação, referências antológicas, entre outros méritos, Django Livre é um dos melhores trabalhos do Tarântula, além de reviver a glória desse gênero, que se voltou mais para questões humanas que fabulosas nas últimas décadas (o que não é um demérito do gênero).

Responder
planocritico 24 de setembro de 2017 - 16:58

Eu sou não dou nota máxima para ele, por causa daquele final falso, que ainda faz Django voltar e acabar com todo mundo. Acho que o Tarantino quebrou o ritmo do filme ali. Mas ele continua espetacular, sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
Eliezer Pereira 15 de janeiro de 2017 - 16:33

O filme é realmente muito bom, e as atuações são ótimas, em especial do Waltz e do Jackson, num papel que iniciou cômico e terminou odioso. O falso final incomodou um pouco, mas não tirou o brilho do filme.

Responder
Eliezer Pereira 15 de janeiro de 2017 - 16:33

O filme é realmente muito bom, e as atuações são ótimas, em especial do Waltz e do Jackson, num papel que iniciou cômico e terminou odioso. O falso final incomodou um pouco, mas não tirou o brilho do filme.

Responder
planocritico 15 de janeiro de 2017 - 17:13

Concordo, @disqus_aMlh8dOGlw:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno 9 de fevereiro de 2016 - 08:40

A maratona continua e Django Livre já virou meu preferido! Talvez por ser o filme do Tarantino com menos tarantinices, hehe. Direção, atores, personagens, trilha sonora, tudo ótimo.
E ah, a crítica tá grande, mas tá ótima, como já é de praxis.

Responder
planocritico 10 de fevereiro de 2016 - 09:28

Esse filme é uma maravilha! Não é meu preferido do Tarantino, mas eu o adoro mesmo assim. Já viu Os 8 Odiados?

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno 12 de fevereiro de 2016 - 00:24

Anda não, só falta esse agora

Responder
Diogo Amorim 9 de janeiro de 2016 - 22:30

Mais um grande filme do mestre Tarantino, me surpreendeu demais e olha que eu nem sou fã do gênero faroeste. O elenco é maravilhoso, as atuações estão incriveis, o personagem do Dicaprio foi o mais me impressionou, é aquele tipo de personagem que você gosta de odiar, sente vontade de ir lá você mesmo e estrangular o cara, como você mesmo disse na critica, é o mal em pessoa, e a atuação dele tambem ajudou muito nisso. Ainda tem varios outros nomes conhecidos no elenco como o Samuel L. Jackson, etc, todos se saem bem. Os diálogos e as frases também são incríveis, o filme se sustenta muito por eles mas claro, sem nunca perder aquela violência Tarantinesca que nós já estamos acostumados, o exagero do diretor está presente como de costume. É um filmaço, não sei dizer qual o meu filme favorito do Tarantino, mas Django Livre com certeza é uma obra prima

Responder
planocritico 10 de janeiro de 2016 - 03:46

Django tem, para mim, aquele problema ao final, de um “final falso” que me fez tirar meia estrela da análise. Mas é, como tudo que Tarantino faz, um filmaço!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinícius O. Rocha 9 de janeiro de 2016 - 21:14

Ótima crítica, como sempre! Tão bom ver os filmes do Tarantino sendo dissecados como as obra-primas que eles são. Sobre os vinte minutos pós-climáticos (quase como uma espécie de “epílogo”) a mais que “alongam” o filme, eu vejo que ali é dado o merecido destaque ao Django do Jamie Foxx, que na minha opinião entrega nessa parte uma ótima atuação. O modo como ele manipula os traficantes de escravos e acerta as contas na mansão dos Candie é sensacional. Mas não dá pra discordar: esse filme é do Waltz, do DiCaprio e do Jackson. Queria muito que os dois últimos ao menos tivessem sido indicados pelos papéis coadjuvantes (imagina ter três atores de um mesmo filme concorrendo na mesma categoria? Acho que isso não acontece desde o primeiro Poderoso Chefão).

Responder
planocritico 10 de janeiro de 2016 - 03:49

@vinciusorocha:disqus, obrigado! Sim, o “segundo final” dá todo o destaque à Foxx e ele manda bem, mas só isso. Os outros estão arrasadores nesse filme, com especial destaque, para mim, para o Jackson em um mais do que asqueroso papel que ele tira de letra!

Abs,
Ritter.

Responder
Carlos Souza 7 de janeiro de 2016 - 11:38

Muito boa critica, eu assisti e gostei muito, as atuações de Dicaprio, Jackson e Waltz, são de tirar o folego, eu queria torcer o pescoço do Leonardo Dicaprio.

Responder
planocritico 7 de janeiro de 2016 - 14:55

Cara, eu consigo ter mais raiva ainda do personagem do Samuel L. Jackson! Bicho asqueroso, traidor, desgraçado!

– Ritter.

Responder
GNewmarks 5 de janeiro de 2016 - 10:22

Ótima critica! Parabéns Ritter! Concordo plenamente sobre o roteiro linear, a ausência de Sally Menke (que realmente era incrível) e a duração do longa. Fui ao cinema com expectativas em Marte e sai um pouco atordoado ao final.

Responder
planocritico 5 de janeiro de 2016 - 11:51

Obrigado, @disqus_lW6SY9roXG:disqus! O filme continua sendo fenomenal, mas tem seus probleminhas mesmo.

Abs,
Ritter.

Responder
João Pedro Rocha 1 de janeiro de 2016 - 23:17

Um dos meus filmes preferidos, como eu gosto desse filme! Já perdi a conta de quantas vezes já o assisti, na primeira vez que vi ele, no dia seguinte assisti de novo inteiro, tem tantas cenas fodas, com frases épicas e com uma fotografia perfeita. Sobre as atuações, gostei de todas, só que achei que Jamie Foxx ficou devendo um pouco, não tinha percebido essa semelhança do Calvin Candie com o demônio, DiCaprio está como sempre excelente, e Samuel L. Jackson também está ótimo assim como Christoph Waltz. E uma das coisas que mais gosto no filme, e que o torna tão especial é a trilha sonora. Cara, baixei todas as músicas e não canso de nenhuma, são ótimas e elas aparecem no momento certo deixando as cenas muitos legais. A minha música preferida do filme é “I got a name” do Jim Croce, música perfeita, com um violão lindo e com um solo maravilhoso, uma das minhas músicas preferidas, elogiaria mais a música, só que acho que já falei demais. Ótima crítica Ritter, vai ter a crítica da trilha sonora ? Se tiver estou no aguardo.

Responder
planocritico 2 de janeiro de 2016 - 21:05

@joopedror:disqus, realmente é um filme fenomenal. Acho apenas que ele tem um final muito protraído no tempo, com um falso final. Caso contrário, teria dado nota máxima.

A crítica da trilha sonora vai para o ar na semana que vem, antes da estreia de Os Oito Odiados!

Abs,
Ritter.

Responder
Awos95 20 de dezembro de 2014 - 04:21

Esse é um dos meus filmes, se não o, prediletos do Tarantino, e eu não sabia sobre a relação do conto de Siegfried e Broomhilda e o Nazismo, isso com certeza faz o filme ganhar uns pontos a mais
Uma questão que vc não chegou a comentar e eu gosto bastante no filme é sua trilha sonora, aonde ele varia entre tipicas de filmes Faroeste e musicas mais ligadas aos negro, e ficou muito boa
E eu não sei se vc chegou a reparar, mas os 3 últimos filmes do Tarantino envolvendo vingança acabou tocando na questão de minorias/luta por direito, em Django tivemos um Negro x Escravatura, Bastardos Inglórios tivemos uma Judia x Nazismo, em Kill Bill tivemos uma Mulher x Seu Ex Marido que a feriu
(espero ter me feito por entender, nem ter suado muita viagem de minha parte)

Responder
planocritico 21 de dezembro de 2014 - 10:41

A lenda de Siegfried, que depois fez parte das obras de Wagner, foi usada por Hitler como base “literária” para sua idiotice de “raça superior” e coisas desse gênero. Leia, sobre esse assunto, From Caligari to Hitler: A Psychological History of the German Film.

Sobre a trilha, realmente não falei. Eu a acho sensacional. No momento, é o álbum que escuto no carro.

Ah, finalmente, sobre essa correlação que você fez, ela existe sim. Mas o mesmo assunto – minorias – já também tratado por ele em Jackie Brown também.

Abs, Ritter.

Responder
Awos95 22 de dezembro de 2014 - 07:39

Irei procurar esse livro, obrigado pela indicação.
Jackie Brown eu ainda não assisti, acho que vou aproveitar o fim de ano pra fazer uma maratona com os filmes do Tarantino que ainda não vi

Responder
planocritico 22 de dezembro de 2014 - 12:07

Jackie Brown é muito bacana. Veja e depois venha comentar na crítica do filme que temos aqui no site.

Abs, Ritter.

Responder
samuelramos 22 de setembro de 2017 - 22:23

Imagina um filme do Quentin sobre um gay massacrando os éteros… seria f#d@.

planocritico 24 de setembro de 2017 - 16:57

O que eu gostaria mesmo é de uma ficção científica do Tarantino, um gênero que ele ainda não tentou!

Abs,
Ritter.

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