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Crítica | Doctor Who – 10X07: The Pyramid at the End of the World

por Luiz Santiago
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estrelas 4

spoilers! Confira todas as críticas para a 10ª Temporada aqui. Confira as críticas para tudo o que temos do Universo de Doctor Who aqui. 

Sejamos fracos: Doctor Who sempre teve os pezinhos fincados na areia política, desde a mistura com elementos pessoais lá em Marco Polo, ainda na 1ª Temporada da Série Clássica, até outros arcos históricos deste mesmo serial, que fizeram muito mais do que colocar o Doutor nestes cenários icônicos: postularam a respeito de mudanças de pensamento na humanidade e fizeram revisões morais junto de novas formas de olhar o mundo, como em Os Astecas e O Reino do Terror. Desse modo, não é nada estranho perceber que Steven Moffat tenha resolvido produzir roteiros mais assumidamente políticos, desde a 9ª Temporada (e digo “assumidamente” porque DW sempre teve sua veia crítica em evidência; cutucões sociais e até ideológicos sempre estiveram em pauta na série), tendo como maior exemplo em 2015 a dupla obra-prima The Zygon Invasion / The Zygon Inversion.

Nesta 10ª Temporada, vimos críticas a um modelo de exercício do capitalismo — que essencialmente trata o ser humano como uma máquina de trabalho e lucro que deve ser descartada quando não é capaz de dar mais nem uma coisa nem outra — com ápice em Oxygen. Na sequência, voltamos o nosso olhar para uma terrível realidade projetada, um drama político, filosófico e religioso com os melhores ingredientes da literatura de Dan Brown, mostrando um plano de invasão complexo, paciente e muito bem executado, que em Extremis mexeu com o nosso julgamento sobre o que é EXISTIR e aqui em The Pyramid at the End of the World mexe com o nosso EXISTIR EM CRISE, especialmente em uma situação apocalíptica que traz novamente o Doutor como Presidente da Terra (em um cenário que funcionaria muitíssimo melhor com a UNIT envolvida) e o Turmezistão, lá da história dos Zygons.

Novamente, é preciso considerar que este episódio é parte de um arco triplo, mas mesmo assim, cumpre aquilo que deveria: mostra de maneira quase sólida o Doutor agindo em uma situação onde ele quer ter controle (e posa de feliz e sorridente de Time Lord resolvendo tudo), mas se encontra fisicamente limitado. Embora a visão dele tenha retornado aqui — parcialmente, será? — o roteiro de Harness e Moffat segue com uma ameaça estratégica dos antagonistas e coloca o Doutor em ambiente de contágio, lembrando um certo filme de Steven Soderbergh e novamente utilizando uma montagem em continuidade. Uma parte do capítulo se passa no país fictício do Universo de Doctor Who e outra em um laboratório onde Erica (a simpática Rachel Denning) ajuda o Doutor a controlar a ameaça bioquímica. Por se tratar de uma narrativa ainda não terminada, é possível perceber algumas inconstâncias de estrutura no processo, com tropeços típicos dessa construção, embora a qualidade final do capítulo ainda seja alta.

Os Monges aqui são melhor explorados e apresentam uma ameaça mais que interessante, em um ambiente cheio de símbolos (a nave-pirâmide não foi escolhida à toa) e fotograficamente mais claro do que no episódio anterior, mesmo com a repetição do filtro azulado nas tomadas internas. Retorna também a temática da paz mundial e da união de inimigos para combaterem uma ameaça em comum (Watchmen), tendo como marcador de tempo — para este bloco e para o andamento do texto como um todo — o “Doomsday Clock”, que de fato existe em nossa realidade e é mantido pelo pelo Conselho de Ciência e Segurança da Bulletin of the Atomic Scientists. No ano em que este episódio vai ao ar (2017), o relógio do nosso mundo marca 2,5 minutos para a meia-noite. Nota: desde 1947, quando a contagem começou a ser feita, o ano que mais nos distanciamos de um apocalipse foi em 1991, quando o relógio marcou 17 minutos para a meia-noite.

A ideia de que os Monges precisam ser pedidos para ajudar — condição muito bem comparada à dos vampiros, no próprio episódio — dá um significado muito maior ao que Bill faz no final do capítulo e isso, tanto do ponto de vista positivo quanto negativo. Notem que o consentimento precisa vir de alguém com poder e ter uma “motivação pura”, o que é muito interessante de se imaginar, pois movida pelo amor, uma pessoa deve abrir mão de sua própria liberdade para entregar alguma coisa ao domínio absoluto dos metamorfos humanoides com pele decrépita e vestidos com robes vermelhos, lembrando monges (pela fala de um deles, parece esta não é a forma original da espécie). É assustador e ao mesmo tempo um conceito muito bem arquitetado, pois tira dos personagens a composição extrema de um vilão como um mal absoluto do qual é impossível fugir.

Como não temos muitas informações para onde a coisa toda deve andar, resta ir colocando peso em duas coisas: 1) o que esses Monges têm a ver com o tema central (até aqui, inexistente?) da temporada?; e 2) como isso pode moldar o Doutor para o que vem adiante, já empurrando Doctor Who para frente, considerando que estamos no meio da temporada? Com Nardole afetado pela bactéria, Bill e o Doutor inseridos em um conflito ético delicado e a Terra pertencendo a vilões com uma misteriosa agenda, a expectativa aumenta ainda mais para o final do arco. E torcemos para que essa história seja a mola perfeita para o restante da 10ª Temporada.

Doctor Who – 10X07: The Pyramid at the End of the World (Reino Unido, 27 de maio de 2017)
Direção: Daniel Nettheim
Roteiro: Peter Harness, Steven Moffat
Elenco: Peter Capaldi, Pearl Mackie, Matt Lucas, Togo Igawa, Nigel Hastings, Eben Young, Rachel Denning, Tony Gardner, Andrew Byron, Daphne Cheung, Jamie Hill, Tim Bentinck
Duração: 45 min.

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51 comentários

Luiz Santiago 31 de maio de 2017 - 02:43

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Responder
Ronaldo JR 1 de junho de 2017 - 11:47

KKKKKKKkkk

Responder
Denilson Amaral 29 de maio de 2017 - 16:38

Sinceramente, eu achei o episódio bem mais fraco que os dois anteriores, além de ser meio confuso no começo. O grande trunfo do episódio foi com certeza a direção, com Daniel Nettheim mais uma vez fazendo um excelente trabalho com cenas picadas.

No todo, o episódio foi bem eficiente na construção da narrativa e na revelação dessa primeira parte do plano dos Monges. Entretanto, o episódio definitivamente não conseguiu me cativar com aqueles militares genéricos, de modo que em muitos momentos eu me senti muito mais interessado com o desenvolvimento da trama no laboratório, algo que teoricamente era secundário (apesar de que muito desse interesse veio da simpática Erica).

Compartilho como você a dúvida sobre a inexistência de um enredo principal para a temporada e realmente espero que algo surja de The Lie of the Land.

P.S (o único dessa vez, sorry!): No decorrer do episódio, fui notando algumas semelhanças do modus operandi dos Monges com o Trickster, principal inimigo da Sarah Jane em seu spin off: ambos partem de um pequeno evento, cuja mudança pode ocasionar drásticas mudanças na história, porém só podem interferir com um pedido expresso, ou melhor, com a permissão de alguém. Será que semelhança demonstra que o próximo episódio vai mesmo terminar com a “morte” do Doutor e uma semiregeneração como alguns fãs teorizam? Afinal, nas histórias da Sarah, o Trickster sempre é derrotado ao desfazer aquilo que foi modificado.

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Luiz Santiago 29 de maio de 2017 - 17:01

Um amigo meu tinha comentado isso do Trickster e eu confesso que é uma comparação sensacional! Juntando isso a algo que li no comentário de uma leitora no Facebook, de que isso tudo pode ser um loop (dói a cabeça ficar pensando onde tudo se encaixa, mas blz), isso tudo pode fazer sentido e gerar algo grande, você não acha?

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Denilson Amaral 29 de maio de 2017 - 22:17

Nesses dois últimos episódios o Moffat voltou ao estilo clássico dos episódios confusos, se ele me complicar ainda mais, toda a imagem positiva que eu tenho dele vai começar a evaporar! Tenho muita confiança que o Toby (meu autor favorito depois do Moffat) vai dar uma resolução adequada para essa história, mas eu ainda me pergunto sobre o que é essa temporada.

O RTD fez introdução de companions em três das suas 4 temporadas e sempre mostrava bem o enredo da temporada logo nos três primeiros episódios, se duvidar logo no primeiro. O próprio Moffat fez isso duas vezes e não se saiu mal (apesar de alguns problemas na 7ª), qual o problema até aqui?

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Luiz Santiago 29 de maio de 2017 - 22:40

Pois é. Estamos juntos nessa reflexão, embora, ao que parece, eu tenha estado mais confiante que você e tenha gostado mais desse episódio também. Vamos ver onde esse samba irá cair!

Responder
Rafael Lima 31 de maio de 2017 - 01:37

Mas acho que enredos de temporada nunca foram o forte de DW mesmo. Os enredos do Davies geralmente giravam em torno de uma ou duas palavras chave ou situações recorrentes, que realmente só iam ganhar relevância de verdade nas seasons finale, excetuando talvez o arco “Mr. Saxon”.

O Moffat até tentou pegar mais pesado nisso no começo de seu mandato com enredos de temporada que influenciavam a história ao longo de toda a temporada (5ª e 6ª temporada), Depois, voltou a estabelecer enredos de temporada que só faziam diferença no final. Nesse sentido, não vejo por exemplo, o plot do cofre como sendo menos sólido do que o enredo do Hibrido na temporada passada

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Denilson Amaral 31 de maio de 2017 - 10:07

Você não deixa de estar certo, tanto que as minhas temporadas favoritas (4ª e 9ª ) são bem vagas nesse quesito.

Mais do que comparações com o RTD, meu problema está sendo com o próprio Moffat, tendo em vista que ele já fez arcos ótimos em outros momentos (como o da 6ª e o da 8ª) e nessa última temporada, que deveria trazer algo especial, tudo está sendo bem vago, exceto pelo enfoque no desenvolvimento da companion (claro, existe a possibilidade desse ser o arco e que no fim essa evolução crie algo importante, como a morte da própria companion, mas nem quero pensar nisso).

Tiago Lima 31 de maio de 2017 - 02:01

Todos nós nos perguntamos sobre o que é essa temporada, pq nada ficou claro até aqui.

Responder
Ramon Vitor 29 de maio de 2017 - 13:17 Responder
Luiz Santiago 29 de maio de 2017 - 16:34

RAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAN!!!!

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Débora De Albuquerque Teixeira 29 de maio de 2017 - 02:01

Cara, eu estou amando esta temporada, começamos com 2 eps mais suaves, mas depois Thin Ice, que eu achei demais, ai o estilo Scooby Doo que eu achei realmente fraco, mas após isto só crescente, e eu estou gostando muito, eu amooo a nona temporada, acho ela maravilhosa, mas ela tinha o peso da Clara que já estava cansando, e ofuscava o Doctor, agora vejo que temos o Capaldão finalmente brilhando como Doctor como deveria ter sido desde a oitava temporada. Estou achando este arco incrível, e penso… se este arco sensacional está no meio da temporada, imagina o arco final?

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Luiz Santiago 29 de maio de 2017 - 02:47

Sério que você via a Clara ofuscando o Doutor naquela reta final? Confesso que amava a relação deles dois, porque não era exatamente FOFA como na era do 11º. Era um bom contraste, gostava muito dos dois. E também gostei demais da Bill, desde o começo. Só que essa temporada já tem ficado atrás da 9ª pra mim, e acho difícil se superar, embora ainda haja tempo, nunca se sabe o que o Tio Moff tá preparando pra gente né?

Ah, só pra deixar claro, eu gostei de TODOS os episódios dessa 10ª Temporada até agora. Só que em níveis diferentes.

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Débora De Albuquerque Teixeira 29 de maio de 2017 - 11:23

Eu entendo que 12th e Clara foi uma das relações mais intensas da new who, mas eu não aguentava mais a Clara, eu sei o papel dela como compenion e tudo mais, mas pô, ela ficou muito tempo, e eu fiquei traumatizada com ela na 8 temporada, que ela foi muito chata. E sim, eu acho que ela ofuscou o Capaldão, era tudo sobre ela, sobre a iminente morte dela, a morte dela, ressuscitar ela, ela virar uma zumbi.
Mas realmente a 9 temporada foi praticamente impecável, mas sei lá, esta 10 temporada eu vejo como se fosse uma homenagem a tudo o que Doctor Who é, vemos elementos da era RTD, da era clássica, era Moffat, sei lá, eu estou gostando bastante.

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Stella 28 de maio de 2017 - 21:24

Excelente crítica Luiz. Vim conferir sua crítica primeiro antes de assistir o episodio, para ver se assisto mais positiva, porque estou muito descontente com esta temporada! Estou quase indo para Londres dar uma bronca em Moffat.

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Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:41

Me leva junto, pfv!!!!

Pois é, acho que todos nós viemos mimados de uma temporada sensacional como a 9ª e agora tudo está fazendo falta. É complicado. Mas este é um episódio bom. É o meio do caminho para algo que deve ser épico na próxima semana. Bora ver.

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Stella 28 de maio de 2017 - 21:59

kkkkkkkkkkkkk levaria com certeza. Sim fomos mimados demais, me recuso a aceitar algo inferior, to acostumada com picanha e caviar, não quero carne moida não kkkkkkkkk

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 22:24

Excelente comparação! Tenho o mesmo sentimento, mas eu acho que to levando essa carne moída bem melhor que você hahahahahahahahhahahahahaha

Responder
Guilherme Coral 28 de maio de 2017 - 22:08

Olha a cara desse careca safado…

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 22:23

AHAHAHHAHAHAHAHHAHAHA lá vem o que odeia o coitado do Nardole!!!

Você vai favoritar esse episódio, Gui!

Responder
Rafael Lima 28 de maio de 2017 - 21:02

Texto muito bom, Luis! Mas fiquei com uma duvida sobre algumas observações que você fez. Quais são as inconstâncias de estrutura que você percebeu?

Sobre a ligação dos Monges com o tema central da temporada, acredito que se dará com Missy sendo tirada do cofre pra ajudar a resolver a situação. Afinal, não creio que Moffat tenha colocado as cenas na porta do cofre na primeira parte do arco á toa. Sem falar que vamos combinar que os arcos de temporada nunca foram muito o forte da série na minha opinião. A Nona temporada ganha muitos elogios, mas todo o arco longo do hibrido se mostrou bem dispensável no fim das contas, na minha opinião. O típico “arco de palavra chave” que se não existisse, não faria grande diferença

Mas falando do episódio, gostei muito da forma como o roteiro trabalhou os conflitos apresentados. Gostei muito de como a narrativa trabalhou questões de causa e efeito, ao mostrar como um simples óculos quebrado pode desencadear um processo que leva ao fim do mundo.

Achei muito legal que os Monges não quererem qualquer tipo de consentimento para dominar o planeta, mas um consentimento puro. Não sei por que, mas ao ver os fios que os Monges usavam para ver as simulações, fui remetido as parcas da Mitologia Grega. Mas não sei se Moffat realmente pensou nessa associação ou sou eu viajando. Hehehe

Curioso também como Moffat volta a problematizar o papel do Doutor como defensor do nosso planeta, quando os militares questionam o seu direito de decidir o destino da Terra, uma questão trazida constantemente a tona durante a era Capaldi (embora nessa situação acabe se tornando um pouco incoerente. Afinal, a ideia de torna-lo presidente do mundo não era justamente que ele tomasse as decisões?)

Fui só eu que temi pela vida da Érica? Afinal, o Doutor a convida (mesmo de brincadeira) a se juntar a ele. Em DW, muitas vezes isso é praticamente uma sentença de morte. Hehehe

Ah, e gostei muito da forma como a montagem e o roteiro optaram por fazer o “Previously” da primeira parte do arco, ao colocar a Bill contando a história do “sonho” de seu tutor para sua namorada em potencial (embora acho que Bill deveria partir pra outra, pois da próxima vez, deve ser a rainha a interromper o seu encontro. Hehehe)

Mas no geral, gostei do episódio, que trouxe discussões interessantes, e vilões bem intrigantes. Não foi um grande episódio, mas não comprometeu o conjunto geral do arco até agora. Curioso agora pelo desfecho.

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:27

Sobre a estrutura do texto: a passagem entre os blocos não é orgânica. A ligação é muito mais frágil que em Extremis. Os diálogos para os líderes vão se esvaziando aos poucos, a ponto de eles serem peões de ocasião. Não é algo necessariamente péssimo, dada a característica dos vilões, mas o roteiro poderia muito bem tornar os líderes terrestres menos estúpidos. E por fim, a descoberta dos Monges sobre a “mudança nos planos”. A reação é um tantinho risível, faltou tutano naquela parte. Sorte que o que vem depois, distrai a gente. Mas meus olhos de águia não perdem nada hahahahahhahahahahahahaha.

Tadinha da Erica, gente. Ela é tão fofinha, eu também temi por ela! Fiquei só imaginando a hora de acontecer alguma coisa! O bom é que pelo visto ela aparece no próximo episódio!

E que venha a tia Missy!!!

Responder
Rafael Lima 28 de maio de 2017 - 21:47

Pois foi justamente esse fator com os militares que você apontou que fez com que os episódios perdesse pontos comigo. Eles eram meio que “figuras de plástico” sem personalidade, estando lá só pra cumprir função na trama. É só comparar com os sacerdotes da primeira parte do arco, bem melhor apresentados e utilizados.

E você não achou meio furo questionarem e se colocarem contra o plano de ação do Doutor contra os Monges? Afinal, a ideia do título de “Presidente da Terra” não era justamente permitir que o Doutor tomasse as decisões? Achei um pouco incoerente.

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:50

Sim, sim, achei mesmo um furo. Se a ideia era mostrar a “visão terrestre”, que viesse de outra forma! Por isso eu acho que a UNIT caberia muito melhor aqui, não?

Responder
Sr. Coringa 28 de maio de 2017 - 21:51

pra mim teria sido muito melhor se eles nem reagissem ao ato do Cappaldi, como se aquilo ainda fosse parte da simulação, o fato do Doctor salvar o mundo como sempre faz ainda era parte do que eles esperavam e o real consentimento que sempre esperaram era o da Bills pelo Doctor.

teria sido até mais coerente, do que eles “correndo” pra verificar o que estava acontecendo.

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:55

De fato. No final das contas, eu consigo entender a intenção geral do roteiro, porque eles são fracos mesmo, são falhos, humanos… mas a forma como foi colocado, destacando uma baita autoridade para ser desobedecida sumariamente é estranho.

Responder
Tiago Lima 28 de maio de 2017 - 20:43

Com o perdão do trocadilho, mas eu continuo cego sobre os rumos desse ano. Já estamos na metade da temporada e para mim a coisa ainda não andou.

Primeiro, como eu já havia comentado com você @@luizsantiago:disqus , não consigo visualizar uma base conceitual entre os episódios ( a não ser sobre a falta de humanidade do capitalismo, que vimos em dois episódios apenas.) como acontecia nas temporadas passadas.

O meu problema é com o roteiro que traz apenas o “feijão com arroz”, sem grandes surpresas. Todo o resto está no lugar. Atuações, fotografia, maquiagem e efeitos.

A espera pela temporada foi tanta ( e a 9° temporada foi excelente!) que nossas expectativas estavam super altas, mas infelizmente a realidade bate a porta e por enquanto a temporada esta apenas “ok”. A esta altura se tivermos um “mega plot twist” no final do ano poderá até nos trazer o sentimento de empolgação para o próximo Doutor, mas não apagará a amargura que esta sendo esta temporada.

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:31

“eu continuo cego sobre os rumos desse ano” HAUAHUAHAUAHUAHUAHUAHUAHUAHAUAHUAHUAHAUH

Man, eu consigo te entender. Como comentamos antes, também tenho dificuldade em encontrar um caminho definitivo aqui, embora eu veja temáticas de desenvolvimento de personagens, como os meandros morais do Doutor e o fato de ele lidar com a cegueira.

Mas é, pegando a linha do hype da temporada passada, a coisa aqui vai devagar. Apenas um episódio excelente, a meu ver, que foi Extremis…

Responder
Stella 28 de maio de 2017 - 22:42

Concordo plenamente com o seu comentário. Eu esperei demais, então o hype estava nas alturas, principalmente depois dos episódios fantásticos que a nona nos ofereceu.

Responder
planocritico 28 de maio de 2017 - 18:40

Caramba… Essa imagem que ilustra a crítica é assustadora… Parece fanfilm feito com dois clipes e três pedaços de barbante…

Abs,
Ritter, o Sincero.

Responder
Matheus De Sena 28 de maio de 2017 - 19:53

Oxe, se parte do charme da série é ser feita com clipes, pedaços de barbantes, cartolina, 03 cenários e os 15 atores existentes no Reino Unido todinho kkkkkkkkkkkk

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 20:28

HAUAHUAHUAHAUHAHUAAHAUHAUHUAHUAAHU

É bem isso mesmo! Até a TARDIS, com aquele console de carretel de linha! 😀

Responder
Stella 28 de maio de 2017 - 21:22

Já não concordo , esta temporada está tendo um tratamento inferior em diversos aspectos.
Se tu ver os posteres das outras temporadas, e até os efeitos visuais da nona, estão melhores.
https://uploads.disquscdn.com/images/43c9b73163fb19c3410cbebf09d1e9bbd4d013c7148088e2b6c15ef0ed51616d.jpg

Responder
Tiago Lima 28 de maio de 2017 - 22:19

Dá a impressão que a BBC cortou pela metade o orçamento de DW.

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 22:26

É a crise!!! Tudo culpa do PT!!! Depois de ter feito a ONU PARAR TUDO para condenar o tal do “escola sem partido” [dos outros], esses petralhas agora estão atrapalhando até Doctor Who!!! ONDE ISSO VAI PARAR?????
HAUAHUAHAUHUAHUAHAUHAUAHUAHAUAHUAHAU

Tiago Lima 28 de maio de 2017 - 22:27

HAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH

Estou em cólicas de tanto rir. Tudo culpo do Nardole, esse safado.

Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 22:29

Viu que o Nardolinho se chamou de SEXY aqui? E essa cara de “vem aqui, delícia; vem aqui, meu mel” que ele tá fazendo nesse pôster????

OH 100-NHOR G-ZUIS!!!

Tiago Lima 28 de maio de 2017 - 22:32

Serei apedrejado, mas eu NÃO SUPORTO esse personagem. Cara chato da porra, podia sumir. Sério, mais chato que a Amy,

Luiz Santiago 29 de maio de 2017 - 00:30

NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOO

Stella 28 de maio de 2017 - 22:43

Exatamente, creio que foi isso. Sacanagem viu. Mas mesmo assim a quarta temporada foi barata, e continua como a minha temporada favorita até agora.

Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:40

Mas eu tava falando na zuera mesmo! O pôster desse episódio é realmente uma colagem esquisita! hahahaha

Responder
Stella 28 de maio de 2017 - 21:59

ta demais kkkkkkk Parece coisa de amador mesmo.

Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 19:35

Acabou Arrow, né? Por isso que você tá assim!

Responder
planocritico 28 de maio de 2017 - 20:53

E esse sujeito careca aí é os cornos do Tio Chico da Família Addams…

HAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAHAH

Abs,
Ritter, o Revelador da Verdade.

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:32

MEU DEUS, COITADO DO NARDOLE!!!!

Responder
Stella 28 de maio de 2017 - 21:24

KKKKKKKKKKKKKKK
Não fale mal desta obra prima Luiz. Nem Doctor Who supera

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 21:42

MEA CULPA!!!

Responder
Stella 28 de maio de 2017 - 22:00

Entendi a referencia kkkkkkk
https://www.youtube.com/watch?v=KG7Bs_BCC5w

Luiz Santiago 28 de maio de 2017 - 22:28

hUAHUAHUAHAUAHUAHAUHUAHAUAHUAH

Eu não me aguento contigo, @disqus_9KZLz8G0wg:disqus!!!

Stella 28 de maio de 2017 - 22:40

KKKKKKKKKKKKKKKKK

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