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Crítica | Doctor Who – 10X08: The Lie of the Land

por Luiz Santiago
97 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4,5

spoilers! Confira todas as críticas para a 10ª Temporada aqui. Confira as críticas para tudo o que temos do Universo de Doctor Who aqui. 

Notícias falsas no mundo da comunicação em massa não é uma novidade para nós. Aliás, não é uma novidade já há algumas décadas, basta pegarmos trabalhos de grandes teóricos da comunicação a partir dos anos 60 para vermos que a concepção de “verdade absoluta” através das mídias; os interesses pessoais ou de grupo a que servem os “formadores de opinião”; a repetição de ideias — por piores que sejam — como forma de divulgar uma causa ruim e angariar seguidores incautos… tudo isso pode ser visto em nossos dias, com tantas páginas em redes sociais, canais no Youtube, sites, livros e emissoras de rádio e TV mostrando “a verdadeira e indiscutível versão dos fatos”. Assim como neste interessante The Lie of the Land, os detentores e divulgadores destas “verdades puras” tendem a agredir qualquer um que proponha mudar essas ideias tortuosas. Mesmo que sejam mentiras, o ego de quem as segura e o poder que obtêm com elas impedem qualquer abertura para a verdade. O outro é sempre o que carrega o mal e a mentira. Sempre.

Eu poderia (e até gostaria!) fazer uma análise unicamente comparativa e crítica deste episódio à luz dos entraves da Aldeia Global de McLuhan; da falsa capacidade de escolha da opinião de massa, de Lazarsfeld ou da Agenda-Setting/Agendamento (a capacidade de a mídia determinar qual assunto será mais discutido pelo público, à medida que certos temas ganham mais visibilidade que outros), de McCombs e Shaw, mas não daria conta do verdadeiro ponto aqui, ou seja, discorrer sobre a totalidade narrativa e estética deste episódio de Toby Whithouse que finaliza a tríade de capítulos sobre os Monges nesta 10ª Temporada de Doctor Who.

O que não dá para negar é o seguinte: o autor conseguiu fazer uma crítica bastante contundente aos meios de comunicação e ao ideal do JUSTICEIRO SOCIAL que usa de tsunamis de falas dicotomias e mais uma série de falácias lógicas, comparando períodos da História, contestando liberdades individuais, propondo segregações de todos os tipos e exercendo inúmeros preconceitos em nome de uma ordem e um valor moral/ideal/puro/tradicional que deve ser mantido “pelo bem de todos”, a todo custo. Tenho certeza que todos vocês conhecem pessoalmente ou através da internet, uma peça dessas.

Quando olharmos de fora para The Lie of the Land, a primeira dúvida que vem é de como ele se encaixa na temporada. E sejamos sinceros, não se encaixa lá muito bem, não é mesmo? Claro que se trata de uma aventura excelente em muitos pontos, mas a organicidade no montante da temporada não é exatamente o seu forte. O Doutor entra no cofre, mas seu conteúdo já não era mais um segredo para o público. A ajuda pedida a Missy também não teve um real valor no enredo, exceto pelo fato de iniciar o processo de dedução do Doutor, mas este não é um motivo muito forte, posto que ele já havia chegado a conclusões bem mais complexas sozinho. Isso sem contar na diferença de ritmo entre a primeira e a última parte, um problema de montagem sobre o qual falarei mais adiante.

Mas é preciso olhar por outro ângulo. Toda a sequência no cofre vale porque Michelle Gomez tem (mais uma vez!) uma performance espetacular, abrindo as portas para que pensemos Missy de maneira bem diferente, ainda mais engajada em algo que tinha dito para Clara em The Magician’s Apprentice. Algo sobre “ser boa”. Claro que para uma transregeneração do Mestre, isso é a faca e o queijo para discussões e tabus sobre a moralidade da bondade, todavia, a dúvida a respeito da transformação de Missy parece se esvair pouco a pouco. Não para uma bondade no sentido cristão ou Disney a que normalmente nos referimos. Mas um outro tipo, mais próximo do Utilitarismo. Ou isso tudo faz parte de um plano da Time Lady ou realmente temos um grande momento de reflexão em sua vida.

Mas se fica um pouco “à margem” de um fio da meada narrativo, este episódio se destaca ao intensificar alguns caminhos que até o momento não sabemos para onde nos levará, mas que isoladamente são muito bons. O fingimento do Doutor sobre ajudar os Monges, seu discurso sobre fascismo e vantagens Históricas do “extermínio de poucos para o benefício de muitos” (ou seja, o ideal nazista) e a falsa regeneração (alguém tem um pensamento diferente sobre ela, além de ter sido um gasto desnecessário de hormônios Lindos?) são pontos que mostram um lado mais manipulativo e estratégico do Time Lord, reforçado por esta encarnação com seu sempre ativo dilema da bondade versus maldade.

Algumas lembranças do passado, como a transmissão mundial via TV em The Idiot’s Lantern; a própria brincadeira com a regeneração — que aconteceu, por outros meios, em The Impossible Astronaut/The Wedding of River Song — e a sugestão e posterior criação de uma realidade alternativa da Terra, que foi a essência da 6ª Temporada da Nova Série, são pontos que nos fazem pensar sobre o futuro deste 10º ano do show e sobre onde o Doutor quer chegar. Até o momento, não desgostei de nenhum episódio da Temporada, apesar de haverem mais aventuras aquém do esperado do que eu imaginaria. Mesmo assim, este serial está nos devendo um alvo. Para onde estamos indo? Mesmo com um excelente episódio aqui e um bom arco geral dos Monges (Extremis foi o melhor da temporada até agora), a dúvida permanece e começa a incomodar um pouco.

O diretor Wayne Yip, que já dirigiu episódios de Misfits, Utopia e Class, tem uma grande capacidade de guiar episódios com trabalho ousado de imagens ou interferências no cenário, e é uma pena que a montagem tenha atrapalhado bastante a urgência ou delicadeza com que ele filmou determinados momentos. Vejam como a movimentação e o bom posicionamento de câmera (sem contar aquela direção de arte falsamente minimalista, um charme à parte para o escritório falso do Doutor ou o interior do Cofre) em blocos essenciais do episódio são editados de maneira quase displicente. E notem que a cena no navio nos mostra Pearl Mackie em uma aplaudível demonstração de decepção e ódio, um dos melhores momentos dela na série, infelizmente mal agrupado pela montagem. Até Matt Lucas consegue guiar uma ótima cena, quando chega à casa de Bill. E Peter Capaldi? Bem… esse homem só pode ser alienígena mesmo, para conseguir interpretar um Doutor com tantas variações de humor em questão de segundos, e todas elas muito bem personificadas.

Visual e conceitualmente sombrio, The Lie of the Land volta ao tema da falsa percepção de mundo, introduzido em Extremis; concluindo o arco dos Monges com um misto de anticlímax, crítica social e apreensão. Mais que qualquer outra coisa, o que falou mais alto aqui foi o significado desses eventos para o Doutor, Missy e Bill. O encaixe disso na temporada, porém, ainda permanece um mistério.

Doctor Who – 10X08: The Pyramid at the End of the World (Reino Unido, 05 de Junho de 2017)
Direção: Wayne Yip
Roteiro: Toby Whithouse
Elenco: Peter Capaldi, Pearl Mackie, Matt Lucas, Michelle Gomez, Beatrice Curnew, Emma Handy, Jamie Hill, Solomon Israel, Rosie Jane, Stewart Wright, Helena Dennis
Duração: 50 min.

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34 comentários

Cristiano de Andrade 2 de julho de 2017 - 13:35

São por episódios assim que eu amo Doctor Who!

A “pegadinha” do Doctor pra cima da Bill foi impagável! Tomei um susto achando que ele ia regenerar mesmo.

E fiquei bem bem apreensivo achando que a Bill ia realmente morrer mas ela conseguiu vencer os monges!

Talvez simplista demais a forma que derrotou os monges? Sim, mas não deixa de ser interessante!

E Doctor, se for reescrever a história para extinguir as pessoas que falam no cinema, extingue também as que mexem no celular! Faz esse favor para a humanidade!

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Luiz Santiago 2 de julho de 2017 - 13:40

Também acho que ele estaria fazendo um favorzaaaaaaaaaaaço à humanidade reescrevendo essas pessoas. Porque só por Deus, viu. HAHAHAHHAHAHAH

Responder
Igor Tiago 6 de junho de 2017 - 18:38

Ótima critica, eu comecei a assistir Doctor Who no ano passado e acabei gostando demais (fui atrás da série clássica, já cheguei em Planet of spiders) e essa é a primeira temporada que realmente to acompanhando, tava achando q era por causa disso q não tava apreciando tanto a temporada, apesar de nenhum dos episódios ser ruim, mas parece q não sou o único ne rsrs. Acho q o que mais avacalhou tudo foi o hype que Extremis criou em mim sobre os monges, já tava até empolgado achando que seriam os novos weeping angels da série nova kkkk mas acabaram não convencendo mto (pelo menos não ficaram tão chatos igual os slitheen rs) mas vamos ver ne, ainda temos ice warriors e cybermens clássicos (gosto de pensar q esses vão ser cybermens modernos hipsters que gostam de se vestir com armaduras vintages kkkk)
PS: Sgt. Peppers Ta fazendo 50 anos esse ano ne, sei que não tem nada a ver (bem q poderia, pra mim ainda falta um episódio de doctor who com os Beatles kk) vcs pretendem fazer um especial Beatles?

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Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 20:00

Pois é, @igor_tiago:disqus, meu velho, estamos todos no mesmo barco, man.
Penso exatamente como você: nenhum episódio ruim até agora, mas nada que tenha me abalaaaaaaaaaaaaado assim, sabe. Extremis foi mesmo de um puta hype! Vamos ver o que nos revela os próximos capítulos!

Cara, você tá vendo a Clássica também? Ó, nós temos críticos para TODOS OS ARCOS do 1º ao 5º Doutor e para quase todos do 6º Doutor (falta só a última temporada, que começarei a publicar depois que a 10ª Temporada acabar, mas já estão todos escritos, só esperando o momento certo…). Aparece lá para trocarmos umas ideias sobre a Clássica também!

E sobre os Beatles. Você não tem noção como me dói não fazer um Especial deles por agora. Mas a gente está cheio de coisa e eu to cheio de coisa pra fazer cobertura aqui no PC, fica impossível no momento. Mas é uma banda que com certeza teremos um Especial. Se serve como consolo, temos críticas para alguns discos deles já por aqui…

Abração!

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Igor Tiago 6 de junho de 2017 - 21:02

Pois é, entrei nessa tarefa hercúlea de acompanhar 20 anos de Doctor Who só pra entender mais completamente a história, o difícil msm é acostumar com os “efeitos especiais” e com os arcos, 6 episódios de vai e vem nem sempre prendem tanto, principalmente depois de assistir a 9 temporada como fiz haha. Mas as críticas aqui do site me ajudaram mto principalmente por causa das reconstruções, não conseguia me conectar tanto com a história e acabava pulando aí pra não perder de tudo dava uma passada aqui no site para me situar no que tinha acontecido. Msm assim continuo acompanhando e não tenho me arrependido já estou terminando a era do 3 doctor como falei e estou quase sendo tentado a ler a crítica do Planet of spiders antes de terminar de ver (sou um pouco aracnofobico e ter que tapar a parte da tela q elas aparecem com a mão toda hora é bem complicado kkkkk) .

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Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 23:53

Putz, então você ainda vai ter uns trecos nervosos, porque nesse arco elas aparecem e agem MESMO haahahhaaah
Depois me diga o que achou da regeneração desse Doc!

Responder
Denilson Amaral 6 de junho de 2017 - 00:06

Sinceramente, eu devo ser a pessoa que mais se decepcionou com esse episódio, a todo o tempo só consegui pensar que o Moffat da 6a temporada deve ter baixado no Toby Whithouse para fazer algo tão cheio de plot twists e furos.

Quando o Doutor começou a defender os Monges e argumentar contra o livre-arbítrio, deu uma vontade imensa de chamar o Terceiro para dar um soco na cara dele e lembra-lo de todo o período em que ele lutou pela liberdade em meio à Guerra Fria. Pior ainda quando tudo se mostrou uma enorme farsa. Sério, isso passou dos limites da manipulação, foi algo realmente cruel que fugiu totalmente dos padrões do Doutor.

O próprio Doutor disse que desprogramou os soldados, então qual foi o objetivo daquela ceninha, já que na hipótese da Bill estar sobre o controle dos Monges, ele poderia fazer o mesmo? Aliás, que tipo de plano foi aquele? Passar seis meses tentando ganhar a confiança dos Monges para logo em seguida jogar tudo pela janela? E qual foi a utilidade daquela guerrilha, sendo que não sobrou nem metade deles logo no primeiro encontro com os Monges?

Outra dúvida: aparentemente as transmissões da história falsa só afetavam os humanos, já que o Doutor, Missy e Nardole (em certo grau, já que ele não é de todo humano) continuaram conscientes da verdade, então o que aconteceu com os 20 milhões de Zygons que estão na Terra? Ou ainda o pessoal do Beco Diagonal de Face The Raven? Pessoalmente, eu acho que seria muito mais épico se o Doutor pedisse a ajuda desse pessoal e lutasse contra os Monges ao invés de usar aqueles soldados genéricos e pedir para a Missy repetir o óbvio.

A falta de exploração dos vilões foi outro problema que me irritou muito. Nos dois episódios anteriores fomos apresentados aos Monges e instigados com diversas perguntas sobre esses personagens, mas chegando à conclusão do arco os vilões mal aparecem fisicamente, não estando presentes nem para um enfrentamento final ou sequer tendo direito a uma fala propriamente dita. A situação se torna desastrosa quando constatamos que os vilões que surgiram como uma das principais apostas da temporada terminam esse episódio com tamanha falta de personalidade que poderiam ser facilmente substituídos por qualquer outra figura genérica.

Sem dúvida alguma, o que mais me atraiu no episódio foi a Bill. Desde a introdução (igualmente brilhante, diga-se de passagem), Pearl Mackie consegue transmitir pelo olhar o quão terrível é a situação passada pela companion. O misto de cólera e desespero trazidos pela súbita mudança do Doutor é interpretado de uma maneira tão profunda que é impossível deixar de render homenagens ao brilhante trabalho da atriz.

Outro ponto que me agradou muito foi a resolução do episódio. O autor conseguiu fazer um ótimo trabalho no retorno da temática da mãe, demonstrando o apego que Bill tem com a figura materna e construindo de forma muito eficiente uma solução lógica e concisa para o controle mental dos Monges.

Apesar da forte reflexão, o episódio não se sustenta só com isso. O arco dos Monges chega ao fim de forma vaga, praticamente não acrescentando nada e nos deixando cada vez mais receosos sobre o futuro da temporada. Mas a esperança é a última que morre, não é? Seguindo a lógica torta usada até aqui, o episódio do Mark Gatiss que vem por aí pode ser um sucesso absoluto.

Notas:

The Pilot: 7,5/10
Smile: 8/10
Thin Ice: 7/10
Knock Knock: 8,5/10
Oxygen:10/10
Extremis: 10/10
The Pyramid at the End of the World: 8,5/10
The Lie of the Land: 7,5/10 (com uma suave tendência para 8)

Responder
Tiago Lima 6 de junho de 2017 - 00:13

Nossa!! Falou uma verdade, no fim poderá ser o ep do Gatiss o melhor da temporada. Isso sim é plot twist!

Responder
Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 00:45

HAUAHUAHAUAHUHA EU TO BERRANDO

Responder
Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 00:43

A resistência aos Monges não faz sentido. E tem um monte de coisas que não batem mesmo. Juntando a insatisfação de todo mundo, dá até pra fazer uma sopa e todo mundo se encontrar pra falar mal da série….
Brincadeirinha… ahhahhhahhahahahhahahahahaahahaha

Mas sério, a cena do livre-arbítrio foi forte. As tiradas do Doutor ali realmente me tocaram, é um puta discurso fascista incômodo. MAS há alguns pontos, algumas coisas que ele misturou ali. Ele mostrando que sabe ser mau… Mas o fingimento realmente não era necessário.

Muuuuuito bem citado! Acho até que a Missy poderia constar no episódio, mas não nesse ponto aí de ajuda. Concordo que com os Zygons e o pessoal do bequinho a coisa funcionaria muito melhor. E tipo, como o @disqus_EYUuNRKx0g:disqus falou abaixo. E a UNIT? E a ONU? Complicado…

Também concordo com você na parte de falta de trabalho dos vilões. Eu queria saber mais, saber motivações, história maior… pra vilões de um porte desse e ao longo de três arcos, deveria ter algo mais pra gente, né?

Responder
Rafael Lima 8 de junho de 2017 - 20:05

Excelente análise, Denilson. Como de hábito, você trouxe luz a aspectos bem legais para o debate aqui.

Concordo que irritaram muito os plot twists ao longo do episódio, que não passavam de surpresas gratuitas com pouca (ou nenhuma) coesão com o resto da narrativa.

Os vilões se mostraram bem patéticos para os antagonistas de um arco de três partes mesmo. Uma verdadeira decepção. Pra quem havia passado um bom tempo praticando invadir a Terra com simulações, eles se mostraram bem despreparados no fim das contas.

A cena da falsa regeneração foi completamente desnecessária também. Mas acho que o Moffat só quis dar ao Capaldi uma regeneração estilo “Nova Série” (Hehehe). Já que o produtor já adiantou que a regeneração do Décimo segundo Doutor deve ser diferente do estilo que a Nova Série adotou desde que o Nono Doutor se regenerou.

Quanto ao lado manipulador do Doutor, não tive tanto problema com isso. Afinal, outras encarnações como o Quarto Doutor e o Sexto Doutor já fizeram coisas bem parecidas. Isso pra não falar do Sétimo Doutor no brilhante “The Curse Of Fenric”. O problema da manipulação do Doutor neste episódio é que não fazia sentido nenhum, pelos motivos que você muito bem apontou.

De fato, a era Moffat criou alguns “cartas ases” pra serem utilizadas em situações como as vistas neste episódio. Além dos Zygons e o povo do “beco diagonal alienígena” que você citou, ainda existe um Brigadeiro Cyberman e uma espécie de Superman soltos no universo da série.

Ao mesmo tempo, entendo que a série criou um universo tão vasto, que com alguma boa vontade eu consigo entender por que não explicam o que houve com esse povo. Mal comparando com quadrinhos de super herói, é como ver uma história do Superman se quebrando sozinho pra salvar o mundo e se perguntar por que a Liga da Justiça não vem ajudar. Tipo, as vezes é melhor não usar as cartas ases.

Mas neste caso, uma participação dos Zygons poderia ter sido um caminho melhor mesmo. Sacada muito boa, Denilson.

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genio playboy 20 de agosto de 2017 - 22:37

Outra questão, se era as estatuas que estavam fazendo o sinal da Bill se espalhar pelo mundo pq não destruir as estatuas?

Responder
Luiz Santiago 20 de agosto de 2017 - 22:39

Porque os Monges poderiam tomar a forma de qualquer receptor, é uma luta perdida.

Responder
Tiago Lima 5 de junho de 2017 - 17:59

Ai ai, por onde eu começo? Três episódios INTEIROS para ter este desfecho pavoroso? Me recuso! Tá difícil.

Sinceramente, até agora não achei nem um dos 8 episódios memoráveis. Minha leitura é que o roteiro desta semana tem grandes falhas no desenvolvimento. Há bons momentos dentro do episódio? Sim, com certeza! Há até brechas para serem utilizadas no Universo Expandido ( Como quando a Missy fala que ela tbm já viveu aventuras: Big Finish olha a oportunidade ai.)

Mas vejo ferramentas mal utilizadas. Onde estava a UNIT este tempo todo? A ONU sumiu? Missy poderia ser melhor aproveitada, e creio e espero que a vejamos em “campo” nos episódios finais e quais as consequências desta tentativa dela em “ser boa”. Aquela cena final na sequencia do navio com o Doutor rindo meio psicótico, paroico como o Coringa me incomodou um pouco.

Mas o que mais me incomoda e como estamos discutindo a semanas: Para onde esta temporada nos leva? O segredo do cofre como todos sabemos já foi revelado, a cegueira do Doutor já foi curada, o potencial inimigo que tomou três episódios já foi derrotado, Gallifrey já esta entre nós e agora? Me parece que o Moffat esta apenas enrolando para que a próxima temporada com equipe nova dite os rumos do show a partir do zero e que será apenas isso mesmo, sem rumo, apenas um temporada com bons momentos.

Responder
Luiz Santiago 5 de junho de 2017 - 22:05

Eu li seu comentário e confesso que uma enorme dose de amargura me tomou. HAHHAHHAHAHHA

Porra, @disqus_EYUuNRKx0g:disqus, não faz isso comigo!!! Se esse negócio de deixar para a equipe criativa seguinte se manifestar… PQP, isso vai ser um oceano congelado na nossa fervura, hein!

Responder
Tiago Lima 5 de junho de 2017 - 23:51

Vai! Mas esta minha amargura é Pandorica, pq ainda me resta uma esperança: o Especial de Natal. Sindo que este será um bom episódio.

Responder
Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 00:04

Mas nãoooo, jogar as esperanças lá pra lonjão???? Eu quero ver DELÍCIAS AGORAAA!!!

AHAHUAHAUHAUAUHAUHAUHAUAHUAHUHAUAH

Responder
Tiago Lima 6 de junho de 2017 - 00:21

Migo tbm queria, mas esses roteiros não estão colaborando. HAHAHAHA. O que posso fazer se a BBC não me contrata como roteirista?

Aliás, tem uma coisa que eu senti falta nesta temporada. Personagens historicamente reais…Já tivemos Charles Dickens, Elizabeth I, Van Gogh, Shakespeare, Agatha Christie…As companion se encontravam com pelo menos um personagens histórico, e até o momento ainda não tivemos nenhum com a Bill.

Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 00:44

Eu não vi o Next Time (nunca vejo), então não sei se to chutando gato morto, mas vai que o Gatiss traz algum!

Tiago Lima 6 de junho de 2017 - 01:08

Juro que se o ep do Gatiss for o melhor dessa temporada eu vou rir tanto, que vou fazer textão. HAHAHAHAHA.

Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 05:22

Já vai preparando! Do jeito que o mundo tá, meu amigo…

Denilson Amaral 6 de junho de 2017 - 10:51

Também me pergunto sobre a UNIT e a ONU. Não sei, pessoas normais podem não ter nenhuma defesa, mas esses grupos no mínimo deveriam ter um treinamento forte contra hipnose e outras formas de manipulação mental.

O rumo da temporada é bem discutível, já estou começando a pensar que a Season Finale será apenas um episódio duplo com mais investimento e sem relação com a temporada.

Responder
Luiz Santiago 6 de junho de 2017 - 16:30

Socorro que a depressão bateu forte no trio aqui!!! GATISS, POR FAVOR, TIRA A GENTE DESSA INHACA!!!

Responder
Tiago Lima 7 de junho de 2017 - 01:11

Tbm acho. Sem contar aquela sala da UNIT antes TARDIS que tinha bloqueador de memória e ai?

Mas como disse ao @LuizSantiago, minha esperança é o Especial de Natal.

Responder
Stella 5 de junho de 2017 - 12:21

Ótima crítica Luiz. Até que enfim um episodio bom, sério que precisou de 7 episódios? Moffat merece uma surra. Não gostei do artificio Deus Ex Machina no roteiro no ultimo ato. Mas tranquilo, as vezes Doctor Who apela para a força do amor ( Na direção de Moffat é claro). Eu estou estranhando que o Doutor está deixando a Bill no ”escuro”, ela é a primeira companion que vejo que ele não está explicando nada da vida dele, e ela não parece querer saber mais sobre ele como as anteriores. Clara, Rose e Martha foram as mais curiosas. Pode ser que ele esteja poupando ela, mas não gosto deste artificio também, porque ele é utilizado para indicar que a personagem poderá ter um grande sofrimento futuramente.

Responder
Luiz Santiago 5 de junho de 2017 - 12:29

@disqus_9KZLz8G0wg:disqus é como diz o ditadinho, eu tô só de olho nesse Tio Moff… vamos ver como ele vai juntar esses pontos. O arco dos Monges trouxe uma vida que antes a série meio que não tinha… Quero ver se ele vai fazer uma boa saída e dar sentido à era inteira dele à frente do show. Não faltam muitos episódios… e isso me deixa um pouco com medo.

Responder
Stella 5 de junho de 2017 - 22:14

Fique com medo mesmo kkkk Dificilmente teremos uma temporada acima da média, já passou do tempo. Este episodio no minimo teria que ser o quarto episodio.

Responder
Luiz Santiago 5 de junho de 2017 - 22:17

Exato! Penso assim também!

Responder
Pedro Sebastião Pereira Amaro 5 de junho de 2017 - 09:39

A única coisa que não gostei do episodio foi o final no estilo ‘o amor é mais poderoso que toda a minha magia’, eu gosto muito da Bill, mas pensem o quanto seria legal um episodio onde todos pensassem que o Doctor regeneraria e quem morre é a própria BIll, Doctor Who sempre ‘mata’ mais gente que game of thrones mas quase nunca companions (com excessão do universo expandido).

Responder
Luiz Santiago 5 de junho de 2017 - 12:02

Isso é verdade. E sim, foi um Deus Ex Machina, não que a gente não esteja acostumado com isso, mas mesmo assim, centrado em uma história que abarcou 3 episódios… poderia vir mais.

Responder
Matheus Popst 5 de junho de 2017 - 01:52

Creio que doctor who pode experimentar formatos e formatos. Uma temporada realmente precisa andar para algum lugar? É uma exigência coesão externa? Se algum showrunner quiser fazer uma antologia, ou algo próximo disso, ele não pode?

Sobre o episódio. Me parecia tão simples o doutor levar a Bill para outro planeta e outro tempo. Pq ela não levanta essa questão?

Por último. Eu queria que o doutor tivesse de sério naquele discurso, com os monges.

Responder
Luiz Santiago 5 de junho de 2017 - 12:01

@matheuspopst:disqus, a meu ver, uma temporada precisa sim ir para algum lugar. DW sempre tendeu a conjuntos mais antológicos de temporadas, na Clássica e na Nova série, mas não por tanto tempo, como temos aqui. Já a mais da metade da temporada.

Penso que é uma questão de linguagem. Imagina só, 13 episódios que não dão em lugar nenhum? Não, cara, para mim isso não funciona não. E respondendo precisamente à uma de suas perguntas: sim, é uma exigência de coesão externa. Entendo perfeitamente que tem espectadores que não se importam com isso. Mas não significa que seja algo coerente ou BOM em termos de narrativa e linguagem televisiva/cinematográfica ou qualquer uma que trabalhe conceitos seriais em roteiro. Mas essa é a minha forma de ver as coisas. Eu sou muito chato com linguagem, mesmo.

Concordo contigo, eu queria que alguma coisa daquele discurso fosse verdade. Colocaria o Doutor em outro patamar. Ou sei lá, seria um jeito de surgir “aquele que não deve ser nomeado” ainda nessa temporada…

Responder
Rafael Lima 5 de junho de 2017 - 00:52

Muito boa a crítica, Luis. Achei muito legal como você observou os conceitos de Mcluhan na trama do episódio. Acho que podemos apontar ainda alguma influência do conceito do Panóptico de Bentham, pois os próprios prisioneiros da ilusão vigiam uns aos outros.

Mas não pude deixar de notar que você mais uma vez ressaltou a falta de uma clareza sobre a trama central da temporada atual. Vou repetir então uma observação que fiz no review do ultimo episódio. Acho que as tramas da temporada nunca foram o forte da série, tanto na Clássica quanto na Nova Série. A Nona temporada, talvez a mais popular da era Moffat teve uma trama de temporada tão nebulosa quanto essa, afinal, verdade seja dita, a trama do híbrido não era um plot até os episódios finais, e quando se tornou um, foi tratado como uma abstração. A era Davies durante a maior parte teve as tramas da temporada baseados em palavras chave ou informações recorrentes que só ganhavam importância na Season Finale. Moffat mostrou uma preocupação maior com arcos de temporada na 5º e 6º temporada, e tornou a coisa mais temática do que narrativa na 7ª, com as tentativas dos Ponds de ter uma vida normal na primeira parte, e o mistério em torno da verdadeira natureza de Clara na segunda parte, mas um mistério periférico.

Em resumo, na minha opinião, tirando algumas exceções , acho que DW nunca teve como preocupação prioritária muito em apontar pra onde está indo, ou delimitar como os episódios se encaixam entre si. Curiosamente, até achei que o episódio se conectou de forma interessante ao episódio inicial da temporada, ao resgatar a atitude do Doutor de ter dado as fotos da mãe de Bill a garota.

Mas no geral, também achei o episódio um anticlimax. Em primeira instância, achei a ideia da falsa regeneração bem desnecessária. Visualmente impactante, mas narrativamente não faz nenhum sentido. Pra começar, Bill não sabe o que é a regeneração, então foi mais pra assustar o público do que a garota. Segundo, que esse plano do Doutor pra testar a sua companion apresenta possibilidades dramáticas que são simplesmente desperdiçadas.

Por um momento, Bill perdeu a fé no Doutor. Caramba, na prática, ela tentou mata-lo. Eu entendo perfeitamente o Doutor ficar ok com isso, mas acho que faltou a Bill se questionar sobre essa ação. Faltou onus dramático, saca?

Não se pode deixar de notar um Deux Ex Machina no fim, onde “o poder do amor” salva o mundo, no fim das contas. Ok, Deux ex machina são relativamente comuns na série, e a conclusão até me remeteu um pouco a conclusão de “The Last Of The Time Lords”, que também usava uma espécie de deux ex machina pra resolver uma situação de mundo apocalíptico. Mas aqui não funcionou tão bem quanto naquela aventura do Décimo Doutor. Sei la, não me desceu.

Nem vou provocar redundância falando de como Capaldi e Mackie fazem milagre neste episódio lidando com um roteiro que é na maior parte do tempo, inconsistente. E Michelle Gomez também dá um show nos apresentando um lado diferente de Missy.

Embora muito provavelmente ela tenha algum esquema na cabeça, e esteja somente fingindo (O Mestre se redimindo? Parece absurdo em primeira instância) mas eu gostaria que ao menos parte de suas palavras fossem verdade. Afinal, ela alega que poderia fugir do cofre se quisesse (embora possa estar apenas blefando). Mas espero que isso seja mais do que apenas “o truque maligno pra enganar o Doutor” e haja uma reflexão em cima da personagem.

Mas no geral, achei “The Lie Of The Land”, com uma montagem não muito eficiente, como você bem observou, e um roteiro que apesar de cheio de boas idéias, se revela bem problemático.

PS: E no próximo episódio é a vez de Gatiss e seus Guerreiros do Gelo. Diferente de boa parte do fandon, não vejo o Gatiss com maus olhos, e acho que ele reinseriu muito bem os vilões marcianos na nova série em “Cold War”. Curioso pra ver o que o autor planeja fazer com eles agora.

PS 2: Bill falhou no teste de fé. (Hehehe). Assistindo ao episódio, acabei me lembrando da Leela em “The Invasion Of Time” da Série Clássica, onde ela também era colocada diante de uma série de evidências de que o Quarto Doutor a havia traído, mas diferente de Bill, a sua fé no Doutor não vacila.

Responder
Luiz Santiago 5 de junho de 2017 - 11:31

Bentham também entra aí de mala e cuia mesmo!

Cara, eu não consigo ver essa soltura com que você vê as outras temporadas. Por mais que eu me esforce aqui, e mesmo tendo gostado de todos os episódios, me dá uma certa agonia não encontrar uma âncora, nada que una a temporada, o que é diferente, no meu ponto de vista, para as outras. Lembro que você também tinha ressaltado esse ponto e sigo por um caminho bem diferente que o seu, confesso. Em todas as temporadas da Nova Série (vamos tirar a fase do RTD porque ele tinha mesmo uma clara temática de temporada, certo?), eu consigo perceber um tom central, uma linha narrativa que aponte para algum lugar. Nesta 10ª Temporada eu não vejo isso. Acho que é um ponto em que a gente vai se torturar até a consumação dos séculos, meu amigo! hahahahahaha

A falsa regeneração foi desnecessária MESMOOOOO!!! Senti um pouco de raiva, porque não foi usada para nada e só perdoarei o Tio Moff por isso se ele, mais pra frente, der algum sentido a esse desperdício aqui. Vamos ver. Eu ainda confio nele, não, pode ser.

Sim, eu também não aprovaria um tom de mudança TOTAL, mas acho que seria maravilhoso para x personagem que parte dessas palavras fossem verdade. Colocaria um sentido bem diferente e interessante, não é?

Eu também não vejo o Gatiss com maus olhos! Gosto dele, de verdade!

Poxa, @disqus_wPGYD1xKX4:disqus, essa lembrança sua da Leela até me deu uma palpitação aqui….

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