Home TVEpisódio Crítica | Doctor Who – 12X01: Spyfall – Part One

Crítica | Doctor Who – 12X01: Spyfall – Part One

por Luiz Santiago
169 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há SPOILERS! Leia aqui as outras críticas da Nova Série. E aqui as críticas da Série Clássica. Para livros, áudios, quadrinhos e listas de Doctor Who, clique aqui.

Depois de uma 11ª Temporada que dividiu o público da série e afastou muita gente (particularmente achei uma temporada muito boa, mas ainda assim cheia de tropeços e estranhezas por parte do novo showrunner), havia um mescla de medo e expectativa pelo que Chris Chibnall poderia nos trazer nesta nova temporada. Claro que entre a saga anterior e esta tivemos o Especial de Ano Novo de 2019, Resolution, que parece ter unido um pouco mais os whovians, mas ainda assim, nada que ajustasse a maioria de opiniões positivas sobre os rumos do show. De lá para cá eu acompanhei muito por cima algumas coisas em relação à série, vi algumas fotos de bastidores, mas só. Então 2020 chegou e trouxe também a nova temporada, com um episódio que vai dar o que falar.

Um elemento muito positivo aqui é o fato de estarmos diante de um duplo, o que dá a oportunidade de o roteiro trabalhar em algo um pouco mais aprimorado e, dependendo do rumo do episódio, segurar a atenção do público para o que vem adiante, algo de fato conseguido com sensacional cliffhanger que temos aqui. Depois, há o tema e a maneira como o roteirista o explorou. Histórias de espionagem possuem um ritmo próprio e todas são centradas em algo conhecido da maioria das pessoas (a intensidade na ação e as surpresas nas revelações), mas cada uma procura adequar os clichês do gênero ao tipo de espião que está envolvido. Notem que isso não é assim tão comum em outros tipos de narrativa, como o suspense, por exemplo, havendo uma integração muito maior entre os detetives dos mais distintos projetos possíveis (especialmente no audiovisual). Já na espionagem, o caminho é diferente.

Ao trazer isso para Doctor Who, Chibnall tinha, digamos, um caminho específico para seguir. Nós já tivemos todo um direcionamento do show para este gênero durante a Série Clássica, na encarnação do 3º Doutor (inclusive o Tissue Compression Eliminator que aparece aqui surgiu nesse período, no arco Terror of the Autons), onde a UNIT exercia um papel primordial nas aventuras, dando um ar meio James Bondsci-fi ao programa. Uma herdeira distante dessa abordagem foi Torchwood (que assim como a UNIT também é citada por C, personagem de Stephen Fry) e nesse espírito de referências e abordagens com um grande peso dentro da própria série é que o showrunner resolveu escrever um texto no melhor estilo “espião por acaso” + “espião espia espião“, que é um tipo de narrativa que começa de forma cômica, com surpresas para os protagonistas — colocados no meio da espionagem por motivos alheios a eles — mas pouco a pouco começa a trazer as já esperadas relações com os clássicos do gênero e a assumir um ar sério. Como é comum nesse tipo de abordagem, a ação está em foco desde o começo, mas a motivação ou maiores explicações demoram mais que o normal para virem à tona.

Em Spyfall – Part One, Chris Chibnall realiza um ótimo trabalho de construção geral do drama (o mistério dos vilões, as equipes de investigação — uma bem preparada outra amadora), com a intriga pouco a pouco se tornando um espetáculo desafiador e realmente perigoso, diante do qual a Doutora está espantosamente sem saber para onde ir, porque é algo novo para ela… tudo isso tem peso e é bem introduzido no episódio, que é embalado por uma ótima trilha sonora. Em suma, um bom esqueleto dramático (embora eu reconheça que esse tipo de estrutura do gênero não agrada a todo mundo). Mas ainda vamos encontrar aqui diálogos bem incômodos vindos dos companions, muitos deles fortemente expositivos, o que irrita bastante. Para mim, contudo, esses maus momentos foram facilmente suplantados por aquilo que o episódio trouxe de bom. Consegui embarquei na ideia desde a muitíssimo bem dirigida cena do carro assassino e daí para frente foi surpresa atrás de surpresa.

Jodie Whittaker está bem mais solta, mais natural, mais ativa nesse episódio, tendo bons momentos para brilhar (mas merecia mais!). E foi bom ver Ryan e Yas com verdadeiros e inteligentes diálogos na maior parte do tempo. Já Grant fica na retaguarda (estão vendo? Manter três companions é complicado!), recebendo até um cartão amarelo do próprio O, que aponta o papel de repetição/reafirmação de Grant para as coisas que a Doutora ou outro personagem diz. É um momento engraçado, mostrando que Chibnall realmente sabe o tipo de problema que tem em mãos, mas ainda assim não consegue apagar o pouco de incômodo que esse escanteio nos causa. E aí temos o homem do momento, Sacha Dhawan (que fez o papel do diretor Waris Hussein em An Adventure in Space and Time), a nova encarnação do Mestre. Eu vou deixar para explorar muito mais essa nova versão do personagem no episódio que encerra esse arco, por motivos de coerência mesmo. Mas uma coisa preciso dizer: meu queixo caiu quando ele disse quem era. Foi uma absoluta surpresa para mim. Amei o que vi até aqui, mas me reservarei de maiores comentários oficiais agora para fazê-los de maneira mais ampla e melhor amparada na próxima semana.

Spyfall – Part One foi um baita começo de temporada, uma fantástica surpresa para os fãs — tomara que implique em coisas bem legais daqui para frente — e possivelmente uma indicação de mudança no trabalho do showrunner neste ano. Vamos esperar para ver.

Doctor Who – 12X01: Spyfall – Part One (Reino Unido, 1º de janeiro de 2020)
Direção: Jamie Magnus Stone
Roteiro: Chris Chibnall
Elenco: Jodie Whittaker, Bradley Walsh, Tosin Cole, Mandip Gill, Stephen Fry, Lenny Henry, Andrew Bone, Sacharissa Claxton, Melissa De Vries, William Ely, Ravin J. Ganatra, Shobna Gulati, Asif Khan, Brian Law, Dominique Maher
Duração: 45 min.

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62 comentários

Matheus Weber 25 de maio de 2020 - 20:08

Só passando para avisar que achei a 11a temporada tão chata que só vi esse episódio hoje kkk, e foi muito bom.

Responder
Gabriel Filipe 28 de janeiro de 2020 - 17:43

Bom, eu fiz uma coisa arriscada, li agns resumos das temporadas anteriores e comecei a vez a série pela 12° temporada, poderia mt me confundir, mas já adorei a série e se tivesse tempo veria as outras temporadas

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 28 de janeiro de 2020 - 17:58

@disqus_Xvut7oPM56:disqus eu genuinamente não sei o que comentar! Meu TOC tá fazendo parkour de Taubaté nesse exato momento…

Responder
Gabriel Filipe 28 de janeiro de 2020 - 21:19

Porque?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 28 de janeiro de 2020 - 21:19

Porque eu tenho TOC com cronologias.

Responder
Gabriel Filipe 29 de janeiro de 2020 - 08:12

Eu tbm gosto mt de seguir cronologias, mas eu fiz essa excessão em Doctor Who

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 29 de janeiro de 2020 - 10:49

A curiosidade falou mais forte, né?
Mas vem cá: você vai pegar a série do começo do Revival com o tempo, certo?

Gabriel Filipe 29 de janeiro de 2020 - 11:28

Com certeza vou, qdo acabar essa temporada eu vou ver as outras

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 29 de janeiro de 2020 - 12:08

Boa jornada!

Doutora Who 6 de janeiro de 2020 - 23:24

Chris Chimbinho finalmente acertou
o novo mestre mal apareceu e já amei ele

Responder
rvg 5 de janeiro de 2020 - 11:37

Bom episodio, agora vamos torcer pro Chimbinha manter o nível, passei a 11 temporada inteira procurando essa sensação gostosa de ansiar pelo próximo episódio e só achei agora.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 5 de janeiro de 2020 - 19:37

Sim, não tivemos essa sensação na temporada anterior. Torcendo para a manutenção do bom nível.

Responder
Ruqui 4 de janeiro de 2020 - 02:25

Gostei bastante do ep, mas isso tá com cara de serem cybermen de novo…

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de janeiro de 2020 - 04:00

Eu só comecei a pensar isso depois das indicações aqui nos comentários.

Responder
Caio Vinícius 3 de janeiro de 2020 - 22:12

Chimbinha lindo do meu coração! Nunca critiquei. Que episódio meus amigos… Que episódio! A temporada promete.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de janeiro de 2020 - 04:00

Orra, se promete!

Responder
Augusto 3 de janeiro de 2020 - 21:15

Gostei do episódio. Ele é melhor do que grande parte da temporada passada e é a melhor coisa que o Chibnall já escreveu para Doctor Who, o que não é uma tarefa difícil. Alguns dos problemas da última temporada continuam aqui, principalmente ter três companions, como você apontou na crítica. Se dessa vez a Yas é a que recebe maior destaque (mas não achei a cena dela na dimensão paralela, ou o que quer que aquilo seja, muito boa e acho que o final seria ainda mais impactante sem ela), o Graham chega a ser irritante em alguns momentos. Por mim, um deles tinha saído no fim da última temporada. Outra coisa que me incomoda é como nenhum dos quatro parece se importar uns com os outros. O Graham fala que não sabe nada da vida da Doutora e não se importa com isso, no começo o Graham parece ficar preocupado com o Ryan ir espionar o dono da empresa, mas esquece disso dez segundos depois. Tirando a conversa entre a Yas e o Ryan, em nenhum momento eles me passam a ideia de serem próximos. Apesar disso, gostei dos companions e da Jodie, ainda que ela continue muito parecida com o Smith nesse jeito meio elétrico, tentando ser engraçada.

Do lado bom, gostei do estilo de espionagem, o episódio parece uma homenagem ao Terrence Dicks e sua era na série e como eu amo o 3º Doutor, me diverti bastante. O Barton foi ótimo, gostei dos vilões de luz e do novo Mestre, por mais que a aparição dele seja curta. Mesmo assim, eu preferia que uma nova regeneração do Mestre só surgisse mais pra frente, principalmente porque a Michelle Gomez foi tão marcante no papel. Mas me parece que o Chibnall quis apostar em algo mais seguro, que raramente dá errado, agora é torcer pra ele não errar a mão no próximo. Não foi um episódio fantástico, mas acima da média do que a gente tem visto nesse novo período.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de janeiro de 2020 - 04:07

Foi um começo de temporada com o pé na porta. Eu realmente não sabia o que esperar e fui brincado com essa coisa linda. Concordo com você em relação ao tratamento dos companions, mas no meu caso, consigo pegar sim uma proximidade entre eles, embora o roteiro de fato não contribua tanto para isso. Agora é torcer para o Chimbs não errar a mão.

Responder
Filipe Isaías 3 de janeiro de 2020 - 12:28

Essa temporada eu vou pegar mais leve, afinal é uma série sobre viagem no tempo feita pra crianças. E, comparando com a maioria dos episódios da temporada anterior, achei esse aqui anos-luz a frente, não só pela revelação do Mestre, mas pela condução do episódio. Espero que continue nesse ritmo.

Abs.

Responder
planocritico 3 de janeiro de 2020 - 07:42

Ué, o Doutor é uma Doutora agora? Mas não era um velho caquético?

Abs,
Ritter, o Desavisado.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de janeiro de 2020 - 12:55

Depois a pessoa é vaporizada e não entende o motivo…

Responder
Matheus De Sena 2 de janeiro de 2020 - 21:33

Eu adorei o episódio mesmo antes do Master se revelar, quando esse último aconteceu fiquei 🤯🤯🤯

Stephen Fry sempre carismatico, pena que o orçamento da série só dava pra pagar o cachê dele por 10 minutos 😏😂

Sacha Dhawan já me convenceu como novo Master, deu pra sentir toda a loucura e megalomania do personagem naqueles minutos finais.

Eu amei a cena da Tardis na oficina mecânica, já é uma das minhas cenas favoritas de toda serie.

Mas fiquei um pouco incomodado pelo Chimbinha trazer o vilão de volta tão “cedo”, ainda tá bem fresco, na minha cabeça, o final da décima temporada com a Missy e o Master Saxon. Pode ser só implicância minha, mas acho que preferia esse retorno só em uma próxima temporada.

Também me incomodou o fato da Doutora conhecer “O” anteriormente em outra encarnação, embora isso nunca tenha sido mostrado na série.

Enfim, essa temporada já começou muito bem e tô bem ansioso pra saber quem são os seres de luz (Chico Xavier corre aqui) e quais revelações o Master tem pra Doutora.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 21:50

Mas o O que a Doutora encontrou antes foi antes de ele ser encolhido pelo Mestre não foi? De todo modo, confesso que não me incomoda nem de um jeito nem de outro heehehehheheheheheheh

Responder
Rafael Lima 2 de janeiro de 2020 - 22:08

Pelo que entendi, A Doutora (quando era Doutor) encontrou essa encarnação do Mestre mesmo, pois o Mestre diz que o verdadeiro “O” nunca chegou a trabalhar de fato pro MI6 (O Mestre o emboscou e o matou no primeiro dia). Mas isso não me incomoda não.

Alias, o que é o Mestre carregando um cadáver encolhido por anos no bolso, só pra poder chocar a Doutora? É doentio de um jeito que só o Mestre consegue. Hehehehe

Responder
Rafael Lima 2 de janeiro de 2020 - 22:08

Pelo que entendi, A Doutora (quando era Doutor) encontrou essa encarnação do Mestre mesmo, pois o Mestre diz que o verdadeiro “O” nunca chegou a trabalhar de fato pro MI6 (O Mestre o emboscou e o matou no primeiro dia). Mas isso não me incomoda não.

Alias, o que é o Mestre carregando um cadáver encolhido por anos no bolso, só pra poder chocar a Doutora? É doentio de um jeito que só o Mestre consegue. Hehehehe

Responder
Rafael Lima 2 de janeiro de 2020 - 22:14

Pois é. Embora esse novo Mestre tenha causado uma boa primeira impressão, acho que Missy ainda é muito recente (especialmente depois da forma como Moffat desenvolveu o arco de redenção da vilã). Se esse for um Mestre “pós Missy” (e em primeira instância, acredito que seja) espero que haja uma explicação dos caminhos que fizeram o Time Lord voltar ao modo “full vilão” nesta nova encarnação que vão além de “a regeneração fez ele ficar mal de novo”.

Responder
Paulo Roberto Almeida 4 de janeiro de 2020 - 09:44

Meu PALPITE é que seja uma regeneração ENTRE o Harold Saxon e a Missy: na despedida do Capaldi, todo mundo – inclusive o Doctor – assume que em algum momento o ex-Primeiro-Ministro se regeneraria diretamente na Mary Poppins do Mal, mas enquanto o Saxon atingiu a Missy com um raio “full power” e disse a ela que nem se preocupasse em tentar regenerar, a Missy o apunhalou calculando o tempo exato para que ele partisse para a próxima regeneração. Enfim, é Doctor Who, gente, e o impossível é só uma palavra.

Responder
Rafael Lima 2 de janeiro de 2020 - 19:20

Curti o episódio. Acho que foi um merguho divertido (e talvez o mais autoconsciente da série) no subgénero da espionagem. O elenco principal está completamente a vontade em seus papéis, embora claramente Chibnall ainda não conseguiu resolver o problema da dinâmica “Full TARDIS” que foi um dos grandes pontos fracos da temporada passada, dessa vez deixando o Graham escanteado.

As sequências de ação foram muito bem dirigidas, como a sequência do carro assassino, que você cita na crítica, e a perseguição que fecha o episódio. As sequências de suspense, com o cerco á cabana também funcionaram muito bem, na minha opinião.

Confesso que esperava um pouco mais da participação do Stephen Fry na série, no que foi basicamente uma ponta. Também estranhei aquela situação traumática em que a Yaz se envolveu, e a achei bem mal colocada no roteiro. Ainda que seja um episódio de duas partes, cada uma deve ter uma coesão, e achei essa situação de drama e vulnerabilidade da Yaz colocada de forma bem frouxa no roteiro.

Quanto ao retorno do Mestre, foi realmente muito surpreendente (e faz total sentido o seu retorno dentro desse contorno de espionagem, onde afinal, ele foi criado na era do 3º Doutor). Entendo por que você preferiu deixar pra comentar mais sobre essa nova versão depois de ver o arco completo, por que esse arco ainda está trabalhando com o género de espionagem, cheio de segredos e mentiras, então Chibnall ainda tem muito a dizer sobre esta nova versão. Mas posso dizer que gostei muito do trabalho do Sacha Dhawan na cena final, embora eu preferisse um Mestre mais Delgado e menos Ainley pra diferenciar um pouco das versões de Simm e Gomez. Mas vou seguir o seu exemplo e esperar a próxima resenha pra falar de mais impressões sobre este novo Mestre e o momento em que ele está sendo trazido de volta a série, pois acho que o tio Chimbs ainda tem algumas surpresas na manga.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 21:50

Ele começou com essa bomba e claramente está alerta para as coisas em torno da série, dos personagens e ainda tem o gênero para dar suporte, né. Total dá pra esperar surpresas! Mano, como eu to ansioso!

E entendo o que você coloca sobre a Yaz. Agora com uma grande crise em cena, talvez tenhamos uma colocação melhor de todos no próximo episódio.

E que venha o contexto para esse novo Mestre!

Responder
Vinicius Silva 2 de janeiro de 2020 - 17:03

Nossa, faz tempo que não comento aqui. É bom estar de volta, e logo pra falar da nossa série favorita.
Só vou dar nota quando assistir a segunda parte, mas já adianto que gostei muito do que vi.

Pois é, confesso que, como muitos, fiquei chocado quando O se revelou como Mestre, absolutamente ninguém estava esperando aquilo. A cena do carro assassino e a do avião foram as melhores do episódio. Chimbinha realmente surpreendeu, ainda não tem meu respeito, mas está conquistando.

*Pontos positivos: Trilha sonora marcante, ótimo elenco secundário, momentos de ação bem empolgantes, Yaz e Ryan fazendo algo útil e aliens assustadores.
*Pontos negativos: Atuação da Jodie infelizmente não melhorou, continua bem forçada, alguns diálogos bem clichê e expositivos e a cena do Cassino achei muito boba e longa.

O que vc tem a dizer sobre esse maldito rumor que diz que vão introduzir 13 encarnações femininas desconhecidas que vieram antes do Hartnell?

*Obs: quando sai a crítica do primeiro episódio de Drácula?

*Obs 2: Feliz Ano Novo, Luiz.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 21:43

Feliz Ano Novo, @disqus_G1K8PSHZha:disqus!
EU gosto da atuação da Jodie, mas talvez entenda sua posição pensando em características gerais da personagem, talvez inocente demais às vezes. Causa certa estranheza em mim, às vezes, mas não desgosto.

Acho que começarei a ver Dracula hoje.

Responder
Tiago Lima 2 de janeiro de 2020 - 17:03

Minha Doctor Who está viva, VIVAAA! Aaahhhh, que felicidade!

Nem sei por onde começar a comentar esse episódio. Ainda bem que fiquei off das redes e não peguei nenhum spolier e cheguei virgem nesse casamento. Que surpresas boas. Chimbinha, nunca te critiquei. 😛

A revelação de O como o Mestre foi linda, e do pouco que ele entregou aqui eu já gostei. ( Gosto do Sacha, queria casar com ele, e sinto no meu amago que a verSão dele ficara pau á pau com a da Michelle Gomez).

O clima de espionagem estava ótimo. As referências a este universo e até a própria serie em si, são coisas que eu amo. Jodie arrumando a gravada borboleta foi tudo pra mim.

Confesso que sinto falta de trazerem outros vilões da Clássica ou do Universo Expandido tbm ( Cardinal Ollistra eu quero te odiar na TV) , mas até a conclusão desse duo, minha impressão é que Chimbinha unio o novo com o clássico, trazendo um vilão já amado pelo publico munido de novos inimigos.

Manter o equilíbrio entre os três companions está delicado, mas parece que Yaz recebe mais destaque, tendo em vista os eventos da temporada passada tbm, e ainda mais com esse trauma de abdução. Vamos aguardar o próximo episódio!

Enfim, fou um inicio animado, revelador e promissor.

The Doctor is back, bitches!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 21:28

Não é menino? E eu gostei taaaaaaaaaanto da interpretação louca, insana, cheia de maneirismos dele! Eu to louco para o próximo episódio, algo que não ficava desde o fim da 10ª Temporada da série!

Responder
Tiago Lima 3 de janeiro de 2020 - 00:40

Sendo bem honesto, eu não ficava tão empolgado assim desde a 9° Temporada. Quando o O revela que é o Mestre eu pulei da cadeira igual quando a criança revela que é o Davros no início da nona temporada. Aliás, Sacha é o primeiro ator não branco a interpretar o Mestre?

BBC é bem da sorrateira….Tenho minhas teorias!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de janeiro de 2020 - 01:10

Por isso que eu to me segurando aqui, esperando (impacientemente) o próximo episódio.

Responder
Stella 2 de janeiro de 2020 - 16:18

Excelente crítica. Concordo sobre os diálogos expositivos, e me irritaram bastante. Mas finalmente um episodio Doctor Who de verdade, bem era do Russell T Davies, gostei bastante.Só não gostei muito do novo Mestre, o ator é caricato. Missy tinha uma atriz melhor preferiria que continuassem com a Missy, para finalmente termos duas mulheres kkkk

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 20:54

Eu não tinha pensado sobre isso, mas já que você levantou, agora to pensando e concordo que seria muito legal ter outra mulher, especialmente agora, para interagir com a Doutora. Já quanto a atuação do Sacha Dhawan eu confesso que adorei. Essa afetação é algo que gosto em personagens insanos e dependendo da origem que for dita dessa encarnação (pré-Time War ou pós-Missy?) acho que vai se tornar ainda mais interessante. Mas leitura/recepção de construção de personagens é algo muito particular mesmo.

Responder
Big Boss 64 2 de janeiro de 2020 - 13:21

Ansioso pela crítica de Messiah da Netflix.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 13:44

Não sabia nem da existência desse! Gente!

Responder
Big Boss 64 2 de janeiro de 2020 - 15:20

Dá uma olhada pelo menos. É daquelas séries tipo Corpo Fechado, onde a ambiguidade do protagonista é o foco.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 20:49

Caramba!

Responder
Denilson Amaral 2 de janeiro de 2020 - 12:58

Ok, foi um episódio muito bom. Não vou me ater a falar dos pontos positivos que você já disse, só fazer umas observações: Revelação do Mestre nada criativa como sempre, sem pista nenhuma e com o tradicional “haha! Você nunca poderia suspeitar!”, até aí achei uma abordagem bem legal, porém muito segura pro Chris. Se ia voltar alguém com um plano inteligente como esse aparenta ser, seria justo ser a Rani que é uma personagem menos aproveitada e (pelo menos na minha opinião) bem mais séria que o Mestre, fora que parece uma constante que o pessoal da produção tem medo de trazer personagens menos populares da clássica, ficando sempre na santíssima trindade Daleks (+ Davros), Cybermen e Mestre. Até hoje só Moffat num momento de resgate momentâneo deu uma temporada pra Grande Inteligência, queria mais disso.

Teve os boatos doidos sobre um ciclo de regenerações perdido, até onde parece nada além disso. Mas as últimas linhas de diálogo do Mestre com a Doc me deixam apreensivo. Se tudo que sabemos é uma mentira, pode ser um retcon bem grande também. Ou pode ser só outra mentira do velho amigo, vamos esperar pelo melhor.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 13:44

Tio Moff trouxe também os Zygons, né, o que foi bem legal. Mas eu super concordo contigo, a produção parece ter medo de trazer mais coisas da clássica e personagens poderosos e interessantíssimos como Rani, Omega (total esquecido no churrasco), Time Meddler, Celestial Toymaker… Eu ADORARIA ver a Rani de volta. Mas cara, confesso que fiquei bem feliz e impressionado com o que tivemos aqui. Eu ainda tenho suspeitas e dúvidas, por isso que não me aprofundei muito e deixei para o próximo episódio. Mas mano… que foda!

Responder
Denilson Amaral 2 de janeiro de 2020 - 14:49

Realmente, trazer os Zygons (especialmente pro especial de 50 anos) foi uma coisa muito corajosa. E vamos confiar no resultado positivo num futuro próximo ou como diria alguém famoso: Brave heart, jovem!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 20:54

A frase é linda, mas quando eu lembro pra quem era dita, começa a dar coceira já. hahahahahhahahahhahahaha

Responder
Denilson Amaral 2 de janeiro de 2020 - 21:17

Esse moço precisa largar de desamor para com a nossa aeromoça…

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 21:28

HAHAHAHHAAHHAHAHHAHAHAHA eu tento (mentira!), mas é mais forte que eu.

Stella 2 de janeiro de 2020 - 16:18

Ta na cara que veremos seres alem do do Multiverso. Queria tanto a volta da Rose kkk Estranhei a doutora estranhar multiplas terras se ela quando era o Decimo viajou com a Rose para um. E falou inclusive que era comum os time lords visitarem outros universo com TARDIS melhores, ja que a dele é considerada ”fraca” nem a mais ”moderna” é.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 20:55

Eu acho que ela tava mais impressionada com o TIPO de criatura que ela tava encontrando do que com a ideia de múltiplas Terras. Mas aí é algo que será melhor trabalhado no próximo episódio, espero eu.

Responder
Stella 2 de janeiro de 2020 - 21:33

Acabei de ler reviews gringos e tão criticando negativamente, realmente implicaram com essa doutora. Estão reclamando da falta de carisma da atriz, e que o roteiro é reciclado da segunda temporada no qual os os cybermen se disfarçam de fantasmas na Terra após Rose e o Decimo chegarem da terra do pai do Rose. E pior que eu pensei nessa reciclagem as luzes brancas podem ser Cybermen muito provavelmente.

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 21:50

Se forem Cybermen tem a ver com o Mestre! Faz sentido!

Stella 2 de janeiro de 2020 - 22:14

Infelizmente são eles mesmo, tão criticando bastante essa reciclagem de ideia. Pois o trailer da temporada eles apareceram entregaram isso mostra a doutora enfrentando um Cybermen. Achei burrice entregarem no trailer.

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 22:32

Gosto da ideia. MAS sim, se mostraram no trailer (eu não vejo trailers, então nem sabia) foi burrice.

Stella 2 de janeiro de 2020 - 22:47

pensei que vc tivesse visto foi mal kkkkkk

Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 23:04

Tá de boas! 😀

Tiago Lima 3 de janeiro de 2020 - 00:44

Ai não gente….Chega de Mestre e Cybermen…Quero coisas novas,vilões novos.

Tiago Lima 3 de janeiro de 2020 - 00:44

Múltiplas Terras….Tenho medo, DC saí daqui! Doctor Who Novos 52….

Stella 2 de janeiro de 2020 - 16:18

Não concordo sobre Morffat ter trabalhado melhor os Daleks quem trabalhou melhor foi Russell T Davies. Moffat só acertou com os daleks no começo da nona temporada, muitos fãs reclamaram que ele tinha deixado os daleks idiotas e até como uma especie de parodia, não transmitiam nenhum tensão. Moffat trabalhou melhor sua criação, Os Anjos.

Responder
Tiago Lima 3 de janeiro de 2020 - 00:40

Sem contar que Tio Moffat tentou emplacar os Daleks Power Ranger…Aquilo não tem perdão!

Responder
Juliano De Souza Scoponi 3 de janeiro de 2020 - 16:55

Já reviu o episódio? Eu já e te digo, as pistas estão lá.

Responder
Lucas Santana 2 de janeiro de 2020 - 12:57

A revelação do Mestre acabou comigo também!

E a cena das luzes ligando e apagando na cabana me deixaram sem fôlego de tão tenso que eu fiquei. Esse episódio me lembrou o porquê de eu amar Doctor Who kkkk

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 2 de janeiro de 2020 - 13:44

Nossa, eu fiquei todo tenso também, achei maravilhosa a criação e a reação dos personagens ao perigo. Olha… impressionante o que o Chimbinha fez viu.

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