Home TVEpisódio Crítica | Doctor Who – 12X08: The Haunting of Villa Diodati

Crítica | Doctor Who – 12X08: The Haunting of Villa Diodati

por Luiz Santiago
184 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há SPOILERS! Leia aqui as outras críticas da Nova Série. E aqui as críticas da Série Clássica. Para livros, áudios, quadrinhos e listas de Doctor Whoclique aqui.

Eu vou começar dizendo que ainda não ouvi Mary’s Story, áudio da Big Finish que faz parte de um combo de 4 aventuras em sua Série Mensal de Doctor Who, sob o título guarda-chuva de The Company of Friends (BF #123). Esta história se passa exatamente no mesmo dia que The Haunting of Villa Diodati, e tem gerado certo desconforto ente os espectadores da BF, o que entendo perfeitamente. Eu gostaria que pelo menos houvesse a indicação de que a Doutora apagou a mente dessa trupe toda, o que pode ter acontecido em elipse, claro, mas a gente não sabe ao certo. De todo modo, é sempre possível encontrar um caminho sólido para adequar paradoxos e contradições desnecessárias (e para ser franco, bem desrespeitosas, já que a BF é um baú de ouro oficialmente licenciado pela BBC para trabalhar com Doctor Who) entre os áudios e a série. Uma coisa é certa: não será a primeira e nem a última vez que isso acontece. Uma lástima, é verdade. Mas é aquele ditado: “tudo, não terás“.

Quando eu descobri o título desse episódio, algumas semanas antes dele ser exibido, eu vibrei de emoção. Trata-se de um momento precioso na História da Literatura Universal, quando Percy Bysshe Shelley, Mary Shelley, Lord Byron e John William Polidori (acompanhados da irmã adotiva de Mary, Claire Clairmont) se reuniram na Villa Diodati, próximo ao Lago Léman (aqui, Lake Geneva), na Suíça, em junho de 1816. Do “concurso literário” proposto entre os amigos nesta ocasião, saíram diversas produções assustadoras, das quais entraram para a história O Vampiro, de Polidori (inspirado em O Fragmento, de Byron, rascunhado na ocasião) e principalmente Frankenstein, de Mary Shelley. Para amantes da literatura gótica, especialmente em suas raízes, esse é o tipo de episódio que a gente vê com um brilho macabro nos olhos. E que bom que a roteirista Maxine Alderton acertou a maior parte do tempo naquilo que ela se propôs contar.

O Time-TARDIS chega à Villa Diodati com um propósito que o texto explica mal e parece que não sabe bem como fazer valer no início. Para nossa sorte, o desconforto passa rápido e de maneira até que bastante orgânica eles começam a experimentar (juntamente com os residentes) coisas sobrenaturais. Há uma vibe interessante de Ghost Light aqui e toda a história de terror tem solidez o bastante para se sustentar, tanto que até a aparição do Cyberman solitário, eu estava achando a obra um interessantíssimo e divertido filler. A surpresa, porém, foi muito boa. Ver um dos plots do ano ligado ao que parecia ser apenas uma viagem solta da Doutora foi uma das coisas mais legais em termos de encadeamento narrativo nesta temporada, sem contar que o episódio em si tem uma direção muito competente na criação dos espaços de terror, misturando fantasmas ao imaginário total de “casa assombrada“, algo que tem uma explicação ainda mais interessante e um mistério a tiracolo (tadinho do Graham, todo chocado porque viu fantasmas).

A movimentação dos personagens na mansão, a belíssima direção de fotografia e o progressivo elemento de medo nos leva para um ótimo final, que traz a Doutora fazendo um baita discurso enraivecido, plenamente coerente com sua personalidade (dá vontade, não é, Chibnall e Charlene James? Vê se aprendem a não descaracterizar e desrespeitar a personagem, can you hear me?) e apostando alto para salvar uma vida e em seguida, desfazer as consequências de seus atos. Meu impasse com esse episódio está no tratamento final desse plano. A Doutora mostra um pouco a Percy como ele iria morrer (de fato, ele morreu afogado) e engana o dispositivo vivo dentro do poeta, que sai do corpo na mesma hora. A questão é que não há nenhum indício de que a Doutora apagou a memória de Percy, e isso é problemático em tantos níveis que não vou nem começar a escrever. Eu falei no começo da crítica que a gente pode encontrar caminhos para justificar algumas coisas da série, mas por favor, isso não é um “simples” problema de resolução harmoniosa para paradoxos, contradições e outras escolhas difíceis de se explicar à primeira vista. A Doutora mostra e reafirma (pedindo desculpas ao poeta pela espiada trágica do futuro!) algo que ele não deveria ver de jeito nenhum e parece que as coisas ficam por isso mesmo. É complicado… quando não é uma coisa, é outra.

Está claro agora que abrimos a porta de entrada para um Finale de temporada que tomará os dois episódios restantes deste 12º ano do show. Estou curioso e ao mesmo tempo apreensivo pelo que Chimbs nos trará adiante. Já vou colocar minha barba de molho. A coisa vai esquentar.

Doctor Who – 12X08: The Haunting of Villa Diodati (Reino Unido, 16 de fevereiro de 2020)
Direção: Emma Sullivan
Roteiro: Maxine Alderton
Elenco: Jodie Whittaker, Bradley Walsh, Tosin Cole, Mandip Gill, Lili Miller, Jacob Collins-Levy, Nadia Parkes, Maxim Baldry, Patrick O’Kane, Lewis Rainer, Stefan Bednarczyk, Sarah Perles
Duração: 45 min.

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33 comentários

Caio Vinícius 13 de março de 2020 - 20:49

Gostei. Principalmente do Cyberman solitário. Mas… Como eu disse na crítica passada, parece que a Doutora tem dissonado do personagem às vezes. Mas…. Acho que isso se explica por tudo que a 13th tem passado na temporada, não tá fácil pra ela não.

Queria dar um abraço nela.

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GENIO PLAYBOY E SAFADÃO VOLTOU 3 de março de 2020 - 01:09

Eu provavelmente estou exagerando, e devia escrever isso na critica do próximo episodio que ainda vai ser feita, mas a sensação é que mataram a série, eu me sinto traído, isso basicamente me fez perder todo o amor pelo personagem, é a definição literal de alguém querer se meter a força na história de algo tão icônico só pra lembrarem do que ele escreveu no futuro.

Eu não acho que eu vou ver algo de doctor who, nunca mais, eu nem sequer sei se eu continuo gostando do personagem mais, eu sei que provavelmente você vai gostar do episódio e tentar dar contrapontos do porque esse retcon foi bom na sua opinião (nada contra), mas eu não consigo.

Sinceramente, talvez teria sido melhor se o RTD não tivesse revivido a série.

Já tem um monte de reclamações de como esse retcon arruinou muitas coisas que aconteceram antes, como a River dando as regenerações pro doutor, sendo que ele nunca precisou em primeiro lugar, ou o lance de Trenzalore, mas isso é só o começo, nas próximas semanas as pessoas vão continuar a perceber mais e mais o quanto isso mudou a série, e não vai ser legal.

Quem dizer que isso não muda nada na série está se iludindo, quem dizer que isso foi bom e deixou o personagem mais interessante, está se iludindo. Nada disso foi porque o Chibnall quis escrever uma boa história ou trazer uma reviravolta interessante, foi puramente ego pra se colocar no mesmo patamar de importantes escritores do passado. Nem o pretexto de explicar o que eram as regenerações passadas em morbius faz sentido, nós nunca precisamos dessa resposta em primeiro lugar, era um mistério legal.

Pra mim mataram doctor who, não acho que esse vai ser o fim da série ou que ela vai ser cancelada por causa do Chibnall, mas pra mim a série morreu.

Boa sorte para quem vai continuar, espero que vocês se divirtam e espero que isso não mude toda a dinâmica da série. Quem sabe qual a próxima fanfiction que vão colocar na série?

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 3 de março de 2020 - 01:09

acontece

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GENIO PLAYBOY E SAFADÃO VOLTOU 3 de março de 2020 - 01:33

É, acontece, eu atualizei o comentário então ele ainda está nos pendentes, pode ver isso pra mim? Obrigado, eu espero que você tenha gostado.

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Vitor Emanuel 29 de fevereiro de 2020 - 16:53

Resumo dessa temporada. O Excesso de Fillers atrapalha o ritmo e atmosfera dos Plots principais. Mas ela ainda consegue ser melhor que seu ano anterior,que literalmente só teve fillers. kkkkkkkkkkkkkk O Chibnall ta começando a acertar o tom. Só falta focar mais na trama canon e esquecer de vez esses episódios aleatórios e bobos,que com certeza não são o forte dele. Sinceramente,os Fillers do Russel T Davies são os únicos realmente bons. O Moffat cagou Doctor Who bem antes desse Showrunner novo. kkkkkkkkkkkkkkkk

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 29 de fevereiro de 2020 - 19:00

kkk

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Tiago Lima 23 de fevereiro de 2020 - 18:18

Gostei desse episódio. De inicio, não sou muito fan dos cybermans, dos vilões clássicos de DW são os que eu menos gosto, acho que já até falei isso aqui, mas esse Cybermen Solitário, meio humano ainda, enferrujado, visualmente ele ficou muito bom…Gostei!

E gostei de como o vilão e a inspiração de Mary Shelly para frankeitein e como isso organicamente usado no roteiro. E vamos rumo ao finale, confesso que não queria Cybermans no finale, DE NOVO! Espero me surpreender positivamente, pq esse temporada foi uma roleta russa de emoções.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 23 de fevereiro de 2020 - 22:33

Acabei de ver o penúltimo episódio e tô só aqui me tremendo todo. Nem vou escrever crítica essa semana, é muita coisa em aberto! Deixarei para a próxima. Mas o negócio tá lindo!

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clay alvez 22 de fevereiro de 2020 - 19:43

chego a conclusão de que: os episódios que tem uma relevância pra trama da season são ótimos, e os fillers são bem mais ou menos, não são ruins, mas são aquele estilo de episódio que, quanto mais o tempo passa, mais você começa a ver os defeitos

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 22 de fevereiro de 2020 - 19:54

É por aí mesmo. Ainda assim, no todo, estou gostando mais dessa temporada do que a anterior.

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Stella 20 de fevereiro de 2020 - 21:06

Esse episodio foi beeeeem melhor que os anteriores, torci pra matarem os companions, pra levar aquele ator gostosão que tava dando em cima da doutora, no lugar kkkk ótima crítica migo.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 20 de fevereiro de 2020 - 21:19

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK tough love from Byron…

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Stella 20 de fevereiro de 2020 - 21:35

Já imaginou Bryon e Jack e a Doutora? kkkkk melhor que esses companions kkkk

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 20 de fevereiro de 2020 - 21:40

Nossa… acho que tive um sonho desses uma vez! HAUAHUAHUAAHUAHUAHAUAHUAAUHAUAHUAHAUAHUA

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Tiago Lima 23 de fevereiro de 2020 - 18:23
Tiago Lima 23 de fevereiro de 2020 - 18:19

Byron e Jack…ai, ai, ai, ai,

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Augusto 20 de fevereiro de 2020 - 00:57

Achei esse o melhor episódio da temporada e, talvez, o melhor da era da 13ª Doutora. Todo mundo teve uma função, personagens secundários bons, andou com a história da temporada e foi um ótimo episódio de terror na primeira parte. A Jodie finalmente teve uma cena pra brilhar (e ótimo também o Ryan no final) e o Cyberman foi inesperado mas muito bom (e, graças a Deus, eles não fizeram o Cyberman ficar bonzinho pelas emoções antigas). E adorei as fantasmas que o Graham encontra. Confesso que não tinha pensado no ponto que você levanta na crítica sobre o Percy e realmente foi mal executado. Mas, em uma era que maltrata tanto seus personagens, o fato de isso acontecer com só um deles já é lucro. Vamos ver o que o Chibnall tem pra o finale, esperança eu não tenho muita, mas quem sabe ele acerta uma vez.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 20 de fevereiro de 2020 - 00:57

É bom não colocar as esperanças lá no alto mesmo. É melhor assim porque aí a gente pode ser surpreendido pra melhor. E se vier mais do que já temos, aí o choque ou a decepção não é tanto. HAHHAHAHAAHAHHAHAHAH

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Rafael Lima 18 de fevereiro de 2020 - 21:21

Vamos poder dizer muita coisa da Era da 13ª Doutora do futuro, mas uma delas é que os episódios envolvendo celebridades históricas tem sido sempre confiáveis (pelo menos pra mim). O roteiro lidou muito bem com o grande numero de personagens dando a cada um deles um espaço para brilhar, tanto entre o time da TARDIS quanto entre os presentes na Villa Diodati, inclusive trabalhando alguns detalhes nas entrelinhas sobre as relações entre aquelas pessoas.

Gosto muito do crescendo do episódio, do começo divertido com o susto que a equipe da TARDIS e os hóspedes de Byron dão um no outro, e depois a roda de dança e fofoca e as hilarias tentativas da Doutora de fazer o concurso de histórias começar. Achei muito legal como a atmosfera foi se tornando mais pesada, e decididamente não esperava que o plot do Cyberman solitário fosse ser trabalhado aqui. O visual dele ficou muito bom, e gostei das ligações feitas entre a criatura e Frankenstein.

A 13ª Doutora tá no topo do seu jogo aqui, tanto em seus momentos mais leves, quanto nos de enfrentamento, Aquele primeira conversa com o Cyberman com a 13th surgindo sob a luz do trovão, e aquele discurso épico pro Ryan foram de aplaudir de pé. Doutora Ruth que espere. Longa vida a 13th hehehehehe

A resolução mostrando a morte do Byron também me incomodou. Quanto aos possíveis fantasmas literais, acho interessante a sugestão de um evento sobrenatural de fato, mas achei bem jogado, tanto que se tirar aquela cena, nada muda no episódio, então não gostei da execução.

Mas no geral, achei um excelente episódio. E agora vem o medo do que o Chimbs vai aprontar nessa Finale de duas partes. Hehehehe

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 19 de fevereiro de 2020 - 14:12

Pois é, logo os tão escanteados episódios com celebridades históricas ganharam grande importância e bom tratamento nessa Era, especialmente nessa temporada. Está sendo bem legal de ver. Mas preciso confessar: eu adoraria que tivéssemos uma história em outro planeta, que todo mundo pisasse os pés e andasse em um lugar que não fosse naves… Torcendo pelo Finale ter isso. Será que Mondas entra em cena?

Sobre o finalzinho aqui, acho que incomodou a maioria esse comportamento da Doutora. E eu entendo perfeitamente teu descontentamento com os “fantasmas reais”. A não ser que seja a sementa para possivelmente algo levantado em breve… fica solto. Mas eu não pude deixar de rir do Graham com isso…

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Pedro Sebastião Pereira Amaro 18 de fevereiro de 2020 - 18:54

Segundo Melhor episódio da temporada. Tem problemas? Tem vários e vc já falou deles. Eu só gostaria de frizar a atuação perfeita da Judite, fico muito feliz com ela e por isso acho que a mesma mereça mais dos roteiros para não ficar com a síndrome do Colin Baker. A ideia do plot é genial, tem ótimas personagens, mistérios, bom conceito de vilão e uma maravilhosa roupa da Judite.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de fevereiro de 2020 - 19:36

Eu flutuei com a atuação da Jodie aqui e com o material que ela recebeu para trabalhar. Adorei o episódio, embora não tanto como você (não é o meu segundo melhor da temporada, por exemplo), mas fiquei bem feliz com essa formação de uma lado mais ácido da Doutora. Lá no Spyfall eu tinha comentado que talvez estivéssemos chegando a um momento de maturidade dessa encarnação, onde a Doutora iria mudar. Aqui houve um indício disso e eu rogo aos deuses que se mantenha. Ver a Jodie tomando as rédeas assim é algo lindo demais. Mas ainda tô com medo do Finale.

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Paula Stefany 18 de fevereiro de 2020 - 13:13

Esse foi um dos episodios que mais gostei. Teve bastante personagens na historia, mas foi bem separado e cada um teve sua personalidade traçada e bem apresentada (diferente de outros.. cof cof Orfhan 55 cof ). O que dizer da Doutora? Cada vez mais sinto Jodie se encaixando no papel de Doctor (uma pena que demorou um pouco), esse discurso de nao perder mais ninguém para os Cybermans, quase me deixou com lágrimas nos olhos, me fez lembrar o 10⁰ Doctor… Vou ser sincera, nao gosto muito desses companions, mas nesse ep eu consegui gostar deles, ver o Ryan questionando “pq nao deixar um morrer em troca de milhões?”, me fez pensar que isso seria um pensamento que eu mesma teria, mas entao a Doutora, com todo peso de ter perdido muitas pessoas, fez aquele discurso tenso e realista, que foi simplesmente reconfortante pro meu coração saber que o Doutor que conhecemos, ainda existe.

Ps: Luiz, e aquela conversa da Yaz com aquela moça (esqueci o nome da personagem)? Me pareceu que a Yaz ta xonadinha na Doutora

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de fevereiro de 2020 - 16:39

Eu achei sensacional os discursos da Doutora aqui. De fato ela demorou, mas está se encaixando no papel. E diferente de você, eu gosto dos companions, mas estou meio enjoado deles. NO ENTANTO, um episódio como esses dá o maior gosto de ver, porque eles realmente estão maravilhosos, a trama está beeeeeem divididinha. Coisa charmosa mesmo.

@disqus_VURrvCMFAz:disqus tu acredita que na hora eu JUREI que ela tava falando do Ryan, mas depois eu fiquei pensando, e pensei, pensei, pensei e depois botei o pensamento de lado porque achei que era coisa da minha cabeça? Pelo menos não fui só eu que achei isso! ahahhahahahahhahahahaha

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Filipe Isaías 18 de fevereiro de 2020 - 11:21

“Yeah, because sometimes this team structure isn’t flat. It’s mountainous, with me at the summit, in the stratosphere alone. Left to choose.” – Momento em que o forninho caiu.

Essa sentença mostra como a Doctor não quer ser a tomadora de decisões, mas sabe que é a única que pode. Lembra do final do arco do Tennant? Decidir sobre o futuro era poder, uma explosão de arrogância. Pra Judite é um fardo ingrato, uma responsabilidade.

A discussão sobre os companions também é interessante. Geralmente, eles servem como bússola moral para o Doctor, pra ele não ir longe de mais. Aqui os papéis se revertem. Por mais que a fala do Ryan tivesse certo sentido lógico, a Doctor sabe do peso que essas decisões trazem, e por isso deu aquele choque de realidade nele. Me pergunto como outros companions se comportariam nessa ocasião.

Esse discurso da Doctor foi o melhor momento da personagem até agora, e vai ser lembrado quando a atriz se despedir, o que eu espero que demore um pouquinho.

Abs.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de fevereiro de 2020 - 16:39

A Jodie realmente colocou as garrinhas de fora aqui, e eu amei isso. Vê-la olhando a situação, claramente decidida a não perder mais ninguém pra um Cyberman, falando sobre a escolha da vida… e até a divisão entre os companions… coisa linda de se ver. Quem dera que esse tipo de conflito legal tivesse aparecido na temporada passada!

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de fevereiro de 2020 - 16:39

A Jodie realmente colocou as garrinhas de fora aqui, e eu amei isso. Vê-la olhando a situação, claramente decidida a não perder mais ninguém pra um Cyberman, falando sobre a escolha da vida… e até a divisão entre os companions… coisa linda de se ver. Quem dera que esse tipo de conflito legal tivesse aparecido na temporada passada!

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Jeferson Rodrigues 18 de fevereiro de 2020 - 10:32

Doutora: Vamos apagar a memória da Ada Lovelace, já que ela não pode ter nenhum vislumbre do futuro, pois isso pode colocar a linha temporal em perigo.
Also Doutora: Que tal mostrar para o Percy um pouquinho da própria morte, hein? Garanto que vai ser uma experiência maravilhosa.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de fevereiro de 2020 - 10:49

HAUAHUAHUAHAUAHUHAUAHUAHAUAHUAHAUAHAUHAUHAUAHA

SOCORROOOOOO EU TO BERRANDOOOOOOOOO

Responder
Mestre Bio 18 de fevereiro de 2020 - 10:18

Se não for pedir muito… onde eu posso assistir esse episódio? Os sites que assisto as séries não tem ainda esse

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 18 de fevereiro de 2020 - 10:49

Eu vejo pelo iTunes.

Responder
Lucas Santana 18 de fevereiro de 2020 - 11:12

Eu vejo pelo Torrent, lá sai uns 10 minutos depois que o episódio foi ao ar!

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