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Crítica | Doctor Who 8X08: Mummy On The Orient Express

por Luiz Santiago
119 views (a partir de agosto de 2020)

_ Alô. Oi. A conexão está ruim… Não é possível, ela estava trancada no Sétimo Obelisco. Entendo a importância. Uma deusa egípcia solta no Orient Express. No espaço. […] Não se preocupe, Sua Majestade. Estamos a caminho.

11º Doutor em The Big Bang (episódio final da 5ª Temporada).
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Desde que se tornou showrunner de Doctor Who, em 2010, Steven Moffat adotou três modelos diferentes de administração das temporadas e do teor na escrita dos roteiros. O primeiro, aplicado unicamente à 5ª Temporada, seguia o caminho da adaptação do Doutor à nova onda de coisas que apareceram para ele no final da 10ª encarnação. Ele sabia que já não estava mais sozinho e tinha passado por um grande número de provações junto aos seus companions.

Então, do Doutor mais “humano” (10º), veio o mais “anacrônico” (11º), um velho num corpo jovem e que tinha um grande apreço por ajudar crianças, talvez porque ele mesmo agia constantemente como criança. O amadurecimento progressivo e as sombras dessa maturidade foram o ponto central das temporadas 6 e 7, quando Moffat alterou o modelo de escrita para plots explosivos e com mais perguntas a curto e longo prazo do que respostas ou desenvolvimento das personagens. O aniversário de 50 anos da série e a antiga promessa do showrunner em trazer e respeitar mais elementos canônicos marcou os Especiais de 2013 e, evidentemente, a 8ª Temporada, até agora, a mais consistente de toda a Nova Série e com o Doutor mais “caoticamente alien” de todos.

Mummy on the Orient Express é mais um exemplo de que este ano de Doctor Who está marcado não só por um excepcional diálogo metalinguístico consigo mesma como também por uma verdadeira exploração da dinâmica entre Time Lord e companion, aqui, centrada em Clara e no Doutor. Mesmo não tendo gostado da mudança abrupta ao final do episódio (minha única reclamação em relação ao roteiro), devo reconhecer que o estreante Jamie Mathieson fez um maravilhoso trabalho na construção de um lado dual para a dupla. Clara passa a aventura inteira esperando que o Doutor faça “algo de errado” (ou seja, repita o jogo moral de Kill the Moon) e, no final das contas, acaba quebrando a cara e enfim admitindo que o amigo dela é um alien e que as ações dele, por mais moralmente humanas que pareçam algumas vezes, nunca devem ser julgadas como tal. Suas motivações são de outra ordem.

Neste episódio, vemos o retorno de um acontecimento da era do 11º Doutor, o misterioso telefonema que ele recebeu na TARDIS logo após o casamento de Amy e Rory. Jamie Mathieson cria um perfeito cenário para a citação desse passado e nos apresenta uma história de várias camadas daí advindas, funcionando não só dentro da linha da temporada (com direito à pergunta: quem é Gus?), como no fortalecimento da relação entre o Doutor e Clara, um dos pontos fortes do episódio exceto pela cena em que a companion muda de opinião em uma rápida explosão de alegria à margem do tom do episódio.

Na galeria de citações clássicas temos uma incrível imitação que Peter Capaldi (oh deus Capaldi que estás na TARDIS!) faz de Tom Baker; uma cigarreira com jelly babies; a hilária corruptela “Are you my mummy?” e a aparência estética vinda do episódio Voyage Of The Damned.

A direção Paul Wilmshurst aqui é ainda mais exigente do que em Kill the Moon e nos mostra um ótimo aproveitamento do espaço claustrofóbico do trem/laboratório – aliás, a mudança foi uma grata surpresa, seguida em alto estilo pelo tom do roteiro e pela excelente fotografia de Ashley Rowe, que conseguiu bons resultados tanto no estilo vintage, quase sépia e com filtros quentes do Expresso Oriente Espacial, quanto no estilo branco-azulado e neutro do laboratório que Gus preparou para que o Doutor e o grupo de cientistas capturassem o Foretold, a Múmia-Soldado.

Destacamos ainda a forma como o tema do militarismo aparece no episódio, dando sustentação a uma das linhas dramáticas da temporada. O capitão do Expresso Oriente era um soldado reformado que havia passado pelo mesmo estresse pós-traumático que Danny Pink, e o anti-vilão da vez era um soldado forçado a continuar lutando, mesmo depois de morto. Perceba que a implicação é medonha, moralmente repugnante e penosa ao mesmo tempo. E o engraçado é que por mais que o Doutor tente fugir de militares nesta temporada, eles teimam em aparecer em sua timeline.
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Breves comentários e outras referências

a) O 12º Doutor vive um momento em que muitas de suas ações dão a impressão de que ele é um homem sem coração (metaforicamente falando, claro). Todavia, se olharmos para alguns de seus diálogos mais íntimos com Clara, veremos que o traço de fofura ainda está lá em seus corações, porém, o peso da idade e a fase mais friamente racional de sua vida o faz colocar as circunstâncias em primeiro lugar, mesmo que isso cause uma péssima impressão em todos ao seu redor.

b) Para os espectadores cinéfilos, a sequência em que o Soldado-Múmia se rende é uma das mais interessantes de todo o episódio. Para os que veem na superfície, a solução foi rápida demais, mas percebam que tudo o que estava ali já tinha sido apresentado no decorrer do episódio. Não haviam novidades. Faltava apenas o “fator resolução” e ele foi orgânico e perfeitamente cronometrado pela ótima montagem de John Richards.

c) Não podemos nos esquecer que este episódio é uma versão do ótimo romance de Agatha Christie, Assassinato no Expresso Oriente (1934). O roteiro de Jamie Mathieson coloca o Doutor como Hercule Poirot de uma maneira muitíssimo similar àquela que a escritora faz na obra (guardadas as devidas proporções, claro), o que torna todas as referências textuais ainda mais interessantes.

d) Os “momentos Clara” do episódio são quase todos excelentes (minha exceção vocês já sabem). A conversa dela com o Doutor na área comum do trem; o brinde à “última festa”; as sequências dela com Maisie e o diálogo com o Doutor após a explosão do Expresso Oriente são todos bem escritos e atuados. Dá gosto de ver.

e) A versão jazzística da Foxes para Don’t Stop Me Now, do Queen, é simplesmente incrível e caiu como uma luva para o episódio. E a propósito da música, Murray Gold apresenta mais 2 novos e belos temas e uma variação para esse episódio.

f) Sem contarmos as roupas espaciais, o Doutor usa aqui a sua segunda variação de figurino (a primeira foi em The Caretaker) e ficou ótimo nela! A referência ao modelo de gravata-borboleta que o 1º Doutor usava é evidente.

g) Eu já recrutei o meu time ideal para a 9ª Temporada da série: 12º Doutor, Psi, Saibra e Perkins, o engenheiro-chefe interpretado pelo humorista britânico Frank Skinner, confesso fã de Doctor Who e que vinha pedindo para Moffat um papel na série desde 2010! Façamos macumbas gallifreyanas para vermos esses três “marinheiros de uma viagem” de volta à TARDIS e, de preferência, juntos!

Doctor Who 8X08: Mummy On The Orient Express (Reino Unido, 2014)
Direção: Paul Wilmshurst
Roteiro: Jamie Mathieson
Elenco: Peter Capaldi, Jenna Coleman, Samuel Anderson, Frank Skinner, John Sessions, Foxes
Duração: 45 min.

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14 comentários

Aninhainthesky 26 de março de 2021 - 14:40

Olá! Gosto muito de rever os episódios acompanhando as críticas desse site!! Parabéns!! À luz dos acontecimentos do próximo episódio de Natal e da nona temporada que pude entender melhor a reação de Clara ao final desse episódio. Mas sem spoilers, apenas com o que vimos até aqui, é fato o quanto Clara se indentificou melhor com essa personalidade do Doutor, talvez por serem muito parecidos (só lembrar da confusão no restaurante em Deep breath). Há um encantamento da parte de ambos (só reparar nos olhares de um para o outro) e óbvio, uma resistência a isso. O sentimento de Clara por Danny é legítimo, mas conveniente. Mr. Pink é o humano de pés no chão, dando a ideia de uma estabilidade que ela se convence em desejar. E por outro lado, o Doutor vai materializando tudo aquilo que ela descobre que é, e lógico, isso a assusta. Por isso se deixou levar pelo pedido de Danny a não mais viajar, e por isso a alegria ao dizer para o Doutor que não teria problema em continuar, já que nem se quisesse poderia fazer isso! Alguém ainda tem dúvida que aquele “I love you” não foi para o Doutor? Até ele percebeu!!

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Luiz Santiago 27 de março de 2021 - 18:40

Que bom que tem gostado de acompanhar os textos aqui. Esse tipo de conexão é muito bacana. Adorei o teu comentário e a forma como você enxerga essa relação da Clara, tanto com o Doutor, quanto com Danny. Tem muita coisa ainda pra rolar… essa temporada tem um bom número de surpresas e esse tipo de desenvolvimento entre as relações é algo que os roteiristas pegarão firme mesmo.

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Pedro Duzzi 17 de outubro de 2014 - 10:46

Luiz, parabéns pela crítica! Para mim, esse foi o melhor episódio da temporada até agora e concordo totalmente com você. Aquela cena da Clara mudando rapidamente de personalidade me incomodou, mas mesmo assim, tudo foi tão perfeito que adorei DEMAIS esse episódio.
E não tinha percebido um monte de coisas que você escreveu aqui. Muito obrigado por abrir os olhos! Nem tinha percebido a imitação do 4º Doutor, só vim me tocar agora!
Crítica foda!

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Luiz Santiago 17 de outubro de 2014 - 16:59

Muito obrigado, Pedro! Esse episódio realmente foi incrível. Não é o meu favorito da temporada (ainda continua sendo Into the Dalek), mas é um dos favoritos sim. Meu verdadeiro impasse é com aquele problema da Clara no final.

Hoje sai nosso podcast sobre o episódio! Fique de olho!

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Tiago Lima 14 de outubro de 2014 - 14:42

Olá Luiz. Parabéns pela crítica! Acompanho com entusiamo as criticas aqui no site, dificilmente comento, mas sou leitor cativo. Adorei este episodio, porem Listen e Kill The Moon ainda são os meu preferidos dessa temporada. E se tem algo que me agrada são as milhares de referencias que esta temporada faz. Alguém reparou que quando o trem vira laboratório tem um cientista vestido igual ao Einstein no fundo?

Acho isso incrível! Me lembra quando eu era criança e via Shirra ou He-Man e tentava achar o duende escondido que aparecia no fim do ep. A diferencia é que aqui funciono no tipo: Ache o numero maior de referencias.

Quanto a Clara concordo plenamente, achei atitude no final muito simplista e não parece nada com os planos megalomaníacos do Moffat. E quando a Múmia aparece pela primeira vez, no fundo aparece um par de saltos pretos passando, será que é a River? Há boatos que ela pode retornar.

Abraços!

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Luiz Santiago 14 de outubro de 2014 - 16:34

Muito obrigado pelo comentário, @disqus_EYUuNRKx0g:disqus! Fico muito feliz em saber que tem acompanhado as nossas críticas semanalmente. Esse feedback é muito importante para continuarmos produzindo!

Confesso que essa temporada tem me impressionado a cada episódio. É simplesmente incrível o modo como as histórias estão sendo construídas e as muitas referências ao longo dos capítulos. Está sendo uma grata experiência.

Rapaz, será mesmo que é a River? Eu tinha ouvido boatos, ainda no início da temporada, que ela poderia estar de volta (algo relacionado à Missy), mas com o passar dos episódios isso foi sendo deixado de lado. Sinceramente acho que não seria interessante a volta dela. Acho que tudo se fechou perfeitamente em The Name of the Doctor e não vejo motivos para a volta da personagem, mesmo que eu seja um grande fã dela. Mas quem sabe, né? Você acha que é ela ou não?

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Tiago Lima 15 de outubro de 2014 - 02:44

Concordo com estes argumentos. Porém River se tornou uma personagem tão cativante nesta atual era que é inavegável aquele gostinho de quero mais.

Se é ela ou não, eu não sei dizer, gosto dessa linguagem que o Moffat usa de deixar coisas no ar, usando da capacidade cultural, social e politica de cada telespectador para que cada um crie o seu final perfeito. Isso é muito rico e só traz benefícios para série.

E gosto dessa linguagem de discursos morais travestidos de ficção cientifica. Toda essas questões levantadas sobre o militarismo, o bom soldado é aquele que não carrega armas é interessantíssimo de se analisar em um show que tem como publico crianças e jovens.

Analisando o atual quadro politico da própria Inglaterra que apoia uma America em luta armada contra pais do oriente médio e rebeldes na Russia e que recentemente viu toda a Escócia ir as urnas para saber se eles não fariam mais parte do reino da Grã-Bretanha. São nuances tão simples, da nossa realidade que se tornam vitais na construção moral do publico.

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Luiz Santiago 15 de outubro de 2014 - 11:49

Ótimas observações. De fato, o momento histórico e geopolítico do Reino Unido e da Europa como um todo tem sim um reflexo grande nesse modelo que o Moffat está utilizando para criar a temporada. A visão do soldado é realmente um ponto interessantíssimo!

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Pedro Barros 13 de outubro de 2014 - 18:30

Bom.. Eu também fiquei meio “meh” na cena.. Mas acho que fizeram de proposito! Quiseram dar a falsa ilusão de que Clara finalmente aceitou esse doutor.. Mas se você ver bem.. No começo ela diz “não quero continuar.. Não do jeito que você faz!” ela aceitou voltar com ele, mas ainda esta com o pe atrás.. Alias, esse pe atras vai ser fatal a ela e ao próprio Doutor.. De geral estou amando muito essa temporada! A nova Clara, o 12.. Os vilões! A missy que eu nem conheço mas já considero pakas Hauaha. É isso.. Flws

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Luiz Santiago 13 de outubro de 2014 - 20:04

@disqus_V09RV3oeMJ:disqus, obrigado pela participação e volte mais vezes, para conversarmos nas próximas críticas!

Por mais que eu não tenha gostado dessa cena específica, eu acho que tem um propósito sim. A temporada está maravilhosa e tão fechadinha que eu me recuso a crer que isso foi feito gratuitamente. Vamos esperar o desenrolar das coisas nos próximos episódios!

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Rilson Joás 13 de outubro de 2014 - 03:40

Eu achei que não poderia dizer isso…mas esse é o meu episódio favorito da temporada. Don’t stop me now…

Eu concordo com (quase) tudo que você disse sobre o episódio, menos uma coisa:

Como assim você não gostou das cenas finais?

A cena da praia + dentro da Tardis estão disputando com o final de Listen como minha cena favorita da temporada. A fotografia, o diálogo, a trilha sonora, Jenna e Capaldi foram absolutamente perfeitos.

O tema do episódio foi absolutamente mentira: O Doctor mente pra Clara, Maisie mentia a si mesmo sobre sua vó depois que ela morreu, a vó de Maisei mentiu sobre o pônei, Clara mentiu pra o Danny, Clara mentiu pra o Doctor, o capitão mentiu sobre o motivo que ele saiu do exército, e claro, tudo isso só encaixa ainda mais nessa magnífica temporada que nos abre cada vez mais indagações sobre coisas cotidianas e sobre nossa humanidade. Esse ano já tem minha maior nota da Nova Série com uma grande vantagem, acho difícil cair pra segunda posição.

Foxes cantando “Don’t stop me now” ficou absolutamente perfeito, o clipe encaixa quase que perfeitamente com a série, e os arranjos daquele caprichoso jazz meio badalado junto com a voz singular de Foxes ecoaram na minha alma.

Espero que você se deleite como eu nesse final, e mude de opinião, se não, gosto não se discute, né?

Até a próxima, 😉

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Luiz Santiago 13 de outubro de 2014 - 11:11

Esse episódio pegou todo mundo de surpresa. Eu confesso que não estava esperando nada disso e simplesmente amei a trama, a direção, a equipe técnica… Sensacional!

E quanto a Clara, acho que não consegui deixar claro: a única cena que eu não gostei dela foi logo após ela desligar o telefonema do Danny e, toda sorrisos e animação, virar para o Doutor e dizer que tinha aceitado…

Logo depois, quando aquela animação acaba e ela age no mesmo tom do episódio, eu gosto. Adorei eles dois puxando as alavancas e funcionamento da TARDIS e tal. Mas, em nenhuma das duas vezes que vi o episódio consegui gostar daquela cena. A alegria repentina da Clara, aquele sorriso animado, toda aquela felicidade destoou completamente do episódio. Não consegui gostar daquilo. Mas quando, logo em seguida, ela muda de postura e volta tudo ao normal, eu volto a gostar.

Pra você ter uma noção de como isso me incomodou, eu ia dar 5 estrelas pro episódio. Tirei 0,5 estrela só por causa dessa cena. Hahahahahahaha

Mas a cena da praia eu adorei! Além de tudo, aquilo é grandiosamente poético!

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Rilson Joás 13 de outubro de 2014 - 21:30

Acho que foi a propósito, pra nos deixar a sensação de que alguma coisa vai acontecer com a Clara por ela mentir daquele jeito (lembre-se da frase do Doctor no começo do episódio da Clara rindo quando estava triste).

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Luiz Santiago 13 de outubro de 2014 - 23:04

É verdade, isso faz todo sentido. E é uma das coisas que mais estão me deixando encantado com essa temporada.

Vamos esperar. No final das contas, como falei no podcast da semana passada, eu ainda acho que o Moffat vai dar um final trágico pra ela, coitada. hahahahha

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