Home TVEpisódio Crítica | Doctor Who 8X11 e 12 – Dark Water / Death in Heaven

Crítica | Doctor Who 8X11 e 12 – Dark Water / Death in Heaven

por Luiz Santiago
99 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

SPOILERS!

Quem já estudou teoria de cinema ou teatro sabe muito bem o quão hercúleo é o esforço para finalizar de forma coesa e empolgante um texto sobre um evento muito longo, especialmente se tem um cânone a ser respeitado ou referenciado. Em séries de TV (esta, a mídia que se apropriou das técnicas de escrita para o palco e para a grande tela), temos dois caminhos básicos para seguir e realizar isso, o primeiro, das séries procedimentais — famosos “casos da semana” — e o caminho das serializações (ou não-procedimentais) — famosos “casos principais da temporada” –. [Caso queira ter uma discussão ampliada neste caminho de análise, sugiro a leitura deste artigo.]. Neste 8º ano de Doctor Who, tivemos o modelo serializado em destaque, embora pincelado com nuances procedimentais. E como se não bastasse esse mix de gêneros, o showrunner Steven Moffat investiu em uma intensa rede de referências à Série Clássica, tornando ainda mais difícil o caminho para o finale.

Na escrita de roteiros com grande pano de fundo a ser considerado, decisões importantes precisam ser tomadas, sacrifícios precisam ser feitos e novos padrões para o futuro precisam ser ensaiados. Programação de TV em tempos de internet é comandada pelo extremo dinamismo, portanto, é necessário que eventos chocantes e promessas de novidades imperdíveis marquem o final das temporadas, caso contrário, a série corre o risco de cair na lista negra dos produtores executivos, o que nunca é um bom sinal. Mas quando se trata de Doctor Who, este não deveria ser um problema, afinal, para um programa tão longevo, a palavra de ordem, evidentemente, teve que ser o dinamismo e o nunca ter medo de correr riscos e realizar mudanças. É aí que entra a coesão do arco final desta 8ª Temporada da Nova Série, composto pelos episódios Dark Water e Death in Heaven.

Dirigido por Rachel Talalay (Continuum 1X06: Time’s Up) e escrito por Steven Moffat, o díptico trouxe a festejada revelação sobre Missy e fechou a trama de Danny Pink (possivelmente Handles?) e Clara, três pontos de grande expectativa. Em Dark Water, fomos introduzidos a uma nova versão dos Cybermen, criados por Missy, e no episódio final os vimos efetivamente em ação, trama que parece não ter agradado uma parte do púbico, em tese, porque o desfecho de sua história, com a explosão da nuvem polinizadora, foi desinteressante e “impossível”, dentro do ambiente da série.

Embora não discorde inteiramente dessa opinião, devo dizer que olho com certo desprezo opiniões que fixam um padrão único para qualquer coisa dentro de Doctor Who. Basicamente resumo tal comportamento em uma frase: é falta de Série Clássica na vida. Mas nesse caso, é falta de atenção ou má fé mesmo. Porque desde o retorno da série, em 2005, pudemos ver versões diferentes e com diferentes funções e comportamento de alguns vilões do Doutor. Por que então os Cybermen da Missy não poderiam voar ou criar uma nuvem polinizadora? A questão do dispositivo utilizado pelo Cyber-Comandante-Danny, no final, entra no mesmo pacote. No próprio episódio percebemos a ligação de Missy com o aparelho e a intenção verdadeira dela, revertida pelo Doutor. Ora, por que não seria possível a explosão e o uso futuro para trazer o garoto afegão de volta?

Desde Deep Breath estivemos temerosos pelo que Steven Moffat poderia fazer no desfecho da temporada, especialmente porque ele não errara, de verdade, uma única vez durante ano. Se olharmos friamente para o título dos episódios finais e para as propostas deste ano — fixar a personalidade do novo Doutor, problematizar sua relação com a companion herdada do passado e lançar as sementes para a volta de Gallifrey e/ou sua mitologia, algo já anunciado desde The Day of the Doctor — em quê Dark WaterDeath in Heaven falham? Trago à tona, mais uma vez, a questão da dificuldade de se escrever um roteiro com esse nível de autorreferências e como as migalhas da temporada são recolhidas. A morte de Osgood; a revelação de Missy como o Mestre; o aparecimento do Brigadeiro Lethbridge-Stewart em forma de Cybermen; a volta do garoto afegão através do bracelete-portal; a despedida propositalmente anti-climática de Clara; as pistas sobre Gallifrey; a explicação do por quê Danny era tão apegado a crianças (lembram-se de In the Forest of the Night?); a “mulher da loja”; a Nethersphere como a Matrix; SEB; tudo isso ganha destaque e referências estéticas e narrativas no arco final. Acreditem: existem poucos roteiristas que conseguiriam fazer isso com a qualidade e parcimônia (considerando quem é) que Moffat fez aqui.

Rachel Talalay dá dois tons levemente diferentes para os dois episódios. Em Dark Water, a diretora apostou em pouca exploração de ambientes, focando mais nos atores. Foi um episódio mais intimista, que ganhou um tratamento de mistério e proposital incompletude. Em Death in Heaven, ela não negligenciou o formato épico do roteiro e dirigiu os atores e o episódio para que tivessem realmente essa constituição. Assim, vemos cenários amplamente explorados, cenas-isca para revelações posteriores, dinâmica interna dos quadros alternada entre ágil e lânguida dependendo da atmosfera dramática, e acertada liberdade para os atores, que ganharam do texto de Moffat um raro presente: a capacidade macabra de uma linha cômica em um brutal final de temporada. Se em Dark Water as cenas de destaque centraram-se no vulcão-sonho (poderosas atuações de Capaldi e Coleman!) e no mausoléu da 3W, em Death in Heaven o leque se abre ao máximo. No topo da lista fica a excelente Michelle Gomez, atriz que torcemos para que permaneça por muitos ano no papel de Missy. Em seguida, Peter Capaldi (definitivamente, o Doutor mais rico em nuances dramatúrgicas desde Christopher Eccleston), Jenna Coleman (como ela cresceu em qualidade desde a 7ª Temporada!) e Samuel Anderson, que teve um final angustiante, heroico e emocionante ao mesmo tempo.

O tom parecido com o de Torchwood: Children of the Earth, misturado com o universo de James Bond — até na trilha sonora, que, aliás, é uma revelação sinfônica nos dois episódios, com destaque para o tema de Missy, de estrutura melódica totalmente inspirada em Carmen, de Georges Bizet — e estética propositalmente criada para referenciar The Tomb of the Cybermen e o icônico The Invasion, fizeram deste arco final um exercício criativo denso, triste e explosivo, marcado por uma fotografia permeada de filtros bem aplicados e louváveis efeitos especiais.

Como não percebi nenhuma colocação fora do padrão construído no decorrer da temporada ou que não tivesse espelho em algum evento passado, não assumo como exageradas as mortes ou decisões de Steven Moffat. Quando faz sentido, não tem por quê não ser feito. É claro que isso irá encontrar cada espectador de forma diferente, mas aí entramos no campo do gosto pessoal, ou seja, um outro universo.

As questões-chave da 8ª Temporada foram acertadamente respondidas, respeitadas e infladas em Dark WaterDeath in Heaven. Steven Moffat nos deixou estratégicas pontas soltas para o 9º ano do show e provou que o caminho em direção a um certo planeta vermelho está só começando. E em grande estilo.

Doctor Who 8X11 e 12 – Dark Water / Death in Heaven (Reino Unido, 2014)
Direção: Rachel Talalay
Roteiro: Steven Moffat
Elenco: Peter Capaldi, Jenna Coleman, Michelle Gomez, Samuel Anderson, Chris Addison, Andrew Leung, Joan Blackham, Sheila Reid, Ingrid Oliver, Jemma Redgrave, Sanjeev Bhaskar, James Pearse, Nicholas Briggs
Duração: 45 min. (Dark Water) e 55 min. (Death in Heaven).

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32 comentários

Escritora 16 de setembro de 2015 - 09:13

Finalmente pude assistir aos dois episódios e tenho de admitir: este foi o melhor final de temporada da Era Moffat, muito pelo seu desenvolvimento quanto da forma que se desenvolveu o enredo. Pelo fato de que não houve tantas pontas soltas ou coisas sem sentido como houve nas três temporadas anteriores. A única ressalva fica na atuação dos ciborgues, achei meio fraco e nem foram cruéis como acontece quando dão as caras – ao menos, estes tiveram uma atuação melhor que os Daleks, que simplesmente o Moffat mandou pra escanteio desde que assumiu a série – e sim, fiquei triste com aquela cientista que apareceu em “The Day of Doctor” morrer, o que mostra que Moffat não tem piedade nos personagens que coloca.

Quanto ao Danny, gostei dele, pois dava uma certa tranquilidade na vida da Clara e não acho que morreu, os seus atos altruístas foram responsáveis em salvar a Terra e a forma que foi feita me fez lembrar da invasão dos Sontaras na quarta temporada – a solução foi muito parecida – e a Kate ter sido salva foi muito inusitada, pois até pensei que ela estaria morta. De resto, foi uma excelente temporada, um amadurecimento mais que justo para o Moffat; um Doutor que conseguiu me simpatizar desde o começo; as diversas referências a era moderna da série; fora as da clássica que existiam desde a 5ª temporada; o desenrolar dos episódios e mais um pouco. E esperando que o Moffat continue com o bom trabalho na 9ª temporada, senão, fico chateada com o cara. Ah gosto do site e da forma que fazem as críticas e matérias, muito legais.

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Luiz Santiago 16 de setembro de 2015 - 15:30

Obrigado pelo comentário, @disqus_xIzEE1yN4r:disqus!
Essa temporada foi muito madura em relação as outras mesmo. Achei o ano mais seguro e mais limpo do Moffat. E simplesmente amei o Capaldi como Doutor. Acho que a junção dessa linha mais pé no chão e uma maravilhosa atuação no papel principal ajudaram a dar o ótimo tom da temporada. Espero MUITO que isso volte na 9ª!

Sobre a Osgood, ela vai voltar! Na verdade, tinham duas, você se lembra, né? Uma era humana e a outra era Zygon. A gente ainda não sabe qual delas que morreu. Mas uma ainda tá viva e vai voltar na 9ª Temporada…

Sobre os Daleks, nessa temporada teve o maravilhoso “Into the Dalek”, que acho o melhor episódio com os vilões da era do Moffat. Não sei se você gostou desse episódio. Tem crítica para ele aqui.

O Danny foi legal sim. Gostei do personagem e das implicações dele. Pelo menos a gente sabe que tem o mistério do Orson Pink, né.

E sobre a Kate, achei aquilo sensacional. O fato de o Brigadeiro não se deixar dominar e salvar a filha foi épico. Chorei muito na hora que o Doutor saca o que aconteceu e presta continência para ele…

Que venha a 9ª Temporada!

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Awos95 29 de abril de 2015 - 07:39

Cara que seasson final e Brutal, eu realmente não esperava algo assim, e aquele discurso final do Doctor com a Missy, fechando toda a dicussao moral da temp, alem dele indo pra a matar, muito bom(a propósito essa Mestre é BEM melhor que o anterior) e eu até agora estou em dúvida, o brigadeiro a matou ou a teleportou? Eu realmente gostaria de ver mais dela :c
E quanto as mortes realmente teve pessoas reclamando? Eu realmente gostei do desfecho do Pink e Clara, foi uma questão bem interessante como alguem reagiria a uma morte de alguem próxima pelo acaso, mas admito que a morte da Osgood me assustou, e fiquei esperando revelar que na verdade era uma Zygon ou algo do tipo
E aquela despedida da Clara foi realmente doida mas a altura da personagem

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Luiz Santiago 29 de abril de 2015 - 15:22

Esse finale foi sensacional!

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José Antonio 19 de novembro de 2014 - 11:27

O mestre, na serie classica durava mais. Na serie atual, a cada vez que encontra o doutor, ele morre e tem de regenerar….

Responder
Luiz Santiago 19 de novembro de 2014 - 13:45

É verdade que o Mestre durava mais.
Na Nova Série, ele apareceu três vezes e encontrou apenas dois Doutores (10º e 12º): no corpo do Yana, no corpo do Saxon e agora a Missy. Tenho certeza que a encarnação da Michelle Gomez vai durar bem mais tempo, uma porque é revolucionária e outra porque a atriz é uma verdadeira divindade…

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Augusto 11 de novembro de 2014 - 15:27

Olá Luiz, acompanho as críticas a bastante tempo, mas nunca comentei, com esse fim de temporada, eu não tinha como não comentar.

Eu achei Dark Water um episódio fantástico, daria 5 estrelas fácil. Já Death in Heaven me decepcionou um pouco, mas eu daria 4 estrelas, eu acho essa história de amor contra Cybermen muito furada, mas tudo bem, só a homenagem ao Brigadeiro e as atuações do Capaldi, da Jenna e da Michelle Gomez, valeram o episódio inteiro e para mim esse é o melhor finale do Moffat.

Depois de uma sétima temporada horrível. Essa temporada foi incrível, talvez a melhor de todas, mesmo tendo um episódio abaixo da média, The Caretaker, que mesmo assim é bom. Minhas temporadas preferidas são a primeira (por causa do Eccleston, melhor Doutor de todos, junto com o Capaldi) e a quarta, elas agora tem a companhia da oitava.

O Capaldi é fantástico, uma grande mistura de todos os doutores, principalmente os da clássica, a roupa parecida com a do Pertwee, os jeitos do Hartnell e do Colin Baker, tomara que dure uns cinco ou seis anos na série.

Eu adoraria um especial de 10 anos da série nova com eles indo para Gallifrey, seria demais, espero que aconteça, mas só se o Eccleston voltar.

Parabéns pelas críticas, tanto da série nova quanto da clássica, e agora é esperar pelo especial de Natal.

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Luiz Santiago 11 de novembro de 2014 - 19:28

Olá, @disqus_qosaU4TxKN:disqus! Muito obrigado pelo seu comentário!
Entendo perfeitamente suas colocações em relação ao arco final. Mas fico feliz que tenha gostado dele no todo e entendido como uma escolha certa para o final da temporada.
Caramba, você não gostou da 7ª Temporada? Não achei AQUELA COISA, mas gostei. Claro que o número de erros do Moffat foi muitíssimo maior, algo que ele se redimiu aqui.
Engraçado que a gente tem um pensamento bastante parecido em relação ao 9º Doutor e a temporadas favoritas. Eu comento um pouco sobre isso no podcast desse Death in Heaven que sairá na próxima sexta feira. hehehe

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Augusto 11 de novembro de 2014 - 21:08

Eu não gosto nem um pouco da sétima temporada, não gosto da Amy e do Rory, acho que eles ficaram por muito tempo na série e o episódio de saída deles é bem mais ou menos, isso já estraga a primeira parte, e eu realmente acho a Clara da sétima muito chata, além do mais essa temporada tem alguns dos episódios que eu menos gosto de toda série (A Town Called Mercy, Journey To The Centre of The Tardis e The Crimson Horror).

O 9º Doutor é incrivel, mesmo a temporada dele tendo alguns episódios fracos, como os dos Slitheens, o Eccleston carrega a série de um jeito espetacular. Parece o Paul McGann, que estava em um filme muito ruim, com o pior Mestre da história, mas carrega o filme muito bem e deixa ele até assistível.

Na espera do podcast, que está muito bom, parabéns a todos!

Responder
Luiz Santiago 11 de novembro de 2014 - 21:57

Valeu, @disqus_qosaU4TxKN:disqus! E concordo com você em relação ao McGann também. Ele é um excelente ator. Você costuma ouvir os áudios da Big Finish? Ele dá um show por lá!!!

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Victor Cauê Coimbra 11 de novembro de 2014 - 14:17

Texto de qualidade monumental, Luiz. Meus parabéns!

Agora, vamos às minhas impressões do fim da temporada. Primeiramente, acho que concordei em tudo o que foi dito por você. Ótima conclusão para uma temporada que se manteve sólida até o fim. Também devo dizer que espero muito que todas as línguas (ou dedos) daqueles que falaram mal do anúncio do Peter Capaldi como Doctor, tenham QUEIMADO. Ator nada menos que brilhante, de uma variação de sentimentos incrivelmente natural até mesmo quando ocorre de uma hora pra outra.

Retomo que adorei a finale, mas existe uma coisa que me incomoda, embora não seja particular dela, mas sim algo de muito tempo da série, talvez do próprio Moffat, que é o seguinte: Personagens de temporadas passadas são ignorados. Eu entendo a proposta de mudança que percorre a série, e nós devemos nos habituar a isso, mas nem se trata de apego, é mais uma incompreensão mesmo. Quero dizer, há diversas situações, como a da própria finale, em que personagens envolvidos com o Doutor apareceriam para ajudar, não? A Marta ou o Jack, por exemplo. Não sei se estou certo no que estou dizendo porque faço isso baseado apenas em Doctor Who e não vi Torchwood ainda, então pode ou não haver uma resposta nisso.

Só pra terminar, ainda acho que a história do Danny não terminou. Ele realmente aparenta estar morto, mas estamos falando de Doctor Who, não é mesmo? E acho que já disse que adorei a finale e o texto. Abraço!

Responder
Luiz Santiago 11 de novembro de 2014 - 15:21

Meu caro @victorcaucoimbra:disqus! Obrigado pela visita e pelo comentário!

Estou contigo na torcida para que dedos e línguas que falaram mal do Capaldi tenham queimado. O que ele fez nessa temporada é algo sensacional, simplesmente digno de vários prêmios!

Cara, compartilho com você esse incômodo em relação aos outros personagens da Nova Série. Existe um ponto fixo e amplamente conhecido exposto pela BBC que em DW as coisas acontecem em diversos pontos e nós só podemos ver uma parte deles por vez. Ou seja, a Martha, por exemplo, não sabia com certeza onde estava o Doutor. Ela trabalha para a UNIT, então deve ter sido designada para cobrir outro lugar… Eventualmente isso acaba voltado à série, como é o caso da Sarah Jane, que voltou na era do 10º Doutor.

No caso do Jack é um pouquinho mais complicado, depois dos eventos de Miracle Day (ele está com ma equipe reduzida de Torchwood, nos Estados Unidos), mas nada que impedisse de fato que ele aparecesse. É uma questão de conveniência mesmo, que deixa a gente bastante saudosista, mas é algo bem característico da série, viu. Na Era Clássica era a mesma coisa. Cada Era e cada Doutor é uma atenção diferente. Não é que os outros foram esquecidos, é que não os vemos. Mas eles podem voltar. Triste, mas…

A história do Danny parece mesmo algo que ainda vai dar o que falar… Vamos ver o que está por vir!

Responder
Victor Cauê Coimbra 11 de novembro de 2014 - 18:02

Entendo. Obrigado pelo esclarecimento, e fico feliz de saber que não sou o único a estranhar essa escolha. Mas espero que um dia voltemos a ver certos personagens interagindo com o Doutor. Sempre achei o Jack um personagem bem legal. E falando nisso, lembrei agora que o Wilfred sempre me pareceu ter uma história não concluída com o Doutor. No especial de despedida do Décimo, ele meio que questionou uma ligação incomum entre o avô da Donna e ele, que não lembro de ter sido aprofundada ao fim.

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Luiz Santiago 11 de novembro de 2014 - 19:26

Wilfred foi um dos companions finais mais legais do 10º Doutor. Ele e o Jack são personagens que com certeza serão mais abordados no futuro. Ambos aparecem em livros e quadrinhos, mas na TV, creio que primeiro o Jack volta e em um futuro distante, talvez o Wilfred.

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Tiago Lima 11 de novembro de 2014 - 03:01

Eu particularmente gosto muito do Moffat, ele é um estrategista. Ele consegue trabalhar simultaneamente pequenos arcos narrativos que vão se ligando a um segundo arco que é ainda maior. Quase como um engrenagem. E como vc colocou ele deixa pontas soltas de proposito, para simplesmente gerar isto o que fazemos aqui, discutir o futuro da série e as 30154987496404 teorias que surgem, o que dá a Moffat a liberdade de usa-las em alguma ponta solta se desejar.

Eu amei o desfecho, esta oitava temporada entrou na lista das preferidas. Michelle Gomes é atriz para acompanhar pro resto da vida. A cena que ela canta a musica da Cyndi Lauper que a Xuxa regravou nos anos 80/90, eu me rachei de rir, ria sem parar. Muito bom!

O fato de Danny ter morrido e ter um Orson Pink no futuro, não me afeta em nada, pois a Clara pode estar gravida ou a historia pode ser reescrita, e isso é a graça de Doctor Who, TUDO É POSSÍVEL, o cara já deu um reboot no Universo, já SAIU do Universo, é só ter imaginação.

E acho que Gallifrey deve aparecer no especial de 10 anos do retorno da serie.

Responder
Luiz Santiago 11 de novembro de 2014 - 05:47

Estamos bem alinhados em pensamento, meu caro! Pois acho justamente a mesma coisa. O Moffat tem seus pontos negativos como showrunner, mas o que ele fez nessa 8ª temporada é para se aplaudir! Também adorei o desfecho e tenho altas expectativas para o próximo ano!
E que venha o Especial de Natal!

Responder
Tiago Lima 11 de novembro de 2014 - 12:17

Haha. Vdd. Meu único problema com Moffat é que acho que as vezes ele pesa a mão no melodrama ala folhetim de novela.

Responder
Luiz Santiago 11 de novembro de 2014 - 14:01

É bem por aí. Mas ele parece estar tomando os remedinhos na hora certa, porque essa 8ª temporada, exceto na questão Danny Pink, que não chega nem a ser folhetinesca, ele se controlou demais!

Responder
Barbara Tavora 10 de novembro de 2014 - 19:58

Excelente crítica. Achei o episódio sensacional! Incrível a diferença do Moffat na 7ª temporada e na 8ª; é quase palpável.
Ainda bem que a Jenna estará no especial de Natal. Apesar de achar que a Clara já deu o que tinha que dar, não queria que ela saísse dessa maneira chocha, ela mentindo para o Doctor e o Doctor mentindo para ela em nome de uma felicidade que estava longe de ambos.
E enfim alguém que concorda comigo quanto a capacidade interpretativa do Chris Eccleston!!!

Responder
Luiz Santiago 10 de novembro de 2014 - 20:12

Obrigado, @baarbara:disqus!
O Eccleston é um gigante! Realmente um grande ator!

E sobre essa temporada: na minha opinião, umas das mais sólidas, bem escritas, bem formuladas temporadas da nova série. Está empatada em 1º lugar com a 4ª Temporada, que é a minha outra favorita…

Parece que o Moff vai dar um destino definitivo para a Clara no Especial de Natal… Vamos ver!

Responder
Guilherme Brendel 10 de novembro de 2014 - 12:44

Vou aproveitar sua crítica e compartilhar a minha opinião. Primeiro sobre sua crítica gostei muito do texto, muito bem escrito e atento a diversos detalhes que realmente fogem a maioria dos olhos, apenas me desaponta um pouco ver que você se contenta em exaltar os pontos positivos e justificar os negativos. outros pontos:
Cyberman: Nossos queridos vilões foram subutilizados, tudo bem, eles não eram o foco e o desfecho foi sim desinteressante, embora eu concorde que é totalmente plausível no contexto de Doctor Who.
Missy: A piada com o Mistress foi simplesmente sensacional, Michelle Gomez dá um show de interpretação a cada aparição da personagem e seu desfecho nos deixa implorando por mais Missy, não há quem não tenha amado a personagem. O que não fez muito sentido foi ela ter arquitetado tanto pra Clara e pro Doutor se manterem juntos, pra quê? Poque ela seria a única a fazer ele “ir ao inferno”? Ok vamos engolir essa…
Clara: Acho que a relação dela com o Doutor enfraqueceu nessa temporada, eles parecem mais distantes dada à nova personalidade do Time Lord, mas não sei, ela teve algumas atitudes repudiáveis e uma sobretudo imperdoável, a cena do vulcão em Dark Water foi de um egoismo extremo, quando o Doutor soltou aquele “go to hell” foi incrível, pena que acabou como acabou…
Doutor: Capaldi vem fazendo um excelente trabalho, um Doutor mais sombrio, mais frio, diferente de tudo que já vimos no New Who. Espero que essa encarnação continue por tantas temporadas quanto for possível.
Danny Pink: Até pra morrer esse cara é chato, espero profundamente que ele não volte. Mas ao que tudo indica ele deve retornar, afinal o Orson Pink precisa vir de algum lugar.
Agora é aguardar o especial de natal pra saber se nos despediremos da clara ou se ela continua para a 9ª temporada, e nesse meio tempo assistir muitos arcos clássicos.

Responder
Luiz Santiago 10 de novembro de 2014 - 14:34

Olá, @guilhermebrendel:disqus. Obrigado pelo comentário!
Em relação à fortuna crítica: o “contentamento” a que você se refere foi na seguinte linha: os pontos negativos existem, mas, na minha visão tanto pessoal quanto de crítico, não interferiram de forma a tirar pontos do todo, entende? Por isso eles são apontados e justificados. Se eu os visse como “minimizadores” do arco, a abordagem seria outra. Mas agradeço por ter compartilhado sua visão comigo! 😀

Sobre Missy/Clara: não creio que foi só para “ir ao inferno”. Tipo, sem a Clara, o Doutor ia para um caminho completamente diferente, especialmente porque ela o salvou praticamente durante toda a temporada, seja de uma forma ética, moral ou física. Creio que a Missy percebeu isso (a Clara está espalhada na timeline do Doctor, ela não é qualquer uma), então, manter a Clara era uma espécie de garantia para que o Doutor fosse mantido salvo até chegar o momento do encontro.

Sobre a cena do vulcão, é bem isso, concordo contigo. Mas não foi uma surpresa para nós, não é mesmo? O slogan da temporada, dito pelo Capaldi na visita dele ao Brasil, dava de bandeja a ideia da traição: NÃO CONFIE EM NINGUÉM.

Também estou adorando o Capaldão como Doutor! Ele é sensacional! Um ator monstruoso!

Sobre o Danny e o Orson, eu ainda estou meio assim pelo que vai acontecer… Considerando que o Moffat está se segurando até não poder mais para não embolar tudo, acredito que ele vá criar algo interessante para a existência do Orson. OU a Clara está grávida…

Estou ansioso pelo Especial de Natal. Vamos ver que fim a Clara terá. Talvez o fechamento do arco com ela e a história do Orson volta à tona!

Responder
Júlia 10 de novembro de 2014 - 11:33

Mas não acho que tenha sido o fim do Danny Pink, até porque no episódio “Listen”, o Doctor encontra aquele astronauta que é viajante do tempo por causa da “bisavó”, o que dá a entender que é bisneto da Clara, e ele é igual ao Danny Pink.

Responder
Luiz Santiago 10 de novembro de 2014 - 14:35

É, @disqus_O3jKtLRfRW:disqus, o Orson Pink vai ter que aparecer de algum ponto da série. Uma das possibilidades é a Clara estar grávida. Nunca se sabe… Eu tenho algumas teorias malucas aqui, mas são só teorias malucas. O jeito é esperar mesmo… Mas o Danny, ao que tudo indica, está morto mesmo. Sabe-se lá o que irá acontecer…

Responder
Pedro Duzzi 10 de novembro de 2014 - 11:25

Uma pergunta sobre o final: a Missy mentiu mesmo? Tipo, é claro que Gallifrey não estava lá, estava tudo escuro! Mas por que o Doutor mentiu para a Clara?

Responder
Luiz Santiago 10 de novembro de 2014 - 14:38

@pedroduzzi:disqus, ao mesmo tempo que é dúbio é bem claro… Veja, quando o Doutor abre a porta da TARDIS, realmente ele não vê nada. Está tudo escuro. Ele fica nervoso e espatifa o console da nave. Mas aí tem a parte 2, o fato de ele mentir para Clara. De alguma forma, creio que a mentira tem a ver com um instinto do Doutor. E mesmo que não tenhamos encontrado, acho que a próxima temporada será na linha de busca. Mas a Missy mentiu sim. Pelo menos em relação às coordenadas. Mas não creio que ela tenha mentido sobre o planeta NÃO ESTAR PERDIDO, “apenas” em outra dimensão.

Responder
Pedro Duzzi 10 de novembro de 2014 - 11:21

EITA EITA EITA!!! Em primeiro lugar, meus sinceros parabéns por essa crítica. Chega a ser emocionante, to falando sério. Excelente a sua visão sobre a temporada e a aula de visão sobre roteiro que você deu. É isso que eu mais amo nas suas críticas, a forma como você fala de coisas complicadas de maneira fácil e que a gente pode entender e aprender.

Adorei esse episódio final, aliás, o arco todinho. E pra falar a verdade, gostei de tudo. Gostei da ideia da nuvem, gostei da explosão dos Cybermen, de tudo. Tem um monte de gente reclamando do Moffat e eu não entendo por que. Sinceramente falando, a 8ª temporada se tornou a melhor da Nova Série e depois daquele finale do 9º Doutor se regenerando, esse é o meu finale favorito de uma temporada.

Mais uma vez, cara, parabéns pela crítica.

Responder
Luiz Santiago 10 de novembro de 2014 - 14:39

Muito obrigado, @pedroduzzi:disqus! De verdade.
Esse arco final simplesmente me deixou no chão. hahahaha

Responder
marcos antonio 10 de novembro de 2014 - 10:01

Eu adorei a critica ,realmente esse ultimo episodio vai dividir os fãs .No meu caso adorei chorei horrores kkkkk jenna é excelente cada vez mais fã dela ,ela vai longe com certeza. Eu tive a impressão que ela vai voltar sim para a nona temporada esse suspense todo é so para deixar os fãs mais aflitos …para mim o misterio não foi concluido sobre o porque Missy queria clara e o doutor juntos ela não respondeu …so disse que porque ela era maniaca por controle. Pelo menos para mim isso não foi suficiente …eu acho estranho que Moffat nunca explorou o fato de que clara possui uma copia em gallifrey eu fico pensando demais nisso kkkkkkk

Responder
Luiz Santiago 10 de novembro de 2014 - 14:42

Essa questão de explorar as outras Claras talvez venha no futuro. Mas, a rigor, não creio que tenha assim taaaaanta coisa para explorar. Uma vez que a Clara se dividiu em várias na timeline do Doutor, é natural encontrar uma vagando por lá hahahahha.

Sobre ela voltar, pelo visto já há confirmação dela no Especial de Natal, mas para a 9ªº temporada, ainda não sabemos.

A Missy queria manter a Clara junto do Doutor, porque, dentre outras coisas, a Clara era a salvadora do Doutor. Mais do que outras companions, devido aos eventos de The Name of the Doctor. A outra é que ela tem personalidade forte e poderia facilitar para a Missy a parte do encontro com o Doctor….

Vamos ver o que teremos no Especial de Natal!

Responder
Anônimo 10 de novembro de 2014 - 07:44
Responder
Luiz Santiago 10 de novembro de 2014 - 14:44

É uma ponta solta para ser trabalhada ou no Especial de Natal OU na 9ª temporada, não chega bem a ser um furo, foi proposital mesmo. A teoria mais falada, por enquanto, é justamente essa que você apontou: a Clara pode estar grávida. Mas há uns meios malucos para fazer dar certo. Considerando que é um show de ficção científica e viagem no tempo, um bom roteiro poderia encontrar uma boa justificativa para isso. Vamos esperar…

Responder

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