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Crítica | Doctor Who 9X09: Sleep No More

por Luiz Santiago
153 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4

Todo mundo enlouqueceu. A ira parece ter sido o sentimento mais comum nos espectadores ao final de Sleep No More, nono episódio da nona temporada de Doctor Who. Escrito por Mark Gatiss, que é praticamente uma persona non grata em termos de roteiros para a série (apesar de ser tremendamente elogiado pelo docudrama An Adventure in Space and Time), o episódio traz uma mudança bastante intensa no ritmo da temporada, na forma de contar as histórias deste ano do show e nas escolhas narrativas, ou seja, revelou-se muito pouco e deixou-se muito para especulação, o que parece ter sido um grande pecado para (pelo menos) metade dos espectadores, em especial aqueles que gostam de roteiros límpidos e detalhadamente explicados.

Sendo o primeiro capítulo uno de uma temporada formada por arcos de pares, Sleep No More carrega a estranheza do isolamento em relação à continuidade de uma grande trajetória, construída desde The Magician’s Apprentice, e este é, a meu ver, o verdadeiro ponto fraco da aventura. Mas fora isso, não existe nada (à parte o gosto pessoal de cada um) que justifique tamanho ódio em relação à trama, ou talvez possamos considerar também a necessidade patológica de explicação imediata que alguns espectadores possuem ou ainda, em alguns casos, o esquecimento de que novos modelos de se contar uma história e a ocorrência aventuras isoladas ou ‘de passagem’ dentro das temporadas são práticas recorrentes na série — no caso da primeira opção, uma das justificativas do por quê Doctor Who já dura 52 anos.

A história se passa no século 38, na órbita do planeta Netuno, e traz alguns elementos e dados curiosos para o programa:

  • Pela primeira vez tivemos um episódio do gênero found footage.
  • Pela primeira vez tivemos um episódio sem o tema e créditos de abertura, apenas um acróstico de dados com os nomes de todos os personagens e da estação espacial Le Verrier (referência ao matemático francês, especializado em mecânica celeste e famoso por prever a existência e a posição de Netuno apenas através de cálculos).
  • Pela primeira vez tivemos um episódio com uma atriz transgênero, Bethany Black, que interpreta 474.

Embora deslocado da linha geral da temporada — mas não completamente estranho a ela, basta lembrarmos da dinâmica de câmaras criogênicas e equipe de trabalho no futuro mostradas no arco Under the Lake / Before the FloodSleep No More funciona quase sem problemas dentro de seu formato e assume toda a carga de terror que tínhamos na Série Clássica, com duas grandes referências que justificam muito as escolhas do roteiro e da direção de Justin Molotnikov: a forma moderna de fazer uma ponte com The Ark in Space  — e por tabela, com o filme Alien, o Oitavo Passageiro — e a citação da ‘Grande Catástrofe’, que apareceu pela primeira vez em Frontios (1984), na era do 5º Doutor.

O ponto principal do episódio foi mostrar uma aventura “por acaso”, como muitas outras do Doutor e Clara, que chegam da maneira mais natural possível na Estação Espacial e aos poucos são engolfados pela ameaça cultivada pelo Projeto Morpheus. Mesmo assim, as indicações para a morte que ronda a personagem de Jenna Coleman estão presentes e o Doutor (com Capaldi praticamente carregando todo o episódio nas costas no quesito dramaturgia) não perde a oportunidade de fazer breves observações sobre elas, como tem feito desde o primeiro arco da temporada, o que novamente coloca em xeque a afirmação de completa separação de Sleep no More com a proposta da temporada. Como apontei no início, a trama está deslocada da sequência a que estávamos acostumados até The Zygon Inversion, mas em termos de conteúdo transversal e experimento de formato, não existe uma separação completa nem com a temporada nem em relação à série.

Justin Molotnikov transforma o roteiro de Gatiss em uma história sobre como fazer uma história. Aliás, o roteiro é claramente metalinguístico e o enigma que temos ao final abre as portas para uma possível continuação ou uma abordagem distante que relacione as consequências dessa transmissão em um outro cenário. A alternância entre o sistema de câmeras, os monólogos de Rassmussen e as ações do Doutor e da equipe de resgate talvez tenham cansado alguns espectadores, mas foram capazes de mostrar muitos pontos de vista para uma mesma história, o que particularmente achei bem concebido e bem representado. Em alguns pontos, a dinâmica dos games de tiro em primeira pessoa toma a tela e dá um outro ponto de apoio para a ação. Em momento algum me senti entediado ou tive a impressão de que o episódio se arrastava, muito pelo contrário, mas entendo que a percepção desses aspectos irá variar de espectador para espectador, dependendo de seu gosto ou paciência para o gênero em questão. O que não se pode negar é o fato da execução aqui ser tecnicamente bem feita e que sustenta bem a sua proposta do começo ao fim. Gostar ou não dela vai de cada um.

Sem trilha sonora e com uma “história de percurso” em uma temporada mais ou menos alinhada em um propósito básico, Sleep No More está agora pagando por sua ousadia e, dada a frustração das expectativas gerais — nota: o vilão aqui é assustador e muito bem feito, assim como os efeitos especiais e visuais, mas eles não são tão assustadores quanto a sinopse e os teasers nos fizeram crer –, certamente será massacrado pelos espectadores que esperavam outra coisa ou pelos que não conseguem lidar com mistérios e hipóteses para serem respondidos no futuro. Parece que desta vez Mark Gatiss plantou uma poderosa semente da discórdia no canto do olho de parte do público. Mal posso esperar pelo próximo episódio dele na série.

Doctor Who 9X09: Sleep No More (Reino Unido, 14 de novembro de 2015)
Direção: Justin Molotnikov
Roteiro: Mark Gatiss
Elenco: Peter Capaldi, Jenna Coleman, Reece Shearsmith, Elaine Tan, Neet Mohan, Bethany Black, Paul Courtenay Hyu
Duração: 45 minutos

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48 comentários

Luiz Santiago 18 de dezembro de 2018 - 08:22

Oh yeah!

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Vitor Emanuel 18 de dezembro de 2018 - 07:53

The Last of Alien Cyberman.

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novo homem de ferro 21 de maio de 2016 - 04:07

pior depois de eu ver meu olho começou a coçar

Responder
Luiz Santiago 21 de maio de 2016 - 05:19

Hahahaha, acho que foi o Mr. Sandman ou o bichão do sono que te pegou! Cuidado!!! hahaha

Responder
Luiz Santiago 21 de maio de 2016 - 05:19

Hahahaha, acho que foi o Mr. Sandman ou o bichão do sono que te pegou! Cuidado!!! hahaha

Responder
novo homem de ferro 21 de maio de 2016 - 04:07

pior depois de eu ver meu olho começou a coçar

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Awos95 24 de novembro de 2015 - 16:45

Eu curti bastante o ep, achei os personagens carismáticos, gostei do estilo found footage, e o final com a quebra da quarta parede e meio mindfuck, e principalmente fiquei com vontade de ver mais uma historia mostrando as consequências da transmissão. Mas uma coisa que me incomodou foi que achei os monstros, e toda aquela premissa da areia do olho muito boba, e fantasiosa, até msm pra Doctor Who, inclusive quando no final começa a dizer que foi tudo armação, eu achei que iria mostrar que a origem dos monstros eram completamente diferente, e esse absurdo todo era pra fazer parte da “historia de ninar”, mas não, realmente era a areia do canto dos olhos ‘-‘
Isso me fez não curtir 100% o ep, mas é foi um ep muito bom

Quanto ao meu ep predileto do Mark Gatiss, fico em duvida entre Night of Terrors e Robot of Sherwood

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Luiz Santiago 1 de janeiro de 2016 - 17:28

Eu acho que o Gatiss teve a ideia de pegar a coisa mais… improvável e impensável que poderia acontecer quando você se submete a um procedimento para driblar o sono… Mas eu entendo perfeitamente sua colocação e entendo o que quis dizer com premissa boba para o monstro.

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Augusto 23 de novembro de 2015 - 16:26

Não gostei muito desse episódio, não. Não é o pior da história da série, mas não achei tão bom assim. Foi um episódio um pouco cansativo. Só devo dizer uma coisa, acho Love & Monsters muito mais legal do que Sleep No More.

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Luiz Santiago 23 de novembro de 2015 - 20:52

JESUS!!! Pisa, queima, mata, joga Absorbaloff nele!
Velho, diz isso não! Socorro! Não sei o que dizer, só sentir! HAHAHHAHAHHAHHAHAHAHHA

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Awos95 24 de novembro de 2015 - 17:10

Eu não consigo entender o ódio ao Love & Monster, okay o conceito e desing do Abzorbaloff foi tosco pra caramba, mas lembre-se ele foi feito por uma criança em um concurso, e sim tem uma piadas toscas envolvendo o monstro, mas o resto é bem legal
Ver uma historia de Doctor Who no ponto de vista de pessoas comum, e o impacto e consequências que o Doctor traz nas pessoas foi interessante, e todo aquele clima de mistérios, e de teorias do tipo que podemos encontramos na internet dentro do universo de Doctor Who foi bem legal(ta que Blink executou essa parte bem melhor, mas na época ainda não tínhamos o Blink)
Apesar das tosqueiras que é o vilão, ainda acho uma historia e personagens bem divertidos :<
Ah, e oq o protagonista fala no final, aquele é um dos meu quotes prediletos da serie

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Luiz Santiago 24 de novembro de 2015 - 19:57

Para falar a verdade, o que torna a história ruim é o monstro. Eu havia comentado isso em um dos nossos pocasts. Gosto MUITO da história do ponto de vista do Elton. De verdade. Mas o monstro é algo intragável e imperdoável, pelo menos para mim, e tem aquela coisa inconveniente no final, e olha que eu sou a pessoa menos moralista que se possa imaginar. Mas sério, gosto da história do ponto de vista do Elton.

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Augusto 25 de novembro de 2015 - 22:09

O monstro é péssimo mesmo, mas se você tirar os últimos 5 minutos de episódio, ele fica muito bom.

Awos95 1 de dezembro de 2015 - 02:13

Oh, fico feliz por não ser o unico, o Elton me faz curtir bastante esse ep, e aquela fala dele no final sobre o mundo

Luiz Santiago 1 de dezembro de 2015 - 10:06

É um personagem bem legal. E o ator também é bom!

Vitor Emanuel 18 de dezembro de 2018 - 07:58

Que blasfêmia Augusto,tu dizer que o Love e Monsters é mais legal que Sleep No More.

(O Problema do Love e Monsters é aquele vilão H.O.R.R.Í.V.E.L)
Pois em geral,o formato do episódio e o ponto de vista diferente sem focar no Doctor é muito original.
Pelo menos o Sleep No More lembra The Last of Us e Alien.

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Edson 22 de novembro de 2015 - 13:40

Finalmente uma crítica decente o/

A temporada em seu esquema de episódios duplos era perfeita, mas, com exceção dos dois anteriores ao “Sleep no more”, foi também bastante pseudointelectual. Achei legal incluírem, numa temporada que já executava perfeitamente tudo que DW já havia mostrado de bom, um episódio completamente experimental. A história era imprevisível, o Doutor se frustra seriamente pela primeira vez em uma temporada onde ele sempre possuiu controle completo… todas quebras que eu já começava a sentir necessidade.

Mais que tudo isso, o episódio foi agradável, soube manter o suspense e disparar um susto com a quase queda da terceira parede na última cena. É um clássico, e que o público incomodado aprenda a conviver com inovações. :/

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Luiz Santiago 22 de novembro de 2015 - 18:11

Disse tudo, @DesCoise:disqus! É preciso viver com inovações! E de fato, essa questão do Doutor se sentir frustrado pela primeira é mesmo impactante, especialmente se considerarmos o episódio seguinte, onde ele novamente volta a perder o controle da situação.

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Rilson Joás 22 de novembro de 2015 - 12:37

Sleep No More is not my favorite episode. Mas Face the Raven, my friends. Foi de arrancar o coração.

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Luiz Santiago 22 de novembro de 2015 - 18:09

Vi ontem e estou aqui sem chão. Que episódio sensacional!

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Rilson Joás 22 de novembro de 2015 - 22:39

Vai ter crítica essa semana ou vai esperar acabar o three-parter?

Responder
Luiz Santiago 22 de novembro de 2015 - 23:18

Vai ter crítica sim. Sai na terça. Daí depois acaba saindo uma do arco final.

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Guilherme Coral 21 de novembro de 2015 - 17:07

Não entendo a birra do pessoal com esse episódio, eu adorei! Toda a questão do “roubo” do sono é muito interessante e assustadora. O uso do found-footage cria um enorme suspense no episódio e particularmente gostei de não ter tido a abertura.

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Luiz Santiago 22 de novembro de 2015 - 18:08

Eu também gostei de não ter tido abertura! Deu mais força para o episódio, combinou com a atmosfera. E sinceramente, não consegui entender esse ódio todo de algumas pessoas em relação a esse episódio. Ai ai…

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Cilon Mello 20 de novembro de 2015 - 23:32

Eu entendi o que ele quis fazer e gostei muito da proposta, de verdade. Foi inteligente e ousado, acho que a série deveria experimentar mais até, só não achei foi muito interessante de se assistir na hora da execução

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Luiz Santiago 21 de novembro de 2015 - 00:26

A proposta foi realmente muito boa. Acho que assustou alguns espectadores pela novidade e pela “diferença” em relação ao formato que vinha tendo a temporada, sabe. Se bem que existe sim uma ligação entre este e os outros episódios, uma ligação feita por alguns temas em comum, mas não no formato ou na ideia de arcos duplos…

Você gostou mais dele quando pensou sobre, depois de ver, então?

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Mancadas do Aranha 18 de novembro de 2015 - 14:10

Eu gosto bastante dos episódios dele. Gosto de episódios found footage. Gosto de episódios que deixam um suspense no final. E não vejo problema em um episódio diferente, que não siga o estilo dos demais. Mas, esse episódio “Sleep No More”, não me entrou. Não gostei. Muito chato, não souberam aplicar a ideia, que era boa. Eu normalmente não acho ruim o que a maioria acha. Tipo, eu gosto de “Amor e Monstros”. Gosto dos filmes “Origens Wolverine”, “Homem-Aranha 3” e alguns outros que tantos detestam. Então, se eu não gostei desse episódio, certamente ele deve ter algo de errado.

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Luiz Santiago 18 de novembro de 2015 - 18:49

Cara, se você gostou de Love & Monsters, que é PODRE, e não gostou de Sleep no More, provavelmente há algo muito, muito errado com seus globos oculares. Hehehehehe

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Mancadas do Aranha 18 de novembro de 2015 - 19:31

Só o que não gosto do L&M é a partir do momento que aquele monstro bizarro aparece. Mas o resto do episódio eu gosto. Já esse aí foi todo ruim, do começo ao fim. Mas a ideia era boa

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Luiz Santiago 18 de novembro de 2015 - 20:10

Entendi sua posição, embora discorde inteiramente dela se o ponto discutido for a execução do episódio. Como coloco no texto, não há como dizer que o episódio foi mal dirigido ou escrito. Dentro do subgênero found footage, o texto do Gatiss e a direção ousaram, obedeceram as regras estéticas e narrativas necessárias para mostrar obras desse porte, entregaram uma história mista e horror e mistério e terminaram como todas as obras do gênero terminam.

Mas no quesito gosto pessoal, aí é perfeitamente compreensível e entendível que você (e bastante gente, por sinal), tenha acho o episódio todo ruim. Isso acontece, nem todo mundo gosta de tudo…

Responder
Mancadas do Aranha 18 de novembro de 2015 - 23:25

Não peço para apoiar minha posição. Apenas transmiti a minha opinião, assim como você transmitiu a sua nesse post. Aliás, por ser uma opinião, acho que deveria se chamar “resenha”, não crítica. Porque crítica a gente analisa imparcialmente.
Eu sempre tento achar pontos positivos em algo que acabo não gostando. E o ponto positivo desse episódio é o found footage e os personagens, que são interessantes. Mas ainda acho que foi mal executado, toda a história.

Luiz Santiago 18 de novembro de 2015 - 23:50

Minha intenção não é apoiar ou desapoiar sua opinião. Existe algo chamado discussão de ideias, onde pessoas apontam termos, concordam e discordam umas das outras. E isso é bom, é um diálogo sobre algo. É isto que estou fazendo aqui.

Quanto a sua colocação sobre crítica e resenha, bem… não é bem assim não, jovem. Peço que verifique a denominação gramatical e teórica para os gêneros literários e a execução deles na indústria cultural; depois releia o meu texto, enxergue a construção da opinião a partir de elementos técnico-estético-narrativos e você entenderá, tenho certeza que sim. No mais, imagino que você tenha experiência de leitura, idade e arcabouço teórico para saber que:

a) não existe verdade absoluta.
b) não existe crítica imparcial.

O que caracteriza a crítica é a sua forma livre de IMPOSIÇÃO de uma visão como molde correto e único para um ponto X. Além disso, ela deve ser construída com apontamentos próprios da mídia/coisa que critica, do por quê aquela posição está sendo defendida e/ou condenada. Isso se diferencia, por exemplo, de um achismo ou opinião vazia que não consegue ou não sabe mostrar o por quê dessas coisas, pois não entende a linguagem sobre a qual fala, apenas reage emocionalmente a ela.

Mostrado esses dois pontos, repito: releia o meu texto e você verá que toda a construção é baseada em aspectos de técnica para o áudio-visual, construção narrativa do roteiro e estética, além de trazer pelo menos dois lados da moeda e de contextualizar e interpretar a obra sob três caminhos distintos e sob dois pilares estruturais: com produto único e como parte da série. Isso, meu caro, é uma crítica. O Plano Crítico é um site sério e jamais utilizaria um termo ou defenderia um tipo de abordagem se ela não fosse, conceitualmente, aquilo que diz.

No caso de você achar o episódio mal executado, eu já comentei antes e repito: isso é parte da discussão que a crítica propõe. Divergências de opinião é algo lindo e eu gosto muito quando acontece. Isso faz parte do diálogo. Como você sabe, eu não concordo que ele foi mal executado e mostrei por quê. A minha parte CRÍTICA foi feita. Agora nos resta o bate papo que deriva disso. A parte instigante da coisa.

Abraço.

Mancadas do Aranha 19 de novembro de 2015 - 00:45

Entendi. Valeu! E que bom que gostou do episódio. Eu queria ter gostado

Luiz Santiago 19 de novembro de 2015 - 01:09

Semana que vem acho que você volta a se encantar com a temporada. Hehehe. Pelo “next time” mostrou o Rigsy que está voltando. Estou ansioso para ver como a coisa toda vai acontecer. E claro, há todos os boatos de que a Clara vai morrer ou ir embora no próximo episódio. Segura os forninhos! 😀

Mancadas do Aranha 19 de novembro de 2015 - 01:55

Essa temporada tá muito boa. Na verdade, nenhuma temporada da série atual de Doctor Who eu achei ruim. Até aquelas que tantos detestam eu gostei, como a sexta e oitava, mas essa nona tá muito boa mesmo. E acho que esse estilo com muitas duas-partes e alguns únicos é bem a cara de Doctor Who. Deveria continuar assim

Luiz Santiago 19 de novembro de 2015 - 18:02

Então pensamos igual nesse quesito. Não considero nenhuma temporada ruim da nova série. Acho todas boas, umas mais que as outras, claro, mas todas boas.

Também gosto da dinâmica de arcos e individuais. É bem parecido com a Clássica, na verdade. Por falar nisso, já viu a Clássica?

Mancadas do Aranha 23 de novembro de 2015 - 13:08

Vi a primeira temporada do Doutor 1. E parte da segunda. Vi também alguns arcos aleatórios de outros Doutores, e os especiais de 10 e 20 anos da série.

Luiz Santiago 23 de novembro de 2015 - 20:51

Fantástico! Se quiser trocar ideias sobre a clássica, temos críticas para todos os arcos do 1º, 2º e 3º Doutores e já vamos na 13ª Temporada (The Hand of Fear) do 4º Doutor!

Mancadas do Aranha 24 de novembro de 2015 - 13:15

Molto Bene

Matheus Popst 17 de novembro de 2015 - 23:11

Se era pra fazer sandman, pq não pediu ajuda pro Neil Gailman?? kk

Responder
Luiz Santiago 18 de novembro de 2015 - 18:46

Hehehe. É que a proposta era outra aqui…

Responder
Tiago Lima 17 de novembro de 2015 - 14:25

Cara, eu amei este episódio. Sério, dei 4,5 estrelas. E os meus argumentos são:

Em um primeiro momento a narrativa usa dos elementos da ficção cientifica para criticar os impactos que grandes corporações, em busca do acumulo exagerado de capital, podem trazer ao nosso cotidiano. E os recentes acontecimentos em MG, comprovam que de fato tais impactos acontecem.

Mesmo dentro de sua dinâmica o episódio, para quem prestar atenção, é educativo.Temos citações a Le Varrier, as luas de Netuno, a peça Macbeth e até explicações biológicas de como é composto uma mucosa ocular. AKA remela.

E por fim as questões de metalinguagem sobre o ato de criação artística. Se de fato aquelas narrativas aconteceram, no fim pouco importa, o que importa são as informações que você consegue extrair da obra.

E cara, eu fiquei muito tenso assistindo, quando a capitã afirma que não tem câmeras nos capacetes eu até segurei e respiração.

De fato, nada supera An Adventure Space in Time, mas Sleep No More é de longe o melhor episódio de Gatiss, que tira o expectador de sua condição passiva de raciocínio.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2015 - 17:00

Aleluia, mais um iluminado viu a luz! HAHAHAHA
Eu também gostei muito do episódio, não consigo entender o ódio enorme que estão nutrindo em relação a ele.
O vilão é incrível e a ideia de dispersão dele, além da abertura para múltiplas interpretações são coisas que não podem passar batido. Eu também fiquei muito tenso e mais uma vez me encantei com a atuação do Capaldi! A 9ª Temporada segue linda e maravilhosa! Uhuuuu!

Responder
Tiago Lima 17 de novembro de 2015 - 17:34

Pois é, segue lindamente. E agora estamos a três episódios da saída da Clara. Porém fiquei intrigado com a aparição da Maisie Willians na semana que vem.

Responder
Luiz Santiago 17 de novembro de 2015 - 18:01

Sem querer eu acabei vendo uma foto dela e fiquei tipo… “oi? Você de novo?”. Agora to muito curioso!!!

Responder
Matheus Popst 17 de novembro de 2015 - 23:14

Acho que ela vasa sábado.

Responder
Tiago Lima 19 de novembro de 2015 - 13:01

Ah meu pai! Espero que não. Não estou preparado.

Luiz Santiago 19 de novembro de 2015 - 17:59

Eu também não! Acho que ninguém está!

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