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Crítica | Doctor Who 9X10: Face the Raven

por Luiz Santiago
163 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

Spoilers!

A partida de algum acompanhante do Doutor é sempre algo grande em Doctor Who. Nós sabemos que nem todos são amados e que muitas vezes há uma grande expectativa para que alguém diferente passe a fazer parte das aventuras, mas no caso de partidas bem feitas, como é o caso desta que temos em Face the Raven, uma marca sentimental e o contexto de toda uma vida parecem vir à tona e dialogar conosco, um diálogo intenso e ao mesmo tempo muito simples que o roteiro de Sarah Dollard consegue desenvolver sem tropeços, partindo de uma aventura em andamento do Doutor e Clara fugindo do “segundo mais belo jardim em todo espaço-tempo” e chegando a uma rua-armadilha em Londres, espaço que acabou fazendo alguns fãs se lembrarem do Beco Diagonal da saga Harry Potter…

Antes de mais nada é preciso dizer que este não é um episódio finalizado. Praticamente nada aqui dá sinais de que terminou: Clara voltará, de uma forma ou de outra, no final da temporada (e talvez no futuro da série) e Ashildr certamente ganhou um inimigo na pessoa do Doutor e é bem provável que mais cedo ou mais tarde ela retorne. Por fim, fica o questionamento de quem são “Eles”, as pessoas/criaturas que fizeram um acordo com Ashildr e solicitaram o teletransporte do Doutor para um lugar misterioso.

Para evitar guiar esse texto sob hipóteses de futuros retornos da Clara ou sobre a continuação dos eventos aqui iniciados, vou me ater apenas ao que ocorreu entre o início do capítulo e a partida do Doutor. Acho importante destacar isso porque abri uma janela de hipóteses no outro parágrafo e talvez o leitor tenha a impressão errada do que vou construir daqui para frente, levando em consideração algumas possíveis mudanças no que temos, por enquanto, como fato consumado.

Sarah Dollard parece ter feito uma boa pesquisa para tomar como início uma ação do Doutor e Clara nos moldes do que vínhamos tendo desde meados da 8ª Temporada, abrindo inúmeras portas para o Universo Expandido. Desse ponto, a adição de Rigsy (Flatline) parece acontecer dentro do mais orgânico processo, sem nada deixado por explicar. Para um início de episódio, tudo acontece bem rápido em Face the Raven, e mesmo com novas informações a serem consideradas, o espectador entende rapidamente a proposta que se constrói. Passamos da máxima alegria em tomadas durante o dia — com fotografia que nos mostra calma ao mesmo tempo que nos desperta para a aventura; uma paleta entre entre o azul e o amarelo — e passamos para a noite, com o natural escurecimento e o proposital aumento de contraste na imagem, em uma espécie de hiper-realidade onde a tragédia acontece.

Percebam como a trilha sonora do episódio é empregada do início ao fim seguindo exatamente os mesmos passos dramáticos da direção de fotografia, principiando com porções descritivas de peças heroicas (quando destaca a quase loucura da companion em assumir muitos riscos); contemplativas (quando aborda o drama de Rigsy, o injustamente acusando que foi atraído para um campo de refugiados alienígenas com um filtro de percepção que os disfarça de humanos — isso tem tantas interpretações que daria um artigo enorme!) e reconfortantes (quando nos mostra variações para o tema de Clara, criado na 7ª Temporada).

O que faz desse episódio um dos mais simbólicos e mais instigantes em termos de “encontre o significado” é o fato de termos praticamente tudo entregue de bandeja para nós, mas há tantos MacGuffins que não prestamos a devida atenção em tudo. Reparem o caminho natural da passagem do dia para a noite (vida para morte, no caso de Clara; paz para guerra, no caso do Doutor) e o cumprimento de seu ‘primeiro ciclo’, de “homem bom” para “homem mau” (entendam que faço referência ao dilema desta encarnação na temporada passada), persona que  volta a manifestar ecos do Guerreiro que ele foi na Time War e em Trenzalore. O ritmo da direção de Justin Molotnikov é também essencial para abstrairmos esse processo, pois ele passa de um início histérico para um final que é urgente pela contagem regressiva da tatuagem-sentença-de-morte, mas que nós e o Doutor não queremos que chegue rápido. Percebem o jogo temporal?

You will save Clara and you’ll do it now or I will rain hell on you for the rest of time.

Um ciclo menor, também simbólico, acontece dentro do próprio episódio. Percebam que a primeira coisa que temos, logo na sequência de abertura, é a conversa dos viajantes sobre uma aventura em um jardim e isso não é à toa. A simbologia do jardim é bastante ampla e pode ser um lugar de proteção e alegria (Jardim do Éden) ou de contemplação, introspecção e preparo para a morte (Jardim do Getsêmani), dentre muitas outras coisas. A passagem deste cenário da alegria como vivência e contemplação como sentimento em direção a uma cidade com uma rua-armadilha, símbolo da estabilidade, da passagem de um estágio da vida para outro (segundo o pensamento medieval, da Cidade de baixo para a Cidade de cima) era praticamente a “crônica de uma morte anunciada”: Clara não ia sair de lá. Isso, aliado ao símbolo máximo do episódio, o Corvo, representante de maus presságios e um dos motivos iniciais da “Grande Obra” da Alquimia (e isso é importantíssimo em uma temporada onde a transformação de um Híbrido é esperada) torna tudo mais interessante. A Sombra Quântica ganha ares mitológicos e sci-fi a partir desse uso inteligentíssimo do símbolo com os elementos básicos da série.

Rememorando a morte de Danny Pink no final da 8ª Temporada e dando um grande significado para a morte de Clara na série — e digo isso em curto e longo prazo — Face the Raven abre a trilogia de episódios interligados que trarão o desfecho desse 9º ano de Doctor Who. Após o Doutor ser teletransportado para o tal lugar misterioso, nós ficamos do outro lado da tela secando as lágrimas e implorando para a semana passar o mais rápido possível. Heaven Sent está chegando e nos mostrará um Time Lord raivoso e sozinho. Pense na tensão que nos espera.

Doctor Who 9X10: Face the Raven (Reino Unido, 21 de novembro de 2015)
Direção: Justin Molotnikov
Roteiro: Sarah Dollard
Elenco: Peter Capaldi, Jenna Coleman, Maisie Williams, Joivan Wade, Naomi Ackie, Simon Manyonda, Simon Paisley Day, Letitia Wright, Robin Soans, Angela Clerkin, Caroline Boulton
Duração: 45 minutos

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43 comentários

Stella 4 de março de 2020 - 21:36

Que absurdo, eu frequento há anos, perdão kkkkk eu perdi de comentar nesse episodio magnifico. Crítica excelente Luiz. Olha essa nota, se você rever a nona temporada, como fiz final do ano passado. Sua perspectiva e visão sobre as temporadas atuais mudam completamente. Essa nona temporada foi impecável, Moffat realmente estava inspirado nela. Apesar de muitos aspectos mais mágicos que científicos, eu amei perdidamente, superou a quarta temporada pra mim. Que está em segundo lugar.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 4 de março de 2020 - 22:01

Eu acho que na revisão, especialmente muito tempo depois, a opinião muda bastante. Se daqui a alguns anos eu for fazer um ranking comparativo de temporadas e for rever todos ou uma porção de episódios para tirar a teima, com certeza haverá uma caralhada de divergências entre minhas notas individuais para as temporadas no momento em que as vi e como fui digerindo-as depois. Eu percebo que isso acontece com DW há anos comigo… É foda…

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Luiz Santiago 18 de dezembro de 2018 - 16:31

Mas está dito desde o início que ela vai voltar. Ela, a rigor, está morta e eventualmente irá voltar para encarar o Corvo. Mas vai viver um pouco mais de aventuras antes. E eu AMO essa ideia.

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Luiz Santiago 18 de dezembro de 2018 - 11:52

Eu gostei demais. Acho que fez sentido no escopo desse ano e teve um final coerente com tudo.

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Vitor Emanuel 18 de dezembro de 2018 - 16:07

O Tempo congelou pra ela,mas não da pra fugir pra sempre…foi a mesma coisa com o Doctor com as 4 Batidas…triste..isso tudo por conta de um mal entendido equivocado…

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Vitor Emanuel 18 de dezembro de 2018 - 11:09

Eu achei meio forçada essa saída da Jenna na série…era mais sensato ela sumir igual a Martha e Donna,não precisava ter matado ela.

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Fernando de Moraes 25 de dezembro de 2015 - 22:06

Ai meu Deus, ai meu Deus, ai meu Deus!!!! 🙁

Desculpem pela intensidade e o descontrole desmedido do início do comentário. Não consegui segurar a emoção. Acabei de assistir ao episódio em meu notebook, no meu quarto, assim que terminei decidi parar pra respirar um pouco, daí minha esposa olhou pra mim e disse: “Por que você tá chorando?” Daí eu disse que a Clara se foi! Como ela não assiste Doctor Who, ficou sem entender nada.

Bom, agora recomposto, decidi vir aqui, ler a crítica (como faço sempre) e, dessa vez, decidi comentar também.

Agora, mais calmo, posso ser mais racional e comedido no comentário. Primeiro, parabéns e obrigado, muito, muito obrigado mesmo, Luiz. Suas críticas são fantásticas. Todo o Especial de Doctor Who é sensacional. Obrigado por nos proporcionar um material de tamanha qualidade e, tenho certeza, absolutamente difícil de nos proporcionar… Imagino o quanto dá de trabalho para criticar todos episódios da série, desde o início da série clássica (aliás, ainda vou iniciar o arco #12, e leio TODAS suas críticas). Enfim, parabéns.

Comentários sobre o episódio propriamente dito nem tenho a fazer (hahaha), além das exclamações feitas no início (rsrsrs). Sensacional. Fantástico. É isso.

Por fim, mais uma vez parabenizo e agradeço-o, Luiz. Que Doctor Who continue nos proporcionando, por muitos e muitos anos, o prazer, a emoção e tudo de bom que sentimos por essa série. E que eu continue (na 10ª, 11ª, 12ª… temporadas) vindo aqui e lendo suas críticas.

Abraço

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Luiz Santiago 26 de dezembro de 2015 - 17:50

@fernandodemoraes:disqus, como esse tipo de comentário me deixa feliz! É muito bom quando a gente produz material crítico, especialmente para algo que a gente gosta muito e esse material agrada e ajuda os leitores a verem as coisas de forma mais ampla, com mais detalhes e melhor problematizada. Esse é o tipo de combustível que nos impulsiona a continuar escrevendo. Obrigado pelo prestígio, pela leitura e pode ter certeza que continuaremos trazendo coisas de DW aqui no Plano Crítico!
Abraço!

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Caio Vinícius 6 de dezembro de 2015 - 18:43

Eu não chorei. E eu entendi qual o meu problema: eu não consigo deixar o meu Eleventh de lado. O Capaldi é incrível, mas o Matt me representava.

De qualquer forma: adeus impossible girl.

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Luiz Santiago 6 de dezembro de 2015 - 19:23

Foi uma despedida muito bonita, muito bem preparada e bem realizada. Você precisa ver os episódios subsequentes. Algumas surpresas aguardar no futuro… hehehehe

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Caio Vinícius 6 de dezembro de 2015 - 19:54

Acabei de assistir o penúltimo episódio. E meu amigo, o que foi aquilo? Que tortura medonha e brilhante.

Espero que no próximo episódio pra acabar comigo de vez apareça a Missy. Já estou com saudades dela haha

(não que Gallifrey já não seja o suficiente)

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Luiz Santiago 7 de dezembro de 2015 - 00:30

Simplesmente sensacional, não? Esse é um dos melhores episódios de toda a série, do início até agora. Simplesmente genial!

O finale foi um pouco polêmico, vamos ver o que você vai achar. Eu achei maravilhoso, terça-feira sai a crítica!

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Ruth Aparecida 30 de novembro de 2015 - 14:56

Clara + 12 na 9 temporada, pois na 8º eu odiei ela…já não aguentava mais! E dois corações não vão ser suficientes pra aguentar essa season finale! A melhor temporada de Doctor Who – nunca vi igual. Estamos presenciando o ápice de Doctor Who e eu estou amando isso!

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Luiz Santiago 30 de novembro de 2015 - 15:16

Eu adorei os dois na 8ª e adorei ainda mais agora na 9ª! Hehehe
Essa 9ª Temporada está impossível. Nunca vi uma sequência de episódios tão maravilhosos. Nunca vi um final de temporada tão FENOMENAL!!! Depois de “Heaven Sent” eu tava tremendo no sofá! Mal posso esperar pela próxima semana.

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abacatemortífero 28 de novembro de 2015 - 16:21

Caramba, que episódio. Fantástico. Simples e eficiente.
Desde quando saiu o Tennant não me empolgo com a série, mas essa temporada realmente está valendo a pena.

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Luiz Santiago 29 de novembro de 2015 - 04:49

Tenho ouvido muito isso ultimamente, que depois da saída do Tennant, muita gente só está se empolgando e se “engajando” com a série de forma louca nesta temporada. E merece, porque olha… essa 9ª temporada está demais. Como você bem disse: um episódio simples e eficiente. E com muuuuuuuitos símbolos jogados na nossa cara. Uma saída que fez jus à Clara.

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Augusto 25 de novembro de 2015 - 22:06

Adorei esse episódio, vi muita gente reclamando que não foi tão emocionante quanto a despedida da Rose ou da Amy, mas era exatamente assim que deveria ser. Se fosse algo grandioso, não caberia. E esse episódio só mostra o quanto Capaldi e Jenna são a melhor dupla Doctor Who teve em muito tempo. Essa temporada está fantástica (mesmo com o Sleep No More), o único jeito de não se tornar a melhor da série nova é se o Moffat errar muito no finale.

Meu voto vai para Clara com o Capaldi, com certeza!

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Luiz Santiago 25 de novembro de 2015 - 22:42

Essa temporada está simplesmente incrível! Estou tão feliz de ter uma sequência instigante e bem executada de episódios (você já sabe que eu adorei Sleep no More). Tá lindo demais.
Eu também vi algumas pessoas reclamarem sobre a morte “não tão emocionante”. A questão é o tipo de emoção que foi empregado. Existem diversos tipos de se estabelecer uma tragédia e tivemos vários deles na série, com companions e personagens ao longo das temporadas. A forma mais “racional” e não “melosa” (no bom sentido) de morte era, como você comentou, a única que cabia aqui. Para mim foi o final perfeito. Simplesmente brilhante esse episódio!

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Vitor Emanuel 18 de dezembro de 2018 - 08:08

Caraca mano..vc odiou mesmo o Sleep no More,ele é um dos meus favoritos dessa temporada,só perde pro segundo arco dos “Fantasmas” no submarino.

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KatyFiama 25 de novembro de 2015 - 19:53

O Doctor já vinha dando indícios disso quase desde o começo dessa temporada, é bem capaz de que ele já tivesse visto o fim dela e tivesse voltado no tempo pra reencontra-la, ainda assim eu não tava preparada pra morte de uma companion. Apesar de que não foi tão dramático quanto eu esperava, como por exemplo ela podia ter morrido daquela vez que entrou na linha do tempo dele, ou naquele especial de natal da 8ª temporada, mas foi emocionante sim,principalmente por ela sacrificar a vida dela pra ajudar um amigo, belissima atuação do Capaldi e da Jenna.

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Luiz Santiago 25 de novembro de 2015 - 22:35

Foi bastante emocionante para mim. Ela não foi trágica no sentido “romântico” da tragédia. Foi uma tragédia lógica.
E de fato, haviam diversos indícios disso desde o início da temporada. Mas na hora da verdade ninguém está preparado, é impressionante.
Ah, as atuações desses dois é algo para ser premiar, viu! Sensacionais!

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Andréia Leal 25 de novembro de 2015 - 14:13

Só gostaria de saber como vai ficar todo aquele lance do Orson que vimos em Listen, já que a Clara e o Dany Pink morreram.

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Luiz Santiago 25 de novembro de 2015 - 22:33

@andrialeal:disqus, é só esperar. A essa altura do campeonato você já percebeu que existem coisas que se resolvem em 1 temporada mas tem coisas que demoram até 7 temporadas para se resolverem, como foi o caso da Time War e as dúvidas que tivemos no início da série, em 2005 e só foram resolvidas (ainda que parcialmente) no aniversário de 50 anos da série em 2013. Com certeza, a continuação virá. É só ter paciência. DW não alcançou 52 anos de idade resolvendo absolutamente todos os seus mistérios num estalar de dedos. Certeza que isso irá voltar no futuro. E o fato da Clara e o Danny estarem mortos, não quer dizer nada não. É uma série de viagem no espaço-tempo! TUDO é possível!

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Matheus Popst 24 de novembro de 2015 - 21:53

A Clara morreu, isso é fato. O Moffat está maduro o suficiente para não trazê-la de volta dos mortos. O que eu acredito é que tenhamos uma Clara Oswin ou qualquer outra combinação por aí ainda, e o doutor vai olhar para ela como olhou para a Rose em 2004, acredito que em Journey’s End ou The End of Time Part 2. Ele vai olhar de longe e então ir embora.

Fiquei triste, porque claramente a Ashildr ainda não conhece o Captain Jack, embora ainda não saiba do paradeiro dele pq não assisti Torchwood. Nos anos 2010 (não sei em que ano se passa o episódio, mas tem bastante cara de anos 2010) o Captain Jack ainda está na Terra assim com o Torchwood ainda em atividade, correto? Pergunto pq ainda não assisti à série. (Pq o Torchwood não da as caras quando acontecem estas crises? Tanto a crise de The Power of Three como em The Zygon Invasion ou ainda Kill the Moon poderiam ter tido a ajuda deles.)

Voltando ao assunto. Ela ainda não conheceu o Captain Jack, mas espero muito que o Moffat dê a oportunidade do John Baroman voltar à série e conhecer a Mayor Me.

Sobre o próximo sábado, espero uma sequência tão foda como nunca antes vista desde The Day of the Doctor.

Responder
Luiz Santiago 24 de novembro de 2015 - 22:31

Matheus Popst, também acho que ela morreu de fato e concordo plenamente com você sobre a maturidade do tio Moff. Ele amadureceu tanto no tratamento dos personagens quanto nos roteiros — em estrutura de história — que escreve. Ele já é um baita roteirista, com os pés no chão e sem aquela megalomania de antes, tudo fica ainda melhor, seja ele no leme do roteiro ou só como showrunner mesmo.

Sobre Torchwood, é o seguinte: as unidades de Londres e Cardiff não existem mais. A de Londres (TW1), como você se lembra, foi destruída no arco Army of Ghosts/Doomsday. A de Cardiff (TW3) passou por um longo inferno, mas não existe mais também (não quero dar spoilers!). A unidade de Glasgow (TW2) fechou as portas um pouco antes ou durante os eventos de Children of Earth (isso está só no Universo Expandido, não na série, por isso comento aqui). TW4 ainda está, literalmente, desaparecida, e não temos mais nenhum detalhe sobre essa unidade desde que foi criada. A unidade na Índia foi fechada pelo próprio Jack há muito tempo. Ou seja, não existe mais nenhuma unidade de Torchwood ativa, por isso eles não agem.

Na 4ª Temporada da série (Miracle Day) existe um “Team Torchwodd”, mas ele age nos Estados Unidos e depois do que aconteceu no final da temporada, há inúmeras e possíveis justificativas para esse time não estar envolvido nos atuais eventos que temos em Doctor Who.

Espero ter respondido sua pergunta. Qualquer coisa, só escrever que responderei na medida do possível. Abraço.

Responder
Rilson Joás 24 de novembro de 2015 - 18:57

Que episódio! Eu consegui chorar bastante vendo episódio, não me aguentei ao ver o Capaldi e a Jenna ao som do Gold.

Entrou fácil no top 10 de todos os tempos. Sarah Dollard tem que voltar.

Quero fazer meu protesto pela enquete no final, pois a dificuldade chegou a níveis gallifreyanos. E falando no nosso querido planeta vermelho, estou com a esperanca de vê-lo nesse final de temporada, meu único medo é um novo The End of Time, com eles voltando pra tranca novamente.

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Luiz Santiago 24 de novembro de 2015 - 20:03

A enquete foi feita para provocar mesmo! No começo, eu fiquei me corroendo para responder, mas pensei, pensei e acabei vendo que a minha dupla favorita é a Clara e 12º. Não foi fácil, mas consegui concluir.

Gallifrey parece que é uma realidade da qual não se pode fugir mais. Observando o nível da temporada, confesso que estou mais tranquilo em esperar o que está por vir. Depois de 10 episódios sem uma estrutura barata ou que fosse fácil para o público e tendo em vista que a River Song vai voltar — sabe-se lá Rassilon que efeitos isso pode trazer para a 10ª Temporada –, parece que voltar com Gallifrey é o momento certo. Agora que o Doutor está sem companion, mundos de possibilidades se abrem!

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Rilson Joás 29 de novembro de 2015 - 00:10

Fui “Heaven Sent” depois do episódio de hoje. Capaldi, Talalay e Moffat foram destruidores.

Responder
Luiz Santiago 29 de novembro de 2015 - 04:49

Verei daqui a pouquinho. Juro que meu coração tá batendo forte desde já. Ai meu Deus. Socorro.

Responder
Kika 24 de novembro de 2015 - 19:26

Infelizmente eu não via outro final pra Clara. E mesmo já esperando pela morte dela, DW mais uma vez me fazendo ficar desidratada!
Aproveitando pra responder a pergunta, Jenna e Capaldi, que dupla! Eu gostei da Clara de primeira e da relação dela com o Eleven, mas com o Twelve foi simplesmente incrível!
Vou sentir sua falta Impossible Girl! 🙁

Responder
Luiz Santiago 24 de novembro de 2015 - 19:59

Não tem jeito, quando uma história é bem construída, é batata para a gente se emocionar. Eu vi o episódio 3 vezes e chorei muuuuuto nas 3 vezes.
A minha dupla favorita é ela com o Capaldi. Mais madura, mais decidida. Simplesmente maravilhosos juntos! Vou sentir falta!

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Tiago Lima 24 de novembro de 2015 - 15:34

Cara, que episódio!

Este é daqueles episódios que paramos e ficamos nos perguntando, como alguém consegue fazer isso? É tanto detalhe, e ao mesmo tempo são tantas coisas ditas e não ditas em uma narrativa dramaturgicamente simples.

Em primeiro lugar achei muito interessante que, por ser um episódio que temos de fato a morte de uma companion ele não foi escrito pelo showrunner. Muito pelo contrario. Face The Raven é o primeiro roteiro de Dollard na série.

A fotografia também foi muito bem usada. É quase uma aula, tipo: “Olha, se faz assim.”

Outra coisa que me chamou a atenção são as nuancias do roteiro que podem ser muito bem exploradas no Universo Expandido, como você muito bem colocou. Não só o inicio da projeção com a menção do Jardim, mas tambem com a Clara mencionando novamente Jane Austen. Fica evidente que elas se conheceram e tiveram um relacionamento. E até que isso seja mostrado no Universo Expandido, fica na imaginação de cada um, qual era o tipo deste relacionamento.

O Corvo também é uma outra figura muito bem usada, não só ligado aos maus presságios, mas também faz referencias ao passado nórdico de Ashirld, já que o corvo aqui tem funções similares aos corvos de Odin.

Simples, eficiente e emocionante.

Responder
Luiz Santiago 24 de novembro de 2015 - 20:07

Jane Austen! Exatamente! Eu fiquei feliz em ver outra citação a ela e parece que foi algo importante entre as duas. Um prato cheio para ser trabalhado na série — num futuro episódio do Gatiss, que sabe? hahaha — e no Universo Expandido.

Esse eu vi três vezes. É engraçado porque a história é simples. O plot, em si, não é intricado, nem nada. Mas a forma como ele é construído é simplesmente maravilhosa. Que roteiro e que direção fantásticos!

Excelente lembrança para o corvo ligado ao passado nórdico de Ashirld! É como matar vários coelhos com uma cajadada só, não é?

Responder
Tiago Lima 26 de novembro de 2015 - 17:08

Em um futuro episódio do Gatiss, Deus te ouça. Hahahaha. Já dizia Taylor Swift: “-The haters gonna hate, hate,hate”

Eu vi ele 2x só, o episódio, não o Gatiss, mas realmente é um plot simples e que funciona. Mas creio que essa é uma escolha estratégica, para a megalomania do Moffat, que deve estar preparando algo grande para este finale.

Responder
Luiz Santiago 26 de novembro de 2015 - 18:19

Dizem as más línguas que um certo “jardim do vale” está chegando… A mão de escrever que Moffat é o melhor showrunner do mundo chega a tremer. HAHAHAHAHA

Mas é sério. Se for o Valeyard, eu vou surtar tanto nessa vida que meus vizinhos vão até chamar a polícia para ver se está tudo bem aqui em casa.

Responder
Tiago Lima 26 de novembro de 2015 - 19:20

WHAT…JARDIM DO VALE? Cara, que bomba! Por esta eu não estava esperando…mas será? PQP!

Luiz Santiago 27 de novembro de 2015 - 02:42

Pois é meu caro!!! Sem querer eu me deparei com isso num comentário do fb. Fiz uma caçada pela net e não é que estão mesmo apostando fichas nisso.

Se for mesmo, nossa… Mas se não for, espero que seja brilhante do mesmo jeito. Cara, como eu to ansioso para esse final de temporada. Milhões de vezes mais que o ano passado.

Tiago Lima 29 de novembro de 2015 - 01:27

ACABEI DE VER HEAVEN SENT…E como terei que viajar e ficarei uma semana sem internet, só passei pra dizer que após este episódio estou…

Luiz Santiago 29 de novembro de 2015 - 04:50

HAHAHAHAHAHA, já vi que vou ficar igualzinho também! Estou indo ver aqui a pouco! Conversamos na crítica do finale! Boa viagem, man!

Lilah 24 de novembro de 2015 - 12:02

Se foi mesmo a despedida da Clara, ainda não tenho certeza. Mas achei as despedidas da Rose e dos Ponds muito mais tristes e sofridas…T.T

Quero ver o que vão aprontar com a Missy na season finale, porque essa “sumida” dela está muito estranha. No geral estou curtindo essa temporada, mais que a 8ª, pelo menos.

Responder
Luiz Santiago 24 de novembro de 2015 - 12:20

Que ela morreu é um fato. Mas o retorno dela pode ser facilmente arranjado por viagens no tempo e encaixa bem. No teaser do episódio da semana que vem ela já apareceu em um quadro… hehehe.

Eu chorei pra caramba com a morte da Clara, mas concordo que foi mais “limpa”, foi como a regeneração do 11º: objetiva.

Eu adorei a 8ª Temporada, mas essa 9ª está sendo sensacional demais!!! Para mim, o melhor ano da Nova Série até agora…

Responder
Matheus Popst 24 de novembro de 2015 - 21:58

Nem tudo precisa ser triste, Lilah. O que eu senti ao final de Face the Raven foi um ódio enorme, igual ao que o doutor sentiu. Sentir esta raiva e não haver ninguém para jogar a culpa.
A ideia de The Angels é nos preparar para um especial de natal melancólico no qual o doutor fica por anos depressivo na TARDIS. Desta vez o doutor fica com tanta raiva que vai travar sua batalha pessoal, uma guerra pessoal. Ele está tão bravo que vai ser capaz de trazer Gallifrey de volta de outro universo. Ao contrário de The Angels, Face the Heaven é de nos preparar para um superfilme de 2h sobre o ressurgimento de Gallifrey.

Responder
Luiz Santiago 24 de novembro de 2015 - 22:14

É bem por aí! Pode esperar que esse finale vai ficar na História da série!

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