Crítica | Doctor Who: Mission to the Unknown Recreation

PLANO CRÍTICO DOCTOR WHO Mission to the Unknown

Equipe: Marc Cory (Agente de Segurança Espacial que investigava secretamente a presença dos Daleks em Kembel) e Gordon Lowery (membro da UN Deep Space Force Group 1, capitão da nave que levou Marc Cory ao planeta Kembel).
Espaço-tempo: Planeta Kembel, c. 4000

Doctor Who é aquele tipo de série que não tem apenas a longevidade e um bom número de mídias produzindo coisas a seu favor. A própria história da série permite que de tempos em tempos algo fascinante ou tradicionalmente importante para o programa venha à tona. Alguns desses acontecimentos fascinantes são o anúncio de que episódios perdidos da série foi encontrados ou que a BBC fez a versão animada de algum desses arcos desaparecidos da Série Clássica. O presente episódio Mission to the Unknown Recreation é mais um componente dessa categoria. Só que numa versão live-action.

Originalmente exibido em 9 de outubro de 1965 (e esta recriação entrou no ar no mesmo dia, em 2019), Mission to the Unknown foi um capítulo solitário da série, que de maneira inédita, não trazia nem o 1º Doutor e nem seus companheiros no elenco principal. O roteiro de Terry Nation trabalha aqui uma aliança dos Daleks com outras civilizações destruidoras do Universo, das quais se destaca o representante Malpha, que parece o Coisa, do Quarteto Fantástico. O Conselho então organiza um plano para tomar de assalto a Via Láctea, começando, claro, pelo planeta Terra. Este episódio, portanto, mostra a reunião das forças inimigas e serve como prólogo para o épico The Daleks’ Master Plan, o gigante arco de 12 partes que explora a jornada do Doutor e seus companheiros para livrar a Galáxia do domínio dos Daleks e seus aliados.

Com autorização da BCC, os estudantes da University of Central Lancashire recriaram este capítulo e o trabalho que fizeram é realmente digno de nota. Contra o projeto desses estudantes, temos apenas aquela estranheza que esse tipo de recriação normalmente traz, e alguns problemas na dinâmica entre o Agente de Segurança Espacial Marc Cory e o membro da UN Deep Space Force, especialmente na conversa entre os dois dentro da nave, ainda no começo do episódio. Mas mesmo considerando esses momentos, o resultado da recriação é aplaudível. A equipe teve um grande cuidado com o desenho de produção, com as tomadas típicas de Doctor Who nos anos 60 e, o melhor de tudo, com a captura da atmosfera de medo e ameaça causada pelos Daleks.

Mantendo-se o máximo possível próximo do original e sem querer inventar floreios para algo que deveria ser simples e um pouco bizarro, a equipe da UCLan consegue matar um pouco a lombriga de whovians no mundo todo, já que as últimas novidades televisivas de DW foram em 9 de dezembro de 2018 (no Finale da 11ª Temporada, com The Battle of Ranskoor Av Kolos) e em 1º de janeiro de 2019 (com o Especial de Ano-Novo, Resolution). Eu torço para que mais iniciativas assim sigam aparecendo para Universo do Doutor. E quem sabe algum novo spin-off para alegrar um pouco mais a vida, hum? Sonhar, não custa nada…

Doctor Who: Mission to the Unknown Recreation (Reino Unido, 9 de outubro de 2019)
Direção: Alunos da University of Central Lancashire
Roteiro: Terry Nation
Elenco: Alunos da University of Central Lancashire e Nicholas Briggs
Duração: 26 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.