Home TVEpisódio Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The War Games (Arco #50)

Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The War Games (Arco #50)

por Luiz Santiago
149 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4,5

Equipe: 2º Doutor, Jamie, Zoe
Espaço: Escócia / The Wheel in Space / Planeta não nomeado / Planeta Gallifrey, primeiro julgamento do Doutor.
Tempo: abril de 1746 (retorno de Jamie) / 2068 (retorno de Zoe) / 309.906 (zonas de guerra) / Indeterminado

Após três anos interpretando um dos personagens mais icônicos da ficção científica na TV, Patrick Troughton resolveu que era chegado o momento de seguir em frente e deixar a série.

Seu anúncio caiu como uma pequena bomba no colo da BBC, que, pela primeira vez desde o impasse da saída de William Hartnell em The Tenth Planet, encarava a possibilidade de cancelar Doctor Who (muito embora a questão fosse menos grave aqui do que na temporada seguinte, onde de fato a possibilidade de cancelamento foi posta na mesa).

Após algumas mudanças na grade de arcos a serem produzidos para a 6ª Temporada, The War Games apareceu como uma bem-vinda e épica ideia de última hora. Seu enredo foi prontamente aceito por Derrick Sherwin, que então estreava como produtor da série (por um curto tempo, assinando apenas os arcos The War Games e Spearhead from Space), após ter editado e escrito o arco The Invasion. A primeira ideia que se tinha era: se este for realmente o último arco da série, é bom que seja feito da melhor maneira possível.

E que bom que a produção permitiu que fosse assim!

O quase totalmente brilhante roteiro de Malcolm Hulke e Terrance Dicks faz um breve tour pela série até aquele momento de sua história, passando pelo tom educativo, colocando poderes alienígenas em cena – com bastante sutileza e mistério – e desenvolvendo elementos que se tornariam essenciais para a continuação do show nos anos seguintes e que permitiriam toda a amplitude de um cânone cada vez mais intricado.

Após a terrível aventura em The Space Pirates, o Doutor, Jamie e Zoe chegam a um local parecido com a Terra em plena 1ª Guerra Mundial. Num primeiro momento, o Doutor acredita que está nas trincheiras, em 1917, e parte de seu julgamento inicial vem dessa interpretação errônea do ambiente muito bem disfarçado. O fato é que a TARDIS se materializara em um planeta não nomeado mas similar à Terra, onde um povo chamado War Lords, ajudado por um Time Lord renegado, The War Chief (um companheiro do Doutor da época da Academia conhecido como Magnus), agrupava soldados de várias guerras terráqueas até 1917. O objetivo final dos Senhores da Guerra era formar um Exército de grandes soldados e então partir para dominar a Via Láctea.

O plano de conquista parece mais bobo posto assim do que contextualizado e, apesar de ter o seu ponto de estranheza, funciona bem no enredo do arco. Os disfarces temporais e todos os outros tropeços narrativos acabam sendo entendidos e aceitos pelo espectador à medida que as novidades e os chocantes cliffhangers dos 10 episódios do arco aparecem.

Com uma premissa interessantíssima e um final simplesmente inesquecível, The War Games só encontra seu verdadeiro ponto negativo em parte dos episódios de desenvolvimento. O texto se alonga demasiadamente na brincadeira de gato e rato entre o Doutor, os Senhores da Guerra e seu colega Time Lord, uma espécie de loop que tem sua graça no início mas vai se tornando cansativo à medida que se repete. Não fossem a constante aparição de novos (e ótimos!) personagens, o arco teria bem menos brilho.

Em compensação a esse desenvolvimento em partes pouco objetivo, temos atuações de primeira linha em cena, cenários simples mas maravilhosamente bem trabalhados, uma ótima trilha sonora e encadeamento excitante dos fatos, o que coloca o Doutor e seus companions em pontos separados do cenário e os fazem passar por obstáculos diferentes, dando a cada um o devido destaque. Talvez seja por isso que nos momentos em que os vemos juntos no decorrer dos episódios sentimos uma grande alegria e lamentamos amargamente quando chega o momento da despedida final, uma despedida um tanto fria pelo modo como os Time Lords a arquitetam, mas mesmo assim, bastante emotiva.

Temos também o exemplar trabalho da equipe técnica, que mesmo com parcos recursos (para vocês terem noção, foram usados os cenários abandonados do filme Oh! Que Bela Guerra!, do diretor Richard Attenborough) fez milagres e conseguiu dar uma constituição épica para todo o ambiente da história.

Todavia, o grande destaque de The War Games é a primeira aparição dos Time Lords em Doctor Who, junto com a justificativa do por quê o Doutor saiu de Gallifrey (ele diz que estava entediado, mas essa é apenas uma das muitas explicações) e também o fato de ele ter roubado uma TARDIS. A sequência final, em Gallifrey, mostra o quanto os Time Lords podem ser seres odiosos e com certeza entendemos a angústia do Doutor em não querer voltar para seu planeta, fazendo-o de maneira forçada nos eventos do final do arco.
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O caso da “Temporada 6-B” ou “o Doutor e a CIA”

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Para informações complementares: A Linha do Tempo do 2º Doutor.

A CIA (Celestial Intervention Agency), foi criada pelo Alto Conselho de Gallifrey para impedir que as regras do espaço-tempo fossem modificadas pelos Time Lords ou outros povos que pudessem manipular linhas temporais. A regra de não-interferência (estabelecida na série já em Os Astecas) é o ponto central da Agência e o motivo pelo qual o 2º Doutor é preso, levado a julgamento e condenado ao exílio na Terra (a regeneração forçada foi um “a mais” infame dos Time Lords).

Existe um cruzamento entre diversas produções do Universo Expandido de Doctor Who e The War Games que parece extremamente orgânico e faz sentido narrativo e locacional dentro dos eventos do arco, o que nos coloca em par com a ideia de uma “Temporada 6-B”, que segue a seguinte sequência:

a) Antes do episódio 10 de The War Games, nos momentos em que a ação se centra em outros personagens, o Doutor parte temporariamente com a TARDIS e vive os eventos de War Crimes, recebendo logo depois, o conselho e sua 8ª encarnação em Os Oito Doutores.

b) Ao ser julgado, o Doutor espera por sua sentença em momentos que não vemos no arco. Este ponto de sua linha do tempo estabelece a seguinte questão: ele é posto em “liberdade assistida” pelos Time Lords, enquanto ainda discutem sobre o processo. No episódio 10 de The War Games temos apenas um vislumbre disso, uma cena de ócio dele jogando paciência sozinho. Pois bem, entendemos que em um momento elíptico entre um fade próximo àquela cena do Doutor jogando paciência e a sentença final, o réu é empregado temporariamente pela CIA e uma contra-proposta à sentença (de morte) inicial é feita, ainda no começo do livro Jogo Mundial, se o Doutor ajudasse os TL naquela ocasião, ele seria apenas exilado, não morto.

c) Segue-se mais um ciclo de aventuras, com Jamie voltando temporariamente a partir de The Two Doctors; e o Doutor voltando a encontrar John e Gillian.

d) Após os eventos de Scientific Adviser o Doutor é levado novamente para Gallifrey e sua sentença final é proclamada. Todavia, uma outra linha narrativa extra-TV se estabelece. O Doutor consegue escapar dos Time Lords e se estabelecer na Terra por um tempo, como fugitivo (aparentemente a TARDIS não conseguiu levá-lo para outro lugar). São desse período de breve fuga imediatamente antes da regeneração forçada as seguintes aventuras: Action in Exile, The Mark of Terror, The Brotherhood, U.F.O. e, por fim, The Night Walkers, aventura na qual os Time Lords fazem uma armadilha para o Doutor, o capturam e então forçam sua regeneração.

A era do 2º Doutor foi marcada por um melhor desenvolvimento dos roteiros dentro da ficção científica e por um grande acréscimo de elementos importantes na mitologia da série. O ar didático foi desaparecendo aos poucos e deu lugar a tramas mais detetivescas, cada vez com menos presença de “monstros aliens” e maior foco em problemas típicos da Terra ou, em alguns casos, com a ligação entre essas duas vertentes de problemas. Ares de James Bond (que seria a marca da era do 3º Doutor) delineiam os arcos da 6ª Temporada e The War Games, a aventura final, foi um verdadeiro preparativo ou um primeiro passo – em Doctor Who é sempre assim, não é mesmo? – para o que viria nos anos seguintes.

Mais uma página era virada (e em grande estilo!) no Grande Livro das Aventuras do Time Lord Cujo Nome Não Sabemos.

The War Games (Arco #50) – 6ª Temporada

Direção: David Maloney
Roteiro: Malcolm Hulke, Terrance Dicks
Elenco principal: Patrick Troughton, Frazer Hines, Wendy Padbury, Jane Sherwin, Philip Madoc, David Savile, Edward Brayshaw

Audiência média: 4,94 milhões

10 episódios (exibidos entre 19 de Abril e 21 de Junho de 1969)

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27 comentários

Bruno 28 de março de 2020 - 08:22

Caramba, que arco bom, e longo! Foi uma despedia incrível do Segundo Doutor, e uma senhora apresentação dos Senhores do Tempo. Me deu muita dó dos meninos tendo a memória apagada, e o Doutor tendo que passar por isso tudo. Agora que venha a famigerada 6B dos especiais haha.
Eu amei o Segundo Doutor, e olha que tava com o pé atras pois sei o 11º foi feito com ele como inspiração, e é de longe o Doutor que eu menos gosto. Porém a interpretação do Patrick Troughton me conquistou, seus trejeitos de palhaço e saltimbanco, seu olhar de ternura e os momentos sérios que a série pedia me pegaram de jeito. Acho que vai ser difícil me acostumar com o Terceiro Doutor, mas vamo que vamo.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 28 de março de 2020 - 14:39

A diferença para o 3º Doutor é imensa, mas as histórias da temporada inicial do 3º Doutor me agradaram tanto, mas TANTO, que eu o amei desde o início.

Patrick Troughton é foda demais. Como já te disse, é o meu diretor favorito da série clássica e o meu segundo favorito da série como um todo. Eu adoro como ele é bobão, como ele exprime sua inteligência, como se conecta com os companions, como resolve coisas. É apaixonante.

Agora acabaram as recons (imagino que você tenha pulado) e é em cores! Fica mais fácil assistir a série daqui pra frente hahahahahahhahahha

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Bruno 28 de março de 2020 - 21:01

Eu não pulei nada não, vi todos os episódios da série até agora!

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 29 de março de 2020 - 12:16

MACHO!!! É isso aí!!!

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Rafael Lima 23 de fevereiro de 2017 - 01:23

“The War Games” é realmente um clássico, por todos os motivos que você tão bem apontou na resenha @luizsantiago:disqus. Além de sua importância para a mitologia da série, ao nos apresentar os Time Lords pela primeira vez, além da primeira visita a Gallifrey (ainda sem nome aqui), existe um caráter épico no arco que faz dele a história mais ambiciosa que a série tinha produzido até aquele momento. O conceito em si do arco de zonas de guerra que “encenam” vários conflitos militares do nosso planeta já é incrível por si só.

Como você bem disse, é uma grande despedida pra essa equipe da TARDIS e cada um dos membros tem a sua chance de brilhar. Zoe mostra que evoluiu muito desde que a conhecemos na “Space Wheel”, não sendo mais tão dependente da lógica como havia sido. E ver Jamie lutando ao lado de um Red Coat é um grande desfecho para a jornada do personagem dentro da série, e o simbolo maior de sua evolução em seu tempo na TARDIS.

Entretanto, concordo que as constantes capturas e fugas começam a cansar a partir de certo ponto, e que dez episódios talvez tenham sido um pouco demais. Felizmente os coadjuvantes que vão sendo encontrados pelo Doutor e seus amigos ao longo do caminho são bem interessantes, mas não me tirou completamente a sensação de enrolação em alguns pontos.

Mas os episódios finais compensam qualquer falha. Acredito que em poucos arcos os Time Lords foram tão assustadores quanto aqui. Patrick Troughton faz com que nos emocionemos com a decisão do Doutor de convocar os Time Lords. Vemos que o Doutor está com medo de reencontrar o seu povo, mas ele sabe que é o certo a se fazer. Coragem não é ausência de medo, e sim a superação, e Troughton entrega isso de forma soberba com este sacrifício do Doutor.

O que torna o desfecho em Gallifrey mais amargo e injusto. O Doutor e seus companheiros fizeram tudo certo. Mas como recompensa, o Doutor perde seus companions, sua identidade e a coisa que ele mais amava no mundo que era viajar.

No caso de Jamie e Zoe, a coisa pareceu mais cruel. Eles perdem o que eles aprenderam, perdem as pessoas melhores que se tornaram. Embora seja tratado de forma cômica, fiquei muito triste ao final de ver Jamie voltando a guerrear com um Red Coat. E o desamparo da Zoe ao se ver de volta na Space Wheel com a “sensação de ter esquecido algo importante” é de partir o coração.

“The War Games” acaba sendo a primeira grande derrota do Doutor, ao meu ver. Sim, ele deteve o War Chief e os War Lords, mas o clima final é de derrota pra mim. Por mais que Jamie tenha uma fé comovente no Doutor e acredite que ele vai resolver tudo, dessa vez eles não vão fugir na TARDIS, e não há nada que o Doutor possa fazer.

Confesso só que não curti muito o tom cômico que surge na “cena de regeneração”, pois acho que quebrou o crescendo dramático que o ultimo episódio do arco vinha tendo, mas é um pecadilho diante deste excelente arco, que termina nos deixando com um aperto no coração, e odiando muito os Time Lords. Uma grande aventura final para o “Bobo Cósmico”.

Sobre a Season 6B, como conversamos em outra discussão, acho que a série acabou estabelecendo esta temporada secreta praticamente como canônica (não tem como a participação do Segundo Doutor em “The Five Doctors” ter se passado antes de “The War Games”) mas confesso que isso sempre pareceu enfraquecer um pouco “The War Games” pra mim, então ignoro a existência da 6B na maior parte do tempo. Hehehehe

PS: Sempre achei que enquanto o Jamie já tinha crescido tudo o que tinha pra crescer, uma temporada foi pouco pra Zoe. Não só por que eu gosto muito dela, mas acho que o personagem dela podia ter crescido mais um pouco. Mas de fato, não faria muito sentido ter ela na temporada seguinte, até por que a ideia era renovação total da série.

Responder
Rafael Lima 23 de fevereiro de 2017 - 01:23

“The War Games” é realmente um clássico, por todos os motivos que você tão bem apontou na resenha @luizsantiago:disqus. Além de sua importância para a mitologia da série, ao nos apresentar os Time Lords pela primeira vez, além da primeira visita a Gallifrey (ainda sem nome aqui), existe um caráter épico no arco que faz dele a história mais ambiciosa que a série tinha produzido até aquele momento. O conceito em si do arco de zonas de guerra que “encenam” vários conflitos militares do nosso planeta já é incrível por si só.

Como você bem disse, é uma grande despedida pra essa equipe da TARDIS e cada um dos membros tem a sua chance de brilhar. Zoe mostra que evoluiu muito desde que a conhecemos na “Space Wheel”, não sendo mais tão dependente da lógica como havia sido. E ver Jamie lutando ao lado de um Red Coat é um grande desfecho para a jornada do personagem dentro da série, e o simbolo maior de sua evolução em seu tempo na TARDIS.

Entretanto, concordo que as constantes capturas e fugas começam a cansar a partir de certo ponto, e que dez episódios talvez tenham sido um pouco demais. Felizmente os coadjuvantes que vão sendo encontrados pelo Doutor e seus amigos ao longo do caminho são bem interessantes, mas não me tirou completamente a sensação de enrolação em alguns pontos.

Mas os episódios finais compensam qualquer falha. Acredito que em poucos arcos os Time Lords foram tão assustadores quanto aqui. Patrick Troughton faz com que nos emocionemos com a decisão do Doutor de convocar os Time Lords. Vemos que o Doutor está com medo de reencontrar o seu povo, mas ele sabe que é o certo a se fazer. Coragem não é ausência de medo, e sim a superação, e Troughton entrega isso de forma soberba com este sacrifício do Doutor.

O que torna o desfecho em Gallifrey mais amargo e injusto. O Doutor e seus companheiros fizeram tudo certo. Mas como recompensa, o Doutor perde seus companions, sua identidade e a coisa que ele mais amava no mundo que era viajar.

No caso de Jamie e Zoe, a coisa pareceu mais cruel. Eles perdem o que eles aprenderam, perdem as pessoas melhores que se tornaram. Embora seja tratado de forma cômica, fiquei muito triste ao final de ver Jamie voltando a guerrear com um Red Coat. E o desamparo da Zoe ao se ver de volta na Space Wheel com a “sensação de ter esquecido algo importante” é de partir o coração.

“The War Games” acaba sendo a primeira grande derrota do Doutor, ao meu ver. Sim, ele deteve o War Chief e os War Lords, mas o clima final é de derrota pra mim. Por mais que Jamie tenha uma fé comovente no Doutor e acredite que ele vai resolver tudo, dessa vez eles não vão fugir na TARDIS, e não há nada que o Doutor possa fazer.

Confesso só que não curti muito o tom cômico que surge na “cena de regeneração”, pois acho que quebrou o crescendo dramático que o ultimo episódio do arco vinha tendo, mas é um pecadilho diante deste excelente arco, que termina nos deixando com um aperto no coração, e odiando muito os Time Lords. Uma grande aventura final para o “Bobo Cósmico”.

Sobre a Season 6B, como conversamos em outra discussão, acho que a série acabou estabelecendo esta temporada secreta praticamente como canônica (não tem como a participação do Segundo Doutor em “The Five Doctors” ter se passado antes de “The War Games”) mas confesso que isso sempre pareceu enfraquecer um pouco “The War Games” pra mim, então ignoro a existência da 6B na maior parte do tempo. Hehehehe

PS: Sempre achei que enquanto o Jamie já tinha crescido tudo o que tinha pra crescer, uma temporada foi pouco pra Zoe. Não só por que eu gosto muito dela, mas acho que o personagem dela podia ter crescido mais um pouco. Mas de fato, não faria muito sentido ter ela na temporada seguinte, até por que a ideia era renovação total da série.

Responder
Luiz Santiago 24 de fevereiro de 2017 - 11:10

Eu nunca imaginaria que a Série Clássica fosse tratar os Time Lords da forma como são tratados aqui. A história é muito eficiente ao mostrar como o Doutor tem medo de ser capturado e como ele vê isso como uma punição dura demais para o “crime” nada “crime” que ele cometeu. Concordo com você: torna tudo extremamente injusto e duro, porque temos que ver pessoas que se tornaram tão amigos… agora se separarem definitivamente.

Verdade, já tínhamos conversado sobre a 6B. É engraçado porque, para mim, ela não só FORTALECE esse momento (já explico), como deixa a ação dos Time Lords ainda mais FDP do que já foi em The War Games.

Veja: as aventuras do Doutor a partir de The Two Doctors não traz a memória completa do companheiro, a pedido do Doutor. Imagine só o Doutor vivendo tudo aquilo com seu amigo e sabendo que ele voltaria, logo logo, para a Escócia. Uma dor ainda maior. Jamie voltaria e ele seria exilado.

Penso que é nesse momento que ele tem uma maior tendência a buscar resolver as coisas um pouco mais pela força, algo que não era comum de sua fase pré-War Games. Essa fase final inteira é o Doutor enfrentando perigos em que ele não tem muito mais paciência… Ele está com medo, ressentido por saber que em breve deve ser exilado (a regeneração forçada é uma “surpresa” maldita) e não pode fazer nada para isso; tendo ainda que trabalhar, um pouco forçado, para a CIA. Não é à toa que o 3º Doutor veio com aquele arsenal “diplomático mas nem tanto”…

Por isso que eu acho que é ainda mais interessante, entendeu? É exatamente o caso de Clara em Face the Raven e Hell Bent. A meu ver, é muito mais interessante para a personagem que ela viva toda essa fase extra de sua vida. A morte está lá, ela vai acontecer. Esse momento a mais torna o evento final ainda mais importante e marcante… Por isso que gosto desses pontos extras. Para mim, eles são essenciais. Amo-os e vou defendê-los. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHA

Responder
Rafael Lima 25 de fevereiro de 2017 - 03:22

É um ponto de vista bem interessante @luizsantiago:disqus. Expôs muito bem o seu ponto, brother! Até me fez encarar a Season 6B com um pouco mais de simpatia. Não chego a concordar, mas definitivamente me deu no que pensar.

Isso que é bom sobre estes debates. Sempre fazem a gente pensar por outros ângulos não só sobre a fascinante mitologia da série, mas sobre os próprios mecanismos de contar histórias.

Quanto a despedida de Jamie e Zoe, acho que o mais cruel não é nem a separação definitiva desses amigos. A crueldade nas ações dos Time Lords está em roubar junto com suas memórias quem esses dois se tornaram em seu tempo na TARDIS.

Virou comum na nova série o Doutor e seus companions serem separados a força, mas pra mim nenhuma dessas separações é tão triste quanto o que houve com Jamie e Zoe. Rose pode ter sido forçada a se separar do Doutor, mas basicamente ganhou a vida que sempre quis (com sua própria versão do Décimo Doutor posteriormente). Os Pond tinham pelo menos um ao outro quando foram separados a força do Décimo Primeiro Doutor. Caramba, mesmo Clara, que tem um encontro marcado com a morte não só manteve o que aprendeu, como ganhou a sua própria TARDIS, e até onde sabemos pode viver séculos antes de se encontrar com o Corvo.

Mas e Jamie e Zoe? O Quinto Doutor disse que somos feitos da soma de nossas memórias. Então os Time Lords fizeram mais do que separar Jamie e Zoe do Doutor e priva-los do que eles amavam fazer. Eles roubaram parte do que eles haviam se tornado.

Zoe havia se tornado uma garota bem mais sensível, sem ser tão dependente da lógica. Jamie havia se tornado um homem mais tolerante a ponto de trabalhar ao lado de um Red Coat. Parte disso inevitavelmente se perdeu, e ai mora a maior maldade dos Time Lords nesse arco, ao meu ver.

Responder
Luiz Santiago 25 de fevereiro de 2017 - 15:50

Super concordo com você. Porque como vc mesmo disso, esse tempo ao lado do Doutor vai torar os companheiros melhores, dar uma vida, uma perspectiva, uma visão de mundo para eles. Aí vem e todo esse crescimento como indivíduos simplesmente some. Nossa, isso é de cortar o coração.

E mesmo se tornando um fato mais comum na Nova Série — o caso de Donna e do Doutor (em relação a Clara) — ainda tem um grande peso, não é? Acho que é uma prática mais ou menos frequente dos TL…

Responder
Luiz Santiago 25 de fevereiro de 2017 - 15:50

Super concordo com você. Porque como vc mesmo disso, esse tempo ao lado do Doutor vai torar os companheiros melhores, dar uma vida, uma perspectiva, uma visão de mundo para eles. Aí vem e todo esse crescimento como indivíduos simplesmente some. Nossa, isso é de cortar o coração.

E mesmo se tornando um fato mais comum na Nova Série — o caso de Donna e do Doutor (em relação a Clara) — ainda tem um grande peso, não é? Acho que é uma prática mais ou menos frequente dos TL…

Responder
Rafael Lima 25 de fevereiro de 2017 - 03:22

É um ponto de vista bem interessante @luizsantiago:disqus. Expôs muito bem o seu ponto, brother! Até me fez encarar a Season 6B com um pouco mais de simpatia. Não chego a concordar, mas definitivamente me deu no que pensar.

Isso que é bom sobre estes debates. Sempre fazem a gente pensar por outros ângulos não só sobre a fascinante mitologia da série, mas sobre os próprios mecanismos de contar histórias.

Quanto a despedida de Jamie e Zoe, acho que o mais cruel não é nem a separação definitiva desses amigos. A crueldade nas ações dos Time Lords está em roubar junto com suas memórias quem esses dois se tornaram em seu tempo na TARDIS.

Virou comum na nova série o Doutor e seus companions serem separados a força, mas pra mim nenhuma dessas separações é tão triste quanto o que houve com Jamie e Zoe. Rose pode ter sido forçada a se separar do Doutor, mas basicamente ganhou a vida que sempre quis (com sua própria versão do Décimo Doutor posteriormente). Os Pond tinham pelo menos um ao outro quando foram separados a força do Décimo Primeiro Doutor. Caramba, mesmo Clara, que tem um encontro marcado com a morte não só manteve o que aprendeu, como ganhou a sua própria TARDIS, e até onde sabemos pode viver séculos antes de se encontrar com o Corvo.

Mas e Jamie e Zoe? O Quinto Doutor disse que somos feitos da soma de nossas memórias. Então os Time Lords fizeram mais do que separar Jamie e Zoe do Doutor e priva-los do que eles amavam fazer. Eles roubaram parte do que eles haviam se tornado.

Zoe havia se tornado uma garota bem mais sensível, sem ser tão dependente da lógica. Jamie havia se tornado um homem mais tolerante a ponto de trabalhar ao lado de um Red Coat. Parte disso inevitavelmente se perdeu, e ai mora a maior maldade dos Time Lords nesse arco, ao meu ver.

Responder
Denilson Amaral 29 de janeiro de 2017 - 21:10

O que dizer sobre The War Games? Que é a história mais reveladora sobre o Doutor até o momento? Que é o ponto alto da série até agora? Tudo isso resume este que é o 50º arco da série e a 21ª e final das aventuras protagonizadas do vagabundo cósmico eternizado na figura de Patrick Troughton.

O episódio traz a primeira vez em que a Sonic realmente ajuda no decorrer do plot, vislumbrando o papel que o gadget viria a ter no arsenal do Time Lord em suas futuras encarnações. Os conterrâneos do Doutor finalmente fazem sua estreia formal e já se mostram uma grande ameaça ou ao menos um dos piores pesadelos do intrépido viajante das estrelas. Some isso com personagens secundários carismáticos, um figurino impecável e um vilão com um plano de proporções galácticas e temos uma das melhores season finales/ saída de companions/ histórias de regeneração que a série já teve.

O arco em si é algo bem mais ambicioso do que todas as outras histórias de regeneração e acaba servindo não só como uma despedida para toda a trupe da TARDIS, mas como uma mudança para a própria série, que passaria a apresentar um clima totalmente diferente mas que ao mesmo tempo apresentaria a mesma abordagem única dos roteiros que fez Doctor Who ser o que é ainda hoje (de fato uma verdadeira regeneração).

Momento teoria #2 – Como eu já disse em críticas anteriores, acredito que cada regeneração modifica a personalidade do Doutor baseada em algum aspecto, nesse caso eu realmente posso montar uma teoria:

Primeiro, devemos analisar o Segundo Doutor: nessa encarnação o Time Lord adquiriu traços mais humanos e se tornou mais simpático, entretanto não podemos dizer que esse Doutor conseguiria conviver com facilidade na sociedade em plena guerra fria como sua futura “versão”.

Por diversas vezes essa encarnação demonstrou certa dificuldade em se camuflar entre os “nativos”, o que geralmente gerava problemas logo no início de suas aventuras, algo que sua encarnação anterior conseguia executar com maior facilidade (como visto de certa forma na maioria dos arcos históricos).

Por outro lado, o 2º Doutor compartilhava uma característica como seu antecessor: ambos não tinham grandes aptidões para o combate, atividade essa que geralmente era transferida para os companions.

Tendo em vista tais características, os Time Lords embutiram uma nova personalidade para o renegado, transformando o vagabundo cósmico em uma figura mais próxima a um agente secreto: o Time Lord desenvolveu uma proficiência no Aikidô Venusiano, além de conseguir se adaptar com facilidade em praticamente todas as situações e ambientes, usando até de disfarces (como em The Green Death) e de veículos peculiares (The Silurians com a Bessie e The Invasion of the Dinossaurs com o Whomobile), todas características extremamente contrastantes em relação a suas encarnações anteriores, porém muito importantes para a adaptação e até mesmo sobrevivência do Doutor durante seu exílio.

Responder
Luiz Santiago 29 de janeiro de 2017 - 23:57

Olhar essas transformações em retrospecto é uma das coisas mais prazerosas que tem para quem já via boa parte da Clássica. Concordo com todos os seus apontamentos. Gosto DEMAIS do 2º Doutor, é o meu favorito até agora, de toda a Clássica e a forma fanfarrona que ele leva a vida me agrada bastante. É um Doutor que apesar das brincadeiras sempre procurava fugir de problemas que via como desnecessário.

Ele era extremamente simpático, solidário, sabia ouvir e tinha um senso de proteção absoluto, mesmo não tendo habilidades de combate, como você coloca no seu comentário.

Quando eu terminar de ver a Clássica inteira, sem sombra de dúvidas vou voltar para rever toda essa fase do 2º Doutor e matar a saudade. 😀

Responder
Denilson Amaral 30 de janeiro de 2017 - 00:14

Não sei se você sabe (provavelmente sim), mas o Sexto Doutor já afirmou no áudio Voyage to Venus que durante a sua segunda encarnação enquanto viajava com Jamie e Victoria ele aprendeu o Aikidô Venusiano numa passagem por Vênus (dãh), eu pessoalmente penso que isso foi implantado na mente dele (por mais que tente não vejo o 2nd parando em um lugar e aprendendo pacientemente uma arte marcial).

Responder
Luiz Santiago 30 de janeiro de 2017 - 10:04

Eu sabia disso, mas ainda não tenho opinião formada sobre o método. Não sei… vai que o Aikidô não é aprendido lutando, e sim através de um ritual ou uma cerimônia de chá (hahahahahahahhahahahahha) ou algo do tipo…

Responder
Denilson Amaral 30 de janeiro de 2017 - 00:14

Não sei se você sabe (provavelmente sim), mas o Sexto Doutor já afirmou no áudio Voyage to Venus que durante a sua segunda encarnação enquanto viajava com Jamie e Victoria ele aprendeu o Aikidô Venusiano numa passagem por Vênus (dãh), eu pessoalmente penso que isso foi implantado na mente dele (por mais que tente não vejo o 2nd parando em um lugar e aprendendo pacientemente uma arte marcial).

Responder
Rafael Lima 23 de fevereiro de 2017 - 01:38

Muito interessante a sua teoria sobre os elementos que levaram o 2º Doutor a se transformar no 3º. Não chega a ser absurdo a possibilidade de que os Time Lords tenham influenciado alguns aspectos da encarnação seguinte do Doutor, já que foi uma “regeneração assistida”. Muito legal mesmo a sua teoria!

Engraçado que o 2º Doutor parecia ter ainda menos aptidão para o combate do que o 1º Doutor, que algumas vezes mostrou que podia ser um lutador bem capaz quando precisava, vide “The Romans”.

Acrescento a sua analise uma observação a respeito da clara amargura que o Terceiro Doutor demonstrava em suas aventuras iniciais Afinal, ele não só se sentia terrivelmente injustiçado pelos Time Lords, como também perdeu Jamie e Zoe, que sequer se lembram de seu tempo com ele. Levaria um bom tempo pra essa amargura do Terceiro Doutor desaparecer, o que só acabou acontecendo de fato depois da convivência com a doce (e paciente) Jo Grant.

Responder
Denilson Amaral 24 de fevereiro de 2017 - 12:51

Muito interessantes essas suas observações! É realmente engraçado como cada um vê nuances diferentes em casa história ou em cada personagem, isso do Doutor sentir falta dos companions é muito válido, apesar dele nunca citar de forma explicita (o Terceiro era aquele exemplo de figura masculina, que nunca demonstra os sentimentos, mas que no fundo tem um coração mole).

Como eu apontei no comentário de Planet of the Spiders, considero que esse “ódio” por ter ficado preso na Terra foi um dos pricipais motivos para o futuro Quarto Doutor voltar ao estilo vagabundo que o Segundo tanto mostrou.

Obrigado pelos elogios!

Responder
Rafael Lima 23 de fevereiro de 2017 - 01:38

Muito interessante a sua teoria sobre os elementos que levaram o 2º Doutor a se transformar no 3º. Não chega a ser absurdo a possibilidade de que os Time Lords tenham influenciado alguns aspectos da encarnação seguinte do Doutor, já que foi uma “regeneração assistida”. Muito legal mesmo a sua teoria!

Engraçado que o 2º Doutor parecia ter ainda menos aptidão para o combate do que o 1º Doutor, que algumas vezes mostrou que podia ser um lutador bem capaz quando precisava, vide “The Romans”.

Acrescento a sua analise uma observação a respeito da clara amargura que o Terceiro Doutor demonstrava em suas aventuras iniciais Afinal, ele não só se sentia terrivelmente injustiçado pelos Time Lords, como também perdeu Jamie e Zoe, que sequer se lembram de seu tempo com ele. Levaria um bom tempo pra essa amargura do Terceiro Doutor desaparecer, o que só acabou acontecendo de fato depois da convivência com a doce (e paciente) Jo Grant.

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Carlindo José 18 de setembro de 2016 - 18:24

Vi esse arco há cerca de um mês, mas só agora vim comentar rsrsrs, acabei dando uma pausa na série, mas já estou me organizando pra voltar a assistir, porém de forma bastante homeopática.

Essa despedida foi bastante dura pra mim, estava adorando o 2° Doutor, o Troughton, que pegou a difícil tarefa de substituir o Hartnell, fez algo fantástico, criando esse Doutor genial, que é sério, divertido, companheiro e sagaz ao mesmo tempo. E que arco, eu que sou um entusiasta de História Militar gostei bastante, tudo arranjado de uma forma bem inteligente e coerente, realmente nota-se um arrastar da trama, mas nada que me deixasse menos empolgado pro final. Uma pena que a despedida do Jamie e da Zoe (Segunda melhor equipe de companions da série até agora pra mim) tenha sido tão fria e apática, os Time Lords fizeram uma tremenda sacanagem com eles, mas a do Doutor só não me deixou mais triste porque até aí ele foi engraçado e eu não contive o riso ao ver aquelas caretas rsrsrsrs.

Enfim, o 2° Doutor foi memorável, e que venha o 3°(até já vi o primeiro arco dele), que parece ter muitas boas histórias também.

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Luiz Santiago 18 de setembro de 2016 - 19:47

Esse Doutor, até agora, é o meu favorito da Clássica. Tenho uma simpatia tão grande para com ele, suas aventuras, a dupla Jamie-Zoe… é tudo tão fantástico com esse tiozão palhaço que dá vontade de ver tudo de novo! E essa despedida foi de uma sacanagem enorme por parte dos Time Lords.

Depois me diga o que achou de Spearhead from Space. O 3º Doutor é um Lord, ele é ótimo!!! Todos são, né? Eu AMO o início desse arco inaugural dele.

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Luiz Santiago 18 de setembro de 2016 - 19:47

Esse Doutor, até agora, é o meu favorito da Clássica. Tenho uma simpatia tão grande para com ele, suas aventuras, a dupla Jamie-Zoe… é tudo tão fantástico com esse tiozão palhaço que dá vontade de ver tudo de novo! E essa despedida foi de uma sacanagem enorme por parte dos Time Lords.

Depois me diga o que achou de Spearhead from Space. O 3º Doutor é um Lord, ele é ótimo!!! Todos são, né? Eu AMO o início desse arco inaugural dele.

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Carlindo José 18 de setembro de 2016 - 18:24

Vi esse arco há cerca de um mês, mas só agora vim comentar rsrsrs, acabei dando uma pausa na série, mas já estou me organizando pra voltar a assistir, porém de forma bastante homeopática.

Essa despedida foi bastante dura pra mim, estava adorando o 2° Doutor, o Troughton, que pegou a difícil tarefa de substituir o Hartnell, fez algo fantástico, criando esse Doutor genial, que é sério, divertido, companheiro e sagaz ao mesmo tempo. E que arco, eu que sou um entusiasta de História Militar gostei bastante, tudo arranjado de uma forma bem inteligente e coerente, realmente nota-se um arrastar da trama, mas nada que me deixasse menos empolgado pro final. Uma pena que a despedida do Jamie e da Zoe (Segunda melhor equipe de companions da série até agora pra mim) tenha sido tão fria e apática, os Time Lords fizeram uma tremenda sacanagem com eles, mas a do Doutor só não me deixou mais triste porque até aí ele foi engraçado e eu não contive o riso ao ver aquelas caretas rsrsrsrs.

Enfim, o 2° Doutor foi memorável, e que venha o 3°(até já vi o primeiro arco dele), que parece ter muitas boas histórias também.

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Yoana Carmo 13 de outubro de 2014 - 18:32

Adoro esse arco final, apesar dele ser longo, é muito bem construído. É uma surpresa quando você vai descobrindo o que realmente está acontecendo, fiquei muito empolgada com o arco, a ideia toda pra mim foi sensacional.
E o clima nos últimos eps é tão forte, você fica tipo COM MEDO dos Time Lords chegando, e eu tava super ansiosa. E o 2nd todo com medo, é foda demais, e a despedida entre os 3, Doctor, Jamie e Zoe é muito triste, lembro que chorei bastante, foi um ótimo final pro 2nd, inesquecível, e dá um pontinha de recomeço, de “o que mais está por vir?” e a era do 3rd é sensacional, mal posso esperar pelas reviews!!! Parabéns a vocês pela etapa concluída! 🙂

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Luiz Santiago 13 de outubro de 2014 - 21:32

Esse arco é simplesmente incrível. E é justamente isso que você falou: em dado momento você fica COM MEDO dos Time Lords. Ô raça desgraçada! hahahahaha

Muito obrigado pelo prestígio de sempre @yoanacarmo:disqus. No próximo ano embarcaremos nas eras do 3º e 4º Doutores, estou muito ansioso também. Sei que tem muita coisa boa pela frente!

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Yoana Carmo 13 de outubro de 2014 - 22:50

Sim fiquei com medo deles e com pena do Doctor. E quando eu vi o arco, eu pensava que aquele Time Lord lá, era o Master, pq eu ñ sabia quando ele aparecia, só tinha visto fotos, e ele tem a barba igual, eu doida pensando que era ele kkk

Legal, vou estar acompanhando aqui como sempre, vai ser toda uma análise diferente agora que a série entra nas cores, e num estilo de arco e companions que vai se seguir até a última temporada do 7th Doctor.

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Luiz Santiago 13 de outubro de 2014 - 23:08

Hahahaha, antes de ver quem era quem, eu também achei que era o Master. Mas daí vi a sinopse e fui atrás desse tal War Chief antes mesmo de começar a ver o arco e já esclareci tudo….

Imagino o quão maravilhoso seja essa era em cores e tal. Estou muito ansioso mesmo, acho que vou até diminuir um pouco o hiato entre o 2º e o 3º aqui no site! hahahahaha

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