Home TVEpisódio Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The War Machines (Arco #27)

Crítica | Doctor Who – Série Clássica: The War Machines (Arco #27)

por Luiz Santiago
119 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3

Equipe: 1º Doutor, Dodo, Ben, Polly
Espaço-tempo: Londres, 20/07/1966

Arco final da 3ª temporada clássica de Doctor Who, The War Machines marca a patética saída de Dodo Chaplet (que tinha se juntado à TARDIS de uma maneira um tanto estranha, quase como Ben e Polly fizeram ao fim dessa aventura) e traz um inimigo com uma espécie de consciência que funciona através dos computadores, nesse caso, tendo como ponto de partida a supermáquina chamada WOTAN (sigla em inglês para algo como “Operador Arbítrio Análogo ao Pensamento”).

Este é um dos casos em que a produção merece os devidos vivas mas o roteiro meio bestializante torna as máquinas e mesmo os protagonistas humanos chatos ou pouco convincentes. As Máquinas de Guerra são quase um protótipo “terráqueo” para um Dalek, com um atirador vaporizante e dois braços inúteis cuja função seria esmagar coisas — algo que só funciona, evidentemente, para objetos bem próximos a elas.

Mas a despeito do vilão (o mega computador que hipnotiza humanos para servir às suas vontades), a produção de The War Machines merece muitos elogios. Filmagens em ruas de Londres, mobilização de um elenco coadjuvante/figurante notável para os padrões da série e efeitos visuais pouco vistos até então em Doctor Who são elementos que não podem ser deixados de lado. Em alguns momentos, o roteiro traz indicações para uso de tecnologia que se tornariam reais algumas décadas depois, o que dá um sabor todo especial à trama. Mas infelizmente esses são pontos isolados na história e que não encobrem os deslizes narrativos que se acumulam durante toda a projeção.

Para começar: o que deu na Produção Executiva da BBC para deixar passar um roteiro que expunha Dodo a esse tipo de finalização ridícula e ingrata? Convenhamos que ela se tornou companion por acidente, lá em O Massacre da Noite de São Bartolomeu, mas sua despedida não poderia ser melhor explorada? Independente se a atriz teve problemas ou não com a produção série, seria melhor filmar uma boa despedida do que a odiosa colocação de sua personagem em toda a trama, desde o início do arco.

Eu, que já havia achado a partida de Vicki um pouquinho impessoal (embora com algum elemento de emoção), sem encarar o Doutor; simplesmente não acreditei no modo como Dodo deixou a TARDIS. É para enraivecer qualquer whovian. E certamente deixou William Hartnell espumando de raiva, uma porque ele se apegava muito aos seus companheiros de trabalho (quem viu An Adventure in Space and Time sabe que ele odiava se separar dos atores que faziam seus companheiros) e outra porque ele igualmente odiou a forma como a BBC realizou a saída da atriz Jackie Lane.

Ben e Polly, assim como a companion anterior, se tornam passageiros da TARDIS por acidente — a nave se desmaterializa com eles dentro. Vale lembrar que ambos são os últimos companheiros de viagem dessa primeira encarnação do Doutor, que se regeneraria logo mais, no segundo arco da 4ª temporada. William Hartnell já demonstrava sinais de cansaço, fazendo um Doctor mais impaciente, mais ou menos tão propício a explosões como fora no início de sua vida com Ian e Barbara. Sua mudança, porém, não descaracteriza a gentileza que lhe foi adquirida no decorrer das aventuras. Mesmo impaciente, o Doutor sabia que os humanos precisavam ser tratados com mais cautela e o fazia sempre que possível.

Outra coisa importante a se observar é que o figurino do Doutor volta a ficar mais completo e sério. Não que ele tivera arroubos de modificações de vestuário no decorrer dos arcos, mas o chapéu e a capa não lhe foram assim tão presentes quanto nesse final de vida. Muita coisa já apontava para o fim de uma era.

Em tempo: os acontecimentos do arco The Faceless Ones (Arco #35, 4ª Temporada) também ocorreram no dia 20/07/1966,  isso quer dizer que tanto o 1º Doutor quanto o 2º Doutor estiveram em Londres exatamente no mesmo dia, embora em lugares diferentes: um no Centro da cidade e outro no Aeroporto Gatwick!

The War Machines (Arco #27) – 3ª Temporada – Season Finale

Roteiro: Ian Stuart Black, Kit Pedler
Direção: Michael Ferguson
Elenco principal: William Hartnell, Michael Craze, Jackie Lane, Anneke Wills, John Cater, Alan Curtis, John Harvey, William Mervyn

Audiência média: 4,97 milhões

4 Episódios (exibidos entre 28 de maio e 18 de junho de 1966).

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21 comentários

novo homem de ferro 14 de dezembro de 2017 - 09:38

Bom chegamos num final de mais uma temp, sabe nesse arco minha crítica vai ser diferente Luiz, acho que vc já deve ter notado que eu sempre começo elogiando os arcos para depois falar o que me desagradou e dar uma nota como um todo, bom quer saber vamos fazer diferente nesse e primeiro vou falar tudo que me desagradou e depois passo para o que eu achei bom .

Pra começar que ” partida ” foi essa da Dodô sinceramente eu estava esperando algo decepcionante, mas também não assim né , aí mas ela foi hipnotizada, ela passou por coisa muito pior e a maioria nem era na Terra, simplesmente eu pensei que eles iam usar a desculpa dela estar sendo controlada para a despedida , meu deus do céu, coloca que no final ela se sacrificou pelo Doctor pronto uma despedida de chorar , mas pelo menos boa, qual é mandaram ela pra fazenda la e esqueceram dela o resto do arco inteiro, pra supostamente ela mandar alguém falar pro doutor que ela vai ficar ? WTF o que diabos aconteceu nessa fazenda ? Sinceramente acho que a pior despedida de doctor who já feita o que me dá raiva eu realmente gostava da Dodô e via ela como uma Donna jovem , nossa que decepção

Agora outro ponto ruim é a incrível maneira que a Wotan do nada supostamente decide que os humanos não vão mais evoluir e que ela deve mandar, okay que estamos falando do velho clichê homem vs máquina, algo que talvez teve início nessa época mesmo com os avanços dos computadores, os quadrinhos falando desses assuntos , os programas de ficção até chegar na franquia exterminador do futuro, mas se é para colocar isso ao menos de um motivo lógico pra máquina, ” ah eu vou aqui destruir os humanos,e criar um mundo melhor” okay então pq vc controla humanos se vc não precisa deles ? Aliás pq vc mandou pessoas atrás do doutor se seu plano já tava pronto ? Aliás que plano ridículo é esse ? Se vc ia ter acesso ao controle de todos os computadores mundiais pra que construir máquinas de guerra ? Não era mais fácil só ter tacado míssil em geral ? Aliás pq vc começou a odiar os humanos ? Por quê ??

São vários e vários furos como esse que impedem a criação de um bom vilão que de inteligência não tem nada, só citando mais um furo que me incomodou bastante, por que caraca uma máquina construída por uma máquina que ganhou vida, ataca essa máquina e saí por Londres destruindo tudo antes do horário que era pra sair com as outras máquinas destruindo tudo, é o que uma máquina adiantada é isso ? Sabe o arco cria esse clima de tensão de que vai responder tudo no final e chega o final e cabum respondeu nada abestado

Agora falando do que o arco tem de bom eu posso falar que o doutor está incrível nesse arco,ele está mais heróico que nos arcos anteriores, indo direto ao problema quando o sente no início, se oferecendo pros sacrifício, apesar do final ter sido o Ben, aliás eu senti esse doutor heróico imponente no final do EP 3 com ele encarando de frente a máquina,mas sem perder esses elementos de bondade e gentileza como disse.

Outro ponto excelente vai para Ben e Polly ( aliás Ben não é igualzinho aquele ator de jogos vorazes ) a dinâmica deles já no início mostra aquele ar de juventude que como eu disse em arcos passados faz muito bem pra série, principalmente por eles serem opostos logo no início com Polly sendo extrovertida e feliz e Ben um marinheiro triste, a aquele casal que você sabe que vão ficar juntos, algo que eu sentia falta desde que Ian e Barbara foram embora, simplesmente espero ver mais da dinâmica deles nos EPS futuros, já que eles foram realmente os companions do doutor nesse arco e kk nos próximos

Outro ponto muito mais muito positivo vai para a ação , nossa toda a sequência do exército lutando contra a máquina e suas armas sendo inúteis, o que até é meio ilógico se parar para pensar , só que isso é perdoado por essa ser uma das maiores sequências de ação do arco , junto com a captura da máquina , a batalha entre a máquina e Wotan , a o visual está em um nível impecável , simplesmente excelente, parabéns DW

Minha nota final para este arco vai ser 6/10 o arco apesar de tudo tem um bom desenvolvimento e se vc não se importar tanto com os erros e incoerências vc vai acabar aproveitando o enredo e desenvolvimento da trama de forma agradável junto com a ação e suspense dos episódios, The War machine é um arco com um bom começo um excelente meio e um final decepcionante o que muitas vezes faz a crítica caracterizar a obra como ruim o que eu acho que seja errado pq como críticos devemos analisar a obra por completo não apenas uma parte, apesar dessa parte influênciar as outras, mas enfim é um arco mediano, mas encerrar uma excelentíssima temporada .

Responder
novo homem de ferro 14 de dezembro de 2017 - 09:38

Bom chegamos num final de mais uma temp, sabe nesse arco minha crítica vai ser diferente Luiz, acho que vc já deve ter notado que eu sempre começo elogiando os arcos para depois falar o que me desagradou e dar uma nota como um todo, bom quer saber vamos fazer diferente nesse e primeiro vou falar tudo que me desagradou e depois passo para o que eu achei bom .

Pra começar que ” partida ” foi essa da Dodô sinceramente eu estava esperando algo decepcionante, mas também não assim né , aí mas ela foi hipnotizada, ela passou por coisa muito pior e a maioria nem era na Terra, simplesmente eu pensei que eles iam usar a desculpa dela estar sendo controlada para a despedida , meu deus do céu, coloca que no final ela se sacrificou pelo Doctor pronto uma despedida de chorar , mas pelo menos boa, qual é mandaram ela pra fazenda la e esqueceram dela o resto do arco inteiro, pra supostamente ela mandar alguém falar pro doutor que ela vai ficar ? WTF o que diabos aconteceu nessa fazenda ? Sinceramente acho que a pior despedida de doctor who já feita o que me dá raiva eu realmente gostava da Dodô e via ela como uma Donna jovem , nossa que decepção

Agora outro ponto ruim é a incrível maneira que a Wotan do nada supostamente decide que os humanos não vão mais evoluir e que ela deve mandar, okay que estamos falando do velho clichê homem vs máquina, algo que talvez teve início nessa época mesmo com os avanços dos computadores, os quadrinhos falando desses assuntos , os programas de ficção até chegar na franquia exterminador do futuro, mas se é para colocar isso ao menos de um motivo lógico pra máquina, ” ah eu vou aqui destruir os humanos,e criar um mundo melhor” okay então pq vc controla humanos se vc não precisa deles ? Aliás pq vc mandou pessoas atrás do doutor se seu plano já tava pronto ? Aliás que plano ridículo é esse ? Se vc ia ter acesso ao controle de todos os computadores mundiais pra que construir máquinas de guerra ? Não era mais fácil só ter tacado míssil em geral ? Aliás pq vc começou a odiar os humanos ? Por quê ??

São vários e vários furos como esse que impedem a criação de um bom vilão que de inteligência não tem nada, só citando mais um furo que me incomodou bastante, por que caraca uma máquina construída por uma máquina que ganhou vida, ataca essa máquina e saí por Londres destruindo tudo antes do horário que era pra sair com as outras máquinas destruindo tudo, é o que uma máquina adiantada é isso ? Sabe o arco cria esse clima de tensão de que vai responder tudo no final e chega o final e cabum respondeu nada abestado

Agora falando do que o arco tem de bom eu posso falar que o doutor está incrível nesse arco,ele está mais heróico que nos arcos anteriores, indo direto ao problema quando o sente no início, se oferecendo pros sacrifício, apesar do final ter sido o Ben, aliás eu senti esse doutor heróico imponente no final do EP 3 com ele encarando de frente a máquina,mas sem perder esses elementos de bondade e gentileza como disse.

Outro ponto excelente vai para Ben e Polly ( aliás Ben não é igualzinho aquele ator de jogos vorazes ) a dinâmica deles já no início mostra aquele ar de juventude que como eu disse em arcos passados faz muito bem pra série, principalmente por eles serem opostos logo no início com Polly sendo extrovertida e feliz e Ben um marinheiro triste, a aquele casal que você sabe que vão ficar juntos, algo que eu sentia falta desde que Ian e Barbara foram embora, simplesmente espero ver mais da dinâmica deles nos EPS futuros, já que eles foram realmente os companions do doutor nesse arco e kk nos próximos

Outro ponto muito mais muito positivo vai para a ação , nossa toda a sequência do exército lutando contra a máquina e suas armas sendo inúteis, o que até é meio ilógico se parar para pensar , só que isso é perdoado por essa ser uma das maiores sequências de ação do arco , junto com a captura da máquina , a batalha entre a máquina e Wotan , a o visual está em um nível impecável , simplesmente excelente, parabéns DW

Minha nota final para este arco vai ser 6/10 o arco apesar de tudo tem um bom desenvolvimento e se vc não se importar tanto com os erros e incoerências vc vai acabar aproveitando o enredo e desenvolvimento da trama de forma agradável junto com a ação e suspense dos episódios, The War machine é um arco com um bom começo um excelente meio e um final decepcionante o que muitas vezes faz a crítica caracterizar a obra como ruim o que eu acho que seja errado pq como críticos devemos analisar a obra por completo não apenas uma parte, apesar dessa parte influênciar as outras, mas enfim é um arco mediano, mas encerrar uma excelentíssima temporada .

Responder
Luiz Santiago 14 de dezembro de 2017 - 12:09

Cara, o negócio da Dodo é insano. Sério, até hoje eu não superei a bizarrice dessa “despedida”, que sacanagem fizeram com a personagem! Ela não merecia isso não!

À medida que você foi fazendo as suas perguntas de indignação com WOTAN eu fui dando risada, poque me relaciono com a maioria delas. Claro que tem um pedaço disso que se alia ao composto do arco (que não é lá essas coisas) MAAAAS o vilão é bem tosco, apesar de abrir algumas possibilidades para o Doutor — e um estilo um tantinho diferente de atuação para William Hartnell, pelo visto você notou isso também. Também acho ele incrível aqui.

Oooooooh, é verdade, o Michael Craze dá mesmo umas aparências com o Josh Hutcherson! Nunca tinha parado pra pensar nisso.

Agora falta bem pouco pra acabar o 1º Doutor, hein, amigo?

Responder
novo homem de ferro 14 de dezembro de 2017 - 16:59

Insano com certeza , mano é bizarro demais ta certo que a Dodô ficou pouco tempo , mas que loucura é essa ? Da muita raiva

Verdade como a possibilidade da unit pq já vemos o doutor trabalho com o governo nesse EP e tmb por ser um arco de máquinas acho que esse foi um pre-tenth planet

Aí meu amigo não sei nem o que dizer, foi tanto tempo e eu me apaguei ao 1 doutor com tantos EPS tantos arcos e aquele jeitinho dele

Responder
Luiz Santiago 14 de dezembro de 2017 - 18:38

Pois é. E pelo visto você passará por dois dramas de regeneração, um agora e outro dia 25, né? Sinta-se abraçado!

Responder
novo homem de ferro 14 de dezembro de 2017 - 18:45

Aí obrigado o pior é saber que esses dois doutores vão se encontrar antes da regeneração e passar por uma última aventura, nossa David faz um excelente trabalho como William hartnell como primeiro doutor kkkk, enfim vai ser triste me despedir desses dois doutores que eu me apeguei tanto. Aliás estou no EP final de smugles pode ir se preparando pra minha crítica hehehe

Luiz Santiago 14 de dezembro de 2017 - 18:55

Oba!

Luiz Santiago 14 de dezembro de 2017 - 18:55

Oba!

Luiz Santiago 14 de dezembro de 2017 - 18:38

Pois é. E pelo visto você passará por dois dramas de regeneração, um agora e outro dia 25, né? Sinta-se abraçado!

Responder
Luiz Santiago 14 de dezembro de 2017 - 12:09

Cara, o negócio da Dodo é insano. Sério, até hoje eu não superei a bizarrice dessa “despedida”, que sacanagem fizeram com a personagem! Ela não merecia isso não!

À medida que você foi fazendo as suas perguntas de indignação com WOTAN eu fui dando risada, poque me relaciono com a maioria delas. Claro que tem um pedaço disso que se alia ao composto do arco (que não é lá essas coisas) MAAAAS o vilão é bem tosco, apesar de abrir algumas possibilidades para o Doutor — e um estilo um tantinho diferente de atuação para William Hartnell, pelo visto você notou isso também. Também acho ele incrível aqui.

Oooooooh, é verdade, o Michael Craze dá mesmo umas aparências com o Josh Hutcherson! Nunca tinha parado pra pensar nisso.

Agora falta bem pouco pra acabar o 1º Doutor, hein, amigo?

Responder
Rafael Lima 27 de dezembro de 2016 - 20:33

Apesar dos defeitos (que não são poucos) eu gosto bastante deste arco. Acho que “The War Machines” foi a primeira história da série que realmente tentou situar uma história do Doutor no “mundo real”. Não só pelo início da longa (e conflituosa) relação do Doutor com forças do governo, mas também por realmente haver uma tentativa mesmo que mínima de representar diretamente elementos então contemporâneos, como parte do comportamento da juventude da época, especialmente durante sequência em que Polly leva Dodo a boate.

Essa é uma grande história para o 1º Doutor. Hartnell entrega aqui um Doutor de fato com uma determinação de aço, (vide a sequência em que sozinho encara uma das Maquinas de Guerra) e mesmo disposto a realizar sacrifícios por um bem maior em seu movimento final para derrotar WOTAN (faceta que seria mais explorada durante a sua segunda encarnação), mas como a resenha bem observou, sem perder a humanidade que conquistou ao longo das três temporadas da série.

A saída da Dodo de fato foi um absurdo muito difícil de entender. A pior partida de uma companheira na história da série. Custava gravar uma ceninha que fosse? E olha que eu nem gosto da personagem.

O colega Carlindo José levantou ai embaixo a hipótese da Dodo ter ficado traumatizada devido ao controle mental que sofreu do WOTAN. Pois no universo expandido, no romance “Who Killed Kennedy” é revelado que foi justamente isso que aconteceu, e que na verdade WOTAN fez um belo estrago na mente da companion.

Acho que Ben e Polly fazem uma boa história de estréia. Ben faz uma dupla interessante com o Doutor aqui. Polly demoraria mais tempo pra dizer a que veio, já que passa boa parte da história hipnotizada, mas ela representou um novo tipo de Companion na série. Susan, Vicki, e a própria Dodo eram retratadas como garotas levemente imaturas, tratadas muitas vezes como crianças por seus companheiros de viagem. Barbara por sua vez era uma mulher feita. Polly entretanto é uma jovem mulher, ficando no meio termo do que havia sido apresentado até então, o que acabaria se tornando o padrão da série.

Não me incomodou também o modo como eles se juntaram a Tardis. Diferente de Dodo, que havia sido apresentada as pressas, tivemos um arco inteiro pra conhecer Ben e Polly. De certa forma, o arco deles na Tardis é um pouco uma repetição do que havia sido o arco de Ian e Barbara, que são as tentativas de voltar pra casa.

Responder
Luiz Santiago 28 de dezembro de 2016 - 01:04

Mais um livro para a minha lista de leitura no próximo ano… Oh, Lord…

Esse arco tem um tom bastante inovador, em termos de contemporaneidade da série. A relação do Doutor com o governo e as máquinas de fato chamam a atenção, uma integração no nosso mundo que faz com que a gente se aproxime mais do que é narrado — a Nova Série sempre tem esse aspecto de início na Terra, já percebeu? Acho que foi a primeira vez que tivemos um lapso do que no futuro seria o exílio do Doutor ao lado da UNIT…

Ben e Polly são companions que eu gostaria muito que tivessem ficado mais tempo. Trocaria numa boa a Victoria por eles ao lado do Jamie e o Doutor. Eles são descoladões, são enérgicos, não sabem muito bem o que está acontecendo, mas abraçam a situação e tentam fazer o máximo para se livrar dos problemas. Gosto muito deles!

Responder
Rafael Lima 28 de dezembro de 2016 - 09:43

Esse livro é bem legal. Ele é narrado todo do ponto de vista de um jornalista que está investigando a UNIT e um “grupo de agentes provocadores” que se apresentam como “O Doutor”. A história se situa na era do 3º Doutor nos anos de exílio, mas o protagonista acaba investigando também as ações do 1º, 2º, e mesmo do 7º Doutor (viajantes do tempo podem ser uma dor de cabeça. Hehehe)

Também gosto muito de Ben e Polly, mas acho que o Ben acabou perdendo muito espaço após a entrada do Jamie. A Polly ainda conseguiu manter a sua relevância, mas sinto que o Ben ficou um pouco supérfluo.

Responder
Luiz Santiago 28 de dezembro de 2016 - 12:04

Gente, esse livro deve ser uma delicinha! Eu sou louco por aventuras de vários Doutores! Wow!

Você tem razão, o Ben ficou colocado de lado. Inclusive era uma reclamação do Michael Craze, mas a popularidade do Jamie fez a produção da BBC mais uma vez demitir os outros 2 atores e ficar só com um. De alguma forma, isso é compensado quando Zoe chega, porque ela é incrível, mas mesmo assim..

Responder
Luiz Santiago 28 de dezembro de 2016 - 12:04

Gente, esse livro deve ser uma delicinha! Eu sou louco por aventuras de vários Doutores! Wow!

Você tem razão, o Ben ficou colocado de lado. Inclusive era uma reclamação do Michael Craze, mas a popularidade do Jamie fez a produção da BBC mais uma vez demitir os outros 2 atores e ficar só com um. De alguma forma, isso é compensado quando Zoe chega, porque ela é incrível, mas mesmo assim..

Responder
Rafael Lima 28 de dezembro de 2016 - 09:43

Esse livro é bem legal. Ele é narrado todo do ponto de vista de um jornalista que está investigando a UNIT e um “grupo de agentes provocadores” que se apresentam como “O Doutor”. A história se situa na era do 3º Doutor nos anos de exílio, mas o protagonista acaba investigando também as ações do 1º, 2º, e mesmo do 7º Doutor (viajantes do tempo podem ser uma dor de cabeça. Hehehe)

Também gosto muito de Ben e Polly, mas acho que o Ben acabou perdendo muito espaço após a entrada do Jamie. A Polly ainda conseguiu manter a sua relevância, mas sinto que o Ben ficou um pouco supérfluo.

Responder
Rafael Lima 28 de dezembro de 2016 - 10:17

Sim, percebi. A nova série bebe muito nessa fonte, especialmente na era Davies; A era do 11º Doutor se afastou um pouco da “Terra contemporânea, mas a do 12º já voltou a ter uma ligação mais forte com o “mundo real”. E “The War Machines” foi o primeiro arco a investir forte nessa abordagem, que seria bem comum na era do 3º Doutor, e depois na Nova Série.

Responder
Luiz Santiago 28 de dezembro de 2016 - 12:16

A era do Matt foi mesmo bastante “fora da casa”, o que foi bacana também, é ótima essa variedade, mas as tramas “terráqueas”, digamos assim, tem um fator especial, eu acho. E pelo trailer da 10ª Temporada, acho que estaremos um pouco mais fora dos nossos horizontes também.

Responder
Rafael Lima 28 de dezembro de 2016 - 10:17

Sim, percebi. A nova série bebe muito nessa fonte, especialmente na era Davies; A era do 11º Doutor se afastou um pouco da “Terra contemporânea, mas a do 12º já voltou a ter uma ligação mais forte com o “mundo real”. E “The War Machines” foi o primeiro arco a investir forte nessa abordagem, que seria bem comum na era do 3º Doutor, e depois na Nova Série.

Responder
Carlindo José 18 de fevereiro de 2016 - 22:13

Me decepcionei mais do que o esperado com esse arco, até tiveram momentos bons, mas a temática batida foi tratada de maneira ainda mais massante e a despedida, se é que se pode chamar assim, da Dodo, foi completamente ridícula, de longe esse foi o pior arco da temporada, até me surpreendi que ele não ficou em último na votação. É chato ver que um arco como esses foi preservado enquanto The Power of the Daleks e The Savages estão completamente perdidos. Como você disse Luiz, as máquinas malvadas tentando dominar o mundo não era o pior desse arco, infelizmente.

Até houveram momentos bem legais, como foi dito no texto, como os efeitos e toda a ação na batalha contra as máquinas de guerra nas ruas, e o que eu achei mais curioso foi a abertura do episódio, algo bem incomum e até bem legal, mas fora isso o arco foi muito fraco, o próprio WOTAN deveria ter aparecido mais, a ação ficou totalmente por conta dos dominados, o roteiro virou uma confusão só. O Doutor conseguiu salvar bem o arco, o Hartnell atuando muito bem, ainda que já debilitado pela doença, e o Ben e a Polly que foram até legais, porém não foram bem desenvolvidos ainda, e sua entrada na TARDIS foi muito aleatória e confusa também, mas ainda é perdoável perante a não-participação da Dodo no arco, sério que depois de tudo que passaram juntos ela só pode mandar uma carta pro Doutor? Será que ela ficou traumatizada ao ser dominada por WOTAN? Realmente foi uma despedida muito ingrata para personagem e para própria atriz.

Só posso dizer novamente que não gostei desse arco, uma péssima conclusão pra essa temporada que vinha sendo excelente e deu um tremendo tropeço, ao menos a despedida do 1° Doutor aparenta ser bem melhor do que isso. Outra coisa curiosa que eu notei foi essa interação do Doutor com o governo, algo semelhante ao que viria ser ele com a U.N.I.T. depois, só que bem mais trabalhado.

Responder
Luiz Santiago 18 de fevereiro de 2016 - 23:11

Eu disse que as máquinas não seriam a pio coisa!!! hahahahah Cara, a forma como a Dodo se despediu aqui me incomoda até hoje. Eu não consigo acreditar que a BBC pisou desse jeito na bola com a atriz e ainda deu um jeito de estragar algo que já a essa altura do campeonato era importante para os fãs da série. Acho que nunca vou deixar de reclamar com a ingratidão dessa despedida…

Você vai ver que o Ben e a Polly vão conquistar mais nos próximos arcos. Eles são uma dupla incomum, mas são muito simpáticos e realmente bacanas como companion. Agora que só falta mais dois arcos para você acabar a era do 1º Doutor, quero ver como será sua impressão sobre eles e a passagem para a era do 2º Doutor…

E excelente observação da ação do Doutor de forma mais próxima com o governo! De fato foi uma forma de ligar o Doutor cada vez mais à Terra. Lá no meio da era do 2º Doutor as sementes da UNIT vão aparecer e na era do 3º é quase 100% só UNIT. 😀

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