Home TVEpisódio Crítica | Doctor Who – Série Clássica: Warriors of the Deep (Arco #130)

Crítica | Doctor Who – Série Clássica: Warriors of the Deep (Arco #130)

por Luiz Santiago
116 views (a partir de agosto de 2020)

warriors_of_the_deep_doctor-who-plano-critico

estrelas 3,5

Equipe: 5º Doutor, Tegan, Turlough
Espaço: Terra, fundo do Oceano, Sea Base 4
Tempo: 2084

Começando a 21ª Temporada de Doctor Who, Warriors of the Deep foi marcado por inúmeros problemas de produção e insatisfação de Peter Davison pela resolução do produtor John Nathan-Turner de que ele não completaria a temporada, mas teria a sua regeneração no penúltimo arco do serial, dando lugar ao já escolhido Colin Baker, a primeira e única escolha de JNT. A essa altura, também já estavam decididas as partidas de Tegan e Turlough e, por um motivo técnico e de logística para os episódios, o imediato assumir do fracasso na tentativa de fazer de Kamelion (The King’s Demons) um companheiro, o que para mim é uma desculpa conveniente, pois eles sequer tentaram arranjar alternativas menos ativas para o robô. A meu ver, o androide daria um excelente companion. Ou pelo menos deveria ter aparecido mais vezes, talvez como “droide de consulta” ou algo parecido.

Marcado pelo espírito da Guerra Fria na fase dos anos 1980 — quando tudo começava a desmoronar para o mundo socialista/comunista — o roteiro de Johnny Byrne sugere duas grandes potências em “guerra indireta”, marcadas pelo medo, por constantes testes para uso de armas e pela espera de que a qualquer momento uma bomba do inimigo iria atingir o outro lado e fazer explodir uma guerra sem precedentes, ou seja, o princípio adaptado da MAD (mutual assured destruction). Esse espelho da luta encabeçada, na realidade, por EUA e URSS teve, inclusive, uma presença política na produção do arco, quando tiveram que pausar uns dias para as eleições de 1983, onde, dada a rápida recuperação econômica do país após a Crise do Petróleo em 1979, além da vitória britânica na Guerra das Malvinas, garantiu a reeleição de Margaret Thatcher para o cargo de Primeira Ministra, o que dividiu opiniões entre os produtores do programa.

Com leves críticas à política militarista do Reino Unido e expondo de maneira interessante a dinâmica da Guerra Fria naquele momento da História, Johnny Byrne não pode, porém, reescrever o roteiro para caber às necessidades da produção, o que acabou sobrecarregando o editor de roteiros Eric Saward. Diante disso, atrasos nas filmagens (especialmente na preparação do tenebroso monstro Myrka) e granes mudanças nas ideias originais se sucederam. O arco acabou se tornando uma das histórias mais cruéis da série: com exceção dos tripulantes da TARDIS, todos os coadjuvantes acabam morrendo — a meu ver, uma ótima metáfora para a temática política aludida na história, embora isso não tenha sido ideia do roteirista original.

Exceto pelo Myrka (sou muito mais os bichos do nosso Carnaval de rua e festas populares do que esse negócio pavoroso), o desenho de produção e figurinos aqui são muito bons. O bom uso de cores para o interior da Base, a ótima representação do ambiente marítimo — mesmo com todas as limitações, há um grande charme nesse submarino de Warriors of the Deep — e a aparência dos vilões que conhecemos lá de Doctor Who and the Silurians e The Sea Devils. Uma coisa que me fez rir alucinadamente, foi a armadura de guerra dos Sea Devils, que lembra um pouco a armadura de samurais. Eu tive que pausar para poder terminar de rir e prosseguir com o episódio, porque é uma referência tão aleatória e tão absurda que só Doctor Who poderia nos trazer: répteis pré-históricos, primos de uma outra raça pré-histórica vestindo armadura semelhante a grandes guerreiros japoneses. Oh, Senhor…

O egoísmo de Turlough chega a irritar em certo ponto, assim como as suas briguinhas com Tegan e algumas respostas atravessadas da companheira para coisas que o Doutor sugere ou pede para ela fazer. Novamente, sua posição na série fica chata e é impossível não revirar os olhos algumas vezes. Também foi interessante ver o Doutor agindo de forma mais “violenta”, partindo para a briga, assumindo ações de ataque direto, algo que eu não víamos de maneira tão marcante desde a era do 3º Doutor (o 4º Doutor teve seus momentos nesse lado, claro, mas ação física obviamente nos remota ao 3º).

O final aqui é chocante. A face do Doutor é de vergonha, pesar e luto, e sua frase final toca o espectador. Uma maneira dura — e bastante rara — de terminar uma história em Doctor Who.

Warriors of the Deep – 21ª Temporada
Direção: Pennant Roberts
Roteiro: Johnny Byrne
Elenco: Peter Davison, Janet Fielding, Mark Strickson, Tom Adams, Ingrid Pitt, Ian McCulloch, Nigel Humphreys, Martin Neil, Tara Ward, Norman Comer, Nitza Saul, Stuart Blake, Vincent Brimble, Christopher Farries
Audiência média: 7,25 milhões
4 episódios (exibidos entre 5 e 13 de janeiro de 1984)

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42 comentários

Bruno 9 de maio de 2021 - 08:11

Gente, qual a foi a treta do Kamelion? Desistiram do companion andróide?

Responder
Luiz Santiago 9 de maio de 2021 - 21:40

Ele meio que surgiu como um possível substituto de K9, mas acabou não rolando porque os efeitos práticos e especiais eram muito exigentes, mais caros do que o previsto e atrasavam as filmagens…

Responder
Bruno 10 de maio de 2021 - 10:42

Triste, mas que bom, ninguém merece OUTRO K-9! Já bastou dois…

Responder
Luiz Santiago 10 de maio de 2021 - 11:47

Maldade!

Responder
Bruno 10 de maio de 2021 - 14:23

Sim, foi uma maldade a presença de cachorro robô na série kkkkk

Luiz Santiago 10 de maio de 2021 - 14:52

Uma lágrima de óleo escorre pelo olho do pobre K9…

Rafael Lima 27 de janeiro de 2017 - 02:18

Cara, esse arco meio que dá o tom do que vai ser essa 21ª temporada, né? Com algumas exceções, temos uma série de histórias sombrias, que vão sistematicamente pondo a prova a persona “bom moço” do Quinto Doutor, forçando-o a fazer escolhas e tomar decisões das quais ele não tem orgulho, até chegarmos a sua regeneração em “The Caves Of Androzani” e o surgimento do Sexto Doutor. O Nathan Turner teve seus problemas como Showrunner, a gente sabe disso. Mas acho que ele e o Peter Davison construíram uma jornada dramática para o Quinto Doutor muito interessante nessa ultima temporada da era Davison.

Claro, “Warriors From The Deep” está longe de ser perfeito, e acho ele um dos pontos baixos desta temporada. O Turlough toma umas atitudes bem revoltantes aqui. Os problemas que a produção teve durante a gravação do arco também acabam aparecendo na tela, e o Myrka é mesmo inútil pra história.

Mas todo o conflito do Doutor em relação aos Silurianos, e aquele final são excelentes. Como você bem disse em sua resposta ao @denilsonsamaral:disqus, o Doutor sempre detestou ter que recorrer a força letal, mas isso parece ser mais doido ainda para esta encarnação em particular, talvez uma das mais pacíficas e humildes versões do Timelord. E Peter Davison como de hábito, manda muito bem em passar todo esse conflito.

@luizsantiago:disqus não caiu mesmo no charme marrento da Tegan. Hehehe.

Já eu gosto muito da Australiana. Ela podia ser chatinha, mas gostava muito da troca de farpas entre ela e o Quinto Doutor e de toda a fragilidade que ela escondia por trás da pose de marrentinha.

Responder
Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 05:58

Eu tive meus problemas com o Nathan Turner, mas no todo, gosto dele. E sim, vejo com bons olhos a construção dessa última temporada do Davison. Ele enfrentando perigos cada vez mais intensos e ganhando uma sombra que não lhe era característica. Curti demais!

A fala do Doutor, sua postura, o corte preciso do episódio, tudo contribui para uma grande força naquele final. Eu sou dramaticão, então gosto dessas tragédias em séries e gosto mais ainda quando são respeitadas e os mortos permanecem mortos e há o enfrentar do luto e tal. Acho que nessas tramas, a tragédia fortalece os enredos e os personagens que ficam.

É, Tegan não me desceu de jeito nenhum. Não é ódio com a personagem, é que simplesmente não vai. Eu cheguei até a elogiar a postura dela DEPOIS do retorno, com cabelinho curto e tal, mas foi só um lapso de tempo. Depois tudo voltou à chatice irritante. Pensando bem, @disqus_wPGYD1xKX4:disqus, acho que cronologicamente, o último companion do Doutor que eu realmente gostei foi a Leela! O.O

Responder
Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 12:46

Concordo com o que você disse @disqus_wPGYD1xKX4:disqus, apesar de amar esse arco ele é um dos pontos baixos da temporada (o que pra mim só demonstra a grandiosidade do último ano de Peter Davison a frente do papel principal), a 21 temporada é de fato uma provação para o Quinto Doutor (afinal, exceto em The Awakening, em todos os episódios o Doutor se viu em uma situação direta de matar ou morrer), eu até levanto uma questão: será que essa sucessão de fatos não foi responsável por mudar tão drasticamente a personalidade do personagem de “Bom moço” para alguém muito mais violento na regeneração seguinte?

E mais uma coisa, @luizsantiago:disqus você também tem problemas com a Peri? Caso sim teremos muito o que discutir daqui pra frente, hehehe.

Responder
Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 14:56

@denilsonsamaral:disqus, maaaano, você levantou algo muito bom aqui. Por este ponto de vista, nós talvez tenhamos o 6º Doutor como um “estado de choque” em comparação ao que ele foi antes. E talvez aquela personalidade tão bonitinha e calma tenha se fixado tão fortemente (depois do insano 4º Doutor), que ele ficou em choque logo no primeiro arco, com os gêmeos matemáticos. Sim, sim concordo muito com você. Penso que isso tenha realmente influenciado a encarnação seguinte do Doutor.

Ah, não tenho problemas com a Peri não! Eu gosto bastante dela! As discussões dela com o Doutor não são do tipo “mimimi eu não to feliz mimimi” (hahahahaha, cara, desculpa por ficar zuando a Tegan, sério), mas no sentido de chamar o Doutor na chincha, esse tipo de coisa. Eu gosto MUITO da Peri (só pra vc saber onde eu estou na série: vi The Mark of the Rani semana passada).

Responder
Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 21:23

Ainda bem que você gosta da Peri, eu não acho muita gente que gosta dela. É muito interessante colocar “estado de choque”, pois o Colin Baker começa com um Doutor violento e rude e depois muda progressivamente para uma versão mais “light” é simpática superando esse trauma (eu sei que foi por causa da produção, mas não custa teorizar).

Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 22:36

Às vezes eu também me pego mesclando esses “universos” da realidade e a ficção. A produção orientou mesmo, mas dentro do Universo da série, acho que esse papo que a gente está tendo é a coisa mais sã para se pensar, pois se encaixa perfeitamente a esta realidade do 6º Doutor.

Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 22:48

Sabe, teorizar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, infelizmente não encontro quase ninguém que possa discutir Doctor Who comigo ainda mais a série clássica.

Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 22:48

Sabe, teorizar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, infelizmente não encontro quase ninguém que possa discutir Doctor Who comigo ainda mais a série clássica.

Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 23:14

É a nossa sina, meu amigo. Só fui tendo mais oportunidades conhecendo pessoas nos comentários aqui nas minhas críticas do site. Mesmo nos grupos Br é difícil encontrar pessoas que tenham visto e que sejam mais abertas para conversar… saber concordar e discordar, algo que vc sabe, anda em falta…. hehehe

Rafael Lima 28 de janeiro de 2017 - 12:55

Muito bem observado @denilsonsamaral:disqus. De fato, toda a personalidade mais explosiva e mais arrogante do 6º Doutor parece sim ser reação clara as ultimas viagens do Quinto Doutor.

De fato, acho que nesse sentido, o Jonathan Nathan Turner foi o melhor showrunner da série a trabalhar as diferentes personas das encarnações do Doutor como um processo de causa e efeito.

Não sei se concorda, mas acho que o próprio Quinto Doutor é fruto de um processo semelhante. Em “Logopolis” vimos o 4º Doutor culpando a sua arrogância e o seu orgulho como principais fatores de não ter conseguido deter o Mestre de provocar todos os desastres que causou. Então, ao se regenerar, ele se torna um homem muito mais humilde e contido.

Responder
Luiz Santiago 28 de janeiro de 2017 - 13:03

Me parece que o Doutor tenta corrigir alguns erros ou se lembrar de algumas coisas em cada regeneração. É incrível essa dinâmica de um “novo Doutor” sempre que olhamos para o passado e vemos o que o levou a ser o “novo Doutor”.

Luiz Santiago 28 de janeiro de 2017 - 13:03

Me parece que o Doutor tenta corrigir alguns erros ou se lembrar de algumas coisas em cada regeneração. É incrível essa dinâmica de um “novo Doutor” sempre que olhamos para o passado e vemos o que o levou a ser o “novo Doutor”.

Denilson Amaral 28 de janeiro de 2017 - 14:34

De fato o debate sobre esse arco rendeu mais que o esperado, eu já estou montando uma teoria sobre todas as regenerações e como as personalidades são influenciadas pelos eventos passados.

Luiz Santiago 28 de janeiro de 2017 - 15:54

Tá vendo como é bom conversar sobre a série! Assim que tiver algo formulado, compartilhe conosco!

Luiz Santiago 28 de janeiro de 2017 - 15:54

Tá vendo como é bom conversar sobre a série! Assim que tiver algo formulado, compartilhe conosco!

Denilson Amaral 28 de janeiro de 2017 - 14:34

De fato o debate sobre esse arco rendeu mais que o esperado, eu já estou montando uma teoria sobre todas as regenerações e como as personalidades são influenciadas pelos eventos passados.

Rafael Lima 28 de janeiro de 2017 - 12:55

Muito bem observado @denilsonsamaral:disqus. De fato, toda a personalidade mais explosiva e mais arrogante do 6º Doutor parece sim ser reação clara as ultimas viagens do Quinto Doutor.

De fato, acho que nesse sentido, o Jonathan Nathan Turner foi o melhor showrunner da série a trabalhar as diferentes personas das encarnações do Doutor como um processo de causa e efeito.

Não sei se concorda, mas acho que o próprio Quinto Doutor é fruto de um processo semelhante. Em “Logopolis” vimos o 4º Doutor culpando a sua arrogância e o seu orgulho como principais fatores de não ter conseguido deter o Mestre de provocar todos os desastres que causou. Então, ao se regenerar, ele se torna um homem muito mais humilde e contido.

Responder
Denilson Amaral 27 de janeiro de 2017 - 12:46

Concordo com o que você disse @disqus_wPGYD1xKX4:disqus, apesar de amar esse arco ele é um dos pontos baixos da temporada (o que pra mim só demonstra a grandiosidade do último ano de Peter Davison a frente do papel principal), a 21 temporada é de fato uma provação para o Quinto Doutor (afinal, exceto em The Awakening, em todos os episódios o Doutor se viu em uma situação direta de matar ou morrer), eu até levanto uma questão: será que essa sucessão de fatos não foi responsável por mudar tão drasticamente a personalidade do personagem de “Bom moço” para alguém muito mais violento na regeneração seguinte?

E mais uma coisa, @luizsantiago:disqus você também tem problemas com a Peri? Caso sim teremos muito o que discutir daqui pra frente, hehehe.

Responder
Rafael Lima 28 de janeiro de 2017 - 12:41

Pô @luizsantiago:disqus, esqueceu da(s) Romana(s)? Hehehe

Responder
Luiz Santiago 28 de janeiro de 2017 - 12:54

SOCORRO!!!! Romana!!! Romanaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Esqueci! Bota ela na lista aí! hahahahahhahaha

Responder
Luiz Santiago 28 de janeiro de 2017 - 12:54

SOCORRO!!!! Romana!!! Romanaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Esqueci! Bota ela na lista aí! hahahahahhahaha

Responder
Rafael Lima 28 de janeiro de 2017 - 12:59

Pergunta meio Off, mas não posso deixar de fazer, já que hoje é um dia triste para os Whovians, pois mais um intérprete do Doutor nos deixou 🙁

Vai haver um artigo para homenagem o John Hurt aqui no Plano Crítico?

Luiz Santiago 28 de janeiro de 2017 - 13:05

Eu fiquei MUITO triste. De verdade.
Não pretendo fazer um artigo no estilo de crônicas, como nos Fora de Plano. Mas queria fazer algo que celebre a participação nele na série. Ainda não sei o quê.

Rafael Lima 28 de janeiro de 2017 - 12:59

Pergunta meio Off, mas não posso deixar de fazer, já que hoje é um dia triste para os Whovians, pois mais um intérprete do Doutor nos deixou 🙁

Vai haver um artigo para homenagem o John Hurt aqui no Plano Crítico?

Rafael Lima 28 de janeiro de 2017 - 12:41

Pô @luizsantiago:disqus, esqueceu da(s) Romana(s)? Hehehe

Responder
Luiz Santiago 27 de janeiro de 2017 - 05:58

Eu tive meus problemas com o Nathan Turner, mas no todo, gosto dele. E sim, vejo com bons olhos a construção dessa última temporada do Davison. Ele enfrentando perigos cada vez mais intensos e ganhando uma sombra que não lhe era característica. Curti demais!

A fala do Doutor, sua postura, o corte preciso do episódio, tudo contribui para uma grande força naquele final. Eu sou dramaticão, então gosto dessas tragédias em séries e gosto mais ainda quando são respeitadas e os mortos permanecem mortos e há o enfrentar do luto e tal. Acho que nessas tramas, a tragédia fortalece os enredos e os personagens que ficam.

É, Tegan não me desceu de jeito nenhum. Não é ódio com a personagem, é que simplesmente não vai. Eu cheguei até a elogiar a postura dela DEPOIS do retorno, com cabelinho curto e tal, mas foi só um lapso de tempo. Depois tudo voltou à chatice irritante. Pensando bem, @disqus_wPGYD1xKX4:disqus, acho que cronologicamente, o último companion do Doutor que eu realmente gostei foi a Leela! O.O

Responder
Rafael Lima 27 de janeiro de 2017 - 02:18

Cara, esse arco meio que dá o tom do que vai ser essa 21ª temporada, né? Com algumas exceções, temos uma série de histórias sombrias, que vão sistematicamente pondo a prova a persona “bom moço” do Quinto Doutor, forçando-o a fazer escolhas e tomar decisões das quais ele não tem orgulho, até chegarmos a sua regeneração em “The Caves Of Androzani” e o surgimento do Sexto Doutor. O Nathan Turner teve seus problemas como Showrunner, a gente sabe disso. Mas acho que ele e o Peter Davison construíram uma jornada dramática para o Quinto Doutor muito interessante nessa ultima temporada da era Davison.

Claro, “Warriors From The Deep” está longe de ser perfeito, e acho ele um dos pontos baixos desta temporada. O Turlough toma umas atitudes bem revoltantes aqui. Os problemas que a produção teve durante a gravação do arco também acabam aparecendo na tela, e o Myrka é mesmo inútil pra história.

Mas todo o conflito do Doutor em relação aos Silurianos, e aquele final são excelentes. Como você bem disse em sua resposta ao @denilsonsamaral:disqus, o Doutor sempre detestou ter que recorrer a força letal, mas isso parece ser mais doido ainda para esta encarnação em particular, talvez uma das mais pacíficas e humildes versões do Timelord. E Peter Davison como de hábito, manda muito bem em passar todo esse conflito.

@luizsantiago:disqus não caiu mesmo no charme marrento da Tegan. Hehehe.

Já eu gosto muito da Australiana. Ela podia ser chatinha, mas gostava muito da troca de farpas entre ela e o Quinto Doutor e de toda a fragilidade que ela escondia por trás da pose de marrentinha.

Responder
Denilson Amaral 25 de janeiro de 2017 - 14:08

Primeiramente eu tenho que dizer que essa é uma das críticas mais balanceadas em relação a esse episódio que eu já pude ler, nas minhas “pesquisas” só consegui achar extremistas: ou você ama ou odeia. Algo interessante é que esse é o meu caso de certa forma: na primeira vez que assisti achei o arco como um todo fraco, já na segunda vez amei o enredo a ponto de a considerar, se não uma das melhores, pelo menos uma das que mais se encaixa com o 5th.

Em relação aos personagens, achei notável a participação da Tegan, que vinha se tornando mais ativa e menos chata e alcança o seu ápice nessa temporada (apesar dela ser a minha companion favorita dessa faze reconheço que ela é muito chata no começo), por outro lado o Turlough continua muito egoísta, em especial na ultima parte, porém é possível ver como os roteiros encaminham bem a evolução do personagem, como no início da parte 3 onde ele age de certa forma impulsivamente para salvar seus amigos.

Em relação à história em si, achei interessante a abordagem em relação à Guerra Fria, algo que não se via de forma tão bem colocada desde os anos Pertwee. O Myrka foi desnecessário, mas muito engraçado. Algo que pessoalmente me agradou foram os cliffhangers, que de certa forma me deixaram mais interessado em suas resoluções, pois pela única vez até onde eu me lembro, todos eles conseguiram representar um certo perigo para os personagens (pessoalmente eu detesto os cliffhangers onde o episodio termina com uma frase do vilão e temos um close no Doutor ou seus companions fazendo uma cara de desolação, algo infelizmente muito comum com essa quinta encarnação).

Desculpa o comentário longo, acho que me empolguei. Um outro desta que para a frase final: Deveria ter tido outro jeito. Eu acho que essa afirmação resume o conflito entre um roteiro tão violento e um Doutor tão humano, além de ser uma consideração a ser pensado no fim de uma guerra para evitar o começo de outra.

P.S.: Eu acho o design dos Silurians nesse episódio o melhor já feito para esses personagens: não e feio ponto de parecer claramente uma máscara como na história de estréia e nem é tão “simples” parecendo uma maquiagem como na série moderna.

Responder
Luiz Santiago 25 de janeiro de 2017 - 14:38

@denilsonsamaral:disqus, confesso que não gosto da Tegan. Não odeio a personagem, não é isso. Mas acho ela chata demais. Raras são as vezes que enxergo a personagem fora desse padrão insuportável. Sério. Ela faz umas birras desnecessárias com o Doutor, tem umas questões de isopor… sinceramente não consigo manter uma opinião totalmente positiva sobre ela. Já Turlough, acho egoísta mesmo, como coloquei na crítica, mas gosto da evolução dele, especialmente pelo que teremos nas explicações dada em sua saída da série.

Pois é, o final dessa história (que gosto pra caramba) deixa o Doutor devastado. Realmente: para um Doutor com a personalidade do 5º, ver o nível de mortandade que temos aqui foi cruel demais!

E pode escrever o quanto quiser, sempre! 😀
abração

Responder
Luiz Santiago 25 de janeiro de 2017 - 14:38

@denilsonsamaral:disqus, confesso que não gosto da Tegan. Não odeio a personagem, não é isso. Mas acho ela chata demais. Raras são as vezes que enxergo a personagem fora desse padrão insuportável. Sério. Ela faz umas birras desnecessárias com o Doutor, tem umas questões de isopor… sinceramente não consigo manter uma opinião totalmente positiva sobre ela. Já Turlough, acho egoísta mesmo, como coloquei na crítica, mas gosto da evolução dele, especialmente pelo que teremos nas explicações dada em sua saída da série.

Pois é, o final dessa história (que gosto pra caramba) deixa o Doutor devastado. Realmente: para um Doutor com a personalidade do 5º, ver o nível de mortandade que temos aqui foi cruel demais!

E pode escrever o quanto quiser, sempre! 😀
abração

Responder
Denilson Amaral 25 de janeiro de 2017 - 14:49

@luizsantiago:disqus, duvida: como explicaram para as autoridades do “lado a”, que a destruição da base marinha não foi planejada pelos inimigos e sim pelos Silurian, pois pelo que deu para entender não sobrou ninguém vivo no crew para explicar tudo e além do mais como foi explicado no roteiro, só bastava uma fagulha para ocasionar uma guerra, eu sinceramente não entendi direito essa parte.

Responder
Luiz Santiago 25 de janeiro de 2017 - 22:53

Pelo que eu entendi, era uma missão possivelmente suicida. O povo de fora da base (do time dos espiões) estava esperando o sinal + o retorno de pelo menos um dos infiltrados. Como nenhum dos dois voltou, o código não foi completado. Já dentro da base, a gente sabe o que aconteceu.

Responder
Denilson Amaral 25 de janeiro de 2017 - 23:07

Obrigado, esclareceu uma dúvida cruel.

Denilson Amaral 25 de janeiro de 2017 - 23:07

Obrigado, esclareceu uma dúvida cruel.

Luiz Santiago 25 de janeiro de 2017 - 22:53

Pelo que eu entendi, era uma missão possivelmente suicida. O povo de fora da base (do time dos espiões) estava esperando o sinal + o retorno de pelo menos um dos infiltrados. Como nenhum dos dois voltou, o código não foi completado. Já dentro da base, a gente sabe o que aconteceu.

Responder
Denilson Amaral 25 de janeiro de 2017 - 14:08

Primeiramente eu tenho que dizer que essa é uma das críticas mais balanceadas em relação a esse episódio que eu já pude ler, nas minhas “pesquisas” só consegui achar extremistas: ou você ama ou odeia. Algo interessante é que esse é o meu caso de certa forma: na primeira vez que assisti achei o arco como um todo fraco, já na segunda vez amei o enredo a ponto de a considerar, se não uma das melhores, pelo menos uma das que mais se encaixa com o 5th.

Em relação aos personagens, achei notável a participação da Tegan, que vinha se tornando mais ativa e menos chata e alcança o seu ápice nessa temporada (apesar dela ser a minha companion favorita dessa faze reconheço que ela é muito chata no começo), por outro lado o Turlough continua muito egoísta, em especial na ultima parte, porém é possível ver como os roteiros encaminham bem a evolução do personagem, como no início da parte 3 onde ele age de certa forma impulsivamente para salvar seus amigos.

Em relação à história em si, achei interessante a abordagem em relação à Guerra Fria, algo que não se via de forma tão bem colocada desde os anos Pertwee. O Myrka foi desnecessário, mas muito engraçado. Algo que pessoalmente me agradou foram os cliffhangers, que de certa forma me deixaram mais interessado em suas resoluções, pois pela única vez até onde eu me lembro, todos eles conseguiram representar um certo perigo para os personagens (pessoalmente eu detesto os cliffhangers onde o episodio termina com uma frase do vilão e temos um close no Doutor ou seus companions fazendo uma cara de desolação, algo infelizmente muito comum com essa quinta encarnação).

Desculpa o comentário longo, acho que me empolguei. Um outro desta que para a frase final: Deveria ter tido outro jeito. Eu acho que essa afirmação resume o conflito entre um roteiro tão violento e um Doutor tão humano, além de ser uma consideração a ser pensado no fim de uma guerra para evitar o começo de outra.

P.S.: Eu acho o design dos Silurians nesse episódio o melhor já feito para esses personagens: não e feio ponto de parecer claramente uma máscara como na história de estréia e nem é tão “simples” parecendo uma maquiagem como na série moderna.

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