Crítica | Aventuras do 10º Doutor – 2ª Temporada

Depois da empolgante e interessantíssima 1ª Temporada ao lado de Donna, voltamos com As Aventuras do 10º Doutor, que neste segundo ano mantém a sequência de três episódios, só que agora ao lado de Rose Tyler. Os contos aqui são Infamy of the Zaross -- meu favorito da temporada, escrito por John Dorney --; The Sword of the Chevalier -- o mais violento e "atmosférico" da temporada, escrito por David Richardson -- e por fim, Cold Vengeance, o que eu menos gostei, mas ainda assim, um bom episódio, de autoria de Matt Fitton. Importante lembrar que todos os capítulos dessa Temporada foram dirigidos pelo fantástico Nicholas Briggs. Plano Crítico.

Depois da empolgante e interessantíssima 1ª Temporada ao lado de Donna, voltamos com As Aventuras do 10º Doutor, que neste segundo ano mantém a sequência de três episódios, só que agora ao lado de Rose Tyler. Os contos aqui são Infamy of the Zaross — meu favorito da temporada, escrito por John Dorney –; The Sword of the Chevalier — o mais violento e “atmosférico” da temporada, escrito por David Richardson — e por fim, Cold Vengeance, o que eu menos gostei, mas ainda assim, um bom episódio, de autoria de Matt Fitton. Importante lembrar que todos os capítulos dessa Temporada foram dirigidos pelo fantástico Nicholas Briggs.

Os três capítulos deste ano não possuem uma forte ligação ou extensão para além das aventuras em si, o que por um lado traz um pequeno pesar para o ouvinte — ver alguns ganchos de episódios da Big Finish com a série é sempre legal — mas por outro lado não é um aspecto que atrapalha o desenvolvimento das histórias. Aquela que melhor se conecta ao mundo dos arcos da TV é a trama de abertura, Infamy of the Zaross, uma divertida, metalinguística e também infame saga que se passa depois de The Idiot’s Lantern (assim como os outros dois contos dessa temporada, exatamente na ordem em que estão aqui). Ambientado em 2007, o enredo mostra uma visita de Jackie Tyler a uma velha amiga chamada Marge, que mora em Norwich. A invasão dos infames Zaross acontece durante essa visita, mas todo o processo acaba se mostrando algo completamente diferente, com uma piscadela consciente para The Long Game.

plano crítico doctor who The Tenth Doctor Adventures (audio series) episódios

A segunda história, The Sword of the Chevalier, se passa em Slough, no ano de 1791. É uma aventura de época, mas com uma recriação bem interessante e confesso que em alguns momentos me senti cercado de um ambiente de medo e ameaça que não sei por qual motivo me lembrou Ghost Light, só que com um escopo de consequências menor, claro. O Doutor e Rose conhecem Chevalier d’Eon, uma das personagens transgêneras mais conhecidas da História (e os dados fornecidos no episódio são reais: de fato d’Eon viveu 49 anos como homem e 34 anos como mulher). Eu confesso que esperava um tratamento diferente para a espécie de aliens que estavam à caça na Terra (mais uma lembrança me veio aqui, com todo o negócio da fome: The Two Doctors), mas a resolução do conflito não foi ruim, apenas não seguiu a promessa de grandeza desenvolvida antes.

Finalizando a Temporada temos a aventura mais “televisiva” das três, mas ao mesmo tempo a que eu menos gostei: Cold Vengeance. O finzinho da aventura me despertou um grande sentimento de empatia pela proposta, mas eu realmente fiquei apartado do desenvolvido dessa tal vingança pretendida pelos Ice Warriors e de como o Doutor, Rose, uma família de piratas e outra pessoa “de passagem” criaram uma série de empecilhos para que isso acontecesse. Eu gostei do enredo, mas menos do que os outros dois. No geral, esta 2ª Temporada das Tenth Doctor Adventures conseguiu manter o interesse e o maravilhamento do público ao ouvir David TennantBillie Piper e Camille Coduri voltando aos seus papéis originais, todos ainda afiadíssimos e com uma relação bem mais gostosa explorada entre Time Lord e sua companion. Claro que não tivemos nenhuma história do nível de Death and the Queen, mas a qualidade do show ainda está lá em cima.

The Tenth Doctor Adventures: Volume Two (Reino Unido, 23 de novembro de 2017)
Direção: Nicholas Briggs
Roteiro: John Dorney (#1), David Richardson (#2), Matt Fitton (#3)
Elenco: David Tennant, Billie Piper, Camille Coduri, Rosie Cavaliero, Beth Lilly, Guy Henry, George Watkins, George Asprey, Nickolas Grace, Mark Elstob, Tam Williams, Lucy Briggs-Owen, James Joyce, Keziah Joseph , Maureen Beattie, Sean Biggerstaff, Anthony Stuart-Hicks, Nicholas Briggs
Duração: 3 episódios com cerca de 50 min.

LUIZ SANTIAGO (OFCS) . . . . Após recusar o ingresso em Hogwarts e ser portador do Incal, fui abduzido pela Presença. Fugi com a ajuda de Hari Seldon e me escondi primeiro em Twin Peaks, depois em Astro City. Acordei muitas manhãs com Dylan Dog e Druuna, almocei com Tom Strong e tive alguns jantares com Júlia Kendall. Em Edena, assisti aulas de Poirot e Holmes sobre técnicas de investigação. Conheci Constantine e Diana no mesmo período, e nos esbaldamos em Asgard. Trabalhei com o Dr. Manhattan e vi, no futuro, os horrores de Cthulhu. Hoje, costumo andar disfarçado de Mestre Jedi e traduzo línguas alienígenas para Torchwood e também para a Liga Extraordinária. Paralelamente, atuo como Sandman e, em anos bissextos, trabalho para a Agência Alfa. Nas horas vagas, espero a Enterprise abordar minha TARDIS, então poderei revelar a verdade a todos e fazer com que os humanos passem para o Arquivo da Felicidade, numa biblioteca de Westworld.