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Crítica | Doctor Who: The Christmas Invasion

por Rafael Lima
204 views (a partir de agosto de 2020)

Nos segundos finais de The Parting Of The Ways, que fechou a 1ª Temporada da Nova Série, o público que conheceu Doctor Who através das aventuras estreladas por Christopher Eccleston sofreu um choque ao ver o Doutor, que havia absorvido uma dose letal de energia do Vórtice do Tempo para salvar sua companheira, ser envolto por energia dourada e se transformar em um homem completamente diferente. Após reintroduzir o conceito da regeneração, o showrunner Russell T. Davies tinha um novo desafio pela frente. Se antes ele precisava provar que Doctor Who poderia ser relevante para a televisão novamente, agora o produtor precisava mostrar que, assim como a Série Clássica, a Nova Série poderia sobreviver sem o seu protagonista original.

David Tennant, que foi visto nos segundos finais de The Parting of The Ways fez sua estreia oficial como o 10º Doutor em dois especiais, o mini episódio exibido durante o Children In Need (campanha parecida com o nosso Criança Esperança) e o Especial de Natal de 2005 intitulado The Christmas Invasion. Esse último iniciou uma tradição para a série, que passou a exibir todos os anos um episódio Especial de Natal, mesmo quando o programa esteve em hiato. O mini episódio de Children in Need (exibido sem título mesmo) começa do exato ponto em que a temporada anterior terminou, mostrando a reação de Rose à nova aparência (e personalidade) do Doutor. A cena, escrita por Davies e dirigida por Euros Lyn, é interessante tanto por marcar as diferenças mais flagrantes da persona deste novo Doutor em relação à sua encarnação anterior, mas também por retratar o início do processo de aceitação de Rose de que o homem que acaba de surgir na sua frente é quem afirma ser.

O choque e a desconfiança da companion diante da nova versão do Time Lord é tratado de forma muito coerente, com a jovem tentando buscar explicações para tal transformação através de referências de aventuras anteriores, sem acreditar inicialmente que o estranho homem é o seu companheiro de viagem. David Tennant, por sua vez, concede ao 10º Doutor em sua primeira aparição uma alegria explosiva, diferindo do personagem mais reservado vivido por Eccleston. A personalidade mais “de bem com a vida” do Doutor de Tennant também pode ser notada, já indicando alterações na dinâmica com Rose, que passaria a apresentar uma tensão romântica mais acentuada, já que diferente de seu antecessor, o Décimo Doutor não apenas reage aos flertes da garota, mas também flerta.

Porém é no Especial de Natal que a primeira aventura do Décimo Doutor tem início de fato. The Christmas Invasion vê o Time Lord incapacitado por boa parte da história, mergulhado em um coma pós regenerativo, depois de chegar de forma desastrosa à Powell Estate, juntamente com Rose, em plena véspera de Natal. Os problemas aumentam quando a raça Sycorax ataca a Terra, assumindo o controle da mente de grande parte da população mundial, e ameaçando provocar um suicídio em massa caso a Terra não se renda. Adotando uma técnica da Série Clássica de deixar o novo Doutor fora de ação em algum nível durante a sua primeira aventura, o episódio foca na sensação de impotência dos outros personagens diante da ameaça extraterrestre, incapazes de lidar com a invasão sem a ajuda do Doutor. O episódio busca inspiração nos clássicos filmes de invasão alienígena, mostrando os efeitos do ataque hipnótico dos Sycorax, ao redor do mundo, destacando imagens de grandes monumentos nacionais enquanto uma grande nave alienígena sobrevoa Londres. O roteiro traz também cientista, militares e governantes (representados aqui pela nova Primeira Ministra, Harriet Jones, de Aliens of London/World War Three) reunidos em salas de guerra, sem saber como reagir diante da ameaça.

Do outro lado da trama, o caráter global da narrativa é deixado um pouco de lado, para focar nas tentativas de Rose, Jackie e Mickey de entenderem o que está havendo com o Doutor, ou mesmo saber se podem confiar nele, enquanto tentam ter um Natal normal. Aqui, o roteiro insere um elemento que se tornaria comum nos especiais de natal da era Davies/Tennant, as máquinas assassinas disfarçadas de símbolos natalinos, com destaque para a árvore de Natal mortífera, que gera um dos momentos mais divertidos do Especial.

Estes dois núcleos do episódio, que se encontram no clímax, refletem dois dos grandes interesses de Russell T. Davies na série, que viriam a se tornar muitas vezes conflitantes ao longo de seu mandato como showrunner; o impacto do primeiro contato e o contraste da vida cotidiana com o mundo do Doutor. Afinal, como o Doutor parece deixar claro em seu diálogo final com Harriet Jones, um mundo que reconhece a existência de vida alienígena inteligente e avançada é um mundo mudado pra sempre. Davies parece se interessar por tal conceito, mas percebe também que um mundo como esse tem dificuldade em se encaixar na ideia de contraste de cotidiano que tanto lhe agrada. O showrunner passaria boa parte de seu mandato tentando articular estes dois conceitos, mas infelizmente, tal articulação não funciona bem em The Christmas Invasion, causando alguns desconfortos na narrativa, como o deslocamento dos Peixes Piloto (as maquinas de natal assassinas) em relação ao resto da história.

Os Sycorax tem um tratamento interessante por parte do roteiro, refletindo a posição do episódio de uma invasão alienígena sem o Doutor e com o Doutor. Quando o 10º está fora de cena, os invasores são retratados de forma ameaçadora, já que sequer entendemos o seu idioma. Mas no momento em que o Time Lord desperta do coma, toda a aura de ameaça em torno dos Sycorax cai por terra, já que o Doutor recém-regenerado os trata como uma fraude, uma ameaça de terceira classe que ele resolve em cinco minutos usando um pijama. Embora seja uma ideia bastante interessante, a situação dos Sycorax expõe a falta de fluidez do roteiro e da direção ao transitar entre tons, o que se torna ainda mais flagrante no ato final da narrativa. Se o duelo entre o Décimo Doutor e o Comandante dos Sycorax é tratado de forma leve e despretensiosa, o desentendimento subsequente com Harriet Jones ganha uma densidade que, embora levante questões éticas e políticas muito pertinentes, não se comunica com o que veio antes. O que até seria perdoável, se Davies não escolhesse tratar a queda do governo de Harriet Jones com uma nota cômica que quebra a tensão dramática que deu início ao conflito entre o Doutor e a Primeira Ministra.

Se o roteiro tem dificuldade em transitar entre os tons mais leves e densos que a história se propõe a explorar, o mesmo não pode ser dito de David Tennant, que com pouco tempo efetivo de tela consegue nos dar uma boa ideia de quem é o 10º Doutor, e como ele se diferencia de seu antecessor. Como já havia sido antecipado pelo mini episódio Children In Need, o Doutor de Tennant é um homem muito mais alegre e confiante do que o traumatizado Time Lord vivido por Eccleston. Ele está mais aberto a se aproximar das pessoas e aceita com gosto passar a noite de Natal com Rose, Jackie e Mickey, algo que deixaria o 9º Doutor no mínimo desconfortável. Essa confiança parece se refletir mesmo no figurino, já que enquanto o Nono Doutor preferia ser “mais um na multidão” com sua discreta jaqueta preta, o Décimo Doutor já está pronto pra usar um traje levemente mais excêntrico, que dialoga mais diretamente com as roupas usadas pelos doutores da Série Clássica. Entretanto, Tennant também expõe a faceta mais sombria do Décimo Doutor, que se sente apto a punir Harriet Jones quando ela toma uma decisão moralmente questionável, demonstrando um orgulho que se tornaria cada vez mais acentuado ao longo da série.

Embora tenha problemas em fazer a transição entre os tons da história, o diretor James Hawes consegue driblar o baixo orçamento da série na maior parte do tempo e conceder ao especial o clima de grandiosidade proposto pelo roteiro de Davies, embora não faça um trabalho tão acurado quanto em The Empty Child/ The Doctor Dances, sua estreia no show. Destaca-se também na parte técnica o e visual criado para os Sycorax, que ganham certo aspecto tribal. The Christmas Invasion é um episódio bastante divertido, que funciona como uma boa introdução ao 10º Doutor e a muitos dos temas que seriam trabalhados na Segunda Temporada (Torchwood ganha a sua primeira citação aqui, tendo um papel importante no rompimento do Doutor e Harriet Jones), além de ter determinado o tom de todos os Especiais de Natal seguintes da Era Davies/Tennant. Entretanto, o roteiro parece sofrer de certa crise de identidade, que acaba prejudicando o resultado final.

Doctor Who: Children in Need (Reino Unido, 18 de Novembro de 2005).
Direção: Euros Lyn.
Roteiro: Russell T. Davies.
Elenco: David Tennant, Billie Piper.
Duração: 7 min.

Doctor Who: The Christmas Invasion (Reino Unido, 25 de Dezembro de 2005).
Direção: James Hawes.
Roteiro: Russell T. Davies.
Elenco: David Tennant, Billie Piper, Camille Coduri, Noel Clarke, Penelope Wilton, Daniel Evans, Adam Garcia, Sean Gilder, Chu Omambala, Anita Briem, Paul Anderson.
Duração: 60 min.

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16 comentários

William O. Costa 9 de dezembro de 2018 - 04:23

Que crítica bem escrita, hein!
Pior que eu, tão entretido com o deslumbramento do terceiro ato do episódio (e um pouco de nostalgia, já que esse foi um dos poucos episódios que me lembrei de ter visto lá com uns 9 ou 10 anos, sem falar da citação a’O Rei Leão), nem percebi essa crise de identidade do episódio que agora está bem clara. Ainda assim, apesar desses certos defeitos, esse episódio consegue ser muito divertido, e sou muito fã desse terceiro ato com o Doutor sendo uma mistura de Superman com Tony Stark e um toquezinho de Bruce Wayne no fim. Cara, eu gosto pra caramba de quando o Doutor dá essa de intocável, “Não dou segundas chances”, “Posso acabar com seu governo com seis palavras” e depois a Harriet perguntando “O que ele disse? O que ele disse?”. Isso serviu de iniciação para o que veríamos mais à frente com o “Agora nada nesse mundo pode me impedir” em Iditiot’s Lantern ou com o fim de The satan pit com o Doutor derrotando o demônio.
Achei bem injusto que o especial do Children in Need não seja uma parte efetiva do episódio, muitos podem ir atrás da série e esse especial acabar sendo deixado de lado, sorte minha que eu tenha ficado sabendo dele (se não me engano, aqui mesmo, quando entrei nessa crítica antes de assistir só pra ver a nota e acabei lendo que havia esse especial).

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Rafael Lima 9 de dezembro de 2018 - 11:32

Também acho muito legal quando o Doutor do Tennant liga o modo “The Oncoming Storm”. O Tennant vende muito bem esse lado mais ameaçador do Time Lord.

Pois é. Embora dê pra entender de boa o que acontece assistindo só o “The Christmas Invasion”, perde-se algo bem legal pulando o “Children in Need” que é essa reação inicial da Rose a regeneração e ao novo Doutor.

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William O. Costa 9 de dezembro de 2018 - 19:35

Realmente. Fui ver o especial do Children in Need, que no Youtube aparece com o título improvisado Born Again, achando que seria algo dispensável, mas achei muito estranho ver como a cena parecia relevante justamente por essa reação da Rose, além do Doutor tentando convencê-la.

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Tio Skagra 16 de julho de 2018 - 13:00

Nunca consegui gostar desse episodio, desde 2012 ele está na minha lista de piores na new who. E olha que nessa época o 10º Doutor era o meu favorito.
Ele e mais alguns só vejo quando resolvo maratonar a new who.
O coma pós regenerativo foi uma tentativa do RTD de emular partes dos arcos de estreia de um Doc na clássica, onde ele parecia ter consumido alguma droga e que teria que encontrar a solução dos problemas assim.
Aqui ele apenas dorme e vira a donzela em perigo, essa parte é uma boa inversão de papéis que foi arruinada no final da trama.
Que perigo os Sycorax representam? O mesmo que aqueles morcegos gigantes do episodio “O Dia do Pai”, nenhum. O Doutor acordando com vapor do chá derramado no chão da TARDIS e subjugando os vilões em poucos segundos é uma tiração de sarro com a inteligencia do telespectador.
Parece que o Davies sofreu mais com a procrastinação aqui do que em toda a era dele.
Como foi dito, os núcleos do episodio não se encaixam bem e isso os deixa como recortes mal colados de ideias descartadas .Ele mesmo admitiu que sempre adia a entrega dos roteiros o máximo possível, escrevendo de última hora.
Esse episódio é para mim a pior estreia de Doutor e o 2º pior especial de Natal (o 1º lugar pertence à “The Feast of Steven”).

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Rafael Lima 17 de julho de 2018 - 17:16

Com certeza o Davies queria emular ali arcos de estreias de Doutores da Clássica onde o novo Time Lord fica fora de combate durante a maior parte de sua primeira aventura. Mas não acho que o despertar do Doutor no fim da trama tenha arruinado a inversão, afinal, acontece nos últimos dez minutos, e seria muito estranho se o novo Doutor não salvasse o dia justamente em sua primeira aventura. É mais ou menos a mesma lógica de “Castrovalva”, estréia do Quinto, e em menor escala “The Spearhead From Space”, estréia do 3º, onde eles passam dormindo ou ficam grogues boa parte da história, pra então acordarem e salvarem o dia.

Eu gosto da virada que o Davies fez na forma como o público vê os Sycorax antes e depois do Doutor acordar. Com o Doutor dormindo, os Sycorax são aparentemente uma ameaça imbatível. Com o Doutor na ativa, eles se transformam em vilões do 3º escalão, que como você diz, são derrotados em poucos segundos. Não acho que o Davies tirou sarro da inteligência do telespectador aqui, e sim fazer uma brincadeira do tipo “Esta é uma invasão sem o Doutor pra nos defender, e esta é uma invasão com o Doutor pra nos defender. Achei divertida esta proposta do especial, e funcionou pra mim.

Sério que você acha este episódio a pior estréia de um Doutor? Pior até mesmo que “The Twin Dillema” do 6º e “Doctor Who: The Movie” do 8º? Eu não colocaria entre as melhores estreias de um Doutor, com certeza, mas também não coloco entre as piores. Acho bem melhor que “Rose” inclusive, a estréia do 9º Doutor, com um humor muito melhor empregado.

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Tio Skagra 17 de julho de 2018 - 21:39

Entendo seu ponto, mas em 6 anos (e olha que eu tentei gostar dele) nunca consegui ver ele de outra forma.
O humor dele não funciona para mim, ele é desconexo demais para me fazer sorrir.
Sim, realmente o acho a pior estreia de um Doc, para você vê o quanto “carinho” tenho por ele.
Quando vi “The Twin Dillema” pela 1ª vez o achei interessante, mas ele é inchado. Dava para fazer aquela estória facilmente com 2 episódios. Tenho a sensação de que ele foi um dos arcos escritos de última hora.
O filme do 8º Doc é Ok, num é a melhor coisa do mundo, mas não é a desgraça que muitos dizem.

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Rafael Lima 21 de julho de 2018 - 00:19

É, decididamente, você tem muito “amor” por este especial. Hehehe

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genio playboy e safadão 15 de julho de 2018 - 22:33

Acho um ep com boas ideias, porém com uma execução mediana, como a segunda temporada inteira e metade da terceira temporada (Acho a quarta maravilhosa),porem tenho um apresso por ele por ser depois de Rose o mais importante ep da NW, pois não só mostra que o conceito de regeneração pode funcionar com o novo publico alvo da serie como também introduz os especiais de natal, que são na maior parte do tempo bem divertidos de acompanhar.
Sobre a introdução do 10th em sí, tirando ele da qualidade do ep, é incrível, consegue passar bem oq ele seria no futuro, e é até curioso que o RTD tenha conseguido fazer isso em 1 hora de ep sendo que o surgimento do 10th foi algo que não dava pra prever que haveria tão cedo, a unica parte ruim é a Rose, que é uma companion que eu odeio, e que começaria aqui seu “romance” forçado com o doutor, entretanto temos as interações do 10th e com a Jackie, que eu simplesmente amo, acho até que eles tem mais química juntos que a própria Rose.
Os vilões eu acho visualmente legais, dava pra ser melhores explorados na serie, assim como os Judoons, Odds e outros aliens que infelizmente foram criados na NW e foram deixados de lado com o tempo, limitando uma grande capacidade narrativa.
Obs : A citação a guia do mochileiro das galaxias me deixa com uma pulga atrás da orelha, pq será que não fazem uma serie moderna da saga?

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Rafael Lima 17 de julho de 2018 - 16:53

De fato, é impressionante como em poucos minutos, Tennant consegue nos dar indicações bastante claras de quem é o seu Doutor, assim como seus principais aspectos de personalidade, além dos pontos distintos existente entre ele e o seu antecessor

A Rose está bem chatinha na maior parte deste especial mesmo. Gosto dela aqui somente perto do climax, quando ela tenta bancar o Doutor pra cima dos Sycorax.

Não acho que o “romance” da Rose e do Doutor começou aqui. Na 1ª temporada, já havia certa tensão romântica/sexual entre Rose e o 9º Doutor, mas o Nono parecia não saber muito bem o que fazer com isso. Como eu digo na resenha, o 10º, por ser uma encarnação mais confiante já sabia muito melhor como lidar com estes flertes da garota de Powell Estate.

Eu não chego a odiar a Rose, mas acho que ela é uma personagem na era do 9º Doutor muito mais carismática do que foi na era do 10º. É uma evolução natural e coerente da personagem, mas não necessariamente pra melhor. Não acho que essa paixão pelo Doutor seja um problema como proposta, mas a execução ao longo da temporada não ficou das melhores, especialmente quando a Companion tem aqueles ataques de ciúmes, e passa a desprezar o conceito de uma vida normal ou uma vida longe do Doutor (ela não aprendeu nada com o pai em Father’s Day)? Mas no geral, gosto dela como Companion, embora esteja longe de ser a minha favorita da Nova Série.
A dinâmica do 10º com a Jackie é ótima mesmo, e muito engraçada. Eu queria ter visto mais dos dois juntos ao longo da temporada. Quanto a uma série do Guia do Mochileiro das Galaxias, seria bem legal, mas não seria para o grande público, creio eu, já que os livros do Adams vão ficando cada vez mais nonsense á medida que avançam (Hehehehe).

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Pedro Sebastião Pereira Amaro 15 de julho de 2018 - 09:52

Ótima crítica, apesar de na época não estar entendendo o que havia acontecido, já gostei muito do David.
Mas só um detalhe, a primeira aparição de Torchwood não é aqui e sim em “Bad Wolf ” quando a AnaDróide (daquele show do milhão do futuro) faz uma pergunta cuja a resposta é “Torchwood”.

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Rafael Lima 15 de julho de 2018 - 19:02

Acho que na época, muita gente ainda estava tentando se acostumar ao fato de o protagonista ter um novo corpo.

De fato, você tem razão. Torchwood é citado em “Bad Wolf”, embora só aqui tenhamos uma noção de seu significado. Será corrigido no texto. Obrigado!

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Doctor 15 de julho de 2018 - 08:41

Nesse episódio eu tava meio dividido, uma parte de mim dizia ” eu já vi uns episódios fora de ordem antes eu sei como esse doutor é legal, quero ver mais dele” outra parte só queria que o nono voltasse logo.

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Rafael Lima 15 de julho de 2018 - 18:38

Acho que essa é a reação que a maioria de nós tem nas aventuras de estréia de Novos Doutores. Ficamos curiosos pra conhecer mais sobre o novo Doctor, mas tem aquela parte nossa que só quer que o Doutor anterior ao qual estávamos acostumado volte. Acho que a maioria de nós está assim agora. Estou curioso pra caramba pra conhecer a nova Doutora, mas meu luto pelo Doctor Capaldão ainda não passou completamente. Hehehe.

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Luiz Santiago 15 de julho de 2018 - 00:25

Concordo com tudo o que você colocou na crítica! Apesar de gostar do que o Davies escreveu aqui — a linha de humor tem um sabor todo especial –, muitas coisas que ele levanta ao longo da história simplesmente se perdem ou enfraquecem no final…

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Rafael Lima 15 de julho de 2018 - 18:27

Os aspectos humorísticos funcionam muito bem, de fato. Como não dar risada com uma Jackie em pânico gritando “Eu vou ser morta por uma arvore de natal!”. Hehehe

Mas quando tenta falar mais sério, o episódio não faz bem a transição. O final com a Harriet ordenando a morte dos Sycorax me remeteu diretamente aquele final impactante de “Doctor Who and The Silurians”, quando o Brigadeiro faz coisa parecida com os Silurianos. E embora possamos condenar as ações da Primeira Ministra, seus argumentos não são completamente descartáveis. Por isso, não curti como Davies resolve encerrar essa discussão com uma piada.

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Luiz Santiago 15 de julho de 2018 - 19:57

EXATAMENTE!!! Toda vez que lembro desse episódio eu lembro dos Silurianos. Como vi a Clássica só depois, foi engraçado que eu terminei o arco e na hora brilhou na cabeça a memória desse Christmas Invasion.

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