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Crítica | Doctor Who: The Time of The Doctor

por Luiz Santiago
232 views (a partir de agosto de 2020)

Rever este Especial de Natal para escrever a presente crítica me trouxe um turbilhão de lembranças. Parte da linha de produções comemorativas em torno dos 50 anos da série (trajetória composta por The Name, The Night, The Day e este The Time of the Doctor), o episódio veio com uma responsabilidade enorme, que era a de nos trazer a regeneração do Doutor, mas mais do que isso, uma explicação para a mudança da regra de 12 regenerações. Na época isso trouxe inúmeras dúvidas e chegou um momento em que era irritante ver espectadores que simplesmente pareciam não querer entender o que estava acontecendo. Pior que nem era algo absurdo assim, pois o Mestre, um dos vilões já conhecidos mesmo por quem só acompanhava a Nova Série, já tinha manipulado e burlado esses sistema inúmeras vezes. Retávamos saber como isso se daria com o Doutor.

Gosto muito mais do episódio agora do que quando o vi pela primeira vez e a diferença vem justamente no peso que dei para os pontos negativos do episódio no passado e o peso que dou para os mesmos pontos agora. Ainda olho com certa desconfiança para a segunda metade, quando Trenzalore começa de fato a ser invadido — porque na minha visão o estrago deveria ter sido bem maior e não acredito que o Doutor, com tão poucos recursos e possibilidade reduzida ou nula de contra-ataque e defesa teria durado tanto tempo –, mas agora consigo ver isso como um problema mais leve, o que por tabela traz uma série de outras relações que não tinha antes, como gostar de Tasha Lem… exceto na parte final, com ela já dominada por um Dalek e sendo redimida por uma provocação do Time Lord. Isso realmente nunca melhora, nem quando eu quero brincar de fanfic e jogo com aquela teoria de que Tasha é na verdade a 4ª regeneração de River Song.

Steven Moffat conseguiu criar um ponto final realmente aplaudível para o 11º Doutor, pelo menos na apresentação de todos os elementos para o drama. Primeiro, a mensagem misteriosa em torno de Trenzalore, um planeta diante do qual uma antiga profecia (no Universo e para nós também!) reinava. Depois, a rachadura no espaço-tempo como uma cicatriz reaberta lá da 5ª Temporada. E por fim, a ideia de um lugar que seria o túmulo do Doutor, o lugar onde o silêncio iria cair. Eu gosto muito quando qualquer mídia que trabalha durante muito tempo personagens dentro de um Universo usa de forma inteligente os signos, símbolos e pistas da própria jornada para tornar as coisas melhores, que é exatamente o que o showrunner faz aqui, e sem precisar de muito esforço em setores que normalmente causam problemas para alguns episódios de caráter épico: justificativa para o acontecimento e motivação para o protagonista intervir. Aqui em The Time of The Doctor o Doutor já começa na órbita do planeta e tanto a justificativa quando motivação para isso se tornam ainda melhores com o passar dos minutos.

Daí o roteiro brinca com o que tem em mãos, apresentando-nos Handles (que depois me faria chorar, por sua partida) e o ponto natalino de fato, com Clara entrando na história a partir de alguns problemas durante o almoço de Natal, que também exigia um namorado. Gosto de todas as brincadeiras — mesmo aquela bobinha do peru assando na TARDIS… e se você perguntar pra mim, aquela cor que ele saiu não é cor de peru assado nem aqui nem em Trenzalore! E mais: tinha só aquilo de batata na forma? Como assim? — e da maneira fluída com que o texto passa para os assuntos mais sérios, deixando os trocadilhos e risos de lado para colocar a ameaça em cena. Tecnicamente falando, tudo colabora para que esse primeiro momento dê certo e o diretor Jamie Payne não se furtou em criar planos que nos mostrem ou indiquem coisas que nos fazem sorrir em diversas cenas. Os problemas começam a acontecer quando o Doutor e Clara chegam no planeta e são recebidos por uma porção de Weeping Angels, o que me pareceu só um fanservice bobo. E quanto a esse aspecto, criticamente falando, eu também deveria dizer que o Cybermen de madeira foi um fanservice bobo, mas não vou dizer porque… gente, era um Cybermen de madeira! O quão sensacional é isso?

Os 900 anos que o Doutor passa em Trenzalore colocam-no em contato bem próximo com a população local — especialmente em Christmas — e o texto cria um cenário bonito de proteção, dialogando bem com o Natal ao fazer com que o Doutor fosse, em última medida, uma espécie de Papai Noel que mantinha todos vivos. Infelizmente o episódio não mostra nenhuma ação mais sólida do Doutor ou mesmo da Church of the Papal Mainframe para lidar de outra maneira com toda a situação. Sim, eu entendo o apelo de tudo isso, mas penso que seria mais interessante ver uma mente como a do Doutor trabalhando em alternativas do que as idas e vindas de Clara. Ainda assim, consegui aproveitar bem mais toda a história dessa vez, a despeito de seus problemas no meio do caminho — sendo o último aquela exibição ridícula do Doutor destruindo as naves Daleks com a força da regeneração. Eu sei que é sempre muita energia e que ela é expelida de qualquer forma, eu sei disso, eu assisto Doctor Who! Mas convenhamos, dava para usar o mesmo recurso sem ter aquela giradinha de braço horrorosa, vai…

A sequência final do episódio — da qual um recorte em elipse seria retomado de maneira meio brega, mas não menos emocionante e interessante em Deep Breath — é um primor. Payne mantém a mesma abordagem poética com que dirigiu todas as cenas com crianças e desenhos e brinquedos no episódio e Moffat capricha na despedida. Por mais que eu ame o glorioso Capaldão, quem vence o campeonato de melhor discurso de despedida até o momento (2019) é o 11º Doutor, não tem jeito. Sem se tornar um melodrama e sem querer parecer frio, o discurso está perfeitamente condizente com essa fase de mudanças para o personagem, afinal, a vida dele foi estendida para além do que naturalmente sua espécie foi designada! Ele ganhou um ciclo regenerativo inteiro de presente e comparando o que acabara de passar com todo o longo futuro que tinha pela frente, tal discurso cai como uma luva. E melhor: consegue ser aplicado a cada um de nós também. Uma despedida muito bonita, com direito a um cameo de Amy, em um Especial de Natal que traz a ideia de renovação e, acima de tudo, de funcionamento do ciclo da vida.

Doctor Who – The Time of the Doctor (Reino Unido, 25 de dezembro de 2013)
Direção: 
Jamie Payne
Roteiro: Steven Moffat
Elenco: Matt Smith, Jenna Coleman, Peter Capaldi, Karen Gillan, Orla Brady, James Buller, Elizabeth Rider, Sheila Reid, Mark Anthony Brighton, Rob Jarvis, Tessa Peake-Jones, Jack Hollington, Sonita Henry, Kayvan Novak, Tom Gibbons, Ken Bones, Aidan Cook
Duração: 60 min.

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23 comentários

Odimara 22 de abril de 2020 - 15:11

ótima crítica como sempre. Revi esse episódio e adorei, por mais que a química do Capaldi com a Clara exploda de tão maravilhosa, sinto falta da interação do 11 doutor com a Clara também.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 22 de abril de 2020 - 16:37

A Clara teve a enorme sorte de ter dois Doutores com duas interações maravilhosas, não foi?

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Odimara 22 de abril de 2020 - 17:26

É, ela me passa a mesma vibe que a Sarah Jane ainda tenho esperanças que ela irá voltar no futuro e a Martha Jones também. Sobre os quadrinhos já deu uma olhada?

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 22 de abril de 2020 - 18:05

Ainda não li os quadrinhos, mas salvei o link. Não devo ler por agora, porém. Mas pretendo ler com certeza.

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Rafael Lima 24 de dezembro de 2019 - 16:11

Primeiro a discussão Nerd (Hehehe). Acho que o Mestre nem seria um bom exemplo em primeira instância pra falar de sobreviver as 12 regenerações iniciais (em primeira instância) já que a solução inicial do vilão para esse problema era recorrer a corpos roubados (Tremas, Bruce; o paramédico) o que seria impensável para o Doutor. Mas em segunda instância, desde a série clássica, através justamente do Mestre, já era dito que era possível um Time Lord ganhar um segundo ciclo (foi a oferta dos Time Lords ao Mestre em “The Five Doctors) além da própria Nova Série já ter afirmado que o Mestre havia ganhado um novo ciclo na Time War. Ou seja, não há nenhum absurdo ai.

Mas o que eu acho curioso é como o Moffat resolve antecipar esse problema pra se livrar dele de vez. Afinal, mesmo com o War Doctor, não seria incoerente descartar a regeneração fake do Décimo Doutor como “fora da contagem”, mas o showrunner resolveu encarar, colocando o 11º como ultima encarnação deste primeiro ciclo.

Quanto ao episódio em si, eu tenho sentimentos mistos em relação a esta aventura derradeira do 11º Doutor. Quando Moffat trabalha em nível micro, eu acho fantástico. As trocas com o Headless, toda a forma como é construída a relação com a Clara e com os habitantes de Natal, o discurso final antes da regeneração, enfim, tudo isso é lindo.

É quando vai pro macro que a coisa me incomoda. Toda a ideia do cerco a Trenzalore, a profecia sobre o túmulo do Doutor (que sempre achei um requentado do plot da 6ª temporada sobre a morte do Time Lord no Lago Silêncio), o risco de reiniciar a Guerra do Tempo, o caráter deux ex machina da Tasha, tudo isso me incomoda muito. Claro, eu percebo que tem uma natureza quase meta aqui, já que o próprio roteiro parece satirizar esta natureza épica da história algumas vezes. Afinal, um exército de vilões clássicos do Doutor não consegue ser capaz de invadir uma vila por mais de novecentos anos, e tudo o que o Doutor tem para defende-los é uma oficina de brinquedo. Como o próprio Time Lord diz pros Daleks ao final “vocês tentam me matar á mais de mil anos, e agora eu vou morrer de velho”. O Moffat sabe o que tá fazendo, e acho que ele deliberadamente está trabalhando com quebra de expectativa aqui, mas ainda assim me incomoda.

Gosto do especial. Funciona como especial de natal, e funciona como fecho para a era do Décimo Primeiro Doutor, adotando toda a natureza cíclica e fabular que foi tão característica deste período da série. Concordo com você que o discurso final do Décimo Primeiro Doutor foram as melhores “ultimas palavras” proferidas por um Doutor até então, mas no conjunto da obra, não consigo ter essa história de regerenação em tão alta conta, apesar de suas qualidades. Acho o episódio mais fraco da “quadrilogia do Doutor”.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 24 de dezembro de 2019 - 17:08

Eu consigo entender perfeitamente a tua posição porque também tive problemas maiores com o episódio no passado. E é legal tocar nesse assunto de como o Moffat traz esse problema à tona bem mais cedo, e como isso se torna um grande evento na série. Mas e a gente pensar bem, até que faz sentido aparecer na Era dos 50 anos da série, né.

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Odimara 22 de abril de 2020 - 15:06

Oi Luiz aqui quem fala é a usuária Stella, não vou utilizar mais a outra conta deletei por motivos pessoais. Vou utilizar somente esta mesmo, com meu nome real, aqui no site. Após ler esse comentário apague por favor, e me avise que leu.

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Filipe Isaías 24 de dezembro de 2019 - 13:49

Eu sou meio duro pra chorar com obras de entretenimento. Eu me emociono, mas não consigo converter isso em lágrimas, a não ser quando é um filme da Pixar (mas aí não tem como também). Por isso até hoje eu não consigo entender o meu choro incontrolável quando terminei esse episódio. Sério, eu tive que enfiar um travesseiro na cara pra não acordar os meus pais com meu soluço barulhento. E o pior de tudo é que eu nem gosto tanto desse episódio, dos The ____ of the Doctor eu acho o mais fraco de longe, mas essa maldita cena me destrói. Mas isso também é um testamento à escrita do Moffat que, mesmo inconstante, consegue aproveitar ao máximo as possibilidades das situações apresentadas, e tirar o melhor do carisma natural do elenco. O resultado é uma jornada significativa, uma despedida melancólica, mas esperançosa, com uma jornada de aceitação do fim que começou com o Décimo Doctor lá atrás. É só fazer uma paralelo entre “I don’t wanna go” e “I’ll always remember when the Doctor was me”. Tempos bons, que eu espero que voltem.

Abs.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 24 de dezembro de 2019 - 15:46

Já eu sou uma manteiga derretida hahahahaahha. Eu me emociono fácil, adoro tramas que sabem trabalhar bem emoções e choro nessas ocasiões também fácil também (com livros, quadrinhos, filmes, séries… hehehehe, uma verdadeira flor de pessoa). Como você disse, é um testamento mesmo. Revendo o episódio agora e já sabendo o que ele terá, minha atenção foi voltada com mais atenção para outros detalhes e olha… que lindão esse Especial, viu.

Ei, mais vem cá, você não gosta de nenhum outro dos projetos “of the Doctor” que vieram em 2013?

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Filipe Isaías 24 de dezembro de 2019 - 23:18

Soou errado mesmo. Eu acho The Name e The Day maravilhosos. 5 estrelas. Só The Time que eu não gosto tanto da condução da história, mas amo o final de paixão. Daria 3 estrelas.

Abs.

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Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 24 de dezembro de 2019 - 23:18

Ah, sim agora entendi!

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Matheus Lima 25 de fevereiro de 2018 - 20:00

Eu não gostei da solução da fenda dar o poder de regeneração ao Doctor e ele poder ser assim o Capaldi, por motivos de que esse arco parecia já completamente fechado. Só não ficou uma coisa ex machina, porque tivemos uma temporada inteira dedicada a essa falha do reboco temporal.
Eu achava que a explicação da regeneração seria pela River Song ter dado suas regenerações para salvar o Doctor na sexta temporada. Para mim, seria uma explicação muito mais orgânica e bem colocada. E podia manter o clima de morte do episódio. O roteiro podia muito bem trabalhar a ideia de que ele só teria acesso a regeneração que a River deu a ele, quando sua vida com as regenerações originais tivesse completamente esgotada. Para mim seria um bonito ponto, que realçaria tudo o que a River fez para proteger seu amor.
Mas o episódio é maravilhoso e senti meu coração se quebrando três vezes, sendo o final… Meu Deus, que final mais lindo. Foi mais bonito e cálido do que o do Tennant que parecia um calvário.
Ansioso pelo Capaldi

Responder
Cristiano de Andrade 21 de junho de 2016 - 20:42

Achei muito bacana a ideia central do episódio e emocionante a despedida do Matt Smith! As palavras finais dele são bonitas demais!

Mas confesso que boiei e não entendi como ele conseguiu se regenerar novamente! podem me explicar?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 22 de junho de 2016 - 05:34

Olá, @cristianodeandrade:disqus! Man, vou sugerir a leitura da segunda parte de um outro artigo nosso. Eu abordo a questão dos Ciclos Regenerativos. TALVEZ fique um pouco mais claro, mas se não, pode perguntar à vontade que respondo com prazer. Segue o link: https://www.planocritico.com/doctor-who-a-contagem-dos-doutores-trenzalore-e-outros-wibbly-wobblys/

Responder
Cristiano de Andrade 29 de junho de 2016 - 15:36

Então simplesmente ele ganhou um ciclo de 12 regenerações dos time lords? ah tá! Isso eu tinha entendido! Achei que tinha alguma explicação mais complexa por trás! hahaha
Fico imaginando quando acabarem essas 12 regenerações adicionais o que irão inventar pra ele ganhar mais 12!

Luiz, queria te perguntar uma coisa que não tem nada a ver com DW, não sei se foi você ou ritter que uma vez comentou sobre uma série que o foco era um grupo de mulheres e no texto dizia que era impossível não chorar com essa série! Qual o nome dessa série? Eu fiquei interessado em assistir mas não lembro o nome!

Responder
Luiz Santiago 29 de junho de 2016 - 18:12

Rapaz, sinceramente não me lembro de nenhuma série assim. Talvez seja a “pressão” para lembrar. hahahahahha
Vou invocar o Ritter para ver se ele lembra.Vai ver foi ele mesmo que escreveu.

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 29 de junho de 2016 - 18:12

Rapaz, sinceramente não me lembro de nenhuma série assim. Talvez seja a “pressão” para lembrar. hahahahahha
Vou invocar o Ritter para ver se ele lembra.Vai ver foi ele mesmo que escreveu.

Responder
Cristiano de Andrade 29 de junho de 2016 - 15:36

Então simplesmente ele ganhou um ciclo de 12 regenerações dos time lords? ah tá! Isso eu tinha entendido! Achei que tinha alguma explicação mais complexa por trás! hahaha
Fico imaginando quando acabarem essas 12 regenerações adicionais o que irão inventar pra ele ganhar mais 12!

Luiz, queria te perguntar uma coisa que não tem nada a ver com DW, não sei se foi você ou ritter que uma vez comentou sobre uma série que o foco era um grupo de mulheres e no texto dizia que era impossível não chorar com essa série! Qual o nome dessa série? Eu fiquei interessado em assistir mas não lembro o nome!

Responder
Luiz Santiago 22 de junho de 2016 - 05:34

Olá, @cristianodeandrade:disqus! Man, vou sugerir a leitura da segunda parte de um outro artigo nosso. Eu abordo a questão dos Ciclos Regenerativos. TALVEZ fique um pouco mais claro, mas se não, pode perguntar à vontade que respondo com prazer. Segue o link: https://www.planocritico.com/doctor-who-a-contagem-dos-doutores-trenzalore-e-outros-wibbly-wobblys/

Responder
Cristiano de Andrade 21 de junho de 2016 - 20:42

Achei muito bacana a ideia central do episódio e emocionante a despedida do Matt Smith! As palavras finais dele são bonitas demais!

Mas confesso que boiei e não entendi como ele conseguiu se regenerar novamente! podem me explicar?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 17 de janeiro de 2014 - 03:55

Ai, minha santa TARDIS de Gallifrey!
Não sei direito o que dizer sobre esse episódio. Tenho sentimentos muito conflitantes em relação a ele. Por um lado, gostei do modo como o Moffat encerrou a era do 11º Doutor. Por outro, acho que o ritmo final contribuiu para que eu tivesse minutos de muita raiva. Tirando a bela e emocionante sequência dentro da TARDIS, na regeneração, o período que vai do envelhecimento do Doutor à luta ao lado dos Silent foram cruéis. Muito abruptos para um ritmo que vinha se desenvolvendo mais compassada (eu trocaria numa boa aquela horrorosa cena na casa da Clara por um melhor desenvolvimento na parte final).
Mas, num cômputo geral acabei gostando do episódio. E claro, que coisa mais linda foi a primeira cena do Capaldi, hein?
Ótima crítica, Gui! Parabéns!

Responder
planocritico 26 de dezembro de 2013 - 21:49

Posso concluir, assim, que o 11º, na verdade, é o 13º e que Capaldi é o 14º. Isso está fazendo minha cabeça doer… 🙂 Ótima crítica. Pessoalmente, concordo com você sobre o final que poderia ter sido melhor trabalhado e, por isso, não daria mais do que 4 estrelas… – Ritter.

Responder
Guilherme Coral 26 de dezembro de 2013 - 22:01

Exatamente! Isso com certeza vai confundir todo mundo daqui para frente. Eu já estava com as 4 estrelas na cabeça, até o Capaldi aparecer DAQUELE jeito e roubar mais meia estrela.

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