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Crítica | Doom II: Hell On Earth

por Matheus Biasini
121 views (a partir de agosto de 2020)

Doom II: Hell On Earth é a sequência do famoso FPS Doom (1993), desenvolvido pela ID Software e lançado em 1994. Apesar de não ter sido tão revolucionário quanto seu antecessor, Doom II ajudou a pavimentar ainda mais a franquia no cenário FPS e refinou tudo o que havia sido implementado anteriormente.

Doom II não mudou nada em termos de gráficos, somente foram adicionados alguns novos gráficos, decorações e sprites, mas foi possível somar uma maior quantidade de monstros e mapas de maior tamanho e de maior complexidade devido aos avanços que os computadores estavam passando na época. O game se passa logo após os eventos do anterior, onde Doomguy parou a invasão infernal e salvou as bases lunares de Marte (Phobos e Deimos). Voltamos finalmente para Terra, pensando em uma boa aposentadoria. Mas mal chegamos, já avistamos problemas. A cidade está em chamas e multidões em pânico estão fugindo. Alguém está atacando civis inocentes. Doomguy rapidamente elimina a ameaça para descobrir que o agressor estava com o corpo marcado e agindo de uma maneira estranha, exatamente como aconteceu em Phobos/Deimos. Primeiro as pessoas são possuídas, depois vem as abominações… Só que agora está acontecendo na Terra.

Monstros em todos os lugares do mundo, de Washington D.C. a Tóquio. Bilhões já perderam suas vidas e a maior parte dos Exércitos do mundo já foi aniquila. Poucos ainda restam sãos e salvos. Os governos do mundo construíram espaçonaves para evacuar o planeta, mas o último porto estelar foi tomado pelos invasores, que ergueram uma barreira de fogo que impede a decolagem das espaçonaves. A missão agora é desativar esse campo de força a qualquer custo ou a espécie humana será extinta.

plao critico doom 2

A gameplay do jogo não mudou nada em relação ao jogo anterior: ainda vamos de mapa em mapa coletando cartões de acesso para desbloquear portas, caçando segredos e eliminando qualquer coisa que fique no nosso caminho. Todas as armas voltaram, mas tivemos adições importantes que marcaram a memória de quem jogou Doom II, como a Super Shotgun (essencialmente uma shotgun de dois cano que necessita recarregar a cada disparo), que inflige grande dano e é extremamente satisfatória de usar e a Megasphere, uma esfera que dá ao jogador 200% de armadura e saúde (adições sempre bem vindas). E o bestiário do Doom também volta com força e em quantidade maior, além de conter novas adições:

  • Chaingunner: Uma nova variação dos humanos possuídos, usa uma Chaingun e deixa uma quando morre. Atira rapidamente e geralmente está em lugares altos. Mas diferentes dos outros, esse zumbi só para de atirar quando o jogador morre ou quebra seu campo de visão. Pain Elemental: tem a habilidade de criar Lost Souls e poluir o mapa com essas pestes. Basicamente uma versão muito mais chata do Cacodemon.
  • Revenant: Um esqueleto alto e bem nervoso, que lança foguetes e dá um poderoso soco de perto. Às vezes, alguns desses foguetes são teleguiados. Hellknight: Uma versão mais fraca do Baron Of Hell, mas aparece frequentemente e ainda consegue dar muito dano (aparências enganam).
  • Mancubus: Grandalhão equipado com uma espécie de lança-chamas, lança várias bolas de fogo em rápida sucessão, e demora bastante pra cair. Arachnotron: Uma miniatura da Spider Mastermind, ao invés de uma Super Chaingun, é equipado com um Plasma Rifle e tem a mesma dureza do Mancubus. Como o Chaingunner, ele só para de atirar quando o jogador morre ou quebra seu campo de visão. Archvile: Apesar de aparecer raramente, tem bastante vida e um ataque de chamas de dano colossal. Por acaso mencionei que este ilustre senhor tem a habilidade especial de ressuscitar monstros que o jogador matou anteriormente?

Chaingunner plano critico doom 2

Uma nova trilha sonora foi composta pelo mestre Bobby Prince, usando amostras de músicas de bandas como Alice In Chains, Black Sabbath, Iron Maiden, Metallica e outras mais. Não temos mais episódios, mas sim 32 capítulos que constituem um único episódio, o Hell On Earth do título. Sendo assim, não temos que começar do zero com a pistola. O design dos mapas está bem melhor e mais maduro, com grandes extensões. Tudo isso contribuindo para uma experiência mais rica do que a do primeiro jogo. O multiplayer não mudou nada, voltando com os modos cooperativo e deathmatch. Somente houve melhora em partes técnicas para as máquinas da época.

Todos os “problemas” que o jogador teve com Doom basicamente voltam em Doom II. Então se o jogador teve dificuldades, más experiências com o jogo de estreia, ou simplesmente não gostou da experiência não é Doom II que vai mudar a opinião.

Em 1996, o jogo foi relançado junto com o antecessor no Final Doom, uma edição especial para celebrar a franquia Doom. E em 2010 uma expansão foi desenvolvida pela Nerve Software chamada No Rest For The Living, exclusiva para a versão do XBOX 360, que depois foi incluída na versão do WAD da Doom 3: BFG Edition (uma versão especial do Doom 3).

luta doom 2 plano critico

Para finalizar, apesar de ser bem parecido com seu antecessor (basicamente um expansão) e ter sido muito criticado por isso, o jogo traz uma experiência geral melhor e mais prazerosa do que a original. Um refinamento. Doom II também suporta mods e também pode ser jogado com sourceports avançados como GZDOOM e Zandronum, novamente com todos os benefícios, como suporte a mouse e afins.

Doom II: Hell On Earth (1994)
Desenvolvedor: ID Software.
Lançamento: 30 de setembro de 1994.
Gênero: Tiro em primeira pessoa.
Disponível para: PS3, Xbox 360, PC.

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6 comentários

Tadeu De Barcelos Ferreira 23 de novembro de 2018 - 16:53

Bom, tinha um computer com Doom II completo e jogava horrores na época, acionava os cheats de invencibilidade e de atravessar paredes somente para passear pelas fases, acho esse o melhor game da série e um primor em qualidade, mais que recomendado, seja através do DOSBox, um emulador de MS-DOS muito bom (usem o frontend D.O.G. para melhor manusearem o programa!), através do Chocolate Doom, que é um port que eixa os gmes rodando tal qual como eram, e bem amigável de se usar, seja em versões melhoradas, como JZDoom, Gzdoom, ou o Risen 3D!

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Cadê o Yoshi? 20 de janeiro de 2018 - 12:37

Minha cronologia pessoal é:
Ultimate Doom
Doom 2
Final Doom
Doom 64
Os posteriores são reboots.

Responder
Anônimo 14 de maio de 2018 - 14:50
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Johnny de Dupla Personalidade 29 de dezembro de 2020 - 15:27

Errado,o doom 2016 e eternal são continuações dos jogos classicos.

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Big Boss 64 30 de dezembro de 2020 - 20:17

Você sabe o que é PESSOAL???

Responder
Johnny de Dupla Personalidade 30 de dezembro de 2020 - 20:17

Nem vou perder meu tempo com você flw.

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