Crítica | Ducktales – 3X04: The Lost Harp of Mervana!

Seguindo as pistas do diário da exploradora Isabella Finch (introduzida em Challenge of the Senior Junior Woodchuck!), a família Pato visita a civilização aquática de Mervana, onde pretendem encontrar um artefato raro, a harpa do rei Honestus. Chegando lá, descobrem que os únicos habitantes do local são sereias pato hippies com uma filosofia envolvendo liberdade e desapego total por bens materiais, o que não faz sentido algum para Patinhas, interessado apenas em pegar o artefato e ir embora daquele lugar.  .The Lost Harp of Mervana! Plano Crítico.

  • SPOILERS! Leia aqui as críticas dos episódios anteriores.

Seguindo as pistas do diário da exploradora Isabella Finch (introduzida em Challenge of the Senior Junior Woodchuck!), a família Pato visita a civilização aquática de Mervana, onde pretendem encontrar um artefato raro, a harpa do rei Honestus. Chegando lá, descobrem que os únicos habitantes do local são sereias pato hippies com uma filosofia envolvendo liberdade e desapego total por bens materiais, o que não faz sentido algum para Patinhas, interessado apenas em pegar o artefato e ir embora daquele lugar. 

Enquanto Patinhas, Luisinho e a Madame Patilda suspeitam de todos em sua volta, o resto da família se diverte desenhando e fazendo colagens com as sereias; menos Dumbela, que sequer quis sair do submarino de Patinhas por conta de seu nojo por peixes. A trama principal envolve a procura pela harpa e o paradeiro do rei desertor de Mervana, o que é apenas uma desculpa para sequências de ação divertidas (e não é por isso que estamos aqui?), mas também é um ótimo paralelo para o drama envolvendo Patrícia e seu medo de encarar algumas verdades sobre o mundo, como o fato de que nem todos são tão confiáveis quanto ela imagina.

A dinâmica entre a inocência de Patrícia, a superproteção de Patilda e o sarcasmo de Luisinho são o foco do drama desse episódio, com a mesma dose de piadas já esperadas de Ducktales, mas parece que as revelações familiares podem estar estabelecendo o grande arco da temporada, talvez algo que a organização F.O.W.L. possa usar no futuro, e pelo que tudo indica, Patilda está escondendo mais coisas de Patrícia, quem sabe algo envolvendo os seus pais?

Além de discutir a atitude de Patrícia ao fugir das responsabilidades, há uma evolução por parte dos irmãos Dumbela e Donald. Enquanto uma deixa de jogar velha sozinha no submarino e encara seus medos para ficar com família, temos um raro caso onde Donald encontra sua paz interior – o que não dura por muito tempo e podemos ver seu clássico ataque de raiva quando alguns segredos de Mervana começam a surgir. 

Por ser uma aventura contida e dar mais destaque para o drama familiar, não há espaço para tantas referências quanto nos episódios anteriores, mas ainda temos uma coisa ou outra, como a primeira fala de Patrícia ao chegar em Mervana sendo uma trecho da letra da música Part of Your World, de A Pequena Sereia (“Look at this stuff, isn’t that neat?”), ou a decepção de Luisinho ao perceber a enorme escadaria que está prestes a subir, provavelmente lembrando de como foi o seu dia indo e vindo pelas escadas do cofre de Patinhas no episódio The Great Dime Chase!. E como a maioria dos episódios e premissas da série tem alguma ligação com a versão original de Ducktales, a harpa falante de Mervana é uma versão atualizada do mesmo artefato encontrado no episódio Raiders of the Lost Harp, de 1987. 

A jornada até Mervana pode não ser a mais arriscada ou misteriosa da série, e a harpa repetindo a mesma frase de efeito fica um pouco cansativo, mas é o excelente desenvolvimento dos personagens que continua deixando o público cada vez mais investido nas viagens da família pato, e pelo que tudo indica, mais segredos e intrigas estão por vir. 

Ducktales – 3X04: The Lost Harp of Mervana! (EUA, 18 de Abril de 2020)
Direção: Tanner Johnson
Roteiro: Colleen Evanson
Elenco: David Tennant, Ben Schwartz, Kate Micucci, Danny Pudi, Bobby Moynihan, Paget Brewster, Tony Anselmo
Duração: 21 min.

ROBERTO HONORATO . . . Criado pela TV, minha família era o programa dos Muppets e minha segunda casa era a locadora (era fácil de chegar, só precisava atravessar a rua). Não me incomodava rebobinar todas as fitas, e nem podia, já que assistia o mesmo filme várias vezes. E quando não é cinema, o cheiro de quadrinhos me chama de longe e preciso gastar dinheiro que não tenho. E nunca esqueça: #sixseasonsandamovie