Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Duna (1984)

Crítica | Duna (1984)

por Ritter Fan
2295 views (a partir de agosto de 2020)

A gigantesca magnus opus sci-fi de Frank Herbert, lançada em 1965, cria um universo muito particular, cheio de detalhes e de história pregressa que exige até mesmo um glossário ao final para que os leitores não se percam com expressões como gom jabbar, Bene Gesserit, Kwisatz Haderachsardaukar e dezenas (centenas?) de outras que ganham significado meticuloso e preciso. Herbert, ao criar o universo de Duna, que, no total, conta com seis livros – e aqui só estou contando os que foram originalmente escritos pelo autor, pois há outros ainda – faz o que os maiores autores de fantasia e ficção científica costumam fazer: nos oferecer uma experiência complexa, imersiva e, no final, extremamente recompensadora.

E é justamente por isso que a adaptação cinematográfica do primeiro livro da série de Herbert precisa ser vista com o máximo de distanciamento da obra original. Afinal, simplesmente não há como a complexidade marcante da obra de Herbert ser transposta para qualquer tipo de obra audiovisual, por mais longa que seja. Espremer esse material dentro de pouco mais de duas horas (ou pouco menos de três horas na versão estendida) é uma tarefa ingrata, especialmente se lembrarmos que a produção de Duna (o filme) vinha sendo “construída” desde 1971, quando os direitos foram adquiridos por Arthur P. Jacobs, que faleceu logo depois, sendo assumidos pelo francês Jean-Paul Gibon que tinha Alejandro Jodorowsky com diretor (há até um fascinante documentário sobre o lisérgico Duna de Jodorowsky, que contava com Pink Floyd e H.R. Giger só para vocês terem uma ideia). Mas foi somente em 1976, com o envolvimento do mítico produtor Dino De Laurentiis é que a coisa começou de verdade a andar novamente, com a contratação inicial de Ridley Scott.

Óbvio que tudo deu errado e, graças a seu O Homem Elefante, David Lynch chamou a atenção de Raffaella de Laurentiis, quando os direitos de Duna estavam para expirar. A correria para produzir a obra começou, de maneira a evitar que os direitos se perdessem e Lynch, que não conhecia os livros e não se interessava por ficção científica, concordou não só em dirigir com em escrever o roteiro.

Em outras palavras, as circunstâncias – do material fonte à conturbada produção, passando pela improvável escolha de diretor e pelo corte original de quatro horas que foi reduzido para duas por ordem da Univeral – conspiraram contra Duna e o resultado foi sua destruição pelos críticos e  sua ojeriza pelos fãs da série literária. Mas Duna definitivamente não é essa desgraça toda que pintam por aí. Ao contrário até. Há muito o que se apreciar, mesmo que o resultado final seja melhor caracterizado com uma cara bagunça.

De maneira a introduzir conceitos de forma econômica, Lynch cometeu um dos pecados capitais da Sétima Arte: ele dependeu fortemente de diálogos expositivos. O primeiro dele, falado pela “cabeça voadora” da Princesa Irulan (Virginia Madsen), filha do Imperador Padishah Shaddam IV (José Ferrer), estabelece a existência da especiaria, uma substância necessária para a dobra espacial e que é somente produzida no planeta desértico Arrakis, mais conhecido como Duna. Em seguida, somos jogados para outra cena expositiva em que uma estranha criatura, emissário do Spacing Guild (responsável pelas viagens espaciais) tem uma audiência com o Imperador e já de antemão aprendemos – só com base em diálogos – que o Imperador, junto com a Casa Harkonnen, tramam para assassinar o Duque Leto Atreides (Jürgen Prochnow), da Casa Atreides, ao passo que o ser gigante pressente que é o filho do duque, Paul Atreides (Kyle MacLachlan), que pode trazer problemas e, ato contínuo, ele pede seu assassinato. Tudo é entreouvido telepaticamente pela Reverenda Madre Gaius Helen Mohiam (Siân Phillips), da ordem Bene Gesserit, da qual a mãe de Paul, Jessica (Francesca Annis) faz parte e que, então, sai para testar o jovem, para descobrir se ele pode ser o messias, o chamado Kwisatz Haderach.

Confuso? Bem, se você não leu os livros, você tem que estar. Lynch, apesar de esmagar o espectador sob o peso de longos diálogos expositivos, narrativas em off e “pensamentos” dos personagens, ainda assim faz o clássico bombardeio de jargão específico do livro sem contexto, sem realmente explicar cada um deles. Com isso, ao tentar explicar, ele torna as águas ainda mais turvas e quebra o ritmo da narrativa com momentos em que ele quase que literalmente olha para nós e para tudo para explicar o que aconteceu ou o que acontecerá.

O hermetismo da obra original e a confusão da produção foram dois elementos-chave para esse resultado, mas Lynch, inserindo o máximo da mitologia de Duna no filme – e literalmente todas as expressões fantásticas criadas por Herbert – tenta respeitar o original esquecendo-se do público como um todo. Assim, os 137 minutos de projeção são sim cambaleantes em razão da estrutura narrativa imposta por Lynch.

No entanto, essa foi uma escolha do diretor e roteirista. Ele optou por assim fazer de maneira a trabalhar com proximidade ao material fonte e trazer um semblante de fidelidade. Sua escolha consciente não o exime das falhas, mas Lynch, sendo quem é, explica ao menos sua tentativa de absorver e transmitir o máximo da obra de Frank Herbert. Muitos alegam que George Lucas fez o mesmo – mas com sucesso – em Star Wars, mas isso não é verdade, pois as expressões e conceitos expostos na saga de fantasia de Luke Skywalker são, no frigir dos ovos, familiares ao público em geral. O misticismo da Força não se compara ao misticismo das Bene Gesserit. As viagens na velocidade da luz de Han Solo não têm paralelo com as dobras espaciais causadas pela fumaça laranja da especiaria de Arrakis, que deforma e transcende seus usuários. O sabre de luz é lindo, mas não tem as camadas interpretativas que a Voz permite.

Acontece que a alienação que ele causa em razão do roteiro jamais deveria ser causa suficiente para o espectador simplesmente balançar a cabeça em sinal de desapontamento pelo resultado final. Duna é, sem sombra de dúvida, um triunfo visual, especialmente se considerarmos que se trata de um filme pré-CGI, que depende de efeitos práticos, cenários e sobreposições de imagens para alcançar o que hoje bits e bytes fazem mil vezes melhor (ou pelo menos tentam). Os efeitos visuais e o design de produção são cuidadosos, detalhistas e assombrosos, na verdade.

E tudo isso vem carregado pela fotografia de Freddie Francis, que já trabalhara com Lynch em O Homem Elefante, além do preciso design de produção de Anthony Masters, um membro da tríade responsável por esse departamento em nada menos do que 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Esses dois elementos nos apresentam a um universo sombrio, cujas luzes vêm, unicamente, do sol escaladante e mortal de Arrakis ou da corte imperial czarista do Imperador, com seus dourados falsos e igualmente mortais. A luz, em Duna, significa morte. A escuridão, por  outro lado, significa vida. Desde o planeta original da Casa Atreides – brindado por oceanos – que é retratado sempre com interiores pesados e exteriores à noite, passando pelos horríveis membros da Casa Harknonnen (Sting é um deles!) que se vestem com figurinos escuros, mas cuja violenta e nojenta cena de introdução do Barão Vladimir Harkonnen (Kenneth McMillan) acontece em ambiente muito iluminado e pelo povo nômade do planeta Duna, os fremen, espartanos por natureza, precisos em sua vida nos poucos oásis da vastidão desértica do local.

Além disso, o trabalho de Francis transita muito bem entre planos gerais magníficos que estabelecem a ação e planos mais fechados e alguns close-ups que passam exatamente o que os personagens sentem (outro aspecto que torna desnecessário o exagero de narração de Lynch). A montagem de Antony Gibbs (Uma Ponte Longe Demais) lida de maneira eficiente com as esparsas cenas de combate – basicamente os dois grandes ataques que acontecem no começo e no final do filme – e brilha ao trabalhar com precisão a sequência da “cavalgada” dos vermes de areia.

A trilha sonora, a encargo de Toto, é majestosa e bonita, transmitindo, a cada nota, a melancolia de Paul Atreides e a inevitabilidade de seu futuro como Paul Muad’Dib, o messias, mas não o messias previsto pelas Bene Gesserit e sim o libertador do povo fremen e de Duna, que, de certa forma, funciona como uma alegoria ao colonialismo de exploração comum em séculos passados por aqui. Além disso, a trilha ajuda a amplificar e pontuar os paralelos religiosos constantes ao contrastar notas eletrônicas com clássicas, de maneira a demonstrar o embate entre ciência e religião, entre fato e mito.

Duna é um filme muito falho, não há dúvidas disso. No entanto, é um daqueles filmes que deslumbram e aguçam a curiosidade. É um triunfo visual atrapalhado por uma narrativa expositiva que, inexplicavelmente, funciona.

*Crítica originalmente publicada em 14 de dezembro de 2014. Revista e alterada para republicação.

Duna (Dune, EUA – 1984)
Direção: David Lynch
Roteiro: David Lynch (baseado em romance de Frank Herbert)
Elenco: Kyle MacLachlan, Francesca Annis, Brad Dourif, José Ferrer, Freddie Jones, Richard Jordan, Virginia Madsen, Kenneth McMillan, Everett McGill, Kenneth McMillan, Siân Phillips, Jürgen Prochnow, Paul L. Smith, Patrick Stewart, Sting, Dean Stockwell, Max von Sydow, Alicia Witt, Sean Young
Duração: 137 min.

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51 comentários

Anônimo 20 de janeiro de 2021 - 18:39
Responder
planocritico 21 de janeiro de 2021 - 00:53

Tem uma versão estendida sim, mas não é do diretor. Lynch não teve nenhum envolvimento, além de não ser uma versão “acabada” completamente. Está mais para remendada. De toda forma, teremos a crítica aqui no site dessa versão antes do lançamento do novo filme.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Leão Buendía 13 de junho de 2020 - 12:53

Eu li as suas críticas dos livros Duna e Messias de Duna, e compreendi as intenções do autor quanto a natureza do protagonista, e suas implicações em seu governo. Agora sim fiquei muito interessado em ler as obras originais.

Responder
planocritico 13 de junho de 2020 - 13:21

Ah, que legal! Olha, são leituras MUITO interessantes e que valem o esforço. O universo é rico, os personagens são fascinantes e o Paul Atreides é um destaque. Aproveite que o novo filme será lançado (espero!) no final do ano e tente ler pelo menos o primeiro (e melhor) volume!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Leão Buendía 13 de junho de 2020 - 12:59

Eu li as suas críticas dos livros Duna e Messias de Duna, e compreendi as intenções do autor quanto a natureza do protagonista, e suas implicações em seu governo. Agora sim fiquei muito interessado em ler as obras originais.

Responder
Gabriel Leão Buendía 12 de junho de 2020 - 16:10

Achei o final muito corrido, desde o treinamento com os fremen, principalmente o romance do Paul. A história é meio cansativa, e confesso que não curti muito o caráter messiânico do protagonista, mas os cenários, figurinos e produção em geral estavam show de bola. Quase esqueço, a vilania da família Harkonen é retratada de forma muito exagerada.

Responder
planocritico 12 de junho de 2020 - 16:30

O caráter messiânico do protagonista é da essência da obra. Sem isso, nada mais funciona.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Leão Buendía 12 de junho de 2020 - 17:07

Entendo, deve ter esse sentimento em face dos líderes da vida real, tentando se travestir de “messias” enviados por Deus para “salvar” o povo.

Responder
planocritico 12 de junho de 2020 - 17:29

Faz parte da natureza humana. Vide Maomé, Jesus Cristo e assim por diante…

Abs,
Ritter.

Responder
Cleber Dorneles 7 de junho de 2020 - 01:21

Não é à toa que Blade Runner tornou-se um clássico!

Responder
planocritico 7 de junho de 2020 - 04:30

Confesso que não entendi o comentário…

– Ritter.

Responder
SUPRAMATY 29 de abril de 2020 - 15:03

Gostaria de ver o corte do David Lynch. Ele próprio admite que tem um carinho pelo filme, mas infelizmente a experiência que teve fez ele nunca assistir ou ter interesse em ver algum remake.
Lembro que assisti e me marcou a fotografia, mas não lembro da história em si.
A visão de um diretor sempre é bem vinda, o mesmo vale para a animação de Senhor dos Anéis, que apesar dos defeitos em si, o Ralph Bakshi deixou claro que o estúdio se intrometeu muito, e o que era para ser uma trilogia, ficou só num único filme.
Adoraria que fãs da saga pegassem idéias do Bakshi e dessem uma melhorada com cenas adicionais sem perder aquela psicodelia do original.

Responder
planocritico 29 de abril de 2020 - 15:27

Esse filme, apesar de não ser uma maravilha, marcou sua época e tem coisas bem interessantes nele.

O corte do diretor não existe comercialmente, mas existe uma versão alongada de Duna que não tem a chancela de Lynch e que “cola” storyboards e imagens conceituais no meio da narrativa para mostrar “o que poderia ter sido” se Lynch tivesse tido o corte final. É meio chato de se assistir, mas é interessante…

Abs,
Ritter.

Responder
Vinícius Mendes 22 de abril de 2020 - 04:59

Não sei se é porque acabei de ler o primeiro livro, mas achei o filme impalatável.. Simplesmente horrível hahahahahah
Abraço!

Responder
planocritico 22 de abril de 2020 - 10:34

Eu te entendo perfeitamente. Mas mesmo tendo lido o livro duas vezes ao longo de todas essas décadas, ainda consigo gostar do filme.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 19 de novembro de 2018 - 16:18

Depois que assistir, volte aqui para deixar suas impressões! Especialmente depois de ter lido o livro!

Abs,
Ritter.

Responder
Arthur 19 de novembro de 2018 - 19:33

Pode deixar!

Responder
planocritico 19 de novembro de 2018 - 00:17

@disqus_nMEfUjZrtQ:disqus , acabe de ler o romance (aliás, a crítica dele sairá por aqui muito em breve, fique de olho!) e siga para o filme de Lynch com tranquilidade. Ele pode te desapontar, mas vale ser conferido pelo que o diretor tentou fazer. Pessoalmente, acho longe de ser um filme decepcionante.

Abs,
Ritter.

Responder
Arthur 19 de novembro de 2018 - 02:20

Legal, então depois da leitura seguirei para o filme. Ah, e que ótimo que a crítica do livro sairá por aqui! Vou ficar de olho! =D

Responder
Arthur 18 de novembro de 2018 - 23:20

Olá, Ritter! Sempre acompanho suas críticas e adoro todas, pois sempre me identifico com suas colocações! Ei, atualmente eu estou lendo Duna, e o romance realmente é muito legal, mas você recomendaria assistir esse filme após a leitura? É uma obra muito decepcionante? Pergunto assim pois vi o trailer e achei bem bacana, mas, ainda assim fico com receio da experiência de assistir “estragar” a magia da obra original…

Responder
Platão Sofista 23 de junho de 2017 - 10:06

(Re)filmagem vem aí gente. Acompanhem o Twitter do filho do homem, Brian Herbert.

Responder
planocritico 23 de junho de 2017 - 16:55

Sim, e dirigida por Denis Villeneuve, que é um diretor espetacular!

Abs,
Ritter.

Responder
Platão Sofista 23 de junho de 2017 - 17:06

Aproveitando ja que vc responde, rs,seu texto está muito bom. Bem fundamentado, traduz a sensação de quem vê o filme pela primeira vez. Pra você ter uma ideia, quando eu assisti pela primeira vez na vida, este ano, voltei pro início e assisti com papel e caneta e dei uma pesquisada prévia por cima do contexto na internet e mesmo assim saí confuso. Imagina​ em 84, que aliás foi o ano que nasci. Depois que fui pesquisar e fiquei sabendo de todo o “babado” entre a produtora e o David Lynch. Agora estou baixando​ a versão de 170 minutos e estou muito ansioso. E louco pela versão do Dennis Villeneuve.

Responder
planocritico 23 de junho de 2017 - 17:42

@comentadoranonimobrasileiro:disqus , na medida do possível, sempre respondemos comentários de clientes aqui no site!

Olha, sua confusão foi a mesma que eu tive quando eu vi o filme em 84 (ou 85, não me lembro). Tanto foi que eu peguei o livro para ler logo depois e notei logo de cara que mesmo o livro tem um glossário enorme de termos para facilitar (um pouco) a vida dos leitores. O filme pode não ser aquilo que tinha potencial para ser, mas o livro – ou a série de livros, para dizer a verdade – vale muito o esforço.

Divirta-se com a versão de 170 min. Eu já assisti e ela mostra o que o filme poderia ter sido, mas é um negócio ainda inacabado.

Abs,
Ritter.

Responder
Platão Sofista 23 de junho de 2017 - 17:56

Esse glossário é meu maior “medo” de ler a versão em inglês. Acredito que conforme a leitura seja feita, com um pouco de esforço, você acaba se habituando é a leitura acaba fluindo que nem o laranja mecânica.

planocritico 23 de junho de 2017 - 18:11

Na verdade, é bem mais fácil que Laranja Mecânica! Pode ler sem medo!

Abs,
Ritter.

Platão Sofista 26 de junho de 2017 - 00:38

Acabei de ver a versão de 170 minutos. A sensação é essa mesmo. Eu fiquei com a sensação que mais ou menos no terço final, o diretor tava de saco cheio, tocou o botão do foda se e montou tudo de qualquer jeito, apressado. Um monte do enredo parece inacabado. E.g. a mãe de Paul, após o 1o encontro com os fremen simplesmente desaparece pra só reaparecer já na briga de faca no final, sem dizer palavra. Ela é a madre superiora e mãe do mua’dib e mesmo assim, some.. Nenhuma das duas versões explica a relação dos sandworms com o tempero (não me conte rs). Embora a de 170 minutos mostram a origem da água da vida. Irulan é só decoração.. não explica o poder adictivo do tempero. Também tem os acréscimos do David Lynch como aquela válvula cardíaca dos harkonen da versão de 120 minutos. Enfim, são dezenas de diferenças livro/versão teatral/versão DVD. Mas o filme em ambas versões parece incompleto, confuso mesmo na montagem. O que só atiçou ainda mais minha curiosidade do universo de Duna. Aliás, comigo tudo começou na música do Iron Maiden. Abraço.

planocritico 26 de junho de 2017 - 00:59

Sem dúvida. Essa versão é bem confusa, talvez até mais do que a original que foi aos cinemas.

Sobre Iron Maiden, só tenho isso a dizer:

It is a land that’s rich in spice
The sand riders and the “mice”
That they call the “Muad’Dib”

He is the Kwizatz Haderach
He is born of Caladan
And will take the Gom Jabbar

He has the power to foresee
Or to look into the past
He is the ruler of the stars

Abs,
Ritter.

Platão Sofista 28 de junho de 2017 - 00:41

Haha boa

andre99249 . 28 de novembro de 2017 - 04:16

Hahah fãs do meu Maiden estão em todos os lugares, também conheci a obra através de “To Tame A Land” (o que é irônico já que o autor não deixou a banda entitular a música com o nome “Duna” pois não queria ver seu nome/obra vinculado a uma banda de rock). Quero ler o livro antes de assistir o filme e irei começar em breve então daqui um tempo estou voltando aqui para ler sua critica (a melhor da internet diga-se de passagem).

planocritico 28 de novembro de 2017 - 14:06

Eu sei. O Herbert não gostava de heavy metal e não deixou o Maiden usar Dune como título da música. Mas To Tame a Land é um título ainda melhor!

O livro eu reli agora (estou relendo todos) e escrevi a crítica, que publicarei no começo de 2018, como parte de nosso projeto de ter tudo de Duna (escrito por Frank Herbert) até o lançamento do filme do Villeneuve!

Abs,
Ritter.

andre99249 . 10 de dezembro de 2017 - 02:11

Isso…tinha comprado pela internet ele chegou estes dias e o cara não é pequeno não hem kkkkk mas vou ver se consigo ler a tempo de sua crítica. Quanto ao filme do Villeneuve acho que ainda vai tempo porque li que ele estava fazendo o roteiro mas nem sabia se seria aprovado ainda. Mas já faz um tempo também que vi.

planocritico 10 de dezembro de 2017 - 13:36

@andre99249:disqus , por isso eu comecei cedo. São 6 livros e apenas o segundo é pequeno. Mesmo que o filme só seja lançado em 2020, preciso de tempo para digerir e para ler outras coisas entre um livro e outro senão é overdose de areia de Arrakis…

Abs,
Ritter.

André 18 de janeiro de 2018 - 17:39

Haha terminei o primeiro hoje Ritter…a crítica dele sai em breve? Aguardo..

planocritico 19 de janeiro de 2018 - 06:11

Sai em fevereiro. Será um a cada dois meses, fechando em um ano os seis de Frank Herbert.

Abs,
Ritter.

André 18 de janeiro de 2018 - 17:39

Haha terminei o primeiro hoje Ritter…a crítica dele sai em breve? Aguardo..

vince 12 de junho de 2017 - 07:45

É muito conteúdo talvez um novo filme seja melhor amarrado e dada a tecnologia atual tenha visual melhor, porém meu sonho era Duna adaptado pela HBO em uma série estilo GOT ai daria pra ver o universo dos livros serem bem explorados só não sei se teria público.

Responder
planocritico 12 de junho de 2017 - 15:08

Sim, sim, concordo. Já houve uma minissérie adaptando Duna, aliás. Foi até boa, mas faltou mais qualidade na produção.

Abs,
Ritter.

Responder
vince 12 de junho de 2017 - 17:18

Ouvi dizer meses atrás que além dessa adaptação nova do Villeneauve pretendem também fazer uma série para tv junto tem alguma informação nova sobre isso ? Eu lembro da série pra tv tinha o Willian Hurt não era ruim.

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 15:24

Não estou sabendo de série não.

Abs,
Ritter.

Responder
Júlio Oliveiraq 10 de junho de 2017 - 15:41

Oi, se não me engano, esse material extra são apenas cenas filmadas, não formam e nunca fizeram parte de um filme maior que foi reduzido. A versão extendida é apenas um encaixe de cenas que não ajudam muito.
abs,
JD

Responder
planocritico 10 de junho de 2017 - 17:06

Não é material extra. Falo do corte original do filme, bem antes dele ser finalizado. Ele foi reduzido por pressão da Universal. Essa versão estendida que você se refere e que chegou a ser vendida aos consumidores é uma tentativa (porca) de se reconstruir essa visão original de 4 horas que Lynch fez e que se perdeu.

Abs,
Ritter.

Responder
Júlio Oliveiraq 13 de junho de 2017 - 19:44

Obrigado pela explicação. Não sabia ter havido uma versão completa perdida. Ainda assim, o que restou é uma festa para os olhos e, para quem leu o livro, um prazer assistir. Infelizmente para quem não leu, é realmente confuso. Na época do lançamento só entendi realmente o filme depois que li o livro e agora, sempre que revejo, parece tudo muito claro, mas sei que não é.
Abs,
JD

Responder
planocritico 13 de junho de 2017 - 20:20

@jliooliveiraq:disqus , eu vi esse filme ainda no cinema, em 84 ou 85 e fiquei tão fascinado que fiz como você e corri atrás do livro. Li a série original toda (só a que o Frank Herbert escreveu) e revi o filme algumas vezes desde então. Ele fica muito mais natural com os livros, mas COM CERTEZA quem não leu fica confuso. É muita coisa nova e diferente em muito pouco tempo.

Abs,
Ritter.

Responder
thiago 24 de fevereiro de 2017 - 20:36

Vi esse filme e realmente ele tem muitos problemas essas coisas de ouvir pensamento deixa tudo muito ruim, as atuações nao tem uma que salve, e o sting so faz careta, rs, toda a narrativa é confusa tem horas que é contada de forma lenta outras de forma corridas por narracoes ou flashbacks, mas os designe do filme é belissimo a fotografia e figurinos tb sao otimos as musicas pelo menos pra mim horas sao otimas para momentos apoteoticos , mas nao me pareceu ter forca nas cenas de ação. Paul atreides pqp nao tem carisma ,atuacao, nada, nao convence, como o messias fodao salvador de arakis
A primeira hora do filme é boa vc compra akele universo , msm com toneladas de informacoes e nomes estranhos depois te cansa e as batalhas pouco empolgam. Me pareceu q a galera do producao de arte esta super a fim de fazer esse filme dar certo junto com a galera da direcao de fotografia , ja o lynch nao tava com seu roteiro e direcao.
O jeito é ver e o vilenueve se sai melhor, achei duna fantastico como um novo universo e acredito que ele merece ser beeem melhor retratado.

Responder
thiago 24 de fevereiro de 2017 - 20:36

Vi esse filme e realmente ele tem muitos problemas essas coisas de ouvir pensamento deixa tudo muito ruim, as atuações nao tem uma que salve, e o sting so faz careta, rs, toda a narrativa é confusa tem horas que é contada de forma lenta outras de forma corridas por narracoes ou flashbacks, mas os designe do filme é belissimo a fotografia e figurinos tb sao otimos as musicas pelo menos pra mim horas sao otimas para momentos apoteoticos , mas nao me pareceu ter forca nas cenas de ação. Paul atreides pqp nao tem carisma ,atuacao, nada, nao convence, como o messias fodao salvador de arakis
A primeira hora do filme é boa vc compra akele universo , msm com toneladas de informacoes e nomes estranhos depois te cansa e as batalhas pouco empolgam. Me pareceu q a galera do producao de arte esta super a fim de fazer esse filme dar certo junto com a galera da direcao de fotografia , ja o lynch nao tava com seu roteiro e direcao.
O jeito é ver e o vilenueve se sai melhor, achei duna fantastico como um novo universo e acredito que ele merece ser beeem melhor retratado.

Responder
planocritico 25 de fevereiro de 2017 - 04:26

@disqus_A7depsGfsg:disqus , eu gosto de Duna, mas reconheço os diversos problemas dessa produção conturbada. Lynch não acreditava de verdade no negócio…

Mas será MUITO interessante ver o que Villeneuve faz com o material. Mas, não se esqueça: antes tem Blade Runner 2049!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 25 de fevereiro de 2017 - 04:26

@disqus_A7depsGfsg:disqus , eu gosto de Duna, mas reconheço os diversos problemas dessa produção conturbada. Lynch não acreditava de verdade no negócio…

Mas será MUITO interessante ver o que Villeneuve faz com o material. Mas, não se esqueça: antes tem Blade Runner 2049!

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro Henrique 10 de novembro de 2015 - 08:34

Olá, estou fazendo um trabalho sobre o filme e gostaria de ter a fonte dessa sua informação de que o filme tinha 4 horas e foi cortado pra 2.
Obrigado.

Responder
planocritico 11 de novembro de 2015 - 00:58

O rough cut tinha mais de 4 horas. Aqui: http://dune.wikia.com/wiki/Dune_(1984_movie)

Mas sei que li em outros lugares também (ou ouvi em entrevistas), mas não consigo me lembrar de onde tirei.

Espero que tenha sucesso eu seu trabalho!

Abs,
Ritter.

Responder
Pedro Henrique 22 de novembro de 2015 - 17:56

OBRIGADO, te creditarei no trabalho!
Abraço

Responder

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