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Crítica | Duna, de Frank Herbert

por Ritter Fan
1336 views (a partir de agosto de 2020)

Classificar Duna apenas como uma obra de ficção-científica é um desserviço reducionista à obra-prima de Frank Herbert. Muito mais do que uma história que se passa em um futuro distante, com tecnologia alienígena, seres e planetas bizarros, o épico cuja primeira versão começou a ser publicada de forma serializada na revista sci-fi Analog (ex-Astounding Stories), em 1963, tem a ambição de ser bem mais do que isso. Duna é, para todos os efeitos, uma narrativa de construção de mito ou lenda tendo como pano de fundo um contexto fortemente ambientalista e religioso que estruturalmente ecoa e transcende elementos retirados diretamente da História do Mundo, desde as óbvias influências médio-orientais, passando pela ascensão e queda de impérios em uma Jornada do Herói que foge ao que se espera da estrutura grega clássica e que também funciona como um profundo e doloroso aviso sobre o preço do fanatismo cego que se segue ao estabelecimento da figura messiânica. E, mesmo assim, talvez essa minha tentativa de alargamento de escopo da obra seja ainda reducionista, mas certamente faz mais justiça do que classificar Duna apenas como ficção científica, arriscando uma leitura rasa e com expectativas equivocadas deste trabalho quase sem paralelo.

Mas sei que me adiantei. Deixe-me, então, rebobinar meu raciocínio, começando pelo proverbial começo.

A carreira de Frank Herbert como escritor de obras de ficção-científica começou em 1952, com o conto Looking for Something, publicado na revista mensal Startling Stories. A essa primeira obra, outras três se seguiram até que, em 1955, ele publicou seu primeiro romance, só que em forma serializada, como era comum na época para o gênero. Já nesse primeiro romance, a preocupação do autor com questões ambientais se fazia presente, algo que seria um dos alicerces de sua celebrada série literária tendo o planeta Arrakis, mais conhecido como Duna, como epicentro. Pode-se dizer que 1955 marcou seu ingresso definitivo na carreira de escritor, com The Dragon in the Sea, que, assim como seus textos anteriores, serviram de semente para sua grande obra.

Duna foi o resultado de dois fatores inusitados (o segundo considerando-se a época, claro) quase simultâneos: uma encomenda que Herbert recebera para escrever um artigo sobre dunas de areia no Oregon e sua esposa, Beverly Ann Stuart, com quem já tinha dois filhos, tornou-se a provedora do lar. Com tempo em sua mãos, ele dedicou-se desproporcionalmente ao referido artigo, o que resultou em material vasto sobre o tema que, claro, resvalava nas questões ambientais que ele tanto gostava. Curiosamente, o artigo jamais foi efetivamente escrito, mas sua pesquisa abriu o caminho definitivo para o espetacular começo de sua saga que germinaria vagarosamente ao longo de nada menos do que seis anos de dedicação.

Mas, obras de ficção científica, àquela época, eram para consumo rápido e o tamanho do material assustou e afastou os editores mais envolvidos com a matéria, em mais um exemplo de falta de visão que, em retrospecto, torna tudo ainda mais pitoresco. Só para se ter uma ideia, depois de publicar Duna de forma serializada na referida revista Analog, Herbert ouviu não de mais de duas dezenas de editores ao sugerir a publicação como livro propriamente dito. Quem realmente acabou se interessando foi Sterling E. Lanier, editor da Chilton Book Company, especializada, pasmem, em manuais de conserto dos mais variados equipamentos. E Lanier, com isso, entrou para a história como o editor que trouxe Duna à tona e transformou a obra no sucesso de crítica (imediatamente) e público (o que demoraria um pouco) que ela até hoje em dia é.

No livro, Frank Herbert estabelece um fascinante universo que gira em torno de uma valiosíssima substância: a especiaria, droga produzida apenas no planeta Arrakis, mais conhecido como Duna, comandado com mão de ferro pela Casa Harkonnen, tendo o Barão Vladimir Harkonnen como seu patriarca. Quando a obra começa, uma grande mudança está prestes a acontecer, com a Casa Harkonnen saindo de Duna e abrindo espaço para que o planeta completamente desértico e pontilhado de temíveis e gigantescos vermes de areia que dificultam a extração da especiaria passe para o comando da Casa Atreides, chefiada pelo Duque Leto Atreides que tem como concubina Lady Jessica, uma Bene Gesserit, e, com ela, o filho Paul Atreides, de apenas 15 anos, mas já extremamente maduro para sua idade. É o jovem Paul o protagonista da história e é sua trajetória que seguimos do começo ao fim aqui, um fim que, claro, continua no livro seguinte, mas que é bem marcado narrativamente, não deixando finais em aberto ou situações sem resolução.

Não ousarei, aqui, entrar nas minúcias do universo criado por Herbert, pois essa seria uma tarefa não só fútil, como eu tenho certeza que jamais conseguiria fazer jus ao que o autor estabelece. A divisão dos poderes em “Casas” que não necessariamente se gostam debaixo do comando do Imperador Shaddam IV, a importância da especiaria nesse contexto, já que suas propriedades lisérgicas é que permitem as viagens em velocidade de dobra, o duro e sofrido povo Fremen, nativos aparentemente subjugados de Arrakis, os vermes de areia, traições, reviravoltas e um sem-número de outros fascinantes aspectos criam um todo absolutamente coeso e lógico que, por incrível que pareça e, apesar da tamanho do livro e da existência de um glossário ao final das palavras e expressões inventadas resultam em uma leitura fluida, ainda que não necessariamente rápida devido à atenção necessária.

Ousaria dizer que Duna é a amálgama deferente dos clássicos literários de ficção científica que vieram antes dele, mas que estabelece roupagem e voz próprias e, por isso, passaria a ser, por sua vez, a base literária para um outro sem-número de obras futuras do gênero nas mais variadas mídias. Star Wars não seria Star Wars sem Duna (Tatooine não é um planeta desértico à toa) e a própria grandeza do universo de George Lucas é algo sugado diretamente do tamanho do que Herbert cria nesse primeiro livro e expande nos cinco seguintes (ignorarei os que seu filho Brian Herbert escreveu após a morte de seu pai). Duna é, para a ficção científica, em muitos aspectos, o que a Odisseia significou e significa para a literatura épica ocidental.

Herbert traz elementos da Idade Média para Duna, trabalhando conceitos de ficção científica sem abordar aspectos técnicos, sem tentar estabelecer os detalhes de como, por exemplo, a viagem em velocidade de dobra (e essa nomenclatura eu só uso por liberdade crítica, pois o autor não a menciona), exatamente como Philip K. Dick fez em sua bibliografia, o chamado soft science-fiction, ou seja, o oposto da literatura asimoviana. Mas essa é uma escolha deliberada, pois Duna foi construído para ser lido como uma narrativa de intrigas feudais e palacianas com elementos sci-fi aqui e ali e não o contrário. A ficção-científica é o pano de fundo, é a “decoração”, por assim dizer, de um texto que foca na lealdade, nas questões ambientais e ecológicas, no matriarcado como o verdadeiro poder, e também, muito pesadamente, na religião, aqui representada pela figura messiânica em que Paul Atreides acaba se encaixando.

E notem que eu utilizei “encaixando”, pois Paul se amolda ao que se espera dele, manobrando inteligentemente as expectativas (de sua mãe, das Bene Gesserit, dos Fremen, da Casa Harkonnen) e, com isso, aos poucos, transformando-se em um personagem inesquecível. Mas Herbert também não está interessado em ação desenfreada, em pancadaria incessante. Seu texto de ação é enxuto, breve e direto ao ponto, o que pode levar muitos a indagar então como é que o autor precisou de quase 700 páginas para escrever o que escreveu. Mas é justamente isso que torna Duna um expoente em seu gênero. O livro constrói um universo rico, detalhado, repleto de personagens diferentes que orbitam literal e metaforicamente o planeta Arrakis. Se enxugarmos, poderíamos resumir o livro em algumas frases, mas isso seria o mesmo que dizer que a já citada Odisseia é sobre as aventuras de Ulisses em sua viagem de 10 anos a Ítaca depois da Guerra de Troia. Duna extrapola a narrativa óbvia e na base dos 140 caracteres por capítulo. A forma contemplativa que Herbert narra a história exige calma e tranquilidade do leitor, como se ele mesmo, aos poucos, fosse consumindo especiaria e passando a ter olhos azuis profundos que permitem uma visão alargada de mundo.  Duna parte do que conhecemos, de até mesmo estereótipos e clichês do gênero (ainda que Herbert tenha criado aqui muitos dos estereótipos e clichês do gênero) para reempacotá-los em um tour de force marcante que faz perguntas duras ao leitor, perguntas essas que, tenho certeza, são muito mais atuais hoje do que em 1965, bastando lembrar dos radicais islâmicos e seu jihad contra o Ocidente, algo que é uma das bases da narrativa.

No entanto, apesar da qualidade inegável de Duna, é perfeitamente compreensível que muitos concluam que Herbert escreveu um texto frio, distante e que Paul Atreides, assim como diversos outros personagens, são antipáticos e pouco envolventes. Vejo isso, porém, como parte da natureza da narrativa que ele escolhe. Para começar, o ponto-de-vista é do futuro olhando para eventos no passado em Arrakis e contados a partir de Irulan, filha do Imperador, ou seja, a partir da visão aristocrática do ocorrido. Não é que o livro se passe em um grande flashback, mas os capítulos são iniciados por trechos de obras pós-Paul Atreides em mais um daqueles detalhes incríveis que enriquecem a história. Vejo Duna como um tomo histórico, por assim dizer e, como tal, ele carrega um pouco da frieza “científica” de um historiador tentando aproximar-se o máximo possível do que efetivamente aconteceu, sem uma visão “apaixonada” de um lado ou outro. E, como é uma história contada a partir do seio da aristocracia sobre a aristocracia, mesmo que os Fremen – os súditos nesse contexto – tenham participação fundamental, o distanciamento também é esperado. Então sim, Paul Atreides especialmente é quase que uma estátua de cera em sua forma de agir, sempre abordando o mundo como um tabuleiro de xadrez, jamais (ou quase) deixando suas emoções tomarem-lhe completamente. Paul é um garoto que é obrigado a crescer em pouquíssimo tempo e que aprende que ele é muito – mas muito – mais do que um membro de uma Casa Real que “ganha” Arrakis de presente.

Apesar das grandes obras de ficção-científica que eu poderia citar aqui e que merecem todo o respeito, Duna é a quintessência do gênero, é o tratado criador de mundos que estabelece os parâmetros pelos quais os outros devem ser medidos. Frank Herbert cria uma lenda ao contar a saga da Paul Atreides e, no processo, torna-se, ele próprio, um mito.

Duna (Dune, EUA – 1965)
Autor: Frank Herbert
Editora original: Chilton Books
Datas de publicação: agosto de 1965
Editoras no Brasil: Editora Aleph
Datas de publicação no Brasil (Aleph – versão atual): abril de 2017
Tradução (edição atual da Aleph): Maria do Carmo Zanini
Páginas (edição atual da Aleph): 680

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58 comentários

Juliano Oliveira 30 de abril de 2021 - 13:16

Excelente artigo. Descobri o site agora, ao pesquisar sobre as relações entre a obra de F. Herbert e a trilogia Matrix. E, incrivelmente, não achei nada explícito.
Me acostumei a ver textos relacionando – com muita obviedade, sem sombra de dúvida – a trilogia das Wachowski com a obra referencia do cyberpunk Neuromancer. Este, outro livro que merece ser lido por quem se interessa.
Porém, ao ler os livros um e dois de Duna, a cada vez mais me chamava atenção as similitudes com trechos da trilogia Matrix. Um messias (Neo); orgias festivas em uma caverna (Zion); o messias que mesmo cego, tudo vê; a presciência (e o Oráculo, o Arquiteto e as versões da Matrix), etc.
Isto é, Matrix – uma ótima produção, que recomendo sem dúvidas – foi se mostrando ainda mais uma colagem muito bem realizada de mitos clássicos e contemporâneos. Não tiro seu valor por isso, pelo contrário. O próprio artigo aqui tão bem escrito exemplifica como a literatura se consome e se renova em si mesma.
Fica o registro.

Responder
planocritico 30 de abril de 2021 - 17:48

Obrigado!

Olha, Duna influenciou MUITO a ficção científica, então, se cavarmos, encontraremos referências em praticamente todo lugar.

Abs,
Ritter.

Responder
Mestre Kame 26 de abril de 2020 - 11:21

Devido à adaptação do Villeneuve estou considerando iniciar a leitura de Duna, a qual postergo há anos por dizerem que o livro é complexo e extenso… Vamos ver se agora vai hehe

Responder
planocritico 26 de abril de 2020 - 15:25

Boa leitura!

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo K 5 de fevereiro de 2020 - 23:22

Tenho acompanhado as notícias a respeito da adaptação do Villeneuve: parece que o ponto de divisão entre o primeiro e segundo filmes será mais ou menos na metade do livro, onde “há uma divisão lógica da história”.

Li este livro há décadas e não lembro mais em que ponto da história temos essa divisão. Alguém saberia apontar?

Responder
planocritico 6 de fevereiro de 2020 - 08:22

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

SPOILER

Meu chute é que a tal divisão seria no momento em que Paul participa daquela “orgia psicodélica” com os Fremen e se une à Chani.

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 25 de setembro de 2019 - 19:40

Eu tenho uma dúvida. Quero muito ler esse livro e uma pessoa me falou que o filho dele é quem continuou a história após a morte dele. Mas sei que existem 6 livros escrito pelo autor original.
Minha dúvida é: a história foi finalizada?
Esses 6 livros se encerram neles mesmo?
O filho terminou a saga ou expandiu a saga?

Quero dizer, a leitura desses 6 livros são suficiente? Ou pra entender preciso ler o que o filho terminou? Digo isso pq quero ler, mesmo que a resposta seja sim. Mas meu amigo que me falou desse fato, disse que não leria a série por causa disso.

Responder
planocritico 25 de setembro de 2019 - 22:34

Vamos lá.

Frank Herbert escreveu seis livros da saga e faleceu no ano seguinte do lançamento do sexto livro, deixando anotações para um último volume.

Uma década depois da morte, o filho dele, Brian Herbert, juntamente com Kevin J. Anderson, passaram a escrever histórias prelúdio (em geral conhecidas como Prelúdio de Duna) e expansões desse universo (geralmente conhecidas como Heróis de Duna). São muitos livros e contos de autoria dos dois.

Entre uma coisa e outra, os dois escreveram Hunters of Dune (2006) e Sandworms of Dune (2007) com base nas anotações de Frank Herbert e esses dois volumes completam a história dos seis volumes originais, pois a história toda acaba em um grande cliffhanger.

Dito isso, os livros do filho e de Kevin são normalmente considerados mais fracos – bem mais fracos – que os do autor original. Eu não os li, pelo que não posso confirmar ou negar.

NO ENTANTO, o primeiro livro de Herbert – DUNA – é uma leitura com começo, meio e fim. Você pode e deve lê-lo, pois é espetacular. Se gostar e quiser ler os outros cinco, é bônus. Fiz as críticas dos seis volumes aqui: https://www.planocritico.com/tag/duna-serie-literaria-original/

Espero ter ajudado e divirta-se!

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 3 de outubro de 2019 - 01:07

Uou, baita explicação. Muito obrigada.
O primeiro com certeza eu lerei. Principalmente antes da nova adaptação.

Responder
planocritico 3 de outubro de 2019 - 01:18

Tomara que goste. Divirta-se!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 14 de dezembro de 2018 - 18:56

Eu gosto de Tolkien, mas, de fato, a leitura dos livros dele é mais difícil pela forma como ele aborda lugares e personagens. Martin eu não gosto. O cara corre demais atrás do próprio rabo…

Sobre os filhos de Paul, eu os acho muito interessantes. Claro que o primeiro livro continua sendo o melhor, mas vale tentar ler até o sexto.

Abs,
Ritter.

Responder
Law 13 de dezembro de 2018 - 22:41

Duna foi o primeiro livro ” grande ” que li, confesso que até hoje eu sou grato a leitura dinâmica que o Frank proporciona, se tivesse pegado algum livro do Tolkien provavelmente teria desistido dos livros, o cara enrola muito, detalhista demais com coisas pequenas, Martín e outro que abusa da paciência do leitor ( sem citar a demora para finalizar os livros )
Voltando ao assunto, confesso que só li os dois primeiros livros da série, simplesmente detesto os filhos do Paul, não consigo terminar essa saga

Responder
Big Boss 64 13 de dezembro de 2018 - 18:01

E como gamer assíduo, eu lamento muito que certas pessoas (não você, claro) não considerem jogos eletrônicos uma forma de arte. Tantos games
relevantes como Metal Gear Solid, Journey, Okami ou Inside e são tratados no mesmo nível de Overwatch e Call of Duty. Cada um tem algo a lamentar.

Responder
planocritico 13 de dezembro de 2018 - 14:35

Eu estava começando era a REler o livro, algo que faço muito raramente. E olha, eu fiz a crítica no começo do ano, assim com a de Duna 2 e 3, que sairão nos próximos meses, mas esperei uma oportunidade melhor para publicar.

Confio muito no Villeneuve, mas será uma tarefa árdua. Tomara que o orçamento permita a suntuosidade necessária à produção.

Abs,
Ritter.

Responder
andre99249 . 16 de dezembro de 2018 - 18:26

Uma dúvida Ritter. “Duna 3” entraria onde quando comparado aos 2 primeiros? Quero continuar a ler a saga mas ele é consideravelmente mais longo que o segundo. Vale realmente a pena ler o livro ou é mais pra preencher lacunas?

Responder
planocritico 16 de dezembro de 2018 - 19:16

Acho melhor que o segundo. Mas, se você acabar o terceiro, saiba que selará um compromisso com você mesmo de chegar até o sexto…

E vale o esforço!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 13 de dezembro de 2018 - 14:33

Leia, @disqus_LYRjUKya2j:disqus ! É um livraço!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 13 de dezembro de 2018 - 14:33

É um dos mais fascinantes universos literários, sem sombra de dúvidas!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 13 de dezembro de 2018 - 14:32

Gosto também do filme de Lynch, mas acho que o Villeneuve pode ser a pessoa certa para colocar nas telonas uma adaptação de extrema qualidade. Vamos torcer!

Abs,
Ritter.

Responder
andre99249 . 13 de dezembro de 2018 - 03:29

Estou esperando essa crítica há exato 1 ano kkkkkk dezembro do ano passado estava comentando que iria começar a ler o livro acredito que foi na sua crítica ao filme do Lynch e você tinha falado que sairia em janeiro. Mas como diriam antes tarde do que nunca não é mesmo. Li “Duna” e “Messias de Duna” neste ano. Mas que livro amigos, que obra fantástica. Posso dizer que “Duna” me transformou em um leitor, não que não lia antes mas não tinha o hábito de ler todos os dias e por isso demorava séculos para terminar livros como esse. Fiz uma estimativa de uns 6 meses pra ler “Duna” pela extensão da obra, acabei em 20 dias (inimaginável para meus padrões no começo desse ano) de tão fascinante e viciante que é a história. Simplesmente não há como parar de ler esta obra. Então para quem está em dúvida como vi nos comentários abaixo por não ter o costume, não tenha medo que a leitura flui de um jeito que você vai ler 50 páginas achando que leu 10, e com tantas palavras criadas pelo Herbert para aquele universo e pela complexidade de toda a trama, isso o torna ainda mais admirável. O segundo livro confesso que não achei chegar ao mesmo patamar e foi mais voltado para a trama política mas ainda assim um excelente livro, e só pela personagem irmã do Paul já valeria, não há como não amá-la. Enfim, grande crítica como sempre. E como você disse, Duna é muito mas muito mais que um simples livro de aventura de ficção cientifica. Herbert aborda tantos assuntos que provavelmente perdi muita coisa, irei revê-lo com toda certeza mas antes pretendo continuar lendo o restante da saga. Mas nem sempre ele os escancara nas páginas, ele sabe ser bem sutil ao tratar alguns assuntos. É um livro que pode ser lido em diferentes camadas. Enfim, adorei tanto o livro que nem cheguei a ver este lado frio que você menciona no texto. E você foi bem no ponto quando disse que Paul acaba por ser encaixar no mito criado pelas Bene Gesserit durante séculos, é uns dos tópicos que achei mais fascinante no livro, a forma como o Herbert, obviamente traçando paralelos com nosso mundo, desenvolve a criação do mito do Messias e todos os sinais que ele iria carregar (o que Paul e sua mãe por conhecerem a lenda usam em sua vantagem obviamente). Estou muito ansioso para ver como o Villeneuve vai transpor essa obra para o cinema, por exemplo, há muitas passagens sobre pensamentos no livro de diversos personagens muitas vezes conversando um com outro. Confio no diretor mas ainda estou um pouco preocupado, enxugar em 2 horas esse livro é complicado e considerando que vai ter que ser um pouco didático por ter toda uma estrutura e termos diferentes. Não reclamaria se ele nos entregasse um épico de 4 horas ao estilo “Lawrence da Arábia” rsrs. E pra finalizar só posso dizer que George R. R. Martin bebeu muito da fonte de “Duna” pra criar “Game of Thrones”, além de Star Wars como já dito no texto. Este é o tipo de clássico atemporal!!! Não envelhecerá e sempre será relevante.

Responder
Luh Guimarães 12 de dezembro de 2018 - 21:14

Duna é simplesmente um livro de cabeceira, para mim. Já li os seis livros ( e queria mais!! Pena que FH foi para outro plano…) e estou relendo, pois é como vc disse, a construção de um mito, de uma lenda!! É fascinante, amo a saga e gostaria de ver um filme que fizesse jus ao livro, se bem que o filme de David Lynch não foi ruim. Como a trilogia da Fundação de Asimov, Duna de Herbert, apesar do calhamaço de páginas, flui tão facilmente, que é um prazer cada página que vc passa!! É um dos meus autores de sci- fi favoritos, junto de Heinlein e do próprio Asimov.

Responder
Alessandro 12 de dezembro de 2018 - 19:48

Para mim uma obra-prima da fantasia que influenciou a série “Game of Trones” e também “Star Wars”. “Duna” tem um dos “building worlds” mais incríveis que já vi na literatura. É notável como Frank Herbert imaginou um mundo fantástico, com suas próprias regras, culturas e geografia, destacando-se o cenário principal do romance: o árido e misterioso planeta Arrakis habitado por estranhas criaturas.
A obra também é inovadora e moderna na maneira como explora temas tais como a ecologia, política e religião. O messianismo transpassa toda a trama e o autor consegue com maestria mostrar os aspectos negativos do fanatismo religioso.
É um livro de leitura obrigatória. Daqueles que você tem que ler antes de morrer. Também gosto muito dos outros volumes que integram a série e que dão continuidade a fascinante e trágica saga da família Atraides.

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:10

Cara, eu já li livro de 80 páginas que parecia ter 5 mil…

Essas 700 aí passam voando!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 15:17

Sorte a sua. Meu limite é 300 (e passo raspando ainda).

Em Ter, 11 de dez de 2018 14:10, Disqus

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:18

He, he. Não faça isso com você mesmo! 300 páginas é resumo!

HAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 15:25

Culpe minha criação através de meios audiovisuais kkk. Não tenho saco pra imaginar a última folha da árvore caindo no chão, simbolizando a chegada de um inverno frio e rigoroso que pode matar todos os cidadãos do vilarejo, pois devido à falta de recursos de sobrevivência… O inverno chegou e vamos morrer. Próximo!

Em Ter, 11 de dez de 2018 14:18, Disqus

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:29

HAHAHHAAHHAHAAHH

Sensacional! Eu juro que te entendo! Não compartilho da opinião, mas te entendo!

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 15:35

Mas depois de ler o primeiro livro da Fundação em 3 dias, entendi que o meu problema é a descrição do universo dos livros: os caras viajam demais na maionese pra descrever a folha caindo e eu durmo, mas o Asimov não. Ele se preocupa mais com os diálogos dos personagens e aí a leitura ficou muito mais fluida.

Em Ter, 11 de dez de 2018 14:29, Disqus

planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:48

Asimov é mais direto mesmo. Mas note que o Herbert, apesar do tamanho do livro, não enrola não. Ele não fica descrevendo a cor do mármore do palácio em Arrakis. É que realmente tem muita coisa acontecendo na história e muitos personagens e todo um novo universo que ele cria.

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 15:50

Assim espero, meu amigo. Porque se eu tiver que ler mais um parágrafo de um livro qualquer do Tolkien, me jogo de um penhasco feliz.

Em Ter, 11 de dez de 2018 14:48, Disqus

planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:53

Pois é. O Tolkien já é o oposto de Asimov. Na escala, é Asimov, Herbert e Tolkien. Mas eu adoro o Tolkien também!

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 15:55

Então se jogue do penhasco abraçado com o Tom Bombadil, seu maluco kkk
Em Ter, 11 de dez de 2018 14:53, Disqus

planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:56

HAHAHAHHAHAHAAHHAAH

Tô só imaginando você lendo aquele capítulo gigante do Bombadil!!!

HAAHAHAHAHHAAHAHHAH

Abs,
Ritter.

Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 15:59

Foi justamente esse infeliz que me desencorajou kkk. Graças a Deus ele não tá no filme, mas ainda me tremo todo ao saber que ele tem um livro solo.
Em 11 de dez de 2018 14:56, “Disqus” escreveu:
“HAHAHAHHAHAHAAHHAAH Tô só imaginando você lendo aquele capítulo gigante do Bombadil!!! HAAHAHAHAHHAAHAHHAH Abs, Ritter.”
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HAHAHAHHAHAHAAHHAAH

Tô só imaginando você lendo aquele capítulo gigante do Bombadil!!!

HAAHAHAHAHHAAHAHHAH

Abs,
Ritter.

12:56 p.m., Tuesday Dec. 11 <https://disq.us/url?impression=13ac380c-fd6e-11e8-aaf1-002590853080&thread=7096676357&forum=2593091&url=https%3A%2F%2Fdisqus.com%2Fhome%2Fdiscussion%2Fplanocrtico%2Fcritica_duna_de_frank_herbert%2F%3Futm_source%3Dreply%26utm_medium%3Demail%26utm_content%3Dcomment_date%23comment-4235592771%3Aiq7LWnQcyKcPe7EhL1uz0EcwqXg&variant=active&experiment=digests&behavior=click&post=4235592771&type=notification.post.registered&event=email> | Other comments by planocritico <https://disq.us/url?impression=13ac380c-fd6e-11e8-aaf1-002590853080&thread=7096676357&forum=2593091&url=https%3A%2F%2Fdisqus.com%2Fby%2Fplanocritico%2F%3Futm_source%3Dreply%26utm_medium%3Demail%26utm_content%3Dcomment_other%3AWUI_h5wzdVDtnkO2MQhoRhHrRZg&variant=active&experiment=digests&behavior=click&post=4235592771&type=notification.post.registered&event=email>
* Reply to planocritico * <https://disq.us/url?impression=13ac380c-fd6e-11e8-aaf1-002590853080&thread=7096676357&forum=2593091&url=https%3A%2F%2Fwww.planocritico.com%2Fcritica-duna-de-frank-herbert%2F%23comment-4235592771%3AA6eLD0onXmP415frzxKCxujunfc&variant=active&experiment=digests&behavior=click&post=4235592771&type=notification.post.registered&event=email>

planocritico’s comment is in reply to *Big Boss 64* <https://disq.us/url?impression=13ac380c-fd6e-11e8-aaf1-002590853080&thread=7096676357&forum=2593091&url=https%3A%2F%2Fdisqus.com%2Fby%2Fmjfilho33%2F%3Futm_source%3Dreply%26utm_medium%3Demail%26utm_content%3Dcomment_parent_author%3ACgdH3RASHZil29UXipu54RY8V0g&variant=active&experiment=digests&behavior=click&post=4235590844&type=notification.post.registered&event=email>:
<https://disq.us/url?impression=13ac380c-fd6e-11e8-aaf1-002590853080&thread=7096676357&forum=2593091&url=https%3A%2F%2Fdisqus.com%2Fby%2Fmjfilho33%2F%3Futm_source%3Dreply%26utm_medium%3Demail%26utm_content%3Davatar%3Anps0Fo6ixAImx0BtLsts5tg8u3I&variant=active&experiment=digests&behavior=click&post=4235590844&type=notification.post.registered&event=email>
Então se jogue do penhasco abraçado com o Tom Bombadil, seu maluco kkk Em Ter, 11 de dez de 2018 14:53, Disqus https://disq.us/url?impression=13ac380c-fd6e-11e8-aaf1-002590853080&thread=7096676357&forum=2593091&url=https%3A%2F%2Fwww.planocritico.com%2Fcritica-duna-de-frank-herbert%2F%3Futm_source%3Dreply%26utm_medium%3Demail%26utm_content%3Dread_more%23comment-4235590844%3A9l4fvLPIW8VJ0PpAcUi6mUuQP7A&variant=active&experiment=digests&behavior=click&post=4235592771&type=notification.post.registered&event=email> ——————————

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Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 19:47

Falando em Tolkien, esses vermes da areia tavam no terceiro filme do Hobbit. E agora? Quem copiou quem?

Pedro, o Homem Sem Medo 12 de dezembro de 2018 - 00:37

“700 PÁGINAS? Vou esperar o filme sair.”

Como leitor assíduo, eu lamento muito ler um comentário assim. É triste demais viver em um país de não-leitores:-(

E sobre Duna, ele está na minha pilha de leitura para o ano que vem.
Ótimo texto:-)

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:09

HAHAHAHAAHAHAAHHA

Tá certo!

Abs,
Ritter.

Responder
Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 14:38

Sempre que você escreve Herbert, eu completo com Richers kkk

Responder
Big Boss 64 11 de dezembro de 2018 - 14:35

700 PÁGINAS??? Vou esperar o filme sair kkk

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 13:53

Vale tentar sim!

Sobre Wheel of Time, caramba, vi aqui e são 14 volumes, mais um prelúdio e dois livros “extras”… É coisa demais…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 11:56

@disqus_MQyZmw7MOm:disqus , tomara que você goste de Duna! Não se esqueça de voltar aqui para deixar sua opinião, mesmo que seja contrária à minha!

Sobre O Problema dos Três Corpos, não conheço, mas já anotei aqui. Obrigado pela sugestão!

Abs,
Ritter.

Responder
márcio xavier 11 de dezembro de 2018 - 11:32

Duna é maravilhoso, mas devia ser mais ainda se lido na sua época, pela originalidade que trazia. Hoje, meio século depois ainda se destaca perante tantos autores ótimos que temos. Quando tiver tempo, seria legal uma resenha de “Roda do Tempo” que já foi comprada pela Amazon e já já chegará em série por aqui e promete ser o novo “fenômeno” pós-GoT. Estou no livro 7 e a história é maravilhosa.

ps.: tentei ler os outros livros de Duna, mas não achei legais.

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 11:54

@m_rcio_xavier:disqus , o primeiro Duna é o livro realmente fora de série da obra todo. Os demais são menos espetaculares, mas eu gosto muito também. Teremos críticas de todos os seis aqui!

Sobre Roda do Tempo, confesso que nem sei o que é, mas pesquisarei por aqui. Valeu pela dica!

Abs,
Ritter.

Responder
márcio xavier 11 de dezembro de 2018 - 12:24

talvez seja o caso de eu tentar novamente os outros. valeu.. Sobre Roda do tempo, Wheel of Time, lá fora é quase tão famosa quanto LoR e Gelo e fogo. Na verdade ele foi influenciado pelo Tolkien e o Martin já disse ter sido influenciado por ele. abs!

Responder
Fórmula Finesse 11 de dezembro de 2018 - 11:25

Quando eu já sentia agonia em ver os livros recomendados hoje pelos colunistas e comunicadores de um grande jornal local (começando as pesquisas na biblioteca local); aí aparecem os críticos “óculos vazado-cachecol no pescoço-chá de hortelã” do P.C para estragar ainda mais a minha vida…:(
Conhecia a obra por alto (filme inclusive e na espera do próximo) mas essa crítica coloca as coisas em uma perspectiva totalmente nova…e urgente!

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 11:55

@frmulafinesse:disqus , vai fundo, pois Duna é um dos “divisores de águas” na literatura sci-fi!

Abs,
Ritter.

Responder
Cesar 11 de dezembro de 2018 - 00:48

Otimo texto, Ritter. Estou a procura de uma obra pra ler, e vai ser Duna. Já tinha lido teus comentarios sobre ela no post que vcs fizeram sobre os seus livros favoritos.

Ritter, tu que ama o hard sci-fi, ja leu “O Problema dos tres corpos?” Um dos livros mais brilhantes que li no ano.

Responder
Bruno Cavalcanti 28 de dezembro de 2018 - 16:06

O problema dos três corpos é ESPETACULAR!!

Responder
Cesar 28 de dezembro de 2018 - 22:52

O mais foda desse livro é como o autor mesclou tão bem a história da China, com o hard sci-fi, e ainda me mete aqueles capítulos no video game que beiram a fantasia. Pqp! Bom demais. Há quem diga que é um pouquinho didático na parte de explicar alguns elementos da física, mas eu nao me incomodei tanto.

Vc já leu a sequência? To com a grana curta e nao peguei ainda a floresta sombria. Parece que é tão bom quanto. E o terceiro não sei se saiu sequer em inglês.

Responder
planocritico 29 de dezembro de 2018 - 23:22

Parem de me tentar!!!! Minha pilha de livros a serem lidos já está grande demais!!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Arthur 10 de dezembro de 2018 - 21:38

Excelente crítica! Sempre costumo dizer que Duna é uma mistura de Game of Thrones e Star Wars, e mais, muito mais! Depois de ler seu texto, confesso que fiquei com ainda mais vontade de terminar logo o livro e assistir o filme de David Lynch! Teria sido muito massa se Jodorowsky tivesse conseguido rodar o seu filme… Mas fazer o quê, né? Vamos ver se Denis Villeneuve corresponderá nossas expectativas! =D

Responder
planocritico 10 de dezembro de 2018 - 21:56

GoT + SW é uma boa forma mesmo de definir Duna. Mas o bacana é descobrir como Duna influenciou os dois que hoje podem ser usados para definir a obra!

E teria sido incrível se a versão de Jodorowsky tivesse seguindo em frente. É cada visual fantastico que ele bolou que dá até tristeza. Mas eu confio MUITO em Villeneuve!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 10 de dezembro de 2018 - 17:17

Fico feliz que tenha gostado de meus comentários!

O livro é um marco sci-fi, sem dúvida!

Abs,
Ritter

Responder
Dan 10 de dezembro de 2018 - 16:53

Que artigo incrível! Eu não conhecia as histórias da concepção do livro e achei demais, obrigado por traze-las, Ritter!
Sobre o livro, não posso concordar mais, ele é sem dúvida a maior obra do sci-fi.

Responder
planocritico 10 de dezembro de 2018 - 16:37

Sinceramente não sei se precisa ser lido considerando seu tempo. A grande maioria dos livros atuais nesse gênero tem a tendência de ser de consumo rápido e escrito para “virar” filme ou série. São produtos de uma era que parece penalizar a contemplação.

Eu vejo Duna como uma jornada pessoal de Paul Atreides e tenho para mim que o foco quase exclusivo em Arrakis foi a melhor saída, pois é o planeta central para onde tudo converge. Herbert cria um universo expansivo a partir de uma lente focada em apenas um ponto e isso é raríssimo de se encontrar por aí.

Abs,
Ritter.

Responder
Icaro de figueiredo 10 de dezembro de 2018 - 15:10

Estou ainda terminando o primeiro e já me sinto muito envolvido nesse universo, na sua opinião vale a pena ler os próximos livros ?

Responder
planocritico 10 de dezembro de 2018 - 16:27

Sem dúvida vale! Mas só os do Frank Herbert. Os do filho dele eu não gosto (os poucos que li).

Abs,
Ritter.

Responder
Fernando Costa 10 de dezembro de 2018 - 01:14

É um livro que precisa ser lido tendo sua época em vista. Digo isto pois, se lido como uma obra atual, é muito provável que seja vista como um pouco enfadonha em seu ritmo, e apressada em seu clímax.

Particularmente eu gostei do livro. O universo criado é muito interessante e rico, porém poderia ter sido melhor apresentado, ainda mais em um livro tão grande. Praticamente não saímos de Duna, mesmo tendo diversas referências a seres e coisas que acontecem no restante do universo. E mesmo no próprio planeta, a história foca em um plano muito particular do protagonista, e daí vem a questão do enfado que isso pode causar ao leitor.

No mais, recomendo a obra pois é um clássico da ficção científica e mostra como influenciou diversas obras depois dela com suas ideias originais e instigantes.

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