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Crítica | Dunkirk

por Marcelo Sobrinho
994 views (a partir de agosto de 2020)

Quando os soldados de Steven Spielberg vão se aproximando da praia de Omaha em seus botes Higgins, no começo de O Resgate do Soldado Ryan, o diretor norte-americano não esconde de seu espectador a carga dramática que o momento envolvia. A mão do capitão John Miller (Tom Hanks) tremula ao pegar seu cantil e, em seguida, um de seus combatentes vomita dentro da embarcação. Tudo o que Spielberg realiza depois disso, na extraordinária introdução de seu filme, é colocado em função de reconstituir a desorientação provocada por uma das batalhas mais sangrentas e caóticas da Segunda Grande Guerra. Ele leva a câmera às mãos, a coloca ao nível da água, mergulha com ela e a abaixa até a areia da praia, impedindo que o espectador veja com clareza o que ocorre no campo de batalha. O público é imerso na guerra como nunca se fizera antes. Não somente em seus matizes sangrentos e seus ruídos ensurdecedores. Spielberg arrasta seu público para o caos absoluto e para a catástrofe emocional do conflito.

É curioso pensar que Dunkirk, o mais novo longa-metragem de Christopher Nolan, seja um dos grandes favoritos ao Oscar 2018 levando consigo exatamente essa mesma alcunha – a de filme de imersão. Nolan não é exatamente um diretor que eu aprecie. Toda a habilidade técnica do diretor britânico (não há como negar sua proficiência em filmar) acaba encobrindo a falta de empatia e de emoção em sua construção de personagens. Exceção se faça ao Coringa, de Batman: O Cavaleiro das Trevas, mas muitos méritos sejam dados também à atuação de Heath Ledger. A questão primordial é que em A Origem, por exemplo, Nolan trabalha com um roteiro escrito do zero, sem nenhuma base em uma qualquer história real preliminarmente dramática. Sua frieza ao tratar de dramas humanos, nesse caso, impacta menos no conjunto da obra. Já em Dunkirk, infelizmente, ele escolheu muito mal onde cometer o mesmo erro.

Sim, é óbvio que o filme, indicado a oito estatuetas, é primoroso em todos os quesitos técnicos. Nolan usa quase tudo o que a gramática do gênero lhe oferece. Quando é necessário levar a câmera às mãos, ele leva. Quando é necessário realizar travellings, fazer movimentos de grua ou spins nas maravilhosas tomadas aéreas, ele também não economiza. Nolan fecha e abre seus planos de forma belíssima. Não há como negar – Dunkirk é uma aula de técnica de direção de cinema. A direção de arte, utilizando inclusive caças dos tempos da guerra, não deixa por menos e o mesmo se pode dizer do lindo trabalho fotográfico de Hoyte von Hoyteama. Os efeitos sonoros se somam à trilha de Hans Zimmer para criar tensão. A música do compositor alemão não cria melodias heroicas e sim texturas, fabricadas por células que se repetem obsessivamente e em um constante acelerando (há muitas pessoas confundindo com o termo musical crescendo, que se refere ao aumento de intensidade de som e não de seu andamento). Por vezes, Hans Zimmer parece recriar sons de sirenes, motores e até hélices. Trilha e efeitos sonoros estão sempre cruzando a fronteira que os separa, unificando o trabalho sonoplástico do filme.

Dito tudo isso e feito o devido reconhecimento ao capricho do diretor e sua equipe com a construção técnica do filme, é preciso que eu declare sem meias palavras: não gosto de Dunkirk. Mais do que isso, preocupa-me sinceramente a sua aclamação por alguns críticos baseando-se tão somente em sua superabundância sensorial. Christopher Nolan decidiu lançá-lo nos cinemas usando a tecnologia IMAX, com a proposta de uma imersão autêntica do público na realidade do combate. Mas duvido muito que o resultado obtido por ele tenha sido realmente esse. Como pode um filme com essa pretensão ignorar aspectos tão precípuos de uma guerra? Em primeiro lugar, todos os personagens de Nolan são genéricos e insossos, à exceção possível do piloto da RAF interpretado por Tom Hardy. Conhecer ou não os seus nomes é algo menor perto da lacuna que o roteiro deixa sobre suas personalidades, histórias e motivações. O filme não se compõe de seres humanos tornados soldados. Ele compõe-se de personagens meramente funcionais dentro de sua mecânica indiferente ao sofrimento humano envolvido.

Há quem possa argumentar que a intenção de Nolan era mesmo a de apostar na visão coletiva da guerra e no drama de toda a nação inglesa. Primeiro problema dessa ideia: o que forma uma nação senão homens e mulheres unidos em torno de um sentimento comum? Como se identificar com o drama vivido pela Inglaterra nas praias de Dunquerque se não nos identificamos com nenhum dos soldados ingleses à espera de uma salvação? Basta que sejamos mais cuidadosos para percebermos que o próprio roteiro acusa essa carência, já que tenta dignificar como herói de guerra o menino que sofreu um trauma na cabeça dentro de um barco civil. O problema aqui é que Dunkirk nega ao personagem qualquer vestígio de historicidade e de humanidade palpável. Como aceitá-lo como herói se seu desenvolvimento tão débil não passou nem próximo disso? Aparecer em um jornal como herói de guerra, além de uma contradição narrativa, acaba deixando exposta a maior ferida do filme – a inconsistência de seu roteiro, que juramenta algo que não consegue cumprir e por necessidade óbvia.

Na realidade, o filme já se trai na primeira cena, que se inicia sob o ponto de vista de um jovem soldado que apenas corre pelas ruas para depois ser diluído pela indiferença do roteiro. Logo em seus primeiros minutos, Dunkirk reconhece que é preciso encontrar referência em algum personagem. Mas, paradoxalmente, teima em construir seu distanciamento pré-calculado já nas cenas seguintes. Por que, então, dar ênfase inicial àquele soldado se nada será dito sobre ele? E é tentando esconder a superficialidade do roteiro que a equipe de edição picota a montagem em uma narrativa não linear, em que o mesmo acontecimento é mostrado sob diferentes perspectivas. Para além de um exercício bem executado, deveríamos nos questionar o que o filme ganha, de fato, com essa montagem espicaçada. O que me parece é que Dunkirk utiliza o recurso apenas para mascarar a insuficiência do roteiro, desafiando o espectador (como em um jogo que nada tem a ver com arte) a juntar as partes e levar como prêmio a compreensão do todo. Uma motivação, no mínimo, questionável. Mais uma vez, o filme de Nolan fabrica demais e sente de menos.

Tudo é tão calculado em seu novo longa-metragem que nem parece estarmos diante de um cenário de guerra. Não se sente o drama do soldado. Nem físico nem emocional. O britânico constrói uma guerra asséptica, organizada e que elimina noções básicas como fome, sede, frio, dor e desespero. Nolan quer que a Inglaterra sofra sem que sofram seus soldados. Quer que seu país natal triunfe sem que seus soldados lutem por isso. Dunkirk, no balanço geral, é uma superestrutura cinematográfica de esqueleto frágil. Tantos recursos técnicos não se sustentam em bases tão pouco sólidas. Por isso, para mim, ele é tudo, menos um filme de imersão. Afinal, no que ele nos imerge? Em uma guerra de sensações? Quando foi que trocamos nossa capacidade de imergir genuinamente na dor do outro por um bombardeio sonoro o suficiente para nos fazer sentir nos ouvidos aquilo que nosso espírito anestesiado desaprendeu a fazer?

A evacuação de Dunquerque, em 1940, foi uma operação grandiosa. Mas sua grandeza maior é, sem dúvidas, a humana. Vida, esperança e destino, contidos na alma de cada um dos milhares de combatentes, foram os valores humanitários mais importantes que a Operação Dínamo resgatou naqueles dias. O espectador percebe que essa história contém algo maior. Um sentido maior que Christopher Nolan não foi capaz de imprimir em sua obra. Um filme de guerra cujo impacto se esgota rapidamente após cessarem tantos sons que nos dizem tão pouco.

Dunkirk — Reino Unido/Países Baixos/França/EUA, 2017
Direção:
Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan
Elenco: Fionn Whitehead, Damien Bonnard, Aneurin Barnard, Lee Armstrong, Barry Keoghan, Mark Rylance, Tom Hardy, Jack Lowden, James D’Arcy, Cillian Murphy,  Harry Styles, Kenneth Branagh
Duração: 106 min.

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90 comentários

Paulo Roberto 21 de janeiro de 2019 - 16:27

Só agora fui assistir esse filme e confesso que só perdi meu tempo. Já começou errado na primeira cena, com uma guerra acontecendo nos apresentam uma cidade limpa e intacta, sem um mísero arranhão nas casas. Entre outras coisas, me irritou a narração linear tosca e muito mal elaborada. Parabéns, pelo texto. Falou tudo!

Responder
Marcelo Sobrinho 24 de janeiro de 2019 - 17:56

Concordo! É o que digo na crítica: O Nolan quer que a Inglaterra triunfe sem que seus soldados sofram o mínimo por isso. Filme frio, desalmado e pretensioso. Dificilmente vai se tornar um clássico de guerra. Obrigado pelo elogio!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
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Marcelo Sobrinho 27 de outubro de 2018 - 18:28

Leia o texto todo. Está tudo muito bem explicado. Reclamar sem ler o texto na íntegra não vale. Abraços

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
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Gabriel Filipe 2 de novembro de 2019 - 07:47

Sem falar q são diversos redatores com critérios de avaliações diferentes

Responder
Cahê Gündel 27 de outubro de 2018 - 13:34

Queria saber qual o critério pra esse nota, já que só filmes toscos recebem notas inferiores a 3 por aqui. A impressão que dá é que é só ranço do crítico com o diretor mesmo.

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Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
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Shadai 21 de agosto de 2018 - 14:57

concordo totalmente com sua crítica.
foi uma das experiências cinematográficas mais vazias da minha vida!
tecnicamente o filme é excelente, mas só!

aquela frase “In Nolan We Trust” já não faz mais sentido, pois Interestellar e esse são bons exemplos de “muito hype, para pouca substância”.

Responder
Huckleberry Hound 13 de outubro de 2018 - 18:33

Interstellar foi excelente!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
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Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
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José Werber 7 de março de 2018 - 21:12

Comparando o filme a um prato: enche os olhos, dá água na boca, mas o sabor é insosso. Faltou emoção, sentimento, coração.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
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Iltony Alves 27 de fevereiro de 2018 - 17:59

concordo com a critica visualmente o filme é lindo de ver mais imersão não tem

os nomes dos personagem não tem você não vê os inimigos só os aviões e bombas e pronto acho que não ganha de melhor filme
teve ganha sim os técnicos mais melhor acho que não

Responder
Marcelo Sobrinho 1 de março de 2018 - 07:18

Caro Iltony Alves, também acho que o filme é muita técnica para pouco coração. Imergir na guerra não é só sentir seus sons e suas imagens, por maior que seja o seu poder. Se não imergirmos no sofrimento genuíno do soldado, não estaremos imergindo em nada. Fico preocupado quanto à criação de um público que se satisfaça com sensações físicas produzidas por um filme. Abraços

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:46
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:46
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Iltony Alves 27 de fevereiro de 2018 - 17:59

concordo com a critica visualmente o filme é lindo de ver mais imersão não tem

os nomes dos personagem não tem você não vê os inimigos só os aviões e bombas e pronto acho que não ganha de melhor filme
teve ganha sim os técnicos mais melhor acho que não

Responder
jv bcb 24 de fevereiro de 2018 - 22:21

Porque trocaram a crítica do G

Responder
Luiz Santiago 24 de fevereiro de 2018 - 23:59

Decisões internas.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:46
Responder
Luiz Santiago 24 de fevereiro de 2018 - 23:59

Decisões internas.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:46
Responder
jv bcb 24 de fevereiro de 2018 - 22:21

Porque trocaram a crítica do G

Responder
Gian Victor Prazeres Tavares 20 de fevereiro de 2018 - 19:19

Eu me lembro direitinho de a crítica do Plano Crítico de Dunkirk ter 5 estrelas. Além do mais o filme está em 6º na lista de melhores estreias de 2017 do site. O que aconteceu?

Responder
Luiz Santiago 20 de fevereiro de 2018 - 19:46

A crítica com avaliação maior era escrita por outra pessoa. Esta é uma nova crítica, com outra avaliação.

Sobre a lista de melhores estreias: toda lista de melhores e piores é feita pela equipe do site, então tem que ver quem indicou o filme como melhor (está marcado), aí ficará fácil identificar autor e votante, que podem ter opiniões bem diferentes, claro. Faz parte do jogo.

Responder
Gustavo Souto 21 de fevereiro de 2018 - 11:43

Acho que deveriam ter deixado as duas críticas em respeito ao trabalho que se dá de escrever. Lembro também de ter visto a crítica com as 5 estrelas. Assisti o filme novamente ontem e vim atrás da crítica dele. Fiquei no limbo.

Responder
Luiz Santiago 21 de fevereiro de 2018 - 12:25

@gustavo_souto:disqus Na discordância com o autor, basta dialogar. Em uma crítica, estrelas é o que menos importam. Tenho certeza que você já sabe disso.

Responder
Gustavo Souto 21 de fevereiro de 2018 - 11:43

Acho que deveriam ter deixado as duas críticas em respeito ao trabalho que se dá de escrever. Lembro também de ter visto a crítica com as 5 estrelas. Assisti o filme novamente ontem e vim atrás da crítica dele. Fiquei no limbo.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:46
Responder
Luiz Santiago 20 de fevereiro de 2018 - 19:46

A crítica com avaliação maior era escrita por outra pessoa. Esta é uma nova crítica, com outra avaliação.

Sobre a lista de melhores estreias: toda lista de melhores e piores é feita pela equipe do site, então tem que ver quem indicou o filme como melhor (está marcado), aí ficará fácil identificar autor e votante, que podem ter opiniões bem diferentes, claro. Faz parte do jogo.

Responder
Marcelo Sobrinho 25 de fevereiro de 2018 - 00:01

@gianvictorprazerestavares:disqus , é verdade! A crítica antiga, de outro autor, tinha 5 estrelas como avaliação. Decidi escrever uma nova para corrigir esse terrível erro! hehehehe. Brincadeira! Enfim, sei que minha avaliação é polêmica, mas ela está de acordo com a argumentação que faço no escopo do texto. Se quiser, podemos conversar sobre o filme. Será um prazer! Grande abraço!

Responder
Marcelo Sobrinho 25 de fevereiro de 2018 - 00:01

@gianvictorprazerestavares:disqus , é verdade! A crítica antiga, de outro autor, tinha 5 estrelas como avaliação. Decidi escrever uma nova para corrigir esse terrível erro! hehehehe. Brincadeira! Enfim, sei que minha avaliação é polêmica, mas ela está de acordo com a argumentação que faço no escopo do texto. Se quiser, podemos conversar sobre o filme. Será um prazer! Grande abraço!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:46
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 21:57
Responder
Gian Victor Prazeres Tavares 20 de fevereiro de 2018 - 19:19

Eu me lembro direitinho de a crítica do Plano Crítico de Dunkirk ter 5 estrelas. Além do mais o filme está em 6º na lista de melhores estreias de 2017 do site. O que aconteceu?

Responder
Di Soares 12 de fevereiro de 2018 - 10:45

E quando vai sair aquela crítica sobre a excelente série Peaky Blinders ?!
Onde o Cillian Murphy mostra o ator excepcional que é…

Responder
DeadLogan 8 de dezembro de 2017 - 16:47

Eu e o meu pai decidimos ir ao cinema e ao ler o resumo do filme o meu pai ficou extasiado com um possível bom filme de guerra e eu ‘tudo bem’ eu sempre gostei do director (que foi a principal razão pela qual eu disse que via o filme). Ao fim de 30 min de filme o meu pai já estava quase a dormir e eu neste momento estava extasiado pelo filme. Eu simplesmente adorei o filme, a tensão criada pela música nós como o público não sabiamos o momento em que tudo ia começar a explodir ‘ao estilo de Michael Bay’, tanto o silêncio tanto a música cada vez mais intensa ajudaram a criar momentos de tensão magníficos. O fato de a construção narrativa não ser linear foi estabelecido com estremo rigor, no início não estava a entender exactamente o que estava a acontecer mas depois quando me apercebi ainda fiquei mais contente por ter dito sim ao meu pai.
Quando saimos da sala de cinema o meu pai estava disse-me ‘que desperdício de dinheiro’ e eu olhei para ele e respondi ‘acho que não vimos o mesmo filme’. Eu simplesmente achei fantástico o filme, entendo o porquê de ele não ter gostado achou aborrecido, sem explosões, lento, a construção da narrativa não é linear, todos estes motivos eu entendo, mas eu pelos meus olhos vi um filme completamente diferente. Sem dúvida uma das melhores experiências numa sala de cinema. 9.5 este filme (não gostei da cena como o George morreu, podia ter sido melhor).

Responder
Alexandre Santos 16 de agosto de 2017 - 15:07

Dunkirk é um filme mediano. Não passa de um monte de soldados esperando…

Responder
Guilherme Coral 16 de agosto de 2017 - 18:50

Pena que não gostou, Alexandre!

Responder
Nana 13 de agosto de 2017 - 16:41

O que você achou da atuação do Harry Styles?

Responder
Guilherme Coral 16 de agosto de 2017 - 18:51

Acho que ele cumpriu o papel dele, nem mais, nem menos.

Responder
Nana 21 de agosto de 2017 - 18:16

Eu li que o Nolan nem sabia que ele era famoso,então deve ter ido bem nos testes

Responder
adrianocesar21 10 de agosto de 2017 - 16:44

filme maravilhoso!! poucas vezes me senti tão angustiado e claustrofóbico nos interiores dos navios e ao mesmo tempo em paz e tenso no ar!!

Responder
JC 8 de agosto de 2017 - 17:21

Rapaz, que coisa essa trilha sonora. Faz toda diferença no filme!
De arrepiar!

Culhões contratar Tom Hardy pra ficar atrás de uma máscara o filme todo!

Responder
adrianocesar21 10 de agosto de 2017 - 16:42

Critica de Dunkink ou Batman Cavaleiro das Trevas Ressurge? rsrs

Responder
cristian 7 de agosto de 2017 - 14:31

Achei o filme excelente até o inicio do terço final, quando algumas histórias ficam infladas com um certo tom emotivo e patriota que não vinha aparecendo e que não condiz muito com a proposta. Alguns personagem poderiam ficar de fora por que não acrescentam nada a trama, pelo contrario (o jovem que morre de forma ridícula, o soldado raso maldoso, etc) eles são bem mal definidos. Achei o soldado “principal” fraco e as interpretações não são o forte do filme, mesmo por que não é esse o foco, mais a falta de simpatia por eles prejudica. São detalhes que não deixam a obra alcançar o nível máximo, pois todo o resto está ali.

Responder
Karina C 6 de agosto de 2017 - 02:09

Passando só pra reforçar três coisas que muita gente já disse:
Filme maravilhoso;
Crítica excelente;
Segunda melhor experiência em IMAX da vida.

Saudações.

Responder
cleverson magno 28 de dezembro de 2017 - 16:38

1ª melhor? (MadMax?)

Responder
dudup 2 de agosto de 2017 - 23:30

Estou estupefato com o que o Nolan fez, e olha que não me acho um cinéfilo, pelo contrário, sou muito do farofeiro.

É um filme com interpretações e diálogos de peça de teatro, onde a carga dramática é pesadamente dependente da capacidade de expressão dos atores. Mas o setting é de uma das melhores filmatografias da sétima arte, parece algo filmado por um dos verdadeiros mestres quando abraçam os avanços técnicos para entregarem suas obras derradeiras.

Pulp Fiction popularizou o conceito de linha do tempo e estrutura temporal fora de ordem, mas desde então eu não me sentia desafiado a entender e desvendar a interconexão entre os eventos. Muitos e muitos filmes lançaram mão desse artifício mas sempre o fizeram de forma óbvia, quase auto explicativa, mas Nolan entrega um roteiro que te faz descobrir e chegar a essa conclusão sozinho. Coisa rara hoje em dia.

Classicos como O Resgate do Soldado Ryan e Band Of Brothers entregam uma visceralidade na base do sangue e do gore. Nolan entrega algo muito maior aqui na base do maior e mais antigo dilema da raça humana: a luta pela sobrevivência. O inimigo não é o alemão, mas o ambiente, é tudo aquilo que se coloca ao maior dos adversários que se tem em uma guerra, que não é o exército inimigo, mas sim o caminho até a volta pra casa, que é o real objetivo de todos que estão ali executando a guerra de seus generais.

Eu acho que todos já falaram muito bem sobre tudo, mas queria dizer algo que me chamou a atenção: a parte técnica de áudio e som vai ser algo interessante de se acompanhar no próximo Oscar. Eu não ligo muito pra este tipo de prémio técnico, e achei o trabalho em Dunkirk maravilhoso, mas quero ver como irão reagir a um filme que constrói climas absurdamente elaborados com audio, ao mesmo tempo que, em vários momentos, as frequências e volumes se embolam e o volume do audio chega a clippar — mesmo na super competente sala IMAX aqui do Porto. E o mais interessante é que esse embolo e clipping são intencionais, pois é pra incomodar, e porque no campo de batalha não há um engenheiro de som mirando e equalizando tiros e explosões.

Os 107 minutos são perfeitos, se este filme tivesse mais de 2 horas eu ia ter um treco de tamanha a tensão.

Dunkirk precisa ser visto em IMAX para ser aproveitado. O melhor setup de home cinema não vai permitir você curtir da mesma forma — seus vizinhos iriam te expulsar de onde mora. É como ver Gravity nas fanfarronas salas 4D, o único uso justificável pra esse tipo de sala mas que redefine a experiência de assistir ao filme e que impede o mesmo de ser experimentado da mesma forma novamente.

Eu não tenho dúvidas que comprarei o Ultra HD deste filme assim que ele sair, mas acho que só irei assisti-lo novamente daqui uns 10 anos, pois vai ser como voltar a um inferno o qual já estive.

Excelente crítica mais uma vez, Guilherme!

Responder
planocritico 3 de agosto de 2017 - 17:25

Belo relato. Concordo com tudo. Saí do IMAX aqui aparentemente com a mesma sensação que você teve!

Abs,
Ritter.

Responder
ABC 2 de agosto de 2017 - 23:11

Assistir em IMAX faz toda diferença. Vale cada centavo.

Saudações.

Responder
Guilherme Coral 3 de agosto de 2017 - 16:22

Vale mesmo!

Responder
ABC 3 de agosto de 2017 - 17:45

Tive que assistir o filme duas vezes. A primeira eu fui numa dessas salas deluxe (no mesmo único complexo que possui IMAX no RJ) porque era o horário que eu tinha disponível e pelo que eu lembrava delas (fazia anos que eu não ia, o preço não é justificável) elas tinham um sistema de som e imagem similares ao do IMAX, infelizmente foi deprimente, daí tive que ir no IMAX, e com absoluta certeza eu afirmo que a diferença é enorme, a experiência não é a mesma.

A lição que fica é: NUNCA VÁ À SALAS DELUXE OU SIMILARES.

Saudações.

Responder
Lucas Maia 2 de agosto de 2017 - 16:06

Assisti ontem (em IMAX) e que filme, meus amigos, que filme.. Tensão a cada minuto. E realmente, ele merece os prêmios técnicos que ele concorrer. Mais uma vez Nolan mostrando a que veio.

Ps: Ótima crítica, como sempre.

Responder
Guilherme Coral 3 de agosto de 2017 - 16:22

Que bom que gostou, Lucas! E muito obrigado!

Responder
Wendell Bronson 1 de agosto de 2017 - 20:48

É maneiro ver como o cinema mexe com o pessoal, ver a empolgação e todo o debate q o filme tem causado, aliás o Nolan sempre provoca debates sobre sua suposta genialidade…
De sua filmografia, TDK é meu predileto, sendo q Memento é o único q ainda não conferi. Acho ele um cara superestimado, pois vive numa época em q o cinema americano está de mal a pior. E já q toda geração precisa de gênios, elegeram um mais ou menos…
Sobre Dunkirk, achei um belo entretenimento, experiência meio vídeo game, sei lá, algo imersivo graças a trilha sonora e tbm os aspectos técnicos, mas ao mesmo tempo achei o filme de guerra com os personagens mais rasos da história, não entendo como essa crítica enxerga q o Nolan humanizou seus personagens, pelo contrário, são somente funcionais p ‘história’ se desenrolar. O cara não consegue se importar com ninguém ali… Um filme q contempla a fragilidade humana? Comparado a ‘Infância de Ivan’ e ‘Além da Linha Vermelha’, Dunkirk é um pastel vento…
Abs e continuem com ótimo trabalho
PS: Fiquei curioso p saber se o Luis achou essa coca toda desse filme…

Responder
planocritico 3 de agosto de 2017 - 17:38

Depende de como você encarar o cinema americano. Se olharmos só para os supostos blockbusters, ok, devo concordar. Mas a máquina de geração de filmes dos EUA não se limita a isso, havendo uma infinidade de obras memoráveis saindo nos últimos anos. Eu poderia listar um monte aqui, mas estou com preguiça. Assim de cara, há Boyhood, Birdman, 12 Anos de Escravidão, Nightcrawler, praticamente todos os do Wes Anderson (recentemente Moonrise Kingdom e Hotel Budapeste), Amantes Eternos, Cisne Negro, Selma, Zero Dark Thirty, O Mestre (ou todos do PTA), Ela e isso sem contar com obras do Malick, dos irmãos Coen e assim por diante.

Nolan, assim como Fincher e, mais recentemente, Villeneuve (ok, sei que ele é canadense, mas Nolan é britânico, então vale, já que ele está na máquina hollywoodiana) são os que ATUALMENTE conseguem melhor reunir o cinemão espetáculo com um lado mais cerebral, evitando completas imbecilidades. Nolan tem um domínio da técnica que é raro de se ver em outros diretores que manuseiam orçamentos de centenas de milhões de dólares e isso deve ser reconhecido. Superestimado? Diria, ao contrário, que precisamos de mais diretores assim.

Sobre o ponto da humanização, repare que Dunkirk quase não tem nomes próprios. Os personagens são arquétipos que poderiam representar os jogadores desse cenário de guerra, uma forma de olhar para os anônimos. Dentro do cinemão americano é sim uma obra de destaque que não pode ser comparada de forma justa com os dois exemplos citados, filmes bem mais herméticos e para um público específico, excelentes, sem dúvida, mas feitos em circunstâncias e com propósitos BEM diferentes.

Abs,
Ritter.

Responder
Wendell Bronson 5 de agosto de 2017 - 01:55

Boa, Ritter. Realmente há obras diferenciadas q vale destacar nesses últimos anos, e PTA é foda dmais! Ainda tenho q ver O Mestre, mas o q eu quis dizer foi relativo a carência de novas ideias em hollywood. É um punhado d remake saindo, e o pior é q os caras estão fazendo isso até com filmes recentes, como por exemplo, Suspiria, Os intocáveis, Martyrs, O segredo dos seus olhos, Oldboy e por aí vai…
Em relação ao Nolan e tbm ao Villeneuve, realmente acho eles superestimados. Uma galera chama esses caras de gênios, bizarro dmais…Essa fala sobre eles fazerem um cinema q faça dinheiro, mas q ao mesmo tempo seja cerebral eu discordo completamente da segunda parte. Na boa, p mim cinema cerebral é d caras como o Kiarostami, Godard, Tarkovsky, Bergman e por ai vai… E talvez uma prova maior d q o cinema lá ta fraco, é pegar A Chegada e Interstellar e medir com um Solaris ou 2001 da vida, dai sim da p ver como a galera tá usando os termos ‘cerebral’ e ‘gênio’ p obras e cineastas meia boca…
Abs

Responder
planocritico 5 de agosto de 2017 - 03:06

Entendo o que você quer dizer, mas meu ponto é o equilíbrio entre o cinemão popular e o cinema cerebral. Kiarostami, Godard e demais exemplos que você deu são maravilhosos, mas seus filmes não fazem parte da categoria cinemão popular. São normalmente herméticos e para poucos (ainda que maravilhosos em sua maioria).

Nolan e Villeneuve, dentre outros, reúnem as duas pontas. Não estou dizendo que seus filmes são no nível cerebral de um Tarkovsky, mas sim que eles sabem chegar a um meio termo. Perto dos mega blockbusters – Transformers e filme de super-heróis, além dos intermináveis remakes e reboots -, isso é maravilhoso, pois eles trazem profundidade para um público que só quer pancadaria e mais do mesmo.

Mas, independente de qualquer coisa, eu particularmente acho Nolan espetacular. E Villeneuve eu gosto mais ainda. No caso desse último, sua carreira é variada e densa e o cara tem um domínio de seu meio que eu considero realmente impressionante. Não sei se compará-los com Godard realmente é algo que faz sentido para mim, pois todos têm o seu valor.

Abs,
Ritter.

Responder
Wendell Bronson 5 de agosto de 2017 - 15:40

Poxa, Ritter mas dai tu tá enganado.Se pegar o Godard na década d 60 ele fazia essa mistura d forma perfeita, o cerebral com o pop, era entretenimento puro e ao mesmo tempo lotados d referências geniais, tanto da literatura, filosofia e do próprio cinema, dai vale lembrar Viver a Vida e Pierro Le Fou. E no caso do Kiarostami seus filmes da fase sobre as crianças eram bastante populares, tome como exemplo Aonde fica a casa do meu amigo? e sem contar o roteiro d Balão Branco q ele fez, são filmes q ajudaram a botar o Irã no mapa, e não só pelo lado cerebral, mas tbm pq se comunicava com o povo, não era a abstração d um Apichatpong da vida. É disso q eu falo q sinto falta atualmente, e consequentemente não entendo elevarem o Nolan e outros tantos por ai…
Enfim, mas felizmente temos PTA, Aronofsky e Fincher ainda…..
Curiosamente estou bastante empolgado atualmente com o cinema d terror do q com qualquer outro gênero, Baskin me faz ter a esperança d termos um novo Lucio Fulci pela frente, se não me engano filme d cineasta estreante, vale ficar d olho nesse Can Evrenol
A Bruxa do Robert Eggers mais ainda, será q teremos um cara do porte d Mario Bava pela frente? O fãs d terror estão empolgados dmais, sem contar d Corrente do Mal, Babadook, Livide, The Eyes of My Mother….

planocritico 5 de agosto de 2017 - 18:03

É uma questão pessoal de definição, simplesmente, @wendellbronson:disqus . Quando eu digo “cinemão popular”, não falo de filmes pequenos populares. Jogos Mortais é popular pacas, mas não é cinemão. Assim como os filme do Godard em certa fase foram populares, mas nunca foram “cinemão”. Estou falando de filmes construídos para serem blockbusters na definição pós-Tubarão, filmes de milhões e milhões de dólares.

Nolan e Villeneuve fazem isso, mas acrescentam camadas que vão além do que simplesmente está na tela. É, por falta de expressão mais adequada, “o melhor desses dois mundos”. Outros diretores do “cinemão” de hoje não fazem nada isso.

Sobre o cinema de terror, eu gostava quando era jovem nos anos 80. Depois, parei. Peguei implicância mortal com os filmes da década de 90 em diante, muito raramente vendo alguma coisa realmente interessante.

Abs,
Ritter.

Wendell Bronson 6 de agosto de 2017 - 16:23

To ligado sobre essa pegada d milhões, realmente dai os caras q falei não se encaixam nessas boladas…
O cinema d terror tu precisa retomar Ritter, são poucas as mídias q se dedicam ao gênero, d cabeça só lembro do boca do inferno e do 101 horror movies, ia ser maneiro trocar ideia com vcs sobre a boa safra q tem saído.
Vou te falar d alguns q gostei desses últimos anos, vale mto a pena dar uma conferida: The Eyes of my Mother, Livide, Alta Tensão(do Alexandre Aja), Baskin(terror turco q lembra os tempos áureos do italiano Lucio Fulci, o mestre do terror mais cru, bruto e gore), A BRUXA do Robert Eggers, Trem para Busan, Inside – A invasora (francesao gore), Cure (Kurosawa)….
Abs

andre99249 . 10 de dezembro de 2017 - 01:08

Você fala que o Villeneuve, por exemplo, não é tudo isso porque anda fazendo filmes populares e com grande orçamento mas isto recentemente com “A Chegada” e “Blade Runner”…e coloca o Fincher como se fosse um cineasta a ser conferido embora seus filmes também sejam populares se não mais que do Villeneuve. Ambos diretores que são “pops” e conhecidos da grande maioria atualmente. Não vejo como “Garota Exemplar”, “Noé” e “A Chegada” se diferem para você colocar os dois primeiros do lado “cerebral” e o outro não. Embora não tenha achado uma obra prima igual todo mundo está falando de Dunkirk, tendo apreciado com moderação, acho que é extremamente importante que tenhamos diretores como o Nolan se não daqui alguns tempos teremos apenas Transformers e filmes de Super Heróis sendo feitos.

FabioRT 5 de agosto de 2017 - 14:25

Genial é meio forte…e isso só vem com as posteridade…agora meia boca é meio maldade rs rs …Eu acho que esses dois aí junto com o Tarantino fazem filmes bem legais de ver…Tem muita má vontade contra esses diretores mais novos e populares por eles serem mainstream …e claro…porque o público e os meios de comunicação usam a palavra gênio meio que indiscriminadamente.

Responder
R. 5 de agosto de 2017 - 20:21

Acho que a questão de humanizar os personagens, é por não tentar tornar os personagens em heróis, ou expor sobre a vida deles, mostrar as pessoas como a maioria delas realmente era na guerra: Impotentes, anônimas e lutando para simplesmente sobreviver, pelo menos foi como eu vi o filme.

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Marcus Santos 31 de julho de 2017 - 09:43

Toda vez que assisto um filme, procuro a crítica para poder entender melhor, e o plano crítico é o que leio primeiro, tamanho apresso que tenho por este site, porém, a minha decepção ao ver esse filme e aqui ver 5 estrelas é decepcionante. A crítica está controversa e o filme é fraco, eu diria até um desserviço ao tamanho e a importância que a segunda guerra mundial teve e tem nas vidas de milhares de pessoas de todas as nações. Eu como admirador e leitor assíduo da História e especificamente da Seunda Guerra Mundial achei o filme raso e sem introdução. Para um menos informado não saberia dizer se o “inimigo” era Darth Vader e a estrela da morte ou Hitler ou simplesmente aquele piloto imortal que eu não sabia se era Tom Hardy ou o Bane (Batman) pilotando por mais de uma hora e com o tanque vazio abater um bombardeiro alemão e aterrissar em segurança na praia de dunkirk. E ainda leio a critica dizer que o filme foge totalmente dos personagens pintados de heróis que os filmes de guerra costumam transmitir. Esse feito apenas o Iron Man conseguiria fazer!

Responder
ABC 2 de agosto de 2017 - 23:58

Prestou atenção legal no filme, hein. O avião demorou 1h para chegar a Dunquerque e estava com 50 galões de combustível quando estava sobrevoando o Canal da Mancha, e para a sua informação há relato de piloto da Royal Air Force que conseguiu planar por 15 milhas (aproximadamente 24 km).

Saudações.

Responder
Guilherme Coral 3 de agosto de 2017 - 16:24

Mas não é preciso mostrar quem é o inimigo pq todos sabemos!

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Wagner 29 de julho de 2017 - 19:28

Acabei de ver e achei o filme fantástico, fotografia linda E trilha especular, quase uma personagem do filme! Com certeza verei semana que vem em IMAX novamente quando for na casa dos meus pais. Pra que mora na região da grande SP, na raposo tavares (no open mall square) tem a melhor sala IMAX que já fui por aqui, Vale a pena conhecer!

Responder
Guilherme Coral 3 de agosto de 2017 - 16:24

Que bom que gostou, Wagner!

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Maitê 29 de julho de 2017 - 17:38

Guilherme, só me diga uma coisa… há muita carnificina no filme? Medo, claustrofobia é a minha zona de conforto no escurinho do cinema, só que estou um pouco cansada das tripas explodindo na tela. Sei que Nolan vale cada centavo do ingresso numa sala IMAX. Então?

Responder
Guilherme Coral 29 de julho de 2017 - 18:22

Tem não, Maitê. Pode ir sem medo!

Responder
jv bcb 28 de julho de 2017 - 16:03

Esse filme é uma experiência sensorial primorosa. Nolan levantou o teto do que se pode fazer no cinema.

Responder
planocritico 29 de julho de 2017 - 22:42

Justamente o que senti vendo essa maravilha no IMAX!

Abs,
Ritter.

Responder
Paulo Farah 28 de julho de 2017 - 12:27

Até que enfim um texto condizente com o que assisti no cinema. Transcreveu tudo o que senti. Parabéns pela crítica!

Responder
Guilherme Coral 28 de julho de 2017 - 14:47

Muito obrigado, Paulo!

Responder
Rafha 28 de julho de 2017 - 00:36

Acabei de assistir ao filme na estréia e sinceramente esta sendo difícil medir a minha decepção. Não encontrei a obra-prima que estão pintando em todas críticas … estou a procura de argumentos que sustentem que este é o melhor filme do Nolan, ou pelo menos um dos melhores. Eu que adoro os filmes dele e fui com hype devido as críticas positivas e principalmente ao veterano de guerra de 97 anos que elogiou o filme na pré estréia lá fora haha quebrei a cara bonito, não da p dizer que é ruim pois é bem feito tecnicamente e com boas atuações obviamente, mas é um filme chato que nem se compara a outros do diretor.

Responder
Guilherme Coral 28 de julho de 2017 - 14:48

Que pena que não gostou tanto, Rafha!

Responder
planocritico 28 de julho de 2017 - 15:52

@disqus_JfCY0XzLIZ:disqus , isso acontece. Vai de cada um mesmo. No meu caso, por exemplo, eu gosto muito de Nolan como você e estava com altas expectativas. Depois que a sessão acabou, concluí que tive uma das melhores experiências cinematográficas da minha vida (vi no IMAX, o que ajuda). Não confundir “experiência” com melhor filme da minha vida, pois são coisas diferentes. De toda forma, eu concordo com a crítica do Guilherme e daria a mesma nota.

Você consegue identificar o que não gostou? Tente expandir o adjetivo “chato” que você usou.

Vou listar aqui o que achei fenomenal no filme, pois, de repente, isso te ajuda:

1. Não há vilões explícitos. Os alemães não aparecem. Tudo é atmosfera. A ameaça é palpável, mas invisível, como partes de Tubarão ou todo o Encurralado. O inimigo é a guerra em si e isso fica claro a cada expressão facial que vemos vendo algo que nós não vemos, a cada nota da trilha do Zimmer, a cada som de tiro e a cada barulho do motor de um avião se aproximando. Fiquei tenso do começo ao fim.

2. Repare como quase não há um protagonista (ou não há um protagonista!) e as histórias se interconectam perfeitamente mesmo assim, com personagens que quase não falam, mas que sentimos seus dramas, inclusive do garoto no barco que é empurrado pelo Espantalho.

3. Quase não há diálogos. Um filme dessa magnitude que por muito pouco não é mudo. O domínio da narrativa que Nolan demonstra é estupendo.

4. A montagem não-linear é espetacular. A escolha do diretor em separar o filme em três atos temporal e espacialmente distantes – uma semana (praia), um dia (porto na Inglaterra), uma hora (Spitfires), com cada linha narrativa aos poucos convergindo no tempo e no espaço puxa os limites desse artifício para se contar uma história em que o grande inimigo é a guerra.

5. E eu poderia falar também da arquitetura sonora que usa o som para desnortear e para levantar espíritos, mas também para assustar e aterrorizar. Poderia falar da fotografia limpa e belíssima de Hoytema, repleta de tomadas em planos gerais meticulosos, com paletas de cores característica para cada linha narrativa, mas que também convergem para um ponto único.

Bem, espero ter ajudado!

Abs,
Ritter.

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Rafha 28 de julho de 2017 - 16:10

Olhando por esse seu ponto de experiência cinematográfica consigo mensurar melhor as qualidades e o motivo que faz este filme agradar tanto. Pois por experiência no cinema (muito pelo IMAX tb) para mim o último Mad Max foi a melhor coisa que já sentei e assisti, mesmo não figurando entre os melhores filmes se eu fosse fazer uma seleta lista.
Fica claro que o que agradou mesmo nesse filme são as peculiaridades técnicas e a atmosfera imersiva que envolve o espectador, tanto que se o mesmo for visto em casa perde todo seu triunfo.
Particularmente eu achei a narrativa tediosa, resumida em aguardar por novos ataques e bombardeios e ver quem iria sobreviver e seguir sua jornada para casa, as cenas de avião com o Tom Hardy muito sem graça, a falta de profundidade dos personagens também me incomodou um pouco mesmo eu compreendendo de inicio que o protagonista deste filme seria a Guerra em si, não deu p criar preocupação ou aquele receio constante da morte por ninguém que estava ali. Não achei nem mesmo um diálogo que fosse memorável (uma versão muda seria muito interessante) também assisti em IMAX e não consegui me empolgar.
A primeira cena do filme na cidade com o tiroteio e o rapaz correndo e seus companheiros sendo mortos um a um, o nervosismo ao carregar o rifle, o inimigo se aproximando aos poucos, essa foi a melhor parte para mim, depois que muda para praia virou um tédio extremamente bem produzido com bombas de tempo em tempo ):

Abs

Responder
ABC 2 de agosto de 2017 - 23:38

Concordo que muito da qualidade do filme está no primor da execução das técnicas e em uma sala não adequada você perde muito dele, mas Dunkirk/Dunquerque é uma ode aos anônimos que participaram da Guerra (sejam soldados ou civis) e talvez seja por isso que você sentiu falta de profundidade nos personagens.

Sobre as cenas de avião discordo veementemente. O Tom Hardy trabalha muito bem com variação de olhares para dar profundidade às cenas, isso fica bastante evidente quando ele “retorna” para perseguir um bombardeiro alemão já com o combustível para acabar.

Além disso as atuações só na base da expressão do Kenneth Branagh e do Mark Rylance (e do garoto que faz o filho dele) são merecedoras de aplausos.

Saudações.

Responder
dudup 2 de agosto de 2017 - 23:39

Minha esposa não sacou a diferença do espacamento temporal das três linhas da narrativa, mas logo depois de explicar pra ela rolou um mindblown.gif. E esta organização da linha do tempo é muito bem sacado e inovadora, algo que o Nolan poderia se orgulhar e frisar mais fortemente ao longo do filme. Mas não o fez.

E isso é bom. Sabe porquê? Mostra que ele aprendeu a lição com Inception.

Responder
Raoni De Lucia 27 de julho de 2017 - 15:52

Parabéns pela crítica!! Conseguiu me deixar mais ainda na vontade de assistir, Nolan sendo Nolan, não tem como sair ruim.

Responder
Guilherme Coral 27 de julho de 2017 - 16:59

Muito obrigado, Raoni! Depois nos conte o que achou do filme.

Responder
Anônimo 27 de julho de 2017 - 14:29
Responder
Guilherme Coral 27 de julho de 2017 - 16:59

Fez bem, é um filmaço!

Responder
Anônimo 29 de julho de 2017 - 18:24
Responder

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