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Crítica | É Fada!

por Fernando Campos
234 views (a partir de agosto de 2020)

Indiscutivelmente o cinema brasileiro passa por uma de suas melhores fases, repleto de ótimos filmes como Que Horas Ela Volta?, Boi Neon, O Menino e o Mundo, entre outros. Mantendo esse nível, o ano de 2016 continua nos presenteando com boas obras, como Mãe Só Há Uma e o esplêndido Aquarius. Até mesmo as produções com foco mais comercial, como Mais Forte Que o Mundo, são satisfatórias e competentes naquilo que se propõe. Dito tudo isso, É Fada! destoa completamente dos longas citados anteriormente, mostrando que, apesar de estar em um bom momento, a indústria nacional pode produzir lixos imensuráveis.

O filme mostra Geraldine (Kéfera Buchmann), uma fada que perdeu suas asas por utilizar métodos pouco convencionais e sua última chance para recuperá-las será a missão “Julia” (Klara Castanho). Julia é uma garota que foi criada pelo pai com muito amor, porém, depois de anos, a mãe retorna e passa a questionar a educação de sua filha. Por isso, a fada aparece para ajudá-la a vencer os preconceitos e estabelecer novas amizades.

Absolutamente todos os clichês de filmes de adolescente são usados aqui: a protagonista que enfrenta a realidade de um colégio novo, as patricinhas insuportáveis, o grupo de rapazes fúteis, o garoto bonitinho e humilde, entre outros, sendo inevitável a sensação constante de já ter visto tudo aquilo em algum lugar. Mas esse não é o único problema, enquanto outras obras teen utilizam essas convenções para criar arcos dramáticos interessantes, como no bom A Mentira, aqui vemos um festival de futilidades. Há cenas, por exemplo, que mostram Geraldine incentivando Julia a empinar os peitos, alisar os cabelos, vestir roupas que valorizem seu corpo e portar-se como uma rica. Portanto, não há aqui nenhum desenvolvimento interno na garota, apenas visual e em tempos onde as mulheres brigam cada vez mais por respeito e um espaço igualitário na sociedade, desejando não ser vistas como meros objetos, a abordagem da história soa no mínimo infeliz.

Mas o roteiro, escrito por Bárbara Duvivier, Fernando Ceylão e Sylvio Gonçalves, não apenas mostra-se fútil, como beira o mau gosto em certos momentos, como na cena onde a fada aconselha Julia a dispensar o pai para que suas amigas não o vejam, uma vez que, ele é pobre e isso mancharia sua imagem com as demais, como se houvesse algum problema em ser pobre. Além disso, Geraldine não apenas traz conselhos deploráveis, como também reforça o discurso elitista da mãe da garota, que tanto critica a filha por vestir-se mal e não ser vaidosa, falando que ela deve portar-se como as colegas ricas da escola. O certo seria a personagem título incentivá-la a aceitar-se como é, certo? Errado, a história opta por momentos onde a fada diz “vê se come como uma mocinha”, atingindo o auge do absurdo quando ela literalmente persuade sexualmente seu monitor para que possa continuar sua missão.

Continuando nas críticas sobre o roteiro, ele traz diálogos sofríveis, vide a cena onde Geraldine conhece sua protegida e diz incessantemente “sou uma fada, uma fada, uma fada, uma fada linda”, sendo absurdo imaginar que este tenha sido o único recurso encontrado pelos roteiristas para apresentar a personagem. Mas essas falhas não aparecem apenas com o decorrer da projeção, desde o início o filme mostra a que veio, mostrando Geraldine perdendo suas asas porque aconselhou o técnico da seleção brasileira durante o jogo Brasil x Alemanha na Copa do Mundo, ou seja, foi a verdadeira responsável pelo 7 x 1 (sim, é desse tipo de abordagem que estamos falando).

Além de um roteiro medíocre, a atriz principal não contribui para deixar sua personagem mais interessantes. É inegável que Kéfera possui carisma (senão não teria tantas fãs), mas isso não é o suficiente para conseguir um bom trabalho, portanto, não há aqui uma composição, uma criação. Aliás, se a youtuber pretende continuar sua carreira de atriz, precisa entender que atuação não é sinônimo de overacting, uma vez que, ela mostra um ímpeto enorme em gritar a cada fala e fazer o maior número possível de gestos durante a mesma cena, servindo apenas para criar um trabalho risível. O bom trabalho acaba ficando com Klara Castanho, que explora bem as mudanças sofridas por Júlia, e com Silvio Guindane, fazendo o papel de pai amoroso, transmitindo bondade e sabedoria, aliás, os melhores momentos do longa ocorrem quando os dois contracenam.

Mantendo o nível dos demais participantes do projeto, a diretora Cris D’Amato até tenta criar uma narrativa mais dinâmica, com alguns travellings laterais, planos com câmera na mão e planos gerais, mas esses elementos parecem estar ali apenas para tornar o filme mais interessante esteticamente, não tendo serventia nenhuma à narrativa. O trabalho que pode ser elogiado é o de direção de arte, que destaca o contraste social entre o pai e a mãe de Júlia através da casa onde vivem, além de construir com competência o mundo das fadas.

No final, o filme até tenta se redimir trazendo um número musical que fala sobre aceitar-se, mas não apaga de forma alguma as atrocidades mostradas anteriormente, não adianta passar mais de uma hora reproduzindo um discurso machista e elitista para achar que uma cena de 2 minutos consertaria tudo. Aliás, mesmo após Julia cantar essa música, ela continua de cabelo liso e roupas de grife, só conseguindo melhorar sua auto estima seguindo a risca todos os conselhos de Geraldine, ou seja, seu arco dramático tornou-a pior e menos confiante consigo mesma.

Acredite, o filme possui ainda mais defeitos que poderiam ser destacados, como o romance entre Júlia e Pedro que parece estar ali apenas para obedecer mais um clichê do gênero, mas se fosse abordado todos os problemas do longa esta crítica teria o tamanho de um artigo acadêmico. É Fada! não é apenas um filme ruim, mas também uma obra de mau gosto, infeliz, com uma atuação de Kéfera que deixaria Nicolas Cage com inveja de seu overacting e que reproduz um discurso fútil deprimente.

É Fada! – Brasil, 2016
Direção: Cris D’Amato,
Roteiro: Bárbara Duvivier, Fernando Ceylão, Sylvio Gonçalves (baseado na obra de Thalita Rebouças)
Elenco: Kéfera Buchmann, Klara Castanho, Charles Paraventi, Bruna Griphão, Silvio Guindane, Aramis Trindade, Christian Monassa, Carla Daniel, Lorena Comparato, Clara Tiezzi, Otavio Martins, Isabella Moreira
Duração: 85 min

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90 comentários

Nicolas Dias 4 de janeiro de 2017 - 21:06

Antigamente uma das piores coisas que poderiam acontecer com um filme era ser protagonizado por um cantor. Aquela velha tática de usar a fama de uma celebridade que não é atriz para alavancar um filme. Mas no mundo moderno vemos a evolução disso, colocarem uma youtuber para protagonizar um filme hahaha.

Responder
Nicolas Dias 4 de janeiro de 2017 - 21:06

Antigamente uma das piores coisas que poderiam acontecer com um filme era ser protagonizado por um cantor. Aquela velha tática de usar a fama de uma celebridade que não é atriz para alavancar um filme. Mas no mundo moderno vemos a evolução disso, colocarem uma youtuber para protagonizar um filme hahaha.

Responder
Fernando Campos 5 de janeiro de 2017 - 15:29

Ah a época que cantores atuavam… Lembra de Cinderela Baiana? Hahahaha
Mas espere então pelo lançamento de Internet – O Filme onde todo o elenco será formado por youtubers! Mal posso esperar pra escrever sobre esse filme haha.

Responder
Fernando Campos 5 de janeiro de 2017 - 15:29

Ah a época que cantores atuavam… Lembra de Cinderela Baiana? Hahahaha
Mas espere então pelo lançamento de Internet – O Filme onde todo o elenco será formado por youtubers! Mal posso esperar pra escrever sobre esse filme haha.

Responder
Vinicíus Santana 28 de outubro de 2016 - 13:44

Então, fui assistir ontem ao filme. É quase um desastre total: tem clichês além da conta, a escalação em vários momentos incomoda (o que foi aquela comediante do Zorra tentando expressar alguma dramaticidade e imponência como a mãe rica?), não rola um conflito inicial decente entre as patricinhas e a protagonista – elas se tornam rivais “do nada” – e a Kéfera grita demais!!!

Mas os maiores defeitos mesmo foram os vários cortes na edição (isso fica bem evidente em algumas das cenas finais), e a falta de conclusão coerente para os vários arcos da “trama”: o romance entre os protagonistas é cheio de furos, nenhuma das patricinhas encontra algum final justo ou sua redenção, e a cena final do terraço tinha mais potencial.

E o que foi aquela trilha sonora na cena do roubo dos celulares? E aquela câmera agitada e desastrosa tentando imprimir agilidade na cena?

E a pior parte é o uso exacerbado de futilidades pra menina se tornar popular e as piadas sexuais e outras tiradas da Kéfera.

Meninas Malvadas é bem parecido com É Fada, e ainda assim é melhor mesmo tendo alguns defeitos: é a mesma história de adaptação no colégio e as panelinhas, mas pelo menos Rachel McAdams tinha suas motivações iniciais pra ter arrasado com a Lindsay Lohan (queria o Aaron Samuel de volta) e também tem a reformulação da protagonista com futilidades, mas ali tudo é revestido com um humor EFICAZ.

No mais, o que se salva é mesmo a atuação da Klara Castanho e ~ por que não? ~ a de Kéfera também, mesmo porque não dá pra negar que ela se esforça pra atuar ao menos dignamente.

Só é uma pena que a Thalita Rebouças não tenha se envolvido diretamente na produção (me parece que foi o livro original e só)…

Responder
Fernando Campos 29 de outubro de 2016 - 17:02

Pra mim o pior no filme sem dúvida alguma é o roteiro, ele é desastroso. Sobre a atuação da Kéfera, pra mim todo profissional deve se esforçar no que faz, ela se dedicar é obrigação dela, mas acaba não adiantando muito porque o trabalho dela aqui muito exagerado. E sim, a cena do roubo dos celulares é risível.

Responder
Fernando Campos 29 de outubro de 2016 - 17:02

Pra mim o pior no filme sem dúvida alguma é o roteiro, ele é desastroso. Sobre a atuação da Kéfera, pra mim todo profissional deve se esforçar no que faz, ela se dedicar é obrigação dela, mas acaba não adiantando muito porque o trabalho dela aqui muito exagerado. E sim, a cena do roubo dos celulares é risível.

Responder
Vinicíus Santana 28 de outubro de 2016 - 13:44

Então, fui assistir ontem ao filme. É quase um desastre total: tem clichês além da conta, a escalação em vários momentos incomoda (o que foi aquela comediante do Zorra tentando expressar alguma dramaticidade e imponência como a mãe rica?), não rola um conflito inicial decente entre as patricinhas e a protagonista – elas se tornam rivais “do nada” – e a Kéfera grita demais!!!

Mas os maiores defeitos mesmo foram os vários cortes na edição (isso fica bem evidente em algumas das cenas finais), e a falta de conclusão coerente para os vários arcos da “trama”: o romance entre os protagonistas é cheio de furos, nenhuma das patricinhas encontra algum final justo ou sua redenção, e a cena final do terraço tinha mais potencial.

E o que foi aquela trilha sonora na cena do roubo dos celulares? E aquela câmera agitada e desastrosa tentando imprimir agilidade na cena?

E a pior parte é o uso exacerbado de futilidades pra menina se tornar popular e as piadas sexuais e outras tiradas da Kéfera.

Meninas Malvadas é bem parecido com É Fada, e ainda assim é melhor mesmo tendo alguns defeitos: é a mesma história de adaptação no colégio e as panelinhas, mas pelo menos Rachel McAdams tinha suas motivações iniciais pra ter arrasado com a Lindsay Lohan (queria o Aaron Samuel de volta) e também tem a reformulação da protagonista com futilidades, mas ali tudo é revestido com um humor EFICAZ.

No mais, o que se salva é mesmo a atuação da Klara Castanho e ~ por que não? ~ a de Kéfera também, mesmo porque não dá pra negar que ela se esforça pra atuar ao menos dignamente.

Só é uma pena que a Thalita Rebouças não tenha se envolvido diretamente na produção (me parece que foi o livro original e só)…

Responder
Marcio Roberto 21 de outubro de 2016 - 22:46

“Isso é uma crítica, uma critica, uma crítica, uma crítica linda!!” Momento Geraldine aqui, ops! Sério, vi o trailer e esta cena me ficou na cabeça porque mesmo sendo rápida, até porque era um trailer, me pareceu bem dispensável e tola. Engraçado que eu mesmo só vim a saber mais do filme por acaso e nossa, que raio de merda é esse?? Tão falando tanto que quero ver pra ver se é tão ruim assim, mas ir pro cinema? JAMAIS! Triste e revoltante é saber que galera da minha geração foi entupir os cinemas pra ver isso. Nossa, sério pessoal? E olha que não é só porque é um filme “adolescente” para nós, porque apesar dos “High School Musical” (uuughh!) da vida, há filmes maravilhosos como o “As Vantagens de Ser Invisível” (chega dá uma coisa aqui dentro, e desculpa falar mal da sua atuação Lerman, eu vacilei muito!) que é um filme maravilhoso. Mas enfim, se já fizeram até os “10 motivos para amar o Biel” acho que eu nem devo mais me surpreender mesmo. Ótima crítica a sua, me diverti muito aqui.

Responder
Fernando Campos 24 de outubro de 2016 - 15:57

Já que o filme é ruim pelo menos as críticas sobre ele tem que divertir né hahaha. Apesar dos filmes teen produzirem várias obras ruins, há sim ótimos longas, como A Mentira ou As Vantagens de Ser Invisível. Não fique preocupado com sua geração, a minha também gostava de muita coisa ruim, assim como as demais, isso faz parte.

Fico feliz que tenha gostado da crítica, obrigado pelos elogios!

Responder
Fernando Campos 24 de outubro de 2016 - 15:57

Já que o filme é ruim pelo menos as críticas sobre ele tem que divertir né hahaha. Apesar dos filmes teen produzirem várias obras ruins, há sim ótimos longas, como A Mentira ou As Vantagens de Ser Invisível. Não fique preocupado com sua geração, a minha também gostava de muita coisa ruim, assim como as demais, isso faz parte.

Fico feliz que tenha gostado da crítica, obrigado pelos elogios!

Responder
Marcio Roberto 21 de outubro de 2016 - 22:46

“Isso é uma crítica, uma critica, uma crítica, uma crítica linda!!” Momento Geraldine aqui, ops! Sério, vi o trailer e esta cena me ficou na cabeça porque mesmo sendo rápida, até porque era um trailer, me pareceu bem dispensável e tola. Engraçado que eu mesmo só vim a saber mais do filme por acaso e nossa, que raio de merda é esse?? Tão falando tanto que quero ver pra ver se é tão ruim assim, mas ir pro cinema? JAMAIS! Triste e revoltante é saber que galera da minha geração foi entupir os cinemas pra ver isso. Nossa, sério pessoal? E olha que não é só porque é um filme “adolescente” para nós, porque apesar dos “High School Musical” (uuughh!) da vida, há filmes maravilhosos como o “As Vantagens de Ser Invisível” (chega dá uma coisa aqui dentro, e desculpa falar mal da sua atuação Lerman, eu vacilei muito!) que é um filme maravilhoso. Mas enfim, se já fizeram até os “10 motivos para amar o Biel” acho que eu nem devo mais me surpreender mesmo. Ótima crítica a sua, me diverti muito aqui.

Responder
genio playboy 18 de outubro de 2016 - 19:14

Como é saber que esse filme provavelmente vai ter uma continuação?alias,esse ano ainda sai mais um filme da Kéfera,vou esperar a critica de vcs.

Responder
genio playboy 18 de outubro de 2016 - 19:14

Como é saber que esse filme provavelmente vai ter uma continuação?alias,esse ano ainda sai mais um filme da Kéfera,vou esperar a critica de vcs.

Responder
Fernando Campos 24 de outubro de 2016 - 15:54

Será que terá uma continuação? Tenho minhas dúvidas depois da repercussão negativa. Mas com certeza ainda veremos vários filmes protagonizados por youtubers… Fique ligado no site que traremos sim as críticas!

Responder
Fernando Campos 24 de outubro de 2016 - 15:54

Será que terá uma continuação? Tenho minhas dúvidas depois da repercussão negativa. Mas com certeza ainda veremos vários filmes protagonizados por youtubers… Fique ligado no site que traremos sim as críticas!

Responder
genio playboy 24 de outubro de 2016 - 17:31

vamos combinar que muitos filmes que tiveram uma repercussão negativa e renderam bastante na bilheteria ganham sequencias,tem alguma coisa que vc gostou nesse filme?

Responder
genio playboy 24 de outubro de 2016 - 17:31

vamos combinar que muitos filmes que tiveram uma repercussão negativa e renderam bastante na bilheteria ganham sequencias,tem alguma coisa que vc gostou nesse filme?

Responder
Fernando Campos 3 de novembro de 2016 - 22:47

Mas a questão é que a repercussão desse filme foi desastrosa, mas não duvido que haja uma sequência, por dinheiro fazem qualquer coisa. Gostei da atuação do Silvio Guindane e da Klara Castanho, acho que fizeram um bom trabalho.

Responder
Fernando Campos 3 de novembro de 2016 - 22:47

Mas a questão é que a repercussão desse filme foi desastrosa, mas não duvido que haja uma sequência, por dinheiro fazem qualquer coisa. Gostei da atuação do Silvio Guindane e da Klara Castanho, acho que fizeram um bom trabalho.

Responder
Allex Castro 14 de outubro de 2016 - 01:25

mortaa shaush

Responder
Allex Castro 14 de outubro de 2016 - 01:25

mortaa shaush

Responder
Fernando Campos 14 de outubro de 2016 - 17:56

Com a crítica ou com o filme? Porque esse filme é de matar viu hahahaha. Piada mais ou menos, eu sei, mas era o que tinha pra hoje haha.

Responder
Fernando Campos 14 de outubro de 2016 - 17:56

Com a crítica ou com o filme? Porque esse filme é de matar viu hahahaha. Piada mais ou menos, eu sei, mas era o que tinha pra hoje haha.

Responder
Allex Castro 17 de outubro de 2016 - 23:08

KKKKKKK, acredito.
Com a crítica! haush ñ assisti o filme, vim só para saber do que se tratava e foi só tapa na cara… kkkkk

Responder
Allex Castro 17 de outubro de 2016 - 23:08

KKKKKKK, acredito.
Com a crítica! haush ñ assisti o filme, vim só para saber do que se tratava e foi só tapa na cara… kkkkk

Responder
Fernando Campos 18 de outubro de 2016 - 18:56

Tentei transcrever o que achei do filme, fico feliz que tenha gostado haha.

Responder
Fernando Campos 18 de outubro de 2016 - 18:56

Tentei transcrever o que achei do filme, fico feliz que tenha gostado haha.

Responder
Fernando Mendonça 10 de outubro de 2016 - 16:57

No final acredito que esse “filme” ainda terá mais público e bilheteria que todos os bom exemplos de filmes brasileiros citados no primeiro parágrafo. Sei nem oq comentar de um filme desses apenas parabéns ao crítico por conseguir ir até o fim.

Responder
Fernando Mendonça 10 de outubro de 2016 - 16:57

No final acredito que esse “filme” ainda terá mais público e bilheteria que todos os bom exemplos de filmes brasileiros citados no primeiro parágrafo. Sei nem oq comentar de um filme desses apenas parabéns ao crítico por conseguir ir até o fim.

Responder
Fernando Campos 11 de outubro de 2016 - 15:32

Obrigado pelo elogio, foi difícil ver o filme até o fim, mas consegui haha. Sobre a situação que você disse, isso não é exclusividade do Brasil. Esquadrão Suicida, por exemplo, provavelmente terá mais bilheteria do que qualquer indicado ao Oscar do ano que vem, mesmo sendo um longa fraco.

Responder
Fernando Campos 11 de outubro de 2016 - 15:32

Obrigado pelo elogio, foi difícil ver o filme até o fim, mas consegui haha. Sobre a situação que você disse, isso não é exclusividade do Brasil. Esquadrão Suicida, por exemplo, provavelmente terá mais bilheteria do que qualquer indicado ao Oscar do ano que vem, mesmo sendo um longa fraco.

Responder
HenryS 12 de outubro de 2016 - 03:38 Responder
HenryS 12 de outubro de 2016 - 03:38 Responder
Fernando Campos 13 de outubro de 2016 - 10:43

Acredito que na segunda semana a bilheteria do filme vai diminuir bastante. As fãs que queriam assistir já foram no fim de semana de estréia, a tendência agora é cair.

Responder
Fernando Campos 13 de outubro de 2016 - 10:43

Acredito que na segunda semana a bilheteria do filme vai diminuir bastante. As fãs que queriam assistir já foram no fim de semana de estréia, a tendência agora é cair.

Responder
Junior Oliveira 10 de outubro de 2016 - 13:45

Cara, esse final musical que você citou me lembrou o da Cinderela Baiana, onde a Carla Peres fala da hipocrisia, do mundo desigual e injusto, quando acabava de sair de um carrão importado vestindo roupas de grife.

Prepare-se, caro critico! Em breve teremos o lançamento de Internet: o Filme, com um elenco estrelado… Tenho dó de quem assistirá esse filme para fazer a critica 😛

Responder
Junior Oliveira 10 de outubro de 2016 - 13:45

Cara, esse final musical que você citou me lembrou o da Cinderela Baiana, onde a Carla Peres fala da hipocrisia, do mundo desigual e injusto, quando acabava de sair de um carrão importado vestindo roupas de grife.

Prepare-se, caro critico! Em breve teremos o lançamento de Internet: o Filme, com um elenco estrelado… Tenho dó de quem assistirá esse filme para fazer a critica 😛

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 15:47

HAHAHAHAHAHAHAHAHA, a comparação com Cinderela Baiana é genial! O pior é assistir o número musical sabendo que para os produtores aquilo seria algum tipo de redenção. Pífio né.

Já me falaram que eu sou o crítico oficial dos filmes de youtubers agora, então que os deuses do cinema me protejam haha. Além de Internet – O Filme, tem também Eu Fico Loko – O Filme, do Christian Figueiredo, que tristeza…

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 15:47

HAHAHAHAHAHAHAHAHA, a comparação com Cinderela Baiana é genial! O pior é assistir o número musical sabendo que para os produtores aquilo seria algum tipo de redenção. Pífio né.

Já me falaram que eu sou o crítico oficial dos filmes de youtubers agora, então que os deuses do cinema me protejam haha. Além de Internet – O Filme, tem também Eu Fico Loko – O Filme, do Christian Figueiredo, que tristeza…

Responder
Junior Oliveira 11 de outubro de 2016 - 10:25

Fernando, eu lamento muito que os editores do Plano Critico tenham lhe dado essa responsabilidade. Já pensou na hipótese de que alguns deles não gosta de você?

😛

O problema desses youtubers é que força esses jovens patetas que acreditam fielmente que têm um problema a darem suas opiniões sobre tudo! Por isso que há tanta gente dando opinião merdosa a torto e a direito. E pior é que se você não der sua opinião sobre assuntos “relevantes” que esses youtubers abordam, você é rotulado como “isentão”.

Saudades da turma do “deixa disso”, daqueles que preferiam ser julgados de ignorantes por nada declarar do que confirmar o boato ao abrir a boca e despejar várias bostas!

Responder
Junior Oliveira 11 de outubro de 2016 - 10:25

Fernando, eu lamento muito que os editores do Plano Critico tenham lhe dado essa responsabilidade. Já pensou na hipótese de que alguns deles não gosta de você?

😛

O problema desses youtubers é que força esses jovens patetas que acreditam fielmente que têm um problema a darem suas opiniões sobre tudo! Por isso que há tanta gente dando opinião merdosa a torto e a direito. E pior é que se você não der sua opinião sobre assuntos “relevantes” que esses youtubers abordam, você é rotulado como “isentão”.

Saudades da turma do “deixa disso”, daqueles que preferiam ser julgados de ignorantes por nada declarar do que confirmar o boato ao abrir a boca e despejar várias bostas!

Responder
Luiz Santiago 11 de outubro de 2016 - 18:52

@disqus_DjHC8X4wcm:disqus é o nosso “crítico especialista em filmes de youtubers”… HAHAHHAHAHHAHAHHAHAHHAHA

Eu gosto do Fernando, sim! Mas ele tava muito acostumado em só criticar paradinhas legais!!! Precisava sofrer um pouco! hahahahahhahahahhhha

Responder
Fernando Campos 11 de outubro de 2016 - 20:00

Não tenho dúvidas que gosta de mim! Tanto que me pediu pra escrever sobre É Fada! porque sabe que aceito essas paradas hahaha.

Mas falando sério, fiquei bem feliz porque foi a primeira estréia que eu cobri e o retorno ta sendo bem positivo, muito mais do que imaginava, só tenho a agradecer por ter sido convocado para a tarefa. Próximos filmes de youtubers estamos aí haha.

Fernando Campos 11 de outubro de 2016 - 20:00

Não tenho dúvidas que gosta de mim! Tanto que me pediu pra escrever sobre É Fada! porque sabe que aceito essas paradas hahaha.

Mas falando sério, fiquei bem feliz porque foi a primeira estréia que eu cobri e o retorno ta sendo bem positivo, muito mais do que imaginava, só tenho a agradecer por ter sido convocado para a tarefa. Próximos filmes de youtubers estamos aí haha.

Luiz Santiago 11 de outubro de 2016 - 18:52

@disqus_DjHC8X4wcm:disqus é o nosso “crítico especialista em filmes de youtubers”… HAHAHHAHAHHAHAHHAHAHHAHA

Eu gosto do Fernando, sim! Mas ele tava muito acostumado em só criticar paradinhas legais!!! Precisava sofrer um pouco! hahahahahhahahahhhha

Responder
Fernando Campos 11 de outubro de 2016 - 19:54

Eu acho que os jovens devem se posicionar sim sobre as coisas, buscar informações e etc. Pessoas com opiniões ridículas não é exclusividade das novas gerações, está entre todas as idades. Claro que as vezes é difícil ouvir algumas coisas, mas faz parte. O problema está no tipo de conteúdo que alguns youtubers produzem e a idolatria que recai sobre eles. O que me preocupa são os adolescentes se espelharem em algumas pessoas que claramente não tem nada a acrescentar, mas eles expressarem sua opinião não me incomoda.

Responder
Fernando Campos 11 de outubro de 2016 - 19:54

Eu acho que os jovens devem se posicionar sim sobre as coisas, buscar informações e etc. Pessoas com opiniões ridículas não é exclusividade das novas gerações, está entre todas as idades. Claro que as vezes é difícil ouvir algumas coisas, mas faz parte. O problema está no tipo de conteúdo que alguns youtubers produzem e a idolatria que recai sobre eles. O que me preocupa são os adolescentes se espelharem em algumas pessoas que claramente não tem nada a acrescentar, mas eles expressarem sua opinião não me incomoda.

Responder
Junior Oliveira 13 de outubro de 2016 - 15:44

Concordo. É nesse momento que principalmente a juventude deve ser ouvida, deve falar e criticar. O problema está exatamente nessa influencia que alguns youtubers têm sobre essa garotada. Basta criar uma chamada sensacionalista em um vídeo e ele se tornará viral, mesmo faltando conteúdo e o mínimo de senso crítico, digamos. O fato das pessoas em gerais preferirem ouvir fragmentos de algum fato ao invés de buscar o contexto ajuda na “imbecialização” dessa década…

Junior Oliveira 13 de outubro de 2016 - 15:44

Concordo. É nesse momento que principalmente a juventude deve ser ouvida, deve falar e criticar. O problema está exatamente nessa influencia que alguns youtubers têm sobre essa garotada. Basta criar uma chamada sensacionalista em um vídeo e ele se tornará viral, mesmo faltando conteúdo e o mínimo de senso crítico, digamos. O fato das pessoas em gerais preferirem ouvir fragmentos de algum fato ao invés de buscar o contexto ajuda na “imbecialização” dessa década…

Inominável Ser 10 de outubro de 2016 - 04:14

Por que não deu nenhuma estrela? Isso aí me parece uma daquelas ocasiões raras nas quais surge um filme pior do que um Trash podreira que tem muito mais autenticidade. E essa Youtuber é uma piada, sempre foi e será uma sem graça de talento zero que ficou “famosa” (???) apenas por falar a rasa linguagem daqueles que a seguem. Tomara que encerre a carreira no Cinema junto com os chatos ridículos dos Duvivier, Porchat e outros que se sentem “comediantes”, mas nem chegam aos pés de um Tom Cavalcante, Tiririca e Dedé.

PS: Nicolas Cage Curtiu a atuação dela!😂😂😂😂😂

Responder
Inominável Ser 10 de outubro de 2016 - 04:14

Por que não deu nenhuma estrela? Isso aí me parece uma daquelas ocasiões raras nas quais surge um filme pior do que um Trash podreira que tem muito mais autenticidade. E essa Youtuber é uma piada, sempre foi e será uma sem graça de talento zero que ficou “famosa” (???) apenas por falar a rasa linguagem daqueles que a seguem. Tomara que encerre a carreira no Cinema junto com os chatos ridículos dos Duvivier, Porchat e outros que se sentem “comediantes”, mas nem chegam aos pés de um Tom Cavalcante, Tiririca e Dedé.

PS: Nicolas Cage Curtiu a atuação dela!😂😂😂😂😂

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 11:09

Bom, vamos por partes haha. Eu poderia ter dado nenhuma estrela, mas elogiei a direção de arte e as atuações de Klara Castanho e Silvio Guindane, então por justiça não dei zero.

Há filmes trash que são engraçadíssimos, são despretensiosos, não se levam a sério, gostosos de assistir. Já no caso de É Fada! além de ser ruim é de mau gosto.

Eu nunca vi o trabalho da Kefera no Youtube, mas se ela for exagerada como no filme imagino o nível de conteúdo que deve produzir. Só não concordo sobre o Duvivier e Porchat, gosto do humor do Porta dos Fundos e o Dedé pra mim nunca teve graça nenhuma.

PS: A diferença entre Kefera e Nicolas Cage é que ele tem atuações maravilhosas na carreira, mesmo sendo overactor, já ela… melhor não comentar.

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 11:09

Bom, vamos por partes haha. Eu poderia ter dado nenhuma estrela, mas elogiei a direção de arte e as atuações de Klara Castanho e Silvio Guindane, então por justiça não dei zero.

Há filmes trash que são engraçadíssimos, são despretensiosos, não se levam a sério, gostosos de assistir. Já no caso de É Fada! além de ser ruim é de mau gosto.

Eu nunca vi o trabalho da Kefera no Youtube, mas se ela for exagerada como no filme imagino o nível de conteúdo que deve produzir. Só não concordo sobre o Duvivier e Porchat, gosto do humor do Porta dos Fundos e o Dedé pra mim nunca teve graça nenhuma.

PS: A diferença entre Kefera e Nicolas Cage é que ele tem atuações maravilhosas na carreira, mesmo sendo overactor, já ela… melhor não comentar.

Responder
Inominável Ser 31 de outubro de 2016 - 19:55

Ela é… Melhor deixar quieto mesmo!😂😂😂

Responder
Inominável Ser 31 de outubro de 2016 - 19:55

Ela é… Melhor deixar quieto mesmo!😂😂😂

Responder
André Luis Xavier 10 de outubro de 2016 - 03:59

eu já sabia que esse filme seria um fiasco, pois nos videos da kéfera ela é tipo aquele comediante que pra ser engraçado força xingamentos e conta historias deploráveis que não se tira nada decente de suas historinhas, pra mim ela só faz sucesso porque diz todas as idiotice que as menininhas de hj querem ver ao vivo e a cores recheados de besteirol com muita sexualidade precoce.

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 11:00

Esperava que o filme fosse ruim, acabou sendo pior do que imaginava. Eu não acompanho o trabalho da Kefera no Youtube, mas já me disseram que ela força a barra mesmo. Digo mais, aqui a youtuber faz exatamente o que você disse, muitos palavrões forçadíssimos e piadas com duplo sentido, como na cena durante os créditos que ela canta “essa fadinha” e cria uma dualidade com “é safadinha”. Lamentável que jovens se inspirem em uma pessoa que produz esse tipo de conteúdo.

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 11:00

Esperava que o filme fosse ruim, acabou sendo pior do que imaginava. Eu não acompanho o trabalho da Kefera no Youtube, mas já me disseram que ela força a barra mesmo. Digo mais, aqui a youtuber faz exatamente o que você disse, muitos palavrões forçadíssimos e piadas com duplo sentido, como na cena durante os créditos que ela canta “essa fadinha” e cria uma dualidade com “é safadinha”. Lamentável que jovens se inspirem em uma pessoa que produz esse tipo de conteúdo.

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André Luis Xavier 10 de outubro de 2016 - 03:59

eu já sabia que esse filme seria um fiasco, pois nos videos da kéfera ela é tipo aquele comediante que pra ser engraçado força xingamentos e conta historias deploráveis que não se tira nada decente de suas historinhas, pra mim ela só faz sucesso porque diz todas as idiotice que as menininhas de hj querem ver ao vivo e a cores recheados de besteirol com muita sexualidade precoce.

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Cida Azevedo 10 de outubro de 2016 - 00:36

Que coragem, amigo! Hahaha
Quem vê a Kéfera no YouTube não se surpreende: a forçação de barra, a tentativa de ser engraçada a todo custo e a presença desses clichês machistas e elitistas dominam os vídeos dela há tempos.
Só acho lamentável que as meninas se mirem nela e tenham uma adoração que beira a idolatria. Vi gente na Bienal tirando foto beijando o pé dela!
Tempos pobres de referências pra molecada…

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Cida Azevedo 10 de outubro de 2016 - 00:36

Que coragem, amigo! Hahaha
Quem vê a Kéfera no YouTube não se surpreende: a forçação de barra, a tentativa de ser engraçada a todo custo e a presença desses clichês machistas e elitistas dominam os vídeos dela há tempos.
Só acho lamentável que as meninas se mirem nela e tenham uma adoração que beira a idolatria. Vi gente na Bienal tirando foto beijando o pé dela!
Tempos pobres de referências pra molecada…

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 11:16

Ofícios da área haha, faz parte ter que olhar coisas terríveis as vezes. Eu não acompanho o trabalho da Kefera no Youtube, mas identifiquei no filme exatamente o que você disse: palavrões forçadíssimos, piadas de duplo sentido e um discurso machista nojento. A cena durante os créditos que ela canta “essa fadinha” querendo dizer “é safadinha” é lamentável, exemplifica tudo isso. Ano passado fui na Feira do Livro de Porto Alegre e adivinha qual era a obra mais vendida? O livro da Kefera. Vendo essas coisas fico muito preocupado com a próxima geração, os meninos também curtem youtubers que são deprimentes e não transmitem nada de relevante. Vejo em quem os adolescentes se espelham e me espanto.

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 11:16

Ofícios da área haha, faz parte ter que olhar coisas terríveis as vezes. Eu não acompanho o trabalho da Kefera no Youtube, mas identifiquei no filme exatamente o que você disse: palavrões forçadíssimos, piadas de duplo sentido e um discurso machista nojento. A cena durante os créditos que ela canta “essa fadinha” querendo dizer “é safadinha” é lamentável, exemplifica tudo isso. Ano passado fui na Feira do Livro de Porto Alegre e adivinha qual era a obra mais vendida? O livro da Kefera. Vendo essas coisas fico muito preocupado com a próxima geração, os meninos também curtem youtubers que são deprimentes e não transmitem nada de relevante. Vejo em quem os adolescentes se espelham e me espanto.

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Diego/SM 10 de outubro de 2016 - 13:23

Cara, Fernando, estava pensando sobre isso esses dias (“fico muito preocupado com a próxima geração”), ao ver aquele guri, Christian não sei das quantas, no Fantástico (já tinha visto algum vídeo dele no youtube e achado muito sem graça, muito forçado). Pois essas me parecem ser as “referências” dessa nova turminha que está crescendo (e provavelmente daquela que crescerá).
Claro, aproveitando a deixa do Fantástico que mencionei, que nós, das gerações anteriores à revolução digital, também tínhamos referências duvidosas, mas, queira ou não queira, a tv, mesmo com todas suas limitações educativas, tem um “sistema” mais ou menos a seguir, certas regras, “cotas” (gostem ou não), etc, ao passo que a internet (e por consequência o mundo dos youtubers) é totalmente desregulada, desregrada (e isso pode ser bom, mas também pode ser ruim)…
Por favor, não vamos entrar no discurso do liberalismo x controle estatal, rss; só quero dizer que esse é o nosso novo panorama – e, além do mais, antes que joguemos tudo sobre “as novas gerações”, analisemos também os nossos comportamentos hoje em dia, totalmente vinculados ao meio digital, com um comportamento quase padronizado pelo meio digital, como com o nosso tradicional “acha-graça-de-qualquer-piadinha-idiota-que-bomba-na-rede,-curte-e-compartilha-(pq-todo-mundo-faz-e-para-não-parecer-então-deslocado : )”, que acaba sendo monitorado por quem produz conteúdo e, assim, o conteúdo acaba sendo nivelado por baixo, e gerando um ciclo de panaquice sem fim…
Ufa!
Cansei de discursar aqui: agora deixa eu ir ali caçar meus pokemons da vida… : )

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Diego/SM 10 de outubro de 2016 - 13:23

Cara, Fernando, estava pensando sobre isso esses dias (“fico muito preocupado com a próxima geração”), ao ver aquele guri, Christian não sei das quantas, no Fantástico (já tinha visto algum vídeo dele no youtube e achado muito sem graça, muito forçado). Pois essas me parecem ser as “referências” dessa nova turminha que está crescendo (e provavelmente daquela que crescerá).
Claro, aproveitando a deixa do Fantástico que mencionei, que nós, das gerações anteriores à revolução digital, também tínhamos referências duvidosas, mas, queira ou não queira, a tv, mesmo com todas suas limitações educativas, tem um “sistema” mais ou menos a seguir, certas regras, “cotas” (gostem ou não), etc, ao passo que a internet (e por consequência o mundo dos youtubers) é totalmente desregulada, desregrada (e isso pode ser bom, mas também pode ser ruim)…
Por favor, não vamos entrar no discurso do liberalismo x controle estatal, rss; só quero dizer que esse é o nosso novo panorama – e, além do mais, antes que joguemos tudo sobre “as novas gerações”, analisemos também os nossos comportamentos hoje em dia, totalmente vinculados ao meio digital, com um comportamento quase padronizado pelo meio digital, como com o nosso tradicional “acha-graça-de-qualquer-piadinha-idiota-que-bomba-na-rede,-curte-e-compartilha-(pq-todo-mundo-faz-e-para-não-parecer-então-deslocado : )”, que acaba sendo monitorado por quem produz conteúdo e, assim, o conteúdo acaba sendo nivelado por baixo, e gerando um ciclo de panaquice sem fim…
Ufa!
Cansei de discursar aqui: agora deixa eu ir ali caçar meus pokemons da vida… : )

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 15:57

O Christian Figueiredo que você menciona lançará um filme ano que vem, Eu Fico Loko – O Filme, baseado em dois livros que ele mesmo escreveu. Eu acho a liberdade para encontrar conteúdo ótima, ela diminuiu o monopólio da mídia e incentiva as pessoas a procurarem informação por si mesmas, diminuindo um pouco o poder da manipulação midiática. Mas como você disse, há prós e contras, porque essa liberdade faz com que muitas vezes os jovens consumam conteúdo lixo, mas sejamos sinceros, muita coisa ruim também era feita para a nossa geração. Só fico preocupado com a idolatria que essas personalidades da internet têm, semanas atrás vi uma adolescente beijando o pé da Kefera, isso que me deixa trastornado, não a questão de assistir conteúdos toscos, mas sim alçar os youtubers ao status de ídolo/espelho.

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 15:57

O Christian Figueiredo que você menciona lançará um filme ano que vem, Eu Fico Loko – O Filme, baseado em dois livros que ele mesmo escreveu. Eu acho a liberdade para encontrar conteúdo ótima, ela diminuiu o monopólio da mídia e incentiva as pessoas a procurarem informação por si mesmas, diminuindo um pouco o poder da manipulação midiática. Mas como você disse, há prós e contras, porque essa liberdade faz com que muitas vezes os jovens consumam conteúdo lixo, mas sejamos sinceros, muita coisa ruim também era feita para a nossa geração. Só fico preocupado com a idolatria que essas personalidades da internet têm, semanas atrás vi uma adolescente beijando o pé da Kefera, isso que me deixa trastornado, não a questão de assistir conteúdos toscos, mas sim alçar os youtubers ao status de ídolo/espelho.

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Diego/SM 10 de outubro de 2016 - 13:29

PS: Ah, falei do tal Christian pois uma vez encontrei ao acaso um vídeo dele querendo esculachar o Rei do Camarote (esse, sim, mito; merece um filme! rsss), e putz, muito forçado, piadinhas sem graça, mas não sei quem é essa tal Kéfera (nunca vi nenhum vídeo dela)…

Mas, inacreditável, ninguém tinha feito ainda o trocadilho sacana (trocando o primeiro “a” do título por “o”) a respeito do tal filme (e da tua missão de “resenhá-lo”, Fernando)?? Hehe (ou eu que sou idiota mesmo e não sabia que é exatamente um “clássico” trocadilho-bordão da tal youtuber das menininhas!?? rsss)…

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Diego/SM 10 de outubro de 2016 - 13:29

PS: Ah, falei do tal Christian pois uma vez encontrei ao acaso um vídeo dele querendo esculachar o Rei do Camarote (esse, sim, mito; merece um filme! rsss), e putz, muito forçado, piadinhas sem graça, mas não sei quem é essa tal Kéfera (nunca vi nenhum vídeo dela)…

Mas, inacreditável, ninguém tinha feito ainda o trocadilho sacana (trocando o primeiro “a” do título por “o”) a respeito do tal filme (e da tua missão de “resenhá-lo”, Fernando)?? Hehe (ou eu que sou idiota mesmo e não sabia que é exatamente um “clássico” trocadilho-bordão da tal youtuber das menininhas!?? rsss)…

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Batman 10 de outubro de 2016 - 00:34

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Sabia que isso ia ser ruim de doer.

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Batman 10 de outubro de 2016 - 00:34

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Sabia que isso ia ser ruim de doer.

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 10:53

Quando fui ver o filme imaginava que seria ruim, mas confesso que foi pior do que imaginava.

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 10:53

Quando fui ver o filme imaginava que seria ruim, mas confesso que foi pior do que imaginava.

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Rei Tér 10 de outubro de 2016 - 01:10

Deu meia estrela porque não tem como dar menos?

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 10:55

Tem como dar menos sim, mas resolvi dar meia por causa da direção de arte e da atuação da Klara Castanho e do Sílvio Guindane, única coisa elogiável no filme.

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 10:55

Tem como dar menos sim, mas resolvi dar meia por causa da direção de arte e da atuação da Klara Castanho e do Sílvio Guindane, única coisa elogiável no filme.

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Rei Tér 10 de outubro de 2016 - 01:10

Deu meia estrela porque não tem como dar menos?

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Jefferson 9 de outubro de 2016 - 23:39

Eu acho que 99% das pessoas vão ver esse filme por causa da Kefera, se ela não estivesse no filme seria mais um filme ruim que ninguem saberia que existe.

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 00:03

A maioria das pessoas presentes na sala de cinema quando vi o filme eram crianças e adolescentes acompanhadas dos pais. Então concordo, É Fada! só ganhou essa mídia toda por causa da Kefera, ela tem muitas fãs.

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 00:03

A maioria das pessoas presentes na sala de cinema quando vi o filme eram crianças e adolescentes acompanhadas dos pais. Então concordo, É Fada! só ganhou essa mídia toda por causa da Kefera, ela tem muitas fãs.

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Jefferson 9 de outubro de 2016 - 23:39

Eu acho que 99% das pessoas vão ver esse filme por causa da Kefera, se ela não estivesse no filme seria mais um filme ruim que ninguem saberia que existe.

Responder
Matheus de Melo 9 de outubro de 2016 - 23:29

Já dava pra perceber tudo isso pelo trailer. Atuação super forçada, efeitos tocos e falando palavrão na tentativa de soar engraçado.

Responder
Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 00:01

Você tocou em um ponto interessante. O filme realmente parece querer ser engraçado a qualquer custo. O roteiro também traz gírias atuais como “falsiane” pra atingir isso, mas essas estratégias só deixam a sensação de que aquilo é forçado.

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Fernando Campos 10 de outubro de 2016 - 00:01

Você tocou em um ponto interessante. O filme realmente parece querer ser engraçado a qualquer custo. O roteiro também traz gírias atuais como “falsiane” pra atingir isso, mas essas estratégias só deixam a sensação de que aquilo é forçado.

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Matheus de Melo 9 de outubro de 2016 - 23:29

Já dava pra perceber tudo isso pelo trailer. Atuação super forçada, efeitos tocos e falando palavrão na tentativa de soar engraçado.

Responder
Luiz Santiago 9 de outubro de 2016 - 22:25

O @planocritico:disqus já tem o crítico IDEAL para escrever sobre filmes de youtubers! Ano que vem tem o daquele menino do “eu fico loko”. hahuahuahauhauahuhauahuah

Cara, não vi essa bomba e jamais pretendo. Mas você está de parabéns pela coragem e pela ótimaaaa abordagem. Devo dizer que você é beeeem mais otimista do que eu em relação ao tom do cinema brasileiro atual, mas concordo plenamente que tivemos um curto de obras muito boas este ano.

Agora só falta o Entenda Melhor, destacando os 100 melhores momentos do filme! HAUAHUAHUAHAUAHUAHAUAHUAHAUHAUAHAUAUAHUHAUAHUAHUA

Responder
Fernando Campos 9 de outubro de 2016 - 22:48

HAHAHAHAHAHAHAHAHA, eu passo a tarefa dos 100 melhores momentos pra outro. O que mais quero agora é apagar isso da minha mente! A experiência foi traumatizante.

Sobre filmes de youtubers, um dos trailers na sessão foi de Internet – O Filme, onde o elenco será formado apenas por esses jovens que gravam vídeos. Mal posso esperar… Talvez seja o longa que você mencionou, não entendi a referência do “eu fico loko”, me senti velho agora haha.

Falando de cinema brasileiro, acho que podemos produzir obras bem melhores, principalmente as mais comerciais (Globo Filmes), mas ta saindo muita coisa boa também, nisso sou mais otimista mesmo.

Enfim, não é comum eu dizer isso, acho que cada um deve ter uma visão própria sobre os filmes, mas nesse caso, poupe-se dessa tortura meu amigo, deixe É Fada! de lado, não vale a pena hahaha.

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Fernando Campos 9 de outubro de 2016 - 22:48

HAHAHAHAHAHAHAHAHA, eu passo a tarefa dos 100 melhores momentos pra outro. O que mais quero agora é apagar isso da minha mente! A experiência foi traumatizante.

Sobre filmes de youtubers, um dos trailers na sessão foi de Internet – O Filme, onde o elenco será formado apenas por esses jovens que gravam vídeos. Mal posso esperar… Talvez seja o longa que você mencionou, não entendi a referência do “eu fico loko”, me senti velho agora haha.

Falando de cinema brasileiro, acho que podemos produzir obras bem melhores, principalmente as mais comerciais (Globo Filmes), mas ta saindo muita coisa boa também, nisso sou mais otimista mesmo.

Enfim, não é comum eu dizer isso, acho que cada um deve ter uma visão própria sobre os filmes, mas nesse caso, poupe-se dessa tortura meu amigo, deixe É Fada! de lado, não vale a pena hahaha.

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Luiz Santiago 9 de outubro de 2016 - 22:25

O @planocritico:disqus já tem o crítico IDEAL para escrever sobre filmes de youtubers! Ano que vem tem o daquele menino do “eu fico loko”. hahuahuahauhauahuhauahuah

Cara, não vi essa bomba e jamais pretendo. Mas você está de parabéns pela coragem e pela ótimaaaa abordagem. Devo dizer que você é beeeem mais otimista do que eu em relação ao tom do cinema brasileiro atual, mas concordo plenamente que tivemos um curto de obras muito boas este ano.

Agora só falta o Entenda Melhor, destacando os 100 melhores momentos do filme! HAUAHUAHUAHAUAHUAHAUAHUAHAUHAUAHAUAUAHUHAUAHUAHUA

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