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Crítica | El Camino: A Breaking Bad Film

por Ritter Fan
352 views (a partir de agosto de 2020)

Um pouco mais de seis anos depois que vimos Jesse Pinkman (Aaron Paul) fugir de seu cativeiro no Chevrolet El Camino, depois de libertado por seu ex-mentor Walter White (Bryan Cranston), Vince Gilligan retorna à sua criação para revelar o fim do co-protagonista de sua série. Não só o nome escolhido para batizar o longa-metragem como toda a ideia de fuga levava a crer que veríamos uma espécie de road movie ou, no mínimo, algo que mandasse Jesse para bem longe de onde veio.

Mas Gilligan é Gilligan e ele raramente faz o óbvio. Muito diferente de um filme sobre liberdade, sobre deixar uma vida para trás, somos presenteados com uma segunda prisão para Jesse que não consegue desvencilhar-se de Albuquerque, no Novo México e de seu trauma do cativeiro. Começando com uma sequência bucólica com uma ponta de Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks) que aponta para o futuro e reitera a errônea ideia que muitos – inclusive eu! – tinham do que seria o longa, o diretor e roteirista nos leva para exatamente o último momento de Jesse na série e logo revela que, no lugar de dirigir até não poder mais, como era de se esperar, ele vai quase que por reflexo para a casa de seus amigos Badger (Matt Jones) e Skinny Pete (Charles Baker) onde se recompõe um pouco.

Intercalando flashbacks que “retconam” o fatídico cativeiro de Jesse e acrescentando um evento que o faz descobrir que Todd (Jesse Plemons) tinha dinheiro escondido em seu apartamento, o roteiro de Gilligan estabelece um plano simples para seu personagem que é executado no estilo Breaking Bad de ser, ou seja, da maneira mais tortuosa e tensa possível, mantendo o mistério por um bom tempo. Entretanto, há surpreendentemente pouca violência e o tão famoso “bitch” que Aaron Paul transformou em vírgula está estranhamente ausente, mas Gilligan cria um epílogo que respeita sua série e traz satisfação ao fã.

Essa satisfação vem não só pela revelação do fim de Jesse em si, como também – e talvez principalmente – pela quantidade de menções e referências à série principal, algo que é marca em Better Call Saul. Mas, diferente da série-prelúdio sobre a origem do advogado salafrário vivido por Bob Odenkirk, não há espaço e tempo em El Camino para algo homeopático. Com isso, Gilligan acaba exagerando na dose e arrumando maneiras por vezes cansativas de martelar o máximo possível de pontas ilustres nas duas horas de projeção, expandindo a história básica por mais tempo que talvez devesse. Sei muito bem que tem muita gente que aprecia filmes-referência e El Camino nem é o mais carregado exemplar, mas, mesmo assim, percebe-se que o roteiro foi talhado de forma a permitir inserções e piscadelas que pouco desenvolvem a história sendo contada e estão lá mesmo somente pelo famoso fan service.

No entanto, é aquilo: o próprio longa é um grande fan service que, se espremermos, não acrescenta tanto assim à mitologia. Portanto, essa abordagem de Gilligan era a esperada e, aqui, ele não surpreende ninguém e entrega exatamente o que era antecipado, ainda que eu, pessoalmente, tivesse preferido mais parcimônia. Seja como for, a participação do grande Roberto Forster, que infelizmente faleceu no dia do lançamento mundial do longa, reprisando seu papel de Ed lá do penúltimo episódio de Breaking Bad, é muito bem vinda e perfaz um dos pontos altos do filme em um momento que parece algo saído do manual de instruções de Quentin Tarantino.

O olhar sempre esteticamente irrepreensível de Vince Gilligan se faz presente em toda a produção, com a fotografia de Marshall Adams (de Better Call Saul) mantendo a harmonia com a série-mãe, com alguns belíssimos planos em que as câmeras são colocadas em ângulos mais radicais, valendo especial destaque para a sequência em plongée em que vemos Jesse (ou vários Jesses) em time lapse desmontando o apartamento de Todd e, claro, para toda a calma e tensão da câmera quase que completamente estática em toda a longa sequência na loja de aspiradores de pó de Ed.

Aaron Paul, que nunca realmente conseguiu desvencilhar-se de seu Jesse Pinkman em sua carreira pós-Breaking Bad ganha todo o espaço para mostrar que, nesse papel, ele é rei. Parece até que não se passou um dia sequer desde que Felina foi ao ar, com o ator não só fisicamente igual, como atuando como se tivesse filmado El Caminho semanas após o encerramento da série que o revelou. Melhor ainda, seu Pinkman é muito claramente o Pinkman que passou por toda ascensão e queda que acompanhamos ao longo de cinco anos e que aprendeu sua lição. No lugar de sucumbir à saídas fáceis e gratuitamente violentas, o personagem mantem-se fiel ao que ele era, com Gilligan escrevendo-o com cuidado, o que justifica uma certa lentidão na narrativa e a tentativa de o personagem sair de suas enrascadas na conversa, quase que implorando, com as atitudes extremas sendo apenas o último recurso.

Inescapavelmente, porém, El Camino é um episódio estendido (demais) da série, um epílogo que vive e respira o que veio antes a ponto de ser quase que ininteligível para quem não acompanhou os 62 episódios que contaram a saga de Walter White. Mas é para ser assim mesmo, senão o risco seria de tornar tudo extremamente aborrecido e didático. Trata-se de um presente para os fãs, ainda que o longa pudesse ser bem mais do que apenas isso.

Gilligan, no final das contas e como já esperado, entrega uma obra robusta, mesmo que ele tenha conscientemente trocado conteúdo por muito estilo e muito fan service. Mas que mal há nisso de vez em quando, não é mesmo?

El Camino: A Breaking Bad Film (EUA – 11 de outubro de 2019)
Direção: Vince Gilligan
Roteiro: Vince Gilligan
Elenco: Aaron Paul,Jesse Plemons, Krysten Ritter, Charles Baker, Matt Jones, Scott Shepherd, Scott MacArthur, Tom Bower, Kevin Rankin, Larry Hankin, Tess Harper, Marla Gibbs, Brendan Sexton III, Johnny Ortiz, Robert Forster, Jonathan Banks, Bryan Cranston
Duração: 122 min.

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83 comentários

Diego/SM 14 de novembro de 2019 - 09:30

Ah, agora me dei conta também da referência inconsciente à qual aquele final me remeteu: o “final feliz” de Blade Runner rumo às montanhas… : )

Olha, me prestei a rever o filme – e, na segunda vez, sem a expectativa e tal, curiosamente a impressão é melhor: tem mesmo todo um sentido na trajetória, embora, ao mesmo tempo, continue não achando-a necessária (e sem qualquer resquício de “impacto” breakingbadiano – prefiro ainda ficar com a imagem do desespero eufórico do Pinkman pós-libertação do cativeiro)… mas, enfim, dá um destino ao Jesse, o que não deixa de ser coerente também – e, claro, o tal fan service (sem dúvida, contudo, não é um filme para quem não viu a série – e diria que tb não é mesmo para quem viu a série há muito tempo e não a reviu recentemente…)

Responder
planocritico 14 de novembro de 2019 - 15:05

Sim, dá um destino e ele não é nem de longe ruim, mas eu realmente prefiro o final aberto…

Abs,
Ritter.

Responder
Claudio 20 de outubro de 2019 - 06:46

Era um filme desnecessário. Achei o final do Breaking Bad redondinho, discordo que o Jesse merecia um epílogo, o final aberto foi excelente.
Dito isso, sempre é divertido rever esse universo . O filme foi um enorme fan service, não reinventou a roda, não acrescentou nada a série, não mudou nossas vidas, mas foi uma boa viagem, e Vince Gillian entendeu que não era Jesse quem merecia esse epílogo e sim os fãs que mereciam matar a saudade.

Responder
planocritico 20 de outubro de 2019 - 15:51

Exatamente meu ponto!

Abs,
Ritter.

Responder
Robson Silva 16 de outubro de 2019 - 11:04

Por ter concluído Breaking Bad recentemente estava muito ansioso por este filme. Essa ansiedade certamente atrapalhou minha experiência com El Camino. Vi o filme no dia 11, de madrugada e pelo celular. Depois de ler algumas criticas, resolvi assistir novamente no dia de ontem. Assisti com calma, na TV… aí sim compreendi melhor a intenção de El Camino. Ao meu ver, faz todo sentido o filme ter sido como foi – totalmente focado em Jesse – o personagem merecia um final “explicado”. quando terminei Felina, quase gritei junto Jesse quando ele arrancou com o El Camino, mas depois bateu um certo vazio, pois certamente ele enfrentaria alguns problemas após sua liberdade, sendo assim, um epílogo foi bem vindo.

O que senti desse filme foi uma homenagem ao personagem, ele se ferrou durante todas as temporadas da série. Acho Vince Gilligan quis mostrar que Jesse era tão gente boa (e de certa forma inocente) que tinha o carinho até dos mais sem coração da série. O que o Skinny faz por ele no inicio do filme é comovente. A curta cena com Mike mostra o respeito ( e até carinho) que ele tinha por Jesse. O Joe do desmanche disse que faria o serviço porque Jesse era gente boa.
Jesse merecia um final digno.

O que não gostei foi do flash back com Todd, que achei muito demorado, não precisava tanto. Já sabíamos como Todd era mau e perverso e que passou meses torturando Jesse psicologicamente. Ao meu ver aquela longa squencia foi desnecessaria – Aliás, o tempo não foi generoso com Jesse Plemons.

Bom, El Camino não foi como eu esperava, mas eu gostei. Achei honesto.

Responder
planocritico 18 de outubro de 2019 - 19:22

Entendo seus pontos. Não compartilho do raciocínio de que ele precisava de um final ou de uma homenagem, mas entendo.

Abs,
Ritter.

Responder
Diego/SM 8 de novembro de 2019 - 15:29

Haha foi engraçado mesmo o Todd “gordão” (assim como o cabeção ainda maior do W.W. : )

Responder
Fórmula Finesse 16 de outubro de 2019 - 10:48

Ahahahah – acho que vou de resumão apresentado antes do filme e embarcar nessa; assistir cinco temporadas de uma temática que não me é cara – apenas para assistir uma única obra – é pesado e demorado demais para encarar.

Responder
planocritico 18 de outubro de 2019 - 19:22

Acho que nem vale ver o filme sem ver a série antes!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 21 de outubro de 2019 - 10:54

Exatamente, é o que (não) vou fazer! Pena que a Netflix está meio pobrinha nas últimas semanas…de novo estão adicionando filmes para lá de sambados (apesar de ótimos) que já constavam no catálogo um ou dois anos atrás.

Responder
planocritico 21 de outubro de 2019 - 15:03

Tenta Cara x Cara (nome brasileiro HORRÍVEL). Curtinha e bem interessante!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 21 de outubro de 2019 - 15:14

AHAHA…que título TENEBROSO! Vou olhar e amanhã volto para te xingar.

planocritico 21 de outubro de 2019 - 15:33

Tem o Paul Rudd. Qualquer coisa com o Paul Rudd é à prova de xingamentos!

HAHAHAHAHAHAHAHHAHA

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 21 de outubro de 2019 - 16:19

Paul Rudd = Homi Formiga = Marvel = Ritter = MARVETE!!! ahahahahaha, eu sabia!!!
Li uma crítica (de um site SÉRIO) e só observei elogios, vou acompanhar.

planocritico 21 de outubro de 2019 - 16:54

Fui descoberto!!!

Agora é fugir para as colinas!!!

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 22 de outubro de 2019 - 09:01

Pior que a série é realmente muito boa; já foram seis episódios e já imagino que sentirei falta dela.

planocritico 22 de outubro de 2019 - 16:42

Se você está na primeira temporada só e já gostou, vai adorar o restante, pois fica consideravelmente melhor!

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 22 de outubro de 2019 - 17:52

Estou falando de Cara X Cara – ahahahaha

planocritico 22 de outubro de 2019 - 19:12

Ai, CARAmba…

HAHAHAHAHAHAHAAHHA

Abs,
Ritter.

Reinaldo 14 de outubro de 2019 - 23:09

Realmente, o filme foi para mim uma visita perfeita para essa mitologia incrível que o Gilligan criou, e por mais que ele soe como um grande epilogo, acho que merecíamos saber o final de Jesse. A solução do filme foi relativamente simples, mas mostrou como uma história simples pode ser contada com poucos diálogos e mesmo assim conseguir dar um sentimento de conclusão que só um fim de serie consegue.
Se pensarmos que nas participações como uma última homenagem aos personagens que moldaram esse mundo, vemos que por mais que seja desnecessário, vai além do fan service tradicional, pois resgata acontecimentos da serie que você não associa diretamente com as situações que vemos no filme. Reviver um pouco daquela jornada junto com os flashbacks de pinkman é muito recompensador.
E por último, deixo meus agradecimentos por essa excelente crítica, que além de mostrar que o filme não é perfeito, sabe reconhecer a assinatura do Gilligan em seus detalhes, detalhes que só BB tinham, e que BCS faz com menos pretensão. https://media1.giphy.com/media/xIgDknbTvzS3S/giphy.gif

PS:. Acabou que a grana do white continua sumida até algum sortudo achar. E acho que o Jesse vai penar para se acostumar com aquele clima do Alasca!!!.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Eu que agradeço o prestígio!

Como eu disse, foi um muito bem feito epílogo de presente para os fãs. Pessoalmente, não vi e continuo não vendo necessidade de sabermos o que acontece com Jesse, mas Gilligan soube fazer um filme bacana.

Abs,
Ritter.

Responder
Robson Silva 16 de outubro de 2019 - 11:04

Putz… concordo contigo. Acho que é bem isso mesmo. Mas cheguei a essa conclusão depois que revi o filme.

Responder
Felipe Aguiar 21 de outubro de 2019 - 15:49

Sobre o seu PS (MEZZO SPOILER, galera):

Acho que o primeiro pensamento dele quando chegar onde tiver que chegar será:
https://www.youtube.com/watch?v=_cIJAup9pwo

Responder
Isaac 13 de novembro de 2019 - 14:49

Pra mim, o que restou dos 80 milhões roubados pela quadrilha do Jack, foi recuperada pela polícia quando eles acharam aquele local, onde a quadrilha estava no final de Breaking Bad.

Responder
Sergio Capinã 14 de outubro de 2019 - 16:26

Desculpa Ritter, mas Jesse foi um dos principais que mais ficou com o final aberto da série. Em uma cidade pequena com o parceiro de um dos maiores criminosos da época a solta, na minha visão tinha espaço para mostrar o que aconteceu.

Responder
planocritico 14 de outubro de 2019 - 17:36

Eu adoro finais abertos. São muito mais instigantes do que ter tudo explicado. E esse final fechado em particular, se espremermos, não acrescenta nada ao personagem. Foi legal e nostálgico, mas não muito mais do que isso.

Abs,
Ritter.

Responder
Sergio Capinã 15 de outubro de 2019 - 01:33

Concordo, mas esse final aberto só podíamos imaginar que ele fugiu de carro o mais longe possível, diferente de outros filmes. Acho que o filme não era necessário, mas acrescenta ao personagem.

Abs.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Não vi o que, mas respeito sua opinião.

Abs,
Ritter.

Responder
Sergio Capinã 17 de outubro de 2019 - 02:30

Sei que não é um debate, então pra não estender em várias mensagens aqui vai resumido.
Acho acrescentou um amadurecimento do Jesse, o flashback com Walter mostra isso, óbvio que a mudança já vinha acontecendo ao final de BB, mas no flashback temos o famoso “Yeah, Bitch”; Walter falando que ele tinha sorte em ter feito algo grandioso ainda jovem junto à conversar sobre faculdade e ainda a “paz” no flashback da Jane. Enfim temos o Jesse mais “adulto”, caso contrário ele poderia tá jogando videogame e fumando com skinny e o outro cara lá.

P.S.: Vcs deveriam fazer um podcast kkk
Sucesso !!!!

planocritico 18 de outubro de 2019 - 19:30

Já pensamos mil vezes em fazer podcasts, mas, para fazer bem feito, precisamos de dedicação maior e todos nós temos trabalho. O Plano Crítico é só o nosso hobby!

Sobre Jesse, entendo o que quis dizer, mas eu ainda acho que o vimos no filme é uma reiteração do que já sabíamos na série. Nada contra, mas, para mim, não acrescentou nada a ele ou à história.

Abs,
Ritter.

Flavio Batista 14 de outubro de 2019 - 12:14

Me julguem: eu veria uma serie do Todd facil, facil. Aquele cretino é odioso, mas como é carismatico. PQP ator bom do caramba
Mano, ele ouvindo musica com o braço pra fora do carro, indo pro deserto com o Jesse é uma cena absurdamente incrivel.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Eu não gosto muito do sujeito não. Nem do personagem, nem do ator…

Abs,
Ritter.

Responder
Isaac 13 de novembro de 2019 - 14:49

O Todd se tornou um Fat Damon…rs.

Responder
planocritico 14 de novembro de 2019 - 14:49

Boa!

Abs,
Ritter.

Responder
rafael castro 14 de outubro de 2019 - 11:45

Quando BCS acabar, ficará um vazio! Muitos anos acompanhando esse “universo” criado pelo Vince Gilligan.
Quanto ao filme, fan service puro, mas não há o menor problema devido a qualidade apresentada.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Bem por aí!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 14 de outubro de 2019 - 10:35

Eu entendo todo mundo q tem dozinha do Jesse. Adoro o personagem, mas a minha opiniao sobre ele é a mesma q o tiozinho transportador, da loja de aspiradores: Teve apenas o que merecia.
procurou aquilo tudo,claro q nos compadecemos como ele foi usado por todos, mas n consigo sentir mais do q isso por ele. Admito q torci em todos os momentos por ele, pq a obra o torna o protagonista.
Mas ta longe de ser coitadinho.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Não tenho dó nenhuma!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista 16 de outubro de 2019 - 09:21

Nem eu!

Responder
Lucas Casagrande 14 de outubro de 2019 - 10:34

Basicamente um epilogo, um grande episódio de 2 horas

Se não tivessem feito o filme não mudaria nada, é o tipo de coisa que nós poderíamos muito bem ter montado na nossa cabeça com as informações que a própria série já tinha dado, acredito que muitos imaginaram que o Jesse iria dar um jeito de arrumar grana, documentos falsos e fugir pra um lugar isolado, foi legal pra revisitar os personagens e o ambiente, bem feito como a série foi, eu gostei mas foi algo sem necessidade nenhuma porém em tempo que criadores sugam o sumo de suas criações ao máximo que pelo menos façam bem feito como Gilligan fez em El Camino

Eu gostei do filme

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Exato! Se é para fazer algo assim, que seja com essa qualidade!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 14 de outubro de 2019 - 10:24

Nenhum mal em um epilogo de Breaking Bad com bons fans services, adorei a película, duas horas que passaram (para mim) num piscar de olhos. Valeu a pena revisitar aquele universo de um ponto imediatamente após a história.

E que venha logo a nova temporada de Better Call Saul.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Nenhum mal, sem dúvida.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Gardiolo 14 de outubro de 2019 - 08:25

Meu unico problema com o filme é o flashback com o Todd que foi muito extenso. A ligação do Pinkman pros pais e o Flashback da conversa com o Walter me deixaram arrepiadissimo (especialmente após o Walter segundos depois de mostrar toda a preocupação de um pai com o futuro do Pinkman, sutilmente revelar todo a degradação moral que tinha começado “voce nao precisou esperar a vida toda pra fazer algo grande)

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

O flashback do Todd foi bem extenso mesmo. Cheirou a enrolação…

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Gardiolo 14 de outubro de 2019 - 08:25

Aaron Paul é um baita ator, pena ter de expressivo hoje só Bojack. Imagino ele num filme a la Michael Mann, um Thief.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Baita ator? Fora ser um baita Jesse, ele nunca se provou de verdade.

Abs,
Ritter.

Responder
Comediante 14 de outubro de 2019 - 08:07

El Camino. Óbvio que adorei ver os personagens novamente (apesar de não amar tanto o Pinkman como a maioria), mas achei meio desnecessário alguns… fan service. Ouvi pelas navegadas da vida que o final seria o Pinkman dirigindo enquanto ouviamos o que ele escreveu para o Brock, o que eu preferia, mas tudo bem. Gostei, apesar de achar um filme não tão necessário, pois sempre vou gostar de ver algo relacionado a Breaking Bad (mas que tenha qualidade, óbvio), série que eu considero como minha favorita. Inclusive, não importa o que os repórteres tenham dito, sempre vou ter esperanças que o Sr. White está vivo. Vida longa ao Walt.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Foi meu sentimento.

Abs,
Ritter.

Responder
Ítalo Gabriel 13 de outubro de 2019 - 01:30

2019 tá sendo um dos melhores anos pra filmes
Amei El Camino, facilmente no meu top 10 esse ano

Obrigado Vince!

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Top 10 de 2019? Mas nem de longe para mim!

Abs,
Ritter.

Responder
Mr.L 12 de outubro de 2019 - 22:38

Curti pacas o filme, apesar de ter adorado o final de BB,ele sempre me pareceu faltar algo na conclusão do Jesse,e esse “episódio estendido” que é o filme trouxe o que faltava. Não sei o nível de influência que BCS em comparação com a série mãe(só em influência mesmo,pq em qualidade tá pau a pau),mas será que não rola um epílogo desse tipo pro Saul? Pois ele aceitando a vida de gerente de lanchonete pro resto da vida é meio difícil de aceitar.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Eu sempre gosto de finais abertos. A imaginação corre solta e nos dá liberdade.

Sobre BCS, espero sinceramente que Gilligan encerra a história de Saul dentro da série. Nada impede que ele avance para além do Cinnabon, não é mesmo?

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 12 de outubro de 2019 - 22:24

Como bem disse vc Ritter, um filme feito para presentear os fãs. Eu gostei muito do filme, pra mim passou rápido, eu amo tudo desse universo da serie, seja BB ou BTS, e esse filme nao foi diferente, quando chegou no final e acabou bateu uma tristeza, mas ainda bem que tem a serie no mito Saul Goodman pra matar a saudade. A cena do Mr. White aparecendo foi a cereja do bolo, pra mim um final digno pro Pinkman, excelente filme.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Fan service benigno do começo ao fim.

Abs,
Ritter.

Responder
jv bcb 12 de outubro de 2019 - 21:12

Gostei muito do filme, muito mesmo, de fato é um episódio estendido, o ritmo lento e detalhado de Breaking Bad acaba realmente por cansar em duas horas de uma narrativa minimalista, mas como de costume foi feito um grande trabalho de desenvolvimento de personagem, não achei nenhuma das pontas apenas fan service, ao meu ver todas serviram para o desenvolvimento do Jesse. A decupagem continua altamente sofisticada e criativa, mas não ta no mesmo nível de Breaking Bad e Better Call Saul, que ainda possuem enquadramento inacreditavelmente mais bonitos, acho que aqui as cores ficaram até um pouco saturadas demais, o amarelo por exemplo fica muito dourado, ficou um pouco com a cara daqueles filmes independente pequenos que passam em Sundence e depois são comprados pela Netflix. A atuação do Aron Paul é sensacional.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

O filme teria funcionado melhor como um episódio de 50 minutos.

Abs,
Ritter.

Responder
Elton Miranda 12 de outubro de 2019 - 14:43

Se nem o filme fez o Ritler trazer as críticas da série, nada mais fará ele trazer. Desisto

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 15:05

Ok…

Abs,
Ritter.

Responder
Ruan Medeiros 12 de outubro de 2019 - 14:42

Na minha opinião, El Camino é o desfecho que precisava, nem pareceu que se passou duas horas de filme. E final merecido pra Jesse me satisfez muito, e rever o grande Dr. White me trouxe muita nostalgia ao ponte de querer re assistir BB imediatamente, pela 4x. A única coisa que me irritou profundamente, foi não ver o conteúdo da carta no final kkkk

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 15:05

Não vi necessidade para esse desfecho. Não afeta em nada o que veio antes, tudo bem, mas também não acrescenta nada. Simpático, mas não muito mais do que isso.

Abs,
Ritter.

Responder
Eduardo Destri 12 de outubro de 2019 - 16:24

Os flashbacks mostravam o que se passava na cabeça do Jesse. Talvez nesse momento ele estivesse pensando no que poderia fazer no Alasca… Talvez uma faculdade.

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 16:47

Sim, claro, mas não acho que isso caracterize algo que precisávamos saber.

Abs,
Ritter.

Responder
IDRIS ELBA RAMALHO 12 de outubro de 2019 - 13:42

Nossa, eu gostei MUITO!
Mas acredito que a experiencia desse filme vai depender muito…
Tipo, estou numa fase de reassistir os filmes de Hitchcock, e talvez por isso eu gostei tanto do filme. Consegui enxergar nele algumas coisas que são comuns entre o Gilligan e o mestre do suspense.
Aquele ritmo lento, sem pressa pra contar uma história, aqueles momentos que são longos e fica no ar aquele clima de incômodo, de que algo terrível vai acontecer a qualquer momento (principalmente nas cenas com Todd, puta merda…).
Por isso entendo quem não gostou tanto, eu tô num momento de assistir coisas com a narrativa mais lenta, e adorei ver isso no filme. Acho que foi meio que a intenção do Gilligan deixar esse incômodo no expectador.
Muito boa a resenha!

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 14:13

Eu vejo e adoro BCS com toda a sua lentidão. Mas BCS tem coisa para contar. El Camino é lindo, mas é um epílogo que não acrescenta nada de relevante. Não é a lentidão da narrativa o problema, portanto, mas sim o vazio dela.

Abs,
Ritter.

Responder
Salvador Rodrigues 6 de junho de 2020 - 01:42

Idris Elba Ramalho, esse nome é genial!

Responder
Henrique Nobre 12 de outubro de 2019 - 13:41

Gostei muito do desfecho do Jesse, não achei o filme arrastado ou longo, ele simplesmente seguiu a mesma pegada da série, o que particularmente gostei muito!
Sobre o Aaron Paul estar “igual” fisicamente, todos aqui em casa descordamos completamente, inclusive foi a primeira coisa que observamos, ele tá visivelmente mais velho e gordo no rosto.

O filme pra mim foi honesto, tem seus fan services, mas foi surpreendente, me levou a apreensão que a série me dava e me fez matar a saudade dessa obra que revolucionou a forma de se filmar em TV.

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 14:13

Eu não vejo BB há seis anos. Para mim, foi como se Aaron Paul tivesse feito esse filme em seguida. Igualzinho. Mas eu entendo que muita gente o ache diferente. É como em BCS em que reclamam que Odenkirk está “mais velho” e não “mais novo”.

Tem seus fan services é bondade sua. O filme é todo ele um fan service.

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 14 de outubro de 2019 - 10:34

Eu tô nessa também (de que o Jesse não mudou), como vi BB em lá em 2013, rever ele aqui, foi como continuar de onde parou… mas de fato, Todd, está BEMMMM mais redondo do que na série, isso até para minha memória, estava muito claro.

Responder
planocritico 15 de outubro de 2019 - 21:51

Nem lembro do Todd na série!

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 16 de outubro de 2019 - 09:58

Jura???? Ele tinha muita admiração pelo Walter White, de contar a história do roubo do trem várias vezes, era apaixonado pela representante das empresas do Fring, se não me engano ele mata uma criança naquele mesmo roubo do trem (porque ela testemunhou eles fazendo a operação) e mata também a ex namorada do Jesse, na frente dele, volta e ameaça matar o filho dela se ele tentasse fugir de novo… um grandessíssimo FDP com sérios problemas de psicopatia.

Lucas Santos 12 de outubro de 2019 - 15:26

O Todd também tá bem fofinho, na série ele era bem mais magro,hehe. Como eu resolvi assistir a série novamente há poucos meses a diferença ficou bem evidente.

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 15:27

Aí não tem jeito!

HAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Responder
Gustavo Borgonovi 16 de outubro de 2019 - 13:12

Ia comentar exatamente isso, haha. Eu tinha acabado de ver os 3 últimos da série. Por melhor que tenha sido o cuidado visual com o Aaron para mantê-lo igual ao de seis anos atrás, com o Plemons deu uma falhada. Nem tinha mais a cara de “Meth Damon”… Mas considerando que o Jesse ficou bastante tempo em cativeiro, vamos fingir que o Todd engordou/emagreceu de novo neste período 😀 :D: D

Responder
Bruno Santos 12 de outubro de 2019 - 12:45

Nossa achei o filme maravilhoso,
Spoiler

principalmente aquela cena final a velho oeste e a parte do Walter dizendo q o Jessé tinha sorte de ter feito algo memorável tão novo,ali vc percebe que ele amava o império q tava construindo

Responder
planocritico 12 de outubro de 2019 - 12:58

Não gostei tanto, mas entendo quem tenha gostado.

Sobre o Walter, sem dúvida ele gostava.

Abs,
Ritter.

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IDRIS ELBA RAMALHO 12 de outubro de 2019 - 13:52

Também achei maravilhoso!
Adorei as cenas flashback com Todd. A tensão naquelas cenas foi sensacional.
A cena com Walter foi muito boa, realmente.

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senaemcena 12 de outubro de 2019 - 11:02

Mestre Ritter

Simplificando o filme é um episódio extendido de conclusão para Jesse.

Mas Vince Gilligan é Vince Gilligan e mesmo simples se torna bem amarrado. Ele Camino é um produto que não precisava mas nós queríamos. Ver Jesse aos prantos de choro dirigindo o carro em fuga sempre me deixou arrepiado quando lembrava da cena e ver o que aconteceu depois foi não somente um presente pra nós, como para o ator e o personagem que merecia brilhar. Ele sempre foi o coração da série.

Por fim, as participações. É um pipocar na tela que do meio pra o final nem ficamos surpresos. É festivo rever essa galera, mas poderia ser diferente. Ou não.

Agora, Ritter, algo que me faz questionar: Toda as dúvidas e caminhos escuros de BCS não existe mais. Por que sabemos o fim de Heisenberg e de Jesse. Como Vince Gilligan irá “grudar” todas as histórias?

Bem, confio nele. E você?

Abraço.
Sena Celestino

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planocritico 12 de outubro de 2019 - 12:58

Não acho que El Camino afete BCS. São “caminhos” completamente diferentes!

Abs,
Ritter.

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Jadiel 12 de outubro de 2019 - 09:56

Cara, quando terminei de assistir, na verdade depois de pensar um pouco sobre o filme, concluí que, apesar de tudo ser muito bem feito, tudo também foi muito burocrático, feito simplesmente para fechar a história de Jesse. Portanto, daria a mesma nota que você.

Mas pensando um pouco mais também concluí que, apesar de não funcionar tão bem como filme, funciona muito bem como 63° episódio de Breaking Bad, e, assim sendo, os pontos altos se sobressaem muito mais.

O roteiro é muito bem costurado. Nada é fácil aqui. Vince Gilligan não trai o espectador com soluções convenientes para as situações impostas ao personagem. Tudo que acontece é muito natural, coeso com a história antes contada. Sempre que eu começava a pensar que algo era conveniente demais ou que só estava lá pra inserir mais tensão à trama, pensava mais um pouco e concluía: até que essa merda faz sentido! E o final não poderia ser melhor. Jane foi uma das pessoas mais importantes para Jesse em toda a sua vida, e sua morte foi o ponto de partida para seu “amadurecimento”, se é que eu posso chamar assim. Jesse vai carregar a lembrança dela e o trauma de sua morte para o resto de sua vida. Nada mais justo que fechar sua história com uma lembrança dele com sua falecida amada. E novamente lá está ele dirigindo. Antes dirigia para a liberdade, agora dirige em busca de um recomeço, pois se há um personagem em toda essa história que merece um final feliz depois de tudo que sofreu, este se chama Jesse Pinkman.

Partindo para o lado mais técnico do filme, concluo que se não é tudo perfeito, passou muito perto. A começar pela direção do Gilligan que, junto com a brilhante fotografia de Adams, não era nada convencional. Assim como quando assisto Better Call Saul, me pegava pensando: “Cara, que fotografia linda! Que direção perfeita! Isso é uma aula de cinema!” Gilligan nunca subestima o espectador, algo que já é marca de sua filmografia, e aqui não é diferente. Sempre prefere mostrar em vez de verbalizar. E nunca é demais elogiar quem se preocupa com isso.

Enfim, depois de tantas conclusões sobre El Camino, a última será minha nota: 8,7/10 (nota bem quebrada mesmo hehe).

Excelente crítica, Ritter. E desculpa pelo textão, queria só comentar um pouco sobre o filme, mas me exaltei um pouco.

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planocritico 12 de outubro de 2019 - 12:58

Belos comentários, meu caro! Você acabou se empolgando mais do que eu, mas eu gostei de El Camino, mas sua natureza de 63º ficou mais saliente para mim e não havia necessidade para um filme de duas horas, por mais tecnicamente excelente ele tenha sido.

Abs,
Ritter.

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Jadiel 12 de outubro de 2019 - 13:22

Uma parte de mim acha o mesmo, mas gosto tanto de todo esse universo que o Gilligan criou que meu lado fã acaba prevalecendo kkkkkkk.

Sobre as críticas de BB, já tem previsão de estréia?

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planocritico 12 de outubro de 2019 - 14:04

Queria fazer para antes da estreia de BCS em 2020.

Abs,
Ritter.

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