Home FilmesCríticas Crítica | Era Uma Vez em… Hollywood (Com Spoilers)

Crítica | Era Uma Vez em… Hollywood (Com Spoilers)

por Ritter Fan
751 views (a partir de agosto de 2020)

O lançamento de um filme novo de Quentin Tarantino não é um lançamento comum já há muito tempo. O diretor estabeleceu-se com força no firmamento de cineastas americanos vivos que chamam atenção naturalmente para qualquer projeto em que embarca, mesmo que ele, no final das contas, acabe desapontando (o que, no meu livro, nunca aconteceu de verdade). Nesse diapasão, Era Uma Vez em… Hollywood era um dos mais aguardados lançamentos de 2019 e sua chegada merece dos espectadores o mesmo tipo de solenidade cinéfila que o diretor tem pela Sétima Arte.

E, como tentamos fazer com toda obra de relevo que entra em circuito cinematográfico, o 10º longa de Tarantino (9º pela contagem dele), ganhou tratamento vip aqui no site, com uma crítica sem spoilers e outra com spoilers, esta normalmente mais longa e mais detalhada justamente por não ter as restrições impostas pela manutenção de segredos. Mas, talvez como um corolário do parágrafo acima, a presente crítica com spoilers é particularmente especial, já que este crítico inocentemente indagou de seu colega Luiz Santiago se ele já tinha visto o filme e o que tinha achado. Diferente do que eu chamo de “resposta civilizada”, o sujeito, claramente feliz como pinto no lixo ou talvez com o objetivo de não deixar dúvidas de que ficou chateado por eu ter pego a crítica com spoilers, respondeu-me com um arrazoado imenso e excelente, apesar da natural informalidade, claro, e, ainda por cima, quase que integralmente convergente com o meu raciocínio (o que não é lá muita surpresa, já que nós dois somos os únicos críticos do site que colocaram Os Oito Odiados em 1º lugar em nossos ranqueamentos pessoais da filmografia do Tarantino).

O resultado? Só poderia ser um: incorporei o texto dele no meu sem pedir autorização do “respondão” e o que vocês lerão abaixo é uma amálgama frankensteiniana de duas análises que não foram feitas para serem costuradas desse jeito, mas que foram de toda forma. Deixei identificado, porém, com cor diferente, tudo aquilo que foi pinçado diretamente da surrealmente longa resposta completa de um crítico que não sabe que bastava um “gostei muito” para que minha curiosidade fosse saciada, valendo dizer que aproveitei algo como 90% do que ele escreveu, sem sequer trocar palavras para adequações aqui e ali.

Feitas as ressalvas, vamos então à crítica.

A Época da Inocência

Se olharmos com cuidado para a breve, mas brilhante filmografia de Quentin Tarantino, perceberemos um e apenas um tema em comum a todas as suas obras: o Cinema. Ao mesmo tempo, se começarmos a decupar cada um de seus exemplares, notaremos as maneiras diferentes que ele aborda esse seu tema. A mais comum delas é a amálgama de filmes anteriores, com resultados únicos e com a “cara” do cineasta. Nessa categoria estão mais diretamente Cães de Aluguel, Pulp Fiction – Tempo de Violência e os dois Kill Bill.

Depois, há as grandes homenagens a períodos ou estilos cinematográficos específicos. Jackie Brown é Tarantino fazendo o blaxploitation setentista renascer em plenos anos 90, À Prova de Morte é puro trash sofisticado na linha de “filme de perseguição automobilística” concebido para ser parte de um lançamento estilo Grindhouse e Django Livre é seu western revisionista mitológico. Bastardos Inglórios até parece um filme de guerra, mas é, na verdade, uma obra que tem o Cinema como alicerce, com um título que vem da versão americana do título de um filme italiano, um crítico soldado, uma espiã atriz, um soldado ator e uma judia disfarçada de dona de um cinema que será o palco de estreia de um grande lançamento da UFA de Goebbels.

Ambiciosamente, Os Oito Odiados foi uma produção concebida para ser degustada como um épico cinematográfico dos anos 50 e 60, da escolha das câmeras, das lentes, do filme, passando pela estrutura cênica que perverte as construções do gênero e resultando em um filme sobre a arte de se fazer um filme que por acaso também é um faroeste, só que de suspense ou mistério. Era Uma Vez em… Hollywood é outro tipo de homenagem, não a um filme, não a um estilo, não a um jeito de se fazer filme, mas sim a um lugar mítico, de conto de fadas, que capturava e ainda captura as imaginações de milhões ao redor do mundo: Hollywood. Mas não uma Hollywood qualquer e sim a Hollywood específica do final dos anos 60, a última década que pode fazer jus ao adjetivo “inocente” para um lugar que nunca, em momento algum da História, foi realmente inocente.

Tarantino mostra-se muito nostálgico aqui, apresentando não a Hollywood que era de fato, mas sim a Hollywood como ela era – e ainda é, de certa forma – percebida: alegre, ensolarada, colorida, repleta de artistas lindos andando para lá e para cá e morando em mansões inacreditáveis. Ou seja, um paraíso do Cinema para onde todos os olhares esperançosos se viravam. Essa percepção otimista, inocente mesmo, não é uma invenção e muito menos algo tirado da cartola. É fato. A aura da Hollywood dos anos 50 e 60 era mesmo bem diferente da que passaria a ter da década de 70 em diante, com o pessimismo vindo à cavalo com crises como a da Guerra do Vietnã e o escândalo de Watergate. E é isso que Tarantino quer capturar com suas lentes, usando fatos reais como seu ponto de virada, para marcar a perda de inocência e, de quebra, como artifício narrativo para criar tensão em sua obra de quase três horas de duração.

É, porém, uma obra madura pra caramba, com o Tarantino fazendo com perfeição aquilo que só os diretores realmente grandes conseguem fazer: colocar a câmera no lugar certo e movimentá-la para o lugar certo. O que a gente vê na tela é puro cinema, no sentido de que cada imagem, cada cena ou sequência é a coisa mais cênica possível, uma pose, um recorte-imitação da realidade sem vergonha nenhuma de mostrar que é representação cinematográfica. E isso é encantador, poque é um filme sobre o fim de um período (de um espírito geral) em Hollywood, representado da maneira mais sonhadora possível. É cinema puro, evocativo e isso só um diretor que realmente domina seu ofício saberia fazer.

Cinzas no Paraíso

Todo bom conto de fadas é assustador em sua essência e o evento que assombra e que ameaça o paraíso da Hollywood de Tarantino é o famoso e terrível assassinato a facadas de Sharon Tate, então esposa de Roman Polanski e grávida de oito meses e meio, e quatro de seus amigos, em sua mansão em Los Angeles, em 09 de de agosto de 1969, por um grupo de hippies membros de um culto comandado pelo ainda assustador Charles Manson, que faleceu na prisão aos 83 anos em 2017. Esse é o momento que o diretor e roteirista entende como sendo o fim dessa Hollywood mítica, de sonho.

Sharon Tate era uma atriz em ascensão, conhecida por uma beleza etérea estonteante, quase que literalmente encarnando tudo de bom que Hollywood tinha a oferecer. No filme, ela é utilizada não como uma personagem com um arco evolutivo definido, mas sim como um literal símbolo, razão pela qual Margot Robbie aparece tão pouco e tem tão poucas falas, algo que enraiveceu aqueles que, sem entender nada e por qualquer razão, já vão para a Internet regurgitar bobagens. A atriz, nesse sentido, está perfeita em seu papel de inocência de olhos esbugalhados, de sorriso aberto e franco, de felicidade contagiante, de movimentos hipnotizantes.

O risco que Tarantino correu foi grande, porém. A história de Sharon Tate é conhecida, sem dúvida, mas não tanto assim, e o roteiro não se preocupa em explicar absolutamente nada, jamais dando a entender que a narrativa “paralela” que a envolve, assim como um barbudo misterioso que aparece em sua casa por alguns segundos e todos os “ripongas” que fazem parte da família Manson, é baseada em fatos reais. O diretor, mais do que em qualquer outro filme seu, exige um conhecimento prévio e exógeno à sua obra para que ela seja apreciada completamente.

Diferente da aparição de Steve McQueen (Damian Lewis assustadoramente idêntico ao saudoso ator em uma significativa ponta de um minuto), do uso de Bruce Lee (Mike Moh) na narrativa, do próprio Polanski (Rafal Zawierucha) e das centenas de outras referências cinematográficas que enriquecem, mas não são diretamente da essência da história sendo contada, o assassinato de Sharon Tate é e ele, para alguém que nunca ouviu falar no caso, parece algo distante – sim, causa tensão em seu nível mais basal, mas não é a mesma coisa – e perdido, pelo que vejo ousadia em Tarantino em simplesmente partir da premissa que as pessoas entenderão as implicações do que estão vendo.

Mas o caso Sharon Tate não é a única mancha que contamina – ou ameaça contaminar – a Hollywood do “era uma vez…”. Tarantino, apesar de criar um retrato quase que completamente romântico dessa era, mais ou menos como efetivamente conhecemos diversos contos de fadas, ou seja, as versões “higienizadas” dos originais, ele mostra que já havia uma doença se espalhando, doença essa endógena e da origem do sistema que, como já disse, nunca foi inocente. De soslaio, ele usa a “riponga” Pussycat (Margaret Qualley) e sua quase-relação com Cliff Booth (Brad Pitt) para explorar a sujeira que ninguém, até pouco tempo, queria ver sobre a Hollywood que só agora é do #metoo. O comentário sobre o próprio Polanski vindo de McQueen em sua micro-participação é suficiente para deixar claro o problema, ainda que haja uma ambivalência interessante quando Cliff brinca com a “necessidade” de se pedir identidade para transar.

O sexo não é o único elemento além do massacre perpetrado pela família Manson. Há os segredos enterrados, como a pergunta que fica pendurada sobre a cabeça de Cliff: afinal, ele matou mesmo sua esposa? O flashback inconclusivo levou-me imediatamente – porque não, não acredito em coincidências – sobre as dúvidas que até hoje pairam sobre Robert Wagner em relação à morte de sua então esposa Natalie Wood, em 1981, por afogamento.

E, claro, permeando e assustando mais do que qualquer outra coisa, o esquecimento que Hollywood de maneira inclemente força a seus astros, esquecimento esse aqui representado pelo personagem de Leonardo DiCaprio, o ator em declínio Rick Dalton. O subtexto clássico no estilo Crepúsculo dos Deuses é o lado escondido mais perverso e cruel da brilhante e ensolarada Tinseltown.

A História sem Fim

Para deixar o assassinato de Sharon Tate como pano de fundo, Tarantino cria dois personagens fictícios na terra da ficção: os já mencionados Rick Dalton e Cliff Booth. E, utilizando os dois, o diretor nos conta praticamente a História do Cinema ou, pelo menos, um bom pedaço dela.

Dalton veio do cinema, notabilizou-se na televisão com uma série de faroeste e, agora, depois que o cancelamento veio por desentendimentos na produção, ele vive de pontas vilanescas em outra séries que tentam se beneficiar do que sobra de seu renome. Logo quando somos apresentados a ele, vivido por um DiCaprio absolutamente inspirado mais uma vez, ele está para receber conselhos de Marvin Schwarz (Al Pacino em plena forma), produtor e seu agente, que acha que ele precisa reinventar-se na Itália, com os western spaghetti. Fica evidente o quanto Dalton é Clint Eastwood ou uma amálgama de atores americanos que viram na Cinecittà uma oportunidade de recomeço.

Cliff Booth é um dublê e melhor (único?) amigo de Dalton. Na verdade, ele era um dublê, pois hoje vive como faz-tudo para Dalton, servindo de motorista, consertador de antenas e companheiro para a solidão. Brad Pitt, em uma atuação que espero que não seja esquecida na época das premiações, faz seu personagem como alguém que aceitou quem ele é, alguém que não tem mais chance nessa cidade mítica. Seu passado conturbado é visto não só no flashback que nos deixa pendurados sobre sua esposa, mas também na inesquecível sequência em que ele desce a lenha em um mais do que arrogante Bruce Lee – com o figurino de Kato – no set de Besouro Verde. Não só a sequência é hilária, como Tarantino usa esses poucos minutos para desconstruir o “mito Bruce Lee” – com acurácia histórica ou não, não importa – a ponto de ter deixado sua filha em pé de guerra com o cineasta, na segunda polêmica (boba) cercando a película.

Essa amizade ator-dublê é trabalhada de maneira quase que completamente separada da trama que desaguaria na sequência final. E, como se isso não bastasse, diferente da estrutura em tese parecida de Os Oito Odiados, Tarantino aborda a progressão narrativa em episódios, mas não episódios marcados como ele tradicionalmente faz em seus filmes, mas sim com cortes bruscos que encerram um capítulo e começa outro.

A galera tem reclamado bastante do ritmo, falando que o filme é lento, pipipi popopo. E aí começam os problemas. Porque eu não acho O FILME lento (em estrutura, em narrativa ou com problemas de ritmo que estão no cerne do roteiro, com correria de um lado e tartaruguismo de outro), mas ele às vezes toma tempo demais para nos dar algo que o próprio filme mostra que poderia ser saboreado de outra forma. Veja como ele acompanha os passos da Sharon Tate, por exemplo. Ele consegue fazer muito mais com ela em cenas específicas (roncando, vendo filme, recebendo convidados, jantando) do que naqueles planos de contexto, de ligação entre um bloco e outro da crônica, dando a impressão de “perda de tempo”.

São pequenos momentos em que a montagem junta os pontos de uma maneira menos harmônica que o resto. E até poderia se justificar como: “caramba, mas o enredo tem uma proposta de crônica, claro que vai ter uma passagem meio dura, meio ‘deselegante’ entre os blocos”. De certa forma, sim. Mas veja que a marca cronista que ele usa no início, com divisão entre dias e depois com a marcação dos seis meses de tempo transcorrido vai pouco a pouco se diluindo, diminuindo, como se a gente estivesse vivendo todo aquele sonho DE VERDADE e não soubéssemos mais separar o que é o sonho hollywoodiano e o que é realidade. E as coisas vão ficando cada vez melhores, mesmo quando não são, na história. O personagem do Leo precisa vender a casa e tal, mas não está desamparado, tem filmes no currículo, está na ativa. A amizade dele permanece e tudo parece ir bem… até que a violência aparece e tira todo mundo do sonho.

Até o evento no final, a montagem dá esses trancos que me incomodaram um pouco e isso meio que dá certa razão ao pessoal que reclama do ritmo. Mas não é essa coisa genérica de “ah, o filme tem problema de ritmo — ou seja, sua decupagem de tempo é desequilibrada”. Não é isso. É que por essas escolhas estranhas do diretor (planos em letreiros, passeios de carro meio soltos pela cidade, etc.) a gente é tirado de uma grande imersão e depois novamente enfiado nela. Esse movimento de saída e entrada em algo muito intenso acaba afetando a nossa percepção geral em termos de ritmo.

O Sol é para Todos

A beleza do que Tarantino faz aqui é manter seu olhar sempre positivo. Esse é, talvez, o filme mais simpático, mais fofo (eu prometi ao Gabriel Carvalho que usaria esse adjetivo na crítica) do diretor até hoje, mesmo considerando o final de Kill Bill: Volume 2, com o diretor conseguindo um grau inusitado de imersão sonora e visual nesse outro tempo, nesse outro lugar, por intermédio não só de canções da época, como ao incessante uso do rádio e da televisão que parecem estar em todo os lugares com anúncios (hilários em sua surrealidade se vistos com os olhos modernos), filmes e séries.

É engraçado o quanto a realidade aqui está costurada à ficção, trazendo uma dupla vida para todo mundo. Mas curiosamente todos são meio inocentes demais, bobos demais… falta o ar sacana e meio infame da indústria, percebe? E não falo isso no sentido negativo. O roteiro nunca esconde as merdas (o personagem do Pitt, a cena hilária com o Bruce Lee, etc.) mas o geral aqui está vivendo na maior alienação possível: luxo, bebidas, trabalho duro — mas de aura sonhadora, e há um senso de comunidade e camaradagem que ironicamente se parece com os ideais dos tão odiados hippies. O contraponto vem quando algo realmente extremo mostra que há muito ódio (irracional ou político, vide o Vietnã citado) em volta disso tudo e que o mundo não é apenas essa representação de uma vida nas telas que esses personagens parecem viver sem pausa.

Adorei tudo relacionado ao Al Pacino, com aquela figura forte de bastidores da indústria que tem os seus fantoches, tem poder, mas novamente, não é um filho da puta. O Tarantino faz questão de ser o mais romântico possível para que o final seja macabro, chocante e intenso o bastante. Na mesma medida, as cenas noturnas vão aumentando e as pontas vão se juntando. De um monte de possibilidades, o texto vai dando cada vez menos espaço pros personagens, menos opções de trabalho ou opções fora do que eles sonhavam. O negócio vai se afunilando de uma forma que quando o primeiro impasse aparece a gente fica desesperado. A fotografia saturada no amarelo, um flerte sensacional com aquela pegada do western urbano do Sam Peckimpah em Tragam-me a Cabeça de Alfredo Garcia e… pow, temos aquela sequência do Pitt no rancho. A mistura de terror com algo que a gente sabe que está sendo gerado ali para o futuro é manipulado pelo Taranta com uma habilidade impressionante e que funciona mesmo para aqueles que não fazem ideia do que foi a família Manson. Sentimos um medo gigante, trabalhado lentamente, levando-nos passo a passo para um anticlímax que revela Bruce Dern como George Spahn, dono efetivo do rancho onde os ripongas assassinos viviam. A trilha sonora ressalta isso e ele vai lá e reescreve a realidade, dá a ela outro final, frustrando o clichê esperado, perpetuando a Hollywood mítica que Tarantino elegeu como alvo de sua homenagem aqui.

Rastro de Maldade

Considerando o que Tarantino fez em Bastardos Inglórios, o final revisionista era algo esperado, mas muito bem construído, com todas as avenidas levando inevitavelmente ao violentíssimo desfecho na casa de Dalton e não de Polanski, depois que um Dalton completamente enlouquecido enxota os quatro ripongas de sua rua em uma sequência de arrepiar o cabelo da nuca pela tensão que Tarantino constrói. É esse o catalisador das mudanças que desviam a atenção dos assassinos dar ordens de Manson para “vamos matar aqueles que nos ensina a matar” que a garota do banco de trás regurgita de qualquer jeito.

Quando eles voltam, a fotografia permanece escura mesmo no interior da casa populada apenas por Cliff doidaço e sua obediente cadela Brandy. O que segue é Tarantino puro, de cabo a rabo, da lata violentamente arremessada no rosto da mulher pelo ex-dublê (e notem como suas habilidades, sua forma física, sua técnica de luta são exploradas desde o começo do filme, tornando esse final crível e lógico), até o delicioso churrasco que Dalton faz dela na piscina com seu inseparável lança-chamas (outro elemento narrativo cuidadosamente abordado ao longo da narrativa, com até um segundo em que vemos que a arma está ali em sua casa, na garagem).

Aqui, temos a única divergência da minha posição – Ritter Fan – e a do Luiz Santiago, que afirma o que segue:

Não é a primeira vez que temos um Tarantino revisionista, mas aqui o impacto final do que ele faz é tremendo. Do final, eu só não gosto muito do fato “barato” relacionado àquela menina que nunca morre, como os vilões slasher. Eu entendi a intenção, ri, mas não gostei muito. Destoa do tom daquele ato inteiro, embora faça sentido dentro da proposta do diretor para aquele momento e para aquele tipo de vilã. 

Pessoalmente, achei espetacular o crescendo de violência que a “mulher imortal” acaba forçando, seja com Cliff usando seu rosto para “decorar” toda a cada de Rick, até Rick transformando a moça em torresmo. Foi como um tapa na cara, uma lavada na alma proporcionalmente na linha catártica que foi ver Hitler sendo metralhado em Bastardos.

O fato de ele reescrever a história aqui ganha um significado tão imenso no final, que a gente pode ler de duas formas: 1) aquele foi o primeiro ataque, um aviso, e outro acontecerá e a Sharon Tate será assassinada mesmo (e veja como a trilha, a câmera por trás das árvores, o plongée macabro que ele faz dos personagens sugere isso… como se tivesse alguém observando) e 2) o ato violento foi frustrado mas o seu impacto nos noticiários e para aquelas pessoas acabam tendo o mesmo fim, que é o de estourar a bolha desse otimismo hippie em que as estrelas viviam, acordando-as de um sonho, trazendo as “vacas magras”. E o melhor: FUNCIONA dessas duas formas. Isso foi lindo.

Reescrever a História, na ficção, é uma tarefa árdua, porque o que você vai entregar no lugar não pode bater o martelo apenas pela mudança de um grande ato. E o Tarantino faz a mudança abrindo possibilidades e juntando todas as pontas de uma forma que a gente toma fôlego e acorda, como se um conto de fadas realmente tivesse acabado, fazendo valer o título de duas formas: pelo que ele conta (conteúdo nostálgico, marcando uma era) e também pelo estilo de contar essa história (forma épica), piscando para o Sergio Leone… É um filme maduro demais, com alguns tropeços no caminho que não dá para ignorar, mas com um baita resultado final.

Obs: O Luiz Santiago daria 4 estrelas para o filme. 

Era Uma Vez em… Hollywood (Once Upon a Time in… Hollywood, EUA/Reino Unido/China – 2019)
Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Emile Hirsch, Margaret Qualley, Timothy Olyphant, Julia Butters, Austin Butler, Dakota Fanning, Bruce Dern, Mike Moh, Luke Perry, Damian Lewis, Al Pacino, Nicholas Hammond, Samantha Robinson, Rafal Zawierucha, Lorenza Izzo, Costa Ronin, Damon Herriman
Duração: 161 min.

Você Também pode curtir

81 comentários

Jordison Francisco 30 de dezembro de 2020 - 21:41

A cena da Margot Robbie dentro do cinema <3

A sensação que eu tive foi que a cena final foi uma metáfora para como hollywood funciona:

Enquanto o duble (brad) salva o dia, não deixando que os psicopatas hippies os matem e sla mais oq, o ator (Leo) é visto como o herói mesmo não tendo feito tanto assim e é convidado pra ir na casa de Sharon possivelmente no futuro até fazendo um filme com seu marido.

Eu entendi que o dublê representou os bastidores dos filmes, todas as pessoas que escrevem, dirigem e entre outros trabalhos e fazem o filme funcionar como um todo. Enquanto o trabalho do ator é só usufruir de todo esse trabalho e “apenas” atuar(não que seja fácil), se tornando assim a estrela do “espetáculo”, o cara que as pessoas vão lembrar e glorificar quando verem tal filme.

Resumo: São três pessoas bonitas fazendo absolutamente nada

Foi impossível não me emocionar ao imaginar que tudo poderia ter sido diferente no destino de Sharon Tate... Uma pena que não existiram Cliff Booth e Rick Dalton na vida da meiga Sharon Tate. =(

O Tarantino é um sonhador que adoraria mudar acontecimentos, fazendo justiça com as próprias mãos. Como ele não pode fazer isso, ele faz filmes. Tarantino, eu continuo te amando! <3

Responder
Oberdan 16 de abril de 2020 - 16:19

Meses de atraso mas assisti o filme ontem na HBO e superou as minhas expectativas – graças a diversos comentários que recebi dizendo que o filme era arrastado, chato, só ficava bom no final (hoje descobri que a maioria nem conhecia a história de Sharon Tate, conhecimento prévio que a obra exige). Pra mim o resultado final é muito satisfatório. Não fiquei entediado em momento algum apesar de concordar com a crítica que em certos momentos há uma quebra de ritmo. Destaque fica com Brad Pitt que fez por merecer seu Oscar, DiCaprio excelente mais uma vez, mas em geral todas as atuações foram boas. Pra mim é mais um grande filme do Tarantino, embora, na minha lista pessoal, não esteja nem entre os 5 melhores do cineasta. E a cena do Bruce Lee é sensacional!! Se eu fosse a filha dele talvez teria ficado ofendida também. Hahahahahahahahahah

Responder
planocritico 18 de abril de 2020 - 13:57

O que eu mais vejo é gente dizendo que Era Uma Vez é chato e arrastado. O mesmo vale para Os Oito Odiados. Eu acho duas obras-primas, ainda que Os Oito Odiados seja o número 1 na minha lista pessoal do Taranta, Era Uma Vez não fica muito atrás, até porque vamos combinar que os filmes dele são quase que completamente uniformes em termos de qualidade e a cada vez que eu faço meu ranking mental, sinto-me dividido.

E concordo plenamente com você sobre o Brad Pitt. O cara está excelente em seu papel. A cena do Bruce Lee é antológica e, mesmo que eu entenda a filha ter ficado ofendida, não posso deixar de discordar da adoração cega que ela tem pelo pai que não pode sequer aceitar uma brincadeira em um filme de ficção…

Abs,
Ritter.

Responder
Paco Miguel 5 de abril de 2020 - 21:58

Depois de meses e muitos afazeres acabo de assistir o filme. Dificil fazer um ranking das melhores obras de Quentin,mas eu coloco este aqui entre os melhores com certeza. Adorei o ritmo do filme,com um didatismo que não cansa,algo que não é enfadonho. A unica coisa que achei exagerado (pero no mucho) é o foco na Robbie. Entendo que o filme usa sua macabra e infeliz historia como pano de fundo,mas achei algumas coisas meio que desnecessarias.

Tirando isso,a construção dos personagens é magnifica,o emprego dos eventos reais sendo aplicados como base ao roteiro (os hippies no rancho Spahn e a briga real do duble lá são prova disso),o uso de todo o contexto das produções spaghetti como elemento de renovação e ascenção aos atores na decada de 60,cujos anos haviam sido muito tensos dadas as perseguições ensandecidas do McCartismo e o contexto da Guerra Fria com a tensão Pré-Vietnã é genial. DiCaprio é sensacional: sua personagem com aquele ego e arrogancia,porem gente boa é de uma complexidade incrivel,e sua atuação é puro deleite. Pitt é ajudado por um roteiro afiado que lhe dá estofo,base e credibilidade,aliados ao talento que o ator despeja na tela fazem seu Cliff um dos mais memoráveis personagens Tarantinescos,perdendo por pouco por seu Aldo Raine (esse pra mim junto com Julius e Hans Landa formam a,digamos,Santissima Trindade dos Personagens de Quentin). Robbie exala inocencia,desejo e alegria (meu…como essa mulher é linda…mano do céu rs). O elenco é totalmente calibrado e certeiro no timing correto. E as sequencias que nos proporcionam tiradas comicas são impagaveis: a gravação no saloon,o hilário Bruce Lee e toda aquela patuscada seguinte,a briga no rancho…sem palavras.

Mas o climax pra mim,vou ser sincero: todos já tinhamos provado coisa igual ou mais trash e comica de QT,seja nos seus filmes ou associados,como Um Drink no Inferno ou Assassinos por Natureza. Mas esse aqui confesso: me deu dos nas costelas de tanto rir…conseguiu em mim apagar a histerica cena do cinema em Bastardos Inglorios,o massacre demente da Noiva em cima dos 88 e a sequencia da Casa Grande em Django,tambem de rolar de rir. Esse aqui é demais,até minha mulher veio me xingar de que tava rindo muito alto hahahaha.

Resumindo: que puuuta filme do Tarantino. Mais uma vez obrigado e parabens por sua critica como sempre afinadissima Ritter! Abraço!

Responder
planocritico 6 de abril de 2020 - 13:38

Não fala da Robbie não, pois eu me apaixonei por ela nesse filme!!! HAHAHHHHAHAHHAAH

Mas sério, muito bacana seu comentário. Eu vi esse filme três vezes no cinema. Na primeira, o resultado foi essa crítica. Na segunda, já comecei a achar que fui duro demais com essa maravilha. Na terceira (que tive a sorte de ver no cinema do próprio Tarantino – sem ele, óbvio – com direito a ambientação interna 100% de época, inclusive com produtos na bombonière que existiam na década de 60), eu saí tendo certeza de que era outra obra-prima 5 estrelas do sujeito!

Abs,
Ritter.

Responder
Paco Miguel 6 de abril de 2020 - 16:04

Aaaaaah….vai causando inveja vai…sua passagem já foi provida por Virgílio tá? Caronte te deixa no minimo no terceiro círculo hahahhahahahhahaha

Brincadeira a parte….a Margot seria uma espécie de Brooke Shields da nossa década?

Claro que a Robbie é beeeeem mais talentosa.

Mas que é linda,meu,sem ter o que dizer. Ela,a Lupita e a Rebecca Ferguson são as mais lindas da atualidade. E que talento absurdo que possuem meu Deus!

Como disse na minha resenha…difícil fazer ranking de QT…mas pra mim,se fosse sair na mão com os clássicos do diretor com certeza não sairia aleijado/triturado como o Dragão disse caso enfrentasse o Ali não viu hahahhaha.

Obrigado pela resposta Ritter,sou fã de vocês! Abraço!

Responder
planocritico 6 de abril de 2020 - 17:14

Cara, se tiver tempo, olha aqui um artigo para você me mandar passar uma eternidade em cada um dos nove círculos: https://www.planocritico.com/fora-de-plano-33-doze-horas-de-horror/

Nunca fui lá muito fã da beleza da Brooke Shields, mas sim, é por aí!

Ranking do Tarantino é SEMPRE difícil, mas nós fizemos aqui no site, já viu?

Obrigado pelo prestígio!

Abs,
Ritter.

Responder
Paco Miguel 6 de abril de 2020 - 17:28

Ainda não vi nem um nem outro. Mas prometo que irei ler os artigos e dar meu pitaco la em cada um.

Ah…putz…ja tava fazendo a maior injustiça contigo….esqueci de mencionar o quanto achei sensacional voce nomear os tópicos abordados com nomes de grandes filmes,em especial “O Sol é para todos” que Peck esta sublime! Muito muito bom!

planocritico 7 de abril de 2020 - 11:42

Obrigado, meu caro!

Abs,
Ritter.

Diego/SM 26 de fevereiro de 2020 - 15:43

Finalmente assisti: e gostei pra caramba, caras! (bem mais do que os últimos dois, que achei “legaizinhos”, o Django e o Oito Odiados – Era uma Vez… no meu ranking pessoal, vai talvez pro terceiro ou quarto posto, atrás de Bastardos, Pulp Fiction, e talvez Cães de Aluguel, não tenho bem certeza…).

Acho que a expressão “filme mais maduro” do Taranta talvez seja a que mais cabe aqui – assim como “O Irlandês” talvez esteja pro Scorsese – , embora talvez, por outro lado, por isso ambos não sejam lá tão “palatáveis” para o público médio… – e essa comparação também vale pela questão das histórias, que exigem um mínimo de conhecimento prévio de algumas situações (no do Scorsese, bastante da “história americana” em geral do último século… no do Taranta, dos personagens de Hollywood e, mais especificamente, do caso “Família Mason – Sharon Tate”).

Mas entendo quem não gostou muito: pela questão dessa necessidade de um certo conhecimento dos crimes e de alguns personagens do mundo do cinema, e também concordo que é realmente demasiado longo (como alguns outros do Tarantino, por sinal), podia ter cortado bem uma meia hora de filme – na real, ele tem toda uma construção, de uma atmosfera e tal, mas ele engrena mesmo do meio pro final (pra mim, mais especificamente a partir da ida do Pitt ao rancho… sequência bem tensa).

E o final (com mais uma redentora “reescrita” da História) é o típico final tarantinesco: sangrento e hilário (e nostálgico/emocionante, por fim) ao mesmo tempo (e, a propósito, ele parece não se cansar de seguir tacando fogo em nazistas, hein!? rsss)…

PS: Um filme que tem como coadjuvantes, além do Pitt e da Margot Robbie, ainda o Al Pacino, o Brody de Homeland e o Luke fucking Perry! (RIP), tem que ser respeitado, p*! (Fico só imaginando, por sinal, na verdade quase BABANDO, pelo dia que o Taranta for fazer um filme com… o NIC CAGE! – já imaginaram, caramba???… Chego a conseguir vê-lo numa ponta nesse Era uma Vez mesmo! hehehe!!…)

Responder
planocritico 12 de março de 2020 - 17:37

Esse filme é demais!!! Eu adorei. Um grande Tarantino, mas que, porque ele só tem filme bom demais, ficaria na segunda metade em minha lista pessoal do diretor.

Nic Cage em um filme do Taranta? QUERO JÁ!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Diego/SM 17 de março de 2020 - 14:19

A propósito, esqueci de comentar esse detalhe: será que, entre tantas homenagem/citações, não rolou também uma a Beavis & Butt-Head naquela (fantástica) sequência dos dois curtindo e tirando onda assistindo uma tela? hahaha… (Vou começar pois um abaixo-assinado para o Plano Crítico começar um abaixo-assinado para enviar a Róliú para exigir que não fiquemos sem Nic Cage + Taranta nessa nossa efêmera passagem por este mundo… : ) Valeu!

Responder
planocritico 17 de março de 2020 - 14:50

Beavis & Butthead? Não tinha pensado nisso, mas não duvido nada!

Abs,
Ritter.

Responder
SUPRAMATY 3 de fevereiro de 2020 - 20:39

Também não gostei do ato envolvendo aquela hippie slasher. Me fez lembrar muito o segundo ato de Death Proof, do qual Tarantino te deixa no hype e de repente exagera a mão -me refiro a cena envolvendo muito mais conversas depois de Stuntman Mike mata suas primeiras vítimas.
Mas o que mais me irritou, foi o diretor insistir em colocar Zoe Bell para atuar. Não dá, é forçado demais, ela não é atriz, é muito travada.
Já as cenas do personagem Cliff Booth andando de carro aqui e ali, me deu a sensação de que ele está, naquele momento, tendo um tempo pra cabeça. Único lugar onde pode desencanar dos problemas que enfrenta atrás do volante e curtir a beleza do lugar que ele vive -a cidade dos pecados. Porém para muitos esse momento não existe, e só queriam que não tivesse porque o filme fica muito sem graça (???).

Responder
planocritico 18 de fevereiro de 2020 - 18:18

Mas Zoe Bell tem 10 segundos de tela. Eu gosto dela, mas mesmo que não gostasse, esses 10 segundos nem de longe atrapalharam!

Abs,
Ritter.

Responder
Carlão Orlloff 24 de janeiro de 2020 - 20:22

Olá. Existe algum motivo para não haver a criticas das oriemras temoradas de Mr Robot?

Responder
Luiz Santiago 🌮😈🐂½ 24 de janeiro de 2020 - 22:02

Sim.

EU só comecei a fazer as críticas por episódios a partir da 3ª Temporada.

Responder
Daniel Barros 16 de janeiro de 2020 - 12:05

Que satisfação assistir os filmes do Tarantino….

Ia fazer um comentário sobre os que reclamaram do filme; das atuações sensacionais; do final foda e até da crítica sobre a crítica do Santiago, mas vou ficar apenas com a Mrs Robinson…

(Que filme!)

Responder
planocritico 16 de janeiro de 2020 - 14:30

And here’s to you, Mrs. Robinson
Jesus loves you more than you will know
Whoa, whoa, whoa
God bless you, please, Mrs. Robinson
Heaven holds a place for those who pray
Hey, hey, hey
Hey, hey, hey

Abs,
Ritter.

Responder
William O. Costa 19 de outubro de 2019 - 07:45

Tenho que dizer que eu daria cinco estrelas pra todos os filmes do Tarantino que vi (só falta À Prova de Morte pra eu ter visto toda a filmografia dele como diretor sem contar aquele curta não disponível comercialmente), mesmo tendo certos detalhes em alguns que acabei não sendo tão fã, quase tudo que assisti dirigido por ele é perfeito pra mim. Até o segmento final de Grande Hotel que ele dirigiu soa estranho estar num filme de nível tão abaixo.

Agora, será que é estranho eu ter assistido a Turma da Mônica: Laços e Cães de Aluguel na mesma noite, e gostar tanto de um quanto do outro?

Responder
planocritico 20 de outubro de 2019 - 15:51

Por vezes eu tenho vontade de dar 5 estrelas para a filmografia dele toda mesmo! Adoro os filmes do Tarantino!

Sobre sua pergunta: estranho nada!!!

Abs,
Ritter.

Responder
William O. Costa 19 de outubro de 2019 - 07:38

A vontade que dá é fazer um daqueles textões no comentário, comparando minha visão com as dos críticos, falando da qualidade do filme, dos simbolismos dos personagens, da homenagem ao cinema, dos presentes ao cinéfilos, da direção, da montagem, da fotografia, da atuação incrível, da dublagem brasileira quase tão incrível quanto o áudio original, dos lindos ângulos de câmera, dos lindos pés femininos (até os sujos), dos diálogos, do fato de que o próprio Tarantino (é eu também) socaria a cara do Rick Dalton quando ele fala mal dos Western Spaghetti — o que é pra mim, como escritor iniciante, incrível de ver um personagem principal e do bem ser criado tendo opiniões tão distintas de seu autor — bem como dá vontade de fala de falar da imensa qualidade da crítica, do texto, da intercalação de dois críticos que gosto muito e da a referência a um terceiro (quase como um texto pra fãs do site), mas é tanta, tanta coisa a dizer, que é melhor só resumir com: ótima crítica e ótimo filme!

Responder
planocritico 20 de outubro de 2019 - 16:02

Obrigado, meu caro!

Mas olha, o espaço é seu. Se quiser mandar textão, mande textão que não só agradecerei, como responderei!

Abs,
Ritter.

Responder
cristian 4 de setembro de 2019 - 13:23

Ah, esse filme é a amálgama de toda a carreira de Tarantino, no bom e no mal sentido, estão aqui todas as suas características básicas extrapoladas ao extremo, para quem gosta, o cara pode filmar 5 horas de “homenagens” ao cinema que nada acrescentam a trama que tá tudo certo, pode meter o pé num final pra lá de trash por que é a marca dele, pode enfiar uma narração em off do nada pra nada que tudo bem, ninguém liga, e por ai vai… No geral um filme bacana, nem por um minuto me importei com os personagens por que todo mundo sabe o que vai acontecer (reescrever a história) mas a composição de todos personagens é ótima, parte técnica sem comentários absurdamente perfeita, entendi do por que a pouco utilização da personagem da Margot Robbie, amei a mudança de tom do Di Caprio de uma cena para outra (do caricato vilão no saloon para o vilão WHF com a criança no colo) foi incrivel. Como não sou fã do cinema dele vim levantar a bola sobre o que vi, fazer um contraponto ao misticismo Tarantinesco rs

Responder
planocritico 4 de setembro de 2019 - 14:23

O que vem depois do seu “mas” é tão mais importante que o que vem antes, que leio o seu comentário como extremamente positivo sobre o filme.

Abs,
Ritter.

Responder
cristian 4 de setembro de 2019 - 17:34

É muito bom saber o porque o cinema dele não me atrai tanto e mesmo assim reconhecer suas virtudes

Responder
planocritico 4 de setembro de 2019 - 18:45

Sem dúvida!

Abs,
Ritter.

Responder
Sidney Silva 2 de setembro de 2019 - 15:17

Filme magnífico. Não vi suas quase 2 horas e meia passarem. Com o Hitler em Bastardos Inglórios e Sharon Tate e seus amigos em Era Uma Vez em… Hollywood, pode-se criar a categoria “Tarantinoverse”. Um universo alternativo onde fatos históricos tiveram finais diferentes.
PS: Assisti a segunda temporada de Mindhunters e fique surpreso ao saber que o ator que fez o Charles Manson na série é o mesmo que aparece no filme!

Responder
planocritico 3 de setembro de 2019 - 15:38

Quase 2 horas e meia não! O filme tem 2h41′!!! E poderia ter 3 horas fácil que eu teria saído feliz.

E sim, o tarantinoverso é muito divertido!

Sobre Mindhunters, confesso que fico com pena do ator. Acho que ele nunca mais será escalado para papeis que não seja o de psicopatas…

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Augusto 1 de setembro de 2019 - 12:43

Poxa fiz um comentário ontem após assistir o filme, pq não foi aprovado, falei algo indevido?

Responder
planocritico 1 de setembro de 2019 - 13:38

Não. É que estou sem computador nesse final de semana e eu gosto de só aprovar comentários em meus artigos quando posso respondê-los e eu não gosto de fazer isso via celular como estou fazendo excepcionalmente agora.

Tenha só um pouco de paciência.

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe Augusto 1 de setembro de 2019 - 14:09

Ah tranquilo desculpe, minha ansiedade falou mais alto agora kkkkk

Responder
Felipe Augusto 1 de setembro de 2019 - 00:55

Acabei de chegar do cinema, acabei de ver um filme de um dos meus diretores favoritos da história, então mta calma kkk. Concordo mais c o Luiz Santiago, principalmente nas 4 estrelas e na hippie q não morre e é queimada numa piscina…wtf?? Kkkk bizarro, mas td bem, entendo e curti a loucura, isso é Tarantino e é minúsculo na genialidade geral do filme. Achei q poderia ser menor a duração, achei meio arrastado, mas cara, sinceramente, foda-se! É Tarantino, é um dos últimos filmes dessa lenda e temos q ser gratos e apreciar cada segundo a mais de filme dele q pudermos, é a história sendo feita ao vivo bicho, ô loco meu kkk. Leonardo pqp, q ator é esse? A cada filme q faz está mais brilhante, Brad muuuito foda tbm, Margot, Pacino incrível como sempre, fora as pontas de atores recorrentes, caracterizações e semelhanças incríveis de personagens históricos, diálogos e situações mto bem inseridas, final apoteótico, enfim, Tarantino no seu auge, como é bom experienciar td isso, já qro assistir de novo pra saborear mais. Pra fechar, não sei se foi problema da tela, da sala q assisti, mas tava mto escura a película, chegando a incomodar, nas cenas noturnas então putz. Mais alguém teve esse problema? Ah e uma curiosidade, Ritter e Luiz, se possível responder, esse filme ficaria em qual posição no ranking de vcs do Taranta? Abraços..

Responder
planocritico 3 de setembro de 2019 - 15:26

Saí pensando bem isso mesmo ao final do filme: pode ser longo e poderia ter se beneficiado de alguns cortes, mas que se dane, é Tarantino na melhor forma!

Sobre tela escura, cara, realmente não tive esse problema não. Ou melhor, entendi a proposta de iluminar pouco algumas sequências, como a pancadaria no final. Achei que foi uma escolha arriscada, mas bem interessante.

Sobre a colocação de Era Uma Vez em minha lista, ele ficaria em 7º lugar, entre Bastardos e Cães.

Abs,
Ritter.

Abs,
Ritter.

Responder
Nellio Vinicius 24 de agosto de 2019 - 22:40

O filme é uma imersão total, nem senti o tempo passar, me senti como se estivesse naquele ambiente, e como eu fiquei feliz, pelo fato dele não ter copiado a história e reproduzir aquele ato macabro com a Margot Robbie, que era impossível não olhar pra atriz no filme e não sentir uma sensação de bem estar. E que atuação do Di Caprio é Oscar na certa, canastrão e excelente ator no momento certo, e que diálogo dele com a criança, ele estava contando a própria história, muito bom. Pitt também tá ótimo, mas também senti desconforto com as cenas do Bruce Lee, mas quando se vê o arco final, entende o porquê delas. Outra cena interessante foi a Sadie dizendo que ia matar aqueles que nos ensinaram a matar( fenomenal). Por fim a trilha sonora foi em cheio, escolhida a dedo.
Filmaço, eu dou 5 estrelas, pq após sair da sessão não recordei de algo que pudesse reclamar, e ainda que tivesse, só o áudio final de Batman e Robin compensava.

Responder
planocritico 26 de agosto de 2019 - 14:31

@nellio_vinicius:disqus , eu tenho a impressão que, na medida em que eu for revisitando esse filme, é capaz de eu subir a nota para 5 também! É um filmaço!

Abs,
Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 23 de agosto de 2019 - 19:22

Achei o filme espetacular. Você entra realmente nos bastidores do que aconteceu em Hollywood naquela época. Tudo acaba sendo feito de forma que se prende, incluindo mais uma brilhante trilha sonora. Você pensa: cadê a violência tão normal nos times do Tarantino? Mas chega na parte final você sai totalmente recheado. Rs Tarantino acertou de novo. Que personagens sensacionais vividos pelo di caprio e o brad pitt

Responder
planocritico 23 de agosto de 2019 - 19:22

Assino embaixo!!! Mas não se esqueça de dar crédito à Margot Robbie. A personagem dela não tem tanto tempo de tela, mas é meio que a alma do filme!

Abs,
Ritter.

Responder
Diego/SM 26 de fevereiro de 2020 - 15:32

Cara, boa definição: a “alma” do filme… – pareceu mesmo essa a intenção do Taranta ao colocar ela a praticamente desfilar ingenuamente pela tela aqui e ali ao longo do filme! (E, pra quem critica, com licença – e com o perdão da possível canalhice, ou como queiram chamar – : algum problema também de ver a Margotzinha só desfilando pra gente por aí?… rsssss)

Responder
planocritico 12 de março de 2020 - 17:35

Sim. Ela representa a era em que o filme se passa, digamos assim. Pelo menos é assim que eu a interpreto.

Abs,
Ritter.

Responder
adrianocesar21 23 de agosto de 2019 - 13:05

Saí do cinema querendo abraçar o Tarantino!! Tanta gente querendo ver multiplas realidades nos filmes da Marvel e o Tarantino já brincando com isso. Legal que a gente fica especulando como seria esse mundo com a Sharon Tate sobrevivendo, tendo seu filho.. quem ele seria.. Em Bastardos Inglórios o cinema salvou o mundo do nazismo e o universo Pop que o Tarantino mostra há anos é consequência disso. Em Era uma vez.. o cinema salva o próprio cinema… a morte da Sharon Tate seria como a morte da Gwen Stacy, marca o fim de uma era… bem… ali, ela não aconteceu… queria mesmo ver mais disso nos filmes dele.

Responder
planocritico 23 de agosto de 2019 - 14:34

Que legal que gostou meu caro! Também saí com um sorriso no rosto com esse conto de fadas tarantinesco!

Abs,
Ritter.

Responder
Kael Ladislau 22 de agosto de 2019 - 17:01

Cara, eu realmente encontrei nesse texto o que eu queria: Rick Dalton é o próprio Clint Eastwood, com as devidas permissões de comparação histórica. Eu terminei de ver esse filme e tive logo essa sensação.

Perfeito demais essa observação.

Como fã de western Spaghetti, eu considero “era uma vez…” um quase ode ao subgênero. A maneira como o tarantino inclui esse tema, mesmo em um mundo “fatasioso” é perfeita.

Responder
planocritico 22 de agosto de 2019 - 19:42

Fiz a correlação na hora, especialmente com Dalton indo para a Itália. Ficou muito bacana o que o Tarantino fez!

Abs,
Ritter.

Responder
Kael Ladislau 22 de agosto de 2019 - 20:42

Sim! Aliás, quando Clint foi para a itália, ele também estava atuando em séries no EUA.

Responder
planocritico 23 de agosto de 2019 - 14:34

Exato. Ele era o Rowdy Yates em Rawhide quando sua “era italiana” começou.

Quando o filme acabou, eu pensei aqui: seria bacana ver uma cena pós-créditos com o Rick Dalton, já bem maduro, dirigindo filmes oscarizáveis!

Abs,
Ritter.

Responder
Kael Ladislau 25 de agosto de 2019 - 20:57

hahaha, seria demais

Fórmula Finesse 20 de agosto de 2019 - 17:26

ahahah, PERCISO ver esse filme! Aposto que não vou me decepcionar.

Responder
planocritico 21 de agosto de 2019 - 19:03

Veja sim! É um filmaço!

Abs,
Ritter.

Responder
diogo melo 19 de agosto de 2019 - 15:36

O que gostei no filme:

– o diálogo genial do Dicaprio com a menininha (ela falando de como faz a preparação para atuar)
– a cena no rancho da família Manson, realmente de tirar o fôlego.
– trilha sonora excelente (isso não é novidade).

Mas confesso que faltou algo a mais. Percebi que o filme é uma grande homenagem a uma época que eu não vivi, e até acho que isso deve despertar um sentimento nostálgico excelente, em um determinado público, mas infelizmente, não foi meu caso. Até filmes de faroeste,de fato, nunca foram o meu forte.

Na minha humilde opinião , faltaram mais cenas com diálogos geniais (cada vez mais raros em filmes do taranta). Essa foi a minha principal decepção. Sou fã de diálogos triviais que surgem no meio do filme, como por exemplo , se a gorjeta deve ou não ser obrigatória – independentemente da qualidade do serviço -, se assaltar um banco é mais fácil que assaltar uma lanchonete e o interrogatório genial do caçador de judeu e o pai de família que escondia a galera.

Inclusive, começo a me questionar se sou realmente fã do Tarantino ou se gosto apenas dessas discussões que ele costumava trazer em diversos filmes, já que sempre achei a parte de violência, meio tosca e gratuita, o ônus de toda a jornada.

E só uma brincadeira com o comentário postado pelo JC . Falar que o filme “é interessante” é proibido , seguindo a orientação do saudoso Capitão Fantástico.

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 15:44

Eu também não vivi essa época, mas eu a vivo todos os meses vendo os filmes dessa época, lendo sobre a época e estudando sobre ela. Acho que Tarantino fez um trabalho excepcional em nos transportar para seu conto de fadas e criar nas telas exatamente aquilo que olhos “de fã” acham que Hollywood era e de certa forma ainda é.

Sobre os diálogos espertos de Tarantino, ele evoluiu, sem dúvida alguma. Eles tiveram seu lugar, seu momento, mas agora seriam mais do mesmo. Um diretor que se preze não pode ficar preso ao seu próprio estilo dessa maneira. Mas diálogos como o do DiCaprio com a menininha que você ressaltou, assim como o da hippie com o Pitt, além da excepcional cena com o Al Pacino e a conversa entre os assassinos dentro do carro, apesar de não se encaixarem nessa pegada pop tradicional do Tarantino, são exemplos magníficos do que ele é capaz de fazer.

Sobre a violência, não a achei gratuita. Você viu como foram os crimes da família Manson contra Sharon Tate e seus amigos na casa dela? Dê uma olhada. O que Tarantino colocou ali tem ZERO de gratuidade, infelizmente.

Abs,
Ritter.

Responder
diogo melo 19 de agosto de 2019 - 16:25

Sim. Já assisti o filme sabendo de tudo de horrível que havia acontecido ,assim como assisti bastardos sabendo dos crimes bárbaros que os nazistas cometeram,e por ai vai.
Estava falando do jeito dele mostrar essa violência explícita (e até que ele pegou leve, nesse filme). Sei que muita gente é fã, mas isso nunca chamou minha atenção.

Eu acho muito difícil esse filme entrar em qualquer top 5 do Tarantino, daqui a 20,30 anos. ( modo – mãe Diná) .

(corta a cena…ta ele ganhando oscar de melhor filme e melhor direção) hahahahahahahahah

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 16:35

Então, a violência que Tarantino usa no final é parecida com Hitler sendo metralhado até virar gelatina em Bastardos. É a catarse do público. Precisa ser tão ou mais violento do que os assassinatos verdadeiros, em minha cabeça.

A questão do top 5, você até tem razão, mas o problema não é Era uma Vez e sim os demais que são ABSURDAMENTE sensacionais. Só para você ter uma ideia, na minha lista pessoal, Era uma Vez leva 4,5 estrelas (obviamente), mas fica lá em 7º ou 8º lugar.

Abs,
Ritter.

Responder
diogo melo 19 de agosto de 2019 - 17:31

esse foi o meu problema, então. Fui para o cinema aguardando algo ABSURDAMENTE sensacional hahahahahaha…talvez, assistindo novamente, eu até melhore a minha avaliação do filme.
Até a próxima

JC 18 de agosto de 2019 - 20:00

Rapaz, que filme intessante pra caray.
Vários gêneros de passada numa película só…impressionante.
Que personagem carismático o de Brad Pitt( e o cara pode ter matado a mulher!!!).
A parte de Bruce Lee eu fiquei meio assim assado, pois eu entendo quem se zanga, pois Lee era muito mais do que os gritinhos, então para muita gente que não conhece…entendo que vai marcar Lee sendo o “cara dos gritinhos do kun-fu tosco dos anos 70”. Mas pra quem conhece, achei que foi engraçadinho….

Se Tarantino for fazer filme de terror, vou me cagar.
Deve duas cenas arrepiantes, 3 talvez.
Brad entrando na casa.
Cliff lidando com os Hippies
E obviamente, a última.

Eu achei o filme normal bom pacas, mas o final finalmente eu disse:
– AHHH AGORA É TARANTINO MESMO.

Tem algum filme dele sem sangue?
hhe he he ehhe

Sabia!

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:10

O lance do Lee é que as pessoas o consideram um deus e ninguém é assim. Aí faz-se uma brincadeira com ele e pronto, o mundo desaba.

As sequências de suspense do Tarantino são incríveis. Ele já havia mostrado algo assim em Os Oito Odiados.

Abs,
Ritter.

Responder
Capitão Óbvio 18 de agosto de 2019 - 15:32

Vi o filme e gostei apesar de não gostar da cenas da Sharon que dão um ar de aleatoriedade ao filme mas no final dou uma nota 9

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:10

Aleatoriedade? Mas como? Ela representa a pureza, a inocência, a Hollywood que é vendida a nós como sendo A Hollywood.

Abs,
Ritter.

Responder
Capitão Óbvio 19 de agosto de 2019 - 14:15

Para mim uma cena dela já bastava para representar a Hollywood dos anos 60

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:20

Mas aí não criava a tensão necessária para o clímax revisionista. Ela é a “isca”, digamos assim.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Oliveira 18 de agosto de 2019 - 13:47

Vai ter crítica de mindhunter????

Responder
planocritico 18 de agosto de 2019 - 14:22

Sim. Até o final da semana ela sai!

Abs,
Ritter.

Responder
Gustavo Ramos 18 de agosto de 2019 - 08:20

Achei o filme muito bom, não senti as quase 3 horas, porém realmente esse problema de quebra de imersão aconteceu comigo, acredito que umas duas ou três vezes, mas nada que me incomodou a ponto de achar um defeito. Todas as sequências são muito boas, a trilha sonora está demais, e o clímax é simplesmente fantástico, na sessão onde eu estava o pessoal chorava de rir com cada porrada, mordida e tostada que os ‘assassinos’ levavam. Algo que me chamou muito a atenção foi o capricho com todas as cenas ‘fictícias’, realmente ninguém pode dizer que o Taranta não é um mestre em fazer filmes.

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:10

Um grande mestre, meu caro!

Abs,
Ritter.

Responder
Gustavo Pinheiro 17 de agosto de 2019 - 18:22

Ritter e Luiz Santiago, gostaria de compreender com mais detalhes suas considerações acerca do ato final do filme.

Muita gente achou que ele destoou do restante do filme e ficou muito deslocado no geral, parecendo ser mais um fan-service pros fãs do Tarantino do que realmente necessário ou planejado com atenção mas já vi quem diz ser um dos melhores 3° ato do cinema.

Pessoalmente achei genial, quebrou expectativas de maneira genial, surpreendeu e ainda foi gratificante ver os que na realidade mataram uma mulher grávida serem massacrados (tanto que na minha sala a reação ao Rick pegando o lança-chamas e tostando a hippie foi similar a do estalo do Tony Stark em Ultimato, ou seja, todos foram à loucura).

Quais as suas opiniões ? Também convido outros redatores do site e visitantes a darem seus pontos de vista.

Responder
Gabriel Carvalho 17 de agosto de 2019 - 21:37

É planejado.

Responder
Gustavo Pinheiro 18 de agosto de 2019 - 17:01

Como assim ?

Responder
Gabriel Carvalho 18 de agosto de 2019 - 18:09

Você disse que muita gente achou que o ato final parece mais um fan-service que um momento planejado com atenção. Eu acho planejado com atenção.

Responder
Gustavo Pinheiro 18 de agosto de 2019 - 19:10

Sim sim. Também achei bem planejado!

planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:10

Você diz o clímax violento? Todo o filme aponta para esse final, seja ao estabelecer o Brad Pitt como um dublê que sabe realmente lutar, seja ao abordar o tal lança-chamas do DiCaprio, seja por trabalhar o filme todo com a expectativa de que a família Manson atacará. Não tem absolutamente nada de fan service.

Abs,
Ritter.

Responder
Andressa Gomes 17 de agosto de 2019 - 17:44

Minha ansiedade pelo filme cresceu por ele ter sido um dos que se dividiram em: gente que amou e que detestaram. Muitos de fato falaram que era um filme muito arrastado. Mas creio que valha a pena_ ou não_
Meu interesse era em ver Margot Robbie que é uma das minhas atrizes favoritas. E também em ver se a filha de Bruce Lee teve razão.

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:11

Não achei o filme arrastado não. Há cenas longas, mas não arrastadas. As pessoas estão muito sem paciência hoje em dia…

Abs,
Ritter.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 17 de agosto de 2019 - 16:12

Aqui estou eu, no descanso da minha caverna, quando recebo um e-mail tenebroso dizendo que me usaram como vítima. Daí venho ler a crítica que o vilão ameaçador me indicou e me deparo com essa revelação para o público da minha super curtinha resposta para uma pergunta sobre um filme…

Se é assim, então vou baixar o Luizenn SantiGADWALD e vou começar a vazar vários e-mails do Sr. Nono Odiado… Me aguarde, me aguarde. A OPERAÇÃO VAZA CRÍTICO não deixará pedra sobre pedra.

E só para os leitores perceberem como eu sofro aqui nesse site, quero deixar registrado que não é a primeira vez que CERTAS “PESSOAS” me exxxpõem. Isso já aconteceu F Is for Family – 1ª Temporada. Isso não pode continuar assim. #FORARITTER

p.s.: meu cachorro mandou dizer que essa crítica está foda pra caralho, mano do céu!

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:11

F Is for Family FOI INVASÃO de domicílio, parecido com o que a família Manson faz no filme…

Abs,
Ritter.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 19 de agosto de 2019 - 15:13

Não me venha com essas desculpas!!!

Responder
Fórmula Finesse 20 de agosto de 2019 - 17:34

“Alguém” andou ventilando que você foi o responsável pela treta global envolvendo Bruce Lee. Todo mundo tinha percebido que um personagem puramente ficcional poderia sim, bater o laureado lutador…mas que você começou a estrilar sobre essa “inverdade histórica, apropriação indébita do patrimônio cultural de um artista das artes marciais, tentativa da destruição de um ícone, licença poética exagerada e herética”…etc, etc.

Responder
Cahê Gündel 17 de agosto de 2019 - 15:35

Cara, eu amei esse filme, vi na quinta e daqui a pouco irei novamente ao cinema pra revê-lo e tentar captar tudo que não peguei na primeira experiência. Eu daria nota máxima fácil, mas sou gado do Tarantino e não tenho muito equilíbrio pra notas haha
E essa crítica conjunta ficou espetacular, vocês poderiam fazer isso mais vezes. 😛

Responder
Ricardo Faustino da Silva 18 de agosto de 2019 - 16:21

Brother, gado do Tarantino é sensacional! Eu também sou gado do Tarantino 😃😃😃😃

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:11

Somos todos gado do Tarantino!!!

HAHAHAHAHAHAHAHAAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius S Pereira 17 de agosto de 2019 - 13:36

Gostei do filme, muito na real. Fui assistir meio as cegas, só tinha visto uns posteres, nem trailer eu tinha visto, e sobre o caso da Sharon Tate eu só sabia que ela morreu havia morrido, mas como e por quem eu não sabia. Por causa disso o filme meio que ficou confuso em um primeiro momento pra mim, mas logo embarquei na jornada por assim dizer. Gostei do estilo meio fábula que o filme passa, a própria Sharon é meio que pintada como uma garotinha ingênua durante o filme, e a mudança do final ali fez o título do filme fazer mais sentido do que nunca, gostei bastante, apesar do final bem no estilo do Tarantino parecer meio deslocado da vibe do resto do filme pra mim.
No mais, a cena no rancho passou uma sensação de tensão e desconforto muito legal, fiquei apreensivo a passagem inteira, assim como no final quando os hippies estão chegando antes de virar tudo em sangue, parecia um bom filme de suspense em alguns momentos.
Minha única crítica é que em alguns momentos do filme as coisas pareciam meio arrastadas, o que fez ele parecer meio lento em alguns momentos pra mim, mas nada muito grave.

Responder
planocritico 19 de agosto de 2019 - 14:11

Bom saber que não conhecer os detalhes da morte de Tate não atrapalhou sua experiência!

Abs,
Ritter.

Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais