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Crítica | Era uma Vez no Oeste

por Ritter Fan
1672 views (a partir de agosto de 2020)

Era uma Vez no Oeste é muito mais do que um dos maiores faroestes já feitos. Essa obra de Sergio Leone transcende qualquer categorização por gêneros ou subgêneros e alcança facilmente o panteão dos melhores filmes que já sagraram as telonas. É, talvez, o ponto alto da carreira do diretor, que demonstra uma impressionante maturidade de temas, fotografia, cenografia, montagem, trilha sonora e um controle absoluto de seu elenco, para alcançar um resultado de se aplaudir de pé.

E olha que Leone nem mesmo precisou se distanciar muito da estrutura que lhe deu todo o renome que tinha quando ele, tentando fugir das ofertas da United Artists e outros estúdios para dirigir mais westerns, não conseguiu recusar o orçamento generoso da Paramount, que vinha encabeçado pela oferta dele trabalhar com Henry Fonda, seu ator preferido e que era sua escolha original para o papel que consagrou Clint Eastwood na Trilogia dos Dólares. Novamente preso ao gênero do qual queria fugir, Leone não se fez de rogado e arregimentou a ajuda de Dario Argento e Bernardo Bertolucci (ambos, à época, críticos de cinema e roteiristas ainda em começo de carreira, com Bertolucci já tendo dirigido, mas nada relevante) para criar a linha narrativa de Era uma Vez no Oeste.

Essa trinca colaborativa foi extremamente importante para o sucesso que o filme alcançaria e, também, para a atemporalidade dessa fantástica obra (sim, essa fita é merecedora de hipérboles!), pois Leone, Argento e Bertolucci extraíram a essência dos faroestes americanos de grande sucesso à época e trabalharam na inserção desses elementos representativos ao longo de toda a narrativa, mas sem esquecer dos elementos característicos do faroeste característico do próprio Leone, como o misterioso personagem sem nome (no caso Harmonica – ou “Gaita” – vivido por Charles Bronson) e o passo desacelerado, que ganhou contornos próprios em Era uma Vez no Oeste que, logo em sua longa abertura, nos apresenta às aventuras de uma mosca sobrevoando pistoleiros sujos e suados.

Com a narrativa pronta e uma versão do roteiro já escrita, Leone chamou Sergio Donati, que trabalhara com ele, sem receber créditos, em Por um Punhado de Dólares e outros, para fazer a sintonia fina do brainstorming que durara um ano. Donati, então, focou em destilar Era uma Vez no Oeste para sua essência, com o objetivo de tornar o filme o mais hollywoodiano possível, mas ao mesmo sem perder a alma do spaghetti. São de Donati os diálogos marcantes da projeção, além de ter sido ele o responsável por impedir que o filme, depois, fosse muito mutilado para lançamentos em mercados diferentes, ainda que as versões feitas tivessem oscilado entre 145 e 175 minutos, mas nenhuma delas realmente se sobrepondo de maneira relevante sobre a outra. Uma grande vitória, sem dúvida.

Trabalhando duas narrativas a princípio separadas, uma típica union pacific story, sobre o conflito gerado com a chegada dos trens e outra uma típica revenge story, ou uma história de vingança, que se misturam com as mais clássicas ainda outlaw stories (histórias de bandidos) e ranch stories (histórias envolvendo ameaças às terras de alguém), Leone constrói, sempre com seu passo preciso, detalhista e lento de um western spaghetti, uma rede de tramas envolvendo Harmonica, o herói silencioso que caça o pistoleiro Frank (Henry Fonda) que, por sua vez, assassina a família McBain para abrir espaço para a chegada da ferrovia e coloca a culpa em Cheyenne (Jason Robards), que se une à Harmonica para salvar Jill McBain (a estonteante Claudia Cardinale), ex-prostituta e herdeira da fazenda dos McBain da sana assassina de Frank. Reparem na circularidade do roteiro, que não deixa pontas soltas e encaixa uma narrativa aparentemente solta à outra, demonstrando o excelente trabalho na confecção da história e o cuidado na redação do roteiro.

E Leone não tem pressa em fazer revelações. Não sabemos bem que é o misteriosos homem que toca gaita é que é perseguido por três assassinos no começo, não entendemos exatamente as intenções de Frank ainda que sintamos um certo temor ao ver aquela figura de olhos azuis penetrantes e demoramos a perceber o exato papel de Cheyenne e de Jill na trama. Tudo é mostrado e pouco é dito, mas o desenrolar e a convergência das linhas narrativas é cadenciado à perfeição de forma que diálogos se tornam supérfluos. Os olhares, com os famosos planos detalhe de Leone, contrastados com tomadas em plano geral, dizem tudo. Somos tragados para a história naturalmente e a longa duração do filme parece passar em alguns instantes, tamanha é nossa fixação na tela.

E, permeando o embate, há, mais uma vez, a trilha sonora de Ennio Morricone, um de seus mais impressionantes trabalhos. Desde a gaita diegética coroando o leit motif de Harmonica, passando pela música mais forte que caracteriza Frank, até o belo vocal de Edda Dell’Orso, que empresta nobreza e força à Jill McBain. Talvez não tão memorável quanto a trilha de Três Homens em Conflito, a composição de Morricone para Era uma Vez no Oeste parece, por outro lado, ainda mais integrada à narrativa que no filme com Clint Eastwood e  isso talvez se deva ao fato que Leone, em um movimento raro, pediu para Morricone compor a trilha antes das filmagens começarem, de maneira que o diretor pudesse tocá-la durante a fotografia principal, em atitude, hoje em dia, mimetizada por Quentin Tarantino, com suas músicas pop que escolhe pessoalmente e toca nas filmagens. Com isso, talvez, a música de Era uma Vez no Oeste tenha influenciado as atuações e não o contrário como é o usual, resultando em uma mescla que pouco se vê por aí.

Ainda falando em som, o trabalho do espectro sonoro em Era uma Vez no Oeste é perfeito, desde a edição de som até sua mixagem, com o uso de sons inspirados pelos westerns usados como referência aliado à um orçamento mais alto, que permitiu um trabalho melhor na finalização, especialmente se comparado com a Trilogia dos Dólares. A união da trilha sonora com os sons do filme e, em vários momentos, com a substituição da trilha pelos sons, aumenta a sensação de imersão que a fita proporciona, envolvendo-nos ainda mais profundamente na história da trinca principal de personagens.

Era uma Vez no Oeste é um grande triunfo cinematográfico, merecendo figurar em todas as listas dos melhores filmes já feitos. Leone merece todos os nossos agradecimentos profundos e uma eterna salva de palmas.

Era uma Vez no Oeste (C’era una Volta il West, EUA/Itália/Espanha – 1968)
Direção: Sergio Leone
Roteiro: Sergio Leone, Sergio Donati (baseado em história de Sergio Leone, Dario Argento e Bernardo Bertolucci)
Elenco: Claudia Cardinale, Henry Fonda, Jason Robards, Charles Bronson, Gabriele Ferzetti, Paolo Stoppa, Woody Strode, Jack Elam, Keenan Wynn
Duração: 145 min. (versão americana), 166 min. (versão original europeia), 175 min. (versão do diretor), 165 min. (versão de 2003 em DVD)

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44 comentários

Tom 5 de agosto de 2020 - 20:04

Excelente texto!

Sergio Leone dá uma show de direção e com detalhes minuciosos faz um excelentíssimo filme. Que posso dizer do inicio na estação de trem? Nada, basta que alguém assista e veja a qualidade nos mínimos detalhes. Entretanto, não quero ser contraditório, sendo que apesar de não negar a qualidade excelente desse longa, infelizmente terei de admitir que ele não funcionou comigo.
O ritmo é excelente, longe de ser cansativo; há boas composições do maestro Ennio; há atuações de eficazes até brilhantes (Henry Fonda); além do recurso de detalhes visuais e sonoros geniais para transmitir sensações. Porém, eu fui assistir com as expectativas nos alto e não me correspondeu, infelizmente serei um dos poucos que não considerará esse no topo de um ranking dos melhores do gênero (que ainda preciso explorar bem mais).
Reconheço a importância e a qualidade, mas é uma obra que infelizmente passou longe de me marcar, e suponho que o problema é comigo. Sem dúvidas com o passar do tempo, se tiver oportunidade, irei assistir novamente, e até quem sabe com uma nova percepção, e talvez seja auxiliado com as expectativas não tão altas quanto nessa primeira oportunidade; Por fim, em minha defesa, terei que dizer que para detonar essa obra, mesmo que não tenha gostado, é necessário o uso de muita má vontade.

Responder
planocritico 6 de agosto de 2020 - 14:37

Obrigado, @disqus_i41fFc6AcW:disqus !

Olha, pode parecer óbvio o que vou falar, mas nem todo filme funciona da mesma forma para todo mundo. E isso vale para as artes como um todo. Mesmo que determinada obra seja considerada geralmente uma obra-prima, isso de forma alguma quer dizer que, se você não gostar, você não “entende”. E o contrário também é verdade, ou seja, gostar de obras que são geralmente consideradas ruins não necessariamente depõe contra a pessoa.

O que interessa MESMO é exatamente o que você expôs em seu comentário: maturidade e raciocínio para perceber o valor mesmo daquilo que não gosta. Você percebeu muito claramente o valor de Era Uma Vez no Oeste, mas o filme não funcionou para você por uma soma de fatores que às vezes é até difícil de detectar. Faz parte do jogo. Acontece com qualquer um!

Só de curiosidade, você já viu os filmes da Trilogia dos Dólares do Sergio Leone? Se sim, o que achou deles?

Abs,
Ritter.

Responder
Rickardo Oliveira 21 de abril de 2019 - 18:28

Sergio Leone merece ser aplaudido de pé. A Trilogia dos Dólares e Era uma vez no oeste são filmes INESQUECÍVEIS. Tenho que concordar com você. Em Era uma vez no oeste,Sergio Leone parece ter atingido seu ápice com o westerns, um filme MEMORÁVEL. Aquela batalha final entre o Harmônica e o Frank, quando tudo é revelado através daquele flashback, que Frank e seus homens mataram o irmão do Harmônica e o deixaram para morrer no deserto, é algo GENIAL. Personagens bem desenvolvidos, trilha sonora magnífica, diálogos memoráveis….. Que FILME!!!!

Responder
planocritico 28 de abril de 2019 - 02:16

Totalmente de acordo!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de maio de 2018 - 04:27

Concordo com você, @renanciprianodossantos:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
Renan Cipriano dos Santos 21 de maio de 2018 - 10:18

Assisti ontem, filmaço de ponta a ponta. Muito imersivo e extasiante, causa realmente uma sensação do tipo que tive quando assisti o Padrinho. Simplesmente não é possível desgrudar os olhos da tela e o tempo do filme (longo) passa desapercebido, tamanha a competência de Leone e os atores hipnotizarem os espectadores com essa película. Para mim, que considerava o Godfather como um filme de qualidade inalcançável, agora me deixou um ponto de dúvida… O filme é demais, é um barato, obra-prima para quem tem bom gosto. Quem não curtiu, tem que ficar assistindo vingadores até morrer – até gosto, mas são coisas muito distintas, e bota muito nisso…

Responder
Fórmula Finesse 20 de abril de 2018 - 17:58

Estou assistindo (bendita Netflix) concomitantemente com “Em Busca do Cálice Sagrado” (???????), que eu já conhecia. Não dá para assistir de uma vez, infelizmente, mas já percebi que é uma obra bem diferenciada. Produto do seu tempo, a gaita – cuja potência parece ter sido equalizada numa sala da Abbey Road – me deixou um tanto cético, mas relevei e entendi que ela é mais uma personagem grande no filme. Vamos adiante, o elenco é muito forte, Cláudia era um tremendo pedaço, e o Monumental Valley dispensa apresentações.
Mas não creio que eu vá gostar mais do que “Os Imperdoáveis”, outro monumento ao gênero.

Responder
planocritico 20 de abril de 2018 - 18:01

Como assim “assistindo concomitantemente” com outro filme (por melhor que seja) e, além disso, em pedaços? Para tudo agora!!! HAHAHAHHHAHAHAHAHA

Mas sério: senta aí, clica no play e só desgruda os olhos da tela quando o último acorde da gaita tocar!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 20 de abril de 2018 - 18:07

rsrsrsrs, seria o mais sensato, né? Hoje vou despachar a prole e terminar de assistir, seu eu começar a fazer com os filmes o que faço com os livros (dois na cabeceira), lascou…

Responder
planocritico 20 de abril de 2018 - 18:15

Não sei como você consegue com os livros. Minha cabeceira parece uma biblioteca, mas eu só consigo ler um de cada vez…

E filme, se eu cliquei “play” eu só paro de ver se eu tiver um ataque cardíaco durante a projeção… É regra lá em casa e as crianças sabem como é PERIGOSO passar na frente ou fazer barulho no Santuário Cinematográfico (mais conhecido como a sala…). 🙂

Abs,
Ritter.

Responder
Fórmula Finesse 20 de abril de 2018 - 18:20

Os livros precisam ser de temas bem diferentes (agora uma biografia convive com futurismo), para não atrapalhar a percepção da natureza peculiar de cada um.
Mas com filmes não dá para cometer tamanha heresia, vou tomar tento – rsrsrsr
Domesticou bem as crias, hein? 🙂
abs
FF

planocritico 20 de abril de 2018 - 18:27

Muita chicotada! HAHAHAAHHAHAHA

Abs,
Ritter.

Fórmula Finesse 23 de abril de 2018 - 08:52

rsrsrsrs, vou aplicar essa singela dica aqui na oca também. Vi o filme sábado de manhã de uma vez: de fato é um dos monumentos do gênero, muito, mas muito impressionante para quem gosta do tema e de cinema em geral.
Em seguida, já emendei “13 Assassinos” – os “cowboys japoneses” – e também achei bem interessante, já que sempre gostei de Itto Ogami e sua senda sanguinária.
Os dois períodos dos dois filmes separam-se por não mais do que uns trinta anos (1844 e 1874 por ali), e a gente percebe como o Japão medieval – mesmo que morrendo* – ainda estava todo ali, em contraste acentuado com as armas e com as máquinas à vapor da América. Dois filmes bem diferentes, dois estilos distintos, mas ambos culturalmente densos e bem fiéis aos períodos retratados.

*O Japão seria obrigado a se abrir ao comércio (e influências) ocidentais por força das canhoneiras americanas na baía de Tóquio em 1853.

planocritico 26 de abril de 2018 - 05:04

Fico feliz que tenha gostado do filme, @frmulafinesse:disqus !

Abs,
Ritter.

planocritico 26 de abril de 2018 - 05:04

Fico feliz que tenha gostado do filme, @frmulafinesse:disqus !

Abs,
Ritter.

Gabriel 27 de janeiro de 2018 - 01:13

Melhor filme de Western que o cinema já concedeu. Considero o 2* melhor filme que já vi na minha vida (Depois de O Poderoso Chefão). Sergio Leoni faz muita falta nos dias de hoje. Pena que morreu cedo.

Responder
Gabriel 27 de janeiro de 2018 - 01:13

Melhor filme de Western que o cinema já concedeu. Considero o 2* melhor filme que já vi na minha vida (Depois de O Poderoso Chefão). Sergio Leoni faz muita falta nos dias de hoje. Pena que morreu cedo.

Responder
planocritico 28 de janeiro de 2018 - 08:00

Concordo que é um dos melhores faroestes já feitos! Está lá no meu top 3 do gênero.

E sim, Leone deixou infelizmente uma filmografia curtíssima. Mas genial de toda forma!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de janeiro de 2018 - 08:00

Concordo que é um dos melhores faroestes já feitos! Está lá no meu top 3 do gênero.

E sim, Leone deixou infelizmente uma filmografia curtíssima. Mas genial de toda forma!

Abs,
Ritter.

Responder
Handerson Ornelas. 23 de março de 2017 - 20:05

Aquela sensação de que você vai ter que reformular seu top 5 filmes preferidos. Quantas chibatadas mereço por só assistir isso agora? Dá um desconto que estou com 23 hein

Espetacular. A última vez que me lembro de sentir assim foi quando assisti The Godfather. E olha, isso faz tempo…

Excelente crítica, Ritter.

Responder
planocritico 24 de março de 2017 - 12:53

Antes tarde do que nunca, @handersonornelas:disqus !

E é muito legal quando vemos um filme e descobrimos basicamente outro universo. Algo tão bom que vai automaticamente para a lista de melhores. Mas Era uma Vez no Oeste é bem assim mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Luis Cláudio 17 de março de 2017 - 08:04

Você não entende nada de cinema. Simples assim. P.S Eu respeito o seu desgosto!!

Responder
João Gilberto Regente Cunha 26 de fevereiro de 2017 - 02:30

Se alguém não gosta deste filme, é porque não gosta de faroeste, não consigo encontrar outra explicação razoável.

Responder
João Gilberto Regente Cunha 26 de fevereiro de 2017 - 02:30

Se alguém não gosta deste filme, é porque não gosta de faroeste, não consigo encontrar outra explicação razoável.

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2017 - 19:41

Seria a única explicação mesmo… Mas tem que odiar MUITO faroeste…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 28 de fevereiro de 2017 - 19:41

Seria a única explicação mesmo… Mas tem que odiar MUITO faroeste…

Abs,
Ritter.

Responder
João Gilberto Regente Cunha 1 de março de 2017 - 21:04

Pois é Ritter, tentei ser politicamente correto, mas na verdade acho que quem não gostou é porque não entendeu o filme. Eu assisti 4 vezes e devo assistir mais umas 4. O filme é uma obra de arte, e as obras de arte foram feitas para serem vistas várias vezes.

Abraços.
João.

Responder
planocritico 2 de março de 2017 - 13:27

Bem por aí mesmo, @joogilbertoregentecunha:disqus !

Abs,
Ritter.

Responder
jv bcb 15 de julho de 2016 - 02:26

melhor faroeste já feito, obra prima máxima do Leone

Responder
planocritico 15 de julho de 2016 - 12:35

Fico dividido entre este e The Good, the Bad and the Ugly…

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 15 de julho de 2016 - 12:35

Fico dividido entre este e The Good, the Bad and the Ugly…

Abs,
Ritter.

Responder
jv bcb 15 de julho de 2016 - 02:26

melhor faroeste já feito, obra prima máxima do Leone

Responder
renato Lima 28 de junho de 2016 - 16:03

Em 2:40 o filme não me tocou, assisti por indicação, e tinha uma expectativa alta pelo filme, mas a história em certas partes me pareceu confusa, com algumas partes desnecessárias para o andamento do enredo, claro que tentei tirar alguma coisa boa do filme, e como você disse a fotografia, a direção e o que achei de melhor no filme: a trilha sonora, foram muito boas.

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:58

@disqus_APa8bcif0u:disqus , nem todo filme considerado clássico funciona para todo mundo. Vai da pessoa e muito do momento em que se assiste também. Minha sincera sugestão – e é isso que faço com clássicos considerados imortais que não me descem pela garganta – é revisitá-lo dentro de algum tempo, algo como 1 ou 2 anos, para ver se sua percepção não muda. Isso costuma acontecer comigo em grande parte das vezes.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 2 de julho de 2016 - 14:58

@disqus_APa8bcif0u:disqus , nem todo filme considerado clássico funciona para todo mundo. Vai da pessoa e muito do momento em que se assiste também. Minha sincera sugestão – e é isso que faço com clássicos considerados imortais que não me descem pela garganta – é revisitá-lo dentro de algum tempo, algo como 1 ou 2 anos, para ver se sua percepção não muda. Isso costuma acontecer comigo em grande parte das vezes.

Abs,
Ritter.

Responder
renato Lima 28 de junho de 2016 - 16:03

Em 2:40 o filme não me tocou, assisti por indicação, e tinha uma expectativa alta pelo filme, mas a história em certas partes me pareceu confusa, com algumas partes desnecessárias para o andamento do enredo, claro que tentei tirar alguma coisa boa do filme, e como você disse a fotografia, a direção e o que achei de melhor no filme: a trilha sonora, foram muito boas.

Responder
Victor 23 de maio de 2016 - 04:45

Sinceramente achei o o filme horrível! Ele é muito demorado, o ator principal é muito ruim alem de o filme juntar os 3 do nada! Eles topa no rancho la e de la ja sai com plano feito, amizade fechada pro resto da vida! kkkk Assim não da, força demais o intelecto do espectador! Ainda tem a hora que o cara da Gaita rasga a blusa da mulher e vai la fora beber água, o filme quer q vc entenda q ele fez aquilo pra distrair os dois capangas do Frank, mas na verdade tem nada a ve, adianto porra nenhuma aquilo! Enfim, não entendo como esse filme esta cotado em vários sites como o melhor faroeste de todos os tempos, infelizmente não vou ter as 2H da minha vida de volta!

Responder
Victor 23 de maio de 2016 - 04:45

Sinceramente achei o o filme horrível! Ele é muito demorado, o ator principal é muito ruim alem de o filme juntar os 3 do nada! Eles topa no rancho la e de la ja sai com plano feito, amizade fechada pro resto da vida! kkkk Assim não da, força demais o intelecto do espectador! Ainda tem a hora que o cara da Gaita rasga a blusa da mulher e vai la fora beber água, o filme quer q vc entenda q ele fez aquilo pra distrair os dois capangas do Frank, mas na verdade tem nada a ve, adianto porra nenhuma aquilo! Enfim, não entendo como esse filme esta cotado em vários sites como o melhor faroeste de todos os tempos, infelizmente não vou ter as 2H da minha vida de volta!

Responder
planocritico 24 de maio de 2016 - 16:49

@disqus_b9y1ZkV2np:disqus, respeito todas as opiniões sobre filmes, mas confesso que nunca vi ninguém ser tão radicalmente negativo em relação a esse filme. Acho que ele provavelmente não cumpriu a tarefa de alcançar suas expectativas em relação a um faroeste ou o estilo simplesmente não o agradou, é difícil de saber. Mas, tecnicamente, mesmo abstraindo-se da história, o filme é irretocável. Uma fusão quase perfeita de fotografia, trilha sonora, montagem e direção como poucos por aí.

Você já viu Três Homens em Conflito? O que achou?

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 24 de maio de 2016 - 16:49

@disqus_b9y1ZkV2np:disqus, respeito todas as opiniões sobre filmes, mas confesso que nunca vi ninguém ser tão radicalmente negativo em relação a esse filme. Acho que ele provavelmente não cumpriu a tarefa de alcançar suas expectativas em relação a um faroeste ou o estilo simplesmente não o agradou, é difícil de saber. Mas, tecnicamente, mesmo abstraindo-se da história, o filme é irretocável. Uma fusão quase perfeita de fotografia, trilha sonora, montagem e direção como poucos por aí.

Você já viu Três Homens em Conflito? O que achou?

Abs,
Ritter.

Responder
jv bcb 15 de julho de 2016 - 02:30

não gostar de um clássico é mais que compreensivo, eu mesmo não gosto de vários, ma acho que tem que se ter mais respeito com um dos filmes mais importantes da história do cinema. Não precisava de tantos palavrões e insultos para com o filme.

Responder
jv bcb 15 de julho de 2016 - 02:30

não gostar de um clássico é mais que compreensivo, eu mesmo não gosto de vários, ma acho que tem que se ter mais respeito com um dos filmes mais importantes da história do cinema. Não precisava de tantos palavrões e insultos para com o filme.

Responder
Luiz Santiago 22 de julho de 2014 - 13:35

Tinha comentado com você por e-mail sobre essa crítica, mas tinha que deixar minha opinião registrada aqui.
Em primeiro lugar, seu fechamento da trilogia é perfeito, igual o do Leone. Parabéns!
Esse filme é daqueles que nos dão orgasmos cinéfilos já nos primeiros minutos. E o bom de tudo isso, é que o Leone vai usando de detalhes do gênero a favor dele, não como o clichê barato ou reciclado, mas realmente como algo de valor, como a antológica sequência de abertura. A gente fica esperando com ansiedade as coisas acontecerem e temos aqueles closes nos olhos, o uso do relógio como marcador do tempo (nosso coração vai na mesma leva), música pontualíssima do Morricone (ou silêncio) e… BANG! A cena se desenrola do melhor jeito possível.
Concordo plenamente que este é um dos melhores westerns da história do cinema, não apenas um excelente spaghetti.

Responder
planocritico 22 de julho de 2014 - 15:23

Um de meus filmes prediletos! E valeu pelos elogios. Aprendi bastante com seus Entenda Melhor e tentei incorporar os conhecimentos ao máximo aqui. Abs, Ritter.

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