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Crítica | Extinção (2018)

por Gabriel Carvalho
301 views (a partir de agosto de 2020)

“Você teve um pesadelo?”

  • Confira as nossas críticas sobre outros filmes originais da Netflix clicando aqui.

Enquanto os cadarços da Netflix parecem nunca estar amarrados, dando origem a mais tropeços e mais tropeços, Extinção, brevemente, parece ser aquele primo mais velho pedindo para a empresa levantar o pé e colocar no colo dele o sapato. “Deixa que eu te ajudo”, diz o primo, bastante entendido da arte de amarrar cadarços, vulgo o incrível mundo do audiovisual. A questão é que a Netflix nunca soube amarrar seus próprios cadarços. Às vezes ela consegue, depois de se enrolar muito. Saber amarrar cadarços é quando você mostra-se capaz de realizar a proeza de olhos fechados, não quando você soluciona o enigma do nó apenas depois de árduas tentativas. Esse acerto é na sorte. Ou, então, oriundo do surgimento de um segundo agente, a mãe ou pai, dando a mão para o filho e dizendo que tudo vai dar certo. “Eu sei fazer o nó”, eles dizem, mas a realidade é que a Netflix está envolta das pessoas mais imbecis do mundo, que acham que possuem a solução, mas não possuem. Os cadarços estão amarrados, prontos para que uma invasão alienígena de magnífica qualidade preencha nossos olhares por considerável tempo, contudo, basta o primeiro passo, ou a narração pseudointelectual feita por Michael Peña, o protagonista da obra, para o nó começar a afrouxar e mostrar que qualidade é mero luxo para raríssimas ocasiões.

Embora Extinção tenha se mostrado muito mais frustrante para mim, devido o surgimento de comentários relacionados a um aspecto presente na narrativa, o tropeço final é realmente grande em razão da já citada esperteza quase arrogante, tentando-se passar por uma ficção científica inteligente, que tece comentários importantíssimos sobre a raça humana. “De boas intenções o inferno está cheio”, deveria alguma tia dizer à Netflix. Por que como poderia dar errado um filme pós-apocalíptico protagonizado por Martin Freeman e uma criança? Além disso, peguem exemplos de obras que a Netflix lançou como suas em alguns lugares do mundo, como os péssimos O Círculo e Antes Que Eu Vá.  Pois bem, o que é possível ser dito sobre The Cloverfield Paradox? Todos esses longas-metragens citados são exemplares da “ótima intenção” presente em muitos dos produtos relacionados a essa empresa. Afinal, mais é melhor, não é menos? Envolta de Extinção não apenas temos essa vertente do discurso perigoso da Netflix, conformada mais com o fato do cadarço estar amarrado do que com o fato do cadarço estar bem amarrado, como temos uma desonestidade argumentativa tremenda, tentando seduzir o espectador ao apresentar características que o conjunto em si não possui, muito mais espertinho que malickiano.

Para exemplificar este aspecto, é essencial cruzarmos realidade com ficção, tentando decidir em definitivo até que ponto o primo da Netflix consegue fazer as orelhas de coelho. Ao passo que possui uma virada narrativa que arruma espaço para um escopo temático extremamente variado, o filme, roteirizado por três pessoas, em momento algum deixa de ser genérico, apesar de camuflar-se como genial ou diferente. Por exemplo, em determinado momento, após a invasão alienígena começar, Lizzy Caplan, interpretando a esposa do protagonista do filme, salva-o de um soldado inimigo de outro planeta. O diretor Ben Young faz questão de ressaltar esse momento, dando peso a essa falsa subversão de clichês. No final das contas, o filme segue a mesma batida de obras como Guerra dos Mundos: pai tentando salvar a família de uma ameaça extraterrestre. A comparação é injusta – Guerra dos Mundos é muito mais filme. Mas precisa lacrar quando você não está lacrando coisíssima nenhuma? O único ponto que poderia ser distinguido de outras ficções científicas com a mesma fórmula é em relação a nossa perspectiva enquanto espectador. Ao brincar com opostos pontos de vista, o cineasta encontra uma abertura que quer fazer o público repensar o seu papel como público não-passivo, torcendo para os heróis ou para os vilões.

Chegando ao último ponto anterior ao tropeço final, aquele que tanto esperávamos, alcançamos, enfim, a preguiça do longa-metragem em seu estado mais contemplativo. Dessa forma, enquanto tenta trazer alguma discussão relevante, o filme esquece da sua própria história, quase como uma fase de videogame que nunca desejaríamos repetir. Até mesmo essa troca de perspectiva, um ponto positivo, suga mais da obra, que perde o pouco de valor dramático que carregava, embora seja interessante ver Michael Peña liderando “ação” – se é que as cenas desse filme podem ser categorizadas desta maneira, dada a nulidade de inventividade. Além disso, por falar em invenção, a criatividade é uma problemática imensa de Extinção, com o visual dos alienígenas não sendo mais descartáveis apenas que a direção de arte, mais uma vez tentando esconder sua inaptidão com uma ou duas ambientações mais arrojadas. A computação gráfica, ao mesmo tempo, não colabora com nada, apenas piorando. O resultado é um filme sem carisma, sem relação com o espectador, quando justamente deveria nos fazer questionar essa relação de público com avatar cinematográfico, o protagonista de fato. A verdade é que esse primo sacana da Netflix não consegue nem passar da árvore, enfiando o cadarço por dentro do tênis e deixando assim mesmo.

Extinção (Extinction) – EUA, 2018
Direção: Ben Young
Roteiro: Spenser Cohen, Eric Heisserer, Brad Kane
Elenco: Lizzy Caplan, Michael Peña, Mike Colter, Lilly Aspell, Emma Booth, Israel Broussard, Emma Booth, Amelia Crouch, Erica Tremblay, Lex Shrapnel
Duração: 95 min.

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64 comentários

Brunno Hard 🎈 19 de fevereiro de 2019 - 03:12

“Daddy I am scared”

-“What’s going on”

-“Maybe I should go this way!”

(ranço)

Saudações, Plano Crítico e Gabriel Carvalho.

Parece que a Nextflix está apenas jogando tudo na parede para ver o que cola. O grande segredo está na metade do caminho. O problema é que eles apenas dão a explicação mais superficial de como esta contenda aconteceu. Esta seria uma ocasião em que um flashback prolongado o tornaria mais interessante.

O roteiro foi terrivelmente planejado. Os personagens constantemente fazem escolhas estúpidas do começo ao fim, isso realmente quebra a habilidade de se afeiçoar ao filme. Eu sinto que talvez a premissa pudesse ser algo que valesse a pena trabalhar, mas não da maneira como este filme lidou com isso. Eu compararia o filme inteiro à sua direção de arte sem graça, em grande parte inútil, e em grande parte sem sentido.

As crianças foram a pior parte do filme que ficavam gritando e chorando e faziam coisas idiotas como correr atrás do ursinho de pelúcia, embora isso certamente as matassem ou olhassem diretamente para o antagonista, para que pudessem ser vistas e mortas.

Fiquei surpreso por ter assistido ao filme todo. Michael Peña é um bom ator, mas seu personagem é tão horrível neste filme sem demonstrar nenhum tipo de emoção. Ah, mas simulacros não sentem emoções.. ZzZzZzZzZz

E as crianças continuaram chorando e chorando e gritando e choramingando e gritando e chorando e choramingando e choramingando e gritando e chorando e chorando e choramingando e gritando e chorando do começo ao fim. Depois de 2/3 do filme é finalmente revelado a ‘grande reviravolta’ e isso torna as coisas incrivelmente estranhas. Até então você provavelmente estará odiando tanto os personagens principais (principalmente as crianças, se você ainda não adivinhou) que você torcerá pelos ‘invasores’. Acho que assisti o filme até o final, na esperança dos ‘invasores’ matarem todas as crianças.

Enfim… nenhuma verdadeira qualidade redentora ou memorável em “Extinction”. E nem estou citando os efeitos visuais de qualidade C. D, na verdade.

“Extinction” é vazio – não há camadas, nenhuma estrutura transcendental metafórica, nem qualquer subestrutura subjacente.

Parabéns pela crítica, Gabriel. 👏🏻👏🏻
Abraço a todos,
Brunno Hard

Responder
Gabriel Carvalho 21 de fevereiro de 2019 - 20:06

Olá, meu caro. Desculpa a demora para responder. Muito obrigado pelo carinho.

Depois desse válido desabafo, queria saber uma coisa. É o filme que você menos gosta da Netflix?

E sobre as crianças, estou com você, também torci para que a raça do Michael Pena fosse exterminada.

Abraços e volte sempre!

Responder
Brunno Hard 🎈 23 de fevereiro de 2019 - 21:41

Extinction (2018) figura entre os oito terríveis filmes originais da Netflix na minha opinião. Mas “The Titan” (Netflix, 2018) merece o topo, pois é um verdadeiro pedaço de lixo. Não sei se você já assistiu.

Perdi 1 hora e 37 minutos da minha vida. Enquanto Sam Worthington geralmente é ótimo, ele fica muito aquém de sua habilidade devido a má direção, credibilidade e um roteiro terrível, para não mencionar a completa falta de química entre marido e esposa.

Os personagens são subdesenvolvidos e depois descartados como sapatos velhos. Eu poderia muito bem ter ficado sentado em um quarto escuro à prova de som por 97 minutos e teria saído muito satisfeito (possivelmente mais do que isso).

😀

Mais uma ficção científica da Netflix de quinta categoria. A premissa do filme se mostrou boa, tinha um potencial para uma boa história, mas a execução foi terrível.

Abraço Gabriel e obrigado pelo feedback. 😉
Brunno Hard

Responder
Victor 8 de agosto de 2018 - 17:49

eu só entrei para comentar que essa critica foi muito ruim! Eu não entendi se o filme é bom ou não, as atuações, o enredo. Foi só uma reclame muito grande do serviço que disponibilizou. A pergunta que fica é: quando as pessoas não gostam de um filme que elas viram no cinema, elas reclamam do Cinemar? Ou de alguma outra rede? Ou culpam as produtoras? E fazem boicote? A resposta é não.
Então se é para falar de filme como produto, vamos falar do filme. Porque o cadarço da Netflix com nós mal feitos é uma péssima forma de se falar sobre produções cinematográficas.
Só para constar, eu nunca comento em sites, mas eu realmente não consegui ficar quieto.

Responder
Alessandro Fagundes Lima 20 de janeiro de 2019 - 16:42

Nossa, é assim que rebate as criticas ao texto, com meme? Que coisa mais infantil! Vi várias boas criticas aqui nesse site, mas essa está bem preguiçosa! Mas pior que a crítica, essa reação do editor do site. Por que o filme é ruim? Porque o crítico falou que é. Também não gosto de comentar em sites, vi essa crítica antes de assistir ao filme, esperava um filme bem ruinzinho (mesmo com esses argumentos rasos apresentados) ,mas me surpreendi. O filme flerta com alguns clichês típicos do gênero sim, mas está longe de ser ruim. Não será um clássico, com certeza, mas uma boa história. Por favor, melhorem, abs.

Responder
Gabriel Carvalho 20 de janeiro de 2019 - 21:22

Para de se importar com filme da Netflix, pelo amor de Deus.

Responder
Alessandro Fagundes Lima 20 de janeiro de 2019 - 23:21

Gabriel, não me preocupo com o filme da Netflix ou mesmo qualquer outra distribuidora/ produtora. A origem do filme não me importa muito. Eu particularmente prefiro baixar filmes, mas, não vejo problemas em utilizar o serviço. Me preocupo em assistir boas histórias e ler boas críticas.

Mas acho que faltou interpretação de sua parte. Meu comentario foi mais a sua crítica ao filme e a resposta dada ao colega por um dos editores da página, não sobre um filme da Netflix em si.

ABS.

Luiz Santiago 20 de janeiro de 2019 - 23:37

Mais um que ficou bolado com meme. Até com direito à frase: “Nossa, é assim que rebate as criticas ao texto, com meme? Que coisa mais infantil!” Hehehehehehehehe. Sabe de nada, inocente…

Alessandro Fagundes Lima 20 de janeiro de 2019 - 23:47

Ah… Beleza Luiz, senta lá. Para você é melhor meme mesmo, porque quando tenta responder…

Luiz Santiago 21 de janeiro de 2019 - 00:01

Ah sim, com certeza, porque no seu poleiro de marfim, o @alessandrofagundeslima:disqus adora bancar o anti-meme e acha que as pessoas só falam com ele e com os outros com resposta direta, didática e protocolar para alguma coisa. Então lança-se como defensor dos que receberam memes e vem com “isso é infantil“, acreditando que tudo o que ele lê é um “rebate a algo“, não uma zuera. Daí, quando alguém dá a letra dos paranauês que estão acontecendo, ele já convida para sentar porque não gostou da resposta… Ora, vejam só, vejam só! Temos um robô batizado! Sabe de nada, inocente…

Alessandro Fagundes Lima 21 de janeiro de 2019 - 00:21

Calma Luiz, posta um monte de meme sim. Fica chatiadinho não. Até porque quando tenta ir além disso, não tem muito sucesso.
Nao me leve a mal não, pode encher tudo de meme.

Em relação em gostar da resposta ou não é meio relativo… Se a pessoa apenas utiliza essa via do meme pode ser um sinal de preguiça ou falta de argumentos.

Interesante é que eu passo por prepotente para você, quando crítico sua falta de argumentos; ao mesmo que ridícularizar os outros utizando memes, ainda passando por engraçadinho. O problema não é o meme em si. Estou te criticando em uma situação específica e vc ainda quer ter razão fazendo um espantalho de mim. Não seja sonso Luiz…

Posta mais meme aí Luiz! Juro por Odin que não crítico mais, se isso te faz sentir esperto, fico feliz.

Abs

Luiz Santiago 21 de janeiro de 2019 - 00:32

Nossa, agora que eu tenho a SUA AUTORIZAÇÃO CRÍTICA DE QUEM NÃO GOSTA DE GENTE SONSA eu me sinto maravilhosamente e divinalmente LIVRE para postar memes! Nossa! Que coisa mais maravilhosa é receber esse aval de alguém que acha que eu fiquei chateadinho. De alguém tão crítico que acha que eu não tenho argumento. De alguém tão superiormente defensor dos miticamente julgados “ridicularizados” com um meme de um cachorro (!!!). De alguém que não entende uma situação e faz o maior caso de defesa dos oprimidos começando com “mas isso é infantil” e terminando com “passando por engraçadinho”. De alguém tão iluminado e tão cheio de razão que me aconselha a não ser sonso e jura por Odin! De alguém tão gloriosamente superior nas artes de interpretar zueras e clamar a frase “Até porque quando tenta ir além disso, não tem muito sucesso.”. Minha vida nunca mais será a mesma. Depois de receber esse aval de alguém tão antenado, tão rico em entendimento dos paranauês, de alguém tão crítico, tão cheio de razão, tão Caçador de Argumentos Filosóficos, tão gloriosamente altivo em sua divinal e sacrossanta virtude de identificar a falta ou o excesso de argumentos em indivíduos memísticos. Ó, glorioso sabedor de todas as coisas. Ó, supremo crítico! Ó superior e intocável argumentista coberto de razão, curvo-me à vossa misericórdia por me dar a LIBERDADE para encher tudo de memes. Eu era um homem preso. Agora estou livre graças a ti! MUITO OBRIGADO!!! #oremos #sabedenadainocente

Alessandro Fagundes Lima 21 de janeiro de 2019 - 00:42

Kkkkkk Calma Luiz. Acho que. Tirei você do sério mesmo heim? Fica em paz menino. Com essa resposta prova que é infantil mesmo! Parece um criança mimada que não pode ser contrariado. Calma Luiz relaxe… Compartilha um meme aí para a gente dar risada.

Luiz Santiago 21 de janeiro de 2019 - 00:47

Eu estou calmo, Glorioso Ser! Juro pela minha alma manchada! Peço perdão por dar a impressão a Vossa Grandiosidade de que me tirou do sério. Vou virar duas garrafinhas de Duelo para me redimir, prometo. E também peço perdão, Meu Superior, porque sou mesmo uma criança mimada e por não gostar de ser contrariado. Sou vil e pecador. Virarei três garrafinhas de Duelo e comerei uma porção de camarão frito para me redimir.

Me sinto mais relaxado e mais calmo agora. E mais uma vez, peço perdão pelos meus horríveis pecados, ó Altivo Homem! Obrigado por me guiar para o caminho da luz.

Beijos de luz!

Alessandro Fagundes Lima 21 de janeiro de 2019 - 00:53

Kkkkkk está perdoado meninão!! kkkk

Luiz, ironias a parte, camarão frito é uma delícia! Principalmente com rodela de cebola! É bom demais.

Beijos de luz tbm rapaz.

Luiz Santiago 21 de janeiro de 2019 - 01:12

Camarão frito é delicioso! E obrigado pelo perdão! 😀

Mas vem cá, deixa eu te dizer uma coisa, agora falando sério, serião: o meme para o moço que detonou o Gabriel foi uma brincadeira. Eu não sei se você leu o comentário dele, mas parece uma bronca de mãe ao texto do Gabriel e o meme da mãe olhando brava para o filho era a coisa certa pra postar na hora. Eu sou adepto de ver o circo pegar fogo, então, dependendo do comentário, esse é o caminho que eu começo. Eu adoro ser babaca, cínico ou irônico em casos que não abrem muito para uma conversa pacífica inicial e já chegam chutando o balde e quebrando as portas. Nesse caso, porém, foi mais uma zuera com o próprio Gabriel do que com o comentário do menino. Pode parecer estranho e a gente pode passar uma via crucis longa, mas essa é a explicação.

É nóis!
Abs

Alessandro Fagundes Lima 21 de janeiro de 2019 - 01:31

Sem problemas Luiz. O comentário foi mais crítica ao texto, embora tenha ficado incomodado com o meme também. Perceba que o próprio autor do post poderia ter interpretado de outra maneira… Ainda mais que li diversas criticas do site, e acompanho o bom trabalho de vcs.

Desculpe por “tomar as dores” , embora não ache necessariamente ruim termos empatia para o que ocorre com o próximo…

Continuem com o bom trampo

ABS.

Luiz Santiago 21 de janeiro de 2019 - 02:13

Abraço!

Fórmula Finesse 8 de agosto de 2018 - 10:09

A Netflix está criando uma grife…rsrsrsrs

Responder
Lucas Cardozo 5 de agosto de 2018 - 20:39

Mesmo lendo a crítica não deu pra entender a nota tão baixa. Parece uma crítica a Netflix, não ao filme. Critica clichê como se fosse algo ruim e que estraga toda uma obra.

Responder
Marcus Valerio XR 5 de agosto de 2018 - 10:51

O filme é ótimo! Um argumento incrivelmente original que, se realmente parece imitar produções como o também ótimo Skyline no começo, embora as visões do protagonista já dêem um tom diferente, depois, a fabulosa reviravolta apresenta algo jamais visto, sequer imaginado, em qualquer produção minimamente notável.

O chato é que não dá pra falar muita coisa sem dar spoiler, e a surpresa e originalidade é grande diferencial do filme. Infelizmente críticas péssimas como esta fazem o desfavor de levar incautos a se abster de experimentar, ou pior, a se deixarem enviesar pelas detestáveis opiniões dos críticos.

A produção de fato deixa a desejar, com efeitos especiais de baixo orçamento mas em momento algum toscos. Mas o resultado final chega a ser primoroso. A absoluta antítese de horrendo Cloverfield Paradox.

Responder
AleCassia Aguiar 13 de agosto de 2018 - 10:40

trocaria “filme ótimo” por “premissa ótima”.

O filme seria ótimo se fosse bem contado, e melhor produzido,e mais a troca de 90% do elenco.

Perderam uma ótima oportunidade de fazer um grande filme.

Responder
planocritico 2 de agosto de 2018 - 19:10

Não sei se a comparação procede. A Cannon produzia filmes. Em regra, a Netflix distribui filmes, raramente produzindo-os também. Há uma diferença grande.

Além disso, com a Netflix, filmes que antes jamais chegariam ao consumidor (por vias legais, lógico), agora têm uma vitrine. Mais escolhas sempre é melhor que menos escolhas. De fato, há um MONTE de porcarias entre o que a Netflix compra para distribuir, mas a Netflix precisa de volume e volume você só encontra ao vender “a média” e é isso que ela procura fazer. No entanto, volta e meia, no meio da tal “média”, vem um filme fora da curva. E, aqui, é importante considerar que falo de filmes de ficção, mas também documentários, uma categoria pouco falada, mas que conta com diversos exemplares de muita qualidade.

E nem preciso mencionar as séries que o canal produz e/ou distribui, não é?

E tudo isso pelo preço mensal de UM ingresso de cinema que você pagaria para ver um filme da Cannon se a produtora ainda existisse. Não consigo nem de longe ver qualquer traço de picaretagem.

Abs,
Ritter.

Responder
Alexandre Soma 2 de agosto de 2018 - 18:56

Conseguiram aniquilar o livro “Aniquilação”. Não tenho mais esperança…

Responder
pabloREM 2 de agosto de 2018 - 12:54

Eu já fiz esse comentário antes e repito: a Netflix é a Cannon do século 21, pura picaretagem. Só que enquanto a Cannon parecia se divertir e divertia com aquilo, a Netflix age como se tivesse uma grife a defender e se leva a sério demais.

Responder
William O. Costa 31 de julho de 2018 - 14:36

É até irritante. Em vez de pegarem essa ideia muito interessante do plot twist e terem feito um filme de verdade com ela, desperdiçam desse jeito. Muito chato isso.
Ótima crítica. Boa essa metáfora do cadarço. A Netflix realmente está assim quanto aos seus filmes originais, só espero que se toquem e parem com isso logo.

Responder
Rene Had 31 de julho de 2018 - 13:54

Eu adoro a netflix, tem séries sensacionais e filmes do catalogo tb. Agora com relaçao aos filmes produzido pela mesma a maioria sao ruins , mas nao podemos deixar de elogiar Aniquilaçao, 1922 e Jogo Perigoso que sao bons filmes

Responder
santos 1 de agosto de 2018 - 17:09

Aniquilação deu sono, os outros dois tudo já estava escrito por King.

Responder
santos 30 de julho de 2018 - 19:58

não entendi nada do que tentou escrever

Responder
Alberto Carvalho 31 de julho de 2018 - 13:30

Coloquei no Google Translator e o mesmo não identificou o idioma.

Responder
Peter 30 de julho de 2018 - 19:33

HAHAHAHAH eu lembro que comentei isso em outro site: ”Xiii, filme que seria lançado no cinema, desistem e mandam pra netflix. Cloverfield paradox, é você?”

Ah, Netflix…….

Responder
Wladmir Lobo 30 de julho de 2018 - 18:38

Mas quem compra e distribui é a Netflix… Que escolha melhor então…

Responder
Leonardo Lima 30 de julho de 2018 - 16:42

Posso estar enganado, mas acho que a Netflix, como estúdio/produtora, tem sim uma parcela de culpa. Ou vc acredita que eles liberam a grana pro diretor filmar, o diretor entrega a fita pronta pra eles e eles lançam direto??

Responder
santos 30 de julho de 2018 - 19:55

Netflix quer encher o catálogo, imagina se vão ficar analisando conteúdo…

Responder
santos 30 de julho de 2018 - 16:32

Coisas da Netflix:

1. lança a continuação de Twin Peaks sem disponibilizar as temporadas anteriores. Vejam bem, não se trata de uma série composta de temporadas fechadas, e mesmo quem já tinha assistido antes precisava de uma atualização, já que houve um intervalo muito grande entre as temporadas antigas e a nova;

2. Para tentar se provar como plataforma que alavanca qualquer coisa, contratou nada menos que Adam Sandler para fazer uma dúzia de filmes para a plataforma. Nada contra o ator, até gosto dele, mas que tiro, digo, que contrato foi este?!

3. Diminuiu sensivelmente o catálogo de produções antigas; analisando o acervo, até o da Prime tem proporcionalmente mais material antigo do que a Netflix (quem olha o catálogo da Netflix pode ter a impressão que só existiu filme e série a partir do ano 2000).

Responder
Lucas Caetano 30 de julho de 2018 - 20:30

Não sei se é um erro os filmes do Adam Sandler, eles podem até ser ruins mas a popularidade deles é inegável, lembro de ter visto uma noticia que falava que The ridiculous six e Gente Grande eram os filmes mais assistidos da netflix

Responder
Wagner Moreira 30 de julho de 2018 - 13:49

Netflix devia desistir dos filmes, tá feio

Responder
Gabriel Henrique Teixeira 30 de julho de 2018 - 14:49

Kra….sci fi hj ta sendo esquecido e poucos se sobressaem enquanto d blockbuster ta cheio,eu gosto d blockbuster mas sqo com esses erros q vc ve q as pessoas ainda estão correndo atras d suas proprias coisas,por mais q nem todos sejam bons isso passa o legado do genero

Responder
Gabriel Henrique Teixeira 13 de agosto de 2018 - 14:55

Ta tranquilo entao

Responder
Anônimo 31 de julho de 2018 - 08:41
Responder
planocritico 31 de julho de 2018 - 09:07

Claro que é sua opinião, mas o resultado nas séries é só “um pouco melhor”?

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 31 de julho de 2018 - 09:42
Responder
planocritico 31 de julho de 2018 - 12:04

Temos opiniões bem diversas nesse ponto. Acho as séries originais do Netflix normalmente boas, com várias espetaculares. The Killing (que só é mesmo da Netflix na última temporada) eu considero um exemplar de série policial, muito, mas muito longe de genérica. E, para mim, OITNB e HoC continuam muito boas. Além disso, tem The Crown, Narcos, Sense8, Seven Seconds, The OA, Grace and Frankie, Love, Santa Clarita Diet, GLOW, F is for Family…

E, se levarmos em conta o catálogo de filmes e séries não originais, ou seja, de terceiros, a quantidade, qualidade e variedade é impressionante, com vários entrando e saindo semanalmente, com uma boa taxa de renovação. Pelo preço, diria que o serviço oferecido é absolutamente imbatível. Claro, sem comparar com downloads piratas, mas isso eu nem levo em consideração.

Abs,
Ritter.

márcio xavier 31 de julho de 2018 - 12:18

tem Billions também. Essa sim, um pouco genérica, mas com atuações e roteiro maravilhosos.

planocritico 1 de agosto de 2018 - 11:26

Sim, mas Billions é de terceiros, não da Netflix exatamente.

Abs,
Ritter.

márcio xavier 31 de julho de 2018 - 12:17

the killing, genérica? vim só pra discordar fortemente disso. Pode até achar que ela é ruim, gosto é gosto, mas ela foge totalmente do comum entre séries do tipo. Ozark também passa longe de genérica.

Anônimo 1 de agosto de 2018 - 06:52
FabioRT 1 de agosto de 2018 - 11:20

Não acho que Mindhunter seja genérica…é uma boa série…bem dirigida e focada no desenvolvimento dos personagens…pode não ser a última bolacha do pacote…mas a acho interessante.

planocritico 1 de agosto de 2018 - 11:25

Estava indo muito bem até falar em “bolacha”… Tsc, tsc, tsc…

HAHAHAHAHHAHAHAAH

Abs,
Ritter.

FabioRT 1 de agosto de 2018 - 11:50

denota a idade avançada

ABC 1 de agosto de 2018 - 19:56

Acho que ele nao se referiu exatamente à idade. É que no RJ se fala biscoito (que por sinal é a forma correta)…

Saudações.

planocritico 1 de agosto de 2018 - 21:33

Exatamente, @disqus_aWsfwKiIOp:disqus . A ÚNICA forma correta! HAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

Armando Ribeiro 13 de agosto de 2018 - 00:30

The Killing generica!!!!!!!! Puxa gosto e gosto vou respeitar…

Anônimo 13 de agosto de 2018 - 10:23
Linti Faiad 30 de julho de 2018 - 13:14

Cara, a nota 1 foi por birra com a Netflix.
O argumento do filme é mt bom. Algumas cenas de fato geram surpresa (pelo menos para mim).
Como vc bem disse, de “boas intenções o inferno ta cheio”.
A execução foi bem média. A atuação do protagonista tb. Da esposa dele, achei boa.
Daria 3 com tranquilidade hahaha
Abs e continuem o trabalho incrível que vcs fazem!

Responder
Rômulo Fernandez 30 de julho de 2018 - 14:39

Apesar da critica bem escrita,parece que eu estava lendo algo de um hate da Netflix,o filme não é tão ruim como apontam.

Responder
El Imparcial ~ Jaktal 30 de julho de 2018 - 12:44

Gostei no modo com que manteve o texto sem entregar o roteiro! hahaha

O filme não é de todo ruim, mas eu achei o roteiro bem forçado e não me agradou. O principal motivo foi que forçaram demais para acentuar a reviravolta que acontece. Talvez, pra quem não pensar depois no que aconteceu no início do filme (e até no final, pq teve uma coisa que eu não aceitei e nada me convence de que faz sentido), possa até gostar.

Ademais, gostei da crítica social existente nas entrelinhas do filme. Também não me desagradou a parte de efeitos especiais, quando precisou não me lembro de ter visto uma cena que me desagradou. Além disso, as atuações achei até boas, não são nada incríveis, mas atendem.

No geral, pra mim, foi um filme mediano para ruim.

Responder
André Prado 30 de julho de 2018 - 11:52

A pergunta é: existe algum filme da Netflix que você me recomendaria? Tarefa difícil essa né?

Bom, a Netflix é a grande Home Video do século XXI, vulgo, “o vídeo-cassete digital”. É uma escolha dela, fazer o que… É a “lei de mercado”. Agora é deixar a concorrência correr atrás. Torço sinceramente para que a HBO e a Disney consigam implementar um conceito mais “premium” ao streaming – mesmo que nessa fatia a compreensão de quantidade sobre qualidade esteja intrínseca… Em relação a Amazon perdi as esperanças.

Responder
Wladmir Lobo 30 de julho de 2018 - 06:32

É impressão minha ou a Netflix ainda não pegou o jeito de fazer filmes ainda?
Caramba, eu lembro de no máximo uns 2 ou 3 filmes que foram bons..
Parece que a Netflix só que encher o catalogo e não se preocupa com qualidade.

Responder
Gabriel Henrique Teixeira 30 de julho de 2018 - 14:52

Para d culpar netflix por tudo,puta imaturidade…quem faz o filme é o diretor ,netflix n dirige nem atua e escreve o roteiro dos filmes q distribui….o diretor ,atores e escritores q fazem.

Responder
Victor Oliveira 30 de julho de 2018 - 05:31

Tá cada vez pior… E, como eu já disse aqui, repito: tá na hora da Netflix ver que qualidade não é quantidade nem diversidade ou variedades (embora esses dois últimos talvez sejam a mesma coisa). Mas vai tentar dizer isso pra eles, nem que seja da maneira mais construtiva possível.

Responder

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