Home TVEpisódio Crítica | Falcão e o Soldado Invernal – 1X04: The Whole World Is Watching

Crítica | Falcão e o Soldado Invernal – 1X04: The Whole World Is Watching

por Ritter Fan
4239 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios.

Mesmo não tendo começado de maneira empolgante e mesmo sendo uma série curta, Falcão e o Soldado Invernal vem gradativamente caminhando para um clímax potencialmente muito interessante e abrangente dentro do Universo Cinematográfico Marvel, cumprindo a promessa que o que estamos vendo semanalmente é um filme alongado cortado em pedaços. The Whole World Is Watching é um pedaço particularmente importante e apetitoso que serve de ponto de virada para a série em seu aspecto mais importante, ou seja, o legado do Capitão América.

Claro que há um preço a ser pago. O maior deles é que a “origem” de John Walker como um Capitão América do mal é apressada, sem espaço para ser desenvolvida a contento. Afinal, pouco aprendemos sobre o personagem que já nos é apresentado como o escolhido, mostra-se realmente interessado em honrar o escudo, com boas intenções e, quase que do nada, revela-se como um garoto mimado que apanha da Dora Milaje, fica tristinho e parte para injetar-se o soro do supersoldado, matando um dos Apátridas em um acesso de fúria. O salto narrativo é grande demais e um pouco forçado dado o pouco desenvolvimento do personagem que, até este episódio, teve pouquíssima participação na série, certamente nada que o levasse a esse extremo tão rapidamente.

No entanto, se descontarmos o problema da velocidade, que poderia ter sido evitado com menos enrolação no começo e mais foco em Walker, tudo o que ocorreu faz perfeito sentido lógico dentro da proposta da série que é justamente estudar quem faria jus ao escudo, quem poderia ser um símbolo do bem incorruptível como o próprio Barão Zemo reconhece que Steve Rogers sempre foi, sem jamais desviar-se desse caminho, mesmo tendo o soro do supersoldado correndo em suas veias, ou seja, um homem que escolheu ter poder, mas nunca sucumbiu a ele. A queda de John Walker, catalisada pelo assassinato de seu parceiro (mas que aconteceria mais cedo ou mais tarde mesmo sem isso, temos que concordar) que, no processo, literalmente mancha de sangue o símbolo maior do que é ser o Capitão América, foi muito bem trabalhado pela direção de Kari Skogland, com uma atuação bem convincente de Wyatt Russell como um homem descontrolado, mas que parece entender a gravidade do que fez mesmo aplicando uma moralidade que relativizará seus atos.

Fazendo uma breve digressão, é por isso que a discussão sobre se um super-herói pode/deve matar é tão acirrada e tão relevante nos diversos filmes do gênero. Esqueçam que fulaninho já matou nos quadrinhos e que, portanto, está legitimado a matar no cinema e na televisão. No audiovisual, mesmo considerando que o que vemos é ficção, é inevitável a aproximação com a vida real, algo que exige um salto maior se comparamos com as HQs e, por isso, a questão torna-se quente, já que um super-herói, querendo ou não, é um símbolo, alguém que os humanos normais olham com admiração, mas que muito facilmente podem olhar com horror. Portanto, retornando ao episódio, é por isso que o roteiro de Derek Kolstad faz um bom esforço para contrastar a admiração que todos sentem pelo novo Capitão América com a sequência do autógrafo na galeria e o medo, a surpresa e o silêncio depois que ele quase decapita um homem com o escudo. Pouco importa se a vítima é um vilão, pois havia alternativas e Walker escolheu entregar-se ao olho por olho o que, a História mostra, só tem uma única função: escalar conflitos.

A mera conexão entre querer e ter poder com supremacistas/radicais que Zemo faz no melhor diálogo do episódio é tudo o que precisamos saber sobre a questão. Poder corrompe e a mera procura pelo poder é sinal de que há algo errado, com o próprio suposto vilão sokoviano fazendo tudo para destruir tanto os super-soldados quanto o soro, o que revela que, mesmo que ele tenha um plano, ele não parece envolver a criação de um exército poderoso para ele mesmo tentar dominar o mundo como acontece tanto nos quadrinhos. Há uma sutileza maior no personagem que, inegavelmente, desde que apareceu na série, passou a comandá-la completamente, transformando Sam e Bucky quase que coadjuvantes, mérito do roteiro e, lógico, de Daniel Brühl.

No entanto, o “quase” aqui é importante. Se em Power Broker esse escanteamento da dupla de heróis foi mais saliente e preocupante, aqui em The Whole World is Watching há um equilíbrio maior e bem mais interessante, seja pelo envolvimento da Dora Milaje, que cria uma conexão forte com o passado de Bucky em Wakanda, com direito até mesmo a um prelúdio para seis anos antes e uma ótima sequência de ação no simpático apartamento de Zemo, seja pela forma como Sam Wilson insistentemente decide lidar com o conflito. É justamente a abordagem pacifista e compreensiva de Sam que estabelece o abismo que existe entre a diplomacia e a pancadaria, diferenciando-o não só de Walker e de Ayo (Florence Kasumba retornando a seu papel), como também do próprio Soldado Invernal e, claro, Zemo. Fica muito evidente quem realmente merece o escudo, e que, lógico, Rogers estava mais do que certo ao final de Ultimato.

Como disse ao final da crítica anterior, já não tenho mais dúvidas de que a minissérie conseguirá amarrar suas pontas, propositalmente deixando outras várias abertas, o que fica mais evidente ainda pela aceleração artificial de determinadas tramas que precisaremos arquivar na prateleira mental do “faz parte”. O que realmente importa é a convergência de caminhos e a discussão fértil sobre símbolos, poder, ambição e, claro, legado. Parece-me que Falcão e o Soldado Invernal decididamente encontrou seu norte e, agora, com apenas dois episódios para o fim – ou um começo se o fim significar Sam finalmente assumindo o manto de Capitão América – há poucas chances de a criação de Malcolm Spellman se perder.

Falcão e o Soldado Invernal – 1X04: The Whole World Is Watching (The Falcon and the Winter Soldier – EUA, 09 de abril de 2021)
Criação e showrunner: Malcolm Spellman
Direção: Kari Skogland
Roteiro: Derek Kolstad
Elenco: Sebastian Stan, Anthony Mackie, Wyatt Russell, Clé Bennett, Danny Ramirez, Carl Lumbly, Erin Kellyman, Desmond Chiam, Dani Deetté, Amy Aquino, Daniel Brühl, Emily VanCamp, Florence Kasumba
Duração: 54 min.

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114 comentários

Ana Carolina Esteves 15 de abril de 2021 - 05:56

As Dora Milaje serviram demais. Eu assistiria uma série inteira só delas batendo nos outros. kkkkkkkkkk

Responder
planocritico 15 de abril de 2021 - 16:14

Também!

Abs,
Ritter.

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Matheus Oliveira 14 de abril de 2021 - 21:02

Ótimo episódio e concordo com você, a trama do John Walker foi EXTREMAMENTE apressada. O cara foi do mano que queria honrar o escudo e ser um bom Capitão pra maníaco psicopata em 2 episódios. Num primeiro momento eu nem dei muita bola, talvez pq eu conheça a história de John nos quadrinhos e já tinha uma boa noção do que iria acontecer na série, mas enfim “tinha que acontecer”. A cena dele matando o Apátrida é muito pesada e não precisou de sangue ou gore para isso. A cena em si já tem um peso muito grande, principalmente quando nos lembramos de duas coisas: 1 – o rapaz diz que era fã do Capitão América na infância e no final acabou sendo morto por ele. 2 – Dá para traçar um paralelo com a vida real e nos lembrar dos vários casos de violência policial que ocorrem pelo mundo, principalmente nos EUA. Quantas vezes não vimos policias matando ou ferindo pessoas inocentes sem um motivo justificável? Sabendo que existia outra solução para a resolução daquele cenário.

A cada semana que passa, Sam mostra-se digno de receber o manto de Capitão; é muito bom ver que a Marvel resolveu explorar mais de personagem. Anthony Mackie está se destacando demais, ele e Daniel Brühl.

Ps: Só não gostei das cenas de ação do episódio, achei a coreografia estranha e sem ritmo. Muitos cortes, me incomodou.

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planocritico 15 de abril de 2021 - 04:31

Esse é o mal de uma série muito curta que tem muito o que falar. Walker acabou corrido, um verdadeiro Runner (eu sei, piada infame!!!).

Sobre quem deveria ficar com o escudo, eu daria para o Zemo. O cara é demais!!! HAHAAHHHHHAHAH

Abs,
Ritter.

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Matheus Oliveira 15 de abril de 2021 - 21:08

Eu demorei uns 15 segundos para entender a piada 🤡. E o Barão da pisadinha conquistou todo mundo mesmo, o cara é carismático demais. Apesar de que eu tenho 100% de certeza de que ele vai trair todo mundo e acabar como vilão na série.

Responder
planocritico 15 de abril de 2021 - 21:47

Ah, sim. Ele de toda forma é o vilão da série. Ou um dos vilões. Mas adoro torcer para vilão!

Abs,
Ritter.

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Giovani 14 de abril de 2021 - 15:03

Bem significativo o Walker matar logo o cara que era o grande admirador do Capitão! As Dora Milaje fazem tudo certo! Além de descer o cacete em todo mundo ainda tem plano de contingência para deixar o braço do Bucky fora de ação! Bruce Wayne ia aprovar…

Responder
planocritico 14 de abril de 2021 - 19:12

Eu não achei nada demais isso de ele matar o cara que admirava o Capitão. Seria tão chocante quanto ele matar um cara que tivesse dito que odiava o Capitão América… O negócio foi o ato em si. O cara dizer que amava o Capitão foi basicamente um aviso de que ele seria morto…

Mas o lance do braço do Bucky significa basicamente que elas não confiam em nada na recuperação do Bucky. Não as culpo, mas é sacanagem com o sujeito…

Abs,
Ritter.

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Jose Claudio Gomes de Souza 12 de abril de 2021 - 09:47

Acho muito bom a série tocar em problemas mais reais, pé no chão, ao contrário de WandaVision. A conversa entre Sam e Karli, onde ele até concorda com ela mas discordando dos métodos, demonstra bem isso. O fato de um herói negro sentir na pele o preconceito, as desconfianças, falta de crédito, tudo isso é muito bem colocado. Assim como a indecisão de Sam assumir o manto de Capitão, por achar que ninguém irá substituir o original, também convence. Por fim, o trio Sam, Bucky e Zemo demonstrou uma química perfeita, com louvor pela atuação do Daniel Brühl. E o escudo manchado de sangue vai se tornar uma imagem clássica. Abraços.

Responder
planocritico 12 de abril de 2021 - 14:38

WandaVision também abordava problemas reais, só que psicológicos. E, apesar de eu gostar dos problemas reais de Falcão e o Soldado Invernal, eles são mais genéricos, diria, com uma abordagem mais rasa e óbvia, sem que a série realmente mergulhe na sutileza deles.

Abs,
Ritter.

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Carlo Von Sechsron 11 de abril de 2021 - 21:54

Não me pegou. Achei uma zona narrativa. Um ricochete de textos e personagens cada hora numa direção e com pouca construção, principalmente o Walker, que se mostrou muito bom em gerar antipatia do público. Pontos positivos, Zemo(de novo) e Walker(nesse episódio). Falcão tá ali sempre querendo engrenar, mas o texto dele não ajuda. Tá raso, merecia mais já que o personagem é bem interessante. Bucky ainda não é sombra do Invernal em força e presença de tela. Bom núcleo de Wakanda também, tomara que sigam na série. Noutro lado, desisti dos adolescentes rebeldes, tá caricato demais e me causa até constrangimento. Não sei se de repente é essa a ideia. Por último, a cena final é impactante, gostei bastante. Vou seguir no automático porque sou fã. Normalmente já teria desistido da série. A conferir os próximos.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 22:07

Em essência, concordo com tudo o que você coloca, mas talvez com menos intensidade. Acho a série boa ainda, começando a caminhar talvez para o “bom+”.

Abs,
Ritter.

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Alex Fonseca 11 de abril de 2021 - 17:23

O Zemo rouba a cena sempre que aparece. Pqp. Quem seria o mercador que eles mencionam?

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 17:26

Ainda não se sabe a identidade do Mercador do Poder, mas, se não inventarem alguém tirado da cartola, ou é o Zemo ou é a Sharon, diria.

Abs,
Ritter.

Responder
Alex Fonseca 11 de abril de 2021 - 18:57

Acredito que seja a Sharon, mesmo!

Responder
Lú Lopes Lima 11 de abril de 2021 - 15:01

Mas estou gostando, afinal de contas. Mas vamos em frente. Samuel, meu filho: vai lá, pega o escudo, vira logo o Capitão-Falcão. Faça como a Lú Bê: se joga. Chama umas Dora Milage p dar umas palmadas no John Walker. Leva ele p Wakanda, p ficar de boa lá, que nem o Bucky. Morar numa agro-vila. Fazer compostagem. Virar o Ornitorrinco Azul, coisa assim. James, passa o telefone da tua analista para a menina ruiva. E para os apátridas tb. Eles precisam de uma terapia coletiva, pq andam mt confusos. Tem que ter paciência com os mileniuns… Ficam lendo sobre revolução na wikipédia, daí viram super-soldados e já inventam seita para acabar com as fronteiras. Na minha época, na idade deles, a gente sonhava em ter um Atari =)))

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 16:06

“Ficam lendo sobre revolução na wikipédia”

AHAHAHAHAHAHAHAHAAHA

Bem isso mesmo! Perfeito!

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 11 de abril de 2021 - 17:06

Melhor comentário do universo

Responder
Lú Lopes Lima 13 de abril de 2021 - 07:10

<3!

Responder
Kartman Conka 11 de abril de 2021 - 14:19

O Walker deveria ter tido mais espaço mesmo, ele um dos melhores personagens da série, e apesar da velocidade de desenvolvimento nesse episódio é uma ameaça bem melhor que os Apáticos.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 16:05

Pois é. Ele deveria ter sido parte do foco desde o primeiro episódio.

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas 11 de abril de 2021 - 10:50

Uma coisa que eu acho muito engraçada (?) É que quando o bem e o mal não estão tão definidos o pessoal fica maluco? Vi gente xingando a Karli, vi gente xingando o Walker, gente dizendo “Como você defende ela se ela matou as pessoas” “Tudo bem o Walker matar o cara pq ele é terrorista” e aí que começa a parte maluca. Vi gente falando que ninguém reclamou quando o Thor matou o Thanos, ou que se o Steve matou vários soldados da Hidra tudo bem o Walker matar tbm e o que mais me espantou: alguém falando “Você ficaria com dó do Osama Bin Laden?” Kkkk é engraçado ver as discussões que surgem da série mas os argumentos ficam tão loucos que eu me sinto como o Zemo vendo a bagunça de longe e rindo

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 12:06

Fico que nem você. Na verdade, eu faço de tudo para nem sequer ler essas barbaridades em redes sociais…

Abs,
Ritter.

Responder
Amanda Schmidt 11 de abril de 2021 - 07:55

Fora que a surra que o JW leva das Dora é a minha nova religião, melhor momento da série inteira kkkkkkk “E elas nem eram super soldados.”

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 12:07

Humilhação total! Fora que uma delas ainda pega o escudo que nem o Capitão América só para tirar onda!

Abs
Ritter.

Responder
Amanda Schmidt 11 de abril de 2021 - 07:54

Tava achando bem ok a série até aqui, mas esse episódio foi espetacular, aquela cena do John Walker com o escudo do Capitão América manchado de sangue enquanto todo mundo filma foi impactante demais, fora que o episódio inteiro é muito bom.

Teoria: Mephisto é o mercador do Poder kkkkkk

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 12:08

Sim, a série estava só ok. Mas esse episódio escancarou as portas!

E sim, sua teoria é certeira! HAHAHAHAHAHHAHAHAA

Abs,
Ritter.

Responder
Deus Ex Machina 11 de abril de 2021 - 07:20

Zemo é o nome do show… Ele é um Chess International GrandMaster jogando com crianças da primeira infância. Impossível não querer ver mais dele e os Thunderbolts definitivamente entraram na pintura.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 12:08

Exatamente! Zemo for the win!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Cabral 11 de abril de 2021 - 03:39

Se a série não fosse PG13, aquela última cena seria bombástica hein. Pena que não é.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 12:09

Eu já acho diferente. Não mostrar é mais impactante do que mostrar e a cena foi muito bem executada, nos limites do que poderia ser feito.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Cabral 11 de abril de 2021 - 12:54

Não achei a cena ruim, longe disso. Não sei se é o efeito The Boys, mas acho que naquela posição e com o que ele fez, muito provavelmente seria uma explosão de sangue ali, talvez deixasse o clima ainda mais sombrio.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 13:40

Eu entendo. Mas continuo achando que mostrar menos é melhor do que mostrar mais.

Abs,
Ritter.

Responder
Kartman Conka 11 de abril de 2021 - 14:21

Não acho, mesmo se fosse um série violenta essa cena deveria continuar sendo assim, o impacto do escudo sujo de sangue é maior vendo ele só depois do ato consumado.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 16:05

É o que acho também.

Abs,
Ritter.

Responder
Vini 10 de abril de 2021 - 20:23

Confesso que esperava bem mais da série. O desenvolvimento dos personagens principais tá muito irregular. É como se eles estivessem vivendo a história de todo mundo, menos a própria. Principalmente o Bucky. Talvez não tenha sido uma boa ideia dividir o protagonismo entre o Sam e ele. Focasse integralmente no novo capitão. O Zemo, por exemplo, está bem mais interessante de acompanhar, junto com o Walker – embora o segundo tenha sido prejudicado pela pressa e perdido a profundidade que merecia. E mais: concordo com você, as motivações dos Apátridas são inconsistentes e eu diria até difíceis de serem entendidas de pronto. Até agora eu tô me perguntando quem são essas pessoas e de onde elas vieram??? ( ou eu precise prestar mais atenção nos detalhes). Ponto positivo: a participação das Dora Milaje.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 21:50

Eu esperava mais da série como um todo, mas ela cresceu bastante e está funcionando para mim agora, apesar de seus problemas. E o Zemo é facilmente o melhor personagem!

Abs,
Ritter.

Responder
blackisamu 10 de abril de 2021 - 22:38

Achei que fosse só eu que não estava ligando pra esses Apátridas. A líder deles também não ajuda, a atriz não tem nenhuma presença ou carisma. Ela estava em Han Solo não? Como um líder mascarado também. De novo ela tira a Máscara e eu fico com cara de “Que diabos essa adolescente tá fazendo aí”? Volta a máscara”😂.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 00:47

Noooossa!!! É ela mesmo!!! Bota a máscara de volta que fica melhor!!!

HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 00:47

Noooossa!!! É ela mesmo!!! Bota a máscara de volta que fica melhor!!!

HAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Cabral 11 de abril de 2021 - 03:41

Sim! Ela era a Enfys Nest. Lá quando ela tira máscara, perde muita presença. E se eu não me engano, lá ela fica mais alta de máscara hahaha

Responder
Vini 12 de abril de 2021 - 19:46

Sabe que eu até gostei, a princípio, da ameaça que não parece ameaça? Lembra da cena do primeiro confronto entre eles e a dupla? Mas depois o roteiro perdeu a chance de dar substância pra personagem. A gente não sabe quem ela é. Quem eles são!

Responder
JC 10 de abril de 2021 - 19:06

Nossa!!! Esseeeee episódio sim!!! Wow!!!!
Caramba!!!!!!
Me empolgou pra caramba!
Que final!!!!

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 21:50

He, he. Acho que alguém ficou empolgado!

Abs,
Ritter.

Responder
João Rodrigues 10 de abril de 2021 - 18:25

Muito legal mostrarem que fizeram um “detox” no soldado invernal, ele simplesmente não foi congelado e acordou curado magicamente. E aliás quero pra já um filme/série das amazonas de mulher maravilha e agora das Dora Milaje.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 21:51

Ou uma série das Amazonas contra as Dora Milaje!

Abs,
Ritter.

Responder
Nathanael Pereira 10 de abril de 2021 - 18:23

Confesso que já tava desanimando da série depois do 3° episódio mas o que posso dizer esse episódio salvou para mim e me animou para o final primeiro aquele flashback incrível de Bucky em Wakanda, todas as cenas de lutas são muito boas e claro ver o escudo do capitão manchado de sangue que cena impactante é aquele tipo de cena que fica na mente, Barão Zemo rouba a cena doido pra saber o que ele realmente quer naquele jogo todo.
O que me incomoda é os Apátridas na minha opinião demoraram demais pra dar um desenvolvimento pra eles, vc não consegue entender eles direito, somente nesse episódio é que desenvolvem um pouquinho a Kali o que se o grupo tivesse tido um desenvolvimento melhor impactaria muito mais aquela cena final com o capitão assassino.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 21:52

Acho que os Apátridas, no final das contas, estão sendo usados apenas como “desculpa” narrativa para que haja uma história capaz de reunir esse pessoal. Eu já desisti de tentar gostar deles…

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 10 de abril de 2021 - 15:56

Daniel Bhrul dando show. Carismático demais.
Rouba cena todas as vezes q ta na tela.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 16:15

Sim! O cara é bom demais!!! Podem até mudar o título da série para Baron Zemo and the Other Guys…

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 11 de abril de 2021 - 12:51

Apoiado! Eu veria uma série dele com os Thunderbolts, fácil fácil

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 13:39

Já é a série não anunciada que mais quero ver!

Abs,
Ritter.

Responder
Luan Sousa 10 de abril de 2021 - 15:27

Daniel Bruhl arrebentando como Zemo, acredito que isso seja um ponto positivo de não se matar seus vilões nos filmes. O personagem se transformou de alguém com um plano com necessidade de muitas conveniências pra um vilão muito carismático. É pedir muito mais material com ele depois daqui? Talvez algo envolvendo os Thunderbolts.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 16:16

Concordo. Sair matando vilões desperdiça muito potencial! E que venham os Thunderbolts!

Abs,
Ritter.

Responder
blackisamu 10 de abril de 2021 - 22:41

Eu fico triste com desperdício que é o Caveira Vermelha nesse MCU. Ultron tambem merece outra chance.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 00:45

Concordo plenamente. Gostaria demais que o Caveira e Ultron voltassem.

Abs,
Ritter.

Responder
Lú Lopes Lima 10 de abril de 2021 - 12:16

Para mim é tão enrolado entender o que os Apátridas querem… Parecem aquelas passeatas “Não é só cinco centavos”: ok. Então é o que?
O Hype para o Loki anda alto aqui em casa! Eu acho que o bigodudo sem graça é o Loki também! Ia ser um horror, já pensou? Mas ele, como antagonista, tem mts características em comum, repara bem.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:53

Concordo sobre os Apátridas. Fica meio enevoado na base do “mundo sem fronteiras” e tal que é tão vago e infactível que perde o impacto.

Mas Loki promete muito mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Bucky Barnes 10 de abril de 2021 - 15:06

Sim, acho a motivação dos Apátridas tão “vaga”, a Karli até q tem algumas motivações um pouco mais sólidas, mas e o resto do grupo?? Parece dispensável.

Responder
Bucky Barnes 10 de abril de 2021 - 15:06

Sim, acho a motivação dos Apátridas tão “vaga”, a Karli até q tem algumas motivações um pouco mais sólidas, mas e o resto do grupo?? Parece dispensável.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 15:14

É o famoso “queremos mudar o mundo” que, na prática, não significa nada.

Abs,
Ritter.

Responder
Lú Lopes Lima 10 de abril de 2021 - 12:12

Pois é. Não sei. =/ Eu entendo até que seja um bom episódio para o desenvolvimento da série mas foi o que eu menos gostei (de certa forma ele é o mais gambiarra por causa disso). Mas gosto das Dora Milage – a Tropa das Grace Jones, dos diálogos sobre a guerra do Afeganistão e do John Walker ter seu momento de Comediante. Mas faltou um não sei o que de concepção mesmo, certamente.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:54

Tropa das Grace Jones… HAHAHAHAHAHHAHAHAH Boa! Exatamente isso!

E olha: Comediante >>>>>>>>>>>>> John Walker…

Abs,
Ritter.

Responder
#ForaGriffin! 10 de abril de 2021 - 10:53

O episódio foi bom, mas só eu achei toscão geral brigando e o Zemo fugindo de mansinho? Digno de sessão da tarde! rsrs

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:55

Não é tosco, mas sim divertido e, confesso, exatamente o que eu faria no lugar dele…

Abs,
Ritter.

Responder
Kartman Conka 11 de abril de 2021 - 14:24

Foi só pra fazer um gancho pro novo filme da Marvel/Pixar, Procurando Zemo.

Responder
planocritico 11 de abril de 2021 - 16:05

Já digo logo que eu veria!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Lucas Pereira Silva 10 de abril de 2021 - 09:24

Vi até agora só com um pouco de carinho mas ao mesmo tempo meio meh, eu gostei do zemo no terceiro mas nada que “minha nossa”… Então veio esse episódio, com discussões relevantes, até da q o amigo do walker fala sobre o poder só acentuar aquilo q as pessoas já são…

1 eu realmente me incomodei com a cega urgência dos caras acharem q não viveriam sem a ajuda do Zemo… Felizmente agora eu acho q não precisarei me incomodar mais com isso.

2 gosto das menina dos apatritas pela dualidade, a menina se acha certa, pode esta certa em parte, mas já fez tanta coisa errada que eu sinto q o caminho dela não tem mais volta.

3 mas acho ela assim a perfeita vilã pra ser o colírio q vai evidenciar as distinção de todos os envolvidos ali, principalmente do Sam.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:55

Eu ainda acho os Apátridas meio chinfrim, mas tudo bem…

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 10 de abril de 2021 - 09:15

Já quero uma série do Zemo montando os Thunderbolts para caçar os super soldados remanescentes após o fim da série.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:55

Pra ontem!!!

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Marinho 10 de abril de 2021 - 15:02

Sim por favor!

Responder
Kevin Rick 10 de abril de 2021 - 08:39

Baita episódio e baita crítica! Acho que é interessante notar como a discussão de se o super-herói deve/pode matar é até banal no MCU. Se não me engano, Steve matou no primeiro filme do Capitão, Homem de Ferro matou terroristas, o Pantera Negra matou, o próprio Sam matou criminosos nessa série, com as cenas dos helicópteros do primeiro episódio. Logo, a questão aqui é a forma, a simbologia do jeito que ele matou, como matou e, principalmente, o intuito da ação. Além da crítica ao símbolo americano, até fazendo uma ponte com xenofobia e o patriotismo sujo dos EUA.

Como você disse, a série finalmente abraça as discussões de símbolos, poder e legado. Mark Waid certamente está orgulhoso! Também senti esta aceleração artificial da narrativa, e gostaria que tivessem iniciado esse contexto antes… mas tudo bem, pelo menos a série está melhorando e encontrou seu caminho.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:57

Sim, tudo gira em torno da forma. E John Walker deforma completamente os princípios que guiavam o Capitão. Até mesmo na falta de confiança dele em relação a Sam isso já fica evidente.

Abs,
Ritter.

Responder
xaropinho 10 de abril de 2021 - 08:38

Excelente crítica, meu caro!

Queria ver mais do flashback do Bucky, seria desnecessário mas queria uma luta no início contra a Ayo, mostrar o processo de transformação até ele estar curado… Muito porque, particularmente, esperava mais da ação da série, algo próximo dos filmes do Capitão, não que eu esteja achando ruim, mas, uma vez que quase todo mundo tem superforça na série, se torna mais frequente supersocos e personagens voando por causa deles.

De fato, Bruhl tá roubando a cena, e quero muito ver mais dele futuramente, mais maquiavélico e vilanesco, porque potencial tem de sobra!

O episódio, assim como o doce: DELIGHT!

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:58

Obrigado, @disqus_xDl50EVdq3:disqus !

Brühl está arrasando. Um belo vilão e olha que eu já gostava muito dele em Guerra Civil!

Abs,
Ritter.

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Bernardo Barroso Neto 10 de abril de 2021 - 07:40

Melhor ep de todos sem dúvidas. Agora sim temos toda a qualidade que se esperava. Pena que a série está quase acabando

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 14:58

Pois é. Mal começou…

Abs,
Ritter.

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Gabriel Filipe 10 de abril de 2021 - 07:25

Uau, dps de 3 episódios totalmente nhé pra mim, esse foi inacreditávelmente bom. Concordo integralmente com a crítica, só faria um adendo, a Karli, passou de uma vilã totalmente blasê pra mim, para agm q eu super entendo as motivações e em partes, concordo. É obv q esse n vai ser o final da série, mas eu como agm q nunca interessou pelo Capitão América e q ama uma incoclastia, n acharia ruim se o escudo simplesmente acaasse de alguma forma, mas o caminho, aparentemente será o Sam virando o Capitão. Agora, cd a discussão sobre racismo q abriram no 2° episódio, simplesmente esqueceram disso?

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Lucas 10 de abril de 2021 - 09:56

Não esqueceram, tudo que o Sam tá passando vai fazer ele aceitar o manto de capitão pra lutar pelo que ele acredita. A Karli tem um diálogo sobre racismo com um apátrida (acho que o que morre no fim do episódio) sobre como o Blip reuniu pessoas que seriam ensinadas a se odiarem pra lutar por uma mesma causa, não lembro o diálogo ao certo mas o racismo está ali ainda só não foi o foco principal do ep…

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planocritico 10 de abril de 2021 - 15:01

Sim, é o subtexto da série, ainda que o tal do “blip” ter ensinado as pessoas a serem melhores é algo que não consigo engolir…

Abs,
Ritter.

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Tioqui 10 de abril de 2021 - 19:06

50% menos da população mundial implica mais cooperação, emprego, comida, moradia… acho que é isso que ela fala. Só não entendi como retornar a essa realidade depois do desblip

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 21:53

Foi o que entendi, mas não consigo comprar isso. É quase como dizer que Thanos estava certo, afinal de contas…

Abs,
Ritter.

planocritico 10 de abril de 2021 - 15:00

Eu entendo as motivações, mas os objetivos dos Apátridas me parecem fora da realidade, quase como aqueles vilões de bigodinho que dizem que querem “dominar o mundo”. Fica meio descolado.

E o racismo, de várias formas, está na série toda. A diferença é que, aqui, não ficou explícito e didático como naquela péssima cena do policial interpelando o Sam…

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Filipe 11 de abril de 2021 - 19:13

Eu não acho tão fora da realidade. Sobre a cena do ep 2, acho ruim msm

Responder
Gabriel Filipe 11 de abril de 2021 - 19:13

Eu não acho tão fora da realidade. Sobre a cena do ep 2, acho ruim msm

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planocritico 11 de abril de 2021 - 19:35

Parece-me fora da realidade porque é infactível por um grupo de meia dúzia de supostos revolucionários agindo de maneira quase aleatória. Querer um mundo melhor é diferente de saber o que fazer para realmente chegar lá.

Abs,
Ritter.

Responder
Lipão 10 de abril de 2021 - 06:29

Algo que me chamou a atenção foi a tensão que a trilha sonora passava o tempo inteiro, ela conversava com você e indicava que algo mais chocante estava para acontecer. Achei que fosse a morte do estrela negra, mas logo depois tudo ficou claro… Quem dera esse tom de suspense se mantivesse.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 15:01

Houve um bom uso da trilha aqui sim, com certeza!

Abs,
Ritter.

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Groot 10 de abril de 2021 - 05:10

Essa série está me envolvendo de uma forma que a série anterior nem chegou perto, na minha opinião, melhora a cada episódio, sem contar que dá destaque a personagens subestimados, os próprios Sam e Bucky tiveram destaque real pela última vez em 2016 com Guerra Civil, já que suas aparições nos últimos filmes dos Vingadores, com uma ressalva no final de Ultimato, os deram importância mínima pro andamento da história.

Uma coisa que achei interessante foi a forma com que a Marvel conta essa história, se alguém só optar por ver os filmes, no próximo filme em que o Falcão aparecer, ele já vai estar como Capitão América, como foi definido no final de Ultimato, ou seja, para quem acompanha só os filmes, não teve conflito, o Sam se tornou o símbolo como o Steve desejava, o que torna a série uma expansão bem rica do universo, nos dando a trajetória do personagem para assumir esse manto, mas sem comprometer quem não acompanha a série (como meus pais, por exemplo, que adoram os filmes, mas não tem costume e nem paciência de passar horas acompanhando uma série).

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 15:05

Na comparação, WandaVision ganha de longe para mim pelo inusitado, pela execução original e pelas atuações. Essa aqui ainda tem que comer muito feijão com arroz para sequer chegar perto.

Sobre a forma que você comenta, é bem isso. A série é um complemento, o desenvolvimento de uma história que talvez ficasse deslocada em um filme. O bom é que funciona das duas formas, ou seja, agrada que assiste, mas não prejudica quem quiser ficar só com os filmes.

Abs,
Ritter.

Responder
Tioqui 10 de abril de 2021 - 19:08

Multimídia. O consumidor ou se adapta ou perde a visão completa do entretenimento

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 21:54

Mas o bom é que não é mortal para quem não acompanha tudo!

Abs,
Ritter.

Responder
Samuel P. Silva 10 de abril de 2021 - 01:12

Fiquei bastante preocupado com o terceiro episódio, tava evidente que ainda não chegaram no que realmente importa, só que já era a metade da série. Mas finalmente veio esse episódio que achei ótimo – a qualidade que eu estava esperando na série.

O meu herói favorito dos filmes da Marvel com toda certeza foi o Steve, e é bastante impactante você ver uma pessoa usurpar seu escudo, suja-lo com o sangue de um homem que já foi um fã. Quero ver mais desse Walker, personagem que tem muita história pra contar e, concordo que deveríamos ter mais dele nos episódios anteriores.

O meu personagem favorito até então é o Bucky, achei emocionante a cena dele em Wakanda, e com toda certeza gosto muito da trilha sonora do Soldado Invernal, já está bem marcada aos meus ouvidos.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 01:22

Eu já havia gostado do anterior mais do que os outros dois. Mas foi esse agora que realmente me deixou feliz com o caminho que a série está seguindo.

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Fernando Barbosa de Morae 10 de abril de 2021 - 03:30

Bom dia, caro Ritter, mais uma vez, parabéns pela crítica.

Se me permite, quero fazer breves apontamentos, em relação a dois pontos levantados por nosso amigo Samuel:

Em relação ao primeiro parágrafo, sou dos que compartilharam da preocupação com o episódio anterior e, consequentemente, com o andamento da série, que aquela altura já chegava à sua metade. Embora o episódio anterior seja inegavelmente melhor que os que o precederam, acredito que isso se deva mais à falta de qualidade daqueles do que aos méritos deste.

Ainda em relação a isso, mas já fazendo uma transição para a questão da usurpação do símbolo que o Steve representava (ou seria uma apropriação inevitável de seu legado pelo governo cujas cores o próprio Steve vestia, corporificando princípios e uma cosmovisão ingênua do que os Estados Unidos outrora representou na vida dele e segundo sua visão representava ou deveria representar na vida das pessoas? ), estava extremamente preocupado com a série depois do último episódio, no qual houve uma tentativa bastante artificial de incluir a discussão de temas como o racismo estrutural, em uma cena absolutamente superficial e forçada – A da polícia abordando o Sam (e minha preocupação não era nem pela introdução do temática na série, mas pela forma pouco inspirada com a qual ela foi introduzida e, principalmente, pela pouca inspiração da série em geral como um entretenimento, a despeito de quaisquer temáticas por ela abordada), justamente por isso, foi um bálsamo esse episódio e as discussões por ele abordadas. Por exemplo, toda a questão da subversão (ou seria corrupção, em seu sentido etimológico) do símbolo que o Steve, depois de todos os diálogos sobre a questão supremacista.

Ainda no âmbito dessa reflexão, mas já partindo pro encerramento, li um comentário em um outro site que nos lembrava da significância da cena final quando posta em perspectiva do diálogo na cena do cemitério: é interessante que o apátrida morto é justamente aquele que na cena em questão não só se diz alguém que foi fã do Capitão América, como na lógica da radicalidade de sua visão diz que os tempos “demandam” um Capitão que, se necessário, manche às mãos de sangue. Pois bem, eis que agora o novo Capitão, para os novos tempos, está aí, imagino que não era bem isso que ele tinha em mente.

A isso comentei como a polarização e a radicalização no discurso pode ser uma faca de dois gumes e sair pela culatra, além de, em muitos casos, representar uma lógica irracional e contraditória, como a série demonstrou perfeitamente a partir da conversa do Sam com a Karli, na qual ele mostra como esse discurso extremista é sim supremasista, a despeito de quaisquer objeções ou (supostamente) justas justificativas ou, melhor, justas demandas.

Aliás, partindo do binômio “justas demandas” e “os fins justificam os meios”, é extremamente interessante notar que, dentro de suas próprias lógicas, cada um dos antagonistas (apátridas, Zemo e Capitão) tem suas razões pra agir, a despeito de talvez discordamos dos métodos. O episódio foi magistral em talvez chegar no ápice da abordagem dessa temática, trabalhando os personagens a partir de uma “zona cinzenta”.

Por fim, por tudo isso e muito mais, esse episódio finalmente fez com que eu ficasse empolgado com a série, que embora já apresentasse potencial, todavia não saia das raias do burocrático-funcional.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 15:08

Belo comentário, meu caro! Só não gostei muito da cena do cemitério que você comenta, pois ela só existiu para pintar o alvo nas costas do sujeito que foi morto pelo Walker. Acabou aquele diálogo e eu já disse: pronto, morreu… Achei tão marretada quanto a cena do policial interpelando o Sam que você condena (e eu também).

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Lucas Pereira Silva 10 de abril de 2021 - 09:13

Cara, quando tu me lembrou q o cara era fã do cap eu fiquei “caralho é mesmo” a cena só ficou mais foda kkkkkkk

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 15:06

Foi um momento um tanto quanto marretado no roteiro, mas tudo bem…

Abs,
Ritter.

Responder
Tioqui 10 de abril de 2021 - 19:12

Curti também uma das wakandianas pegar o escudo com aquela manobra com o pé que o Steve fazia

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 21:55

Esse “gesto” é um dos mais bacanas de todos os filmes de super-herói!

Abs,
Ritter.

Loki 10 de abril de 2021 - 01:01

Esses 2 últimos episódios queimaram minha língua. O Zemo continua roubando a cena, principalmente na parte em que ele canta “Baa Baa Black Sheep” , ótimas cenas de ação das Dora Milaje, ótima atuação do Sebastian Stan na cena de Wakanda. Mas pra mim o ponto alto do episódio foi o John Walker, finalmente tendo o destaque que tava precisando, não vou mentir, eu tava torcendo por ele contra os Apátridas. Só acho triste que alguns “fãs da Marvel” não souberam diferenciar o personagem do ator, e foram ameaçar ele de morte.

Nota 5/5 pro episódio.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 01:23

Ameaçar ator por causa de personagem é tão incompreensível para mim que eu nem consigo começar a comentar sobre o assunto…

Mas, de fato, Zemo e seu Baa Baa Black Sheep e distribuindo balinhas foi impagável!

Abs,
Ritter.

Responder
#ForaGriffin! 10 de abril de 2021 - 11:03

Ameaçar atores de morte é tão incompreensível como comum hoje em dia. Sinceramente eu nem me surpreendo mais. Parece que além de bom senso, discernimento e edução, as pessoas não conseguem mais ler, interpretar, ver um filme/série como uma obra. São tempos bizarros. Logo no primeiro episódio eu vi as pessoas chamando a Marvel de racista pelo capitão américa branco. Tipo, como assim? É uma coisa muita louca, é uma série, eles estão arranjando as peças, em uma trama que já apresentava um subtexto de racismo. É bizarro, parece que tudo tem que ser muito claro, muito bem explicado, datadinho: “Olha, é a trama que é racista, o governo, a escolha deles, nós só estamos contando uma estória”. Insano demais.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 15:11

O problema é que as redes sociais deram a proteção do anonimato a uma meia dúzia de gente imbecil e que gosta de espernear, parecendo que formam uma maioria barulhenta. É complicado pacas…

Abs,
Ritter.

Responder
BUGU 10 de abril de 2021 - 00:39

A cena do John Walker matando o terrorista com o escudo foi coisa linda. Cena pra fã do Snyder aprender o que é algo com peso e realmente “adulto” (não considero nenhum filme com marmanjos fantasiados como adulto, mas né). Agora a líder dos Apátridas parece militante de twitter, na cabeça dela tudo bem morrer um monte de gente inocente contanto que não sejam os que estão do lado dela.

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 01:24

Pois é. A líder dos Apátridas não me convenceu ainda e acho que não me convencerá…

Mas aquela cena do Walker foi realmente poderosa.

Abs,
Ritter.

Responder
#ForaGriffin! 10 de abril de 2021 - 11:05

Eu acho ela uma personagem muito mal construída, eles até tentaram deixar ela com camadas, mas ninguém verdadeiramente se importa com o destino e as causas (por mais nobres que sejam) dela na série.

Responder
Junito Hartley 10 de abril de 2021 - 00:15

Pra mim o episódio foi perfeito, até os apátridas que eram a parte mais fraca da série nesse episódio foi bom com a menina que é chefe, diálogo dela com o Sam, bom demais, cenas de ação no AP, empolgantes, e aquele final foi muito foda, o cara morto pouco antes tinha dito que o capitão era o herói de infância dele, e acaba morrendo pro capitão e seu escudo, enfim a ironia.

Ps: pau quebrando no AP, e o zemo de boa tomando um uísque, deve ter pensando, briguem miseráveis briguem enquanto fugia kkkkkk

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 01:25

Eu continuo desgostando da líder dos Apátridas. Não sinto peso nela ainda, só choradeira.

Mas o resto do episódio foi sensacional mesmo. E, claro, Zemo bebendo uísque no meio da pancadaria e, depois, sumindo pela “saída secreta” no ralo da banheira foi sensacional!

Abs,
Ritter.

Responder
Felipe 13 de abril de 2021 - 23:26

“só choradeira” exatamente o que pensei em todas as cenas com ela kkkkk.

Responder
Luiz Barbosa 9 de abril de 2021 - 23:48

Melhor episódio da temporada! Ótima critica ritter

Responder
planocritico 10 de abril de 2021 - 01:26

Valeu, meu caro! Foi o melhor mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 10 de abril de 2021 - 00:15

Pra mim o episódio foi perfeito, até os apátridas que eram a parte mais fraca da série nesse episódio foi bom com a menina que é chefe, diálogo dela com o Sam, bom demais, cenas de ação no AP, empolgantes, e aquele final foi muito foda, o cara morto pouco antes tinha dito que o capitão era o herói de infância dele, e acaba morrendo pro capitão e seu escudo, enfim a ironia.

Ps: pau quebrando no AP, e o zemo de boa tomando um uísque, deve ter pensando, briguem miseráveis briguem enquanto fugia kkkkkk

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