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Crítica | Falcão e o Soldado Invernal – 1X05: Truth

por Ritter Fan
3129 views (a partir de agosto de 2020)

  • Há spoilers. Leiam, aqui, as críticas dos demais episódios.

Falcão e o Soldado Invernal vem em uma muito bem-vinda espiral de amadurecimento. Se New World Order e The Star-Spangled Man, os dois primeiros episódios, deixaram a desejar, Power Broker não demorou para colocar a história nos eixos, com The Whole World is Watching vindo para fazer a narrativa desabrochar de vez. No entanto, é o perfeita e simplesmente intitulado Truth – ou Verdade – que realmente lida com a pergunta que está no âmago da minissérie, fazendo tudo o que passou ser mero prelúdio: o que significa ser um Capitão América negro?

Pensem bem como seria simples se Sam Wilson simplesmente aceitasse imediatamente o escudo de Steve Rogers e se tornasse o novo Capitão América. Não é nenhum segredo que é isso que vai acontecer e a Marvel Studios não precisava trabalhar o caminho árduo entre receber o escudo e tornar-se um símbolo, símbolo esse não só manchado pela história de um país em relação aos afrodescendentes, mas também literalmente transformado em um objeto de morte, todo ensanguentado, pelo homem branco, loiro e de olhos azuis a quem entregaram o equipamento, o uniforme e o título de outro homem branco, loiro e de olhos azuis. Mas a tal “fórmula Marvel”, expressão que muita gente usa para desmerecer o estúdio, parece não ser mais tão formular assim. Somente para ficar com os exemplos recentes, WandaVision já funcionou como uma evidente rachadura nesse pré-conceito e, agora, Falcão e o Soldado Invernal vem para dizer que o caminho em linha reta de A para B, na verdade, é extremamente complexo, duro e triste. Fórmula Marvel sim, claro…

E o episódio trafega por esse caminho sem trabalhar obviedades. Sam recebeu o escudo de Steve, mas nunca se sentiu confortável com ele, decidindo entregá-lo a um museu. Bucky revelou a existência de Isaiah Bradley, o terceiro homem em que o soro do supersoldado funcionou e que, conforme aprendemos em detalhe agora, comeu o pão que o diabo amassou por ter sido um herói na Guerra da Coréia. Claro que eu teria preferido que a conversa entre ele e Sam, com o escudo permanentemente dentro de sua nada discreta sacola, fosse salpicada de flashbacks para os momentos que ele descreve – quem sabe um dia não teremos uma minissérie só sobre ele, passada nos anos 50? -, mas a grande verdade é que Carl Lumbly, ainda bem retornando para a série, teve uma atuação estupenda e densa que lidou com o gigantesco elefante na sala. As estrelas e listras da bandeira americana e, por tabela, do tão cobiçado escudo, nada significam para ele e, em sua concepção, o manto do Capitão América é impensável para qualquer negro americano que se respeite. Para Bradley, Sam não deve e não pode ser o Capitão, não porque Steve Rogers não era um homem digno, pois sabemos que era, mas sim em razão do que a bandeira que ornamenta o uniforme do super-herói significa para a história de seu povo.

Talvez compreensivelmente, nunca houve espaço nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel para que essa questão fosse abordada de verdade, para que víssemos Rogers lidando com o assunto de maneira significativa. E é por isso que essa minissérie é tão importante. Lógico que vai ter gente levantando a bandeira da “lacração”, lógico que vai ter gente tendo leituras do tipo “que bobagem” ou, pior, afirmando sandices genéricas como “veja bem, não foi bem assim”, mas um episódio como Truth faz o que a verdade costuma fazer, ou seja, machuca, dói em todos os lugares. E não, o argumento exposto não vale apenas para os Estados Unidos, antes que a turma do “país imperialista!” venha também bradar hinos antiamericanos. O argumento se sustenta em todos os lugares e em todos os países.

Mas, de novo, Truth não entrega caminhos fáceis. Steve disse que Sam deveria ser o Capitão América. Isaiah disse que Sam não deveria ser o Capitão América. Quem são eles – sim, quem são eles! – para falarem isso ou aquilo? Sam tem seu próprio caminho a perseguir e, se ele decidir não ser o Capitão ou ser o Capitão, não deverá ser porque alguém disso assim para ele e sim porque ele entende que é isso que deve ser feito, que esse símbolo sendo vestido por um homem negro pode fazer a diferença que ele acha que não consegue fazer com seus atos heroicos apenas como Falcão. Bucky, em todo seu papel de coadjuvante de luxo neste episódio, consegue enxergar isso e o momento em que isso ocorre de verdade é quando ele acorda no sofá da casa de Sarah Wilson e vê os filhos dela brincando com o escudo. São nesses singelos e belíssimos segundos que Bucky finalmente entende a importância de Sam escolher o caminho do símbolo, algo que, porém, ele não diz com todas as letras para o parceiro (ok, colega de trabalho), deixando-o decidir finalmente. Não foi Isaac Newton que disse que “se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes”? Então é isso que Sam faz ao final: ele sobe por sobre o ombro de dois gigantes – Rogers e Bradley – e encontra seu caminho.

Sei que não parei de falar nesse assunto, mas é que não tinha saída. Ele foi o cerne do episódio e da série como um todo e precisava do destaque, até porque foi somente aqui, em Truth, que a questão foi trabalhada de maneira verdadeiramente especial, inclusive dando significado ao problemas pessoas de Sam no capítulo inaugural. O restante, portanto, é o restante, ainda que esse restante tenha sido, quase que completamente, altamente competente, já começando pela excelente luta de Bucky e Sam contra John Walker logo depois que ele comete o assassinato de um dos Apátridas, com o roteiro e a câmera de Kari Skogland fazendo toda a ótima coreografia girar ao redor do escudo e de seu significado, destacando por diversas vezes não só a mancha de sangue, com a tentação que ele representa para os três ali, quase como se ele fosse o Um Anel de O Senhor dos Anéis.

E a forma dura como as consequências do ato de Walker são lidadas pelo Congresso americano também foi muito interessante. Tudo é relativizado quando uma decisão daquela magnitude é tomada. Seria justo ele perder o título de Capitão e ser expulso da vida militar sem benefícios em razão de seu erro? O próprio Falcão deixa muito claro que acha que não no diálogo que precede a pancadaria inicial. Não estou querendo dizer que fizeram injustiça com Walker, nada disso, mas sim que essa postura talvez radical em relação a ele seja muito mais uma resposta de aparências do que qualquer outra coisa, o que obviamente só contribuirá para que ele afunde ainda mais em seu lado desequilibrado, algo que será potencialmente amplificado pelo soro do supersoldado que corre em suas veias (as explicações de Bradley sobre as demais cobaias do programa cabem como uma luva aqui).

Como a cereja no bolo da perdição de John Walker, eis que, para minha dupla surpresa, entra em cena ninguém menos do que a fascinante Condessa Valentina Allegra de Fontaine, personagem retirada diretamente dos quadrinhos, mais precisamente da mitologia ao redor do Nick Fury original (o que era branco e hoje vive na Lua – literalmente), como uma Agente da S.H.I.E.L.D., que também é interesse romântico do diretor e que, mais tarde, torna-se a Madame Hydra (ou uma das Madames). É provavelmente essa última faceta que explica sua presença no episódio recrutando Walker. Mas eu disse dupla surpresa. Uma delas foi a personagem em si e outra, maior ainda, foi ver Julia Louis-Dreyfus, a Elaine, de Seinfeld, no papel, o que automaticamente empresta um tom humorístico interessante que é envolvido em um verniz de sarcasmo e de superioridade (afinal, é uma Condessa, o segundo título nobiliárquico da série, aliás) muito divertido.

Até mesmo o aparente encerramento – pelo momento – do arco de Zemo foi muito bom, ainda que devidamente anticlimático, com Bucky mostrando a ele que não, ele não é mais o Soldado Invernal e entregando-o às Dora Milaje que prometem encarcerá-lo na prisão conhecida como Balsa e de onde, alguma hora, ele fugirá, provavelmente levando comparsas a tiracolo. Foi interessante a calma da situação e, sim, a nobreza de tudo o que ocorre, com Zemo muito propriamente visitando o memorial de Sokovia, lugar que os heróis que constam no título da série sequer se deram ao trabalho de ir.

O que não funcionou de jeito algum, porém, foram… vocês adivinharam… os Apátridas. Quer dizer então que a Senhorita Ruiva com Sardas tem uma rede internacional de simpatizantes nos mais diversos escalões da sociedade que estão do lado de sua causa, algo que nunca sequer foi mencionado antes? Tenho certeza que Tyler Durden morreria de inveja ao ver o tanto de gente sinistra que ela tem ao seu serviço com um simples sinal de celular, gente capaz de atacar a ONU com a maior facilidade do mundo. Olha, se o roteiro queria esticar minha descrença até ela se parecer com a Cassandra (clique aqui para saber quem ela é, se já não souberem), posso dizer que a missão foi cumprida ao ponto de isso ter me impedido de dar a nota máxima ao episódio.

Truth vem para marcar Falcão e o Soldado Invernal como mais do que uma aventurinha legal no estilo buddy cop e mostrar que, mesmo fazendo o aparentemente simples e óbvio, a Marvel Studios tem belos ases na manga para tornar o jogo bem mais apimentado e para dar efetivo significado ao legado do Capitão América. Caminhamos, agora, portanto, para um final que promete muita ação e, ao que tudo indica, um monte de pontas soltas que servirão como sementes para continuar germinando essa potencialmente interessantíssima Fase 4 do UCM.

Falcão e o Soldado Invernal – 1X05: Truth (The Falcon and the Winter Soldier – EUA, 16 de abril de 2021)
Criação e showrunner: Malcolm Spellman
Direção: Kari Skogland
Roteiro: Dalan Musson
Elenco: Sebastian Stan, Anthony Mackie, Wyatt Russell, Clé Bennett, Danny Ramirez, Carl Lumbly, Erin Kellyman, Desmond Chiam, Dani Deetté, Amy Aquino, Daniel Brühl, Emily VanCamp, Florence Kasumba, Julia Louis-Dreyfus, Carl Lumbly, Elijah Richardson, Gabrielle Byndloss, Georges St-Pierre
Duração: 54 min.

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68 comentários

pabloREM 20 de abril de 2021 - 11:50

A questão dos Apátridas é a mais fraca da série, não só por ser cheia de furos mas também porque a atriz que faz a líder não passa credibilidade nenhuma. Até quando fala em matar ela só parece uma menininha birrenta que perdeu a hora do seu programa favorito porque a mamãe mandou estudar.

Responder
planocritico 20 de abril de 2021 - 19:09

Sim, os Apátridas são o ponto fraco da série. E concordo sobre a atriz também. Não consigo aceitá-la como a grande líder messiânica de jeito algum…

Abs,
Ritter.

Responder
João Rodrigues 18 de abril de 2021 - 15:38

Quase achei que iria virar “Falcão e o Cunhado Invernal” hahaha
Episódio muito legal mas esses Apátridas me dão receio do Finale ser fraco, espero realmente que seja bom.

Responder
planocritico 18 de abril de 2021 - 18:12

Calma que ainda dá tempo de virar isso aí! HAHAHAAHAHHAHAAHHAAH

Acho que, no finale, os Apátridas servirão bem como buchas de canhão para apanhar de todo mundo…

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Patini 18 de abril de 2021 - 10:38

A Sharon tá muito solta na série e pra mim essa história dela ser o mercador do poder TB não cola, contradiz com os valores que ela apresentou nos filmes.
A propósito, o que fez o Mercador do Poder, além de mandar ZAP ameaçando os apátridas? Como aquela dona do bar foi morta, do nada, enquanto falava com o trio? Por que Sharon ligaria para Batroc e o colocaria em contato com a Karly? Por que Zemo matou o cientista?
Já tem muita coisa solta aí…

Responder
planocritico 18 de abril de 2021 - 18:06

Depende de como a coisa com a Sharon for feita. Vai que ela matou ou neutralizou o Mercador original e tomou seu lugar para minimizar os estragos que ele/ela causava? Vai que ela trabalha para a SWORD ou ainda secretamente para Nick Fury? Acho que tem coisa aí por trás.

E suas perguntas, bem, não esperaria resposta para tudo aqui, pois suponho que a minissérie deixará muita coisa em aberto ainda para armar a Fase 4.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Patini 18 de abril de 2021 - 10:32

UCM, como de costume, dando um banho de qualidade e competência! O melhor episódio até aqui pra mim.
E agora para tudo! Agora eu quero Coulson e a Condessa juntos! Um “The New Adventures of Old Christine” na Marvel!!!! Kkkk

Responder
planocritico 18 de abril de 2021 - 18:07

Também quero a série para já!

Sobre o UCM, é impressionante. Falem o que quiser, reclamem o que quiser, mas o Feige parece não conseguir errar. Podem sair filmes mais fracos aqui e ali, mas, no geral, a consistência é incrível.

Abs,
Ritter.

Responder
Flavio Batista Dos Santos 18 de abril de 2021 - 02:34

Cara q review fantástica pra um episódio fantástico. Parabéns Ritter

Responder
planocritico 18 de abril de 2021 - 05:57

Obrigado, meu caro!

Abs,
Ritter.

Responder
Samuel Pereira 17 de abril de 2021 - 21:28

Mais um excelente episódio! A trama ficou bem mais densa nesses dois últimos, e com isso a qualidade da série aumento MUITO. Gostei bastante dos 8 primeiros minutos, foi uma cena bem tensa, com uma trilha sonora que me fez ficar emocionado com o Sam recuperando o escudo. John Walker tá sensacional, esse personagem não pode morrer agora.

E a Julia aparecendo na serie??????????? Impressionante que isso não vazou, foi uma surpresa e tanto.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 22:13

A pancadaria do início foi realmente emocionante. A melhor da série até agora.

E a Dreyfus foi uma BAITA surpresa mesmo. Jamais esperaria a Elaine Benes no UCM!

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Filipe 17 de abril de 2021 - 20:36

“E não, o argumento exposto não vale apenas para os Estados Unidos, antes que a turma do “país imperialista!” venha também bradar hinos antiamericanos. O argumento se sustenta em todos os lugares e em todos os países”. Não entendi mt bem oq vc quis dizer nesse trecho, retirando ele, concordo com td da crítica. Bom, no episódio passado eu adorei a trama das apátridas e consegui comprar eles, mas nesse pqp, pra forçar mais só faltou colocar a Karli pra querer destruir o mundo..

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 20:40

Se duvidar, a Karli quer destruir o mundo… Já não duvido mais nada daquela trama ali…

Sobre o ponto que você não entendeu, é que eu me irrito muito com a demonização ampla e irrestrita que muita gente faz dos EUA. A argumentação do racismo, da opressão dos negros aplica-se aos EUA, mas também se aplica ao Brasil e outros países. Indo além, o racismo contra judeus se aplica a uma penca de países europeus. E se sairmos de raça e formos para gênero, vale a mesma coisa e assim por diante. Os EUA não são a fonte de todos os males do mundo.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Filipe 18 de abril de 2021 - 21:29

Entendo, mas vc não acredita q isso se deve pela frequência dos casos e por ser o país mais importante do mundo?

Responder
planocritico 18 de abril de 2021 - 21:37

Sim, claro, esses são dois fatores importantes. Mas eu vejo um sentimento anti-americano que não se repete com outros países que oprimem as minorias como parte da política governamental. Ou seja, o pessoal se “acostumou” a falar mal dos EUA e, de certa forma, isso fecha os olhos deles para outros países enormes por aí com população maior que a americana e que tem políticas de extermínio e supressão de grupos de pessoas oficialmente em andamento.

Abs,
Ritter.

Responder
Gabriel Filipe 19 de abril de 2021 - 09:56

Entendi e concordo

Lucas Casagrande 19 de abril de 2021 - 04:54

Acho a demonização que fazem de chineses, russos e arabes mil vezes pior que o que fazem com os norte americanos, alias demonizar os americanos é até uma forma de equilibrio para o tanto de endeusamento exagerado e cheio de ilusões que a sociedade ocidental sempre teve sobre o “american way of life”, EUA tem uma midia ocidental forte ainda ao seu lado, midia essa que inventou enormes mentiras sobre governos orientais

Concordo que o EUA não são a origem do mal, só acho que são grandes propagadores do mal ( assim como tbm são outros paises incluindo nosso medieval Brasil ) e se pintam como os heróis, no mundo ocidental ainda mais em paises como o Brasil que históricamente sempre foi capacho dos americanos ainda se tem a imagem que o EUA são a policia do mundo, acho isso péssimo, por isso que não me incomoda em nada criticas aos EUA, comparada a defesa que eles tem no ocidente as criticas não são nada

Pais com problemas todos tem, racismo xenofobia, anti semitismo tbm tem no Brasil e tem e muito, alias no EUA essas pautas estão bem mais avançadas do que no atrasado Brasil por exemplo porém só o EUA tem um maquinario enorme para construir uma boa reputação ( que foi o que fizeram ao longo do século 20 quase que inteiro ) já outros paises nunca tiveram nem perto disso

Responder
Lucas Casagrande 19 de abril de 2021 - 08:54

Acho a demonização que fazem de chineses, russos e arabes mil vezes pior que o que fazem com os norte americanos, alias demonizar os americanos é até uma forma de equilibrio para o tanto de endeusamento exagerado e cheio de ilusões que a sociedade ocidental sempre teve sobre o “american way of life”, EUA tem uma midia ocidental forte ainda ao seu lado, midia essa que inventou enormes mentiras sobre governos orientais

Concordo que o EUA não são a origem do mal, só acho que são grandes propagadores do mal ( assim como tbm são outros paises incluindo nosso medieval Brasil ) e se pintam como os heróis, no mundo ocidental ainda mais em paises como o Brasil que históricamente sempre foi capacho dos americanos ainda se tem a imagem que o EUA são a policia do mundo, acho isso péssimo, por isso que não me incomoda em nada criticas aos EUA, comparada a defesa que eles tem no ocidente as criticas não são nada

Pais com problemas todos tem, racismo xenofobia, anti semitismo tbm tem no Brasil e tem e muito, alias no EUA essas pautas estão bem mais avançadas do que no atrasado Brasil por exemplo porém só o EUA tem um maquinario enorme para construir uma boa reputação ( que foi o que fizeram ao longo do século 20 quase que inteiro ) já outros paises nunca tiveram nem perto disso

Responder
planocritico 19 de abril de 2021 - 15:37

Não sei quantificar, mas eu nunca vejo um comentário equilibrado como o seu e sim, apenas, a demonização da “grande potência ocidental imperialista” vindo de pessoas que “se esquecem” das teocracias abertamente repressoras árabes e das políticas russas e chinesas que são no mínimo tão ruins quanto as americanas.

E isso sem falar de países como Coréia do Norte e tal que nem dá para comentar direito…

Abs,
Ritter.

Lucas Casagrande 20 de abril de 2021 - 07:52

Entendo seu posicionamento, vc não esta errado, concordo com muito o que diz tbm

Gabriel Filipe 19 de abril de 2021 - 22:46

Concordo tanto com vc, quanto com o Ritter, mas um pouco mais com vc

Luiz Lima 17 de abril de 2021 - 20:20

Pesquisa de opinião:

Você acha que no futuro a Marvel vai lançar filmes com a dupla dessa série?

Eu fico pensando em como daria pra fazer umas histórias legais a partir de uns filmes num estilo Missão Impossível com os protagonistas. Teria espaço aí até pro Justiceiro se bobear.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 20:28

Uma pergunta difícil de responder, mas acho que pelo menos o Sam Wilson como Capitão América ganhará um filme. Se o Soldado Invernal estará junto com ele, não sei.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo F. S. Souza 24 de abril de 2021 - 19:02

Eu assistiria com prazer uma série apenas do Soldado Invernal buscando redenção enquanto realiza missões de contraespionagem. Se usarem a premissa pra explorarem mais do passado do UCM, e misturar alguns elementos das duas minisséries “S.H.I.E.L.D.” do Jonathan Hickman (infelizmente ainda inéditas no Brasil), renderia uma série tão boa quanto foi “Alias” em suas 2 primeiras temporadas, só pra citar um exemplo próximo do que a Marvel poderia fazer com o personagem.

Responder
planocritico 24 de abril de 2021 - 20:27

Também assistiria, mas não é uma série que eu teria particular curiosidade, confesso…

Abs,
Ritter.

Responder
Al_gostino 22 de abril de 2021 - 01:39

Marvel mira muito em séries acho que daqui pra frente esse é o caminho pra alavancar de vez o streaming da Disney + … não creio que haverá um filme da dupla

Responder
Luiz Lima 23 de abril de 2021 - 21:40

Rapaz, pelo jeito vai ter sim, hein… parece que já confirmaram um novo filme do Capitão América com o roteirista da série.

Responder
planocritico 24 de abril de 2021 - 00:31

Foi o que previ em minha resposta aqui para você!

Abs,
Ritter.

Responder
Lucas 17 de abril de 2021 - 19:43

Eu gostei como um “último argumento” foi de certa forma resolvido.
Quando o Sam recebeu o escudo muita gente virou a cara e vários foram os motivos:
– “Ah ele é sem graça” o personagem foi mais aprofundado durante a série
– “Ah ele é burro, deu o escudo por nada” já foi explicado (e nesse episódio escancarado os motivos dele não se ver sendo um símbolo dos EUA)
– “Ele não tem a essência do Steve” pois é nesses últimos eps a gente viu que ele tem sim seus ideias e finalmente deve sair da expectativa de ser uma cópia exata do amigo.
– E o último argumento que ainda existia “Mas o Bucky também recebeu o super soro, o Sam é normal” Pois é normal e agora muito provavelmente com um traje de Vibranium, o que deve balancear as coisas pro lado dele.
Agora vai precisar de bastante esforço pra continuar dando esse hate desnecessário pro personagem e dizer que ele não é “digno” hahah

Destaques: A cena com o sobrinho do Sam vendo o escudo e olhando pro tio foi bem bonita também
A cena da comunidade se ajudando, acho que foi que pra mostrar que quando o governo não ajuda o pessoal tem que se juntar e resolver as coisas, principalmente a comunidade negra quando estamos falando de Estados Unidos
Bucky finalmente tendo uma noite de sono confortável, em um sofá mas já é melhor que o chão, certo?
´

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 20:00

Como legado, o Sam é a melhor escolha para carregar o escudo. Não sou o maior fã da combinação do uniforme de asas com o do Capitão América, mas tudo bem.

Como substituto do Capitão América de verdade, eu tenho problema com qualquer pessoa que não seja especificamente o Steve Rogers, pois o Capitão, para mim, é o cara que, além de digno e cobaia de um programa de criação de supersoldados, lutou na 2ª Guerra, foi congelado e acordou no presente. Essa combinação de fatores só existe nele.

Abs,
Ritter.

Responder
Nathanael Pereira 17 de abril de 2021 - 19:12

Um episódio gigante o melhor da série, eu achei magnífico aquela cena inicial fechando aquele final impactante do último ep, finalmente Sam recebe o desenvolvimento que merecia na série levantando questões importantes confesso que me emocionei demais na conversa dele com Isaiah, está sendo uma passagem de manto ou escudo muito bem feito e relevante, certos comentários idiotas sobre a questão do racismo que vejo por aí só mostra como ficção e a Marvel que tem um público enorme falar sobre isso é importante.

Vim esperando nota máxima mas concordo com vc a falta de desenvolvimento dos Apátridas prejudicou a série não há ponto de torná-la ruim.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 20:02

Eu quase dei nota máxima, mas não consegui. Esse negócio dos Apátridas aparecerem em NY como se não fossem as pessoas mais procuradas do mundo e, ainda por cima, mostrando que eles têm uma rede gigantesca de simpatizantes assim do nada me irritou…

Abs,
Ritter.

Responder
Amanda Schmidt 17 de abril de 2021 - 18:59

Eu gostei muito também, foi típico episódio de preparação pro fim da temporada, mas foi muito bem feito e deu uma desenvolvida legal no Bucky e no Sam, pareceu mais uma série que eles são protagonistas do que personagens jogados bagunça.

E olha, tenho uma teoria de que essa Sharon Carter é a primeira Skrull da invasão secreta.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 20:03

Sim, os dois finalmente foram para “a frente” da série. Sobre Sharon ser uma Skrull, não sei se gosto disso não.

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 17 de abril de 2021 - 17:06

Serie foda e episodio foda, o ator que faz o Walker ta super bem no papel, tomara que ele nao morra e continue.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 18:44

Seria um desperdício se ele morresse!

Abs,
Ritter.

Responder
JC 17 de abril de 2021 - 16:35

Caramba, que episódio fodão, fora a ação do começo.
O resto foi apenas conversa.
E cada uma sensacional.
Amei.

Ora ora, quem diria que a fase 4 iria começar com Wanda e esse aqui como ponte e bem diferentes.

Tomara que a Fase 4 então siga esses caminhos também.
Wow!

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 18:44

Realmente esse começo de Fase está incrível!

Abs,
Ritter.

Responder
Sérgio Luis 17 de abril de 2021 - 15:06

A série é sobre tantas coisas que nem sei bem por onde começar, mas vamos lá:

Símbolos: Temos vários símbolos que são mostrados no capítulo, o manto do capitão América, o escudo , com certeza são símbolos mas eles não são nada sem o homem ou mulher que os usa neste caso Steve Rogers é o verdadeiro símbolo , não pela aparência mas pelo seu caráter que foi o que moldou o capitão América e deu o significado que todos enxergam.

Sam: Realmente ele vai ser o novo capitão América, não por ter recebido/ganho o escudo no final do último filme , mas sim por ter conquistado/merecido pelo seu caráter com Steve Rogers fez anteriormente.

Backy: Não vejo tanto como coadjuvante a série da um epílogo para ele , mostrando que certas coisas são difíceis de se recuperar, mesmo fazendo a terapia com a psicóloga ou psiquiatra, não lembro. Da pra dizer que nossa dupla principal precisou um do outro pra acharem o seu desenvolvimento.

Zemo: Ele representa um fim para um objetivo sempre fiel a sua convicção, sem corromper a ideia dele contra os “super”, ele poderia pegar o soro pra ele mas destrói todos que consegue.
Muito necessária a cena dele no monumento em Sokovia, pra reforçar a convicção dele.

As questões raciais levantas são pertinentes pois elas colaboram com a história não vejo como lacre pois ela move a história como uma das engrenagens.

Os apátridas que realmente decepcionam não tem nem o que falar.

Walker: É o anti Steve Rogers, representa aquele militar mais padrão, atirar , matar , missão. E as pessoas que julgam que ele realmente o moldaram daquela maneira, é fruto de uma ideia um tanto fanática de ser militar.

Pena que só nos últimos episódios vemos o valor da série. E qual será o real papel da Sharon ?

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:09

Belos comentários!

Essa é uma série que REALMENTE temos que encarar como um filme que foi transmitido em pedaços. Se pensarmos em retrospecto e dessa forma, faz todo sentido essa gradação e o início mais lento, um tanto quanto perdido.

Abs,
Ritter.

Responder
Comunismo Vencerá 17 de abril de 2021 - 14:23

Episódio incrível. Série bem melhor que Wandavision ao meu ver. Lá, apesar de ser tudo mais polido, com qualidade técnica melhor, minha empolgação era 0, um episódio mais chatinho que o outro. Sem falar no desperdício de potencial por medo/preguiça de ousar demais. Enfim, ansioso pelo ultimo Ep!

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:10

Eu gosto mais de WandaVision ainda, mas Falcão e o Soldado Invernal tem me surpreendido bastante.

Abs,
Ritter.

Responder
Rafael Lucas Pereira Silva 17 de abril de 2021 - 13:33

Não sei se seria muito explícito, mas na fala do walker no julgamento ele podia ter mandado um “eu só fiz o q eu sempre fiz por esse país, porém dessa vez tinha câmeras” ou algo assim indicando a hipocrisia do governo kkkkkk

Muito bom episódio de ponte para o fim e encerrador de arcos

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:10

Sim, sim. Ficou nas entrelinhas pela forma dura que aquela CPI lidou com o caso.

Abs,
Ritter.

Responder
Bernardo Barroso Neto 17 de abril de 2021 - 13:07

Mesmo o ep tendo pouca ação foi impactante. Começando pela luta do Sam e do Bucky com o Walker, dando uma paulada em todo mundo com a história do Isahiah, terminando com a chegada da madame hydra. Alguma coisa me diz que ela tem ligação com o filme viúva negra. Mais um maravilhoso ep de uma série que só está crescendo.

Responder
BUGU 17 de abril de 2021 - 13:10

Já confirmaram que a personagem está em Viúva Negra. A primeira aparição dela seria lá, mas o coronavírus não deixou.

Responder
Kartman Conka 17 de abril de 2021 - 22:11

Humm, por isso a cena filmada daquele jeito. No caso a surpresa ficou pela atriz e não a personagem, mas construção da cena era pra ser alguém conhecido.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:11

Bem impactante. Mais ainda que o final do anterior, diria!

Abs,
Ritter.

Responder
Kartman Conka 17 de abril de 2021 - 12:58

Foi um bom capítulo da serie, um episódio pra realocar as peças no tabuleiro e preparar pra jogada final.
E os destaques são o destino do Zemo, a quase confirmação que a Carter é ou trabalha pro mercador do poder, John Walker bolando um escudo paralelo depois de ver algum youtuber de diy e o tão aguardado da outra série, o Mephisto, vulgo Selina Meyer.
Mas a grande cena foi a conversa com o Isaiah, esse ator tem um presença de cena incrível, um excelente interprete, fui até no IMDB procurar outros trabalhos desse senhor, realmente um grande artista.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:12

A Carter deve ser mesmo a Mercadora, mas trabalhando como uma “agente dupla”, chutaria.

Abs,
Ritter.

Responder
Victor Martins 17 de abril de 2021 - 12:27

Eu achei a montagem do episódio muito bagunçada, com várias linhas narrativas aleatórias e as cenas infinitas no barco. Parecia dois episódios diferentes.

Acredito que a Sharon infiltrou o Batroc para trair os ACHATOdas. Ela deve estar jogando dos dois lados sendo o Power Broker (ela deve ter matado o original e tomado o lugar) e ao mesmo tempo tentando pegar a Karli para conseguir o perdão do governo. Acharia bem legal se fosse ela a sair do nada no meio da briga e matar a Karli, mas não espero nada de diferente desses filmes/séries de super herói. Provavelmente o Sam vai fazer um discurso melequento e vai convencer ela a se entregar.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:13

De certa forma, foram dois episódios diferentes, mas achei isso bom e não tive problemas com a montagem não.

Sobre a Sharon, também acho que é algo por aí mesmo.

Abs,
Ritter.

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Lucas 17 de abril de 2021 - 21:28

É mais interessante quando se encara o barco como uma metáfora

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HobokenBlues 17 de abril de 2021 - 11:50

Essa série tem uns pequenos detalhes muito legais, o sam deixando as asas pra trás é quase como se ele estivesse se emancipando do governo, como o walker disse aquilo era um equipamento do governo, e agora o traje que vai finalmente consagrar ele como capitão América, o primeiro capitão América negro algo que o governo não fez, foi construído por wakanda.

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planocritico 17 de abril de 2021 - 12:13

Sim, o fato de o equipamento vir de Wakanda é uma escolha perfeita.

Abs,
Ritter.

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BUGU 17 de abril de 2021 - 17:13

Lembrando que nos quadrinhos, as asas originais do Falcão também vieram de Wakanda.

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 18:45

Steve Englehart ficaria orgulhoso!

Abs,
Ritter.

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Victor Nicolau 17 de abril de 2021 - 11:26

O episódio só acaba pra mim quando venho olhar sua crítica! Quando termino o capítulo já fico na expectativa haha!. Que episódio fantástico cara, o nível dos diálogos estão bem altos (e isso vem desde WandaVision) e atuações muito boas. Será que é o nível que a marvel pretende manter nessa nova fase?

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planocritico 17 de abril de 2021 - 16:14

Obrigado pelo prestígio, @victor_nicolau:disqus !

Olha, eu acho que, nas séries, a Marvel tem mais espaço e pode trabalhar essas tramas mais complexas e filosóficas. Não esperaria o mesmo nos vindouros filmes, portanto.

Abs,
Ritter.

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Henrique Braga 17 de abril de 2021 - 11:20

Episódio Muito bom, você disse tudo, direto com alguns ganchos. Mas o que realmente tá me incomodando é o fato do SAM virar o capitão américa sem o alarde dos outros personagens da Marvel, Cadê o resto dos vingadores? cadê as indústrias stark? O buck pedir para o pessoal de wakanda o novo traje do SAM achei meio preguiçoso do roteiro, no demais ansioso por esse último episódio!

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planocritico 17 de abril de 2021 - 16:15

Faz parte da natureza seccionada desse universo a ausência dos demais heróis. Seria infactível para a produção ter algo que reúna todos sempre. E sobre o traje, olha, foi conveniência, claro, mas faz absolutamente TODO sentido vir de Wakanda e não mais dos EUA. É toda a filosofia da coisa.

Abs,
Ritter.

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Luiz Fernando Barbosa de Morae 17 de abril de 2021 - 10:29

Bom dia, Ritter.

O episódio foi excelente, mas a crítica foi ainda mais… Concordo com absolutamente tudo, inclusive e principalmente com o motivo pelo qual foi tirada meia estrela ao final… Parabéns mais uma vez.

Esse episódio conseguiu ainda dar significado à introdução da questão familiar do Sam, no primeiro episódio, e da temática racial, temas esses que até então pareciam ter sido jogados em tela, sem nada que de fato os justificasse.

Por fim, apesar de concordar com a nota final, não consigo deixar de pensar que talvez se você tivesse se socorrido de alguém nos momentos de impaciência, dizendo “me borifem, me borifem…”, talvez ao final a nota pudesse ter sido ainda melhor. 🤣🤣

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planocritico 17 de abril de 2021 - 16:16

Sim, esse é um daqueles episódios que melhora a série como um todo. O lado pessoal do Sam, que não comprei muito no começo, ganha outros contornos aqui e se torna muito mais interessante. Ainda bem!

Abs,
Ritter.

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Lucas Casagrande 17 de abril de 2021 - 10:02

Eu não gostei tanto desse episódio como o anterior mas foi um bom episódio sim, embora ache que muitos minutos de cena são dados pras questões familiares do Sam entendo que é pra reforçar o desenvolvimento do personagem e isso vem ocorrendo de forma muito bem feita, as questões sobre racismo foram muito bem expostas, de forma muito superior a rasa forma que foi colocada no segundo episódio, inclusive servem bem para apoiar a decisão no inicio da série do Sam em não aceitar o escudo, o dialogo com o Bucky no qual ele pede desculpas por ter julgado o Sam sem ter o entendido antes, pra mim essa parte foi o ponto mais alto do episódio

E a Sharon Carter ainda vai aprontar e bem hehehe

Parabéns pela critica

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:17

Obrigado!

Olha, aqui eu achei importante as cenas familiares de Sam. Houve um desenvolvimento crível daquele começo estranho da série, que parecia meio solto no contexto geral.

Abs,
Ritter.

Responder
Bruno Santos 17 de abril de 2021 - 09:28

Achei o trabalho sobre o peso do escudo excelente, e finalmente foi bem trabalho essa parte do racismo por parte dos Estados Unidos, eu falava para uns amigos meus desejo primeiro episódio, que a série ia trabalhar sobre essa parte de opressão do país contra os afrodescendente e falaram que eu estava louco, que a Marvel não faz isso não,ia ser só um passa-passa escudo, o episódio tá aí para provar
Inclusive não minha opinião o melhor até agora
Por enquanto está assim para mim
5-3-4-1-2
O quatro só achei excelente msm o final, ainda acho o terceiro mais completo

Responder
planocritico 17 de abril de 2021 - 16:18

Exato. Agora a série abordou DE VERDADE o assunto da opressão. Ficou muito bacana. E também acho o melhor episódio até agora.

Abs,
Ritter.

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