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Crítica | Fale Comigo

por Leonardo Campos
95 views (a partir de agosto de 2020)

Alguém ainda duvida que nós vivemos num mundo sem equilíbrio, repleto de pessoas privilegiadas enquanto outras amargam as agruras da marginalidade social? Isso não é novidade para ninguém. Há quem diga que o discurso da meritocracia seja coerente, mas convenhamos, a questão é mais complexa do que imaginamos de imediato, numa leitura amena e basilar das coisas. Fale Comigo, por exemplo, é um filme que nos permite discutir opções, escolhas, destino e claro, o poder do rádio enquanto meio de comunicação efusivo e popular.

Como apontado no texto de Bom Dia, Vietnã, um dos principais detalhes para o sucesso comunicacional numa rádio é a presença de um apresentador cheio de carisma e presença magnética diante dos receptores. Tal como o filme de Robin Williams, esse também é o caso de Peter Greene (Don Cheadle), protagonista de Fale Comigo, dirigido por Kasi Lemmons, cineasta que teve como guia, o roteiro de Rick Famuyiva e Michael Genet.

Lançada em 2007, a produção narra a trajetória de dois homens com interesses similares, mas em constante conflito, um a ocupar local privilegiado numa sociedade que segrega sem pudor algum e o outro um presidiário carismático e com muito apelo popular, homem que encontra a oportunidade de trilhar novos caminhos por meio da comunicação, um dos seus talentos mais delineados no que tange à sua personalidade forte.

Com história desenvolvida entre maio de 1966 e janeiro de 1984, a narrativa que também flerta com o uso demasiado de drogas, bem como a pobreza e as tensões raciais nos Estados Unidos traz a saga de Petey Greene, um presidiário que depois de uma situação inusitada com outro preso, consegue acordo com a justiça para sair da prisão. Ele consegue fazer o homem em postura de motim, desarmar as suas propostas de balbúrdia, postura que chama à atenção dos envolvidos na situação e registra para o público a faceta irreverente, dinâmica e popularesca de Greene ao assumir o posto de locutor numa rádio mais adiante.

É na prisão que ele conhece Dewey Hughes (Chiwetel Ejiofor), um homem negro relativamente bem sucedido quando comparado ao irmão, Milo (Mike Epps),  que visita peremptoriamente na cadeia, espaço que permitirá o encontro entre os personagens que se tornam grandes amigos por uma longa época, mas acabam colidindo nas opiniões contrárias e no ego que cegará ambos os lados, ceifando uma bela amizade e trazendo dor e tristeza num feixe constante de tragédias. Entre idas e vindas, mudanças de posição e de regras no jogo da vida, os personagens encontram no rádio o veículo ideal para desaguar as suas sensações.

Hughes representa alguém que em plena era de lutas por parte de Martin Luther King, conseguiu se manter ileso diante das estatísticas no que concerne à criminalidade. Ao sair da prisão, Greene vai até Hughes em busca de oportunidades. Os primeiros momentos são de resistência severa, amaciada posteriormente, sob a supervisão absoluta do editor-chefe E. G. Sanderling (Martin Sheen), homem com idade relativamente avançada que vai sentir a pressão subir constantemente diante do estresse diário, pois conter Petey Greene é uma missão desafiadora, tal como o popular e desbocado protagonista de O Rei da Baixaria, narrativa que também versa sobre o poder comunicacional do rádio e a força midiática de uma celebridade instantânea.

Com design de produção assinado por Warren Alan Young, Fale Comigo resgata o período histórico com bastante competência, sendo auxiliado pela direção de arte de Patrick Banister, detalhista e comprometida. Os figurinos de Gersa Phillips conseguem captar bem o espírito da época, elemento que juntamente aos demais setores da visualidade, ganham captação além do trivial de Stephane Fontaine, diretor de fotografia. As imagens captadas por Fontaine são adornadas pela composição musical de Terence Blanchard, veterano no campo em questão, bastante conhecido por suas parcerias com Spike Lee.

Ao longo de seus 118 minutos, a produção radiografa a biografia dos personagens de maneira didática, dinâmica e bem conduzida, talvez um pouco alongada diante da quantidade de conflitos e questões a resolver em sua estrutura dramática. Como boa parte das narrativas biográficas, Fale Comigo não contou com o apoio da família Greene, o que de imediato geralmente mina as expectativas do público. De volta ao que toquei rapidamente na abertura desta reflexão, a produção em questão é um filme sobre escolhas, opções e destino, tal como o brasileiro Uma Onda no Ar, cada um com sua particularidade, mas ambos conectados pelas celeumas vividas por seus personagens, em especial, o racismo como estigma e a pobreza oriunda de um determinismo avassalador.

Após a morte de Greene, homem que defendia a reforma no setor penitenciário, seus familiares criaram uma fundação que tinha como lema “a mudança é atingível”, o que pavimenta mais uma vez a trilha de aproximação entre Fale Comigo e o brasileiro citado anteriormente. Com personagens cheio de loquacidade, carisma e talento para executar suas funções no meio de comunicação em questão, a produção romantiza uma história mais complexa do que já apresentado durante o filme. Escutado por todos, Greene sentiu profundamente o sabor da fama, recebeu propostas, convergiu para a TV, mas decidiu que era o rádio a sua paixão, pois segundo um de seus lemas, “meu povo me ouve na rádio, não na TV”.

Fale Comigo — (Talk To Me) Estados Unidos, 2007.
Direção: Kasi Lemmons
Roteiro:Kasi Lemmons, Michael Genet, Rick Famuyiwa
Elenco:  Cedric the Entertainer, Chiwetel Ejiofor, Don Cheadle, Elle Downs, Jeff Kassel, Martin Sheen, Taraji P. Henson, Vicky Lambert
Duração: 121 min.

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27 comentários

Caroline Silva 14 de abril de 2020 - 23:02

A importância da presença de voz, é fundamental para um radiojornalista. Ainda mais, quando pautas discusivas vem em destaque, e o profissional tem que esta preparado para fortes argumentos. O posicionamento da voz, tras realidade e precisão nas informações colocadas, podendo destacar também; grande credibilidade e audiência ao programa.

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Ana Xavier 23 de março de 2020 - 19:14

Ter uma boa voz, bem colocada e saber falar leva o radiojornalista a prender o seu ouvinte, mas ter tudo isso unido ao carisma cria uma conexão entre o locutor e o seu público. Para chegar à isso, o locutor deve ter uma preparação que o rádio exige e que não permite monotonia ou exageros, a mensagem precisa chegar ao ouvinte de forma clara, considerando que a voz é a única ferramenta do rádio.

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Bernardo Rego 22 de março de 2020 - 20:40

Para atuar no rádio não é necessário formação acadêmica, mas há um fator bastante importante que é saber falar ou comunicar. Para consegui êxito temos duas opções: ou fazemos um curso técnico e a partir daí adquirimos a técnica necessária para expressar-se no referido meio de comunicação ou já nascemos com o dom. É o caso do personagem Petey Greene,que além de possuir uma boa voz mostra-se autêntico e sincero nas mensagens transmitidas. Além disso, demonstra um carisma peculiar que atrai a audiência dos ouvintes. É preciso saber atuar, mas a naturalidade é um fator primordial para que se tenha êxito, ou então, será apenas mais um fazendo a tarefa de muitos. O filme mostra que uma pessoa com talentos inerentes pode se destacar desde que lhe seja conferida uma oportunidade para tal.

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Saul Gabriel 20 de março de 2020 - 23:41

A formação prática dos jornalistas de rádio se dá no dia a dia, sendo assim um processo contínuo. A imposição das vozes no rádio estabelece respeito, e cria uma relação entre o emissor e receptor.
Para falar no rádio, devemos estar atentos aos componentes: voz, dicção, articulação e entonação. Tudo isso junto, de forma harmoniosa, possibilita transmitir, com segurança, o que é preciso. Não basta ter bons programas com excelentes conteúdos e qualidade técnica, se não conseguir, através da fala, transmitir credibilidade, confiança e simpatia. Portanto, são fundamentais alguns cuidados com a voz.

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Viviane Alves 20 de março de 2020 - 23:21

O rádio é o meio de comunicação mais democrático que existe, podemos ouvi-lo enquanto realizamos variadas tarefas. Nxo filme é mostrado o carisma ligado a sinceridade do locutor Petey. Com linguagem simples e popular conquistou um grande público, ajudou no crescimento da rádio, mesmo em meio a falta de credibilidade inicial, ele mostrou que era capaz, sem perder os seus princípios e sem esconder de onde veio, ainda assim ter a admiração do público .

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Saul Gabriel 20 de março de 2020 - 23:21

A formação prática dos jornalistas de rádio se dá no dia a dia, sendo assim um processo contínuo. A imposição das vozes no rádio estabelece respeito, e cria uma relação entre o emissor e receptor.
Para falar no rádio, devemos estar atentos aos componentes: voz, dicção, articulação e entonação. Tudo isso junto, de forma harmoniosa, possibilita transmitir, com segurança, o que é preciso. Não basta ter bons programas com excelentes conteúdos e qualidade técnica, se não conseguir, através da fala, transmitir credibilidade, confiança e simpatia. Portanto, são fundamentais alguns cuidados com a voz.

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Denis Damasceno 20 de março de 2020 - 21:37

O rádio é um meio comunicacional que é diretamente voltado para o uso da voz e, enquanto tal, é necessário que o comunicador capte o ouvinte por inteiro através da sua eloquência e familiaridade linguística, canalizando todo um “encanto” unicamente à audição, onde para a maioria das pessoas é desejado o uso de todos os cinco sentidos. Para a efetividade de tal façanha, o talento do radialista se faz essencial. Neste quesito, o personagem/radialista Petey Greene personifica a massa da qual veio, representando-a em si mesmo por meio de toda uma configuração da vida e linguagem concretas das quais nasceu e comunica-as ao povo para o qual possui carinho e identificação.

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Débora Oliveira 20 de março de 2020 - 21:12

No rádio não há lugar para complexidade, vaguidade mas sim saber noticiar com simplicidade e precisão. O filme conta comigo o locutor Petey consegue capturar a atenção do ouvinte com seu entusiasmo, com sua forma animada sem narração maçante. A prova do sucesso são as cartas recebidas e o congestionamento nas ligações ou seja os ouvintes mergulhados na rádio. O filme 2007 mostra como a instantaneidade é a grande força do rádio como acontece no rádio atual a notícia no uso do tempo presente. No filme a morte do ícone lutetking mostra como o rádio tem a força de manter toda uma população bem informada e de como pode ser usado também como divisor de água para influenciar no comportamento dos ouvintes.

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anderson Ferreira 20 de março de 2020 - 20:57

A importância do carisma para um locutor é transmitir com responsabilidade tudo aquilo que é dito, combater a inibição e eficiência e impostação. Com base no Filme podemos perceber que o comunicador precisava mesmo ser lapidado, mais conseguiu conquista seus ouvintes,vale salientar que uma boa dicção para os locutores é tão importante, quanto às pessoas entendam tudo aquilo que seja dito pra quem está do outro lado da caixa falante do ” Rádio”.

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Gabriel Amaral 20 de março de 2020 - 20:09

O jornalista tem como função a transmissão de informações e notícias do cotidiano, seja por qualquer meio de comunicação, e no rádio à apenas uma única ferramenta: a sua voz!
Quando a mensagem é direcionada ao público de forma clara, coerente, objetiva e com uma linguagem simples, ela espontaneamente consegue atingir o ouvinte e segurar sua atenção.
Tendo a voz como sua única e principal ferramenta de comunicação, o comunicador precisa ‘abusar’ da simpatia para a aproximação com o público, além de impor sua falas, levando verdade e credibilidade aos receptores.

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Lucas Lima 20 de março de 2020 - 19:17

Uma voz bem colocada, imposta de forma clara fazendo com que os ouvintes não percam o raciocínio durante o momento em que o locutor fala com eles, é de suma importância. Ser carismático também tem suas vantagens, pois chama a atenção e também como o interlocutor não era visto, isso acabava dando asas à imaginação dos ouvintes, criando uma imagem mental de como seria o dono da voz que dizia àquilo que talvez eles não conseguissem dizer e ouvindo uma certa sonoridade sem ruídos, demonstrando segurança sendo transmitida cansando prazer para o público, com relação ao filme “FALE COMIGO”, os mesmos riam das histórias, ficavam surpresos com as notícias e concordavam com as verdades ditas sobre o momento que estavam vivendo, narradas por Petey Greene que prezava a sua imagem para que seus ouvintes apenas julgassem o que ouviam ao invés da sua personalidade física.

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Hyago Cerquira 20 de março de 2020 - 19:17

Petey mistura relatos da vida pessoal com análises sobre o mundo para expressar suas opiniões durante o programa, o que humaniza ele e faz com que as pessoas que o escutam se sintam próximas. Isso é carisma, é mesmo apenas com a voz conseguir se aproximar do público. Ele não abre mão de seus princípios e sempre pensa em seu público alvo, o que demonstra uma relação recíproca. Petey está fora dos padrões presentes na época e da voz a pessoa que antes não tinham.

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Mirelle Lima 20 de março de 2020 - 18:18

O rádio permite que a pessoa o ouça enquanto pratica outros afazeres, e por isso, ele é visto como uma companhia diária para muitos. Sendo assim, é preciso que o locutor consiga atingir o público de forma simples, como um amigo próximo. O carisma é fundamental para prender o ouvinte e fortalecer essa relação, e assim, o estilo do radialista passa a fazer parte do dia a dia de quem ouve. Em Fale Comigo, é perceptível a facilidade que Petey possui de se comunicar, e apesar de expressar opiniões consideradas polêmicas, que muitos ouvintes até discordam, os mesmos não abrem mão de escuta-lo todos os dias.

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Milena Fiuza 20 de março de 2020 - 16:03

Quando refletimos sobre o poder comunicacional que o rádio tem de alcançar milhões de pessoas simultaneamente, é necessário ter carisma para prender o público ao programa. A audiência que se encontra do outro lado do rádio, é formada por pessoas que divergem em crenças, ética, valores e opiniões. Levando isso em conta os programas de rádio precisam de locutores que com carisma e sabedoria na impostação da voz consigam falar para toda a massa que o ouve, e fazer com que se identifiquem com o que está sendo dito.

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Bruno Guena 20 de março de 2020 - 15:00

O carisma e a impostação de voz são duas características essenciais para um radialista obter sucesso. Visto que o rádio é um meio de comunicação onde estamos limitados apenas com a voz do locutor.Com isso, o mesmo precisa criar um personagem que interaja com seu público e os conquiste afim de fidelizá-los. O personagem Petey Greene possui essas duas características, que o tornou um radialista de sucesso e caiu no gosto dos ouvintes.

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Vinicius Santos 20 de março de 2020 - 09:37

O filme basicamente nos faz refletir a importância de ser perseverante e acreditar em si mesmo. Para ser um bom locutor é preciso ser carismático, ter uma boa oratória e saber dominar seus ouvintes os deixando mais entretido possível. Petey Greene foi muito inteligente ao ponto de levantar a audiência do programa que vivia um momento difícil e conseguir seu espaço na sociedade preconceituosa pelo fato de ser um ex presidiário e negro.

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Wellington Souza 20 de março de 2020 - 01:18

Partido da importância do carisma e impostação da voz, instrumento fundamental para um locutor alcançar o seu público e transmitir as informações com clareza, evitando ao máximo os ruídos para que o ouvinte não se perca no raciocínio. A entonação é a ferramenta primordial para cativar as pessoas que estão no seu corre corre diário e quando se deparam com uma voz diferente e atraente acabam parando para ouvir, sendo então fisgada pelo locutor para transmissão da sua mensagem. Quando o rádio cumpri o seu processo da mensagem, ele evidência o processo de Emissor -Receptor – Campo Comum de Referência, que são os elementos culturais e comum entre o locutor e receptor. Isso ganha prestígio e credibilidade para o veículo de comunicação.
Assim Petey Greene buscava para seu público de maioria negra que não tinha alguém que falassem por eles e do seu jeito.
A roupagem musical que Greense trouxe foi crucial para ganhar carisma dessa população que muitas das vezes não era representado na rádio com versatilidade.

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Ludimila Lyssa 19 de março de 2020 - 23:20

Quando falamos de carisma soa algo positivo, uma qualidade que poucos tem , faz com que a pessoa torne-se querida, tenha presença e geralmente chame atenção daqueles que o rodeiam. Na comunicação, principalmente no veículo (rádio) ser carismático, não só aproxima o locutor/emissor com o ouvinte mas tem um poder de ser dinâmico e ativo nas gravações e direcionando a notícia e opiniões com clareza e bom senso.
A impostação da voz na rádio, é fundamental pois ajuda o emissor a transmitir melhor a mensagem para seu público e o caracterizando em um bom falante, sendo colocada de modo eficiente , a voz torna a marca da pessoa deixando o ouvinte fique preso a notícia. Tendo uma boa oratória e um ótimo carisma, faz com que a impostação vocal seja firme , sucedendo em uma reprodução fática, original e excelente.

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Rodrigo Alves 19 de março de 2020 - 23:20

É de suma importância manter o carisma em qualquer ambiente, nas rádios é essencial. Partindo do ponto onde o ouvinte não sabe quem é a pessoa por trás da voz, as pessoas projetam quase uma imagem de quem está do outro lado, dependendo da voz. O ouvinte imagina a pessoa de um jeito muito particular. A voz vai descrever o locutor e vai virar uma conecção com quem o escuta. Antes da invenção da televisão as pessoas tinham acesso às notícias apenas por meio dos jornais e pelo rádio. Nos dias de hoje, esse lado divertido, do rádio ainda continua, por isso, muitos profissionais tendem a trabalhar maneiras de individualizar a sua própria narração, criando até mesmo uma lealdade com quem ouve a locução. https://media1.giphy.com/media/JWZmzj1KNzZBu/giphy.gif

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Luan Julião 19 de março de 2020 - 23:14

Assim como acontece no filme “Bom dia, Vietnã”, fica visível a importância do carisma e do saber numa transmissão rádio jornalística, visto que acarreta em grandes índices de audiência, além de influenciar as emoções dos ouvintes. Alcançando esses objetivos, o profissional que está apresentando terá êxito no processo comunicacional, já que conclui-se que foi possível passar a notícia como desejado, contando com o magnetismo e a comoção do público, trazendo notoriedade, relevância e audiência.

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Nangel Santana 19 de março de 2020 - 23:14

A voz é um grande e o principal instrumento de um radialista. Esse instrumento muito importante precisa está calibrado para passar com firmeza às informações. Às pessoas houve e precisam se sentir confiantes para poder ter certeza do que se houve e sentir veracidade. Uma voz bem calibrada e bem composta trás credibilidade para os ouvintes e radialistas.

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Adriane 19 de março de 2020 - 23:13

38% do seu carisma vem da maneira como você fala .Quanto mais atraente sua voz é para as pessoas mais confiança elas depositam em você, mas o oposto também é verdadeiro. Gaguejar, falar rápido demais, sem respirar adequadamente pode arruinar o seu carisma e tornar as pessoas incapazes de desfrutar da sua companhia. Isso vale para o radio. A sua voz é a forma de conexão que você tem com o ouvinte, quanto mais carismática e acolhedora ela for mais pessoas serão atingidas.

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Igor Ruan Anjos Moreira 19 de março de 2020 - 23:13

Uma voz imponente traz confiança em diversos momentos, inclusive na hora de passar a notícia, como no momento do filme em que o narrador fala sobre a morte de Martin Luther King, em que numa fração de segundos ele se irrita e percebe que inflamou ainda mais os ouvintes. Se ele não fosse influente, seria só mais um, mas pelo fato de ter uma boa voz, ele se torna um notório formador de opinião.

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Rebeca Silva 19 de março de 2020 - 22:51

À medida que a voz, o humor e o espírito de Petey surgem nas ondas aéreas com a vitalidade da época, os ouvintes sintonizam-se para ouvir não apenas músicas incríveis, mas também um homem falando diretamente sobre raça e poder na América, como poucas pessoas já ouviram. O personagem preenche a necessidade de seus ouvintes – um interlocutor direto dos desprivilegiados e desiludidos, em uma época em que nada era certo e nenhuma conversa (especialmente em Washington) …Expressando poderosamente para o público com sua potente mistura de performances extraordinárias e trilha sonora envolvente.

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James William 19 de março de 2020 - 22:43

O carisma e a voz são um dos principais fatores quando falamos sobre o profissional do rádio, já que não vemos sua face, é através desses aspectos que iremos nos atentar. Com o carisma se consegue a atenção dos ouvintes, e a voz é importante para passar confiança ao público, e esses fatores se tornam extremamente importantes quando falamos na reprodução de notícias, pois são esses fatores que irão direcionar a atenção da audiência para a notícia que está sendo reproduzida.

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Rodrigo Alves 19 de março de 2020 - 22:30

O filme ta muito ligado ao empoderamento negro. “Talk to me” é um ótimo drama recheado de bom humor, com um ótimo retrato da geração negra americana pelos olhos de uma de suas maiores vozes. Trazendo à tona os 2 personagens que rege essa bela história, temos o Dewey Hughes, um homem rico e bem-sucedido, mas que nunca abandonou suas origens, em contrapartida nos é apresentado o carismático Petey Greene, um réu cumprindo sua pena, e com uma enorme ambição. Inclusive os conflitos entre os dois personagens é praticamente a força que move o filme, pois enquanto Hughes quer alçar Greene à fama, este quer apenas seu programa de rádio simples como si próprio. https://media0.giphy.com/media/cilPlghee9wEOtBWPd/giphy-downsized-medium.gif

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Rafaela 19 de março de 2020 - 20:13

A importância do carisma e da impostação de voz na transmissão das notícias no rádio desempenha um papel muito relevante, em como a informação chega aos seus receptores, além da “emoção” que traz um papel fundamental, seja ela, expressada de uma forma mais agitada ou mais calma, por exemplo. Através da entonação também podemos notar vários pontos significativos. E o carisma, é um diferencial, em manter e atrair mais ouvintes, resultando em, talvez uma maior audiência.

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