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Crítica | Fear the Walking Dead – 3X15 e 3X16: Things Bad Begun / Sleigh Ride

por Ritter Fan
348 views (a partir de agosto de 2020)

Things Bad Begun

Sleigh Ride

3ª Temporada

– Há spoilers. Leia, aqui, a crítica de todos os episódios da série.

Ufa! Os dois episódios finais da terceira temporada de Fear the Walking Dead vieram para confirmar que El Matadero foi só mesmo um soluço, uma única exceção para confirmar a regra de qualidade deste ano da série, o primeiro que conseguiu sair da mediocridade total e mostrar que o prelúdio de The Walking Dead pode sim funcionar se souber explorar bem seus personagens mesmo depois de trair sua premissa de contar o início da praga zumbi.

A AMC fez bem em encurtar a longa temporada de 16 episódios levando ao ar nada menos do que oito deles em formato de dobradinha, marcando o começo e fim de cada metade. E o melhor é que Dave Erickson, o showrunner que deixa a série já a partir da próxima temporada, faz questão, apesar de nomear separadamente cada capítulo, de dar um equilibrado ar de episódio alongado a eles. Things Bad Begun e Sleigh Ride, portanto, funcionam bem juntos como uma espécie de longa-metragem de encerramento de uma fase e de despedida de Erickson que, porém, continuará trabalhando para a produtora em outros projetos.

Como vimos em El Matadero, Alicia, que aparentemente não consegue ficar sozinha, arrumou uma amiga que adora manejar uma picareta, Madison, Strand, Walker (ou Taqa) e Lee (ou Crazy Dog) partiram para a represa de Lola e Daniel e Nick e Troy ficaram para trás no entreposto comercial controlado pelos Proctors. E é exatamente assim que encontramos cada um deles, só que levemente mais adiantados no tempo, com um roteiro de Jami O’Brien que, porém, não perde tempo em tramar a reunião do elenco principal, com Diana se ferindo e Alicia levando-a a um médico que, por sua vez, precisa remover um tumor das costas de Proctor John (Ray McKinnon entrando para o elenco em um papel que é curiosamente o de líder de um clube de motoqueiros, tendo ele vivido um caçador de outro clube em Sons of Anarchy), chefão local que, dentre outras coisas, quer tomar a represa e com quem Strand fizera um acordo secreto. De forma semelhante, Troy descobre os planos dos Proctors e os conta para Nick, com os dois, juntos, seguindo para avisar Madison e os demais na represa.

Mesmo tendo que aceitar um Proctor John que passa por uma operação delicada quase que sem anestesia e, ato contínuo, sai andando como se nada tivesse acontecido e com a própria entrada um tanto brusca do personagem, por mais carismático e sinistro que ele seja, em ótima atuação de McKinnon, o roteiro funciona organicamente, quase tornando o episódio anterior completamente desnecessário. Claro que teria sido melhor se o personagem tivesse ganhado sua introdução já em El Matadero, o que poderia ter emprestado alguma utilidade a ele.

Outro aspecto muito positivo do roteiro de Things Bad Begun é o fatídico diálogo entre Madison e Troy que, inteligentemente, resume os conflitos raciais que servem de pano de fundo para a temporada, ao mesmo tempo que a direção de Andrew Bernstein brinca com o relacionamento edipiano existente entre os dois, por intermédio do uso de enquadramentos e ângulos que os aproximam fisicamente mais do que seria natural e debaixo de uma luz que acalma e cria o clima necessário para o que poderia ser o primeiro beijo deles. No entanto, muito ao contrário, essa sequência magistral serve é para armar o assassinato de Troy por Maddy como a única saída possível depois que ele é forçado a contar que a horda que acabou vitimando Ofélia foi obra dele. Claro que Troy ainda era um personagem que poderia ser explorado em futuras temporadas, mas dentro da lógica do episódio e de tudo o que vimos sobre ele, especialmente depois que Madison deixou cada vez mais evidente sua natureza assassina, não havia outra escolha possível ali. Diferente da morte boba e perdida de Ofélia, a de Troy ganhou um bom grau de solenidade, especialmente por vir depois da sessão de “quase” tortura de Nick por Daniel que imediatamente fareja a personalidade distorcida de Troy e a mentira acobertadora de Nick.

Também preparando um ato extremo, vemos Strand debatendo-se sobre sua traição depois que Nick chega para contar sobre o ataque iminente da gangue de Proctor John, o que precipita os problemas e a violência que ele queria evitar. Ele sabe que precisará enfrentar Daniel, o que nunca é uma tarefa fácil, e usa Madison como suporte psicológico sem, porém, revelar seu segredo. Sem trair o personagem egoísta que Colman Domingo criou desde a primeira temporada da série, Strand mostra-se como um homem dividido agora entre o que ele quer fazer para “se garantir” e o que ele precisa fazer para salvar Madison e seus filhos, considerando a amizade que acabou sendo construída entre eles. Seu confronto com Lola e Daniel é típico de Strand: hesitante, covarde e estabanado, resultando em um momento que, lembrando muito o final de Clube da Luta, incapacita o ex-torturador (bem, não tão “ex” assim…) com um tiro que entra pelo queixo e sai pela bochecha.

Sleigh Ride, portanto, tinha a responsabilidade de lidar com a invasão de Proctor John na represa e com os destinos dos personagens principais, sem, claro, necessariamente apresentar algo fechado em si mesmo por se tratar do último episódio de uma temporada que, como de praxe, “pede” um cliffhanger. E, interessantemente, no lugar de mergulhar direto no conflito, Dave Erickson e Mark Richard introduzem sequências – inclusive a inicial – que se passam em algum lugar da mente de Madison durante uma bucólica e ao mesmo tempo sinistra véspera de Natal (daí o nome do episódio, que pode ser traduzido como “Passeio de Trenó”), a primeira quase que uma visão de futuro, com Nick e a sumida Luciana juntos e com um bebê zumbi (impossível não lembrar de Z Nation nesse momento) diante de uma lápide com o nome de Alicia e, as demais, com um macabro jantar de Natal tendo a morte de Jeremiah como foco. Esses estranhos momentos, sem dúvida alguma, dão um sabor especial ao episódio que, porém, tem seus problemas.

O primeiro deles é a mencionada conveniência de Proctor John andar como se sua operação fosse algo que tivesse acontecido há muitos anos, o que de certa forma mostra que todo o drama sobre esse aspecto no capítulo anterior foi um mero artifício para trazer Alicia para o centro da ação, o que, convenhamos, poderia ter sido feito de outra maneira. Além disso, o “impasse mexicano” no topo da represa é irritantemente resolvido por uma interferência deus ex machina de Taqa e Crazy Dog, que já haviam ido embora dali, mas que aparecem do nada e ainda por cima com um rifle com mira telescópica para ajudar Nick em sua jogada arriscadíssima. No lugar de organicamente trazer os dois personagens para a narrativa, eles entram e saem como um passe de mágica digno de um filme de Harry Potter.

Além disso, os efeitos especiais relacionados com a explosão da represa são ruins de doer. Dave Erickson tinha a obrigação de saber que o orçamento da série não comportava sequências grandiosas dessa natureza e deveria tê-las escrito de maneira que a direção de Bernstein pudesse se beneficiar de planos mais fechados, sem panorâmicas aéreas que chegam a machucar a retina, indignas até mesmo de jogos de primeira geração de Playstation. Porém, confesso que a ideia por trás da execução pobre é muito boa. A distribuição de água foi elemento mais do que debatido ao longo da temporada e a destruição da represa é perfeitamente circular com o que foi apresentado anteriormente, deixando que o curso do rio – e a vida – siga naturalmente, sem controladores se beneficiando e controlados sofrendo.

E esse final apocalíptico – ou seria diluviano? – também ajudou na separação orgânica do elenco, estabelecendo um cliffhanger extremamente aberto, em que só temos certeza total da sobrevivência de Madison. Digo “total”, pois a vemos em situação controlada e relativamente calma, mas não tenho dúvidas que todos os demais, inclusive Proctor John, estão vivinhos da silva e voltarão na próxima temporada, cada um com sua agenda. Será interessante ver como os novos showrunners Andrew Chambliss e Ian Goldberg (co-produtores e escritores de Once Upon a Time), com a produção executiva do veterano Scott M. Gimple, por sua vez showrunner de The Walking Dead desde a quarta temporada, lidarão com o novo status quo. Sinceramente, apenas espero fortemente que a velha estrutura de “grupo alegre e feliz versus gangue malvada” não se repita também na série-prelúdio, pois ela já cansou.

Depois de uma primeira e segunda temporadas não mais do que medianas em seu agregado, Fear the Walking Dead mostra que tem valor com um terceiro ano muito bom que consegue desenvolver e transformar todos os seus personagens de maneira crível, além de não ter medo de matar alguns outros que tinham protagonismo. Resta saber se a mudança no controle da série manterá a qualidade que demorou a conseguir ou se a fará reverter para tramas dignas de esquecimento.

Fear the Walking Dead – 3X15 e 3X16: Things Bad Begun / Sleigh Ride (EUA, 15 de outubro de 2017)
Criação: Robert Kirkman, Dave Erickson
Showrunner: Dave Erickson
Direção: Andrew Bernstein
Roteiro: Jami O’Brien (3X15), Dave Erickson e Mark Richard (3X16)
Elenco: Kim Dickens, Frank Dillane, Alycia Debnam-Carey, Colman Domingo, Danay García, Paul Calderón, Karen Bethzabe, Brenda Strong, Daniel Sharman, Sam Underwood, Dayton Callie, Lindsay Pulsipher, Rubén Blades, Jason Manuel Olazabal,  Jesse Borrego, Lisandra Tena, Edwina Findley, Ray McKinnon
Produtora: AMC
Disponibilização da série no Brasil (na data de publicação da presente crítica): Canal AMC
Duração: 46 min. (3X15), 43 min. (3X16)

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31 comentários

Vinícius Alexandre 21 de outubro de 2017 - 01:05

Excelentes episódios e temporada sensacional. Tava ansioso pela crítica, apesar de discordar da avaliação (daria 4,5 estrelas pela história de superação da série,kkkk).
Achei boa a ideia de usar a construção do relacionamento da Alicia com a mulher da picareta só como escada para o Proctor John. Passou a falsa impressão de uma historia independente com as duas (que aliás, falsas ilusões permearam toda a série).
Outro ponto sensacional foi o momento em que a Madison assassina o Troy. Não que eu ache violência legal, mas foi porque houve uma construção de um suposto relacionamento (bem estranho) entre os dois e, no momento da descoberta do que ele fez, a desconstrução dessa ilusão. Portanto, o sensacional foi a quebra do caminho traçado em sua mente, apesar de ser bastante óbvio que essa história iria estourar.
Alguns pontos que me incomodaram foi também a conveniente recuperação do Proctor John e não só a dele, mas a do Daniel também, que leva um tira na boca, fica dentro do bueiro quase morto e de repente aparece na represa à la Steven Seagal. Já era esperado que ele não fosse morrer daquilo, mas voltar daquele jeito foi demais até pra mim que gosto de ação. Tanto gosto que não me incomodou a aparição deus ex machina do Taqa e Crazy Dog. Outro ponto que me incomodou muito foi o Nick estar cercado e ninguém abatê-lo (ele fica de costas para os outros).
O final ficou em aberto com relação a quem sobreviveu, mas, como já li outrora por aqui, só está morto se houver cadáver. Não acredito que alguém tenha morrido ali. Até porque ficou bem delineado os caminhos para a próxima temporada. O Proctor John expôs seus planos de expansão (e eu acho que o crossover partirá daí); a natureza assassina da Madison está aflorando cada vez mais; o Daniel vai dar o troco no Strand. Enfim, tem muito pano pra manga que os próximos showrunners podem explorar. Torcer pra que não caia de qualidade.

Ps.: Só vim perceber que o Nick comeu miolo de zumbi nesse episódio!!! kkkk

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planocritico 21 de outubro de 2017 - 11:41

“História de superação da série” é ótimo! Bem por aí mesmo!

Sobre a morte de Troy, foi muito bacana mesmo, pois houve uma recriação daquele suposto romance que haveria entre os dois, somente para ela, fria do jeito que é, martelar o sujeito duas vezes…

A recuperação de Proctor John, para mim, foi pior do que a de Daniel, mas as duas foram bem forçadas sim. Mas faz parte, não tem jeito…

E, finalmente, sim, sem cadáver, sem morte. Acho que está todo mundo vivo mesmo. Meu grande medo é que, com base nesse raciocínio, Travis também esteja… Aí vou ficar muito irritado…

Abs,
Ritter.

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SomBR@ 20 de outubro de 2017 - 22:20

Quando volta? já estou com saudades D:

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planocritico 21 de outubro de 2017 - 11:38

Se mantiverem o padrão desse ano, só lá por junho de 2018!

Abs,
Ritter.

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Massi Marques 20 de outubro de 2017 - 13:35

Season finale espetacular! Nem me incomodei com os efeitos da represa, apenas com a cirurgia milagrosa. De resto, fiquei me tremendo do início ao fim.

Responder
planocritico 20 de outubro de 2017 - 20:50

Muito bom o final mesmo, @massimarques:disqus !

Abs,
Ritter.

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Alex Alves 20 de outubro de 2017 - 13:17

Achei muito arriscado matar os dois melhores personagens da trama de uma vez Nick e Troy.

Mas gostei muito dessa temporada até pareceu outra série estando melhor que TWD, mas como você disse perderam a oportunidade de criar um vilã Proctor John, fazendo as situações de forma rápida sem profundidade.

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planocritico 20 de outubro de 2017 - 20:52

Não acho que Nick morreu não. Ele estava com Daniel. Daniel é imortal.

Proctor John ficou jogado. Poderiam ter feito a introdução do sujeito bem antes, mas…

Abs,
Ritter.

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Sllaker 20 de outubro de 2017 - 13:06

Esse episódio final e o cliffhanger deixaram um gostinho amargo numa temporada que foi bem superior as duas anteriores. O Dave Erickson sai deixando a série por cima, será que os novos escritores e o Scott Gimple serão capazes de manter a qualidade? Sinceramente, tenho meus receios. E ainda tem essa história de crossover…

E chovendo no molhado: parabéns pelas ótimas críticas!

Responder
planocritico 20 de outubro de 2017 - 20:53

Obrigado, @sllaker:disqus ! Olha, realmente teremos que esperar para ver. Afinal, sai o Erickson justamente quando ele acerta e entram dois que tem no currículo Once Upon a Time (e isso não é bom…). É torcer…

Abs,
Ritter.

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Guilherme 20 de outubro de 2017 - 11:56

Estou curtindo FTWD, mas assim como comentado na crítica, me incomodei com alguns pontos:

– Desfecho sobre a morte da Ofélia: Ela morre segundos antes do Daniel chegar e como ele acaba se entendendo com a Madison posteriormente, poderia ter rolado uma despedida bacana com a filha.
– Momento drogas do Nick e Troy: De novo isso?
– Cirurgia de Proctor John: Forçado demais. Poderiam ter escrito algo mais crível para justificar o encontro dele com a Alicia.
– Deus ex-machina na cena final na represa: Nick sendo salvo por Walker, Lee e Daniel no último segundo ficou bem forçado também. Outra coisa, se era para o Nick apertar o botão antes do tempo, impossibilitando a fuga da sua família, que isso tivesse ocorrido por consequência de um tiro e sua morte.

Obs.: Estava começando a não odiar mais o Troy e até torci para que rolasse alguma coisa entre ele e a Madison.

Responder
planocritico 20 de outubro de 2017 - 20:56

Estou de acordo com seus pontos negativos. Mas mesmo com eles a temporada acabou bem positiva.

Sobre Troy, concordo. Ma não tinha opção ali.

Abs,
Ritter.

Responder
Rômulo Estevan 19 de outubro de 2017 - 21:58

Ótima série não vejo a hora do crossover , e parabéns pela crítica detalhou tudo o que pensei hahaha

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 22:17

Obrigado, @rmuloestevan:disqus ! Tomara que o crossover tenha significado e não seja uma bobagem de marketing apenas…

Abs,
Ritter.

Responder
Huckleberry Hound 19 de outubro de 2017 - 19:00

Tem razão sobre a explosão,álias,aquela cena final de Madison no fundo do oceano sujo com uma aparição de Travis (sniff) foi 100 vezes melhor que a explosão da represa mas o episódio foi tão bom (assim como o resto dessa temporada de Fear) que não liguei muito pros efeitos!Agora tenho pena dos fãs de Troy dizendo que a série acabou pra eles kkk!

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 19:03

Também não liguei tanto não no contexto geral. Mas que estava péssimo, ah estava…

Abs,
Ritter.

Responder
Max James 19 de outubro de 2017 - 18:52

Muita boa a temporada, e melhor ainda com os seus comentários, Ritter (manejar uma picareta aham kkkk). Para mim, o ponto ruim nesses 2 últimos episódios não foi nem a parte da cirurgia da coluna do Wolverine, e sim o fato de ninguém dos Proctors atirarem no Nick enquanto segurava o botão lá, pois ele tava rodeado e poderia ser facilmente abatido, coisas do roteiro hahahaha. Fico feliz que essa temporada seja muito melhor que a sua contraparte esse ano, pelo menos compensou. O ponto alto para mim desses 2 episódios foi a psicodelia da Madison naquele cena com a cabeça do Jeremiah, com sangue escorrendo e gente rindo, e eu não entendendo nada! É isso, forte abraço!

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 18:55

Obrigado, @maxwellmaximus:disqus !

A questão dos capangas não atirarem faz sentido, pois Nick estava com a mão no botão. Ninguém conseguiria acertar um tiro perfeito, que o matasse instantaneamente a ponto de nem por reflexo o dedo dele se mexer.

Sobre a psicodelia da Madison, aquilo foi genial. Foi a forma que a série encontrou para nos mostrar como ela se sente culpada pela morte que ela causou.

Abs,
Ritter.

Responder
Max James 19 de outubro de 2017 - 18:57

E o Travis tentando tirar ela do chão? Será que isso significa que ele volta e não morreu?

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 19:00

Cara, pensei nisso, mas preferi apagar da minha mente. Se o Travis voltar eu desisto dessa série… Ou pelo menos vou xingar muito os showrunners novos a cada crítica…

Abs,
Ritter.

Responder
Max James 19 de outubro de 2017 - 21:52

hahahaah tá certo!

Alex Alves 20 de outubro de 2017 - 13:19

Acho que Travis vai aparecer para nosso desgosto rsrs

planocritico 20 de outubro de 2017 - 20:51

Para com isso!

Abs,
Ritter.

SomBR@ 19 de outubro de 2017 - 18:08

Ótima crítica, olha eu até curti o efeito da destruição, não foi tão escandaloso, nem tão FAIL como aquele veado em TWD kk. Ótimos episódios (ou episódio, amei a junção, fica até mais legal pra reta final e inicial). O episódio todo com muita tensão, o bom de FTWD, é que não tem spoilers antes de assistir, então tudo sempre será uma surpresa, como a morte de Troy, uma hora ou outra ele morreria, mas esperava q fosse mais a frente, estava começando gostar desse canalha. Porém, entendo a Madson, ele falar que levou a horda foi o fiasco, por conta da horda, todo o povo DELE, e onde estavam começando se entender, foram mortos, trouxeram a morte de Ofelia, a perca de um lugar seguro, e Strang ficaria por la, junto de Madson e sua família, não iriam se dividir tão cedo, e com Ofelia na troca, Daniel e Strang poderiam ficar de treguá. Porem tudo deu merda graças ao Troy. Óbvio que Strang era e é uma cobra, mas ele fez isso para sua própria sobrevivência, Daniel o ameaçava, e não confiava nele, poderia ser expulso da represa a qualquer momento, ou morto, e o grupo do Proctor John atacaria uma hora ou outra. Eu fui bem bobinho nesse episódio, no inicio quando houve o trombão entre o carro que estava Alicia e a Michonne 2.0, e o outro carro, acreditei que fosse o mesmo do Nick e do Troy, e assim acabariam indo juntos a represa (Ei a Michonne 2.0, ficou la naquele lugar do Proctor John? pra morrer, ou Alicia vai tira-la de la? e como? espero que isso não fique de lado). Outro momento meu bobinho, foi achar que Madson apenas tinha dado um tapa em Troy. Enfim, amei o episódio, arrisco dizer que foi a melhor temporada, juntando as de FTWD e TWD, óbvio tem algumas partes que poderiam ter melhorado, mas enfim, curti muito. Esperando o retorno ;-; aquele final me dói na alma saber que vou ter que esperar tanto pra saber o que ocorre.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 18:15

Obrigado, @disqus_gvpqxD9N4v:disqus !

Cara, tinha até me esquecido daquele veado horroroso de TWD… Melhor mesmo essas séries de zumbis ficarem longe de computação gráfica… Essa da represa me lembrou a abertura de Land of the Lost (a série, não o filme), conhece?

E nossa, morri de rir aqui com seus comentários. Michonne 2.0? HAHAHHAHAHAAHA Não tinha pensado nisso mas é isso mesmo. Se ela aparecer de novo vou chamar ela assim, posso?

E o lance do “tapa” no Troy foi EXATAMENTE o que achei que tinha visto da primeira vez. Eu até voltei a cena para entender o que raios tinha acontecido e notei a martelada…

Vai acompanhar TWD?

Abs,
Ritter.

Responder
SomBR@ 19 de outubro de 2017 - 18:25

Pode sim kk. Vou sim acompanhar, já estou na FOX na maratona, agora ta na 2º temporada ainda. Ansioso :3 (Na verdade é a temporada que to com menos vontade k, espero que surpreenda, to cansado dessas briga entre grupo bom x grupo mal também. Mas haverá Negan x Rick, vai ser épico, estou confiando que agora vai).

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 18:44

Também não estou muito empolgado com a 8ª temporada não…

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 19 de outubro de 2017 - 17:58

Òtima temporada, fechou com chave de ouro, pra mim tambem foi 4 estrelas, so teve um episodio fraco que foi o 14. Tambem torço pra que a proxima temporada nao tenha essa coisa de grupo feliz x gangue malvada, ja tem isso em demasia em TWD e ja teve isso bastante tambem em Fear, é torcer pra termos alguma coisa original.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 18:12

Sim, o 14 foi aquele ponto fora da curva mesmo, mas que não chegou nem próximo de estragar a experiência surpreendentemente boa que foi essa temporada.

Vamos torcer juntos para que, na próxima, inventem uma história original e bacana!

Vai acompanhar TWD?

Abs,
Ritter.

Responder
Junito Hartley 19 de outubro de 2017 - 18:36

Vou sim, sou apaixonado pelo tema de mundo destruído/zumbis.

Responder
planocritico 19 de outubro de 2017 - 18:44

Maravilha!

Abs,
Ritter.

Responder

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