Home FilmesCríticas Crítica | Férias Frustradas (2015)

Crítica | Férias Frustradas (2015)

por Lucas Nascimento
596 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 2

Lançado em dezembro de 1983, o Férias Frustradas original dirigido por Harold Ramis e concebido pelo mago John Hughes pelo selo National Lampoon foi, e permanece, um perfeito road movie que explorava bem as possibilidades da comédia de erros. Mesmo com três continuações lançadas (incluindo férias na Europa, no Natal e em Las Vegas), a franquia não escapou de um novo capítulo que busca rebootar a história

A trama nos coloca junto a Rusty Griswold (Ed Helms), filho adulto do casal Clark (Chevy Chase) e Ellen (Beverly D’Angelo), que agora sustenta sua própria família, que inclui a esposa Debbie (Christina Applegate) e os irmãos James (Skyler Gisondo) e Kevin (Steele Stebbins). Assim como no original, o patriarca resolve fazer uma viagem de carro para chegar ao parque de diversões Walley World, na esperança de tirar a família da rotina.

Conhecidos apenas pelo roteiro dos dois Quero Matar Meu Chefe, a dupla John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein assume tanto o texto quanto a direção deste novo Férias Frustradas, e confesso que me empolguei quando – logo no primeiro ato – Rusty explica para sua família que a nova viagem não será uma mera cópia da original e que se sustentará sozinha. Uma metalinguagem divertida e que foi usada brilhantemente pelos dois Anjos da Lei, mas que infelizmente representa, aqui, o momento em que o espectador morde a isca de uma armadilha muito ruim.

Nenhuma das piadas é realmente capaz de fazer o espectador rir, sendo pautadas principalmente em trocadilhos óbvios e escatologias. A subtrama do caminhoneiro na linha de Encurralado instiga no começo, mas tem um desfecho tão… frustrante, assim como a chegada da família no cobiçado Walley World: no primeiro, o parque se encontrava deserto e fechado, desencadeando a ira do protagonista e fazendo-o sequestrar um segurança para um dos passeios mais embaraçosamente engraçados de todos os tempos. Enquanto não estragarei a surpresa aqui, resta dizer que é algo que nem de longe é tão marcante; é genérico, na verdade.

Ed Helms até consegue segurar as pontas como um Rusty que definitivamente é filho do Clark Griswold de Chase, mas falta, ali, a química que tornou o original tão divertido. É interessante a inversão de papéis de se ver um irmão mais velho sofrendo bullying do mais novo, e o novato Skyler Gisondo convence como um nerd legítimo, mas o humor não vai além da insistência do mais jovem em comprovar que seu irmão tem uma vagina. E Chris Hemsworth, tão destacado na campanha de marketing, decepciona com um personagem sem graça e com pouco tempo de cena para tornar-se memorável – sua “melhor” piada já estava no trailer, e você provavelmente já sabe qual é. Por fim, não sei quem teve a ideia de desenterrar Christina Applegate…

O novo Férias Frustradas não diverte nem faz rir como o original da National Lampoon, limitando-se a uma historinha com poucas reviravoltas realmente engraçadas ou chocantes. Definitivamente, os Griswold não precisavam sair de casa novamente.

Férias Frustradas (Vacation, EUA – 2015)
Direção:
John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein
Roteiro:
John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein
Elenco: Ed Helms, Christina Applegate, Skyler Gisondo, Steele Stebbings, Chris Hemsworth, Leslie Mann, Chevy Chase, Beverly D’Angelo, Charlie Day, Catherine Missal
Duração: 99 min.

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11 comentários

Gabriel Martins 18 de maio de 2020 - 09:28

Filme começa mal, mas engrena piadas boas do meio pro final. Vale a pena assistir em casa.

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Victor Correia 5 de junho de 2016 - 18:43

Essa crítica é uma das teorias de que os críticos de cinema diminuem a vontade de se divertir bem lá pra baixo quando vão assistir um filme que precisam julgá-lo. Um dos filmes de comédias que mais ri e me diverti. abçs

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Victor Correia 5 de junho de 2016 - 18:43

Essa crítica é uma das teorias de que os críticos de cinema diminuem a vontade de se divertir bem lá pra baixo quando vão assistir um filme que precisam julgá-lo. Um dos filmes de comédias que mais ri e me diverti. abçs

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David Moura de Oliveira 6 de março de 2016 - 22:34

Ao contrário da crítica, eu achei um dos filmes mais divertidos do ano passado! Teve uma mulher que estava sentada ao meu lado e quase se engasgou com a pipoca de tanto que estava rindo, hauha

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David Moura de Oliveira 6 de março de 2016 - 22:34

Ao contrário da crítica, eu achei um dos filmes mais divertidos do ano passado! Teve uma mulher que estava sentada ao meu lado e quase se engasgou com a pipoca de tanto que estava rindo, hauha

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Jimi Pozza Silva 29 de outubro de 2015 - 12:01

O crítico deve ser “inglês´´.Sem noção essa review,assisti o filme ontem e tirando algumas piadas exageradas tem muita coisa boa,muitas homenagens ao original e sim,muitas cenas divertidíssimas como a do passeio nas corredeiras do Canyon.Recomendo!

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Daiane Lima 26 de setembro de 2015 - 22:41

O filme é muito bom e divertido, pra quem não viu ainda não se deixem levar por essas críticas ridículas e sem noção desse povinho geração mimimi … Vale muito a pena ver!

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Lucas Nascimento 27 de setembro de 2015 - 12:33

Tudo bem, humor é relativo hehe.

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Maitê 11 de setembro de 2015 - 12:57

Concordo com a crítica, porque o filme tem muitas piadas infames dessas que rotulam de forma pejorativa pessoas ou categorias profissionais, como por exemplo, “TODO caminhoneiro é estuprador e pedófilo”. Sinceramente achei desnecessário, porque para mim o Ed Helms é um dos mais simpáticos comediantes do cinema americano, por isso não precisava partir para a baixaria, especialmente por colocar muitos palavrões na boca de uma criança de seus 10/12 anos. Tirando essas infâmias e o “bullying” absolutamente sem graça, acabei rindo até chorar durante vários momentos do filme, porque pela diversão deixei de lado o politicamente correto e deixei em “stand-by” a minha inteligência durante toda a sua projeção. Concordo também com a subtrama do caminhoneiro, decepcionante, porque é Norman Reedus fazendo mais uma vez o papel do “escada” de coadjuvante.

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Lucas Nascimento 12 de setembro de 2015 - 22:57

Puts Maitê, pior que também tentei deixar a moral e o cérebro de lado, e mesmo assim não funcionou pra mim…
Abrax!

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Maitê 13 de setembro de 2015 - 21:13

Lucas, desde que comprei ações daquela estatal geradora de pixulecos, eu descobri que preciso desesperadamente rir de qualquer coisa … qualquer coisa mesmo, por isso dá um desconto.

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