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Crítica | Festim Diabólico

por Ritter Fan
1326 views (a partir de agosto de 2020)

Antes que alguém venha ler essa crítica aqui todo pimpão já dizendo que Festim Diabólico é o filme que Alfred Hitchcock filmou em uma plano-sequência só, já vou logo dizendo: não é nada disso. Eu mesmo, quando vi essa obra pela primeira vez há anos, cheguei a achar isso, mas repetidas conferidas e um pouco de estudo revelaram que, apesar de Hitchcock ter procurado nos passar esse efeito (e ele conseguiu, diga-se de passagem), o filme, até por questões técnicas incontornáveis à época, é composto de uma série de planos-sequência longos costurados como se fossem um só. São exatamente 10 desses planos, o maior deles de 9’57” e o mais curto de 4’37”.

E, nesse sentido, é perfeitamente possível afirmar que Festim Diabólico é um laboratório em que Hitchcock resolveu fazer experimentações. Anos depois, o próprio diretor chegou a afirmar que sua experiência “não havia dado certo”, mas, nesse ponto, discordo veementemente do Mestre do Suspense. Ainda que ele tenha que ter sacrificado um pouco da profundidade da narrativa em vista das limitações técnicas que ele se auto-impôs, o resultado é um pequeno, mas eficiente thriller que consegue ter muito mais recheio do que talvez o próprio Hitchcock tenha se dado crédito.

A história, baseada em peça de teatro de 1929 escrita pelo dramaturgo e romancista britânico Patrick Hamilton, é simples, mas macabra: dois amigos matam um terceiro e colocam o corpo em um baú na sala de seu apartamento, que serve de mesa para um jantar ao qual convidam seu professor. O objetivo é provar que é sim possível cometer o “crime perfeito”.

Hitchcock decidiu manter a estrutura de peça de teatro, mas sem fazer teatro filmado, o que potencialmente teria tornado o filme extremamente enfadonho, apesar dos curtos 80 minutos de duração. Com toda a ação se passando quase em tempo real e apenas uma sequência – a de abertura, quando vemos o diretor em uma de suas famosas pontas – passada fora do apartamento de Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger), Hitchcock trabalhou com enorme engenhosidade e com uma câmera inacreditavelmente fluida e movimentada, com close-ups (como no estrangulamento), planos americanos e planos médios, além de travellings quase que exclusivamente de um lado para o outro do apartamento em linha reta. Para conseguir esse feito, Hitchcock trabalhou em sincronia extrema com a equipe técnica para criar um cenário que pudesse ser movimentado durante as filmagens. As paredes, assim, foram montadas em cima de trilhos e era abertas e fechadas na medida do necessário, com ensaios que envolveram não só os atores, mas também os técnicos responsáveis por mexer em toda a estrutura. Além disso, o ciclorama (cenário de fundo) usado em Festim Diabólico foi o maior usado até 1948, além de um dos mais complexos, pois não só envolvia imagens de Nova York, como nuvens, fumaça de chaminé, luzes e iluminação que se modificavam na medida em que o tempo passava. É um divertimento esquecer o resto do filme e só focar nesses aspectos técnicos que, muitas vezes, passam despercebidos.

E Festim Diabólico ainda foi o primeiro filme do diretor em Technicolor, o que, à época, significava câmeras ainda maiores, que tiveram que ser montadas em estruturas móveis silenciosas especiais, só para complicar a vida dos técnicos. Mas o resultado valeu a pena, apesar dos comentários negativos do próprio diretor. É absolutamente fascinante ver a história se desenrolar ao longo dos 80 minutos de projeção como se literalmente fôssemos o observador onipresente e onisciente.

James Stewart faz o papel do professor Rupert Cadell, convidado de honra para o jantar e quem os estudantes desafiam para descobrir o crime que cometeram. É a primeira da prolífica parceria de Stewart, que já tinha uma bagagem considerável, com Hitchcock e que geraria clássicos inesquecíveis como Janela Indiscreta, a segunda versão de O Homem que Sabia Demais e Um Corpo que Cai. Stewart demonstra muita tranquilidade em seu papel, atuando com sempre atua: passando uma naturalidade quase sobre-humana que poucos atores eram (ou são) capazes de passar. Contracenando com um elenco menos conhecido, mas mesmo assim muito bom, ele acaba dominando toda a fita a partir do momento em que aparece.

É interessante, também, notar um subtexto que, em 1948, era um tabu quase intransponível: a homossexualidade. O filme é todo permeado do assunto e o restritivo – e absurdo – Código de Produção em vigor não pegou “o problema” em razão de um roteiro inteligente que foge da obviedade, de atuações contidas (os atores que fazem os dois assassinos eram gays) e de uma direção sábia de Hitchcock que escancara a situação, mas só para quem souber ler nas entrelinhas. E o mais interessante é que esse aspecto da vida sexual dos personagens nem era essencial à narrativa, mas ele é deixado lá por um diretor bem a frente de seu tempo.

Festim Diabólico marca talvez o verdadeiro início de Hitchcock como o Mestre do Suspense, considerando-se seus filmes seguintes, e é uma pequena joia que só melhora ao longo do tempo e do quanto mais nós sabemos sobre sua interessantíssima produção. Se essa definição fez sentido alguma vez, trata-se de um pequeno grande filme absolutamente imperdível à frente e atrás das câmeras.

  • Crítica originalmente publicada em 02 de abril de 2014. Revisada para republicação em 31/03/2020, como parte da versão definitiva do Especial Alfred Hitchcock aqui no Plano Crítico.

Festim Diabólico (Rope, EUA – 1948)
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Arthur Laurents, Hume Cronyn (adaptação), Ben Hecht (não creditado), com base em peça homônima de Patrick Hamilton
Elenco: James Stewart, John Dall, Farley Granger, Joan Chandler, Sir Cedric Hardwicke, Constance Collier, Douglas Dick, Edith Evanson
Duração: 80 min.

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37 comentários

Davinte 15 de julho de 2020 - 14:13

Meu terceiro filme favorito do Hitchcock, logo atrás de Um Corpo que Cai e Janela Indiscreta.

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planocritico 15 de julho de 2020 - 14:13

Minha lista é praticamente igual a sua!

Abs,
Ritter.

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Vinicius Maestá 3 de julho de 2020 - 03:17

Acho sensacional a cena em que Rupert vai descrevendo a sua hipótese do crime e a câmera vai acompanhando o raciocínio, requerindo ao espectador que crie as imagens no imaginário.
Uma bela aula de cinema!

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planocritico 3 de julho de 2020 - 10:10

Esse filme é cheio de sutilezas assim e essa cena que você destacou é realmente fantástica pela sua “simplicidade”.

Abs,
Ritter.

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Vinicius Maestá 3 de julho de 2020 - 17:28

E essa simplicidade com aspas é para poucos diretores. A maioria até tem a capacidade de realizar algo assim, mas apenas alguns tem a capacidade de pensar em fazer algo do tipo.

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planocritico 4 de julho de 2020 - 13:39

Exato. A com aspas poucos conseguem fazem. A sem aspas tem em atacado…

Abs,
Ritter.

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Alfred Hitchcock: O Mestre do Suspense – Track 11 3 de junho de 2020 - 11:10

[…] bancado uma empreitada arriscada no sentido de “fazer uma peça no cinema” quando dirigiu Festim Diabólico, em 1948. Seis anos depois, voltaria ao mesmo palco cinematográfico dirigindo um roteiro […]

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Beatriz Gil Figueiredo 18 de maio de 2020 - 19:43

Esse filme fiz uma analise para o meu TCC.

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planocritico 19 de maio de 2020 - 00:12

Que bacana!

Abs,
Ritter.

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Daniel 17 de maio de 2020 - 02:18

A insinuação homossexual em NADA altera o enredo do filme. Que diferença faz a opção sexual dos assassinos ?! E que importância isso tem pro desenrolar do filme ? NENHUMA, Fora isso um excelente filme que nos leva a olhar pra dentro de nós mesmos e fazermos uma auto-análise de até que ponto essa teoria de “superior/inferior seja pretexto para que alguém seja assassinado. E termino reiterando que a opção sexual dos assassinos em NADA tem a ver com a trama do filme. A opção sexual de cada um é problema de cada um e isso não muda em NADA no filme !

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planocritico 17 de maio de 2020 - 02:27

Não entendi seu ponto. O que você quis dizer com “fora isso um excelente filme”?

Abs,
Ritter.

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Matheus Wesley 2 de abril de 2020 - 19:51

O embate entre Rupert e Brandon é excepcional, a decepção do professor em se ver sendo uma inspiração para um crime tão bárbaro e de motivos tão mesquinhos

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planocritico 5 de abril de 2020 - 16:53

Sim, sensacional mesmo!

Abs,
Ritter.

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JC 1 de abril de 2020 - 08:40

Assisti esse filme a tanto tempo, que só me lembro das passagens das câmeras nas paredes. Rs
Mas lembro de ter gostado muito!

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planocritico 1 de abril de 2020 - 16:08

Cara, tente ver novamente para lembrar dos detalhes! Vale a pena!

Abs,
Ritter.

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Rafael Lima 31 de março de 2020 - 19:58

Está no meu top 3 filmes do mestre ao lado de “Janela Indiscreta” e “A Sombra de Uma Duvida”. A elegância do “Planos Sequência” é incrível, a ironia e a tensão nos diálogos são muito bem conduzidos, todos os atores estão muito bem. Tal como você, discordo do Hitchcock sobre as implicâncias que ele tem com o filme, embora consiga ver de onde elas vem

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planocritico 1 de abril de 2020 - 16:08

Meu top 3 é bem parecido com o seu. Só troco A Sombra de Uma Dúvida por Vertigo!

Abs,
Ritter.

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Alan 31 de março de 2020 - 17:08

Um dos melhores filmes do Hitchcock, o que mais me tocou como algo grandioso, na época que assisti era totalmente diferente do que eu acostumava a ver.

Não foi o plano sequência, mas tarde descobri que era um falso plano sequência, não sei o que me tocou, mas ao acabar de ver eu fiquei estasiado.

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planocritico 31 de março de 2020 - 17:15

De repente foi o falso plano-sequência lá no seu subconsciente vendo algo sensacional que nunca havia sido tentado antes!

Abs,
Ritter.

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Peter Pan 27 de dezembro de 2018 - 19:11

Havia percebido a homossexualidade mesmo desde a primeira vez que assisti o filme, Hitchcock foi muito além de seu tempo e ousado! Mesmo assim, dá pra perceber a relação dos dois em cenas simples, o modo que se olham e a cumplicidade de ambos. Considero esse um dos, senão o melhor filme do Hitchcock.

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planocritico 28 de dezembro de 2018 - 16:06

Sim, é perceptível, mas, como não é o foco da história e está só no subtexto, ninguém barrou o filme na época! Falta sutileza aos censores!

Abs,
Ritter.

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Janerson Krischke 31 de dezembro de 2017 - 11:53

Somente um diretor de vanguarda como Alfred Hitchcock para criar uma obra desse naipe. Diálogos afiados, boas interpretações onde eu destaco John Dall na pele do charmoso, cínico e dissimulado Brandon e um roteiro aparentemente simples, mas inteligente. Talvez um ou outro errinho de continuidade (como o corte na mão de Philip onde, na sequência seguinte, não aparece nem mancha de sangue). Mas isso não diminui esse grande filme

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planocritico 1 de janeiro de 2018 - 06:59

Sem dúvida, meu caro!

Abs,
Ritter

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Janerson Krischke 1 de janeiro de 2018 - 07:53

Abraço.

Responder
Janerson Krischke 1 de janeiro de 2018 - 07:53

Abraço.

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General Patton 11 de junho de 2017 - 21:48

Olha eu aqui de novo Ritter hehe. Uma coisa que mais me admira em Hitchcock, era a maneira sublime com que ele manuseava a camera, duvido que alguem conseguisse fazer isso tambem quanto ele. Seja na famosa cena do esfaqueamento em psicose, seja filmando pelo ombro de James Stewart, onde acompanhamos a visao do fotografo do cenario, e tambem agora em Festim Diabolico…no quesito tecnico, ele foi brilhante

E pelo que me parece, ele era um fã de Dostoieviski, pq os dialogos onde se discute que haviam certos homens que estavam acima da moral, o que lhes permitia praticar homicidio…enfim, mais uma vez bela critica

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planocritico 12 de junho de 2017 - 15:11

@TheBestGeneralInHistory:disqus , eu fico tentando me colocar no lugar da equipe técnica de Festim Diabólico e no pesadelo que deve ter sido movimentar os cenários em tempo real ao longo de cada plano sequência de Hitchcock. A quantidade de ensaios deve ter sido enlouquecedora. Mas o resultado mais do que valeu a pena: filmaço!

Abs,
Ritter.

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General Patton 12 de junho de 2017 - 15:14

Acho que o pior disso tudo era ter que trabalhar com o Alfred, que era muito perfeccionista em todos os seus filmes. Alias, vi aqui que foi o primeiro trabalho dele a usar a camera Techinocolor, bom que voce me tira uma duvida…qual a diferença dessa camera para a que era usada anteriormente ?

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planocritico 12 de junho de 2017 - 15:23

Sim, o perfeccionismo de Hitchcock era famoso. Agora imagina isso em Festim Diabólico em que UM errinho significava jogar fora um rolo inteiro de filme? Devia ser assustador trabalhar ali… 🙂

Já a câmera, além das questões inerentes à revelação do filme colorido, que exigia um cuidado bem maior na captura de imagens ao ponto de a Technicolor até mandar, junto com as câmeras de alugava (ela não vendia essas câmeras na época), um técnico no assunto para participar das filmagens, havia a questão do tamanho. Era uma câmera consideravelmente maior e mais pesada do que as anteriores e isso exigia a montagem de equipamentos especiais para carregá-la de forma a fazer os travellings e assim por diante. Isso só adicionou dor de cabeça, considerando o espaço razoavelmente confinado do cenário do filme.

Abs,
Ritter.

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General Patton 12 de junho de 2017 - 15:25

Vish, a produção foi tao pesada assim? Porque um erro jogaria tudo fora?

planocritico 12 de junho de 2017 - 15:46

@TheBestGeneralInHistory:disqus , como você sabe, Festim Diabólico dá a impressão de que é um plano sequência só. Mas não é. Na verdade, são 10 planos sequência costurados de forma invisível (como no recente Birdman). Cada rolo de filme, à época, era capaz de capturar algo como 10 minutos de filme. Como o objetivo era não cortar, se algo desse errado no meio desses 10 minutos, ou eles teriam que jogar fora o rolo ou editar o erro, o que mataria a “experiência” que o Hitchcock queria fazer.

Abs,
Ritter.

General Patton 12 de junho de 2017 - 15:48

Ahh siimm, agora deu pra entender rs. Isso apenas é mais um exemplo do genio que AH era…deveriam fazer um livro sobre as tecnicas de filmagem dele, igual fizeram do Sergio Leone

planocritico 13 de junho de 2017 - 15:25

Tem algumas biografias interessantes dele. Vale procurar!

Abs,
Ritter.

General Patton 12 de junho de 2017 - 15:34

Alias, nao sei se é permitido fazer soliticação aqui, mas vou fazer rs. Queria que voces fizessem duas criticas de dois filmes que amo: Tempo de Gloria e Patton

planocritico 13 de junho de 2017 - 15:35

Claro que é permitido, @TheBestGeneralInHistory:disqus ! Sempre anotamos os pedidos e sugestões de leitores. O que posso dizer é que gosto desses dois filmes que você indicou, especialmente de Tempo de Glória, pois sou viciado na Guerra Civil americana.

Anotados!

Abs,
Ritter.

Rafael Oliveira 3 de abril de 2014 - 13:58

Já foi meu favorito de Hitchcock. Hoje em dia, esse posto pertence a Janela Indiscreta, mas ainda considero Festim Diabólico um dos exercícios de técnica e estilo mais brilhantes já feitos pelo Cinema.

E na primeira vez que vi, fiquei realmente estupefato com os pequenos mas também evidentes detalhes que evidenciavam a suposta homossexualidade dos dois assassinos, e que Hitchcock conseguiu mascarar tão bem, como no fato de só haver um quarto no apartamento onde a ação transcorre. Foi uma das coisas mais inteligentes que Hitchcock já fez.

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planocritico 3 de abril de 2014 - 15:04

Também acho Janela Indiscreta a grande obra-prima de Hitchcock, mas sempre admirei Festim Diabólico. É um grande prazer ver esse filme. – Ritter.

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