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Crítica | Godzilla – 1X01: The Firebird

por Luiz Santiago
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Bem-vindos ao Plano Piloto, coluna dedicada a abordar exclusivamente os pilotos de séries de TV.

Número de temporadas: 2
Número de episódios: 26
Período de exibição: 1978 – 1980
Há continuação ou reboot?: Sim, um reboot, em 1998.

Série da Hanna-Barbera em parceria com a Toho, The Godzilla Power Hour foi mais uma tentativa americana de criar algo sobre o lagartão e que, no fim das contas, falhou miseravelmente. Com duas temporadas e talvez guardando alguma nostalgia para quem acompanhou a série quando criança, essa versão televisiva de Godzilla fez a sua estreia de uma forma vergonhosa e sem nenhum tipo de cuidado para construir uma trama minimamente interessante, nem no núcleo humano, nem em relação aos kaiju que temos em cena.

A aventura começa na Ilha Pitkin, uma das Aleutas, Alasca, onde dois geólogos fazem leituras de atividade sísmica. De repente, um vulcão adormecido próximo começa a entrar em erupção. A dupla tenta escapar, mas devido à erupção, o barco foi levado para longe. Eles voltam para o abrigo a fim de enviar um SOS para qualquer embarcação que passe perto de Pitkin. Um chute no escuro, uma pequena esperança de salvação.

Em termos de qualidade plástica do desenho ou estilo de animação, eu tenho bastante tolerância. Mesmo que em 1978 já houvesse tecnologia o suficiente para boas produções na TV, mesmo as de baixo orçamento, aquilo que nos é entregue nesse primeiro episódio não é muito diferente de coisas que temos em dezenas de séries da época. Incomoda? Sim, porque muitas vezes é, em uma simples expressão, mal feito. Mas por outro lado, se essa limitação da arte fosse compensada por uma história divertida e instigante — coisa que não é — a visão geral sobre o capítulo poderia ser bem diferente.

Absolutamente tudo o que você pensar de descaracterização para o Godzilla existe aqui, e as alternativas para aquilo que o personagem deveria ter, não funcionam, e falo de coisas que vão do uso de poderes até a própria presença do bicho em cena, agora ligado a um botão preso no cinto do capitão de um  navio. É só o capitão apertar o tal botão vermelho e contar até três que o lagartão aparece em toda a sua bizarrice, fazendo barulhos horrendos e exibindo caras e bocas ridículas, frame por frame.

A mudança que adiciona o mínimo de aceitabilidade para o capítulo é a presença do Godzooky, que posteriormente seria afirmado como sobrinho do Godzilla (quase uma relação Scooby-Doo – Scooby-Loo). Godzooky foi levemente inspirado no Minilla, podendo também planar como Varan. É um personagem fofo, um baby kaiju que é capaz de trazer sorrisos no meio de toda a falta de lógica apresentada pelo enredo. Sem contar que é o único personagem que chama a atenção do público, que faz o público torcer por ele, o que deveria acontecer com o Godzilla, mas não chegamos nem perto disso, nem mesmo na luta contra o Pássaro de Fogo, que surge no vulcão e já quer colocar ovos no Ártico e em seguida dominar o planeta Terra. O horror atrás do horror em uma das piores estreias da história da Hanna-Barbera.

Godzilla – 1X01: The Firebird (EUA, Japão, 9 de setembro de 1978)
Direção: Ray Patterson, Carl Urbano
Roteiro: Don Heckman, Duane Poole, Dick Robbins, Tom Swale, David Villaire
Elenco: Norman Alden, Joe Baker, Ted Cassidy, Jeff David, Al Eisenmann, Hilly Hicks, Don Messick, Mike Road, Brenda Thompson, Les Tremayne
Duração: 23 min.

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