Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Godzilla: O Terror do Mechagodzilla (A Fúria dos Monstros)

Crítica | Godzilla: O Terror do Mechagodzilla (A Fúria dos Monstros)

por Luiz Santiago
383 views (a partir de agosto de 2020)

Um lagartão atômico, um dino com peste negra e um robozão imitador do Godzilla, quem é que ganha essa porradaria? E claro, a resposta certa para essa pergunta é a alternativa secreta, jamais revelada na pergunta: a paciência e as horas de vida perdidas do espectador que se aventurar por esse filme cometido Ishiro Honda, que teve também algumas poucas cenas assinadas por Jun Fukuda.

Último filme da Era Showa, O Terror do Mechagodzilla se passa um ano após os eventos de Godzilla vs. Mechagodzilla, e inicialmente nos mostra o submarino da Interpol procurando no fundo do oceano os destroços do vilão alienígena que deu dor de cabeça para o país meses antes. Mas os militares não conseguem localizar nenhum registro de Space Titanium ali. O que conseguem é esbarrar num outro kaiju, um dinossauro (batizado de Titanosaurus) descoberto por um cientista japonês que caiu em descrédito diante da comunidade e que movido por seu rancor, procura vingar-se da Terra ajudando os invasores do Planeta 3 do Buraco Negro.

Basicamente o roteiro de Yukiko Takayama é um legítimo tiroteio que mira em absolutamente tudo e erra absolutamente tudo. O núcleo humano inicialmente deveria repousar na esfera da ciência, mas acaba se estendendo para uma camada mais parecida com a de espionagem de corporação, desembocando num absurdo mar romântico ao final, jogando a pá de cal naquilo que já estava muitíssimo ruim. Toda a estrutura da história parece não conseguir se encontrar em nenhum momento, e se não fossem alguns planos bem engenhosos de Honda nas cenas de luta (aqui o Godzilla vai realmente pra porrada mano a mano contra o dino e o robozão alien), acabaríamos com algo bem próximo de um lixo atômico como avaliação final.

Em O Terror do Mechagodzilla o espectador tem o “privilégio” de ver uma montagem que tenta criar tensão indo de uma cena de grande batalha para uma tomada aleatória de um mapa com curvas de nível (sim, é isso mesmo que você leu!) e um plot central que não entendemos por que destaca o Mechagodzilla, já que o bicho não tem absolutamente nenhum protagonismo na fita, passando a maior parte do tempo desativado e sendo uma verdadeira planta no campo de batalha. Os melhores momentos de luta estão definitivamente entre o lagartão e o dinossauro, mas mesmo isso não consegue garantir uma boa diversão por muito tempo. Um final inglório para a Era Showa.

Godzilla: O Terror do Mechagodzilla – A Fúria dos Monstros (Mekagojira no gyakushu) – Japão, 1975
Direção: Ishiro Honda, Jun Fukuda
Roteiro: Yukiko Takayama
Elenco: Katsuhiko Sasaki, Tomoko Ai, Akihiko Hirata, Katsumasa Uchida, Gorô Mutsumi, Tadao Nakamaru, Shin Roppongi, Yasuko Agawa, Tomoe Mari, Tôru Ibuki, Kenji Sahara, Kôtarô Tomita, Ikio Sawamura, Masaaki Daimon, Yoshio Kirishima
Duração: 83 min.

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7 comentários

Kermit,o Sapo 26 de fevereiro de 2021 - 20:54

eu gosto desse filme

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Luiz Santiago 26 de fevereiro de 2021 - 20:54

acontece

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planocritico 25 de fevereiro de 2021 - 14:40

Um filme com essa imagem de destaque NÃO PODE SER TENEBROSO!!! Tem todo o jeitão de obra-prima incompreendida que críticos metidos e arrombados não sabem apreciar!!!

Abs,
Ritter, o Crítico Metido e Arrombado, mas Bacana.

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Wagner 25 de fevereiro de 2021 - 14:33

Esse foi difícil de aturar. Tô entre esse e o do lixo tóxico como os piores da Era Showa (até mesmo abaixo de Rhodan e de Godzilla 2)
Você tá vendo e a todo instante acha que já viu antes. Fica pior ainda quando você assiste em sequência
Eu fiquei o tempo todo me questionando se eu não estava trocando os filmes kk

Luiz, vc pretende trazer crítica dos filmes da Era Heisei também?

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Luiz Santiago 25 de fevereiro de 2021 - 14:33

Véi, na boa. Chegou um momento que eu tava desacreditando, parecia que era um loop de merda acontecendo, nem a porradaria direta dos kaiju compensou. Deus me defenderay!

Pretendo fazer os da Heisei também! Semana que vem aparece o primeiro por aqui!

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Doc Zumbério 16 de março de 2021 - 13:54

Wagner tu aqui.

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