Home FilmesCríticas Crítica | Han Solo: Uma História Star Wars (Com Spoilers)

Crítica | Han Solo: Uma História Star Wars (Com Spoilers)

por Gabriel Carvalho
408 views (a partir de agosto de 2020)

  • O texto a seguir contém spoilers! Leiam a crítica sem spoilers aqui.

A imortalidade de um personagem como Han Solo, eternizado por Harrison Ford em Guerra nas Estrelas, é uma afirmação mais concreta que uma referente ao caráter eterno do intérprete que o tornou famoso. Tendo sido explorado em livros, quadrinhos, games e até no nosso próprio imaginário, amado ou odiado, é certo pontuar uma considerável separação de ator com personagem. Harrison Ford, no final das contas, não é Han Solo, mas uma espécie de vetor dessa figura, levando-a das páginas de um roteiro para a vida nas telonas, assim como faz Aiden Ehrenreich, cuja interpretação, nesse prelúdio, busca traçar a personalidade do anti-herói em suas primeiras aventuras. Han Solo: Uma História Star Wars não tem, como estrela de sua jornada, o Han Solo de Harrison Ford, mas uma reinterpretação levemente diferente, com a manutenção, contudo, de um espírito bastante similar. As diversidades servem como uma distinção de um ator para o outro; a interpretação não é uma cópia, não é um cosplay, mas justamente uma interpretação. Todavia, diferentemente de outros possíveis casos, o papel também é diferente, visto que temos, ao nosso lado, uma versão mais jovem do contrabandista mais famoso da galáxia. Os problemas desta história Star Wars não se encontram na atuação de Aiden, bastante competente, muito menos na ausência de necessidade de sua realização, algo que surge da existência do filme e não do anúncio dele, mas em outros aspectos a serem analisados em todas as suas vertentes nesse texto.

A começar, temos uma obra que não celebra personagens anti-heroicos, cheios de moralidade dúbia e convicções distantes de convenções éticas, mas, de certa forma, os parodia, intensificando o discurso de “não devemos confiar nas pessoas” de uma maneira óbvia, premeditando as resoluções da obra. Dessa maneira, quando, no clímax do filme, reviravolta acontece após reviravolta, uma seguindo a outra, a faceta aberta não é outra coisa senão cômica. Os saqueadores revelam-se como os mocinhos de toda a história, o “mestre” como parceiro do vilão, Han Solo como uma figura inteligente o suficiente para ter presumido esta reviravolta da natureza de seu falso aliado, entregue por tal discurso emburrecedor citado acima. Consequentemente, outro twist dentro desse twist referente a carga de coáxium, o macguffin da história, surge, com os saqueadores vencendo os inimigos verdadeiros, apenas para o tutor traidor então decidir agir por conta própria. A “mocinha” presumidamente trai o “mocinho”, porém, descobre-se que ela não o traiu na verdade, matando, enfim, o vilão. Para completar esse passeio histérico, a mocinha, no último segundo, revela-se como vilã, atendendo ordens de um outro cara mau que antes não havia sido apresentado, originando-se um novo twist dentro do twist de um twist anterior. A óbvia confusão é paralela ao fato de que muito do que Han Solo tem para oferecer ao público está espalhado nesse terceiro ato, supostamente inteligente, mas verdadeiramente desqualificador de uma trama decididamente esperta, com algo a dizer de modo consciente, e não disperso meio a uma trama sem qualquer inspiração.

Chewie é o meu co-piloto.

Porém, devemos retornar ao ponto inicial de toda essa história, a trama em si, para entendermos as mais variadas aproximações do espectador com os deméritos – e também méritos – da obra. Portanto, chegamos em Corellia, lar original de Han Solo – e que, de começo, também é parte de um dos grandes problemas do filme: o design de produção, muito pouco inventivo. A rápida introdução já nos define o interesse amoroso do personagem no filme, Qi’ra (Emilia Clarke). Ambos buscam sair daquele lugar, mas são perseguidos pelas autoridades. Han Solo foge de Corellia, mas Qi’ra não, criando-se um objetivo primeiro ao protagonista, o de salvar sua amada. Para uma história com esse teor de oposição entre herói e anti-herói, é um pouco curioso que o mote inicial, em um momento em que ele ainda se encontrava na frente do coáxium, introduzido subsequentemente, é consideravelmente heroico. As intenções heroicas são importantes, afinal, estamos falando do mesmo personagem que um dia iria se tornar parte da Aliança Rebelde, mas elas são pouco questionadas a ponto de nos levar a uma construção de personagem deliciosa de acompanhar. No último respiro da obra, com essas tantas reviravoltas, somos induzidos a um pensamento de transformação, de mudança. O atirar primeiro é a concretização de uma mudança no protagonista, mas a história de amor, embora contrariada, pouco contribui para isso. Acaba sendo desonesto querer dar ao filme um aspecto de jornada interna, quando o mesmo não usufrui disso de maneira funcional, quase incoerente, mas não totalmente incrível.

Apesar disso, existem pontos muito interessantes em relação a personagem de Emila Clarke, importantes de serem ressaltados. Primeiramente, as interações de Qi’ra com Han Solo são muito boas. O filme subverte completamente o caráter “donzela em defesa”, colocando-a para agir por contra própria, sem esperar o retorno de Han Solo, mas fugindo de Corellia sozinha, por caminhos muito provavelmente obscuros. Existe uma falta de amadurecimento no personagem de Aiden, preso ao passado, enquanto o de Clarke foi obrigado a se desvencilhar de amarras deste outro tempo. Os erros, contudo, permanecem, ao passo que “você não vai mais me amar da mesma forma ao saber das coisas que fiz” não traz em consequência uma real explicitação das reais coisas que ela fez. Han Solo: Uma História Star Wars, para variar, diz mais do que mostra. “Ela não é confiável”, aponta certo personagem, mesmo que, no filme todo, Emilia Clarke permaneça sorrindo e se relacionando de modo simpático com Han Solo e o público. O conflito internalizado da personagem não é evidenciado, com esse contraste de quem ela era no passado com o que ela se tornou no presente ficando à deriva de um produto confuso. Apenas no final da obra, ao se comunicar com Darth Maul, uma aparição surpresa, é que somos realmente apresentados a uma tendência obscura; uma apresentação, contudo, bastante porca, que se baseia muito mais no inesperado retorno desse personagem do que na contradição da “mocinha”, brevemente pincelada e bastante tardia.

Aliás, o que Lawrence Kasdan, roteirista que também trabalhou em O Império Contra-Ataca, e seu filho, Jon Kasdan, buscam fazer com a aparição do personagem é, basicamente, jogar sujo com o público, utilizando do fanservice com o mero intuito de trazer uma reação ausente de real emocional e sentido. Primeiramente, a maior parte dos espectadores e fãs de Star Wars apenas assistiram aos filmes, consumindo um ou outro produto vindo de uma diferente mídia. Ou seja, o único contato destas pessoas com Darth Maul é com a sua versão de A Ameaça Fantasma, a mesmo com pouquíssimas falas e inexistente carisma e personalidade, além da espetacular maquiagem e estiloso comportamento em batalha. Os espectadores entendidos do Universo Expandido, por outro lado, saberão que Maul sobrevivera aos acontecimentos de A Ameaça Fantasma. A questão é que, nos filmes, isso não existe, sendo uma dissonância entre as mídias, visto que esta é a primeira vez em que algo que acontece nas telonas necessita de um conhecimento prévio por parte do público. Aqueles que não sabem disso ficarão estupefatos, indagando: “Mas ele não tinha morrido?”. Sem nenhum acordo com a natureza da obra, a qual, diferentemente do esperado, se configura como mais uma com a aparição de um sabre de luz, completamente desnecessário, além de um Sith, a presença de Darth Maul é simplesmente a referência mais desonesta de todas do filme. O que aparenta-se de tudo isso não é o real interesse do roteiro em justificar o retorno do vilão – isso fica para filmes futuros – mas simplesmente causar a tal reação, sem nenhum interesse narrativo, com a mera causa sendo simplesmente, além da busca pela comoção, o vazio no cânone existente, para o personagem, durante a época em que o filme se passa.

Embora a presença de Darth Maul seja carregada de uma substância problemática, a realidade é que Han Solo: Uma História Star Wars não tem muita ideia em como trabalhar as demais referências, muitas sendo parte de um escopo relacionado a respostas de perguntas que nunca fizemos realmente. Mesmo assim, observa-se uma fraca costura de uma resposta para outra, de uma referência a outra, projetando no espectador um sentimento episódico, como a própria apresentação de Lando Calrissian (Donald Glover). Em termos interpretativos, contudo, diferentemente do que foi feito por Aiden, observa-se uma atuação mais interessada em seguir as pontuações feitas por Billy Dee Williams, em O Império Contra-Ataca. O visual é certeiro, mas o grande destaque desse personagem está na apresentação da robô L3-37 (Phoebe Waller-Bridge). O seu relacionamento com ela é sujeito a um caráter sexual extremamente inédito na saga, interessantíssimo, mas a morte da personagem tem qualquer caráter emocional extraído pelo equívoco na suavização de sua personalidade. É de extrema irresponsabilidade da obra apresentar o anseio de L3-37 na libertação dos dróides sob uma vertente completamente cômica, quase como um deboche. Em momento algum, Lando olha para os desejos de sua parceira de um modo sério. Todavia, é necessário se exaltar as ótimas interações do personagem de Glover com os demais, recebendo um texto mais cômico e o aproveitando muito bem. Aliás, também existe nisso tudo o olhar anti-heroico sobre a figura de Lando, extremamente covarde e malandro, notavelmente comentado pelo roteiro, durante sua fuga apressada consequente a chegada dos saqueadores.

O homem mais charmoso da galáxia.

Dos demais coadjuvantes, Tobias Beckett (Woody Harrelson) também é uma agradável presença. Ele, assim como a desperdiçada Val (Thandie Newton) e o carismático Rio (Jon Favreau), são introduzidos de um modo bastante peculiar, interessante, inseridos durante um dos contatos de Solo com o inferno armado. A melhor coisa a ser dita desse segmento, uma passagem muito repentina, é o ótimo estabelecimento, porém curto, da guerra, no qual Ron Howard, diretor do filme, coloca a câmera no meio do combate, aliando-se a uma fotografia alaranjada, completamente diferente da escuridão inicial, um quesito que atrapalhou deveras a ambientação, o design de produção de Corellia, algo citado acima no texto. Já a ação seguinte, um roubo de carga com espírito faroeste, é muito mais ágil se comparada com o frenético, mas cansativo, percurso de Kessel. A frase “essa é a nave que completou o percurso de Kessel em menos de 12 parsecs” finalmente é justificada, de um modo realmente inteligente, visto que parsec é uma unidade de distância, não de tempo – ou seja, teoricamente, essa afirmação estaria equivocada. Ademais, o conflito simples do filme é resolvido com a presença de um vilão simplório, Dryden Vos, interpretado por Paul Bettany. Apesar do ator estar bem no papel, com trejeitos ímpares, o roteiro pouco se esforça em não construir sobre o ator uma antagonização extremamente genérica. O personagem aparenta ser mais um Sith do que um típico gângster – o envolvimento dele com Qi’ra é isento de qualquer profundidade. Além disso tudo, a trilha sonora apresenta pequenos excertos de melodias clássicas, usando-os para impulsionar nostalgia e fervor no espectador durante a ação.

Já em um último ponto, no desespero da fuga de Corellia, o protagonista é forçado a se alistar, sendo o sobrenome Solo, imposto por um oficial imperial, utilizado para introduzir uma vertente solitária no personagem, a qual nunca é desenvolvida de outra forma senão nessa única citação. Ele trabalha sozinho, mas no filme temos, além de Chewbacca (Joonas Suotamo), um grupo enorme de pessoas ao seu lado. O destino do protagonista também é rumar para Tatooine, ser parte de uma outra trupe, agora a montado, muito provavelmente, por Jabba the Hutt. Em relação ao melhor amigo do homem, mais para frente, em inventiva cena, Han Solo se comunica em linguagem wookie com Chewbacca, e a amizade vai se estabelecendo, através de bons, porém poucos, “diálogos”. Todavia, o anseio de Chewie em ajudar a sua espécie poderia ter sido realçado mais, visto que esta é a única possibilidade de explorar o personagem vastamente. Enfim, Han Solo atira primeiro, mas também ajudaria Luke Skywalker a salvar o dia. A esperança de que essa construção fique para o futuro permanece, assim como o desejo por aquela aventura refrescante, descompromissada, mas tão instigante a ponto de ser memorável, no melhor estilo Os Caçadores da Arca Perdida, mas com blasters substituindo chicotes. Han Solo: Uma História Star Wars, em primeira instância, é a aventura mais despretensiosa de todo esse universo estelar. Já em segunda, uma reviravolta dentro da própria intenção da obra, o filme é uma aventura com pretensões estranhas, ainda seguro, mas buscando puxar continuações, de diferentes lados, e expandir a mitologia para caminhos pouco interessantes, pobremente moldados para que, presumidamente, o espectador saia da obra interessado no futuro. A realidade é que, a essa altura, já estou cansado de reviravoltas.

Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story) – EUA, 2018
Direção: Ron Howard
Roteiro: Jonathan Kasdan, Lawrence Kasdan
Elenco: Alden Ehrenreich, Joonas Suotamo, Woody Harrelson, Emilia Clarke, Donald Glover, Thandie Newton, Phoebe Waller-Bridge, Paul Bettany, Jon Favreau, Linda Hunt, Ian Kenny, John Tui, Anna Francolini, Andrey Woodall, Warwick Davis, Clint Howard, Ray Park, Sam Witwer, Anthony Daniels
Duração: 135 min.

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25 comentários

Marcellofn 7 de setembro de 2020 - 22:50

Como todo Star Wars, tem que se limitar a uma faixa etária do público, mas seria muito interessante um filme que explorasse o lado sujo dos mercenarios em ação na galáxia, e Solo seria o personagem perfeito, afinal até conhecer Leia e Luke, ele era mais anti-herói que mocinho. Não seria um sonho assistir um Star Wars com indicação de idade de 16 anos?

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Anônimo 2 de outubro de 2018 - 05:08
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Pink Diamond 4 de junho de 2018 - 17:06

O principal problema desse filme é a falta de profundidade do roteiro com os personagens, certas coisas sobre eles são mencionadas e mais nada. Mas, o filme é bom possui bons atores, um bom ritmo , bom cgi e é bastante divertido. Desse modo, é um filme decente, mas seguro demais. Faltou ao filme uma maior coragem pra retratar o caráter dos mercenários como sendo torpe e o que se faz ali é meio que um deboche. Além disso, gostei bastante da atuação do Alden como Han Solo, vários vezes me peguei achando que ele era mesmo o Harrison Ford pelo modo como sorria, se portava e até nos trejeitos. Achei melhor que Ameaça Fantasma e Ataque dos Clones.

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Gabriel Carvalho 6 de junho de 2018 - 21:18

Achei melhor apenas do que Ameaça Fantasma e Ataque dos Clones. No mesmo nível que a Vingança do Sith, para mim.

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Jean Corrêa 31 de maio de 2018 - 20:29

Ssai da sala de cinema comentando com minha esposa justamente isso, que quem não assistiu as séries animadas (nós assistimos) deve ter ficado boiando ao ver a aparição de Maul… mas gostei do filme, não é nenhum Rogue One, mas dá pra o gasto

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Donovan Lee 29 de maio de 2018 - 11:38

Qual um problema de um personagem que morreu em um filme retornar repentinamente em outro? Quem não viu as animações Clone Wars e Rebels ficaram sem entender o motivo de Darth Maul estar vivo? Que legal! Vão entender, provavelmente, no próximo filme ou, se quiserem saber antes, que assistam as séries. O filme se passa em uma galáxia cheia de tecnologias surpreendentes, então, um personagem voltar à vida não é algo tão estranho.

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Bruno Santos 29 de maio de 2018 - 12:10

O problema é q a pessoa q vai ao cinema,muitas vezes só vê os filmes,então dentro do filme tem q ser ter uma explicação razoável,eu msm não sabia q ele sobreviveu a queda,mas logo verei as animações,mas fora isso,achei o filme excelente,daria 3.5, bem melhor que os episódios 1 e 2, e até a metade do terceiro fácil.

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planocritico 29 de maio de 2018 - 12:15

O problema não é esse @disqus_iQGy7s6rSa:disqus …

Leia de novo o que o crítico escreveu. Se não quiser reler, copio e colo meu comentário a outro leitor aqui embaixo:

“O problema não é o sujeito aparecer ao final, mas sim a FORMA como isso acontece. Para fins de comparação, repare que nem o Darth Vader aparece repentinamente, do nada, ao final de Rogue One. Há toda uma preparação para isso acontecer.

Cada filme é um filme e ele deve ser visto assim. Ninguém deveria ser obrigado a ter visto nada antes, ESPECIALMENTE no caso de Han Solo, que é um filme “solto” da saga numerada. Portanto, em termos NARRATIVOS, a presença de Maul ao final é só isso mesmo: um twist dentro de um twist dentro de um twist que poderia ser legal, mas não foi pois não é construído.”

Abs,
Ritter.

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Victor 30 de maio de 2018 - 22:47

Cara, na boa, mesmo depois de vários anos depois de Clone Wars acabar, eu não engulo essa historinha de “O DARTH MAUL SOBREVIVEU MAS ELE TAVA ESCONDIDO ESSE TEMPO TODO MAS AGORA ELE VOLTOU OLHA QUE LEGAL”.

Foi bacaninha ver ele de novo em Clone Wars e Rebels, e, pra ser sincero, foi bacana até na cena com a Emilia Clarke (apesar de ser 100% gratuita), mas eu fico me perguntando isso: se o Darth Maul consegue sobreviver ser cortado ao meio e cair de uma altura de várias centenas (quiçá milhares) de metros em um reator de Naboo, e não só isso, mas consegue sobreviver escondido sozinho por mais de 10 anos sem as pernas e o quadril (e tudo que acompanha), então porque eu deveria acreditar em QUALQUER morte em Star Wars?

Tipo, já pensou no final do Episódio IX ou no próximo spinoff aparecem vivos o Mace Windu e todos os Jedi que foram mortos pela ordem 66, e quando alguém pergunta como eles sobreviveram, eles respondem “AH NÃO É QUE EU USEI A FORÇA PRA SOBREVIVER E EU TAVA ESCONDIDO ESSE TEMPO TODO MAS AGORA EU VOLTEI OLHA QUE LEGAL”

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planocritico 30 de maio de 2018 - 23:01

@disqus_brpgtrSnxa:disqus , até aquele único Ewok que morre em Retorno de Jedi vai aparecer vivo no Episódio IX! HAHAHAAHAHAHAAHAH

Abs,
Ritter.

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Jipeiro Espacial 1 de junho de 2018 - 16:45

Ou até mesmo o próprio Imperador, um cara que, seguramente, era muito mais poderoso que o Maul. Poderia ele, então, ter conseguido sobreviver à queda e à explosão no episódio VI. Também nunca engoli essa história do Maul voltar à vida; sabe o que é isso? Os caras tentando contornar a cagada do George Lucas em Ameaça Fantasma kkkkkk (embora eu nunca tenha achado o Maul grande coisa – é tipo o Bobba Fett, tem um visual bacana, nada mais que isso).

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Jipeiro Espacial 1 de junho de 2018 - 16:47

Ou até mesmo o próprio Imperador, um cara que, seguramente, era muito mais poderoso que o Maul. Poderia ele, então, ter conseguido sobreviver à queda e à explosão no episódio VI. Também nunca engoli essa história do Maul voltar à vida; sabe o que é isso? Os caras tentando contornar o malfeito do George Lucas em Ameaça Fantasma kkkkkk (embora eu nunca tenha achado o Maul grande coisa – é tipo o Bobba Fett, tem um visual bacana, nada mais que isso).

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Donovan Lee 4 de junho de 2018 - 08:52

Entendo seu ponto de vista, realmente é preciso muita suspensão de descrença para aceitar a ressurreição do Maul. Porém, eu particularmente, gosto de pensar que ele só sobreviveu porque, além da Força “normal” dos siths, tinha acesso também à Força-magia das Bruxas da Força ou Irmãs da Noite. Para mim, foi isso que fez toda a diferença.

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Rodrigues 29 de maio de 2018 - 10:33

Eu parei de ler aqui: Para completar esse passeio histérico, a mocinha, no último segundo, revela-se como vilã, atendendo ordens de um outro cara mau que antes não havia sido apresentado, originando-se um novo twist dentro do twist de um twist anterior.

O cara não conhece Darth Maul? pow, o cara nem viu filmes anteriores ou séries!

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planocritico 29 de maio de 2018 - 12:14

Rodrigues, você parou de ler talvez por não ter entendido o que o crítico disse. O problema não é o sujeito aparecer ao final, mas sim a FORMA como isso acontece. Para fins de comparação, repare que nem o Darth Vader aparece repentinamente, do nada, ao final de Rogue One. Há toda uma preparação para isso acontecer.

Cada filme é um filme e ele deve ser visto assim. Ninguém deveria ser obrigado a ter visto nada antes, ESPECIALMENTE no caso de Han Solo, que é um filme “solto” da saga numerada. Portanto, em termos NARRATIVOS, a presença de Maul ao final é só isso mesmo: um twist dentro de um twist dentro de um twist que poderia ser legal, mas não foi pois não é construído.

Abs,
Ritter.

Responder
Dan 26 de maio de 2018 - 22:51

Quando a crítica é bem fundamentada e bem escrita a gente acaba gostando dela mesmo discordando.
Como eu já comentei na crítica sem spoilers, acabei gostando do filme. Como o Giba daria uma nota 4/5, mas ainda assim achei esta uma ótima crítica. Parabéns!

Só um comentário aqui: será que as pessoas não tem tido expectativas irreais para os novos filmes de SW? Parece que os fãs esperam sempre pelo filme perfeito ou pelo filme que queriam ver em suas fanfics e assim estão sempre se frustrando.
Por exemplo, este mesmo Solo. Será que se fosse uma franquia nova, sei lá, Piratas das Estrelas, as pessoas não veriam de forma mais simpática? Sinceramente, não vejo tanta diferença de qualidade assim entre Solo e Guardiões da Galáxia, que foi recebido como praticamente uma obra prima (só para deixar claro, acho Guardiões melhor do que Solo, mas este melhor do que o Guardiões 2).

Abs

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Jose Claudio Gomes de Souza 26 de maio de 2018 - 21:59

Fico pensando se alguém, realmente, fico empolgado quando anunciam filmes de origem de Han Solo, do Bobba Fett, do Lando Calrissian… Prá mim, tudo não passa de caça-níqueis.

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Leonardo Lima 28 de maio de 2018 - 15:16

E realmente são. Mas não custava nada contar boas estórias. Acho que o público merece.

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Donovan Lee 29 de maio de 2018 - 11:34

Eu fico muito empolgado com tudo o que se refere a Star Wars. Para mim, o que importa é estar dentro desse universo fantástico e cheio de visuais e personagens incríveis. Se a história for boa, melhor ainda. Mas eu assistiria tranquilamente um filme do Jar Jar Binks com os Ewoks.

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Victor 26 de maio de 2018 - 21:03

Eu achava (e ainda acho) a ideia de um filme spinoff do Han Solo estúpida, e fiquei bem decepcionado com o inconstante The Last Jedi, então não tinha a menor intensão de ver esse filme no cinema, só fui assistir hoje à contragosto. Apesar disso, posso dizer que, mesmo não sendo nada demais, e ter alguns dos mesmos problemas de Rogue One, gostei mais do filme do que eu esperava (ou do que gostaria de admitir).

Ele é tipo Rogue One: visualmente impressionante e com set pieces bem construídas, mas sem muita substância, tem um conceito equivocado, e apela demais pra referências gratuitas, como se isso fosse fazer o filme ganhar pontos com o espectador (e o mais triste é que, em muitos casos, faz). A diferença é que “Solo” tem personagens um pouco mais carismáticos do que os personagens insípidos de Rogue One (destaque pro Donald Glover como Lando). Outra coisa em que Solo acerta é no humor: não é exagerado e é na medida certa, diferente de Last Jedi, em que as cenas de humor são pavorosamente ruins e insistentes durante o filme todo, e diferente de Rogue One, em que o humor é praticamente inexistente (fora as tiradas chatinhas do Alan Tudyk e uma ou outra do Donnie Yen).

Mas como você escreveu na sua crítica, as referências são bem vergonha-alheia – em especial a insistência em mostrar aqueles dadinhos a todo momento – e a aparição do Maul é completamente gratuita e desnecessária, apesar de admitir que achei a cena legalzinha (mas concordo que ele ligar o sabre de luz é muito forçado, é só pra dizer que tinha um sabre de luz no filme).

Enfim, não é nada demais, mas achei um filmezinho competente e divertido. Só torço pra que não tenha um bom retorno, pra Disney repensar essa ideia de regurgitar filmes spinoff de Star Wars a cada dois anos.

Responder
Leonardo Lima 28 de maio de 2018 - 14:18

Deixa pelo menos lançarem o do Obi-wan, vai?? Rsrsrs

Responder
Victor 30 de maio de 2018 - 22:35

Ugh, nem me fala nisso. Não tenho muito interesse em assistir o Ewan McGregor brincando de castelo de areia em Tatooine por duas horas.

Responder
Bruno Santos 26 de maio de 2018 - 15:55

Realmente quando o Mail apareceu eu pensei cmg, ” ele não morreu não?” Kkkk,depois pesquisei e vi que ele aparece nas animacoes que ainda não vi,mas já está para ver esse ano ainda pois falam muito bem,não achei o filme ruim,muito pelo contrário,mas em vez de contar histórias de personagens famosos da franquia,ele podiam contar histohist sobre a RepuRepúb antiga,acontecime acon antes do episódio 1 ou história entre os episódios 6 e 7, para explicar sobre a primeira ordem,em vez de esperar que a pessoa leia TDS os livros e chegue aos cinemas com toda a história e eles nos contém apenas as partes de ação,pq ouvi dizer por aí,que ainda vem o filme do Obi Wan e talze do Ioda e Bobba Detalhes ( que por sinal nem fala tem na trilogia antiga,já forçaram colocando o pai dele nos primeiros episódios e para nada,nossa aquele episódio 2 e ruim rapaz kkkk) mas o filme do Han até que eu gostei, nunca vai ser um Rogue one maaais….

Responder
Doctor 26 de maio de 2018 - 12:48

Boa critica, particularmente eu gostei do filme, mas concordo com a maior parte dos pontos apresentados.

Responder
Gabriel Carvalho 29 de maio de 2018 - 23:53

Valeu pelo feedback. Queria ter gostado do filme.

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