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Crítica | Hannibal – 2ª Temporada

por Filipe Monteiro
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O fim da primeira temporada de Hannibal foi uma surpresa a todos que acompanharam as obras anteriores relacionadas ao canibal. Um ano depois, na segunda temporada, Bryan Fuller se supera ainda mais e constroi um direcionamento próprio dentro da sua adaptação. Preservando a narrativa inteligente observada na temporada anterior, a série inicia seu segundo ano em torno das tentativas de Will Graham em provar sua inocência e colocar Dr. Lecter atrás das grades.

A jornada de Will é conduzida com uma maneira bastante precisa, de modo que a posição do telespectador é de constante angústia, dúvida e certa descrença. À medida que Graham começa a se fazer ouvir e atrair aliados à sua causa, Lecter parece sempre estar a um passo à frente para obstruir seus planos. A razão disso é a cautela com que Hannibal planeja seus movimentos, a exemplo do reaparecimento de  Mirian Lass à série. O psiquiatra prova estar sob controle de todas as etapas da sua teia de crimes.

Se há algo mais persuasivo que Dr. Hannibal Lecter é o roteiro pensado por Fuller e Harris. A história consegue direcionar o público tão bem, que ao fim da temporada já estamos completamente entregues e cientes de que tudo pode acontecer, por mais improvável que seja. E o mais importante: os roteiristas constroem a trama com tamanha habilidade que é impossível apontar alguma ausência de sentido.

Pode-se dizer que a segunda temporada promoveu uma verdadeira chacina em todo o elenco. Um a um, pouco a pouco e até em grandes grupos. Pelo menos em algum momento todos parecem sucumbir diante de Hannibal, o que nos dá margem para prever uma temporada bastante movimentada no ano que vem. É difícil imaginar uma terceira temporada ainda melhor, mas, se levarmos em conta a excepcional qualidade desta produção da NBC, Hannibal sempre pode se superar.

Hannibal (Hannibal, EUA, 2013)
Direção: David Slade, Michael Rymer, Peter Medak, Guillermo Navarro, James Foley, Tim Hunter e John Dahl.
Roteiro: Bryan Fuller e Thomas Harris.
Elenco: Hugh Dancy, Mads Mikkelsen, Caroline Dhavernas e Laurence Fishburne.
Duração: 43 min (cada episódio).

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6 comentários

Elton Miranda 3 de maio de 2018 - 06:11 Responder
Marcos Braga 5 de julho de 2014 - 12:09

Boa crítica, ainda que sucinta demais diante da profundidade e excelência artística que foi a temporada. Dentre tantas séries de qualidade em exibição, Hannibal se destacou por ir bem além do que se espera conferir na tv e, pra mim, é a melhor série do ano (até aqui).

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Leila Renata 4 de julho de 2014 - 19:42

Parabéns pela crítica. Porém, discordo de muita coisa. Creio que a segunda temporada devaneia demais, se perde muito, e deixa algumas questões sem respostas claras. Em nome do poder extremo de Hannibal, todos os personagens sucumbem a uma bestialidade mais que infantil. Uma teia mau feita para o telespectador, e uma aranha onisciente e sortuda.

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Filipe Monteiro 5 de julho de 2014 - 01:02

Penso exatamente o contrário. Acredito que a segunda temporada tenha começado com um bom ritmo, o que a primeira só conseguiu fazer nos últimos episódios. O que o roteiro de fato poderia ter era um pouco mais de foco e, assim, centralizar um pouco mais o direcionamento da série. Fora isso, acredito bastante no potencial de Hannibal, aposto num bom fechamento para a história e me agrada ver como a adaptação vem ganhando autonomia e dando seu próprio direcionamento à trama. De qualquer forma, agradeço bastante o seu comentário e fico feliz com o feedback. Que venha a terceira temporada! 😀

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Handerson Ornelas. 4 de julho de 2014 - 18:56

Eu achei que o roteiro deu uma patinada no meio, não gostei muito de todo aquele lance dos irmãos (SPOILER ALERT) ainda não entendi a razão da mulher tentar engravidar logo o Will Graham, por fim isso acabou sendo inútil na temporada…

No entanto, que série! Parabéns pela crítica! haha

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Filipe Monteiro 4 de julho de 2014 - 21:06

Devo concordar que toda a história dos irmãos é desnecessária ao enredo, mas a temporada é tão boa, com um final melhor ainda, que eu resolvi ignorar isso e analisar o que importava. Hahahaha! A qualidade surpreendente para uma serie de TV aberta me cativou. Achei essa temporada ainda melhor que a primeira.

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