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Crítica | Heroes Reborn

por Lucas Nascimento
238 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 2

Obs: Leiam as críticas das temporadas anteriores, aqui.

Não é fácil ser fã de Heroes. A primeira temporada da série de Tim Kring foi uma das mais empolgantes estreias televisivas de 2006, tendo sido fadada, nas temporadas posteriores, a uma série de decisões ruins e histórias bregas que levaram a seu merecido cancelamento em 2010. Então, out of the blue, Kring anuncia que a série teria um revival em 2015 com Heroes Reborn, vendida como um reboot que apresentaria algo completamente novo, mas que também existiria dentro da mitologia original.

A trama começa em um futuro no qual as pessoas com habilidades (chamadas aqui de EVOs, abreviação de evolved) enfim foram à público, seguindo o exemplo da revelação de Claire Bennet no final da série original. Em um evento para simbolizar a união dos EVOs com a sociedade humana, uma bomba catastrófica destrói a cidade de Odessa no Texas, forçando todos os EVOs a se esconder do governo.

Nesse cenário, somos apresentados a diferentes tramas ao redor do mundo. O casal Luke e Joanne Collins (Zachary Levi e Judith Shekoni) executa uma caçada mortal a todos os EVOs, que os culpam pela morte de seu filho na explosão da bomba. O jovem Tommy Clark (Robbie Ray) descobre a habilidade de transportar massa orgânica de um lugar a outro. Após a morte de seu irmão, Carlos Gutierrez (Ryan Guzman) assuma a identidade de El Vengador, uma figura vigilante do México. No Japão, Miko Otomo (Kiki Sukezane) descobre que, de alguma forma, é capaz de entrar em um videogame. Por fim, Noah Bennet (Jack Coleman) é atraído pelo jornalista Quentin Frady (Henry Zebrowski) em uma conspiração para descobrir o real responsável pelo atentado em Odessa.

É um recomeço para a série, mas é temeroso contestar como pouco parece ter mudado na mente de Tim Kring. A televisão mudou muito de 2006 para cá, e as séries de super-heróis em especial tem atingido um padrão de qualidade muito alto; apenas observem a maturidade de Demolidor e Jessica Jones ou a popularidade de Arrow e The Flash. Até mesmo Sense8, mesmo não sendo uma série do gênero, foi bem eficiente em lidar com múltiplas histórias “fantásticas” em pontos diferentes do planeta. Infelizmente, é um nível muito abaixo no qual Heroes Reborn se encontra. Ao longo de seus 13 episódios, a trama é incapaz de instigar, além de soar como uma mistura genérica de tudo o que Kring já havia explorado nas temporadas anteriores: a ameaça de uma bomba letal, um vilão “visionário” que acredita na sobrevivência dos mais fortes e uma companhia cheia de potenciais ameaças.

E até poderíamos perdoar isso caso tivéssemos bons personagens. Noah Bennett é o único veterano da série original, com algumas participações de luxo como as do Hiro Nakamura de Masi Oka (excepcionalmente posicionado no desenrolar da trama), Mohinder Suresh de Sendhil Ramamurthy, Matt Parkman de Greg Grunberg, entre outros pequenos papéis. Desnecessário dizer que esses são os momentos em que a série ganha mais força, principalmente pela nostalgia que provoca ao vermos ali, novamente.

Desesperados para criar uma nova dupla japonesa, a equipe faz um trabalho pavoroso com Miko e Ren. Primeiro porque a relação dos dois é bizarra, e Ren surge mais como um groupie irritante ao nível Jar Jar Binks do que alguém que tenha real compaixão pela companheira. Já Miko… Além de totalmente inexpressiva em sua versão “humana”, é sofrível quando somos forçados a acompanhar longas sequências da personagem dentro de um game, com gráficos que parecem saídos de um Playstation 3 em início de geração. A coreografia das cenas de ação também decepcionam, tanto no estilo quanto na direção inimaginativa dos diferentes diretores. Só temos algo realmente empolgante em termos de aventura quando Allan Arkush (responsável por diversos episódios da série original) retorna para um eficiente episódio de duas partes (June 13th).

Se há um fator cativante aqui, é Zachary Levi. O talentoso comediante de Chuck surpreende ao fazer um personagem dramático e completamente diferente de seus trabalhos anteriores, além de Luke e Joanne se destacarem diante dos demais por serem assassinos – a introdução dos dois em um grupo de anônimos é fantástica. Fica mais interessante quando há uma ruptura entre os dois, devido a uma inesperada revelação quanto a natureza de Luke (olha, não precisa ser um gênio para prevê-la alguns episódios antes de acontecer) e o caminho que este é forçado a seguir depois.

Mas é um mero sopro de alívio em meio a linhas narrativas entediantes. Tudo o que acontece no México é absolutamente pavoroso, com El Vengador sendo uma versão estranha do Batman (com direito a um mordomo e uma caverna subterrânea!), mas que certamente provoca risos com sua roupa mais apropriada para um duelo com Nacho Libre.

Infelizmente, Heroes Reborn pouco oferece a nós, órfãos daquela maravilhosa primeira temporada que Tim Kring nos presenteou em 2006. A série carece de uma trama envolvente, personagens carismáticos e virtualmente de qualquer coisa que a torne especial em meio a diversas e diversas séries de super-heróis que lotam as grades de programação.

Heroes Reborn (Heroes Reborn, EUA – 2015/6)

Showrunner: Tim Kring
Diretores: Matt Shakman, Greg Beeman, Jeff Woolnough, Gideon Raff, Allan Arkush, Larysa Kondracki
Elenco:
Jack Coleman, Zachary Levi, Robbie Kay, Kiki Sukezane, Ryan Guzman, Rya Kihlstedt, Gatlin Green, Judith Shekoni, Danika Yarosh, Henry Zebrowski, Masi Oka, Greg Greenberg, Jimmy Jean-Louis.

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13 comentários

Mateus Rodrigues 24 de junho de 2018 - 13:09

o que vc achou do ultimo episodio?

Responder
Junior Manuel 9 de novembro de 2016 - 05:26

Ruim… Sei critica Lixo, é uma nova serie babacas não a 5º Temporada.

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planocritico 9 de novembro de 2016 - 21:26

Ui, ui, ofendeu o crítico porque falou mal da sua série favorita… Que coisa mais original…

E onde é mesmo que dissemos que é a 5ª temporada, amiguinho?

Abs,
Ritter.

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Junior Manuel 28 de novembro de 2016 - 05:15

Série favorita…éé, essa não é a minha série favorita, ela só não é ruim; e no meu ‘babacas’ eu apontei aos ”telespectadores” que não se tocam, ok ”Críticos”.

Responder
Guilherme Coral 28 de novembro de 2016 - 14:18

Vish. Peguei a bomba estourando já. Não vi Heroes Reborn, mas é só uma série – uns gostam, outros não, c’est la vie. Já pensou se todo mundo gostasse das mesmas coisas? Para começar já teríamos muito mais problemas de relacionamentos hahahaha

Responder
Guilherme Coral 28 de novembro de 2016 - 14:18

Vish. Peguei a bomba estourando já. Não vi Heroes Reborn, mas é só uma série – uns gostam, outros não, c’est la vie. Já pensou se todo mundo gostasse das mesmas coisas? Para começar já teríamos muito mais problemas de relacionamentos hahahaha

Responder
Junior Manuel 28 de novembro de 2016 - 05:15

Série favorita…éé, essa não é a minha série favorita, ela só não é ruim; e no meu ‘babacas’ eu apontei aos ”telespectadores” que não se tocam, ok ”Críticos”.

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Junior Manuel 9 de novembro de 2016 - 05:26

Ruim… Sei critica Lixo, é uma nova serie babacas não a 5º Temporada.

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Helysson Palheta 25 de setembro de 2016 - 01:22

Esse novo renascimento foi a pior coisa que já fizeram com uma série, nem a nova temporada de arquivo x foi tão ruim (kkkk), anyway… Heroes foi a série que me fez fez gostar de séries, lembro-me que ficava ansioso pelas noites de Domingo pra ligar na Record, infelizmente aquele primeiro ano jamais vai voltar.

Responder
Helysson Palheta 25 de setembro de 2016 - 01:22

Esse novo renascimento foi a pior coisa que já fizeram com uma série, nem a nova temporada de arquivo x foi tão ruim (kkkk), anyway… Heroes foi a série que me fez fez gostar de séries, lembro-me que ficava ansioso pelas noites de Domingo pra ligar na Record, infelizmente aquele primeiro ano jamais vai voltar.

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Handerson Ornelas. 22 de janeiro de 2016 - 18:15

Cara, mandou muito bem na crítica! É uma das piores coisas que assisti nos últimos tempos, é triste demais para os fãs da primeira temporada ter que ver isso. (D)efeitos visuais de causar vergonha, coreografias bizarramente mal feitas, péssimas interpretações e roteiro que poderia facilmente ser usado como peneira, de tanto buraco.

De todos os novos personagens, sendo bem sincero, talvez só o núcleo japonês me causou interesse, mesmo sendo muito mal trabalhado, como você disse.

Já dos personagens antigos, Hiro achei o mais decepcionante, Masi Oka parecia sem vontade de ter voltado. Matt Parkman conseguiu me surpreender, as cenas que ele aparecia foram os momentos que a série conseguiu me conquistar. Já Jack Coleman como Noah Bennet parece fazer um esforço absurdo pra carregar a série, parecia uma das poucas pessoas a levar aquilo tudo a sério. Chega a dar pena, ele é bom demais pra uma série como essa.

Ainda faltam dois episódios pra eu assistir. Sim, assistirei pois sou curioso sobre até onde vai a estupidez humana.

Responder
Fran Crawfield 22 de janeiro de 2016 - 14:08

Heroes sem os irmãos Petrelli fracassa mesmo

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jcesarfe 22 de janeiro de 2016 - 12:41

Esta longe de ser algo genial e de fato sofre muito com o enredo, mas discordo da crítica, a série possui um aprofundamento crítico que debate sobre o preconceito e a velha pergunta “Os fins justificam os meios?”
Poderia ser bem melhor, mas esta longe de ser tão pior. Diria que é a segunda melhor temporada da série, atrás apenas da primeira (apesar disto não ser um grande elogio).

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