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Crítica | Highlander – O Guerreiro Imortal (1986)

por Ritter Fan
754 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3,5

Obs: Há spoilers, mas o filme é de 1986 e a regra de “aviso de spoiler” não se aplica de verdade. De toda forma, se você não assistiu, deveria assistir antes de ler.

Devo começar fazendo um aviso importante aos meus leitores, algo que costumo deixar claro em algumas poucas obras que fizeram parte da minha “formação” como cinéfilo e, por que não, crítico: adoro Highlander (só este filme, o original, pois “só pode haver um”) do começo ao fim e relevo completamente seus mais diversos defeitos. Se dependesse unicamente do meu lado emocional, esta produção anglo-americana levaria facilmente cinco estrelas. Mas a função de um crítico é deixar em xeque suas emoções – o máximo possível, claro, pois a verdadeira imparcialidade é impossível – e tratar o objeto de seus comentários com objetividade.

Dito isto, Highlander é um fruto dos anos 80 que, inexplicavelmente (ou talvez nem tanto), assim como seus personagens, ganhou enorme longevidade com três continuações no cinema, duas séries de TV live-action (uma delas com seis e a outra com uma temporada), uma série de TV em animação (com duas temporadas), dois longas em animação, livros, audiodramas e quadrinhos, além de videogames. Um verdadeiro filão explorado ao limite pela indústria do entretenimento que ainda tem planos de colocar nas telonas o obrigatório reboot em futuro ainda incerto e não sabido.

Talvez a razão para todo esse sucesso tenha raízes no estranho charme trash oitentista que a obra original carrega, algo que é definitivamente ampliado pelo protagonismo do então ainda exótico Christopher Lambert (vindo de Greystoke e Subway, dois filmes que ganharam seguidores fieis e um ar de cult) e do sempre carismático e eterno e melhor 007 Sean Connery, além da famosa e inesquecível trilha sonora composta pelo Queen (inicialmente, o Marillion foi convidado, mas negou em razão de conflitos com turnê), a segunda na mesma década. Afinal, quem pode esquecer o álbum deles para a divertida trasheira camp Flash Gordon, não é mesmo?. Todos esses elementos, aliados a uma narrativa com muitos duelos de espada, flashbacks para a Idade Média e subtemas muio presentes sobre solidão e preconceito elevam Highlander a mais do que apenas diversão descerebrada de sua década e potencialmente explica sua diluição e – sim – prostituição com tudo que veio a reboque posteriormente.

Como é mencionado no filme mais de uma vez, há “um tipo de mágica” no ar, tanto literal, quanto metaforicamente. A história de guerreiros imortais que, ao longo dos milênios duelam entre si até que só reste um que ganhará um misterioso “prêmio” é automaticamente cativante. Imaginem vocês, por um momento, vivendo não uma vida, mas várias vidas ao longo de centenas e centenas de anos, com todos os entes queridos ao seu redor morrendo de uma maneira ou de outra e, ainda por cima, tendo que olhar por sobre o ombro a cada minuto para literalmente não perder a cabeça? Imaginem a solidão e a tortura de uma vida cujo único efetivo objetivo é matar ou morrer, sem lar fixo, sem criar raízes, sem efetivamente existir como um ser humano. Não é à toa que, em um belo momento da película, a especialista forense e interesse romântico de Connor McLeod (Lambert) no século XX, Brenda (Roxanne Hart), diga a ele que ele não tem medo de morrer e sim de viver.

E é a verdade dolorosa dessa fita, verdade essa que alcança níveis ainda mais líricos quando, embalados pela belíssima canção Who Wants to Live Forever, somos apresentados, em flashback, à vida a dois de Connor com sua segunda esposa, mas primeira e até então única verdadeira amada Heather (Beatie Edney), que morre idosa, de causas naturais, em seu colo. Se existe uma sequência que resume o porquê de Highlander estar acima do dilúvio de obras semelhantes na década de 80, esta é ela.

A presença do guerreiro egípcio Juan Sánchez Villa-Lobos Ramírez (Connery) – o nome vem de sua mais recente identidade como Metalurgista-Chefe do Rei Carlos V da Espanha – também merece destaque pela estrutura batida, mas simpática de mestre e pupilo que é formada entre ele e McLeod, em preparação ao inevitável encontro com o grande vilão Kurgan (Clancy Brown em papel raso, mas extremamente divertido), dono de momentos impagáveis como seu deboche em uma igreja católica e a sequência em que enfrenta um americano louco que anda de carro com uma metralhadora na mão, em uma tentativa completamente deslocada de crítica à belicosidade americana por parte do roteiro de Gregory Widen, Peter Bellwood e Larry Ferguson.

Feita com orçamento apertado para seu escopo épico (19 milhões de dólares), a fita carece de cuidado em diversas sequências de ação. Assistida com o olhar de hoje em dia, então, há momentos que gerarão risadas inadvertidas, como todo o poderoso duelo entre Kurgan e Ramírez no lar dos McLeod. Cada golpe derruba pedaços inteiros da torre como se as pedras fossem do que são de verdade: isopor pintado. Falta peso a cada prop e o ar de filme B impera completamente.

No entanto, Russell Mulcahy, conhecido por fazer muito com pouco (afinal, ele, além de vários videoclipes, já havia feito um filme inteiro sobre um javali – sim, um javali, por Tutatis! – gigante assassino sem que o animal aparecesse, vide Razorback), faz o que sabe fazer de melhor e entrega um trabalho que faz jus ao seu nome. Fazendo muito uso de câmeras rodopiantes, a começar da tomada geral interna do Madison Square Garden que repousa em um soturno McLeod, Mulcahy e Gerry Fisher, experiente diretor de fotografia, trazem melancolia e “solidão na multidão” durante toda a projeção, deixando mais do que evidente a tristeza da vida de McLeod, algo evidenciado mais claramente pelo efêmero – para ele – momento de felicidade com sua querida Heather.

O roteiro, porém, acaba oscilando entre seriedade e quase-comédia mais vezes do que o necessário, criando dúvida sobre o que exatamente o espectador está assistindo e tirando foco de McLeod no processo. Mas, estranhamente – ou talvez seja a voz da nostalgia falando – as peças se encaixam e a estrutura um tanto cambaleante faz sentido, ou pelo menos algum sentido. Temos McLeod de um lado, carregando o peso do mundo sobre os ombros, recusando-se a viver e, do outro, Kurgan, vivendo como se não houvesse amanhã, de maneira a criar dois opostos que obrigatoriamente se atraem. A intensidade da atuação de Lambert em contraste com a diversão da atuação de Brown, ambos atores de medianos para ruins (mas que, por uma conjunção astral, funcionam aqui), criam o choque que o roteiro precisava para ser uma amálgama razoável, algo amplificado pela linguagem apropriadamente de videoclipe que Mulcahy usa.

Highlander é um produto único. Um daqueles filmes que, se tiver sido visto em sua época, provavelmente terá ficado para sempre na mente dos espectadores, para o bem ou para o mal. Hoje, seu efeito diante de espectadores entorpecidos pela computação gráfica talvez seja longe de ser o mesmo, mas tenho a sincera impressão que mesmo visto sob as lentes cínicas atuais, Highlander deixará sua marca.

Versão do diretor

estrelas 3,5

Com seis minutos a mais do que a versão lançada nos EUA, a versão diretor lançada para o aniversário de 10 anos de Highlander é quase que integralmente a versão europeia do filme. Nela, o espectador ganha mais flashbacks, o mais significativo deles sendo o que mostra McLeod duranta a Segunda Guerra Mundial salvando a menininha Rachel que, no presente, é sua secretária (Sheila Gish), consideravelmente mais velha que ele.

No mais, há cenas que são apenas interessantes, como a de Kurgan seguindo McLeod e Brenda no zoológico a rdículas, como Fasil dando cambalhotas (!!!) no duelo de abertura. Há novos efeitos sonoros aqui e ali, especialmente no choque das espadas – sempre exagerados e cheio de faíscas, um daqueles charmes inexplicáveis – e na aproximação entre dois imortais, mas nada que realmente avance a trama.

Em linhas gerais, porém, a Versão do Diretor não prejudica nem beneficia a versão original, que foi a que veio para o Brasil originalmente. É uma curiosidade apenas.

Highlander – O Guerreiro Imortal (Highlander, EUA/Reino Unido – 1986)
Direção: Russell Mulcahy
Roteiro: Gregory Widen, Peter Bellwood, Larry Ferguson
Elenco: Christopher Lambert, Sean Connery, Roxanne Hart, Clancy Brown, Beatie Edney, Alan North, Jon Polito, Sheila Gish, Hugh Quarshie, Peter Diamond
Duração: 110 min. (versão cinematográfica americana), 116 min. (versão do diretor/versão cinematográfica europeia)

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41 comentários

vinland 7 de maio de 2021 - 02:58

Esse foi um daqueles filmes que eu não deveria ter visto novamente e ter deixado na memória afetiva.

Não odiei o filme, mas também não gosto mais dele como antigamente. O roteiro é ruim, os efeitos são ruins, as atuações são ruins e por aí vai.

Acho que hoje em dia o filme funciona só para aqueles que ainda fazem um certo culto em volta do filme.

Para pessoas como que lembravam apenas como um bom filme da infância, dificilmente ele irá sobreviver.

Responder
planocritico 7 de maio de 2021 - 03:29

He, he. Entendo, mas discordo. Eu tenho um monte de filmes na minha lista de “gostava quando jovem e hoje não consigo gostar mais”, só que Highlander definitivamente NÃO É um deles. Continua sensacional.

Abs,
Ritter.

Responder
vinland 7 de maio de 2021 - 04:08

Sim, por isso que disse que funciona pra quem realmente gosta e é fã. Mas até os fãs avaliando friamente sabem que esse filme é ruim.

Tem uma empresa aí lançando uma edição especial em BD. Pra vc que é fã acho que irá gostar.

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planocritico 7 de maio de 2021 - 04:12

Avaliando friamente, esse filme é muito bom. Os efeitos práticos são excelentes para o orçamento, a trilha sonora é espetacular, o Ramirez de Sean Connery e o Kurgan de Clancy Brown são memoráveis e assim por diante. Esse não é, para mim, um filme que depende apenas da memória afetiva para ser bom como tantos e tantos outros.

Abs,
Ritter.

Responder
Tânia Rodrigues 18 de abril de 2020 - 12:29

Eu numa pré-estréia sessão da MEIA NOITE. Achei o recorte diferente. Eu também concordo que só pode haver um.

Responder
planocritico 18 de abril de 2020 - 12:39

Exato! Esse é um dos poucos filmes que me lembro exatamente onde vi na estreia, mas o cinema nem existe mais… 🙁

Abs,
Ritter.

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Paco Miguel 23 de março de 2019 - 11:30

Highlander pra mim tem um sabor especial (Tá, sei que a critica é de longa data mas como o PC é um dos meus sites obrigatórios me senti a vontade de comentar). Foi um dos primeiros filmes que minha memória alcança,assistido numa sessão da tarde,ja que nesse filão a película era clássico tipo Lagoa Azul ou o dia sacana e zoeiro de Ferris Buller. Obviamente, o assisti dublado e,sem pestanejar o prefiro na versão nacional com as vozes incríveis de André Filho e Garcia Júnior, dono das versões nacionais dos maiores blockbusters oitentistas e grande time de profissionais da área,ainda que tenha o DVD com áudio original. Lambert tem um timbre ardido que só, além de péssimo ator,transmitindo falta de sal ao papel e que só funcionou mesmo em 3 filmes:aqui,Greystoke e Ressureição (filme B mas eu gostei). Garcia melhorou o personagem.

Claro que por ser fã do Queen a carga emocional pesa mais,mas a mao do diretor aqui é muito competente,dando um filme correto a uma época aberta a experiências cinematográficas que dificilmente seriam topadas pelos estúdios hoje. A premissa da história, tão bem colocada por você Ritter é sensacional e muito profunda, tendo em seu protagonista o elo fraco da corrente aqui,posto que o vilão no filme tem o passo que lhe cabe,o mentor é muito maior que o próprio filme e a gentalha alheia é irrelevante. Tirando a cena do Castelo,diga-se de passagem totalmente perdoável visto o orçamento do produto, há cenas memoráveis,como a expulsão da Vila,a irônica cena na igreja (Kurgan impagável),a introdução no Madison. E claro,a belíssima vida e morte do casal McCloud,embalados por Who Wants to Live Forever, cena que por si só vale o filme todo.

Tirando uma ou outra bizarrice,como o duelo na França,o ianque ensandecido e uma gracinha deslocada aqui acolá,filmão,que a despeito da estupenda obra da Rainha feita pro filme e inspirando um puta disco,é um dos meus preferidos.

Ps: que se faça justiça. Ok,o Queen é o chamariz do filme. Mas o tema central composto pelo saudoso e fantástico Michael Kamen é qualquer coisa pra la de lindo.

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planocritico 23 de março de 2019 - 21:55

Comente sempre, @disqus_0viOvU67Yd:disqus !

Highlander é um filme que tem lugar cativo em meu coração. Eu devo ter visto ele com meus amigos no cinema umas cinco vezes. Adoro cada segundo da projeção!

Concordo com sua lista de cenas memoráveis e, realmente, a do castelo, apesar de tosca, condiz com o orçamento e, devo confessar, tem um charme irresistível!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:23
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:23
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Anônimo 26 de novembro de 2015 - 17:29
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planocritico 27 de novembro de 2015 - 12:13

@felipescard:disqus, não sei se concordo ou discordo de você… Há um certo charme na “tosquidão” de Highlander que o torna todo especial. Reconheço os problemas, mas não os considero como algo que atrapalhe a experiência. As atuações são icônicas – rasas, é verdade – mas inesquecíveis.

Por outro lado, uma refilmagem é realmente uma opção interessante. Considerando o monte de filme que recebe esse tratamento, Highlander definitivamente merece. O problema é que sem Lambert, Connery e a música do Queen, não sobra muita coisa…

Além do mais, “só pode haver um”… HAHAHAAHAHAAAH

Abs,
Ritter.

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Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
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Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:23
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SUPRAMATY 24 de novembro de 2015 - 15:44

Clássico cult… a falta de CGI em muitos filmes dos anos 70 e 80, mostravam que atrás das câmeras existia uma produção muito criativa.
Muitos ângulos para não mostrar alguma falta, e aproveitar o máximo do pouco que se tinha.
CGI ajuda muito, lógico, porém do que adianta cenários maravilhosos e roteiro preguiçoso? Pois é, aí está a diferença porque hoje em dia existem criticas pesadas aos blockbusters.
Em contra partida, segundo é muito ruim. Já o terceiro é reutilização de cenas do primeiro filme com mas outro vilão, mas ali não funciona. A cena do carro no primeiro filme, está ali no terceiro também. Agora não sei dizer se é falta de criatividade, homenagem, ou tentar subestimar a inteligência do espectador.

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planocritico 24 de novembro de 2015 - 21:44

Exatamente, caro @supramaty:disqus! Na falta de CGI, os diretores e equipes tinham que se virar e Mulcahy mandou muito bem em Highlander.

Já as continuações, eu prefiro ignorá-las…

Abs,
Ritter.

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Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:23
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Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:23
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jcesarfe 23 de novembro de 2015 - 11:28

O que mais gostei de Highlander era a história, muito boa. Mesmo tendo visto quase 15 anos depois do lançamento, visto que na data meus pais nem eram casados.

Responder
planocritico 23 de novembro de 2015 - 14:31

@jcesarfe:disqus, a história realmente é fascinante. Mas me diga: tendo visto o filme pela primeira vez 15 anos depois do lançamento, os (d)efeitos espaciais não atrapalharam sua experiência não? Ou você relevou diante do todo como eu faço sempre que revejo essa maravilha?

Abs,
Ritter.

Responder
jcesarfe 23 de novembro de 2015 - 19:14

Eu geralmente tento associar o filme à data do lançamento, logo não me apego aos efeitos especiais, eles ajudam, mas prefiro ver a obra como atemporal. Até hoje acho o filme fantástico, pena que a parte técnica estava longe de ser primorosa.
Me importo muito mais com o todo do que com os detalhes, afinal Transformers é puro efeito especial, mas fora alguns poucos detalhes é um filme horrível (é ver uma vez e nunca mais).

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planocritico 24 de novembro de 2015 - 21:33

@jcesarfe:disqus, é tão bom ler isso! Você não imagina a quantidade de pessoas que não consegue – ou não quer – fazer o que você faz e descarta obras-primas no processo. E isso sem falar de “gente” (sim, com aspas) que não gosta de filmes mudos e em preto e branco por serem mudos e em preto e branco…

Abs,
Ritter.

Responder
jcesarfe 26 de novembro de 2015 - 11:19

Esse pessoal não gosta de cinema, gosta é de fogos de artifício. Mas aprecio o site pelo ponto de vista mais realista e cinematográfico, vocês não fazem aquelas críticas endeusando obras tediosas que a academia ama, mas nem por isso desvalorizam obras primas que não se escondem sob uma cortina de fumaça pirotécnica,

planocritico 26 de novembro de 2015 - 16:54

Obrigado, @jcesarfe:disqus!

Abs,
Ritter.

Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Responder
Diego/SM 1 de março de 2017 - 09:30

Cara, desculpa me meter na conversa aqui (e me meter com um timming bem particular, visto que cerca de um ano depois!… : ), mas re-assisti Highlander esses dias e, caramba, apesar de todos os tais “defeitos especiais” (realmente, a cena da batalha entre Ramirez e Kurgan derrubando os pedaços da casa de isopor do McLoad é risível, rss), é ainda na minha concepção como um todo – por sua história, edição, trilha sonora – um filmaço do gênero! (E, ao meu ver, apesar de toda a sua canastrice também – ou talvez exatamente devido a ela! rs – , com um dos mais fodásticos vilões do cinema de ação! – a primeira sequência em que ele aparece, todo vestido de negro, a cavalo, com o “elmo” de caveira na cabeça, no alto da montanha, e depois diante de McLoad no meio da batalha, é da estirpe de um Darth Vader das highlands do século XVV!… : )
É daqueles filmes que, apesar de inevitavelmente perderem com a passagem do tempo em função da questão da evolução tecnológica e tal (e lá se vão 30 anos, não é mesmo!?…), ainda consegue se manter devidamente “enxuto”, prender a atenção, e fazer frente a maioria das aventurinhas de hoje em dia.
No meu caso, pois, não é só a “memória afetiva”, não; como disse, revi recentemente e (ao contrário de muitos outros filmes que adorava lá dos anos 80 e tals e que acabaram realmente me decepcionando bastante ao serem revistos atualmente) da minha parte Highlander mereceria no mínimo umas quatro estrelinhas aí.

Responder
planocritico 1 de março de 2017 - 12:36

@diego_sm:disqus , bacana seu depoimento! O filme todo em uma aura especial, algo difícil de explicar. Ao mesmo tempo trash e estiloso, simples e complexo. Cada personagem tem extrema personalidade com destaque para Kurgan e Ramirez.

E o que falar da trilha sonora, não é mesmo?

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Responder
Diego/SM 1 de março de 2017 - 09:30

Cara, desculpa me meter na conversa aqui (e me meter com um timming bem particular, visto que cerca de um ano depois!… : ), mas re-assisti Highlander esses dias e, caramba, apesar de todos os tais “defeitos especiais” (realmente, a cena da batalha entre Ramirez e Kurgan derrubando os pedaços da casa de isopor do McLoad é risível, rss), é ainda na minha concepção como um todo – por sua história, edição, trilha sonora – um filmaço do gênero! (E, ao meu ver, apesar de toda a sua canastrice também – ou talvez exatamente devido a ela! rs – , com um dos mais fodásticos vilões do cinema de ação! – a primeira sequência em que ele aparece, todo vestido de negro, a cavalo, com o “elmo” de caveira na cabeça, no alto da montanha, e depois diante de McLoad no meio da batalha, é da estirpe de um Darth Vader das highlands do século XVV!… : )
É daqueles filmes que, apesar de inevitavelmente perderem com a passagem do tempo em função da questão da evolução tecnológica e tal (e lá se vão 30 anos, não é mesmo!?…), ainda consegue se manter devidamente “enxuto”, prender a atenção, e fazer frente a maioria das aventurinhas de hoje em dia.
No meu caso, pois, não é só a “memória afetiva”, não; como disse, revi recentemente e (ao contrário de muitos outros filmes que adorava lá dos anos 80 e tals e que acabaram realmente me decepcionando bastante ao serem revistos atualmente) da minha parte Highlander mereceria no mínimo umas quatro estrelinhas aí.

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
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Luiz Santiago 22 de novembro de 2015 - 23:14

Esse filme é incrível! Como você sabe, precisei revê-lo recentemente para a crítica de “A Kind of Magic” e o que você cita do “olhar cínico” é o ponto central para se ver o filme hoje. A obra tem um poder enorme em colocar na nossa cara a fugacidade da vida com todas as suas trasheiras e maravilhas… Não dá para explicar direito. Só sei que com a música do Queen e aquelas paisagens maravilhosas no bloco da Idade Média, o filme ganha muito. E estamos plenamente de acordo com a sequência embalada por Who Wants to Live Forever. Até dá uma coisinha no peito, só de lembrar…
Simplesmente fodástica sua crítica. E eu ri MUITO quando você cita os “poderes de direção” citando o filme do javali. OMG!!!

Responder
planocritico 22 de novembro de 2015 - 23:19

Valeu! Esse filme do javali, Razorback, foi outro que marcou minha “formação cinéfila”. Adorava o negócio, apesar de mesmo na época ter sido trash!

Agora diz aí: quantas estrelas você daria? Fiquei curioso.

Abs,
Ritter.

Responder
Luiz Santiago 22 de novembro de 2015 - 23:30

Eu quero ver esse javali! HAHAHAHAAH
Eu também daria 3,5 na crítica, mas a critica mental ganharia 5! Não tem como ser diferente!

Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
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Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
Responder
Anônimo 2 de outubro de 2019 - 23:31
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