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Crítica | Homeland – 3ª Temporada

por Ritter Fan
868 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 5,0

Obs: A crítica que segue contém SPOILERS das duas temporadas de Homeland. Leiam as críticas das demais temporadas, aqui.

Homeland consegue consistentemente surpreender em dois quesitos importantíssimos para uma série de TV: (1) a mudança do status quo de temporada a temporada e (2) atuações brilhantes de seu elenco. Esses dois elementos, por si só, já valem todo o esforço para assistir a série.

Baseada em série israelense de onde a premissa apenas foi retirada, a série nos faz acompanhar a vida de Nicholas Brody (Damian Lewis), soldado americano que, depois de oito anos preso pelo talibã, volta como herói aos Estados Unidos e a de Carrie Mathison (Claire Danes), agente da CIA que desconfia fortemente que Brody está, na verdade, trabalhando para os radicais árabes. A primeira temporada não deixa dúvidas em relação à traição de Brody para os espectadores, mas mantém o suspense em relação a esse fato para os demais personagens da série, com exceção de Carrie que, porém, ao final, acaba sendo tratada com eletrochoques para controlar seu distúrbio bipolar.

Essa situação impossível ao final da primeira temporada permite a reviravolta da segunda, com Carrie finalmente convencendo seu mentor Saul Berenson (Mandy Patinkin) que Brody é um agente duplo e os dois fazendo com que ele passe a trabalhar para a CIA, com o objetivo de capturar Abu Nazir (Navid Negahban). Com a missão cumprida e tudo em paz, BUM, metade do predio da CIA é destruída em um dos finais de temporada mais bombásticos (com trocadilho) que já vi. E, novamente, uma mudança de status quo era necessária.

E é com essa situação limite que a terceira temporada começa, 58 dias depois do atentado que fecha a segunda: Brody, que havia sido contrabandeado para fora dos EUA por Carrie acaba  nas mãos de bandidos na Venezuela e Carrie, tentando ser honesta diante de uma CPI sobre os furos da CIA, acaba sendo internada em um hospital psiquiátrico por seu próprio amigo Saul. Saul, por sua vez, tem que não só mostrar serviço como o diretor interino da agência como enfrentar a arrogância do Senador Lockhart (Tracy Letts), que chefia a CPI e cobiça o cargo de diretor da CIA. 

E, com isso, passamos a olhar para dentro da agência e todas as maquinações políticas necessárias para fazê-la funcionar depois de uma tragédia, além de suas operações de inteligência. Por vários episódios, esquecemos da existência de Brody, perdido em um buraco qualquer e bombeado de heroína. Por um momento, esquecemos da  luta contra o terrorismo lato senso e passamos a olhar com lupa como é que a engrenagem funciona. Pode não ser exatamente assim, mas os showrunners Howard Gordon e Alex Gansa fazem um tremendo trabalho para nos convencer e eles, definitivamente, são bem sucedidos.

Vemos o recrutamento de uma relutante agente de ascendência iraniana (Fara Sherazi, vivida por Nazanin Boniadi) para ajudar a desvendar o “caminho do dinheiro” que financiou o atentado, as dúvidas morais do agente Peter Quinn (Rupert Friend) depois de uma missão que deu certo, mas nem tanto (pessoalmente para ele) e a força política do senador tentando esmagar os esforços de Saul em reativar a agência e mostrar que a espionagem “à moda antiga” ainda é o caminho a se seguir. Mas o mais sensacional é que, no meio disso tudo, que eleva a complexidade da série sensivelmente, os showrunners não se esquecem do lado pessoal. Se Brody não está presente, as consequências daquilo que dizem que ele fez são devastadoras para sua família, especialmente para Dana (Morgan Saylor), sua filha adolescente que, como aprendemos, tentou se matar e está em tratamento em uma clínica. Saul e a relação complicada com  sua esposa Mira (Sarita Choudhury) se intensifica com a volta dela depois do atentado e seu envolvimento com um francês, que ela não reluta em convidar para sua própria casa.

São pequenos momentos pessoais assim, contrastados com a nobre caçada aos responsáveis pela morte de 219 pessoas no atentado à bomba que retiram Homeland do que poderia muito facilmente ser uma vala comum de séries de TV. A cada nova temporada, a série realmente se renova e, mesmo quando achamos que sabemos exatamente o que está acontecendo, nosso tapete é puxado debaixo de nosso pés, como quando no sensacional momento, vários episódios adentro, em que descobrimos que a traição de Carrie por Saul foi encenação (ainda que o que ela tenha passado na clínica não seja, o que, por si só, empresta camadas e mais camadas de complexidade aos personagens) para atrair a atenção de Majid Javadi (Shaun Toub), iraniano amigo de Saul antes da “revolução iraniana” e que hoje ocupa cargo equivalente ao de Saul em seu governo. 

No entanto, a terceira temporada, acertadamente, parece fechar um ciclo. Ela termina a história iniciada na primeira e abre caminho para uma nova história envolvendo Carrie Mathison apenas – e talvez Saul Berenson, mas agora em outra capacidade – em um ambiente completamente diferente. Afinal, em uma sequência angustiante e que, novamente, é difícil de acreditar, Brody é eliminado da série em definitivo (espero!), o que automaticamente significa que toda a família Brody e agregados não têm mais função narrativa. Com isso, pela quarta vez seguida, a série terá que se reinventar.

Mas é a constante reinvenção que faz de Homeland o que é. Resta saber se Carrie sem Brody é a mesma coisa. Considerando, porém, o grau de dedicação de Claire Danes ao papel e o cuidado dos showrunners, diria que estamos em boas mãos.

Homeland – 3ª Temporada (EUA, 2013)
Showrunner: Howard Gordon, Alex Gansa
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Claire Danes, Damian Lewis, Morena Baccarin, Diego Klattenhoff, Mandy Patinkin, Jackson Pace, Morgan Saylor, David Marciano, Rupert Friend, Sarita Choudhury, F. Murray Abraham, Shaun Toub, Nazanin Boniadi, Tracy Letts
Duração: 630 min.

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24 comentários

Red Shins 10 de março de 2021 - 12:20

Um resumo de 12 partes que montaram essa terceira temporada desse seriado – Cuidado com os SPOILERS

Tin Man Is Down (S3, Ep1) – Alguém diz isso “Tin Man Is Down” durante a estranha operação do Mágico de Oz
Nick Brody continua foragido. Saul trama um contra-ataque arriscado. Carrie se torna o foco de uma investigação hostil. A família Brody luta para lidar com a situação.

Uh … Oo … Aw (S3, Ep2) – Foneticamente soa como “foda-se… você… saul” se você estivesse drogado com torazina.
Saul recruta um especialista improvável para seguir a trilha do dinheiro. Quinn tenta resolver o problema com as próprias mãos. Carrie descobre quem está realmente do seu lado. A família Brody recorre à terapia para consertar sua casa destruída.

Tower of David (S3, Ep3) – A residência do Marine One.
À medida que Brody se encontra em uma situação cada vez mais desesperadora, ele retorna à sua fé em busca de orientação de uma forma inesperada. Carrie luta para se conectar com Saul quando um homem misterioso se oferece para ajudá-la, mas a um custo alto.

Game On (S3, Ep4) – porque é quando a operação de espionagem de Carrie e Saul é revelada.
Carrie descobre que, mesmo em seu estado incapacitado, a CIA ainda pode exercer o poder quando necessário. Dana vai embora, forçando Jéssica a chamar a polícia. Saul e Fara seguem a trilha do dinheiro até um local inesperado e Carrie tem uma reunião.

The Yoga Play (S3, Ep5) – é o nome nada original de Carrie para um esquema de espionagem em que uma senhora com cabelos loiros participa de uma aula de ioga em seu lugar.
Carrie coloca sua missão em risco para fazer um favor arriscado. Saul é forçado a acotovelar-se com seu adversário, o senador Lockhart, em uma viagem de caça. Ainda fugindo, Dana faz uma descoberta chocante.

Still Positive (S3, Ep6) – Carrie fez o 47º teste de gravidez e ainda deu positivo. (Com cicatrizes para o resto da vida.)
Carrie vira o jogo contra o cérebro do bombardeio de Langley, com consequências perigosas. Saul luta para manter um senador intruso Lockhart sob controle, e Dana toma uma decisão radical que mudará a família Brody para sempre.

Gerontion (S3, Ep7) – é um poema feito por T. S. Eliot que foi primeiramente publicado em 1920.
Com um velho adversário sob custódia, Saul faz a aposta de sua carreira. Carrie e Quinn lutam para conter uma investigação policial local, enquanto Mira encontra seu casamento em uma encruzilhada.

A Red Wheel Barrow (S3, Ep8) – Carrie mandou uma mensagem para o homem de Franklin, é como um código espião para “sou eu que estou respondendo, não outro cara”
Depois que novas informações vêm à tona, Carrie e Quinn perseguem um dos principais suspeitos do atentado de Langley. Saul lida com a reação política enquanto Fara descobre o preço que um trabalho de inteligência pode custar.

One Last Thing (S3, Ep9) – Saul para Brody: “você fará esta última coisa” (literalmente!)
Carrie se reúne com Brody, e as circunstâncias são mais difíceis do que qualquer um deles poderia ter imaginado. Enquanto isso, Saul consegue uma vitória de uma fonte improvável e Dana luta com sua nova vida fora de casa.

Good Night (S3, Ep10) – mais código espião. Eu penso que significa: “Estamos ferrados!”?
Brody embarca em uma missão de alto risco, agora sua condição frágil ameaça toda a operação. Quinn faz uma descoberta desconfortável sobre Carrie, enquanto uma crise repentina força Fara a se juntar à equipe.

Big Man in Tehran (S3, Ep11) – Brody se torna um deles quando denuncia a América por terrorismo! (Apenas para exibição!)
A lealdade de Brody à missão vacila quando ele encontra um fantasma de seu passado. Enquanto a confirmação de Lockhart se aproxima, Saul encara o precipício entre o sucesso e o fracasso.

The Star (S3, Ep12) – Problema duplo de significado e alusão à estrela literal que Carrie desenha e a credibilidade de Damian Lewis no show.
As forças de segurança se aproximam de Carrie e Brody. Enquanto Saul planeja uma última operação de resgate em segredo, Brody luta para encontrar a redenção.

Responder
Andries Viljoen 19 de janeiro de 2021 - 00:48

Brody morreu nesse temporada. Agora, você já imaginou que pensamentos finais possivelmente passaram por sua mente durante seus últimos momentos?
A Oração de Brody…

Allahu Akbar

Deus é Um

Deus é Grande

“Nosso Senhor! Conceda-nos perdão e misericórdia! Você é o melhor daqueles que mostram misericórdia!

Eu purifica meu corpo o melhor que pude, em outra cela. Cativo. Novamente. Eu me ofereço por Sua purificação da minha alma. Várias vezes tentei me redimir só para ficar preso pela minha própria fraqueza, pelas mentiras que conto a mim mesmo, contar à minha família….. Inferno, as mentiras que eu conto a todos.

“Oh meu Senhor, eu realmente fiz mal à minha alma!”

Por favor, me dê perdão, eu não posso me dar e não mereço pedir a ninguém

Proteja Jess, Dana e Chris. Eles vão precisar disso. Ruim. Proteja todos os azarados o suficiente para me amar.

Por favor, me dê perdão, não posso me dar e não mereço pedir a mais ninguém.

Proteja Jess, Dana e Chris. Eles vão precisar. Ruim. Proteja todos com sorte o suficiente para me amar.

Proteja a nova vida*.

Obrigado por essa vida. Alá, você sabe que eu tentei. Especialmente obrigado por deixar isso acabar

Eu terminei, realmente, finalmente terminei. Sou grato por isso e por Sua paz.

Um homem como eu pode fazer um último pedido? Um homem que não tem certeza se eu ainda acredito. Perdoe-me, provavelmente é errado até perguntar, se posso vê-la uma última vez? Meu amor corajoso e terno. Pode ser egoísmo, acontece que ela é o melhor presente da minha vida. Me sinto mal dizendo isso. Mesmo assim agradeço pela Carrie.

Não a deixe ficar sozinha.

Inshallah.

* Frances “Franny” Mathison é filha de Nick Brody e Carrie Mathison.

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Jordison Francisco 13 de agosto de 2020 - 20:03

Carrie: ‘Brody! BRODY! ‘

A história de Brody é trágica. Ele era um fuzileiro naval que foi destruído e recomposto pelo inimigo para ser derrotado repetidas vezes. Empurrado para trás e em quarto lugar. Sua lealdade era para com quem lhe desse a melhor chance de sobreviver. Ele nunca teve uma chance. Ninguém pode julgá-lo pelos horrores que suportou. E piores os que ele causou. Ter que viver e observar as vidas que ele destruiu ao seu redor tirou tudo dele. Só Carrie esperava encontrar a redenção para ele. Brody sabia que seu destino era morrer. Em seus últimos momentos, ela fez questão de estar lá. Para testemunhá-lo, sua verdade, sua história quando finalmente chegou ao fim.

E devido à sua história, ele não pode ser homenageado… Sua história foi tão triste! Ele merecia coisa melhor – Brody cometeu um erro.

Eu gostaria que eles tivessem mostrado uma cena de sua família neste episódio. Para mostrar aos telespectadores que Brody foi redimido aos olhos de sua família. A última vez que os vimos foi como Brody arruinou suas vidas depois que foi incriminado pelo bombardeio. Teria sido bom terminar o capítulo com uma confirmação de que sua família ficaria bem. É uma pena que tenha terminado tão abruptamente, especialmente porque as temporadas 1 e 2 construíram esse relacionamento com sua filha Dana. A última vez que a vimos foi estar emocionalmente destruída.

A primeira temporada foi a melhor. Não negue, o show perdeu um calibre enorme quando ele morreu. Para mim, é aqui que o show terminou. O que quer que eles transmitam depois é outro show.

Responder
planocritico 13 de agosto de 2020 - 20:57

Eu particularmente gostei do final totalmente pessimista para Brody, sem nenhuma redenção lá com a família dele, apenas no ventre de Carrie.

Sobre as demais temporadas, você as assistiu?

Abs,
Ritter.

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Jordison Francisco 15 de agosto de 2020 - 21:33

Confundiram a series finale com a season finale, ou devo dizer, Fim de temporada com cara de fim de série – Damian Lewis foi impecável em cada segundo de atuação e não consigo imaginar a série sem ele e sem um dos três personagens que fazem a história.
Vou ser redundante mais uma vez em dizer que Claire Danes merece e muito ganhar algum prêmio de reconhecimento pois interpretar Carrie Mathison é muito desgastante gente, ela deve ficar simplesmente exausta ao termino de cada episódio e temporada e nessa em especial ela deu um show tão grande de interpretação e intensidade que eu fiquei mega aliviado em ver que ela poderia finalmente descansar depois dessa sofrida entrega dela.

A única certeza que eu tenho é que essa Season Finale seria ótima como Series Finale, não vejo sentido em uma continuidade. =/

Ah, o dialogo da Carrie com o Javadi foi up, vai ficar como um dos momentos marcantes da série, sem duvida nenhuma!

Majid Javadi: Eu me perguntei várias vezes desde o momento em que soube por que você passou pela difícil obrigação de me atrair. Por quê? Por que alguém faria isso consigo mesmo? Por que você ? e acho que agora sei, sempre foi com ele, é isso que te interessa, talvez a única coisa. Quem é Brody é que Allah sabe, mas o que ele fez não pode haver debate. Foi surpreendente e inegável e o que você quer que era para todos verem nele o que você vê e o que aconteceu. Todo mundo o vê através de seus olhos agora, Saul, Lockhart, o Presidente dos Estados Unidos, até eu.

Afinal, como Carrie enxergava Brody? Por que queria que todo mundo enxergassem da mesma forma que ela o via?

Responder
planocritico 16 de agosto de 2020 - 01:15

Repito a pergunta: você viu as demais temporadas? Porque só assim você poderia ter essa certeza toda.

E Claire Danes já foi reconhecida por seu trabalho em Homeland: duas vezes no Emmy e duas vezes nos Golden Globes.

Abs,
Ritter.

Responder
Jordison Francisco 16 de agosto de 2020 - 11:23

Sim.

Em Homeland tínhamos dois protagonistas, cada um com seu conflito central (Carrie = CIA x bipolaridade e Brody = o desejo de ser um herói americano x o desejo de servir Alá como um muçulmano). Com esses objetivos inconciliáveis, a série tinha pano pra manga na hora de criar suas tramas. Matar um protagonista, no entanto, é uma atitude ousada, mas talvez não inteligente.

A série acabou. Homeland era sobre a história de Brody e Carrie, e agora sem o Brody e com todos os arcos finalizados não sobra nada. É como se em Game of Thrones sem ninguém quisesse mais ser rei… Não faz sentido.

Li o livro lançado sobre “a vida de Carrie pré-Brody”, e posso dizer que a complexa relação dos dois contribuiu para que a personagem deixasse de ser apenas uma espiã competentíssima e amalucada, para se tornar uma mulher com sentimentos arrebatados e complexos. Se Brody não tivesse sido sacrificado, tantas escolhas e situações-limite ainda poderiam acontecer na trajetória do “casal”.

R.I.P Homeland.

planocritico 16 de agosto de 2020 - 15:09

Discordo veementemente. A série não acabou. Ela foi reinventada e o desenvolvimento de Carrie pós-Brody, assim como o de Saul foi espetacular ao longo das temporadas seguintes. Para mim, ela sempre foi a verdadeira e única protagonista, mesmo na Trilogia Brody.

Abs,
Ritter.

Jordison Francisco 19 de agosto de 2020 - 20:53

teria sido melhor seguir a trama dos livros do autor que aprofunda mais sobre os personagens Carrie e Saul.

planocritico 19 de agosto de 2020 - 20:53

Que eu saiba, a série não é baseada em livros (mas sim em uma minissérie israelense) e sim os livros são baseados na série e são prelúdios. Seja como for, acho a série como um todo excelente. A única temporada cambaleante é a 4ª.

Abs,
Ritter.

Jordison Francisco 21 de agosto de 2020 - 16:19

A cena em que Carrie no Hall da Cia…
este foi o fim espiritual de Homeland para o público. E como dizem vários fãs gostaram de algumas das temporadas seguintes, acontece que a saída de Damien Lewis realmente causou um impacto (e seu personagem não poderia continuar mais). Foi tão lindo como Carrie desenhar uma estrela peculiar na parede. E resumiu muito.

E o público sempre se lembra da música no final. Sean Callery é um mestre! 🙂

Juliana Ladybug 22 de outubro de 2020 - 08:31

Cara, esse fim na terceira temporada foi para iludidos que estavam esperando uma história com um plot romantiquinho e esse nunca foi o intuito, até porque não existia amor na relação entre Carrie e Brody e sim obsessão. Você diz que Brody serviu para construir a personalidade de Carrie mas isso não poderia ser mais mentira. No próprio livro você vê ela seguir uma jornada completamente desenfreada e obcecada, colocando toda a missão acima da própria sanidade e usando por várias vezes o próprio corpo como arma sexual para vantagem na missão. Carrie era obcecada por Brody da mesma forma que por longos anos foi obcecada por Nazir, a diferença é que com o segundo não era manipulável e próximo como o primeiro. A “técnica” usada com o Brody já tinha sido usada por ela antes com o Estes e até com o próprio Saul ela tenta fazer a mesma coisa e é usada outras vezes ao longo do decorrer das temporadas.
Assistir a série depois da trilogia Brody só nos faz compreender cada vez mais a personagem e de que não foi Brody que a fez como é e sim ela que teve influência na existência de Brody, já que sabemos que ele acabaria cumprindo sua missão com o colete se não a tivesse conhecido. Nos faz ver que na verdade Brody era para ter morrido logo na primeira temporada, pois nas outras temos fortes tramas políticas que se perpetuam até seu fim, e por alguma razão ele foi mantido e deu certo trabalho para ser eliminado depois. A única temporada que não é muito boa em minha opinião é a 5ª e ainda acho que a filha de Brody e Carrie nunca deveria ter existido. A serie só conseguiu cumprir seu propósito de comprometimento com a realidade depois da morte de Brody.

Jordison Francisco 22 de outubro de 2020 - 18:54

Mais do que tudo, e mais do que qualquer outro trabalho sobre terrorismo, a Pátria é sobre explorar as áreas cinzentas, entre o bem e o mal, entre “guerra e terrorismo”. O programa é sobre nos forçar a pensar sobre os custos reais e repensar nossa compreensão das verdadeiras vítimas da guerra e do terrorismo. Conhecemos Brody e vemos o que ele planeja fazer.

A história de Brody é trágica. Ele era um fuzileiro naval que foi destruído e recomposto pelo inimigo para ser derrotado repetidas vezes. Empurrado para trás e em outro lugar. Sua lealdade era para com quem lhe desse a melhor chance de sobreviver. Ele nunca teve uma chance. Ninguém pode julgá-lo pelos horrores que suportou. E piores os que ele causou. Ter que viver e observar as vidas que ele destruiu ao seu redor tirou tudo dele. Brody sabia que seu destino era morrer.

Ele e Carie foram usados ​​e vítimas da CIA e pessoas que tinham poder. A cena realmente me quebrou porque apenas o pensamento de alguém tendo que assistir o amor de sua vida morrer é muito triste. Em seus últimos momentos, ela fez questão de estar lá. Para testemunhá-lo, sua verdade, sua história quando finalmente chegou ao fim.

Desempenhos notáveis ​​dos atores Claire e Demian! Eles eram o show!! Os atores que fizeram Quinn, Saul e Dar Adal também foram destaques!

Brody: “i liked you Carrie”
Carrie: “I LOVED YOU”

O próprio Saul percebeu isso: O Sergeant conquistou o amor da Drone Queen. E o marine também aprendeu a amar a protegida de Saul.

Não há como negar isso. Assim, como não negar o sentimento de Carrie por Saul, Quinn, Franny, Maggie e família.
Quanto a Franny, essa personagem foi um dos motivos para a Carrie crescer como ser humano e não como a personagem esquizofrênica bipolar pois isso cansa. Diferente a família Brody.

A série avançou tanto na 2a temporada que chegou na terceira e creio que os roteiristas ficaram meio sem ideia do que fazer. A trama desta temporada a meu ver foi mal costurada. Depois eles começam a melhorar nos dois últimos capítulos e fiquei surpreso.

Então que a serie se reinventou e cresceu até a 8a temporada. A 4a e 5a temporada são importantes para mostrar a politica suja, espionagem, rivalidades internas seja em países como EUA/Paquistão/Alemanha.

Jordison Francisco 16 de agosto de 2020 - 11:38

Pra finalizar, tenho que homenagear um personagem que gostei muito: Saul. Tinha um cargo difícil, uma discípula rebelde e talentosa, um senador babaca querendo seu cargo e um parceiro meio pilantra (Dar Adal). E graças a ele, a tragédia na CIA foi superada pela abertura de negociações de paz com o Irã.

Podiam ter feito uma temporada com base no livro Saul’s Game – A Homeland Novel
Autor: Kaplan, Andrew

planocritico 16 de agosto de 2020 - 15:09

Saul é mesmo um grande personagem. E, nas temporadas posteriores à Trilogia Brody, ele ganha intenso desenvolvimento junto com Carry.

Abs,
Ritter.

JC 10 de setembro de 2019 - 19:04

Rapaz……..que último episódio dessa temporada…fui inventar de assistir pra ver se pegava no sono, fiquei foi sem sono.
Absurdo de maravilhoso de tenso.

Nossa. Fiquei em frangalhos.

Responder
planocritico 11 de setembro de 2019 - 14:15

SPOILER

SPOILER

SPOILER

E eu fiquei até o último segundo achando que tudo era um plano e que ele iria sair vivinho da silva… Foi realmente um negócio tenso…

Vai continuar?

Abs,
Ritter.

Responder
JC 11 de setembro de 2019 - 14:38

CLA-LA-RO

Eu juro pra você que achei que ele tinha realmente sobrevivido de alguma forma.

Mas segundo os bônus do DVD parece que não.

Mas eu tenho outra coisa que prefiro não teclar aqui, pois comprei todas as temporadas (até a sexta…), e tenha calma que chego lá

;P

Comecei a quarta.

Responder
planocritico 11 de setembro de 2019 - 18:33

A quarta temporada é bem diferente. Quase uma nova série.

Abs,
Ritter.

Responder
JC 16 de setembro de 2019 - 11:44

Spoiler!!! Spoiler!!!!!

Ih raapz….falei cedo demais.

Deixa eu terminar a quarta. Vixe.

André Bertelli de Brito 29 de julho de 2015 - 15:53

Cara, tem que rolar a crítica da quarta temporada! A cena do ataque a embaixada americana é de tirar o fôlego! No aguardo e ansioso pela quinta temporada!!!

Responder
planocritico 29 de julho de 2015 - 20:00

@andrbertellidebrito:disqus, teremos a crítica no mês que vem!

Abs,
Ritter.

Responder
julio césar correia 31 de janeiro de 2015 - 17:05

Pessoal vcs vão fazer critica da 4ª temporada? ela é um pouco irregular em comparação com as outros o clímax continua alucinante, mas tem alguns episódios mais fraquinhos.
Eu gostei,mas queria ver a opinião dos especialistas

Responder
planocritico 31 de janeiro de 2015 - 20:45

@juliocsarcorreia:disqus, faremos sim, mas, infelizmente, deve demorar um pouquinho ainda, por razões de agenda interna nossa. Mas teremos sim, pois Homeland merece toda a atenção!

Abs,
Ritter.

Responder

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