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Crítica | Homeland – 4ª Temporada

por Ritter Fan
1392 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 3

Obs: Há potenciais spoilers das temporadas anteriores e também da quarta. Leiam as críticas das demais temporadas, aqui.

Como mencionei em minhas críticas anteriores da série, uma das mais marcantes características de Homeland é, sem dúvida alguma, sua capacidade de se reinventar. Sua premissa original, lidando com o agente duplo Brody, soldado americano achado como prisioneiro do talibã anos após seu desaparecimento, deixou de existir, em sua concepção primígena, logo na segunda temporada, que abriu espaço para abordagem mais ampla e completa dos dois lados do conflito. Ao final da terceira temporada, com a efetiva morte de Brody, artifício bem inserido que serviu para encerrar o ciclo do personagem, considerei a série como acabada.

Mas eis que veio a quarta temporada e fiquei ao mesmo tempo receoso e feliz. Receoso, pois a dinâmica entre Carrie e Brody era da essência da série e, a não ser que inventassem uma absurda e implausível sobrevivência do personagem enforcado em praça pública (e o momento em que ele “aparece” nesta temporada quase me fez infartar), achava que as modificações estruturais teriam que ser grandes demais para permitir a continuidade da história. Feliz, pois Homeland provou-se como uma série cheia de surpresas e pela sensacional Claire Danes já ter provado, com sua atuação, ser capaz de carregar o material nas costas. Portanto, a sorte estava lançada.

Quando a temporada começa, vários meses já se passaram desdes os acontecimentos da anterior. Carrie já teve sua filha, mas ela se encontra distante, mais precisamente em Kabul, no Afeganistão, como chefe de uma base da CIA. Com base em informação de Sandy Bachman (Corey Stoll), chefe da base da CIA em Islamad, no Paquistão, ela autoriza um bombardeio por drone para matar Haissam Haqqani (Numan Acar). A missão é aparentemente bem-sucedida, mas o efeito colateral é a morte de dezenas de inocentes, já que o terrorista estava em uma festa de casamento. Assim como as ondas formadas por uma pedra jogada em um lago, essa operação passa a desencadear todos os acontecimentos da temporada, com reviravoltas, traições e ataques terroristas diretamente contra a Embaixada Americana no Paquistão. Além disso, os roteiros focam no intenso e complexo jogo político entre os países envolvidos, em uma quase frustrante demonstração de que o mundo não tem salvação mesmo.

No entanto, a temporada demora a achar terreno sólido para fincar sua bandeira. Em sua primeira metade, os roteiros tendem a lidar, de maneira mais dispersa, com a vida privada de Carrie e também a de seu mentor Saul Berenson, que agora trabalha na iniciativa privada. Além disso, há muito foco no único sobrevivente do ataque do drone, Aayan Ibrahim (Suraj Sharma) estudante paquistanês e sobrinho de Haqqani e também no perturbado Peter Quinn (Rupert Friend), agente de campo da CIA que ganha grande destaque na temporada, de certa forma fazendo a vez do que a figura masculina de Brody representava. Apesar do intrincado jogo político que é naturalmente interessante para quem gosta, o fato é que faltou coesão nesse início, sem que a temporada realmente mostrasse a que veio.

Apenas depois das reviravoltas no meio da temporada – a captura de Saul e o assassinato de Aayan por seu tio – é que a narrativa ganha coesão e propósito, com uma mescla eficiente de tensão, ação e entraves políticos, com boas doses de traições dos dois lados. É nesse ponto que novamente vemos Claire Danes no ápice de sua forma fazendo uma Carrie segura de si exteriormente, mas cheia de dúvidas e problemas em sua mente fragilizada pela bipolaridade. Aliás, o roteiro não se esquece de sua condição e aborda-a diretamente com um ataque direto a ela, cortesia de Dennis Boyd (Mark Moses), marido da embaixadora americana no Paquistão. Sua transformação ao longo de apenas um episódio é, na falta de adjetivo melhor, assustadora. Mas a bipolaridade de Carrie não é o foco aqui, apenas um artifício muito bem utilizado, já que a temporada carrega nas cores políticas, trazendo assuntos urgentes e contemporâneos.

Infelizmente, além do começo inseguro, a temporada tem um desfecho fraco no episódio Long Time Coming em que Carrie, de volta aos EUA depois do falecimento de seu pai, “arruma a casa” em relação à sua irmã (Amy Hargreaves), filha e mãe (Victoria Clark), que surge do nada. Os problemas do episódio são múltiplos e todos eles originados da necessidade de se resolver toda a vida particular de Carrie de uma vez só em 50 minutos. Como ela estava distante, isso não foi possível ao longo da temporada, mas o roteiro de Meredith Stiehm é inábil ao introduzir novos assuntos (a já mencionada mãe de Carrie) e de criar, em última análise, um gigantesco dénouement para a temporada, quebrando completamente o ritmo estabelecido nos episódios imediatamente anteriores.

A quarta temporada de Homeland continua a tendência que a série tem de se renovar, mas, pela primeira vez, é possível sentir a fadiga da narrativa. É uma temporada que se perde no começo e, quando se acha, vai em um crescendo lógico, mas que acaba desapontando ao final. Claire Danes continua brilhando em seu papel, claro, assim como Mandy Patinkin como Saul, o que já dá retorno ao tempo investido, mas talvez seja momento de repensar a série como um todo.

Homeland – 4ª Temporada (Idem, EUA – 2014)
Showrunners: Howard Gordon, Alex Gansa (baseado em série israelista criada por Gideon Raff)
Direção: Vários
Roteiro: Vários
Elenco: Claire Danes, Rupert Friend, Nazanin Boniadi, Laila Robins, Tracy Letts, Mandy Patinkin, Nimrat Kaur, Michael O’Keefe, Numan Acar, Raza Jaffrey, Mark Moses, Maury Sterling, F. Murray Abraham, Amy Hargreaves, Sarita Choudhury, Shavani Seth, , Suraj Sharma, Damian Lewis, Corey Stoll, Victoria Clark
Duração: 585 min.

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19 comentários

Red Shins 3 de março de 2021 - 23:44

Os episódios do Quarto Ano desse seriado (Cuidado pois tem SPOILERS):

01. “The Drone Queen”: Como chefe da estação em Cabul, Carrie toma uma decisão crítica quando seu colega em Islamabad entrega informações urgentes. De volta aos Estados Unidos, Saul luta para se ajustar à sua nova função no setor privado. ‎”Nós escolhemos um!”

02. “Trylon e Perisphere”: Um inquérito oficial traz Carrie de volta aos Estados Unidos, onde ela luta contra sua ambivalência em relação à maternidade. Quinn em um espiral fora de controle. E um ex-oficial de caso revela novas informações perturbadoras. Trylon e Perisphere uma referência às duas estruturas na Feira Mundial de Nova York de 1939, e creio que é uma referência a Quinn e a senhoria drone quenn Kerry que é 100% horrível e ofensiva nesse capítulo.

03. “Shalwar Kameez”: Carrie é forçada a intervir quando Fara não consegue recrutar um ativo-chave. Ainda se recuperando dos eventos em Islamabad, Quinn se concentra em uma pista em potencial. Shalwar Kameez é o traje nacional do Paquistão.

04. “Iron in the Fire”: Carrie recebe uma dica de Redmond sobre a pista de Quinn. Saul pede um favor a um velho amigo do exército paquistanês. Fara descobre uma conspiração profundamente enraizada. Carrie diz isso sobre Aayan: “Ferro no fogo”.

05. “About a Boy”: Carrie tenta ‘ganhar a confiança’ de um ativo assustado. Em seu caminho para fora da cidade, Saul dá um tempo após avistar um rosto familiar. Quinn e Fara vigiam um novo suspeito. Creio que isso não é uma referência ao livro/filme, e apenas a Carrie tentando descobrir o acordo de Aayan.

06. “From A to B and Back Again”: Carrie coloca sua operação em movimento. Possivelmente uma referência à natureza circular do episódio? Eles passam de pensar que conseguiram Haqqani para estar de volta à estaca zero no final do episódio

07. “Redux”: Lockhart chega. A investigação de Carrie fica complicada. Carrie alucina com ‘Brody’

08. “Halfway to a Donut”: Carrie organiza uma operação de última hora. Lockhart e Martha bloqueiam o ISI. Como capítulo 06 dessa 4a temporada, eles acham que pegaram Saul e acabam voltando ao zero (rosquinha).

09. “There’s Something Else Going On”: Carrie improvisa para salvar sua missão. A CIA fecha em um vazamento. “Há algo mais acontecendo”: bem, havia !!

10. “13 Hours in Islamabad”: A violação da segurança na Embaixada tem consequências de longo alcance. Referência aos ataques de Benghazi, dos quais o episódio basicamente se levanta diretamente e que também durou cerca de 13 horas

11. “Krieg Nicht Lieb”: Carrie arrisca sua vida para tirar sua equipe do Paquistão. Carrie conhece uma espiã alemã! Em alemão Krieg Nicht Lieb significa “guerra, não amor” (não traduzido perfeitamente), então uma abordagem irônica de “amor, não guerra”

12. “Long Time Coming”: Carrie e Saul investigam o que ela viu em Islamabad. Carrie e Quinn finalmente transaram !!!!!!! (só para ver se alguém ainda está lendo isso)

Os capítulos mais impactantes desse seriado em seu quarto ano foram os episodios “Redux”; “Halfway to a Donut”; “There’s Something Else Going On” e “13 Hours in Islamabad” enquanto que sem profundidade no enredo foi o “Long Time Coming”.

Dica: Tem uma materia importante nesse site chamado Guerras Sujas (2013) que trata das operações de guerra ‘não declarada’ dos EUA que comete várias atrocidades contra a população daqueles países, agindo quase como juízes, júris e executores, chegando a ponto de matar pessoas inocentes sem muito propósito/lógica/razão, inclusive cidadãos americanos.

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Andries Viljoen 1 de março de 2021 - 00:56

Na 4ª temporada tivemos mais da “Guerra contra o Terror” em ação na capital estrangeira de Islamabad, com Carrie, Saul, Quinn, Max e Fara fazendo o seu trabalho contra o terrorismo.

Carrie Mathison foi intensamente fragmentada durante o 3º ano do seriado. Tudo isso mudou sua personalidade e a endureceu até o limite, por cada vez que ela ria quando alguém em Cabul a chamava de “Drone Queen”. Motivo de seu cognome: Esquecer o custo humano de uma repressão antiterror e dura contra o atos de terror que acontecem desde o 11 de setembro – arruinando a vida de todos os muçulmanos ‘moderados’.
Este arco do 4o ano era espionagem no seu melhor desde do ano 1 e 2 desse seriado.

Uma atitude legal dessa foi Aasar Khan. O personagem ‎Khan é um tenente-coronel do ISI paquistanês que forma uma aliança intrigante com Carrie, embora nunca esteja realmente claro exatamente de que lado ele está.‎‎ ‎‎ ‎‎Na 4ª temporada, o ISI lança um ataque elaborado contra Carrie: eles trocam sua medicação bipolar por alucinógenos. Isso leva a uma ruptura pelas ruas do Paquistão, onde Carrie é eventualmente detida pela polícia – novamente, tudo parte do plano do ISI. Sua viagem ruim termina com um colapso nos braços de Khan, que ela acredita ser Brody porque, bem, ela ainda está tropeçando. Então, Khan é um cara legal? Um cara mau? Ambos?

‎CREIO que está bem claro que Khan estava do lado de Carrie, odiava Haqqani e estava pelo menos bem com os EUA, agora ele eventualmente apenas seguiu ordens de seu próprio governo quando ele precisou. E como sabe que ele é bom?‎‎ ‎‎
‎‎1) Ele resgatou Carrie quando ela se meteu em problemas e estragou a operação de Tasneem.‎‎ ‎‎ ‎‎ ‎‎ ‎‎ ‎‎
2) Ele tentou pedir ajuda para a embaixada antes de Tasneem impedi-lo.‎‎ ‎‎ ‎‎ ‎‎
3) Quando ele impediu Carrie de matar Haqqani, ele a deixou voltar para os EUA. Ele seguiu ordens, agora claramente teve boas intenções e você sabe que Tasneem iria querer que ele a entregasse.‎

É arriscado, agora uma coisa é certa: ele é um bom chefe de antiterrorismo.‎… Ainda vivo, pelo que até onde sabemos 🙂 🙂 :)‎‎ ‎‎ ‎‎

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Jordison Francisco 6 de outubro de 2020 - 22:18

Sem a turma enchedora de linguiça (Jessica/Dana/Chirs*) e o elenco mais centrado a série resgatou a qualidade das duas primeiras temporadas – Depois da mal dirigida, mal estrutura e desleixada 3a temporada.

O final não foi ruim, apenas achei que o penúltimo episódio deveria ser o gancho da próxima 5a temporada, afinal os roteiristas conseguiram fazer a trama se reinventa como spin-off com Carrie, Saul, Dar Adal e Quinn – fiquei triste com o desfecho de Farah pois merecia crescer e expandir no programa.

meu deus do céu, esse ep. 7 foi um piripaque no sistema nervoso...ver o brody deu tanta saudade. e a forma como a carrie se encolheu no colo dele, que tristeza.
E gente, o que é Frannie, mini clone do Brody e da Carrie, igualzinha hahahahah

E que truque foi esse dos roteiristas, que conseguiram transformar o Lockhart em um autores das melhores frases dessa temporada?! What the fucking fuck.

Só digo uma coisa esse episódio 12 teve o melhor velório da história: tomar uísque em copinhos de plástico, comer lasanha e papear com os colegas da CIA. Só pra quem pode né?

Agora podia ter inserido uma presença maior da Franny nessa temporada para dar mais drama – de qualquer maneira, não ofuscou a qualidade dessa temporada.

E cá com seus botões imaginando a alegria que a baby Frannie deve ter causado nos sets de filmagem com aquele excesso de fofura, era só olharem pra ela q já dava um sorriso, uma simpatia sem fim indo de colo em colo! 😀

* Afinal, por que esse personagem existe nesta Trilogia Brody?

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JC 17 de setembro de 2019 - 08:02

Curioso eu até gostei da quarta.
Mas realmente parando pra pensar, o começo é uma maçaroca só…mas o meio eu gostei muuuuuuuuuuuuuuuito, aquela invasão então, excelente.
E a tensão …caracas!

Quanto ao traidor, pensei nisso na hora de dormir, eu acho que ele tomou o Lugar do Sandy. Que parece que tinha alguma ligação com aquela mulher.
O motivo para ele trair….só podem ter ameaçado ele, a mulher….é, realmente, ficou solto.

Ah, eu também tive um piripaque quando Broyd apareceu….ufa.

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planocritico 17 de setembro de 2019 - 14:55

Gostar eu gostei, mas ficou bem aquém das demais.

Sobre o Brody, cara, eu não sabia como reagir na hora…

Abs,
Ritter.

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Jordison Francisco 6 de outubro de 2020 - 22:18

O mais irônico nesse 4×09 é que, depois de toda aquela tensão na troca dos prisioneiros, a gente imagina que já pode respirar… E aí quando se espera o Saul de volta, livre, colocando os óculos e começando a conversar com a esposa até que… What the fucking fuck. (Lockhart )

As razões de Boyd para lidar ilegalmente com o ISI nunca são explicadas, embora ele seja visto lamentando sua carreira como professor e bêbado. Ele também se ressentia de Martha Boyd por ser mais bem sucedido do que ele era.

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Isaac 27 de dezembro de 2018 - 02:33

Olá Ritter.
Comecei acompanhar Homeland, depois que li uma critica sua aqui da primeira temporada. Me apaixonei por essa série.
Porém confesso que após a terceira temporada me desanimei para continuar, a terceira parece concluir muito bem a série. Me desanimei ainda mais quando vi sua nota em cima desta quarta temporada.

Gostaria de saber, se daria para assistir a quinta, pulando a quarta ou elas se complementam como as demais temporadas?

Responder
planocritico 27 de dezembro de 2018 - 16:01

Que bom que tem gostado de Homeland.

Olha, tecnicamente falando, as temporadas 1, 2, 3 formam uma trilogia e as temporadas 6, 7 e 8 formam outra trilogia. As temporadas 4 e 5 são “soltas”, mas, por “soltas” inteprete como não conectadas narrativamente com as demais, mas contendo elementos que são exploradas nas seguintes. Se você quiser realmente pular uma temporada, então pule a 4ª, pois, para mim, foi a pior e muito provavelmente não afetará sua compreensão das demais.

Mas eu digo isso hesitantemente, pois meu T.O.C. jamais me permitiria fazer isso! HAHHAHHAAHAHAHHAHAHA

Abs,
Ritter.

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Jordison Francisco 6 de outubro de 2020 - 22:18

Homeland começou como uma série sobre a fascinante dinâmica entre a agente da CIA Carrie Mathison e recentemente repatriada prisioneira de guerra Nicholas Brody. Quando essa dinâmica ficou completamente sem vapor na terceira temporada (devido aos roteiristas) o show estava se tornando um desigual. Isso foi em grande parte devido ao grande foco no drama doméstico sinuoso da esposa e filhos de Brody que frequentemente ameaçava esticar a credibilidade muito longe. No entanto, produziu alguns episódios verdadeiramente magistrales e reuniu-se para um final de temporada de cair o queixo que foi um dos episódios de televisão mais eletrizantes da década.

Os escritores eram simplesmente incapazes de gerar conteúdo interessante e crível para a família Brody. A temporada estava por toda parte, um miscelânea de drama doméstico, espionagem explosiva, e travessuras de novelas que desafiam a lógica. Muitos críticos e fãs escreveram o show como uma maravilha de duas primeiras temporadas. Tudo o que estava vacilante durante a 3a temporada não veio à tona nas 4a e 5a temporadas, abandonando totalmente os membros do clã Brody – exceto a Franny ”Brody’ Mathison’, felizmente.

A 4a temporada reinventou a série, dando a Carrie, Dar Adal, Quinn e Saul novos empregos, movendo a ação para o Afeganistão e Paquistão, e introduzindo uma série de personagens convincentes. Agora, os roteiristas pisaram feio na SHIT ao fazerem aquilo com a personagem Farah.
A 5a temporada reiniciou a série novamente, realocando Carrie para a Alemanha e introduzindo um de seus personagens mais brilhantes (embora de curta duração) na agente dupla russa Allison Carr.

Essas 4a e 5a temporadas, também, ganhou indicações ao Emmy em várias categorias importantes, incluindo Melhor Série Dramática.

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Diego/SM 19 de junho de 2017 - 09:36

Cara, boiei numa questão (ou, ao menos, foi a que eu mais boiei, rss…) nessa temporada: qual era o interesse, afinal, do marido da embaixadora em vazar as tais informações??
No mais, boa diversão, sim, tensa, prende bastante, como a série como um todo, mas foi certamente a mais “desequilibrada” (com o perdão do possível trocadilho) até agora… (comecei a quinta, e, até agora, quarto capítulo, estou gostando bem mais – ao menos, início com um ritmo mais empolgante que o da quarta).

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planocritico 20 de junho de 2017 - 15:47

@diego_sm:disqus , você não boiou não. Isso nunca é realmente explicado. Vemos o sujeito com a carreira indo para o ralo e tendo problemas de bebidas, mas o salto entre isso e a traição é muito grande e não é explicado.

E a quinta é bem melhor do que a quarta mesmo!

Abs,
Ritter.

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Benedict Benedito 30 de agosto de 2019 - 03:20

Comecei a maratonar essa série após o serviço, realmente achei fraquinho essa 4 temporada, principalmente o final, e achei fraco e sem nexo esse objetivo sem explicação do marido da embaixadora de gerar esse caos na CIA.
Estou seguindo a 5ª temporada agora.
Abs.

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planocritico 30 de agosto de 2019 - 08:24

Continue firme que melhora! A 4ª temporada é o ponto fora da curva.

Abs,
Ritter.

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Red Shins 11 de março de 2021 - 22:15

O episódio Long Time Coming teve um desfecho fraco? Creio que se analisarmos com cuidado o final desse episódio (e 4ª temporada) foi muito perturbador …. Carrie aprendendo que Dar Adal estava com Saul na casa de Dar quando Carrie estava indo para Dar depois de confrontá-lo sobre tê-lo visto com Hakani no SUV de Hakani no Afeganistão. Não foi um episódio de cabide de penhasco, agora ele criou temporadas posteriores. A cena em que Lockhart aparece com uma lasanha e se reconecta com Carrie, Saul & Quinn foi muito comovente, assim como Quinn & Carrie se reconectando. Muita coisa para receber nesse episódio e foi muito bem feito.‎

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Juliana Ladybug 22 de outubro de 2020 - 08:31

Eu não acho que ele não se envolveu por vontade própria, se tratando de Homeland é meio que esperado que ele tenha sido pego em algum momento exatamente por ser marido da embaixadora e por isso ter acesso a informações privilegiadas. Além do mais ele é um covarde egoísta, bastaria ameaçar ele de morte e ele já faria tudo que quisessem…

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Jordison Francisco 23 de outubro de 2020 - 13:13

Verdade. Pessoalmente, teria adorado o Quinn interrogar esse traidor sujo.

Felizmente, Dennis Boyd será julgado por traição e provavelmente executado quando retornou aos EUA. Creio que Boyd ao lado do Sam Paley foram os personagens mais desprezíveis da serie.

Responder
Jordison Francisco 6 de outubro de 2020 - 22:18

O final não foi ruim, agora é q até o episódio nove tava TÃO FODA que depois deu uma esfriada né, e mesmo assim, resgatou a qualidade das duas primeiras temporadas enquanto que a 3a temporada foi realmente o ponto fora da curva..As razões de Boyd para lidar ilegalmente com o Inter-Services Intelligence do Paquistão jamais foram esclarecidas no programa, embora seja visto que ele se ressentia de Martha Boyd por ser mais bem sucedido do que ele era. Ele também lamentando sua carreira como professor e bêbado… Como se isso explicasse uma traição e mortes de tantas pessoas na embaixada.
O covarde merecia ser enforcado com cordas de piano no pescoço.

Responder
Anthonio Delbon 17 de novembro de 2015 - 16:29

Eu tava ansioso por essa crítica Ritter! Faz alguns meses que vi a série e não me lembro de todos os detalhes do jogo político, mas só a saída da família do Brody e o peso maior dado pra equipe da Carrie me fizeram gostar muito dessa temporada.

Mesmo sendo a que mais me agradou no total, concordo contigo com essa descrição do final. Até consegui ver algumas justificativas, mas foi extremamente frustrante e apressada e deixou uma gosto ruim. O próprio teor romântico entre Carrie e Quinn eu demorei pra engoli completamente. Enfim, espero que a quinta temporada coloque a série nos eixos, ainda não comecei a ver.

Abração

Responder
planocritico 18 de novembro de 2015 - 00:52

@anthonio_delbon:disqus, gostei menos do que você gostou, pois a primeira metade foi muito perdida. Mas a série continua firme e forte e estou curioso para ver como será a próxima temporada.

Abs,
Ritter.

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