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Crítica | “Hot Space” – Queen

por Luiz Santiago
473 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 2,5

À época da gravação de Hot Space, 10º álbum de estúdio do Queen, a banda não estava bem em termos de relacionamento e decisões criativas (embora este ainda não tenha sido o momento mais trágico desse relacionamento). As brigas haviam começado, por questões ainda não reveladas, no final das turnês de Jazz e já em The Game tomava mais tempo da banda do que era necessário. Em 1980, houve o lançamento de The Game (junho) e Flash Gordon (dezembro), sendo este último o verdadeiro encontro do quarteto com os sintetizadores, utilizados em grande quantidade e estilo, algo que não aconteceria no disco seguinte.

Apesar das turnês na América Latina, Estados Unidos e Japão, o clima geral entre os amigos era de “precisamos dar um tempo“. E 1981, Roger Taylor lançou o seu primeiro álbum solo, Fun in Space, o que aumentou alguns murmúrios na imprensa sobre a crise do Queen. Em entrevistas, os músicos nunca negaram as divergências (até o caso de que John Deacon abandonou uma das sessões de gravação de Hot Space sem nem discutir e deixou um bilhete escrito “fui para Bali por 10 dias” veio à tona) e jamais confirmaram a separação, nem aqui e nem na época de The Works, quando a situação alcançaria o seu ponto mais delicado, até voltar a se normalizar em A Kind of Magic, tendo daí para frente o velho clima de camaradagem entre o quarteto, todos unidos na luta de Mercury contra a AIDS (algo que, até então, só a banda sabia).

Mas apesar de divergirem no campo profissional e rumos dos álbuns, eles continuavam companheiros e aceitavam colocar os egos de lado para continuarem juntos. Então surgiu Hot Space, o álbum que, diz a história, influenciou Michael Jackson a conceber Thriller (1982).

Staying Power Ao Vivo (1982)

O ano de 1981 não teve lançamento de nenhum álbum do Queen, que passou parte do ano em turnê e em duas sessões de gravação de Hot Space. A primeira entre junho e julho e a outra em dezembro. O álbum, no entanto, só ficaria pronto após uma terceira sessão, em março de 1982, dois meses antes do lançamento oficial, que quebrava a linha de rock do Queen e adentrava ao cenário de diversos gêneros populares da época, como dance, funk, disco e new wave. A rigor, Hot Space é um álbum experimental, porque é justamente isso que a banda está fazendo nele. Experimentando. Com letras fortemente sexualizadas, uso de instrumentos de sopro, sintetizadores, bateria eletrônica e peso mínimo de guitarra, o disco acabou sendo o mais odiado, desprezado e esquecido da discografia do Queen. Particularmente, já odiei muito Hot Space e cheguei a avaliá-lo com zero estrela há alguns anos. Hoje, após me livrar de preconceitos, ouvi e reouvi o disco e cheguei à conclusão de que ele não é ruim. É um disco diferente. Regular. Com apenas uma canção brilhante. Mas não ruim.
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LADO A

Começamos aqui com Staying Power, que dá o tom geral do álbum: menos harmonias, mais sintetizadores, mais batidas repetitivas, mais formatos sonoros repetitivos. Os ciclos dessa faixa são longos e dançantes, talvez até mais dançantes que Dancer, a música seguinte, que nem uns sopros de brincadeira possui, para alegrar um pouco os ouvidos… (percebeu alguma coisa no tom dessa frase?). Mas falando sério: tanto Staying Power quanto Dancer são boas canções. A primeira se afasta bastante de tudo o que o Queen já havia produzido, mas Dancer não é tão diferente assim, nem para o Queen nem para o rock mais ousado da época, que misturava batidas em ritmos dançantes a riffs criativos e uma letra despreocupada. Para um ouvinte qualquer que conhecesse apenas essas duas faixas e não o restante do álbum, talvez fosse insanidade a recepção de Hot Space por parte dos fãs. Mas aí esse mesmo ouvinte qualquer vai para a faixa três. E começa a entender o ódio.

Back Chat é uma estranha composição de John Deacon dentro da mistura entre soul, funk, rock e disco. E é uma composição estranha porque em termos de estrutura é bem difícil de se analisar. Além dos ciclos (com a repetição do título), temos pedrões instrumentais e vocais em andamentos sensivelmente diferentes, o que em alguns momentos nos chama a atenção positivamente mas depois enjoa. A bateria eletrônica aqui é um incômodo que poderia ter sido evitado (imagino a raiva de Roger Taylor ao ter que gravar uma coisa dessas) e o uso de sintetizador piora as coisas. Mas, como diz o ditado, se está ruim, pode piorar. E nesse caso, ela piora em níveis inimagináveis com a canção seguinte, a infame…

Body Language. Que atrocidade! Sem guitarra, com três dezenas de repetição da mesma palavra (na forma lírica a faixa até tem semelhanças com outra canção de Mercury, Get Down, Make Love) e com modulações bem gratuitas entre versos e estrofes, a faixa é, na minha opinião, a pior coisa já gravada pelo Queen e a pior composta por Mercury. E olha que tem uma ou outra música da banda que eu não gosto (são bem poucas) mas nada como essa aqui. E o mais engraçado é que ela alcançou 1º lugar nas paradas canadenses; 11º nos EUA e 25º no Reino Unido! As pessoas realmente gostaram dessa blasfêmia!

E se você achava que só a música era ruim, veja o clipe…

Este lado do disco termina com uma música de Roger Taylor, Action This Day, que tem um terrível saxofone no sinterizador e bateria eletrônica (de novo!), além de pretensiosos blocos tonais cuja intenção era dar maior riqueza às passagens entre as estrofes ou repetições, uma estratégia que funciona até certo ponto, mas o já (mal)dito sax sintético e a estranhíssima produção da faixa não nos deixam curti-la por inteiro sem encontrar algum defeito.
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LADO B

Para mim, o lado B é o que faz o disco ser apenas regular e não ruim (isso, em avaliação recente). Para começar, temos a excelente Put Out the Fire, a faixa antibelicista de Brian May que nos lembra muito algumas obras do Queen em discos como Sheer Heart Attack ou News of the World. Ao lado de Under Pressure, essa é uma das faixas que eu não mudaria se pudesse mexer na produção de Hot Space.

O assassinato de John Lennon, em dezembro de 1980, mobilizou um grande número de colegas de profissão a lhe fazerem homenagens. O Queen também não ficou de fora e foi Mercury quem compôs a faixa Life Is Real (Song for Lennon), uma balada-tributo de forma bastante simples, arranjo simples (até o sintetizador é bem utilizado aqui), com piano, baixo e guitarra em pequenas e boas participações. As linhas harmônicas são fortes e a única coisa que talvez incomode um pouco é a repetição do verso life is real, mas isso faz parte da homenagem porque traz o formato mais comum de composição de Lennon.

Na sequência temos a pouco inspirada Calling All Girls, que tem raízes no filme THX 1138, de George Lucas, e mostra mais uma vez a paixão de Roger Taylor por ficção científica. A letra é inteiramente situada nesse gênero e a “mensagem de amor” é bem colocada nos versos, assim como a criação de um futuro distópico. Porém, comparada à balda de amor que temos logo na sequência, Las Palabras de Amor (The Words of Love), Calling All Girls perde força. Composição de Brian May, Las Palabras de Amor sempre me pareceu estranha por conta de seus versos em espanhol. E não digo que isso atrapalha a minha apreciação da música, que acho muito boa (afinal, é uma balada ao velho estilo Queen que bem conhecemos!), mas os versos em espanhol não me soam bem. E é legal vermos a preocupação da banda em mais uma vez homenagear seus fãs, aqui, os latino-americanos. Eles tinham passado bons (e maus) bocados na turnê pela América Latina, mas a lembrança das partes boas é que ficou e o resultado pode-se ouvir aqui.

Agora… um momento de revelação. Digam o que disserem. Mandem me queimar nas fogueiras do funk, mas eu simplesmente amo Cool Cat. Juntamente com Under Pressure é a minha favorita do álbum. Acho-a sexy, maravilhosa de se ouvir; gosto muito da execução de John Deacon ao baixo (com um slap — a lateral do polegar batendo nas cordas a fim de gerar sons de percussão — que caiu bem à proposta da faixa) e falsettos elogiáveis de Mercury. Para mim, a canção mais sexy do Queen, na linha do dance e funk mais libidinoso que se multiplicaram ao final dos anos 1970.

E por fim, a gloriosa Under Pressure, em parceria com David Bowie (que também estava em Cool Cat, mas não gostou do resultado e pediu para tirar os seus poucos vocais de fundo da faixa). Só o encontro entre esses gigantes valeria a menção da música como uma das mais icônicas do Queen, com um gancho de baixo viciante e, mais uma vez, o retorno da banda ao seu território dos anos anteriores, com belas harmonias de guitarra e vocais.

Percebam que o lado B tem mais guitarra que o A e é mais parecido com algo típico da banda. O meu maior lamento em termos de faixas produzidas durante este álbum e que não entraram na versão oficial (apenas como lado B do sigle Under Pressure) é a fenomenal Soul Brother, declaração de amor, amizade e irmandade de Mercury para Brian May. Em 2011, ela foi lançada remasterizada em um EP com outras 4 faixas de Hot Space, mas nunca recebeu lançamento oficial. Infelizmente. Ouçam só essa maravilha.

E aqui ficamos. Eu achei que seria muito penoso escrever sobre esse álbum que eu tanto odiei por muito tempo, mas não foi nada disso. Acho que eu precisava de alguns anos e audições sem preconceito para aceitar a obra. Ainda considero o pior do Queen, mas não é um disco ruim. E encerro aqui. Agora é a vez de vocês.

***

Nota sobre fontes: eu traduzi trechos de informações em entrevistas com os membros da banda para diversas redes de TV e rádio ao longo dos anos; compilei informações técnicas específicas expostas no livro Queen – História Ilustrada da Maior Banda de Rock de Todos os Tempos, de Phil Sutcliffe (e também de encartes de CDs, documentários de DVDs e livros que acompanham os boxes Especiais da banda); trouxe diversas informações sobre decisões ou discussões de bastidores, processo de criação das músicas, uso específico de instrumentos, descrição de cenas da produção dos discos, estilos ou comparações entre canções de diversas Eras da banda através de um processo criativo de caráter biográfico do documentário Queen – Days of Our Lives e também de artigos em diversas páginas ligadas à banda, aos estúdios e principalmente aos produtores dos discos.

Aumenta!: Under Pressure
Diminui!: Body Language
Minhas canções favoritas do álbum: Under Pressure  e  Cool Cat

Hot Space
Artista: Queen
País: Reino Unido
Lançamento: 21 de maio de 1982
Gravadora: EMI, Parlophone
Estilo: Funk Rock, Rock, R&B, Dance, Pop Rock, Disco, New wave

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50 comentários

Enzo Landim 17 de fevereiro de 2019 - 01:34

nao sei pq tanto odio ao clipe de body language a musica é um lixo mesmo (esses dias eu tava ouvindo pela 1vez a discografia do queen, demorei 2 dias só pra ouvir body language e 4 dias pra ouvir o the works (que no caso foi hj hunto com a kinda of magic, the miracle,innuendo e made in heaven)mas o clipe é até legal pq né,né

Responder
Luiz Santiago 17 de fevereiro de 2019 - 22:09

Considerando todos os males… o clipe é ruim, mas dentre as coisas ruins, consegue ser menos ruim do que a péssima faixa. ahhahahahhahahhhahahahahahahhahahahahahah

Responder
Luiz Santiago 13 de dezembro de 2018 - 09:03

Muito obrigado, @ademirrichotti:disqus!

E olha, dê uma chance ao Queen pós-Hot Space. Ouça os discos e venha aqui pra gente trocar ideia. Estou curioso para saber o que você acha dos trabalhos da banda. Você vai ver que essa fase Hot Space foi só isso mesmo: uma fase, que durou um único disco.

Responder
Ademir Richotti 13 de dezembro de 2018 - 17:28

Tomara que sim!

Responder
Ademir Richotti 12 de dezembro de 2018 - 22:43

Depois de ver tantos comentários favoráveis ao disco resolvi escutá-lo de novo (coisa que não fazia desde a época de seu lançamento).
Mas…pra mim continua muito ruim, só se salvando mesmo Under Pressure,que é muuuuuito melhor que o restante do álbum,tem um nível que destoa totalmente.
Esse disco foi um trauma pra mim na época,depois dele eu me desinteressei muito pela banda.Depois eu “perdoei” eles rs,mas só consigo curtir a fase mais antiga mesmo.

Responder
Luiz Santiago 12 de dezembro de 2018 - 23:36

Mas dos álbuns pós-Hot Space, você não gosta?

Responder
Ademir Richotti 13 de dezembro de 2018 - 08:56

Como eu falei no comentário, depois de Hot Space eu meio que me desinteressei pelo Queen,dos álbuns posteriores eu só conheço as músicas que tocaram no rádio.Mas agora vou procurar corrigir essa lacuna rs.
Em tempo, estou gostando muito de ler as suas críticas,parabéns!

Responder
Ismael Osires 13 de novembro de 2018 - 15:15

Antigamente, lembro de ter escutado um pouco do disco e ter parado a audição porque não considerava o trabalho a altura do que o Queen tanto proporcionou desde o que já ouvia anteriormente e olha que na época ainda nem tinha parado pra escutar a discografia cronologicamente, só achava um álbum muito aquém do que a banda produzia para seus fãs e ouvintes menos compromissados, achava que carecia de todo aquele perfeccionismo virginiano de Freddie e das imersivas e contínuas camadas instrumentais do Power Trio “May,Deacon,Taylor” que reforçavam o potencial do vocalista, ainda mais quando escutei em uma rádio que a crítica gringa considerou esse o pior trabalho do grupo. Anos depois, escutei a discografia não sei exatamente quantas vezes, mas a cada audição a sensação é que esse disco foi só incompreendido, ainda tinha o Rock no meio dos sintetizadores, se você ouvir as versões ao vivo refuta a qualidade do Queen de potencializar suas obras de estúdio em apresentações em tempo real, salvo exceção de “Bohemian Rhapsody” não pela ausência de grandiosidade do grupo nas execuções ao vivo, mas por efeitos que até pela época da produção eram muito visionários de se executarem em concertos, hoje em dia até no meio de tantas torturas sonoras que o mercado fonográfico insere, Hot Space soa agradável, se eu tivesse a demanda de classificar as estrelas pro álbum colocaria 3 estrelas cheias, mas acho interessante que em meio a obra do Queen se exerça até um indicativo de declínio, porque isso talvez fosse um forte induto a mais vôos, como Freddie mencionou no documentário “A Queen Days of our lives – Quando se está no topo, o único lugar que se pode ir é pra baixo” e até o clima de conflitos pessoais do grupo com Deacon tomando uma postura mas evasiva e saindo fora pra curtir um ar fresco já mencionando o fracasso comercial e retorno triunfal no trabalho sequente, bom agora terminando de ouvir o álbum inclusive com os B-sides do EP de 2011 posto minha critica desse “filho incompreendido” da Rainha:

♫Staying Power♫ Introduz uma execução totalmente diferente do que o Queen vinha apresentando ao longo da carreira, os arranjos e a densidade vocal são diferentes e inesperadas aos fãs mais céticos e conservadores, vou mencionando que acabei gostando da proposta e principalmente da versão “Live” registrada em Junho de 82 no EP de 2011 que visava remasterizar a obra, acho que as músicas do álbum executadas ao vivo podiam agradar até os céticos mencionados acima, embora Freddie não exerça seu ápice como letrista, leva o crédito pelos riscos corridos e a inserção de metais.
♫Dancer♫ seguindo a proposta da antecedente, tem uma inovação inesperada na maneira do Queen de fazer seus registros musicais, May me transmite uma sensação de maior exito em termos de composição do que Freddie na primeira canção, também credito a May o apreço pela guitarra na canção, fora a pura identidade mais eletrônica condizente com muitos grupos que nasceram ou foram extintos na década, dizem que é uma continuação de Dragon Attack, eu particularmente fico com a primeira.
♫Back Chat♫ ironicamente é a faixa fora as ultimas do disco que mais me liga a memória do álbum, meu conceito a quase uma década, faria com que eu concordasse que é um ultraje o Queen (Deacon) conceber tal faixa, mas ouvindo novamente acho uma faixa bacana pra se dançar, destacando também a versão “Single Remix” do mencionado B-side de 2011, onde a faixa tem uma sonoridade ainda mais lapidada, e a guitarra mais solta, fora as versões ao vivo que soam melhores.
♫Body Language♫ Essa sim me deixa consciente de que nem tudo é perfeito e que foi uma bela cagada na carreira do Queen, soa muito mais estranha do que qualquer som experimental que o Queen venha a ter feito, May numa entrevista disse que era muito atribuída a imersão de Freddie na cultura LGBT e era deliberadamente distante do conceito da Rainha, sem sombra de duvidas, pior musica do Queen pra mim.
♫Action This Day♫ segue a linha comprovada na remasterização, de que era uma faixa que funcionava bem melhor no Rock n’ Roll do Queen do que a produzida em estúdio, vide versões ao vivo com mais da banda em si do que efeitos sintetizados.
♫Put Out the Fire♫ reacende a esperança de que o álbum carrega a força do Queen mais tradicional, com uma letra interessante de May e claro sua Red Special mais presente do que nunca no álbum, tanto que até ganhou espaço na coletânea de peso “Queen Rocks” e o Freddie aqui da mais confiança do que nunca que a Rainha ainda trás a essência de Peso. Reza a lenda que May fez os solos sob efeito etílico e os primeiros versos são uma sugestão ao assassinato de John Lennon por Mark Chapman, sugestão essa que por sinal se encaixa com a musica seguinte.
♫Life Is Real (Song for Lennon)♫ me remonta que por mais comovente que tenha sido o fim do Beatle mais polemico, Freddie era capaz de conduzir algo bem maior, talvez para se enquadrar e incorporar mais os estilos de Lennon, ele optou por” menos ser mais”, achava bem fraca e ainda acho, mas até que tem seu charme como tributo póstumo a outra lenda do Rock, levando em consideração que é uma das poucas faixas que Freddie escreveu antes da melodia.
♫Calling All Girls♫ segue a mítica de que tudo produzido dentro de um estúdio para Hot Space, soava melhor em estádios e com os membros mandando ver em seus respectivos papeis no Queen, mas gosto da introdução animada e quebra de melodia inesperada, fora os Riffs e solos e o encerramento mais Rock n’Roll com a bateria de Taylor frenética numa apresentação em Tokyo também no citado EP de 2011.
♫Las Palabras de Amor (The Words of Love)♫ na primeira audição que me recordo achava bem enjoativa, nem conseguia engolir ter ganho espaço no Greates Hits III, porém um amigo de ensino fundamental que gostava também de Queen, vivia ouvindo isso no carro e comecei a “tolerar” mais por cordialidade, igual aquele amigo chato com religião ou visão politica divergente, mas até que hoje acho uma faixa mais legal do que a homenagem pro Lennon.
♫Cool Cat♫ o que dizer dessa que foi a surpresa mais inesperada e apreciada no disco, ela sem duvidas me fisgou, ainda remontando o apreço pelas obras de Deacon (nesse caso a melodia em geral) e Ziggy que me perdoe, mas foi melhor ele tirar sua contribuição, porque Freddie conseguiu com seu falsete deixar a obra melhor ainda, felizardo o felino que inspirou uma música que é tão suave e discretamente suíngada, outra curiosidade é que a exclusão pelo próprio Bowie na contribuição da faixa atrasaram o lançamento do álbum segundo uma entrevista de May. Já paguei muito pau pra ela, mas sempre merece, porque é uma joia rara na proposta de Hot Space e acho que até idoso vou dançar isso ao efeito de vinho com minha mulher, uma das poucas faixas sem a presença de May e Taylor, mas que se mantem muito firme pra mim como um dos melhores sons já feitos pelo Queen com influência do R & B.
♫Under Pressure♫ em si já dispensa comentários, talvez ela deixe a penúltima musica ainda mais bela pela ausência de Bowie, porque aqui ele e Freddie tem uma força criativa fabulosa, com um dos hinos do Queen mais relembrados, Deacon deixando sua marca na introdução do Baixo e a letra em si atemporal, falar de Under Pressure soa como falar de Bohemian Rhapsody, Hors Concours total, até porque a faixa foi feita em um projeto anterior a concepção do álbum em si, mas Under Pressure é uma musica que nunca envelhece e a emocionalidade musical persiste muito mais nesses dias “onde não chove mas transborda”, trabalho inquestionável de beleza e harmonia, sendo um encerramento digno de redenção a um trabalho tão criticado e incompreendido por tantos.

♫Soul Brother♫ é uma beleza das mais raras pro projeto PoP, Dance, New Wave, R&B ou o que for na identidade de Hot Space e infelizmente uma pena não ter sido adicionada no material da época, mas felizmente nessa remasterização já citada com os respectivos singles e versões ao vivo, fica como uma bela surpresa e mensagem de amizade entre May & Mercury.

Confesso que ouvir o disco novamente me remontou a reformular conceitos e acredito que seja um álbum que sempre vai transmitir algum detalhe despercebido, elogio a banda pela audácia de mergulhar em novos terrenos e não se conformar com o próprio mérito, mesmo que eles não precisassem provar mais nada, por fim meu pódio é….:

1º Cool Cat
2º Put Out the Fire
3º Soul Brother

Hors Concours – Under Pressure

Responder
Luiz Santiago 13 de novembro de 2018 - 18:54

Cara… sensacional! No fim das contas você ainda gostou mais do que eu, quando revisitou o álbum, mas deu para entender muito bem os seus motivos. Essa forma de experimentar aqui gerou diversos conflitos na banda, mas o resultado, mesmo bem abaixo do que a gente esperaria de uma obra do Queen, sempre grandiosa, ainda consegue ter momentos sensacionais. Cool Cat também está nas suas favoritas e eu adorei saber que tem mais um no nosso Clube de Adoradores de Cool Cat. HAAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAAHAHA essa faixa é muuuuito esnobada pelos fãs, mas eu simplesmente adoro. Muito bom também ver sua visão para cada faixa, algumas até bem diferentes da minha, o que é ótimo, porque dá novas perspectivas sobre o disco. Essa é a beleza de trocar ideias sobre arte, né. A gente só cresce!

Responder
Pedro Henrique Vieira 4 de novembro de 2018 - 22:45

é um album bonzinho, se a banda estivesse em melhor situação interna o album podia ter ficado melhor

Responder
Luiz Santiago 4 de novembro de 2018 - 23:41

Com certeza. Pelo menos algumas canções poderiam ser polidas ou retiradas. E claro, poderiam ter entrado num acordo pra Soul Brother entrar no álbum. Foi um momento difícil pra eles…

Responder
Gabriel 28 de maio de 2018 - 20:17

Cara, Staying Power, Dancer e Back Chat são aceitáveis (apesar de decepcionantes), mas BODY LANGUAGE é um horror, com a exceção de que a melodia do baixo sintetizado seja “legalzinha”, a letra, a harmonia e a instrumentalização dessa música são horrendas, Action This Day não escapa, também é bem bizarra.
O lado B salva MUITO, Put Out The Fire é um excelente rock, Life Is Real chega a ser tocante pelo assassinato de John Lennon, e é obvio, UNDER PRESSURE é a melhor música de Hot Space, sem dúvidas.
Na minha opinião, Queen cometeu o erro de se jogar TOTALMENTE na onda Disco (principalmente no lado A), por sorte se recuperaram em The Works…

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2018 - 20:45

Que nota você daria para esse álbum?

Responder
Gabriel 28 de maio de 2018 - 20:58

2,5 estrelas de 5…

Responder
Luiz Santiago 28 de maio de 2018 - 21:21

Chegamos no mesmo lugar, então! 😀

Responder
Ismael Osires 13 de novembro de 2018 - 17:00

3 Estrelas mencionadas em opinião critica.

Responder
David Biléu 29 de novembro de 2017 - 14:40

Minha crítica de cada uma das músicas:
Staying power e Dancer – um pouco chatas, mas não deixam de ser boas canções.
Bach Chat – ao contrário de muitas pessoas, eu gosto bastante da música. Adoro todas as músicas do Jonh Deacon.
Body language – sem dúvida a pior música dos Queen. Videoclipe horrível.
Action this day – o saxofone é desnecessário, mas a música é boa.
Put out the fire – minha segunda preferida do albúm. Um bom rock.
Life is real – está longe de ser das melhores baladas dos Queen, mas mesmo assim é uma música regular.
Calling all girls – começa bem mas depois torna – se cansativa e irritante. Regular.
Las palabras de amor – boa canção mas nada de incrível.
Cool cat – peço desculpa por não gostar da canção. Acho que é um caso de amar ou odiar. Mesmo assim, compreendo quem gosta.
Under pressure – Não só a melhor do albúm, como uma das melhores músicas dos Queen.
Resumindo, Hot Space não é um mau albúm mas é o pior dos Queen.

Responder
Luiz Santiago 29 de novembro de 2017 - 15:46

Mesmo por caminhos diferentes, chegamos à mesma conclusão: o pior do Queen, mesmo não sendo esse horror todo que tão normalmente se diz que é.

Responder
biohazard chanel 21 de novembro de 2017 - 12:48

Ola luiz. Eu sei que faz tempo que vc postou essa critica e nem sei se vc vai responder mas ok… Esse album é mt subestimado cara , eu n acho ele tao ruim como falam. Adoro cool cat e put out the fire. Vc ja viu a versao ao vivo de body laguage? Se nao, veja, acho ela mt foda hahaha abraço 🙂

Responder
Luiz Santiago 21 de novembro de 2017 - 21:11

O álbum não é exatamente a tragédia que tanto dizem, mas é mesmo o mais fraco do Queen. Como eu disse na crítica, inicialmente eu tive uma opinião muito, muito negativa sobre o disco, mas com o passar do tempo isso foi mudando…

Responder
jose raulino 7 de outubro de 2017 - 17:57

Deixem-me entrar um pouco nesta discussão. “Hot Space”, não foi tão ruim assim. Ouvindo rádio hoje em dia é possível ouvir coisas infinitamente piores; músicas que simplesmente não dá para ouvir de tão ruins. Eu o considero um disco bom, porém com algumas composições ingênuas, escritas quem sabe, sem motivação. Porque tirando isso o resto está tudo lá, é só conferir o que cada um dos quatro sabe fazer de melhor dentro dos seus instrumentos. Eles apenas não capricharam muito nas composições. Pelo menos é o que eu acho. Aliás, eu só passei a gostar da “Under Pressure” depois que eu conheci a tradução dela. Aí que está. Uma ótima letra faz toda a diferença. Então deve ser por isso mesmo que Hot Space tenha desagradado tanto. Um bom exemplo de que se deve cuidar muito quando se tem uma marca tão importante a zelar, como é o caso do Queen. Pelo menos não foi só eles que deram uma pisada na bola. Lembrando de alguns textos que tenho lido, me parece que quase todos os conjuntos têm um patinho feio na discografia.

Responder
Luiz Santiago 7 de outubro de 2017 - 19:26

É um álbum mediano, não ruim, como exponho na crítica. O que pesou nele foi o fato de ser produto de uma banda que até então só tinha feito discos de “muito bom” pra cima, então fica essa disparidade imensa. Mas o disco tem sua graça, com exceção de Body Language, que é uma atrocidade sem par.

Responder
Diogo Maia 29 de julho de 2017 - 22:13

Realmente é um disco muito fraco. Salva-se Under Pressure, a minha segunda música preferida da banda, só perdendo o posto no primeiro lugar no pódio para Bohemian.

Responder
Luiz Santiago 30 de julho de 2017 - 00:22

Esse disco é complicado. Olhando tanto tempo depois, é muito interessante analisar. Mas para uma banda do naipe do Queen! Putz!

Responder
paulo ricardo 22 de maio de 2017 - 21:03

Luiz , infelizmente esse álbum é fraco se tem 3 faixas legais é muito ! Mas me fale sobre a situação do Queen hj, c o tal Adam Lambert nos vocais , será q teremos álbum inédito c ele ? Tomara q n …. Abraço !

Responder
Luiz Santiago 22 de maio de 2017 - 21:16

Rapaz, o Brian e o Roger disseram que queriam fazer um álbum novo, mas precisavam de um “start criativo”. Eles realmente gostam do Adam Lambert, então ACHO que é possível por parte deles. Não sei se eles tem saco pra passar por todo o stress de produção de um disco, na idade que estão.

Responder
Cristiano de Andrade 14 de maio de 2016 - 00:41

Não sou o fã numero 1 de Queen ( conheço as musicas mais comerciais) mas adoro ler as suas criticas musicais, Luiz.

Só queria dizer que Body Language é HORRIVEL!!!!Que musica vergonhosa! Meus ouvidos estão sangrando! hahaha

Responder
Luiz Santiago 14 de maio de 2016 - 00:57

Body Language é um terror!!!
Cara, seja bem vindo a esse mundo completo do Queen! Eu fiz críticas para todos os álbuns da banda (exceto a trilha de Flash Gordon, que foi escrita pelo Lucas). Você está convidado para conferir as críticas para os outros álbuns e conhecer melhor a banda.
Obrigado pelo prestígio!
Abração

Responder
Cristiano de Andrade 14 de maio de 2016 - 10:25

Obrigado Luiz, pode deixar que vou ouvir os albuns com calma e ler as criticas sim.

Ah, eu gostei de Cool Cat!

Responder
Cristiano de Andrade 14 de maio de 2016 - 10:25

Obrigado Luiz, pode deixar que vou ouvir os albuns com calma e ler as criticas sim.

Ah, eu gostei de Cool Cat!

Responder
Luiz Santiago 14 de maio de 2016 - 17:16

Cool Cat é sensacional! 😀

Responder
Luiz Santiago 14 de maio de 2016 - 17:16

Cool Cat é sensacional! 😀

Responder
Cristiano de Andrade 14 de maio de 2016 - 00:41

Não sou o fã numero 1 de Queen ( conheço as musicas mais comerciais) mas adoro ler as suas criticas musicais, Luiz.

Só queria dizer que Body Language é HORRIVEL!!!!Que musica vergonhosa! Meus ouvidos estão sangrando! hahaha

Responder
Fernando Taveira 29 de dezembro de 2015 - 19:27

Gosto muito de Under Pressure e Put Out the Fire… para mim são as melhores! Aliás, não consigo escutar Put Out the Fire sem cantar junto.

Também ouço Action this day… não me perguntem como, mas eu curti essa música! Também sempre canto junto! Enquanto a Body Languague, achei muito pobre para o Queen, e fraca. É a pior coisa que já ouvi vinda deles, mas mesmo assim é melhor que muitas outras que fazem tanto sucesso…

Responder
Luiz Santiago 29 de dezembro de 2015 - 19:44

As duas primeiras que você citou são realmente cantantes! Confesso que não dá para não cantar junto mesmo. E no meu caso, Cool Cat, que como você viu na crítica, eu acho super sexy e sensacional, embora eu saiba que ela é meio que uma das odiadas do disco mas que me surpreende bastante ela estar em 2º lugar na enquete para as melhores canções…

Quanto a Body Languague, eu simplesmente não consigo suportar essa música. Sério. Pra mim não vai de jeito nenhum.

Responder
Pop.Renan 4 de setembro de 2015 - 21:14

Pensei: “Ih, a crítica do Hot Space…” Mas não é que o Luiz escreveu um texto sóbrio e até divertido? Hot Space! Let´s Go!
Mesmo depois de ter lido em todo o planeta de que esse disco era o “pior de todos os tempos” eu nunca, sim, nunca, o odiei. O efeito de ANATO durava em mim até então (e até hoje). Porque esperar o mesmo de uma banda que, em um só disco, fez tudo o que outras bandas levam anos?
Sou do contra: Under Pressure me fez conhecer o Bowie e, inegavelmente, é uma ótima música. Mas é só abrir a geladeira que ela toca! E é estranho que, pra mim, ela soa estranha dentro do Espaço Quente… Mistério…
Vamos encarar os fatos: as faixas mais “chocantes” dentro do contexto do Queen são: 1. Staying Power (ótima música, eu quero é dançar!). 2. Body Language (eu gosto, ela é tão deliciosamente descartável que não dá pra considerá-la ridícula). 3 Cool Cat (uma levada que faz eu me perguntar por que que ela não acabou ainda, quando eu a escuto). Não curto Put Out the Fire não…
Admiro muito o Roger Taylor , então, não é supresa eu achar Action This Day newavemente legal e simplesmente adorar Calling All Girls. Aquele violão e aquele refrão… Ah, e aquele clipe!
Pra terminar, Hot Space não é ruim. É apenas um equívoco que, por ser do Queen, fã que é fã releva.

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Luiz Santiago 4 de setembro de 2015 - 21:47

@disqus_mb0rclFBTi:disqus estou morrendo de rir com o seu “é só abrir a geladeira que ela toca!” hahahahaha. Isso é precioso! 😀
E valeu pelo comentário. Eu também gosto do Roger Taylor, embora às vezes fique com o pé atrás, talvez só na primeira ou segunda audição, com algumas de suas pegadas sci-fi. A única que eu não superei até hoje e definitivamente não gosto é aquela Machines, de “The Works”, que ele fez com o May. Mas chegaremos lá no próximo texto…
Abraço!

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Pop.Renan 5 de setembro de 2015 - 12:27

Cara, eu adoro “Machines” do The Works. Tenho uma queda por sintetizadores. Tô no aguardo dos seus textos porque eles têm uma visão bem abrangente, que é como a música do Queen deve ser analisada. Então, Under Pressure é uma baita música, mas eu me chateio quando algo é muito incessado e não acho que seja a única coisa que presta em Hot Space.
Alerta de spoiler: uma coisa que não supero é Delilah, do Innuendo.
Abs!

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Luiz Santiago 5 de setembro de 2015 - 16:51

Pop.Renan, tem críticas minhas para todos os álbuns do Queen antes de Hot Space, vou deixar o link aqui para você dar uma olhada.

Ah, então já to vendo que “The Works” vai gerar uma baita troca de ideias. Sempre achei um álbum bem polarizado de opiniões (acho que até mais que Hot Space, porque tem gente que realmente AMA “The Works” e tem gente que não engole o disco por nada no mundo). Vamos ver!

Abs! E seque o filtro para as nossas críticas dos discos do Queen já lançadas: https://www.planocritico.com/tag/queen/

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paulo ricardo 3 de setembro de 2015 - 18:54

Luiz . álbum HORROROSO . só Under Pressure q se salva , graças ao GRANDE Bowie ! Luiz , tu n viveu em 82 a decepção de ir na finada Pop Som aqui em POA e comprar o disco c essa capa horrorosa e ser gozado por tods amigos n escola ! ABRAÇO !

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Luiz Santiago 3 de setembro de 2015 - 19:08

HAHAHAHA, eu fico imaginando a cena final, do pessoal dizendo “você gosta do Queen? Os caras que ficam cantando Body Language?” hahahahahahhaa

Como disse no texto, eu já odiei o álbum, hoje gosto um pouco dele sim. 😀

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Marcos Antonio Ferrari 3 de setembro de 2015 - 18:06

Ao contrário da maioria, eu amo esse álbum do Queen, pra mim um grande álbum
dos anos 80, um álbum pop, rock, funk, disco, new wave, technopop..etc.
Muitos estilos musicais que eu curtia e que rolavam na época de seu
lançamento estavam presentes em Hot Space do
Queen
em 1982, acho que eu sou diferente daqueles fãs que sempre esperam que a banda lance sempre a mesma coisa, que repíta aquilo que
ele já estava acostumado a ouvir.
Por
isso sempre gostei de bandas como Queen, por inovarem, por não terem
medo de tocar desde um rockabilly até um funk. Interessante é
conhecer pessoas que hoje gostam do álbum, mas na época odiavam, eu
sempre gostei esse álbum, desde 1982 até hoje, acho que sou diferente dos outros rsrs.. Curto a faixa Cool cat e também concordo que Soul Brother deveria ter entrado oficialmente no álbum.
Aumenta – Under Pressure com certeza
Diminui – Tenho que concordar com Body Langage, mas não a odeio rsrs.

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Luiz Santiago 3 de setembro de 2015 - 18:56

É um disco bem diferente. Acho que da primeira vez que eu tive contato com o disco eu ainda não aceitava a ideia de mudança. Hoje eu aceito e gosto um pouco de Hot Space. Ainda o acho o pior disco do Queen, mas um disco regular, não ruim.

Achei mais um que gosta de Cool Cat! Eba! 😀

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abacatemortífero 3 de setembro de 2015 - 15:26

Antigamente odiava esse disco, mas conforme o tempo foi passando, fui mudando de opinião. Hoje em dia, até o considero bem legal de se ouvir, diferente do “The Works” que até hoje não suporto.

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Luiz Santiago 3 de setembro de 2015 - 18:54

Eu também mudei de opinião em relação a ele. Bastante, na verdade.

Já em relação a “The Works”, vejo que trocaremos muitas ideias na próxima crítica, porque exceto Machines (Or ‘Back To Humans’), eu gosto muito do disco. 🙂

Responder
Filipe Isaías 2 de setembro de 2015 - 14:12

A gente tá com o Queen na alegria e na tristeza! Algumas das músicas são até legais, só que enfadonhas. Se reduzissem um pouco a duração delas, talvez o resultado seria melhor.

Já Under Pressure podia durar 10, 15 minutos que não ia ter problema! Os vocais, a letra e aquele riff de contrabaixo maravilhoso. É até meio broxante você ouvir esse riff inicial, achando que tá vindo a música do Queen, e começa aquele irritante “ice, ice baby” do Vanilla Ice hahahahahahahaha.

PS: Essa Soul Brother consegue ser melhor que o Lado A inteiro do disco.

Abs.

Responder
Luiz Santiago 2 de setembro de 2015 - 15:51

Essa questão da duração é uma baita verdade. Uma que se beneficiaria MUITO com isso é “Life is Real”, por exemplo.

AHUAHUAUAH, to morrendo de rir com esse ice, ice baby” do Vanilla Ice. ahhahahha

Soul Brother TINHA que ter entrado oficialmente para o disco! Pior que os caras gravaram para isso, mas sabe-se lá por que não colocaram. Uma pena…

Responder
Filipe Isaías 2 de setembro de 2015 - 00:39

A gente tá com o Queen na alegria e na tristeza! Você percebeu um padrão? Todas as músicas, exceto por Under Pressure e Put Out The Fire, se alongam muito e ficam enfadonhas. Se reduzissem 1 ou 2 minutos, elas (talvez) ficariam melhores.

Já Under Pressure é maravilhosa. A linha de baixo é excelente e, principalmente, marcante. É até meio broxante você começar ouvir esse riff, achando que é a música do Queen, e começa aquele irritante “ice, ice baby” do Vanilla Ice hahahahaaha.

PS: Essa Soul Brother é melhor que o Lado A inteiro.

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Augusto 1 de setembro de 2015 - 23:24

Finalmente alguém que goste de Cool Cat, sempre dizem que nesse álbum só Under Pressure presta, mas Cool Cat é muito legal, você não está sozinho, Luiz!

Com certeza é o pior álbum do Queen, tem algumas músicas péssimas (Body Language é muito ruim, como um cara que escreveu Bohemian Rhapsody, Somebody to Love e tantas outras, conseguiu escrever algo tão ruim), mas, como você disse, há muito preconceito, o álbum é bem mais ou menos, mas dá para aproveitar alguma coisa.

Que bom que o próximo álbum é The Works, onde o Queen faz seu melhor trabalho nos anos 80, e depois do Hot Space, não tem mais nenhum álbum ruim.

Responder
Luiz Santiago 1 de setembro de 2015 - 23:37

Aleluia!!! Mais alguém que gosta de Cool Cat! É assim que a gente vai encontrando! Tomara que apareçam mais aqui. hahahaha

Cara, você não tem noção como isso me intriga… O que motivou Mercury a escrever uma coisa ridícula como Body Language! PQP!!!

Mas é isso mesmo, o preconceito em relação ao álbum pode nublar eventuais coisas legais… É o pior do Queen mas mesmo sendo o PIOR é REGULAR. 😀

Gosta de Soul Brother?

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