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Crítica | House of Cards – 3ª Temporada

por Ritter Fan
297 views (a partir de agosto de 2020)

estrelas 4,5

Obs: Há spoilers das temporadas anteriores e spoilers leves da 3ª Temporada. 

Frank Underwood (Kevin Spacey), passado para trás pelo presidente Garrett Walker que acaba com sua ambição de se tornar Secretário de Estado, faz absolutamente tudo para acelerar seus planos de ascensão política e, no processo, se vingar. Na 1ª temporada da mais importante série da Netflix, ele é bem sucedido em catapultar-se da posição de House Majority Whip para a de vice-presidente dos Estados Unidos.

Na 2ª temporada, os planos maquiavélicos de Frank continuam e, com muita dificuldade e costurando alianças aqui e ali e destruindo inimigo lá e acolá, ele consegue obter a renúncia de Garrett Walker, o que o torna o novo presidente dos EUA. O que mais ele poderia querer?

Mas, antes de responder a essa pergunta, um aspecto é importantíssimo ressaltar: desde os primeiros fotogramas da 1ª temporada, reparamos que Frank Underwood, na verdade, é uma das faces de uma moeda. A outra é sua belíssima esposa Claire (Robin Wright), diretora de uma ONG. Os dois trabalham em conjunto em prol de um mesmo objetivo, a Casa Branca. Nada mais interessa. Nada mais importa. Custe o que custar – amizades, amantes, vidas – eles chegarão lá.

Assim, com Frank/Claire no poder, volta a pergunta: o que mais eles podem querer? É nesse ponto que a moeda começa a discretamente se dividir. Frank deseja ser legitimado com uma reeleição em 18 meses. Faz sentido. Afinal, ele entrou “pela janela” e seu ego exige a aclamação popular. Claire, por sua vez, também quer um tipo de legitimação. A legitimação de que ela consegue caminhar sozinha, além da sombra projetada por seu marido. Ela deseja tornar-se embaixadora da ONU, representando os EUA, assim como Eleanor Roosevelt fora. Também faz todo sentido.

Mas Frank/Claire tem um problema: credibilidade. E é assim que a temporada começa, mostrando-nos sob o ponto de vista de Doug Stamper (não, ele não morreu e isso é revelado no primeiro segundo do primeiro episódio) que Frank não é lá muito popular com seus potenciais eleitores e, também, com o Congresso. Nenhum dos dois partidos principais – nem mesmo o dele! – o apoia e ele se encontra de mãos atadas.

O primeiro episódio, ao fugir do óbvio, que seria mostrar tudo sob o ponto de vista de Frank e/ou Claire, é brilhante. A passagem temporal ao longo da recuperação de Doug, com fragmentos de notícias aqui e ali faz o espectador literalmente entra na pele do ex-braço direito de Frank. Ficamos desesperados por notícias, que só vêm a conta-gotas, mas o roteiro é muito inteligente ao permitir que efetivamente saibamos tudo que precisamos para perfeitamente entendermos o status quo do agora presidente. Seis meses se passaram, sua popularidade caiu, ele tem problemas tanto internos quanto externos e vem tomando medidas impopulares, na base do braço de ferro, como não poderia deixar de ser em se tratando de quem se trata. Ao mesmo tempo, porém, nos compadecemos de Doug e de sua luta não para só ficar bom novamente, mas para voltar a trabalhar para Frank, já que, como sabemos, ele é caninamente servil a seu agora ex-chefe.

No entanto, a estrutura narrativa volta ao normal depois desse episódio, com poucas – e também muito boas – exceções desse ponto em diante. O mais importante, porém, é entender a proposta da 3ª temporada, pois ela é diferente das demais. Bem diferente. Sai o Frank Underwood extremamente maquiavélico (reparem que não estou usando “extremamente” à toa, já que ele continua maquiavélico) e entra um Chefe de Estado que quer se agarrar à sua posição de todas as maneiras, mas já não tem a maleabilidade ou mobilidade que antes gozava como Whip ou mesmo como vice-presidente. O homem mais importante do mundo não pode descer em uma estação de metrô e jogar uma repórter na frente de um trem ou matar um homem de asfixia na garagem. Raios, ele não pode nem mesmo mandar alguém fazer isso, não com os propósitos de antes.

Assim, o Frank Underwood da 3ª temporada é um homem diferente. Mas não diferente porque ele, de uma hora para outra, arrependeu-se do que fez e resolveu ser “bonzinho”. Longe disso! Ele é diferente porque ele tem que ser diferente. Não se esqueçam: ele, agora, é o presidente dos Estados Unidos, ora bolas. Além disso, o lado extremo de Frank, aquele que permitiu que ele próprio, sujando as mãos, se livrasse de Peter Russo e de Zoe Barnes, nunca verdadeiramente desceu pela minha garganta. Exagerado demais, impulsivo demais, exatamente o oposto do frio e calculista Frank Underwood.

Dessa maneira, enganam-se aqueles que acham – e já vi comentário internet a fora nessa linha – que Beau Willimon, o showrunner, resolveu atenuar Frank. Não. Ele adaptou o homem ao cargo. Se já era difícil acreditar na sana assassina dele anteriormente, como presidente seria ridículo.

Acontece que Willimon vai mais além ainda. E é nesse ponto que a série realmente, verdadeiramente, muda o enfoque. Agora as duas faces da mesma moeda passam a entrar em choque. Os interesses de Frank e de Claire começam a se chocar, a se afastar. E a temporada aborda essa questão literalmente durante todos os episódios de maneira que muitos podem considerar como repetitiva. Na verdade, porém, não é. Estamos falando de um casamento de conveniência, construído ao redor de um objetivo em comum. A pergunta que paira é: eles se amam apesar de tudo? E é essa uma das perguntas que Willimon tenta responder. Outras perguntas também poderiam ser feitas, uma delas sendo a aparentemente fria e insensível: importa mesmo que eles se amem?

Frank depende de Claire ou Claire depende Frank? Ou os dois são um só, na verdade? Trata-se de um relacionamento de quase 30 anos. E eles chegaram aonde queriam, mas querem mais. Um precisa do outro, mas um que se provar apesar do outro.

E cada episódio, cada personagem está lá para servir a esse propósito. Vejam, por exemplo, o novo Chefe de Gabinete de Frank, Remy Danton e sua relação agora platônica com a congressista Jackie Sharp. Remy tem a mesma função que Doug tinha, mas Remy é um outro tipo de funcionário. Ele tem moral. Ele tem remorso. E isso fica demonstrado com a paixão reprimida que sente por Jackie, algo evidente a cada olhar, cada gesto quando os dois estão juntos. Vejo essa relação distante, mas próxima como um espelho da relação entre Frank e Claire, próxima, mas distante. É um comentário sobre o amor e paixão e seu papel em um relacionamento.

O mesmo vale para o presidente russo Viktor Petrov (vivido por Lars Mikkelsen, irmão mais velho de Mads). Criado e interpretado para ser um fac-símile hilário de Vladimir Putin, sua presença não só enriquece a série, revestindo-a de contornos internacionais bastante próximos da realidade que nos cerca, como cria tensão entre Frank e Claire. Não tensão sexual ou amorosa – e eu não a descarto, apenas a considero menos relevante – mas sim a tensão gerada pela auto-consciência que suas exigências para a “paz mundial” geram no casal. Petrov brinca com os sentimentos dos dois, muitas vezes de maneira pouco crível, mas sempre muito eficientemente.

E eu poderia continuar listando aqui os personagens que apoiam o foco na abordagem do relacionamento entre presidente e Primeira Dama. Mas seria perda de tempo. Basta eu comentar apenas mais um: o romancista Tom Yates (Paul Sparks) que é contratado por Frank para escrever um livro falando bem de seu programa America Works, que objetiva dar emprego (e não vale-refeição!!!) para todos os desempregados dos EUA como parte de um plano maior. Yates é o homem que enxerga a relação Frank/Claire tanto de fora quanto de dentro, tendo acesso a informações e situações inéditas para alguém de fora da relação do casal. Com isso, temos a oportunidade de conhecer um pouco mais do passado dos dois e de revisitar assuntos que foram levantados nas temporadas anteriores sem que a situação seja forçada. Yates nós dá a desculpa que precisamos para nós quase que nos tornarmos ele, entrando e saindo da Casa Branca para entender o quebra-cabeças que são os Underwood. 

Não achem, porém, que House of Cards é integralmente sobre o relacionamento dos dois. Sim, a série – essa temporada mais especificamente – é sim sobre os dois, mas Willimon e os roteiristas não se furtam a trazer situações e questões interessantíssimas para a mesa. Liberdade de expressão, direitos iguais para os LGBT, paz no Oriente Médio, alocações orçamentárias são assuntos presentes vividamente e não só como perfumaria. Há abordagem suficientemente profunda para satisfazer, especialmente considerando que estamos falando de uma série de 13 episódios. Além disso, as maquinações de Frank continuam a todo vapor para que ele consiga equilibrar todos os problemas em uma das mãos e ainda dar atenção para os problemas “dentro de casa”. Vemos, com generosos graus de detalhe a relação confusa e conflituoso entre o Congresso e a Presidência e também passamos a observar a política suja dentro das Nações Unidas, algo raro de se ver em ficção.

Claro, há sensível falta de desenvolvimento de vários personagens e situações, especialmente Seth Grayson, ex-assessor de Claire e, agora, asssessor de Frank na Casa Branca, abaixo de Remy; Kate Baldwin (Kim Dickens), a nova repórter do Telegraph que vai cobrir a Casa Branca; Hector Mendoza (Benito Martinez), senador republicano e possível candidato a presidência que é literalmente retirado, sem cerimônia, da série; Freddy (Reg E. Cathey), o “homem das costeletas” que reaparece sem função clara na temporada e, finalmente, Edward Meechum (Nathan Darrow), tão importante na temporada anterior, mas que não é mais do que um rapaz de recados agora. Falhas de roteiro? Sem dúvida. Eles poderiam ter tido suas presenças cortadas? Alguns sim, outros não, mas encaro a pouca abordagem ou profundidade deles simplesmente por falta de espaço e pelo simples fato de que, sem alguns deles ao menos, ficaria a indagação “onde está fulano?” na cabeça do espectador.

Mas a temporada acaba como ela começa, em um movimento circular que fará sentido ao espectador que parar para pensar no objetivo maior, que é estudar o relacionamento entre Frank e Claire. O resto, sinceramente, é detalhe.

House of Cards – 3ª Temporada (Idem, EUA – 2015)
Showrunner: Beau Willimon
Direção: vários
Roteiro: vários
Elenco: Kevin Spacey, Robin Wright, Michael Kelly, Mahershala Ali, Molly Parker, Elizabeth Marvel, Derek Cecil, Nathan Darrow, Jimmi Simpson, Kim Dickens, Paul Sparks, Rachel Brosnahan, Reg E. Cathey, Alexander Sokovikov, Lars Mikkelsen, Jayne Atkinson, Benito Martinez
Duração: 675 min. (aprox.)

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32 comentários

Jordison Francisco 16 de janeiro de 2021 - 19:48

As mãos sujas com sangue… este é o símbolo mais forte do poder e a característica mais marcante dos que fazem tudo para obtê-lo e mantê-lo a qualquer custo.

House of Cards desde o princípio trouxe um grande impacto p/ cada pessoa seja pela Relações Internacionais / Ciências Políticas quanto pela dinâmica e construção entre o enredo ou os personagens.
Quem acompanhou desde o primeiro ano e nessa 3a temporada nunca estive tão interligado com os personagens, na medida em que a trama se construía e se tornava cada vez mais intensa que no fim das contas só tive olhos para uma pessoa: Robin Wright

Esse foi o ano da Claire, mais do que do Frank. E quem se sentiu frustrado pelas atitudes ao longo dessa temporada pode ser que tenha a interpretado justamente como Frank a vê: apenas mais um (crucial) instrumento para atingir o poder, e não a mulher espetacular que ela é. E só espero que Robin Wright leve outro Emmy por esse papel monstruoso que tem feito. Essa temporada foi em nome dela, foi por ela.

Você pode controlar a Casa Branca… não uma mulher.

Alguns tópicos pertinentes (ou não) sobre a 3ª temporada:

– Encontramos um Frank ainda mais egoísta e centralizador. Atingiu, provavelmente, aquele ponto onde não há mais volta nem retorno – Michael Corleone e Walter White sabem do que estamos falando.

– Não há espaço para ter dó ou pena de Claire. Ela é um caça(aeronave). Sabe a hora certa de atacar. Jogadora de xadrez nata. De uma lisura sem igual. Desde o princípio ela e Francis divergem. A forma como Frank trata seu caso extraconjugal na primeira temporada nos deixa claro que eles são cúmplices, e não um casal. Não há amor. De forma alguma. Há respeito mútuo. As vezes penso que ela tem preparado terreno durante todo esse tempo, sempre com muita serenidade, e jogando no erro do “adversário”. Ambos tem seus méritos, e ambos dependem um do outro, o fato é este. Talvez ele sem ela perca um pilar de sustentabilidade? Sim. Agora ela também perde sem ele. Sejamos francos e evidenciemos a importância de ambos na trama.

– Há espaços para mais series assim? Quantas: Uma? Duas? É de grande valia os produtores terem consciência disto. Espero que achem uma medida ideal. O território está desenhado para um empreendimento triunfal. É só haver inteligência, noção, timing e pés no chão, por parte dos produtores – extremamente competentes, diga-se de passagem.

– Por fim, ambos os protagonistas tem se mostrado em forma invejável. Robin está impecável. Em alguns momentos parece que invoca o espírito de Marlene Dietrich, Bacall, ou algo do gênero. Assombrosa.

– Spacey atingiu aquela mesma fase, de mais maturidade, que De Niro, Pacino, entre outros grandes, tiveram entre o fim dos anos 80 e principio dos 90. Admiro muito de seus papeis no cinema, ao longo dos anos, agora é aqui, na pele de Underwood, que ele chega ao seu momento máximo e triunfal. Ele não é só um mero ator por aqui. Muito de F. Underwood tem o toque dele próprio, que tem grande liberdade criativa em cima do personagem. Um dos facínoras mais casca grossa dos últimos tempos.

Um dos meus momentos / diálogos favoritos desta 3ª temporada:

“Quer mesmo falar sobre coragem?
Porque qualquer um pode cometer suicídio, ou falar demais na frente das câmeras.
Mas quer saber o que é coragem de verdade?
Ficar de boca fechada, não importa o que esteja sentindo.
Ficar firme quando há tanta coisa em jogo.” – Frank Underwood.

– “Eu nunca deveria ter feito de você uma embaixadora!”
– “Eu nunca deveria ter feito de você um presidente!”

“what are you looking at?” o Frank além de nos fazer cúmplice o crápula ainda consegue nos intimidar. tu tem que olhar pro outro lado, kk

Claire: ”se me atacar eu vou atacar.”

Aquele “go fuck yourself” pra Dunbar foi épico para caramba.
A teoria das 52 cartas (episódios) está correta.
E sobre a Rachel, e a maneira que a história dela se encerrou, só há uma palavra pra descrever: Cruel

CLAIRE LACROU DO PRIMEIRO AO ÚLTIMO EPISÓDIO! Falei e falo novamente: a única pessoa que pode antagonizar o Frank é a Claire. Essa temporada foi mais do que a presidência, foi principalmente sobre a união dos dois. Muito satisfeito por nos entregarem mais uma temporada excepcional.

Vou tratar disso sem me aprofundar nas questões de gênero, se não esse post não teria um fim. E quem estiver disposto a dialogar comigo fique a vontade.

A principio sim, podemos até ter a visão de que o casal é mesmo um só. O elo deles é tão intenso e poderoso que os dois se complementam. Agora essa é a visão de alguém que acabou de conhecer o casal (1º temporada) e não compreende de sua intimidade, que é onde chegamos, aos poucos, na terceira temporada. Ainda que para mim eles ainda sejam uma incógnita, e Claire sendo a mais subjetiva e misteriosa entre os dois ela é a mais humana. Além de que, claro, conforme eles atingem o ápice do poder através da presidência de Francis a dinâmica é completamente diferente, a ascensão e queda não se trata de apenas como políticos, e sim como casal.
Francis com sua sede incontrolável e implacável pelo poder afetou tanto seu casamento que fez Claire, finalmente, enxergar o que sempre esteve à sua frente. Ela sempre abdicou de seus planos e interesses pelo bem da carreira de Frank, isso sempre esteve claro desde o início. Individualista, Francis diz no último episódio para Claire “sem mim você não é nada” quando na verdade é o contrário.

No final do ultimo ep tinha que tocar “Tá pra nascer homem que vai mandar em mim” da Valesca.

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Diego/SM 1 de outubro de 2017 - 17:39

Bom, a primeira coisa a dizer a respeito desse final da terceira temporada que acabei de assistir é:

Pô, as mulheres não estão satisfeitas nem quando o cara conquista a CASA BRANCA, véio!!???

hehehe!…

E, por falar em mulheres, essa temporada teve muita coisa boa, como o presidente russo e os tête a tête entre os dois homens mais poderosos do mundo, mas, a melhor, pra mim, ainda é a JACKIE (que mulher!! Não sei o que é exatamente – talvez, como diria o Remy, “a sua voz…”, mas, que presença magnética dessa mulher na minha tela, caramba! : )

Taradices à parte (a propósito, só lamentei a impactante conclusão da questão Doug/Rachel – que, por sinal, embora servindo para mostrar a fidelidade canina do cara, destoou um tanto – no sentido de que radicalizou demais – da trajetória dele como simplesmente um assessor político obstinado, assim como, ao meu ver, já havia destoado – do Frank “articulista”, meticuloso – o Frank “fantasiado” e psicótico jogando na maior num rompante uma mina na frente dum trem), mas, enfim, feitas as devidas ressalvas a respeito de algumas impressões desagradáveis em algumas “curvas” muito extremas na trajetória de alguns personagens, baita série, baita temporada, baita final de temporada!

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planocritico 2 de outubro de 2017 - 15:08

A Claire, para mim, ainda é imbatível!

Mais uma ótima temporada, sem dúvida.

Abs,
Ritter.

Responder
FOLGORE VALENTE 17 de junho de 2016 - 05:18

achei o episodio do presidente russo uma palhaçada, o presidente dos eua preocupado com paz me poupe onde? o presidente russo disse tudo á unica coisa que os eua querem é controle, esse papo furado ai só cola com desinformado.

Responder
FOLGORE VALENTE 17 de junho de 2016 - 05:18

achei o episodio do presidente russo uma palhaçada, o presidente dos eua preocupado com paz me poupe onde? o presidente russo disse tudo á unica coisa que os eua querem é controle, esse papo furado ai só cola com desinformado.

Responder
Cristiano de Andrade 14 de fevereiro de 2016 - 12:45

Essa foi a temporada da série que mais gostei por enquanto! Ela é diferente por justamente mostrar um Frank mais “humano” que tem que se desdobrar para fazer seus planos darem certo. Na primeira e na segunda temporada o Frank parecia que tinha tudo nas mãos, tudo que ele planejava dava certo, nesse terceira ele tem que lidar com inúmeros fatores fora do controle dele, principalmente da parte da Claire.
Uma das cenas que mais curti foi o debate! Muito melhor que Aécio e Dilma hahaha

No aguardo da próxima temporada e que ela mantenha o bom nível da série.
E que pena que o Spacey e a Robin não venceram o Globo de Ouro por essa temporada,eles mereciam!

Responder
planocritico 14 de fevereiro de 2016 - 16:51

Apesar de não ter me decidido exatamente sobre qual temporada é a melhor, minha tendência é concordar com você. Apesar de alguns probleminhas que apontei na crítica, esta temporada é a que depende menos de “coincidências” e cria essa magnífica interação entre Frank e Claire que, apesar de obviamente existente antes, nunca ganhou essa intensidade.

Espero que eles continuem explorando essa aparente separação do casal na nova temporada, mas espero mais ainda que Willimon (que vai se afastar na 5ª temporada) tenha um plano geral para encerrar a série no momento certo.

Abs,
Ritter.

Responder
Sílvia Granger 10 de janeiro de 2016 - 23:06

Só terminei de ver a temporada agora e gostei muito da tua crítica. Ao menos pra mim, dar tanto tempo ao Doug Stamper tornou a temporada cansativa. O mundo ao redor de Frank e Claire desmoronando e foi um desperdício devotarem tantas horas ao Doug.

Frank e Claire são iguais, 50% – 50%. Frank falhou ao não entender que ela quer o mesmo que ele, foi um excelente cliffhanger. Talvez ela seja mais complexa que ele, pois é uma mulher ao mesmo tempo implacável e sentimental. Frank é só frieza, é mais fácil de ler, em geral sabemos o que ele quer, e esta temporada me deixou confusa sobre quem de fato é a Claire. E agora, Frank? Sem um, não há o outro.

Mal posso esperar pela 4ª temporada!

Responder
planocritico 11 de janeiro de 2016 - 12:02

Cada vez eu gosto mais da Claire e acho que a próxima temporada tem boas chances de colocá-la nos holofotes, desviando um pouco Frank do centro das atenções. Vamos ver!

Abs,
Ritter.

Responder
Any 22 de janeiro de 2016 - 00:35

Discordo, Doug é ligado a uma faceta de grande importância na história, e o ator foi muito bem, inclusive pelo novo direcionamento do personagem. Outro que se destacou fortemente em suas aparições foi o presidente russo.

Responder
Guilherme Do Valle 9 de novembro de 2015 - 15:45

Excelente crítica, equalizando a opinião pessoal com a avaliação imparcial!
Demorei bastante de terminar essa série, por ela ser muito boa! Sim, muito estranho, mas eu fiz questão de assistir calmamente e ponderar sobre cada instante de cada episódio, e a conclusão que eu cheguei é: HOUSE OF CARDS É A MELHOR SÉRIE DA NETFLIX, E FRANK UNDERWOOD É O CARA!
Mesmo que suas ações sejam moralmente contestáveis, foi IMPOSSÍVEL, pelo menos pra mim, não torcer pra ele o tempo todo! Kevin Spacey é um ator genial, Underwood presidente é a síntese do homem dominante, que faz absolutamente tudo pra atingir seu objetivo de forma pragmática. Maquiavélico? Talvez… Mas, cada diálogo, cada reflexão perante o espectador, torna todo o personagem sensacional. E, convenhamos, essa série tem um nível de politicidade altíssimo! Difícil decidir se é House of Cards ou Breaking Bad a melhor série de todos os tempos! Abraço!

Responder
planocritico 9 de novembro de 2015 - 17:26

@guilhermedovalle:disqus, fico feliz que tenha gostado de minha crítica e especialmente da temporada. A série é realmente fantástica e concordo inteiramente com você que ela é melhor degustada aos poucos, com tempo para absorver as nuances das atuações e da trama. Spacey e Wright estão estupendos como o casal principal e confesso que toda minha torcida por Frank começou a ficar na dúvida com o crescimento da importância de Claire…

Sem dúvida é a melhor série exclusiva do Netflix, mas não sei se a colocaria entre uma das melhores de todos os tempos. Pelo menos acho que não colocaria em um top 5 meu. Talvez um top 10 e com certeza em um top 20.

Abs,
Ritter.

Responder
julio césar correia 7 de julho de 2015 - 13:24

Crítica impecável,essa série é excelente. só discordo da maioria em uma coisa:

O cliffhanger foi simplesmente incrível e brutal. O melhor da série .e a discussão que o precedeu foi a melhor coisa desta série, me arrepie e fiquei sem reação com o confronto dos dois. O melhor e o pior disso tudo é que a cena nos deixou cheios de dúvidas, com pena do Francis e ao mesmo tempo torcendo pela Claire.

Minha teoria é que Claire vai chantageá-lo e ditar cada movimento dele nas eleições. Depois ela deve buscar conquistar um cargo: vice,Governadora,Deputada,Senadora… Algo que a prepare para #Claire2020

A aposta que eu mais gosto é a de Claire entrar pra mídia/imprensa e “fazer justiça” derrubando todos os inimigos,pra assumir o poder no futuro.

Uma possibilidade ousada é Claire simplesmente destruir Francis,subir ao poder e assumir o protagonismo: seria épico (mas,isso não deve acontecer porque destruir Francis mancharia a reputação
De qualquer forma Claire deve tomar as rédias da 4 temporada. E esse ano Robin e Kevin devem ser presença garantida nas premiações

Responder
planocritico 7 de julho de 2015 - 19:16

Obrigado, @juliocsarcorreia:disqus!

Sobre o cliffhanger, eu gostei. Não amei, mas achei que funcionou bem para essa temporada. E, de suas teorias a que mais gosto é a versão “ousada”. Seria lindo demais!

Abs,
Ritter.

Responder
Kate R 23 de junho de 2015 - 20:17

Acredita que eu ainda não assisti HOC e GOT???? Estou esperando terminar OITNB para começar uma das duas… Acho que será HOC pois GOT me deu uma má impressão inicial…

Responder
planocritico 25 de junho de 2015 - 01:48

Olha, @disqus_WSa2IJCOaS:disqus, considerando que achei a 5ª temporada de GoT bem fraca, fique com HoC mesmo, pois a 3ª temporada é muito boa.

Abs,
Ritter.

Responder
Mandarim 7 de abril de 2015 - 21:57

Talvez o pior finale de temporada para House of Cards? Talvez o melhor? Não sei…
A única coisa de que tenho certeza é: Claire indo embora e Frank atrás dela pronunciando seu nome em tom claro de tristeza e desespero interior e não sendo ouvido deu uma sensação de agonia e incerteza inquietantes. Final simbólico e esmagador. Excelente cliffhanger.

Sem comentários para o episódio do debate presidencial. Isso é entretenimento politizado da mais alta qualidade. Sensacional e um dos melhores da série. Um show tenso e extremamente bem escrito e atuado. De aplaudir de pé.

Lars Mikkelsen impagável.

Querendo mais! Ainda tem fôlego para mais duas temporadas.

Responder
planocritico 8 de abril de 2015 - 18:53

Estou com você sobre o cliffhanger, @disqus_QlnhxUMIhi:disqus. Pode ter sido o pior, mas foi o melhor! He, he, he.

Agora que a Netflix confirmou a 4ª temporada, é só aguardar até o começo do ano que vem. Será uma longa espera, mas tenho certeza que valerá a pena!

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Santos 2 de abril de 2015 - 20:57

Quarta temporada confirmada 😉

Responder
planocritico 3 de abril de 2015 - 16:34

Eu vi! Ainda bem!

Abs,
Ritter.

Responder
Mauro Guimaraes 22 de março de 2015 - 01:59

Que site é esse!?!! Conheci essa semana e já virei fã, um dos melhores (se não o melhor!) site de críticas que já vi. Vcs usam a medida certa entre razão e emoção. Com análises técnicas sobre as séries mas sem deixar de lado o gosto de quem esta fazendo a crítica. E outra (possivelmente o que mais me impressionou!), pessoas inteligentes comentando as críticas!!

Bom, com relação a 3 temporada de HoC, achei que conseguiram manter o nível (altíssimo) mesmo mudando o estilo de abordagem de Frank Underwood, também pudera, agora ele é a pessoa mais visada do mundo, e não pode mais agir sorrateiramente como nas outras temporadas. E, diga-se de passagem, o personagem de Kevin Spacey é simplesmente espetacular! Incrível como mesmo sendo tão maquiavélico muitas vezes nos pegamos torcendo para que seu personagem tenha êxito…

Com relação ao final da série, não gostei 100% não, pois as outras duas temporadas terminaram com o encerramento de um ciclo, porém, dessa vez deixaram em aberto… Contudo, nada que tire o brilho da série.

Responder
planocritico 22 de março de 2015 - 19:21

Obrigado, @mauroguimaraes:disqus. Fico feliz que tenha nos achado e gostado do site. Trabalhamos duro para oferecer o máximo de conteúdo crítico possível em diversas áreas. E nossos leitores não só são fieis, como sensacionalmente bacanas nos comentários, realmente acrescentando valor ao trabalho que fazemos e mantendo uma interação saudável.

Sobre a série, sim, o final foi diferente dos demais e meio que não “combinou” com o que estávamos acostumados a ver. Não adorei 100% também, mas a cada vez que me lembro dele, passo a gostar mais.

Espero contar com sua presença mais vezes por aqui!

Abs,
Ritter.

Responder
Vinicius Gomes 8 de março de 2015 - 20:29

Então gente, tenho apenas 15, portanto não peguem muito no meu pé por favor. Gosto muito desta série, a qual é a minha favorita, superando inclusive Breaking Bad em minha opinião. Aguardei a 3° temporada com muita ansiedade, e ela chegou. Fiz a minha maratona e vi ela todinha no final de semana.
Os aspectos que eu gostei nesta temporada foram as relações internacionais, a qual sempre achei uma área bem interessante de ser abordada, e o foco dado a Doug, o qual sempre achei um grande personagem, e a imagem perfeita de um bom funcionário. Também posso destacar a chance que a série nos deu em conhecer um pouco da história do casamento de Claire e Frank, pois sempre tive a curiosidade de entender a relação entre eles e também questionei se era uma relação de amor ou uma espécie de “contrato”.
Agora, os aspectos que eu não gostei foram a falta de exploração da personalidade de alguns personagens, e principalmente a mudança de Frank. Realmente não seria uma mudança, e sim uma adaptação, não só em relação ao cargo que ele ocupa agora, mas também em relação a pressão que ele sentiu pela falta de popularidade, pela falta de ajuda do Congresso e pela falta de pessoas leais, pois inclusive a sua esposa acaba se virando contra ele. Com todos estes fatores, seria natural para qualquer homem explodir várias vezes como ocorreu na série, chegando ao ponto dele chorar inconformado, mas devemos nos lembrar que Frank não é um homem qualquer, ele é pragmático, maquiavélico, e principalmente dissimulado, e deste modo não consigo imaginar um homem como Frank agir impulsivamente e chegar ao ponto extremo de chorar, mesmo estando sozinho.
Para não alongar demais o texto, a terceira temporada foi boa, mas em comparação com a segunda ela não foi tao boa assim. Um fator importantíssimo foi o final, o qual foi um final de episódio, e não de uma série como House of Cards. O final da 2ª temporada foi excepcional, e o da 3ª foi um tanto quanto mixuruca.
Gostei da critica bastante, e peço para que continuem assim!

Responder
planocritico 9 de março de 2015 - 15:24

@disqus_O8oqG0d4Jc:disqus, se todos os jovens de 15 anos tivessem (1) interesse em House of Cards e (2) capacidade de escrever o comentário que você escreveu, ficaria extremamente feliz.

Parabéns pela iniciativa e obrigado por mandar sua excelente opinião. Como você leu em minha crítica, concordo substancialmente com tudo que disse. A questão das relações internacionais, assunto que não havia sido abordado ainda na série, foi muito interessante mesmo, especialmente por refletir a efetiva relação que existe (ou não) entre Obama e Putin e por tratar de assuntos do dia-a-dia (paz no Oriente Médio e protesto por direitos iguais). E a abordagem do casamento dos Underwood foi essencial para a temporada e seu verdadeiro foco.

O ponto negativo que você menciona – a falta de exploração de alguns personagens – é o meu maior ponto negativo também e o que me impediu de dar 5 estrelas à temporada. Mas reputo essa situação à simples falta de espaço. Era muita coisa para 13 episódios. Não que eu ache que a série precise se alongar além dos 13, apenas que talvez o roteiro pudesse ter cortado alguns personagens.

Sobre ele chorar, particularmente gostei do momento. Vi como um homem em desespero finalmente se deixando – em particular – estourar, extravasar. E achei muito interessante como Claire lidou com isso…

E sim, o final foi abrupto e pareceu o final de um episódio, mas confesso que gostei do cliffhanger que, aliás, pode até ser o verdadeiro encerramento da série caso não venha uma 4ª temporada. Deixou em aberto o futuro de Frank, com uma nota negativa, um prenúncio de sua queda.

Obrigado por nos prestigiar e volte sempre!

Abs,
Ritter.

Responder
Luana Pereira 11 de março de 2015 - 21:16

O mundo seria um lugar melhor se todos fossem como você.
Quanto ao fato de não desenvolver certos personagens, acredito que é porque eles não terão grande importância no futuro, além do fato supracitado: falta de tempo.

Achei o final perfeito, pois como disse o escritor, Frank e Claire são duas forças de mesma intensidade. Se tem alguém que pode realmente destruí-lo é a Claire.

=)

Responder
planocritico 12 de março de 2015 - 21:00

@botanicaoliveira:disqus, o final foi bom sim. Cada vez que penso nele, gosto mais. E isso mesmo se a Netflix decidir não partir para uma quarta temporada!

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Santos 6 de março de 2015 - 22:46

Eu adoro os conflitos de sentimentos que essa série provoca em mim. Eu amo Frank e seu pragmatismo e amo Claire e sua postura vacilante. Kevin Spacey e Robin Wright são magníficos!!

Gostei bastante das pontuações feitas nessa crítica. Suas opiniões são muito parecidas com as minhas. Excelente é o menor dos elogios.

Pra mim as críticas negativas sobre “um novo Francis” são infantis. Como foi bem lembrado no texto, Frank agora é o presidente e o cargo em si exige bastante cautela. Ele não está mais nos bastidores do congresso, onde podia movimentar seus tentáculos e empurrar obstáculos na linha do trem. Agora ele está no topo, com os holofotes voltados para ele, e precisa lidar não só com suas antigas inimizades como também com as novas que surgem naturalmente. Quando você diz que Beau Willimon adaptou o homem ao cargo, eu não poderia concordar mais.

Gostei muito do destaque dado pro Doug, não mais como uma sombra do personagem de Spacey, mas como um personagem singular. Ele é ágil, inteligente, pragmático, leal! Alguém duvida de sua lealdade? Ele não é ingênuo! Ele sabe onde deve estar localizado quando tirarem a foto. Suas atitudes podem parecer controversas, mas os fins justificaram os meios. Ele é essencial para o roteiro. Seth é ótimo (aliás, que profissionalismo desse cara!!), mas não é Doug.

E o que dizer sobre Claire? Espetacular! Eu estava apostando que haveria alguma crise de identidade nessa terceira temporada, porque os sintomas foram apresentados nas duas últimas, como quando ela desvia do caminho do cemitério enquanto corria, um dia após levar uma bronca de uma senhora, ou quando chora na escada ao ouvir da ex-primeira dama que ela é uma boa pessoa. São pequenos momentos que sugeriam que ela começaria a se questionar em algum momento próximo. Isso mostra que Claire não é Claire por natureza (isso não teria graça). Ela é o que é por um objetivo maior. As circunstâncias fizeram Claire, e vê-la brigando com sua própria moralidade (ela engoliu o choros mais de uma vez nessas três temporadas) é delicioso!!! Eu diria o mesmo de Frank. Ele não é cruel (por falta de uma palavra melhor) por natureza… Isso seria muito fácil. Ele é corajoso, o que é muito difícil.

O amor importa? Não importa. O que importa é o pacto, o contrato, a lealdade, a determinação, a coragem. Não há lugar para a humanidade em House of Cards. Se você acha que vai desistir, não pense em entrar no jogo. Os fins justificam os meios, e os meios não são nada românticos.

Tenho algumas críticas pontuais sobre a terceira temporada. A primeira é sobre o primeiro episódio, quando Frank faz seu show em uma das reuniões. Achei exagerado, caricato. Não gostei da atuação. A segunda é o final da temporada, que ficou com gostinho de final de episódio. Tem mais uma ou outra coisa que eu não gostei, mas o conjunto da obra é ótimo!!

Que 2016 não demore chegar!!

Desculpe pelo comentário enorme, mas é impossível ler uma crítica desse nível e não querer comentar, comentar e comentar.

Vocês da equipe do Plano Crítico são ótimos!

Responder
planocritico 7 de março de 2015 - 15:04

@disqus_OLKjEEuRt4:disqus, que comentário espetacular! Realmente não dá para escrever pouco sobre House of Cards. Eu mesmo achei que não escrevi o suficiente!

E concordo com você em todos os pontos, inclusive com o forte “o amor não importa”. Isso fica claro ao longo da temporada, mas aquele final talvez mostre um caminho diferente. Será?

Adorei o destaque dado a Doug. Na verdade, tinha ficado meio chateado quando achei (e provavelmente todo mundo) que ele havia morrido na temporada anterior. Fiquei feliz com a recuperação dele sofrida e com a relevância dele para toda a temporada. Uma grande personagem e um grande ator!

Também compartilho dos pontos negativos que você citou e acrescento os meus, sobre a falta de desenvolvimento de alguns personagens que aparecem. Mas é aquilo: todo o resto funcionou maravilhosamente bem. Consigo perdoar facilmente!

Volte sempre, meu caro e obrigado pelos elogios à crítica e ao site!

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Santos 8 de março de 2015 - 14:12

Pois é, aquele final foi muito duro. Eu ainda não comecei a bolar teorias sobre o que pode acontecer a partir de agora, mas acredito que o casamento (lê-se contrato) deles não será rompido dessa forma. Estou na torcida pra que isso não ocorra haha.

Eu também fiquei muito chateado com o incidente com Doug. Seria uma morte tola, indigna de um personagem tão importante. Fiquei pensando como seria Seth em seu lugar, e sabia que não seria a mesma coisa. Que bom que foi apenas um susto! Um susto necessário, porque agora sabemos de fato o que significa lealdade.

Concordo com você sobre a falta de desenvolvimento de alguns personagens. Senti falta deles, mas, como você disse, simplesmente não houve espaço. Pra mim foi uma boa jogada dar pequenas (e não tão significativas) aparições, em vez de simplesmente omiti-las.

Com certeza voltarei mais vezes por aqui!

Abraços.

Responder
planocritico 9 de março de 2015 - 15:33

@disqus_OLKjEEuRt4:disqus, pelo que andei vendo, a quarta temporada ainda não foi confirmada. E se essa fosse a última? Se for, tenho para mim que o final significa o começo da queda de Frank, pois, sem o apoio da esposa, ele ficará em frangalhos e não terá forças para ganhar a eleição. Isso sem contar que mesmo que tenha, a eleição em si pode ficar ameaça com seu divórcio.

Mas, se houver uma quarta temporada, aí nada impediria que o showrunner repetisse a “rasteira Doug” que ele nos deu e começasse a temporada com Claire separada, mas ainda apoiando o marido até as eleições. Ou ela pode concorrer com o marido à presidência, com a Heather Dunbar como vice.

Abs,
Ritter.

Responder
Rodrigo Santos 9 de março de 2015 - 23:04

Se essa fosse a última temporada eu ficaria bastante chateado! Essa série merece um bom encerramento, sem deixar pontas soltas, tal como em Breaking Bad (com seu final honestíssimo). Eu não gostei da forma como a temporada terminou, mas o showrunner dever ter um bom motivo (e é bom que tenha mesmo!).

Sobre a queda de Frank, juro que passou pela minha cabeça mais de uma vez nessa última temporada. Eu via as vacilações de Frank e pensava “ele está cavando o próprio túmulo”, porque às vezes parece que ele gosta do poder pelo poder, e essa falta de propósito em algum momento pode significar a forca. Uma história de ascensão e queda? Hmm, não me parece novo, mas eu gosto da receita (vide Godfather).

Cara, é muito difícil lidar com o problema da separação. Uma Claire que apoie Frank mesmo estando separada é interessante, pois aí ele teria que lidar com as condições dela, já que ele depende mais dela do que ela depende dele nesse momento. Claire daria as cartas, e agora poderia comer uma fatia do bolo que, segunda ela enxerga, apenas Frank está comendo. Essa opção parece interessante. Mas isso, claro, se assumirmos que ele de fato não consegue sobreviver sem ela…

Outra opção é uma Claire que invista contra Frank, concorrendo nas eleições à presidência. Confesso que me parece muito improvável… Seria mais justificável uma traição nesse nível de qualquer outra pessoa que não fosse Claire. Ora, nenhuma outra pessoa teria que rasgar um contrato de três décadas (o casamento) para tomar uma atitude dessa. O peso que Claire carrega nas costas é muito maior, então será mesmo que ela teria motivos para isso? O que você acha?

planocritico 11 de março de 2015 - 03:08

Eu acho mais interessante uma Claire separada de fato, mas ainda fingindo estar junta do marido para questões de aparência. Com isso, como você bem disse, ele passaria a dar mais as cartas e Frank perderia o controle. Seria muito interessante ver a tensão e desespero que isso iria causar nele.

E não sei, mas se seguirem por esse caminho, que tal se Claire, no último minuto, traísse o marido? Algo para mostrar que ela definitivamente está no controle e que ele só está na Casa Branca por causa dela mesmo…

Sei lá. Especulações, especulações…

Abs,
Ritter.

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