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Crítica | Jason Vai para o Inferno: A Última Sexta-Feira

por Leonardo Campos
356 views (a partir de agosto de 2020)

Obs: Leia sobre os demais filmes da franquia, aqui.

Após a viagem ao badalado mundo urbano de Nova York, o antagonista Jason é levado novamente para o ambiente onde sempre esteve familiarizado a cometer os seus criativos assassinatos. Nessa época, o personagem perdia apenas para James Bond no quesito quantidade de produções por franquia. Lançado nos cinemas em 1993, Jason Vai Para o Inferno: A Última Sexta-Feira é aquela produção irritante de uma saga, filho bastardo, sabe?

A produção está para a série assim como Alien 3, A Hora do Pesadelo 5, O Filho de Chucky ou Premonições 4 estão para as suas respectivas franquias. Episódio dos mais destoantes, assim como o terceiro momento da saga da Tenente Ripley, o quinto episódio dos pesadelos mortais da rua Elm Street, o nascimento do filho do brinquedo assassino mais famoso do cinema ou a quarta busca insana da morte por pessoas que resolveram driblar o seu destino: evasivo e desconexo em relação ao conjunto da obra.

Este nono episódio do dia do azar começa sem se preocupar em estabelecer nenhuma explicação para os momentos anteriores. Não há nenhuma ligação com os acontecimentos em Nova York. Interpretado mais uma vez por Kane Hodder, Jason está mais robótico e cheio de brotoejas, além de ter a sua máscara comprometida, praticamente colada no rosto.

Com alguns planos gerais contemplando o entardecer em Crystal Lake, a narrativa nos apresenta uma bela moça chegando ao acampamento. No local, resolve tomar um banho (neste ponto já anoiteceu) e de repente as luzes do  espaço apagam. É nesse clima que Jason aparece munido do seu facão. A moça corre para o lado de fora e se entranha pela floresta. Mais adiante, dá de cara com o mascarado, mas consegue sair ilesa. Vários holofotes são acionados e um grupo do FBI entra em ação, disparando tiros e uma granada que parece ser o fim do psicopata. Corta!

A narrativa nos leva para o Necrotério Federal em Ohio. Jason está despedaçado numa mesa de autópsia. Até esse momento, não sabemos ao certo o que esperar da produção. Será que o antagonista iria, por meio de uma força mágica, juntar as partes do seu corpo explodido e retornar para a matança? Isso seria até mais interessante que a decisão tomada pelos envolvidos no projeto.

O legista não resiste ao ver o coração de Jason (intacto, por sinal) e o devora bem na mesa da autópsia, numa das primeiras cenas escatológicas da franquia que sempre apostou em muito sangue, mas em poucas nojeiras. A partir deste novo começo, Jason agora é um parasita e vai ser transferido de um corpo para outro ao longo do filme, algo como Invasores de Corpos encontra Sexta-Feira 13. Mas isso ainda não é o pior.

O roteiro vai mergulhar no passado do mascarado e nos mostrar que ele tem uma irmã. Por tabela, essa irmã tem uma filha e Jason agora está interessado em assassinar as duas. A trama nos faz lembrar do ótimo Halloween H20 – Vinte Anos Depois, produção que estreou cinco anos mais tarde do que toda essa bobagem. Jason e a sua saga, mais uma vez, tornam-se tributários da saga de Michael Myers, assim como no primeiro filme, lançado em 1980.

Nessa época, Jason era uma celebridade da cultura pop, um personagem que faturava mesmo sem estar em exibição, tamanho o interesse dos fãs do gênero pelos filmes por intermédio de locações e direitos autorais nas exibições televisivas. Muita gente também faturou bastante dinheiro com os produtos derivados da série. Camisetas, canecas, jogos, convenções com direito a exibição de filmes e encontro entre atores, produtores e espectadores: estes foram alguns dos segmentos lucrativos da indústria que se formou em torno de Sexta-Feira 13.

Fracasso total de crítica, Jason Vai Para o Inferno: A Última Sexta-Feira estreou em 1.355 salas de cinema e faturou muito abaixo do esperado. Fez limitado progresso no mercado de vídeo, tendo amargado críticas negativas não apenas dos especialistas, mas dos fãs da série e cinéfilos ao redor do planeta.

Um filme sem força e expressão. Se a viagem para Nova York e essa passagem pelo inferno destoaram do conjunto da obra, o próximo episódio seria ainda mais insano: Jason X leva o personagem para o ano de 2.455; entretanto, não se leva à sério e assume o caráter autocrítico do começo ao fim.

Jason Vai Para o Inferno – A Última Sexta-Feira (Jason Goes to Hell: The Final Friday, EUA – 1993)
Direção: Adam Marcus
Roteiro: Jay Huguely, Adam Marcus
Elenco: Kane Hodder, John D. LeMay, Karl Keegan, Steve Williams, Steven Culp, Erin Gray, Rusty Scwimmer, Allison Smith, Julie Michaels
Duração: 87 min.

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15 comentários

Pedro 6 de abril de 2021 - 08:05

Filme horrível, como fã da série foi uma decepção total, faltou tudo nesse filme, o cara comer o coração do Jason e incorporar o assassino foi o ápice da falta de criatividade, talvez uma ideia menos pior fosse a seguinte:
O legista colocar o coração de Jason em um local de resfriamento depois do corpo ter sido despedaçado no início do filme e chegado ao necrotério, em tese esse necrotério poderia ser conjugado com um hospital, e aparecer alguém chegando às pressas necessitando de um transplante urgente de coração, e por engano o legista leva o coração de Jason ao hospital e transplantam o coração de Jason nessa pessoa, e ela incorpora o assassino, teria sido muito melhor se tivesse sido dessa forma ou outra mais criativa.

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Adrianna Guimarães 30 de julho de 2019 - 23:06

Eu gostei kkk

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emanol rafael 11 de junho de 2019 - 23:05

que filme tosco farias coisa são botadas aleatorias como a irma do jason e a adaga por o deus tudo aparece derrepente e trama atras de trama, a o nome ja diz tudo sexta feira13 jason vai para o inferno com a farcria tabem em vir eu dou pra esse filme nota 0

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Genésio Cavalcanti Albuquerque 28 de maio de 2019 - 19:05

Vou te contar: É uma apelação tão descarada que só roteirista de fim de carreira para protagonizar uma desgraça dessa, eu posso ser burro, mas nem tanto.

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Alexandre Cancian 17 de janeiro de 2017 - 16:16

Adoro este filme…talvez porque tenha sido o primeiro da série que assisti, isso na época do lançamento (1993, eu tinha 7 anos). Lógico que depois assisti todos e vi quais são os clássicos da série.
Uma dúvida: saiu em DVD no Brasil pela PlayArte Home Vídeo. Também existe outra versão lançada pela Vintage Filmes ????

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Alexandre Cancian 17 de janeiro de 2017 - 16:16

Adoro este filme…talvez porque tenha sido o primeiro da série que assisti, isso na época do lançamento (1993, eu tinha 7 anos). Lógico que depois assisti todos e vi quais são os clássicos da série.
Uma dúvida: saiu em DVD no Brasil pela PlayArte Home Vídeo. Também existe outra versão lançada pela Vintage Filmes ????

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Ricardo 17 de novembro de 2015 - 14:06

Nada sobre Freddy no final? Senti falta de ler tua impressão sobre essa cena já que rolaram alguns lembretes sobre ela nas outras críticas. Aliás, o único momento que prestou nessa naba de filme…

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FabioRT 11 de novembro de 2015 - 21:34

Acho esse filme tão ruim…mas tão ruim….mas tão ruim….que ele chega a ter momentos de brilhantismo. Cinco estrelas…obra prima total da tosquice involuntária. Sobre Alien 3 concordo bastante com o JC … a versão do diretor…mais próxima à visão do que o diretor pretendia..é um bom filme sim…apesar dos efeitos podres de CG (até certo ponto perdoáveis…pois a tecnologia estava no começo).

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leodeletras 15 de novembro de 2015 - 13:54

Vou rever o Alien 3 por indicação de vocês. Pode deixar. E de fato esse episódio do Jason é tão ruim que merecia um troféu Filme Mais Tosco da História do Horror.

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JC 10 de novembro de 2015 - 21:46

Esse eu acho tosco mas eu vou comentar algo que não concordo.
Alien 3.
Assistam a versão do Diretor que vem no Extra do filme.
É OUTRO Filme.
Desde os cortes, a história, tudo. É simplesmente outro filme e EXCELENTE.

Esse Jason acho um lixo, mas o final compensa a porcaria toda.

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leodeletras 12 de novembro de 2015 - 15:45

Não vi essa versão JC. Mas Alien 3 fica devendo muito aos dois primeiros.

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Giovani Rampeloti 10 de novembro de 2015 - 08:04

Não acho tão ridículo esse filme,da pra se divertir,assim como todos os outros filmes do Jason, não foram feitos para ser uma obra prima do cinema,é apenas entretenimento!

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leodeletras 12 de novembro de 2015 - 15:44

Acho que há limites para algumas coisas Giovani. O 5º é ruim, mas ainda um pouco aceitável. Esse dói de tão tosco.

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Cristiano de Andrade 9 de novembro de 2015 - 21:30

filme ridículo, vergonhoso.Prefiro fingir que não existe.

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leodeletras 12 de novembro de 2015 - 15:44

Realmente péssimo. Lembro da decepção quando loquei. Passei raiva, Jason de verdade aparece na abertura e no final. Muito tosco. Continue nos acompanhando, ok?

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