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Crítica | Jessica Jones – 1ª Temporada

por Lucas Borba
192 views (a partir de agosto de 2020)

Leia mais: Nosso Entenda Melhor com os detalhes, referências e easter-eggs de Jessica Jones, você pode ler aqui

Por vezes, a comparação é inevitável, ainda que sirva para apontar tanto semelhanças quanto diferenças entre uma coisa e outra. É o caso das séries Demolidor e Jessica Jones, já que ambas são os primeiros frutos da parceria entre o serviço de streaming Netflix e a Marvel e, para completar, chegaram até nós neste mesmo ano.

De cara, sendo assim, podemos iniciar indicando uma semelhança entre as duas produções. Assim como foi dito acerca de Demolidor, mesmo quem nunca leu os quadrinhos ou sequer ouviu falar de Jessica Jones não encontrará, por isso, dificuldade em acompanhar a narrativa dos treze episódios dedicados à moça, que estrearam nesse 20 de novembro. Aliás, até quem pouco ou nada conhece dos quadrinhos que deram origem à personagem ou do Universo Cinematográfico Marvel e, vou mais além, até mesmo quem não é adepto a histórias de super-heróis pode apreciar a série normalmente.

É verdade que, também como em Demolidor, o programa possui referências mil aos quadrinhos e ao referido Universo Cinematográfico – e isso inclui sequências inteiras reproduzidas, em detalhes, do material fonte -, mas, em uma primeira instância, funciona como um suspense investigativo, em muito flertando com o gênero noir – com direito à eventual narração em off da personagem do título – e não depende de nenhum acontecimento prévio para a compreensão do desenrolar da trama. Por outro lado, a narrativa apresenta uma abordagem ainda mais crua, mais adulta e até mais sombria do que a que vemos no caso do Homem Sem Medo.

Quando digo adulta, porém, refiro-me simplesmente a cenas de sexo, que são mais explícitas do que estamos acostumados a ver em séries do gênero. Já quem prefere mais ação do que a exploração psicológica, do que investigação e tensão talvez sinta pouca ou muita impaciência ao longo dos episódios. Afinal, Jessica Jones não é sobre uma heroína em ação, preocupada, como o referido herói do bairro da Cozinha do Inferno, em manter a cidade de Nova York segura. Não, a moça apenas busca manter uma vida pacata, quase degradante, como investigadora particular de casos, em sua maioria rotineiros, tais como adultério ou o desaparecimento de alguém. Bebe com frequência, tentando amenizar um trauma de seus tempos de heroína, e vive só em apartamento desleixado e com vizinhos barulhentos. Faz o tipo durona, independente, sarcástica e emocionalmente complicada. Adquiriu alguns poderes após um acidente quando criança, como super força, resistência a golpes e a capacidade de voar – ou de saltar e cair sem jeito, como diz Jessica -, poderes esses que evita, ao máximo, utilizar.

Jessica Jones tampouco começa com a tradicional apresentação das origens da protagonista. Deparamo-nos com a personagem em sua situação presente, tal como descrito e, aos poucos, ao longo da trama, passamos a conhecer mais do seu eu, do seu passado e das pessoas com as quais convive em seu dia-a-dia bagunçado, na pele da excelente Krysten Ritter (Breaking Bad), enfim conquistando destaque em seu evidente talento para um papel de forte carga emocional, transitando entre sentimentos de um momento a outro com incrível facilidade. Como nos quadrinhos, Jessica não representa o estereótipo típico das mocinhas de histórias de super-heróis: Embora atraente, não anda feito uma modelo e veste-se normalmente, caindo mais, isso sim, na extensão do desleixo do seu cotidiano. Ainda que venha a calhar como representante na luta feminina por independência e reconhecimento – os quadrinhos não foram escritos por uma mulher, embora a série o tenha sido e dirigida por mais de uma -, contudo, a personagem não cai no exagero e claramente nutre carinho e mesmo doçura por quem é importante para ela, embora tenha dificuldade em expressar tais sentimentos.

Também como na série antecessora, os flashbacks, que muito aos poucos entram em cena, surgem em momentos pontuais e nunca parecem forçados, dialogando com naturalidade com o momento presente e nunca durando mais do que o necessário – de fato, alguns contam com meros segundos ou menos. O primeiro episódio já nos mergulha de cabeça na vida conturbada da protagonista e em seu trabalho. Não se engane, porém, pois não se trata da típica série com a estrutura de “caso da semana”. Investigações existem, sim, mas todas convergem para a trama principal.

De casos rotineiros – que incluem a revolta de clientes -, no entanto, Jessica é contratada pelos pais de uma jovem atleta, supostamente desaparecida, para encontrá-la. A partir daí, as coisas sairão ainda mais dos eixos e a personificação do trauma de Jessica, o vilão Kilgrave (nos quadrinhos, o Homem-Púrpura), que tem o poder de obrigar os outros a seguir suas ordens e é interpretado pelo ótimo David Tennant (o 10º Doutor da longeva série Doctor Who), começa a ser introduzido na trama. Essa inserção acontece de modo muito competente, também a exemplo da série antecessora, com a ameaça surgindo aos poucos, em cenas pontuais e refletida apenas nos medos, depoimentos, ações e na paranoia dos personagens – paranoia essa que, em mais de uma ocasião, a série trata brilhantemente, inclusive com humor, evidenciando ainda mais o caráter nervoso da situação.

O problema está, todavia, no desenrolar do conflito Jessica vs Kilgrave em termos de uma temporada inteira. Enquanto em Demolidor o tamanho do desafio do herói era claramente representado pela complexa quadrilha de seu antagonista, a guerra psicológica de Jessica chega a um ponto decisivo para depois retroceder e simplesmente temos de engolir, sem que o emocional aceite, que a série não pode ter menos de treze episódios.

O roteiro de Melissa Rosenberg (roteirizou Crepúsculo e escreveu episódios de Dexter), embora com diálogos afiados, com ironia, sarcasmo e humor competentes, aliados à tensão, apresenta problemas no desenvolvimento de personagens. A série claramente busca evocar o protagonismo da mulher, abordando-a em diferentes situações, desafios, traumas, para além dos enfrentados por Jessica, a exemplo do que fez a quase obra-prima e trilogia literária Millennium. Citando como maior exemplo a advogada Jeryn Hogarth (Carrie Anne Moss, a Trinity da Trilogia Matrix), a atriz também está ótima no papel, mas simplesmente possui um drama paralelo ao principal na maior parte do tempo e, o real problema, pouco desenvolvido – aliás, na maior parte do tempo a mulher acaba passando apenas por desprezível e tende a só irritar o espectador.

Com uma ambientação à altura da sombria Cozinha do Inferno em Nova York, um roteiro genuinamente esforçado, um incrível elenco, poucas, mas boas sequências de ação e uma trilha sonora redondíssima, com direito ao saxofone evocando perfeitamente o sombrio e a desolação, é uma pena que a temporada não atinja todo o potencial que poderia. Prova da delicadeza envolvida em se investir menos em ação e mais em contemplação, tanto que Demolidor, ainda que faça seus personagens e, principalmente o herói suarem mais, apresenta um roteiro claramente superior, no qual um problema ou outro até se esquece.

Agora é aguardar a próxima série da parceria Marvel e Netflix, dedicada a Luke Cage (Mike Colter), que graças a uma experiência, ganhou uma pele impenetrável e que inicia um caso com Jessica, participando de alguns episódios. Os momentos nos quais contracenam juntos, aliás, estão entre os melhores da série.

Jessica Jones – 1ª Temporada (Idem, EUA – 2015)
Showrummer:
Melissa Rosenberg
Direção: S.J. Clarkson, David Petrarca, Stephen Surjik, Uta Briesewitz, Bill Gierhart, Rosemary Rodriguez, Simon Cellan Jones, Michael Rymer
Roteiro: Melissa Rosemberg, Jamie King, Micah Schraft, Hilly Hicks, Jr., Dana Baratta, Edward Ricourt, Jenna Reback, Scott Reynolds, Liz Friedman (baseado em quadrinhos de Brian Michael Bendis e Michael Gaydos)
Elenco: Krysten Ritter, Mike Colter, David Tennant, Rachael Taylor, Carrie-Anne Moss, Eka Darville, Erin Moriarty, Wil Traval, Susie Abromeit, Phil Cappadora
Duração: 689 min. (aprox.)

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60 comentários

Rosivalda Barreto 26 de março de 2017 - 16:26

Interessante os furos (SPOILER): Jéssica sabe que o Luke Cage é indestrutível e o leva para o médico, sabe que a amiga tomou o comprimido vermelho e para rebater o efeito agressivo precisa da azul e a leva para o médico mesmo assim. Luta muito bem e recebe uma paulada na cabeça de uma outra pessoa. Estas pessoas não existem, mas os furos extrapolam a ficção.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de dezembro de 2016 - 11:02

Não entendo onde essa série deixou a desejar, eu pessoalmente gostei mais do que demolidor.

Responder
planocritico 14 de dezembro de 2016 - 16:05

Jessica Jones é uma boa série, mas seria melhor ainda se tivesse metade dos episódios. Ela é, basicamente, composta de repetições de arcos envolvendo a captura e soltura de Kilgrave de formas diferentes. Não há renovação ou uma cadência narrativa sem que haja recorrência de eventos. Demolidor não tem isso e considero a primeira temporada bem superior à Jessica Jones. A segunda já não é tão boa, mas mesmo assim também acho superior à Jessica Jones.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 14 de dezembro de 2016 - 16:05

Jessica Jones é uma boa série, mas seria melhor ainda se tivesse metade dos episódios. Ela é, basicamente, composta de repetições de arcos envolvendo a captura e soltura de Kilgrave de formas diferentes. Não há renovação ou uma cadência narrativa sem que haja recorrência de eventos. Demolidor não tem isso e considero a primeira temporada bem superior à Jessica Jones. A segunda já não é tão boa, mas mesmo assim também acho superior à Jessica Jones.

Abs,
Ritter.

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JJL_ aranha superior 14 de dezembro de 2016 - 11:02

Não entendo onde essa série deixou a desejar, eu pessoalmente gostei mais do que demolidor.

Responder
Wesley Medeiros 9 de maio de 2016 - 22:39

Melhor coisa da temporada foi o fato de pessoas como eu que nunca leram um quadrinho da personagem poderem acompanhar a série sem problema algum,as unicas referências que eu entendi foram aos filmes,de resto só foi uma história de uma série qqr e não de uma personagem de quadrinho,pelo menos para mim. ótima história e gostei mais do que a do Demolidor.

Responder
Wesley Medeiros 9 de maio de 2016 - 22:39

Melhor coisa da temporada foi o fato de pessoas como eu que nunca leram um quadrinho da personagem poderem acompanhar a série sem problema algum,as unicas referências que eu entendi foram aos filmes,de resto só foi uma história de uma série qqr e não de uma personagem de quadrinho,pelo menos para mim. ótima história e gostei mais do que a do Demolidor.

Responder
Peter Parker 13 de fevereiro de 2016 - 21:58

A série é horrível, é necessário um esforço sobre humano para assistir, principalmente depois de ter visto Demolidor, se explora muita a sexualidade , as coreoagrafias de luta sáo péssimas, o roteiro entáo, é enfadonho; se Luke Cage acompanhar o mesmo ritmo, a parceria Marvel/Netflix estará seriamente comprometida!!

Responder
planocritico 14 de fevereiro de 2016 - 17:39

Como o @Gilborne:disqus está fora, reponderei no lugar dele. Entendo e respeito seu ponto de vista, @disqus_lKJslhKESt:disqus, mas tenho que discordar. A série não explora a sexualidade. Jessica Jones não usa seu corpo para nos encantar e o sexo que vemos é violento, destrutivo, exatamente como a psiquê da personagem exige. Ela é alguém que sofreu o pior possível na mão de um monstro e sua vida foi destruída. Não há exploração da sexualidade, mas sim a demonstração via sexo e violência do que a mulher sofre e pode sofrer nos dias atuais. A série toda, se eu tiver que reduzí-la a um aspecto, é sobre abuso e violência contra mulheres.

Sobre as coreografias de lutas, você está comparando com Demolidor. JJ não quer usar seus poderes. Ela ODEIA seus poderes. Ela não sabe lutar. Ela é daquelas que pula em cima das pessoas e bate, ponto final. Não é como Matt Murdock que aprendeu a lutar com Stick. Se houvesse coreografia, aí sim a série estaria perdida.

Abs,
Ritter.

Responder
Amanda Karla Correa 9 de julho de 2016 - 13:48

Concordo com você Ritter! Ontem, tardiamente, terminei de ver a série. Achei muito massa! Uma anti-heroína na verdade ela né?! E sim, funcionou muito bem essa parada das lutas não coreografadas (acho que escrevi errado), porque deu mais crueza a uma personagem que não tinha intenção mesmo de ser perfeita, com muitos dramas em sua vida e tal…

Responder
planocritico 9 de julho de 2016 - 19:00

@amandakarlacorrea:disqus , é uma excelente série mesmo, com uma heroína (olha, eu acho que a vejo mais como heroína do que como anti-heroína, mas é meu ponto de vista) e um vilão sensacionais, além de um elenco de suporte soberbo. As lutas são são realmente mais cruas, mais violentas, sem firulas e isso é bem interessante e corajoso.

O que eu não gostei muito na série foi a repetição temática do “captura Kigrave – solta Kilgrave” que acontece demais… De resto, muito boa e com grande futuro para a 2ª temporada!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 9 de julho de 2016 - 19:00

@amandakarlacorrea:disqus , é uma excelente série mesmo, com uma heroína (olha, eu acho que a vejo mais como heroína do que como anti-heroína, mas é meu ponto de vista) e um vilão sensacionais, além de um elenco de suporte soberbo. As lutas são são realmente mais cruas, mais violentas, sem firulas e isso é bem interessante e corajoso.

O que eu não gostei muito na série foi a repetição temática do “captura Kigrave – solta Kilgrave” que acontece demais… De resto, muito boa e com grande futuro para a 2ª temporada!

Abs,
Ritter.

Responder
JJL_ aranha superior 14 de dezembro de 2016 - 11:05

Acho que esse detalhe do kilgrave meio que serviu pra mostrar o quanto ele é perigoso, não achei um problema.

planocritico 14 de dezembro de 2016 - 16:03

Acho que a série sofreu muito com as repetições. Chega um ponto que fica chato…

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 14 de dezembro de 2016 - 16:16

Eu nem notei, a prioridade era capturar ele, mas do jeito que ele é poderoso fez bastante sentido ele escapar mais de uma vez, mas acho que eu também fiquei entretido com as excelentes atuações e o roteiro.

planocritico 14 de dezembro de 2016 - 16:21

O importante é que você gostou! Eu gostei muito dos personagens e as atuações. Mas lá pelo terço final da série já estava ficando meio cansado…

Abs,
Ritter.

planocritico 14 de dezembro de 2016 - 16:21

O importante é que você gostou! Eu gostei muito dos personagens e as atuações. Mas lá pelo terço final da série já estava ficando meio cansado…

Abs,
Ritter.

JJL_ aranha superior 14 de dezembro de 2016 - 16:16

Eu nem notei, a prioridade era capturar ele, mas do jeito que ele é poderoso fez bastante sentido ele escapar mais de uma vez, mas acho que eu também fiquei entretido com as excelentes atuações e o roteiro.

JJL_ aranha superior 14 de dezembro de 2016 - 11:05

Acho que esse detalhe do kilgrave meio que serviu pra mostrar o quanto ele é perigoso, não achei um problema.

Thiago Lucio 7 de dezembro de 2015 - 08:23

JESSICA JONES

“Jessica Jones” é uma série do universo Marvel que tenta se apresentar como algo diferente, “pero no mucho”. Não apenas pela protagonista feminina, mas pela própria postura da personagem que não se comporta como uma heroína, mas como uma mulher perturbada pelos fantasmas do seu passado que, na verdade, se resume à figura de Kilgrave (David Tennant), um controlador de mentes que fez com que Jessica cometesse crimes contra sua vontade. Krysten Ritter é uma atriz linda, talentosa e bastante carismática que sustenta muito bem as nuances da personagem que tem uma postura desleixada e descompromissada, mas que não esconde o seu lado sensível e existencial à espera de finalmente encontrar o seu lugar no mundo e nesse contexto a raiva e a impulsão da personagem também não deixam de ser uma forma de autodefesa.

Embora não funcione como uma série de ação (as sequências são mal dirigidas e coreografadas e não fica claro se de maneira intencional já que a personagem não fora treinada para tal), “Jessica Jones” é um ótimo thriller psicológico com requintes de cinema “noir”. A relação entre Jessica e Luke Cage (Mike Colter, ótimo) é muito bem construída já que inicialmente surge através de uma forte atração física, mas que aos poucos vai se transformação em um relacionamento mais profundo e intenso ao ponto de deixá-los vulneráveis diante das promessas não-cumpridas e/ou de segredos não-revelados. Kilgrave é um vilão sarcástico e dono de um humor negro afiado, afinal usa as pessoas e se diverte com isso e David Tennant realiza um trabalho eficiente que transita na linha tênue entre a caricatura e a canastrice, ora surgindo à vontade, ora parecendo fora do tom, o que no final das contas causa uma estranheza que agrega valor e peso ao imprevisível personagem. A relação entre Jessica e Kilgrave assume contornos de obsessão romântica, mas que agrega teor dramático muito mais a favor dele já que é através do sentimento que nutre por ela que há a possibilidade que vislumbremos algum tipo de humanidade nele, ainda mais quando descobrimos os desdobramentos da sua infância e da relação com seus pais.

Há algumas ideias descartáveis, como quando Jessica continua mandando fotos para Kilgrave mesmo após a ideia se esgotar; ou a reconstrução da casa que marcou a infância de Jessica apenas para forçar um tempo de convívio entre ela e Kilgrave; ou o exagero da “bala na cabeça”; ou até mesmo pouco desenvolvidas, como a subtrama envolvendo a advogada Jeryn Hogarth (Carrie-Anne Moss), inclusive os desdobramentos criminais envolvendo ela e a secretária (Susie Abromeit), mas nada que atrapalhe muito o ritmo da série que em determinados episódios mesmo com diversas linhas narrativas (ou investigativas) envolvendo Jessica não perde o fio condutor. Trish Walker (Rachael Taylor) e Will Simpson (Will Traval) surgem como dois personagens coadjuvantes que possuem funções narrativas acessórias, mas cujo peso dos personagens vai crescendo a cada capítulo e o envolvimento romântico entre os dois, curiosamente, gera um bom e inusitado alívio cômico, além de funcionar de maneira independente, especialmente ela na relação de amizade entre Trish e Jessica, e ele como um imprevisível agente duplo, digamos assim.

A 1ª temporada de “Jessica Jones” se mostrou de qualidade bastante linear, mas sem apresentar nenhum momento especialmente marcante e/ou fora de série (há dois momentos que ficam no quase, como na sequência que se passa dentro de uma delegacia ou em um momento onde há uma briga dentro do escritório de Jessica), logo o desfecho não alcança o potencial de um grande clímax, satisfazendo-se muito mais pela força e pelo apelo dos carismáticos personagens. Contando com pouquíssimos problemas e pormenores, a série é um produto de qualidade que possui potencial que merece ser ainda mais explorado nas próximas temporadas.

8.0/10

Responder
Cristiano de Andrade 28 de novembro de 2015 - 22:39

Gostei da série. Sou fã dos quadrinhos da Jessica e na minha visão souberam adaptar bem a personagem com todos os seus traumas e sua luta com o Kilgrave.
Gostei da humanização do Kilgrave. Nos quadrinhos ele é um vilão meio bosta,souberam criar uma boa historia para ele.

Achei interessante essa relação de amor doentio do Kilgrave com a Jessica: é uma parábola da vida real: quantas mulheres não são como a Jessica que ficam com caras mesmo não os amando com medo das consequências?

Gostei da morte do Kilgrave,nos quadrinhos ele não tinha amor pela Jessica e nem ponto fraco, então já que na série ele a amava, por que mão usar isso como fraqueza dele?

O grande triunfo é a série da Jessica ser totalmente diferente da série do Demolidor diferentemente por exemplo da série da Supergirl que é uma versão feminina de arrow e flash( um cara fantasiado que combate o crime com ajuda de seus amigos que ficam no esconderijo secreto virou um moça fantasiada que combate o crime que ficam no esconderijo secreto)

Mais um acerto da Marvel! que venha Luke Cage!

Responder
Flavio Augusto 12 de dezembro de 2015 - 16:12

Olá Cristiano, interessante que interpretei totalmente o contrário o que disse. Acho que foi justamente o amor que acabou com o Kilgrave, esse foi seu principal ponto fraco. Com seu poder, ele poderia ter a mulher que quisesse, viajar pelo mundo “abduzindo” as mulheres mais lindas, famosas, ricas, poderosas do mundo e as descartando quando enjoasse. Com a Jessica foi diferente, ele perdeu o controle sobre ela, e isso o fez admirá-la e amá-la como nenhuma pessoa antes, transformando uma simples “acessório” em algo maior, em um desafio de conquistá-la de verdade.
Em vez de curtir a vida usando seu poder que poderia levá-lo aonde quisesse, escolheu conquistar a Jessica, e foi isso que o derrotou.
Ter uma advogada na história faz esse contraponto para entendermos o quanto as habilidades dele são grandiosas e ao mesmo tempo frustrantes. Um advogado com esse poder ia ganhar qualquer processo, mas e o prazer da vitória?

Responder
Cristiano de Andrade 15 de fevereiro de 2016 - 12:44

Sim, foi exatamente isso que falei! 🙂

Responder
Bigota 28 de novembro de 2015 - 03:02

Achei uma série nota 7, no máximo
Para mim, essa série está para Demolidor como a terceira temporada de Arrow está para a segunda

Responder
Bigota 28 de novembro de 2015 - 03:00

Cabra ainda faz comparação de seriados feitos para streaming com seriados de tv aberta
Filhotes, a maneira de se escrever diálogos para os dois tipos de seriados muda
No streaming não há intervalos comerciais
No streaming o seriado pode ser feito como se fosse um filme de 10 horas
Na tv aberta, eles precisam adaptar os diálogos para os intervalos comerciais e para 23 episódios por temporada
Por conta desses intervalos comerciais, os escritores precisam colocar cliff-hanger antes de cada intervalo, e os diálogos precisam ser adaptados para esse formato
Quem vê seriado de tv aberta por torrent, não vê os intervalos e por isso não entende.
Fora que uma coisa é um seriado voltado para a família
Outra coisa é um seriado adulto
Eu não vou falar que os filmes da Marvel são merda porque tem piadas e são leves.
Exatamente porque são voltados para a família e não para nichos de idade e sexo
Idem Supergirl
Eu não gosto de coisas família, por isso não gosto nem da MArvel Studios nem de Supergirl, mas eu entendo porque são como são

Uma boa crítica leva em conta as restrições do formato, gênero, orçamento, veículo de transmissão, etc.
Arrow, The Flash, AoS, Supergirl, Gotham são seriados para tv aberta. Alguns mais família e voltados para certos nichos do que outros. WD, FWD, a vindoura Preacher são seriados de tv a cabo. Demolidor e JJ seriados de streaming. Cada um com suas limitações de formato
E se um cara com 20 anos for escolher entre Demolidor e Supergirl, vai escolher Demolidor
Já uma mãe de família com 45 anos e que quer ver algo com a filha, não vai curtir Demolidor, vai curtir Supergirl.

Responder
Oscar 24 de novembro de 2015 - 23:34

É uma serie boa. Não acho que vá ter alguém do publico alvo que não ira gostar dela, mas depois de tanta expectativa eu esperava um pouco mais em alguns pontos. Para começar o fato de tudo rodar em torno do vilão. Tudo bem que o ator era bom e o personagem carismático, porem podiam ter colocado outros casos importantes, não no estilo de ‘caso da semana’, talvez durando uns dois capítulos.

Jessica Jones mesmo sendo a mulher moderna, pessoa de verdade e real, bonita sem apelação, durona, esperta e muitas outras coisas foi muito pouco explorada alem de seus traumas. Certo que ela se mostrou complexa, mas só conhecemos a personagem presa em seu trauma, sei que é confuso, mas achei que tinha muito kilgrave, toda hora tinha homem-purpura, parecia que tudo girava em torno dele.

Eles souberam acertar nas surpresas, toda hora acontecia alguma coisa nova, fosse os mil cortes ou um assassinato do nada. Uma cena que tenho que comentar é sobre o policial louco no episodio 10, luta boa e referencia ao filme O Iluminado.

Embora as cenas de ação fossem convincentes e bem planejadas feitas para mostrar uma personagem sem nenhum treinamento teve horas que era obvio que só queriam mostrar a força da Jessica.

Os personagens secundários foram um grande ponto a favor, todos pessoas com as próprias historias e um pouco quebradas. O problema foram os diálogos, parecia que toda hora queriam colocar uma grande fala na conversa deixando difícil de engolir.

O final foi bom. Deu um final definitivo para o vilão e fechando com chave de ouro a personalidade da detetive, já sabíamos que ela fazia o que era preciso e o final deixou isso sem margem para duvidas. Até agora o único protagonista Marvel retratado como um assassino. A ultima cena foi um marco para personagem, ganhando mais responsabilidades querendo ou não. Não resistindo, eu lembro, ‘com grandes poderes vem grandes responsabilidades’.

Para finalizar Luke Cage não decepcionou, e quando ele ser o principal é bom que a historia de amor dele e da Jessica continue. O terreno para ele já foi arado e agora só falta esperar.

Responder
Tales Pereira 24 de novembro de 2015 - 19:38

Boas cenas de ação? As cenas são bem mal dirigidas.

Responder
Márcio Xavier 23 de novembro de 2015 - 11:13

Assisti até o 10. Achei a crítica perfeita. A série é ótima, mas não tão viciante como o DD. Por vezes me peguei olhando o celular enquanto a Jessica travava mais um de seus vários diálogos sem interesse para o desenrolar da trama. As idas e vindas com o KG também foram maçantes.. Não houve um crescendo do vilão, como em DD, mas ele por vezes parecia que seria pego pra logo depois se tornar uma real ameaça. Meio frustrante isso.
Mas, no resumo, série bem acima da média.

Responder
Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:03

Olá, caro Márcio. Muito grato por interagir com a gente. Exatamente isso. Faltou um pouco de maturidade em termos de roteiro, mas com certeza a temporada tem mais qualidades do que defeitos. Compartilhe sempre suas impressões conosco, retorno e debate é o que de melhor podemos esperar.

Responder
Márcio Xavier 24 de novembro de 2015 - 15:27

Assisti o resto ontem.
(SPOILER)
O que foi aquele final?? totalmente anticlímax. Lembrei até do Steven Seagal.. merecia coisa melhor ali.
Mas, no resumo, a série foi muito boa, a Kristen é ótima, as cenas de sexo foram pesadas (mas sem exposição desnecessária).. só uma cena lá na cama é que eu tive a certeza que se o Luke não fosse todo de aço…

Responder
Lucas Rios 24 de novembro de 2015 - 23:45

De início também achei brochante o final. Mas depois meditando no vilão fez total sentido. Afinal qual seria o combate entre os dois?

Responder
Márcio Xavier 25 de novembro de 2015 - 09:32

Não parei pra pensar, Lucas. Que faz sentido, faz. Mas mesmo assim não gostei da “simplicidade” do momento cuti cuti quebra-pesçoco entre os dois. Precisava de um “Boston Medical Group” pro final, se é que vc me entende..

Régis Valker 30 de novembro de 2015 - 11:13

Achei seu comentario um dos melhores. Gostei da serie, foi acima da media e tal,mas mesmo assim faltou algumas coisas. Tambem me peguei fazendo varias coisas enquanto “assistia”a serie, o que depois foi broxante.
Acho que o que mais me irritou na serie foi ela apanhar tanto de gente normal!! Ela tem super força, pode pular de um predio mas se machuca com um soco…(faltou nexo nessas partes).

Responder
Projeto Cinematográfico 22 de novembro de 2015 - 17:26

Vi só os dois primeiros episódios e não embalei. Achei as atuações bem problemáticas, forçadas. Além de um incômodo com o papel da mulher, exatamente o contrário do que ocorre em Orange is the New Black ou nos filmes Millenium. Noir sempre foi um gênero complicado para mim porque sempre cai naquilo que o Tarantino disse “all these handsome actors trying to not be
handsome and walking around looking like the weight of the world is on
their shoulders. It’s so serious, and they’re so tortured, trying to
look miserable with their mustaches and grungy clothes.”

Jessica Jones especificamente me incomodou demais nisso e também no lance dos poderes. Nunca fui fã de super herói, mas assisto o MCU por causa do universo compartilhado com todas suas conexões, e se tem uma coisa que eu quero ver num filme/série do gênero são os super poderes em ação, enquanto Demolidor “só” com um poder de luta apresentava cenas fantásticas a là Oldboy, JJ não me impressionou em particularmente nada para me fazer ir além do S01E02, direção e roteiro super ordinários, Melissa Rosenberg não foi um bom nome pra comandar.

Calma lá, não sou um neo nazista contra minorias, mas gosto de abordar assuntos que não é todo mundo que tem coragem de falar por medo de ser taxado. A criadora pode ter as melhores temporadas de Dexter no currículo, mas também conta com presença em todos filmes da série Crepúsculo e em Step Up, acho que no final de contas sua carreira equilibra no 0. Precisava ser uma mulher na frente da mente criativa, SIM! Precisava ser a Melissa Rosenberg? Não. Só consigo pensar em como ficaria tudo melhor com a Kathryn Bigelow mandando em tudo, outro nível. Arrepio só de pensar nas cenas de ação. Pra fazer um noir bom, sem que a citação do Tarantino incomode, precisa ter uma grande mente por trás, vide True Detective S01.

Tomara que a mesma coisa não se aplique em Star Wars, porque se eu for pensar no tanto de mulheres e homens negros jovens com mais experiência que a Daisy Ridley e John Boyega, chega a gelar a espinha de medo que algo de muito errado, mas esse tá na mão do JJ Abrams!

Responder
Egito86 22 de novembro de 2015 - 23:00

Rapaz… não sei não, heim? Um que o tom Noir da série vem em simples pinceladas, não senti essa tal forçação que você coloca. Tudo soa bem natural, tanto quanto a premissa e o universo em questão permitem. Talvez a história da esposa do Luke Cage e sua ligação com a protagonista, mas vale lembrar que o que acontece aqui é a transpoisção de uma obra, de uma mídia a outra. Ainda que seja possível aproveitar da trama sem se ter noção mal e mal de quem são os vingadores ou o demolidor (oi? de que planeta mesmo?), as referências estão lá. Fica até a dica de conferir a bela obra Marvel Max, onde JJ aparece, aí sim, como a PI clássica – minus moustache, Mr. Tarantino (Sério? O Tarantino de Kill Bill falando em carregar no tempero das coisas?).

Aliás. ressalto a química de Luke e Jones, que pra quem leu, tem papéis marcadamente fortes na coisa toda de Guerra Civil e seus desdobramentos. E que até nisso a leveza da série impressiona. Carrie Anne Moss, ela mesma homossexual assumida, vive uma bem sucedida advogada, e em nenhum momento acontece nada de caricato, como a caracterização de gays que costumamos ver na nossa telinha tupiniquim.

Se aqui negamos o valor dos negros, na terra de Obama as coisas não são tão bonitinhas quanto parecem. E que me corrijam se eu estiver errado, mas creio que esse é o primeiro casal negro/branco da televisão deles. Enfermeira Noturna e Demolidor? Não, ela não é negra. É latina.
Dr. Andrew e May, de Marvel Agents Of Shield? Não! Pelos padrões deles, Ming Na Wen é mais pra amarela. Não branca. É isso! Até onde eu me recorde, Krysten Ritter e Mike Colter são o primeiro caso de um casal formado por um negro e uma branca na TV americana. Pode parecer pouco num país onde não há (cof- cof – Taís Araújo – cof) racismo, tal e qual o nosso; mas na terra de Mr. Eric Garner, boy! It’s a hell of a thing.

Responder
Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:24

Sem dúvida, a importância do casal, tanto em termos de representatividade quanto de química na trama, parece-me clara e fundamental. Interaja sempre com a gente. Um abraço!

Responder
jcesarfe 23 de novembro de 2015 - 11:22

A série é bem fluída, mas para a total compreensão é necessário conhecer alguns detalhes das HQs previamente.
Mas não dá para julga-la pelos 02 primeiros episódios, mesmo por que a coisa só começa a ficar boa com a primeira aparição do rosto do vilão (se não me engano no 4º episódio). Infelizmente você só pode julgar a série depois de 7 ou 8 capítulos, pois até lá as coisas ainda parecem bem cruas.
Não vi problema na direção ou na atuação dos personagens, apesar da Jéssica ser bem divagar para decolar.

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:18

Pessoalmente, achei o piloto um dos melhores episódios e mesmo o quarto, que ouvi um comentário dizendo que começava a perder em ritmo, gostei até mais do que do terceiro e não vi queda de ritmo nessa fase, embora isso de fato ocorra mais para frente. Enfim, a boa e velha subjetividade. [risos] Muito grato por sua participação, caro Cesar, comunique-se sempre conosco!

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:14

Então, evito falar do que uma produção não tem, mas daquilo que é melhor ou pior executado dentro da aparente proposta dela. O fato de a Jessica pouco usar seus poderes vai de encontro ao histórico dela nos quadrinhos, ainda que isso seja conveniente em termos de orçamento para a série. A direção não é a de um mestre, mas cumpre bem seu papel dentro da proposta. Quanto às atuações, creio que estão à altura do elenco – destaque para as citadas na crítica. Trata-se de uma produção redondinha, mas que poderia, isso é verdade, ter ousado mais, e, como consequência, oferecido mais.

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jcesarfe 22 de novembro de 2015 - 16:49

Parabéns pela crítica, perfeita e sem dar detalhes da trama.
Só vi metade da série (10º episódio), mas ela é bem mais lenta que a do Demolidor, acho que o problema reside no vilão, que no caso do diabo vermelho é mais atuante e se destaca e no caso da moça, apesar de como disseste ser uma grande atuação, é meio vazio de existência e parece ser só um psicótico.
A série por sinal consegue inserir alguns personagens da Marvel sem que notemos serem eles, (A Gata Infernal levou bem uns 5 episódios para me lembrar dela e o Kage só fala de relance o nome no 2º ou 3º episódio, apesar de aparecer antes).
Pode me corrigir se estiver errado, mas acho que a série se passa depois da Guerra Civil, não fica muito claro, mas pelo comportamento dos personagens passa essa sensação.
Não chega a superar o Demolidor (o que é muito difícil), mas é bom o suficiente para curti-la.

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Leandro Souza 22 de novembro de 2015 - 11:32

Um dos melhores vilões da marvel (cinema, televisão), se não for o melhor.

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jcesarfe 22 de novembro de 2015 - 16:52

Mas o Rei Vicent D’Onofrio, do Demolidor é muito mais sombrio e assutador, no mesmo nível ou até melhor que o Ledger.

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:29

Ledger? Mesmo nível, talvez. [kkkk]

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Leandro Souza 24 de novembro de 2015 - 14:58

Respeito, mas na minha opinião não existe comparação com o Ledger

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jcesarfe 26 de novembro de 2015 - 11:23

Creio que são objetivos diferentes, Ledger fez um papel genial, mas o D’Onofrio fez a reincarnação do Rei com mais cinismo. Mas de fato ficará difícil esquecer o melhor vilão do cinema.

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:27

Então, caro Leandro, diria que não supera o antagonista do Homem sem Medo que vimos na série, mas com certeza é um vilão de peso. Fale sempre conosco, viu? Um abraço!

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Willker José 22 de novembro de 2015 - 09:45

Acho que a série foi prejudicada um pouco quando comparada a série do Demolidor. Apesar de terem suas semelhanças são bem diferentes uma das outras. Acredito que isso explica muito porque certas pessoas estão um pouco decepcionadas. De qualquer modo, achei a série bem feita. Killgrave pra mim é o melhor vilão da marvel. O cara é o capeta em forma de gente. Além disso, acho que a personagem foi bem retratada e gostei bastante dos coadjuvantes. Só não sei como será a segunda temporada pois KIllgrave dominou nessa.

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:32

Concordo com você quanto às séries serem bem diferentes, companheiro. Digo o mesmo em relação às atuações. Fique conosco, ok? E não deixe de nos avisar qual será sua próxima atuação, caro Willker. [risos] Um abraço!

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Luiz Cardoso 21 de novembro de 2015 - 21:49

Me impressionou o quão diferente Jessica Jones ficou de Demolidor, gostei bastante da série mas uma coisa ficou clara pra mim, ela não é boa pra maratona como Demolidor, a estrutura episódica é muito mais clara em JJ que em DD (ao menos até o episódio 8) e acho que isso se explica pela produção inicial de ambas (DD tinha script inicial pra filme enquanto JJ seria série de TV aberta nos EUA), bom também ver como o dilema moral é diferente nas séries, e aqui o ponto vai pra JJ, que mostrou uma faceta completamente diferente do que significa “ser herói”

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Handerson Ornelas. 21 de novembro de 2015 - 23:28

Concordo plenamente pelo que vi até o momento!

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:36

Caro Luiz, de fato, Demolidor me parece muito com um grande filme de herói, incluindo os dois grandes confrontos diretos entre herói e vilão, frequentes nesse tipo de história. Fique conosco, ok? Um abraço!

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Egito86 21 de novembro de 2015 - 21:29

Assistindo devagarinho pra melhor digerir. Vai servir até pra tapar o vazio que Agents of Shield vai me deixar nesse Thanksgiving. Até aqui tudo ótimo; o clima maduro e a sagacidade da personagem – parece que Ritter nunca fez outra coisa da vida, tão natural que está- me ganharam. Fico pensando sobre o Cage (grande química entre os dois!) e sua série vindoura. Ansioso pra ver tudo se desenrolando. Putz, o Power Man é dos meu heróis favoritos de todos os tempos. E sem essa de Anti: Ser negro e bem sucedido numa sociedade racista como a americana é mesmo um ato de heroismo por dia. Ou brasileira. Ou francesa. 😀 #somostodosheróis

Aproveitando sua fala de similaridades, uma coisa ecoou na minha cabeça por toso o primeiro episódio: Em Demolidor, Karen Page parece acordar de um transe numa cena de crime onde é a única suspeita, e nâo faz ideia do que aconteceu. Será?

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:40

[kkkk] Muito bom. Daí, na próxima temporada do Homem sem Medo, vemos o Fisk na prisão, recebendo um bilhetinho dobrado. Ele abre, lê, amaça-o resignado enquanto suspira profundamente. Olha para a câmera e diz: “Qual é, Sr. Púrpura…”. [risos]

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Caio_RB 21 de novembro de 2015 - 19:03

Excelente crítica. Concordo com todos os pontos!

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:44

Muito grato, caro Caio! Agradar a todos, claro, é impossível, mas buscamos expressar nosso ponto da melhor forma possível. Fique sempre conosco, ok? Seja muito bem-vindo ao site. Um abraço!

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Caio_RB 24 de novembro de 2015 - 19:01

Obrigado. Aliás, teremos um especial de Easter Eggs como tivemos com Demolidor? Adoro esses artigos do site. 😛

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paulo ricardo 21 de novembro de 2015 - 18:13

Assisti ontem 2 episódios e ADOREI , vamos ver se até o final continua tri …

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:45

Então, o começo é de fato turbinado, mesmo ao estilo Jessica. [risos] Não que seja novidade o primeiro episódio ser o melhor ou um dos melhores. Fique conosco, ok? Comente sempre! Um abraço!

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Matheus Brito 21 de novembro de 2015 - 15:30

Eu a princípio achava que Jessica Jones seguiria na mesma linha tensão/pancadaria de Daredevil. Veio um piloto muito bem construído, que me deixou bem contente. Mas os episódios seguintes me deixaram bem frustrado, pois não tava tendo o suspense que gosto e nem ação também. Aí a partir do episódio 6 a série começou a me cativar de verdade, e foi então que caiu a ficha: Jessica Jones nunca a intenção de ser um Daredevil parte 2. Era uma série diferente, com personagens diferentes e também, uma história e “nichos” diferentes. Daredevil era ação; JJ, uma “exploração psicológica”, como dito no texto.

Ao me envolver com essa exploração, me senti totalmente fisgado, e a experiência com a segunda metade da temporada foi bem mais prazerosa e instigante. Amei muito!

Jessica Jones serviu como uma bela confirmação de que essa parceria entre Marvel e Netflix ainda vai longe…

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Lucas Borba 23 de novembro de 2015 - 17:48

Exato, caro Matheus, vejo a série com características próprias, ainda que contenha uma ou outra similaridade com Dd. Interaja sempre com a gente, ok! Abração!

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