Home FilmesCríticasCatálogos Crítica | Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

Crítica | Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

por Gabriel Carvalho
542 views (a partir de agosto de 2020)

  • Contém pequenos spoilers.

Jurassic World é o novo. Jurassic Park é o velho. Existe um conflito poderoso na retomada da franquia, consideráveis anos após o problemático Jurassic Park III. Ao pensarmos nesse filme, nesse suposto ar fresco para os dinossauros como possibilidades cinematográficas, é inegável creditar a Colin Trevorrow e os demais responsáveis pela realização da obra uma ousadia ambiciosa. Afinal, se Star Wars: O Despertar da Força foi a morte do passado, Jurassic World é a invalidação dele. Em cena pontual, um dos personagens fala, sobre o interesse do público que visita o parque, finalmente aberto, na mesma ilha do primeiro filme, que os dinossauros não são mais impressionantes. Que eles querem algo novo, melhor. A associação não é difícil. O público da década de 90, aos olhos de Trevorrow, se contentou com pouco. Apesar de Jurassic World, em camadas bastante superficiais, ser um fan-service ambulante, com o retorno de carros icônicos, situações icônicas e dinossauros icônicos, o longa-metragem é, dentro do que a obra se propõe, uma declaração de reinvenção, ou então, destruição, calcada em muitas das piores características que o cinema, hoje em dia, possui em termos de orçamentos gigantescos visando bilheterias estrondosas. Um parque já não é mais suficiente, mas sim um mundo, maior, melhor e com mais dentes, além de alguém para explicar tudo o que está acontecendo em tela, como um tutorial para que sejamos “permitidos” desfrutar da experiência.

As qualidades da obra, como entretenimento global, são as mesmas de sempre: efeitos especiais maravilhosos e diversão despretensiosa, sem muitos riscos. Os acertos evidenciam-se dessa forma, certamente. Como transformar os respectivos méritos em um bom filme, porém, é onde Jurassic World começa a errar. Primeiramente em sua história e, consequentemente, em seu roteiro. Por causa de um público mais exigente, incapaz de se contentar apenas com dinossauros (ou, presunçosamente, com Jurassic Park), a abertura do parque vem aliada com o interesse dos cientistas na criação de uma criatura geneticamente modificada, porque, provavelmente, essa será uma boa ideia. Para variar, ela não é, criando-se uma obra com caráter bastante previsível, uma afirmação que sofre pequena ruptura no terço final da obra, repleto de reviravoltas, algumas inteligentes, algumas extremamente forçadas, mas nenhuma suficiente, justificável. Ao falarmos do texto da obra, assinado por quatro pessoas, estamos falando do descompromisso com a aceitação de um público inteligente, subestimado, portanto, em prol de um tratamento preguiçoso em condução narrativa e costura, que prioriza as saídas mais fáceis, mais óbvias e, às vezes, as que não fazem menor sentido, necessitando de uma suspensão de descrença enorme. Por que não avisar logo ao herói do que o dinossauro geneticamente modificado é feito?

Curiosamente, é em um dos tantos paralelos possíveis de serem traçados entre uma obra e outra que Jurassic World encontra o seu potencial: a cena do dinossauro adoecido, sendo cuidado pelos protagonistas do filme original, retorna, adaptada para um cenário no qual uma ameaça mata animais por puro esporte, algo mais humano que bestial. Nessa retomada, similar ao icônico momento do clássico, um dos poucos usos de animatrônicos aqui, Jurassic World extrai o máximo que consegue do espectador em um âmbito emocional, visto que o resto é deveras superficial. Opta-se, nos demais casos, por criações integralmente feitas no computador, as quais funcionam bem, mas têm prazo de validade. O íntimo da relação entre homem e criatura é saboreado pelo roteiro, em especial, na conexão do personagem Owen (Chris Pratt) com os velociraptors, algo muito mais bem resolvido que a outra comunicação feita com essa espécie de dinossauro, na terceira aventura da franquia. Deixando de lado o insuportável par de crianças, o destaque, apesar de Pratt liderar a jornada com muita carisma, vai mesmo para a tia deles, uma das cabeças do parque, interpretada por Bryce Dallas Howard. A personagem Claire subverte algumas noções do gênero, sem que a sua transformação torne-se algo impossível de ser acreditado. Ademais, as interpretações de Irrfan Khan e Omar Sy ficam em segundo plano, enquanto o papel dado a Vincent D’Onofrio é risível, uma auto-paródia do seu significado: a constante revisitação aos mesmos vilões, agora, meras piadas.

Sendo assim, não deve surpreender o espectador saber que, nos planos originais da obra, uma cena continha o medonho Indominus rex destruindo um animatrônico de T-Rex do parque. O diretor do longa clássico, Steven Spielberg, teve que impedir tal representação, claramente levando o espectador à ideia de que animatrônicos são inferiores às imagens geradas por computação gráfica. Por outro lado, quando surgem os contrastes menos prepotentes, como a luta final, na qual os dois antagonistas do filme original enfrentam o antagonista desse, Jurassic World verdadeiramente empolga. O parque em si também é magnificamente descoberto pelo espectador, longe do rústico da obra original, aproximado do tecnológico futurista e, em suma, destoante da ideia trazida com os dinossauros, primitivos – uma antítese interessante. Contudo, percebam que, enquanto no filme original o tema clássico encontrava o seu ápice na primeira aparição magnífica dos dinossauros, aqui, ao abrirmos as janelas de um quarto, cômodo e confortável, o “mundo dos dinossauros” é introduzido ao espectador, observando mais construções que criaturas de fato. O parque é o real espetáculo. A tecnologia enfrenta a natureza. Enfim, pode até ser que, nessa realidade, as pessoas não se impressionem mais com os dinossauros, mas, na nossa, Jurassic Park continua maior, mais forte e com mais dentes numa escala do que é impressionante.

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurassic World) – EUA, 2015
Direção: Colin Trevorrow
Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver, Colin Trevorrow, Derek Connolly
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Irrfan Khan, Vincent D’Onofrio, Ty Simpkins, Nick Robinson, Omar Sy
Duração: 124 min.

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41 comentários

Jurassic World O Mundo dos Dinossauros Torrent (2015) - 720p | 1080p 27 de agosto de 2018 - 18:38

[…] Jurassic World é o novo. Jurassic Park é o velho. Existe um conflito poderoso na retomada da franquia, consideráveis anos após o problemático Jurassic Park III. Ao pensarmos nesse filme, nesse suposto ar fresco para os dinossauros como possibilidades cinematográficas, é inegável creditar a Colin Trevorrow e os demais responsáveis pela realização da obra uma ousadia ambiciosa. Afinal, se Star Wars: O Despertar da Força foi a morte do passado, Jurassic World é a invalidação dele. Em cena pontual, um dos personagens fala, sobre o interesse do público que visita o parque, finalmente aberto, na mesma ilha do primeiro filme, que os dinossauros não são mais impressionantes. Que eles querem algo novo, melhor. A associação não é difícil. O público da década de 90, aos olhos de Trevorrow, se contentou com pouco. Apesar de Jurassic World, em camadas bastante superficiais, ser um fan-service ambulante, com o retorno de carros icônicos, situações icônicas e dinossauros icônicos, o longa-metragem é, dentro do que a obra se propõe, uma declaração de reinvenção, ou então, destruição, calcada em muitas das piores características que o cinema, hoje em dia, possui em termos de orçamentos gigantescos visando bilheterias estrondosas. Um parque já não é mais suficiente, mas sim um mundo, maior, melhor e com mais dentes, além de alguém para explicar tudo o que está acontecendo em tela, como um tutorial para que sejamos “permitidos” desfrutar da experiência. LEIA MAIS […]

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Crítica | Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros – Críticas 22 de junho de 2018 - 05:30

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Thiago 17 de outubro de 2017 - 10:37

Só consegui assistir esse filme agora em 2017 e por isso estou lendo a análise com 2 anos de atraso mas quero deixar minha opinião.
Antes de ler a análise acho que eu daria 3 estrelas mas concordo com 2 ou 2 estrelas e meia é o suficiente.
O filme diverte e gera uma certa tensão em alguns pontos mas tem tantos pontos inexplicáveis no roteiro que você tem que se fazer de louco para ignorá-los.

-Carro parado a décadas que volta a funcionar do nada na mão de dois adolescentes
-A mocinha do filme dando vários piques usando salto alto o filme todo
-Os raptors que alguns minutos antes estavam assassinando todo mundo, do nada voltam a ser super amigos do protagonista, inclusive indo pra cima do dinossauro gigante
-Dinossauros aparecendo oportunamente em n situações do filme, como na morte do nosso querido Wilson Fisk

Fora o final sendo uma batalha gigante em 2 monstros totalmente digitais, me senti assistindo o último Godzilla.

Se estiver sem nada pra fazer, dá pra assistir para passar um tempo.

Responder
Flyng Man 12 de agosto de 2017 - 09:35

Entao a irmã falar que maternidade vale a pena, e imposição machista de ter filhos? Os motivos que vc colocou para nao gostar do filme no segundo paragrafo fazem sentido, os do primeiro, foi uma baita mimimi ideologico

Responder
JJL_ aranha superior 20 de abril de 2017 - 18:35

Pois é isso é triste, acabei de ver uma notícia de JW e é impressionante como o pessoal nos comentários ainda insiste em dizer que esse filme foi bom.

Responder
Igor Muniz 1 de setembro de 2016 - 04:28

Li os comentários, e so eu realmente reparei nas falhas ridículas e grotescas? Do tipo um jipe parado a 20 anos todo cheio de lôdo, funcionar perfeitamente, apenas trocando a bateria dele por outra bateria, que também tinha 20 anos e estava cheia de lôdo e poeira igual o carro, mas magicamente tinha carga?!?! Ou todo mundo atirar no dinossauro com armas de choque de altíssima voltagem feitas para derrubar dinossauros grandes, e sequer fazer o IRex ter um coceira, como se atirassem balinha de borracha nele? Um dinossauro ser tão inteligente que consegue COMPREENDER INGLÊS FLUENTE, Pois o IRex consegue retirar propositalmente o localizador implantado nele para evitar localização, mostrando que ele sabia o que era um localizador gps?!?! Uma bagunça genética ridícula, com o animal tendo genes de 20 bichos diferentes, Tendo poderes de todos eles, no estilo filme scyfy barato? E um filme totalmente idiota pra qualquer pessoa com senso crítico. E um filme feito pra criança, que Pra levar a serio vc tem que desligar todo senso crítico do seu cérebro e entrar no modo “filme de ação do van damme” pra assitir. E isso é tudo que Jurassic world não poderia ser. UM RELES FILME DE AÇÃO . Pois é isso que ele é. Esse e o problema. Jurassic Park e um filme de FICÇÃO CIENTÍFICA. Jurassic world e um filme de AÇÃO. E isso muda TUDO. Não existe preocupação alguma com a verossimilhança. Mas sim apenas com muitas explosões, dinossauros destruindo coisas, protagonista marombado com a mocinha linda se beijando, piadinhas fora de hora, e mais dinossauros destruindo coisas. Um filme divertido. DIVERTIDO. Ponto. O que é absolutamente inaceitável, já que estamos falando de uma sequência e revitalização de uma das maiores franquias da história do cinema, que está entre os top 5 filmes mais incríveis e mais relevantes da humanidade. Você pegar uma franquia dessas, e fazer um filme pipoca divertido, e no mínimo, ridículo. Minha opinião

Responder
Igor Muniz 1 de setembro de 2016 - 04:28

Li os comentários, e so eu realmente reparei nas falhas ridículas e grotescas? Do tipo um jipe parado a 20 anos todo cheio de lôdo, funcionar perfeitamente, apenas trocando a bateria dele por outra bateria, que também tinha 20 anos e estava cheia de lôdo e poeira igual o carro, mas magicamente tinha carga?!?! Ou todo mundo atirar no dinossauro com armas de choque de altíssima voltagem feitas para derrubar dinossauros grandes, e sequer fazer o IRex ter um coceira, como se atirassem balinha de borracha nele? Um dinossauro ser tão inteligente que consegue COMPREENDER INGLÊS FLUENTE, Pois o IRex consegue retirar propositalmente o localizador implantado nele para evitar localização, mostrando que ele sabia o que era um localizador gps?!?! Uma bagunça genética ridícula, com o animal tendo genes de 20 bichos diferentes, Tendo poderes de todos eles, no estilo filme scyfy barato? E um filme totalmente idiota pra qualquer pessoa com senso crítico. E um filme feito pra criança, que Pra levar a serio vc tem que desligar todo senso crítico do seu cérebro e entrar no modo “filme de ação do van damme” pra assitir. E isso é tudo que Jurassic world não poderia ser. UM RELES FILME DE AÇÃO . Pois é isso que ele é. Esse e o problema. Jurassic Park e um filme de FICÇÃO CIENTÍFICA. Jurassic world e um filme de AÇÃO. E isso muda TUDO. Não existe preocupação alguma com a verossimilhança. Mas sim apenas com muitas explosões, dinossauros destruindo coisas, protagonista marombado com a mocinha linda se beijando, piadinhas fora de hora, e mais dinossauros destruindo coisas. Um filme divertido. DIVERTIDO. Ponto. O que é absolutamente inaceitável, já que estamos falando de uma sequência e revitalização de uma das maiores franquias da história do cinema, que está entre os top 5 filmes mais incríveis e mais relevantes da humanidade. Você pegar uma franquia dessas, e fazer um filme pipoca divertido, e no mínimo, ridículo. Minha opinião

Responder
JJL_ aranha superior 29 de julho de 2016 - 17:53

Ao invés de fazerem um filme pipoca genérico eles deveriam ter seguido a história do livro, com os efeitos de hoje em dia daria sim pra fazer um filme mais fiel a obra do Michael Crichton.

Responder
JJL_ aranha superior 29 de julho de 2016 - 17:53

Ao invés de fazerem um filme pipoca genérico eles deveriam ter seguido a história do livro, com os efeitos de hoje em dia daria sim pra fazer um filme mais fiel a obra do Michael Crichton.

Responder
Alison Cordeiro 1 de janeiro de 2016 - 21:40

Assisti o filme apenas agora, mas concordo com a crítica de que o filme poderia ser melhor. Um dos pontos que torna o original melhor é a fonte na qual foi inspirado: o livro de Michael Crichton. É possível sentir no filme a mesma tensão que o livro passa, com o medo presente em toda a película, além do extase adicional de ver os dinos na tela. Claro que algumas mudanças em relação ao desfecho escrito por Crichton foram necessárias na adaptação, mas o roteiro segue quase fielmente o livro. Achei que faltou história acima de tudo nessa nova versão…

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vc falou em pipoca? 6 de março de 2019 - 20:46

Hoje em dia dava pra fazer bem mais fiel ao livro, sempre digo isso.

Responder
Marcelão De Moraes 24 de julho de 2015 - 18:48

Guilherme, não sei se você e os demais vão concordar comigo, mas eu tenho notado duas vertentes de criticas para o JW. A primeira,de quem gostou do filme, interpretou ele como um blockbuster apenas, um passeio ao velho parque repaginado ou sem muita expectativa… me incluo nesse grupo, principalmente no que tange ao passeio ao velho parque, minha maior diversão durante o filme foi procurar referências ao JP de Spielberg. A segunda está mais ligada a quem esperava algo grandioso de JW – e SIM, definitivamente o filme tinha um potencial grande (principalmente em roteiro) de ser muito maior,e aí fica aquela sensação de vazio na história pela má construção e desenvolvimento de alguns Plots. Adorei sua crítica, apesar de não concordar muito com a nota final ehehehe. Te convido para ler minhas impressões do JW aqui: https://deuvontadededizer.wordpress.com/2015/07/23/jurassic-world-o-mundo-dos-dinossauros/ é uma visão diferente e mais nostálgica, seria uma honra. Abraços

Responder
Letícia 22 de junho de 2015 - 20:11

Achei o filme fraco e cheio de coisas a serem problematizadas!

Primeiro a personagem Claire, ela exerce um cargo de chefia e é caracterizada como a chata, a mandona, controladora. Não tem tempo pra família e não sabe nem a idade dos sobrinhos. Ficou a sensação de tentarem reafirmar o pensamento machista de que mulher não pode ter um cargo de chefia, senão será controladora, chata e não servirá nem para ter um encontro com alguém legal. A conversa da Claire com a irmã, em que Claire fala “se eu tiver filhos” e a irmã “quando, pq maternidade é algo que vale a pena”, reafirmando outro pensamento machista da maternidade compulsória, como se todas as mulheres quisessem e devessem ser mães. E ela ainda termina com o beijo do machão desbravador que a salvou…

Me incomodou demais essa abordagem dada às personagens femininas. Meu desgosto com o filme começa a partir dai. O filme não conseguiu me prender, roteiro básico, raso, com clichês. Não da pra comprar o filme. Além do caos ser instaurado pelo guarda gordo, como se por isso ele fosse extremamente lerdo fisica e mentalmente e terem colocado a Claire pra correr a selva de salto alto, afinal mulher não pode se desfazer do salto, mulher só sabe andar de salto, ne? Horrível.

Responder
Natalia Gould 25 de junho de 2015 - 00:45

Concordo!!

Responder
Luan Brandão 22 de junho de 2015 - 16:53

Discordo essa nota dada, e um filme bom, que nos traz bons momentos e nostalgia do 1 sem tirar a capacidade deste, esse e realmente um parque dos dinossauros, muito bem retratado no publico e nas atrações,sem contar no sentimento de aflição dada nas cenas do indominus rex, que na minha opinião, me traz o mesmo do primeiro com o t-rex.E um filme realmente bom.

Responder
tiagohardco 21 de junho de 2015 - 01:24

FILMAÇO! Não é o Jurassic World que a gente quer, mas o Jurassic World que a gente precisa! hehehehe

O filme simplesmente funciona! Tem releituras das cenas antigas sim, tem clichês, tem romance forçado (nem tanto), tem vilão caricato e tem dinossauros.

Não precisa de mais nada.

Diversão total!

(Não preciso dizer que esse filme acertou em cheio a criança que assistiu o primeiro Jurassic Park quando tinha 10 anos e conseguiu apagar o terror de assistir Jurassic Park 3. Só senti falta do Dr, Alan Grant).

Responder
Anakin 19 de junho de 2015 - 14:40

Achei baixa a nota, gostei muito do filme porque sou fã desde pequeno, só de ver dinossauros de novo eu já gostaria, mas o final realmente foi bem ruim =/ mas realmente gostei que verei de novo haha

Responder
Erick Rabello 18 de junho de 2015 - 03:01

O longa é tao cheio de clichês que jurei que o dinossauro do final ia piscar o olho para Chris Pratt. Engraçado que ele já é a maior bilheteria desse ano…

Responder
Augusto 17 de junho de 2015 - 20:18

Eu adoro o site, mas hoje eu discordo bastante de vocês, Jurassic World não é tão ruim assim, claro que não é um Jurassic Park, um dos filmes mais espetaculares e revolucionários já feitos, mas achei muito bom, uma boa diversão.

Uma coisa eu discordo demais de vocês, a música tema. Poxa, ela não precisa tocar só quando os dinossauros aparecem, logo quando os garotos chegam e eles mostram o parque inteiro, com a música tocando bem alto, aquilo foi sensacional.

Daria 3,5 estrelas.

Responder
Anakin 19 de junho de 2015 - 14:41

só de ouvir a trilha ja fiquei arrepiado ;D

Responder
Elde Valente 16 de junho de 2015 - 15:20

Ingenuidade de vocês querer que sintam os mesmo vislumbre e maravilhamento que sentiram no primeiro filme, por melhor que seja o roteiro, vocês sempre vão reclamar que falta algo… foi outra época, outro momento técnológico na industria de efeitos visuais, nem no novo Star Wars vamos sentir novamente este vislumbre, JW é melhor que JP? não! não é! mas ainda sim é uma diversão de primeira, absurdamente melhor que as outras duas continuações, mas não venham reclamar que o novo JW não tem a mesma magia de JP, não faz sentido. E os efeitos digitais de JW são muuuuito superiores ao de JP, não fale bobagem, parece que o crítico do texto não essiste JP desde 1992, e ainda está com a primeira impressão ao ver aqueles efeitos maravilhosos para a época, que vistos hoje, sofrem com varios borrões em qualquer cena que exija velocidade.

Responder
planocritico 16 de junho de 2015 - 23:28

Não considero que almejar por excelência em uma continuação seja ingenuidade. Muito ao contrário, esperar mais do mesmo é acomodar-se diante de um potencial inexplorado. Quantas continuações existem que são tão ou mais sensacionais que original, trazendo elementos que efetivamente contribuem para a história como um todo? Poderoso Chefão 2, Aliens, Exterminador do Futuro 2, Indiana Jones e a Última Cruzada, Blade II, O Império Contra-Ataca e eu poderia ficar aqui um bom tempo. Quer um exemplo recentíssimo de continuação que trouxe sim deslumbramento e novidade? Mad Max: Estrada da Fúria. Feito com carinho, adrenalina a mil, visual completamente original e uma (não)história absolutamente magnífica contada sem texto expositivo, algo que não faltou em Jurassic World (milhares de explicações detalhadas para tudo…).

Querer “só diversão” todo mundo quer, mas porque não diversão COM qualidade? Jurassic World tem roteiro requentado, reviravoltas dolorosamente previsíveis, efeitos especiais que não são melhores do que qualquer filme lançado por aí, atuações medíocres, personagens pouco carismáticos. É divertido? Com certeza. Mas será esquecido nas brumas do tempo como mais um filme de dinossauro cuja única verdadeira diferença foi ter feito um inesperado caminhão de dinheiro na bilheteria…

Abs,
Ritter.

Responder
Yuri 25 de setembro de 2015 - 20:50

Estava lamentando aqui… Lembrando do quanto eu fiquei frustado por ter visto TODOS os teasers e trailers do JW na internet. E triste por constatar que o marketing hoje em dia pode tirar qualquer contemplamento diante de um filme. Mostraram tudo!

Estava eu lá no cinema, na estréia, fiz de tudo para ir na estréia… E fiquei o filme todo igual um zumbi sentado na cadeira. Não acreditava que eu estava vendo somente uma extensão dos trailers na telona. As vezes eu viajava tanto na projeção (viajar não no sentido bom, mas viajar para longe da sala do cinema mesmo) que eu ficava com a visão desfocada, tentando entender o que eu estava sentindo.

Era desapontamento.

Responder
paulo joão 15 de junho de 2015 - 05:41

Menos, não é nenhum Mad Max, mas é mais filme que Vingadores2.Sendo mais do mesmo, consegue ser ótimo, coisa que o terceiro passou longe de ser.E sejamos realistas, não tem como ser inovador como o primeiro que junto com Exterminador2, colocou a computação gráfica no centro do cinema.

Responder
Filipe Santos 13 de junho de 2015 - 22:21

Daqui alguns anos, Colin vai olhar para trás e ver que sua inexperiência ou falta de vontade mesmo pesaram no resultado final de Jurassic World. Realmente, a ausência de efeitos práticos (em massa) foi determinante para a sua inferioridade perante Jurassic Park. Ainda bem Jurassic Park lidou com limitações à época, pois desta forma se tornou um dos filmes mais bem feitos da história combinando animatrônicos e CGI magistralmente. Aliás, boa parte do CGI de JP é SUPERIOR ao CGI de JW, o que é incompreensível já que JW foi feito mais de 20 anos depois do primeiro filme da franquia. Star Wars VII é que fará o certo: mesclar efeitos práticos (em massa) e CGI de forma o mais harmônica possível, o que dará um aspecto mais orgânico para o filme – aspecto que faltou à JW e que só efeitos práticos (em massa) combinados com CGI proporcionam. Na minha opinião JW merece 3 estrelas – enquanto JP merece 5.
Pena. Só nos resta esperar que o diretor da sequência de Jurassic World ponha a mão na consciência e volte com os efeitos práticos (em massa).

Responder
K, 13 de junho de 2015 - 18:21

O mundo perdido é terrível? O segundo filme é muito bom. Não é tão marcante quanto o primeiro, até porque possui mais ação. E também porque se passa em outra ilha, o tal mundo perdido do título.

Responder
Anderson Oliveira 12 de junho de 2015 - 17:59

ainda ñ fui ver, mas as críticas se revezam entre boas e ruins, pelo que li e vi até aqui daria uma nota 7 / 8 pro filme, o que os críticos tem que entender é que em 1993 foi uma revolução e hoje é mais uma continução, um novo fôlego para a franquia que merecia ser reativada, Vingadores – Ultron tbm foi um ótimo filme mas a maioria das críticas foi voltada a ñ trazer tantas novidades, isso tem que acabar, toda novidade vai deixar todos babando mesmo, já continuações tem que se destacar com brilho próprio que é o caso deste filme, pode ter certeza que avatar 2 vai ter criticas exageradamente negativas, mas pelo simples fato dos críticos em querer enxergar novidades onde ñ há…
sejamos mais racionais ao dar uma crítica ou uma nota, isto pode custar uma boa franquia…

Responder
Lucas Ferreira 11 de junho de 2015 - 13:08

Já imaginava que isso fosse acontecer..k srsrsrs’

Responder
jcesarfe 11 de junho de 2015 - 12:32

Podiam simplesmente soltar os dinossauros no meio das ruas e ver o caos, seria bem mais interessante do que repetir a mesma coisa diversas vezes. Para ficar mais diferente ainda bastava eles fazerem isso no Japão (uma vingança por Godzila atacar os EUA).

Responder
otaviopilz 12 de junho de 2015 - 02:53

Pô cara, fizeram isso no pior filme da franquia.

Responder
jcesarfe 13 de junho de 2015 - 15:30

Pois é, mas aquilo foi a melhor parte do filme, apesar de ter sido muito mal feito.
O que complica esse filme não é a qualidade e sim a repetição, ele é quase igual a todos os outros (parece mais que juntaram tudo em um pacote e fizeram este). Um parque temático, um dinossauro inteligente, duas crianças teimosas em perigo, um esquisitão com chapéu e a roupa do Indiana Jones, um empresário sonhador com mania de fazer besteira, um militar doido, e por aí vai (até o comediante que critica o próprio filme). Até fizeram o T-Rex aparece.
Eu gostei do filme, mas não pude deixar de reparar na falta de criatividade, só isso.

Responder
paulo joão 15 de junho de 2015 - 05:42

Dinos nas ruas é um clássico do cinema.Para mim o terceiro é o pior.

Responder
Carlos Eduardo Favoreto Milani 11 de junho de 2015 - 10:11

Guilherme, li sua crítica ontem antes de ir ao cinema, não respondi na hora, esperei o filme e acho que você forçou a barra nessas duas estrelinhas! hahaha para mim três e meia estariam mais justas. O motivo: copiei e colei o comentário que fiz num grupo de fans do JP.
“Olha, quem esperava ver um filme do Spilberg ou mesmo uma obra no nível do primeiro certamente decepcionou-se! temos de lembrar que não estamos mais em 1993, logo o filme não teria de maneira a alguma a mesma recepção do original ou mesmo de Avatar, outro expoente que tornou-se um marco da fotografia 3D.
Colin demonstrou-se um tanto quanto Michael Bay, com muito exagero, contudo acho que menos seria mais nesse caso. A tela fica carregada e a poluição visual e sonora atrapalham em certo momento.
A volta a ilha Nublar é recheada de nostalgia, logo só pelos pontos que conectam ambos os filmes, o ingresso certamente vale a pena.
Tem coisas que incomodam, como o ritmo do filme (lembrando as sequências tensas e intermináveis do JPIII) e a trilha sonora constante. Sim ela é muito boa, mas faltam momentos de contemplação, simples silêncio, no que por acaso Spilberg faz muito bem.
É o filme mais engraçado da franquia, em contrapartida, nunca os diálogos pareceram tão forçados.
Por fim, meu último incomodo ficou com a sequência final, achei um tanto quanto exagerada.
No mais, um bom filme, de 0 a 10 fica no 7,5, mais perto do 8 que do 7… faltou maturidade ao Colin para alcançar mais.
Fico receoso que fui embora sem ver se tinha cenas pós créditos, o arco está formado com base no destino do Wu.
Aos fãs , certamente a melhor continuação, o que pega é o hiato de mais de uma duzia de anos, logo a expectativa cresceu ao ponto de que sabíamos que o filme não conseguiu acompanhar. Entretanto, acima disto tudo, inegável o prazer de estar novamente naquela ilha.”

Responder
otaviopilz 12 de junho de 2015 - 02:52

Concordo com sua crítica mais do que com a do post, mas faço uma ressalva: imaginemos que não houvesse as duas continuações entre os dois filme; imagina, esse hiato de 20 anos e a volta à Ilha com o parque em funcionamento (pra mim, a melhor idéia do filme). Acho que seria, guardadas as devidas proporções, o mesmo alvoroço criado para Star Wars. O grande problema do filme ao meu ver é exatamente seus dois antecessores. A sequência final é um baita exagero, acho que é só um motivo pra usarem o T-Rex, mas há vários pontos positivos, como o adestramento dos Raptores, a volta à sede do antigo parque (essa cena é de emocionar qualquer fã), cenas dos dinossauros do alto (poucas vezes vistas nos 3 anteriores) e discordo do post quando diz que o personagem de Pratt não tem carisma: pra mim é a versão Dr Malcolm de 2015. Dou nota 8,5. Para quem não é fã é divertido, para quem é muito fã é voltar a 1993.

Responder
paulo joão 15 de junho de 2015 - 05:46

Misturada com o tratador que morre comido pelo Velociraptor no primeiro filme.

Responder
otaviopilz 16 de junho de 2015 - 20:12

O olhar dela de dentro da jaula, logo no início é icônico! Foda demais!!!

Responder
Anakin 19 de junho de 2015 - 14:45

Foi o que pensei, Jurassic Park nunca será alcançado, mas Jurassic World ficou melhor que as duas últimas continuações. E realmente é inegável o prazer de estar novamente naquela ilha ;D

Responder
XXX 10 de junho de 2015 - 20:58

Ah! vai a merda! IDIOTA!

Responder
João Victor Campos 10 de junho de 2015 - 19:23

Mas vale a pena pagar o ingresso 3D para ver? Ou é melhor esperar sair na net com boa qualidade?

Responder
jcesarfe 13 de junho de 2015 - 15:32

Sempre vale a pena pagar para quem teve o trabalho de fazer algo para você ver. Ou você prefere trabalhar sem receber?
Mas se tiver uma sessão em 2D pode ir, o 3D é só para evitar que algum infeliz resolva baixar o filme na net antes de sair no cinema.

Responder
planocritico 13 de junho de 2015 - 20:30

Ainda bem que não estou sozinho nesse pensamento, @jcesarfe:disqus! E também concordo sobre o 2D x 3D. São raras as vezes que o 3D realmente vale a pena.

Abs,
Ritter.

Responder

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