Home TVTemporadas Crítica | Justiça Jovem – 1ª Temporada

Crítica | Justiça Jovem – 1ª Temporada

por Ritter Fan
653 views (a partir de agosto de 2020)

A DC Comics sempre deu muito valor aos parceiros e ajudantes de super-heróis consagrados, os famosos sidekicks, formando um grupo deles a partir do histórico crossover entre Robin (Dick Grayson), Kid Flash (Wally West) e Aqualad (Garth) em The Brave and the Bold #54, no já longínquo ano de 1964, com a equipe adotando a denominação Jovens Titãs na edição #60, que criou e trouxe Donna Troy, a Moça-Maravilha, para junto dos outros três. A partir daí, o grupo, que também foi batizado de Turma Titã, Novos Titãs ou apenas Titãs, ganhou uma grande quantidade de novos membros, vários que nem sidekicks chegaram a ser, ganhando vida e mitologia próprias e independentes e uma multitude de histórias ao longo das décadas, com a primeira versão live-action deles, Titãs, ganhando as telinhas em 2018.

Mas, antes de ser o carro-chefe do serviço de streaming ainda nascente da Warner/DC Comics (DC Universe) e depois de uma série bem diferente entre 2003 e 2006, uma variação dos Titãs ganhou aclamada e adorada série de TV em animação: Justiça Jovem. Também baseada em quadrinhos, desta vez no one-shot O Segredo, de 1998, que reuniu Superboy (o clone mais jovem do Superman), Robin (Tim Drake) e Impulso (Bart Allen), trinca que, depois, formaria o supergrupo estabelecido na Caverna da Justiça sob a tutelagem do Tornado Vermelho em publicação própria. A série de TV só teve duas temporadas, a primeira de 26 e a segunda de 20 episódios, entre 2010 e 2013, quando foi cancelada juntamente com a série solo do Lanterna Verde, para desapontamento dos fãs. Em 2016, porém, a Warner anunciou que a série voltaria do limbo em 2019, agora também como parte do DC Universe.

A grande verdade, porém, é que o cancelamento abrupto de Justiça Jovem foi um daqueles momentos de miopia empresarial que realmente é difícil de entender. Apesar de não ser perfeita, a série animada é, sem dúvida alguma, uma das melhores da Warner/DC e isso não é dizer pouco considerando as que vieram antes e, por isso, merecia uma vida longeva pela forma inteligente como aborda os sidekicks dentro de uma narrativa una, que procura ao máximo contar uma grande história só em um arco macro que é descortinado aos poucos ao longo dos muitos episódios da 1ª temporada.

No entanto, mais do que saber contar uma história única com uma grande variedade de ramificações, os showrunners Brandon Vietti e Greg Weisman souberam trabalhar muito bem com os jovens heróis do núcleo principal, dando a atenção devida a cada um deles: Robin (Dick Grayson, voz de Jesse McCartney), Aqualad (versão Kaldur’ahm, criada especialmente para a série – voz de Khary Payton), Kid Flash (Wally West, voz de Jason Spisak), Superboy (clone de Superman, voz de Nolan North), além de Ricardito (depois Arqueiro Vermelho, voz de Crispin Freeman) e Miss Marte (voz de Danica McKellar). Ricardito é o sidekick mais revoltado com a não-emancipação deles pelos todos poderosos – e adultos – da Liga da Justiça e, de certa forma, apesar de ele se recusar a fazer parte do grupo, é quem efetivamente dá ignição à formação do Justiça Jovem. Miss Marte entre quase que eu seu lugar no segundo episódio, trazendo uma bem-vinda voz feminina logo no início.

Mas o grande catalisador narrativo, aqui, é a descoberta e a libertação de Superboy – clone do Superman – das profundezas do laboratório Cadmus, algo que pode no início parecer apenas uma aventura trivial do grupo (a primeira), mas que está profundamente ligado com toda a lógica que amarra a grande história macro que mencionei e que, claro, envolve os maiores vilões do panteão da DC. É, sem dúvida alguma, uma história talvez mais complexa do que precisasse ser e que não exatamente acaba completamente no 26º episódio, ainda que haja um fim ali, mas ela torna a série muito mais interessante de se assistir do que simplesmente acompanhar episódios potencialmente soltos que teriam a tendência de tornarem-se repetitivos.

Trabalhando como um grupo “em treinamento” em operação secretas determinadas pela Liga, os jovens personagens têm suas personalidades adequadamente exploradas ao longo da temporada. Dick Grayson, assim como o Batman, é o sabe-tudo que acha que é a liderança natural da equipe, com confiança infinita em suas habilidades, apesar de ser o único (com exceção de Ricardito que mal aparece e de Artemis que entra mais para a frente) sem quaisquer poderes. Aqualad é o herói zen, de índole pacífica e, por isso mesmo, um líder mais natural ainda que Dick. Confesso que desgosto profundamente de suas “armas aquáticas”, mas, de certa forma, encaro-as como inevitáveis, pois, de outra forma, o personagem seria substancialmente parecido com o Superboy em termos de poderes. Falando no clone kryptoniano/terráqueo, ele tem apenas alguns poderes do Superman que, aliás, o rejeita completamente (uma escolha inicialmente interessante de roteiro, mas que, depois, fica sem sentido levando em conta a personalidade de Clark Kent), fazendo com que Conner Kent, nome que adota, torne-se um sujeito revoltado que não sabe se controlar. Kid Flash é o típico adolescente bobalhão e tarado (por Megan, a Miss Marte) que funciona mais como alívio cômico do que qualquer outra coisa, já que, de todos os seres super-poderosos, suas habilidades são as menos aproveitadas narrativamente. Finalmente, Miss Marte é a doçura em pessoa, mas que esconde camadas e mais camadas de segredos interessantíssimos que vão sendo revelados aos poucos.

Se esse “núcleo duro” é muitíssimo bem trabalhado, com a função da Liga da Justiça com “heróis de fundo” também sendo magistralmente manejada pelos roteiros – a naturalidade com que o Justiça Jovem ganha os holofotes e “abafa” a Liga em todos os aspectos é um triunfo narrativo – o mesmo não se pode dizer dos outros heróis jovens que se reúnem ao grupo ao longo da longa temporada. A arqueira Artemis (Stephanie Lemelin), a mágica Zatanna (Lacey Chabert) e, principalmente, a “fogueteira” Rocket (Kittie e depois Denise Boutte) são personagens praticamente marretados na história de maneira a justificar os 26 episódios. É verdade que Artemis é particularmente importante, mas é uma importância estranha, por vias transversas, que não se encaixa naturalmente na estrutura inicial. Zatanna tem um arco bom que lida com seu pai Zatara e a entidade que controla o Senhor Destino, mas é uma narrativa expletiva que não encontra justificativa plena dentro da história que é contada. Rocket é quase que uma nota de pé de página que nem vale perder tempo em abordar. Em outras palavras, essas três personagens podem até trazer variedade para o grupo, mas elas não enriquecem a temporada. Se alguma coisa, elas desfocam a narrativa sem realmente mostrar a que vieram.

A arte é um destaque, sem dúvida. Não só os jovens heróis ganham reinterpretações cuidadosas e, sobretudo, respeitosas em relação ao material fonte, como os diversos elementos que vão sendo agregados à história, como os “discretos” papeis de Apokolips e dos Novos Deuses merecem comenda por ganharem uma bela unicidade em relação ao todo. As sequências de ação são inspiradas e, em sua maioria, muito dinâmicas, com os poderes de cada um dos heróis sendo tratados de maneira substancialmente orgânica, talvez com exceção dos de Kid Flash, como mencionei antes. Tonalmente muito diferente da série dos Jovens Titãs de 2003, Justiça Jovem é sombria sem ser escura e pesada e séria sem ser modorrenta e cansativa. É, arriscaria dizer, o perfeito equilíbrio entre leveza narrativa com uma pegada inteligente que lida com os mais diversos assuntos afeitos a adolescentes e a adultos responsáveis por adolescentes. A interrelação do grupo e de cada um deles com seus reflexos da Liga são ricas e bem exploradas sem que a temporada precise desviar-se da história principal, valendo especial destaque para os desenvolvimentos de Superboy e de Miss Marte, com Robin sempre “correndo por fora” como uma bem construída constante.

Justiça Jovem foi mais uma daquelas séries que, por razões que são frustrantes demais para abordar, teve sua qualidade premiada com um cancelamento prematuro que, agora, felizmente, está sendo corrigido. Seja como for, a 1ª temporada da equipe de sidekicks deve, definitivamente, ter um lugar de destaque no panteão de séries animadas da DC Comics.

Justiça Jovem – 1ª Temporada (Young Justice, EUA – 26 de novembro de 2010 a 21 de abril de 2012)
Criação: Brandon Vietti, Greg Weisman
Direção: Jay Oliva, Sam Liu, Christopher Berkeley, Michael Chang, Matt Youngberg, Victor Cook, Tim Divar, Lauren Montgomery
Roteiro: Greg Weisman, Kevin Hopps, Andrew R. Robinson, Nicole Dubuc, Jon Weisman, Thomas Pugsley, Peter David
Elenco (vozes originais): Jesse McCartney, Khary Payton, Jason Spisak, Nolan North, Danica McKellar, Stephanie Lemelin, Crispin Freeman, Dee Bradley Baker, Lacey Chabert, Kittie, Denise Boutte, Cree Summer, Bruce Greenwood, Vanessa Marshall, Rob Lowe, George Eads, Alan Tudyk, Kevin Michael Richardson, Nolan North
Duração: 572 min. (26 episódios)

Você Também pode curtir

52 comentários

Italo Bandeira 19 de maio de 2019 - 16:22

Aproveitando que a 3ª temporada já está sendo exibida eu resolvi conferir a série de novo kk

Um adendo Ritter, paralelo à animação foi lançada uma HQ que complementa o que ocorre entre um episódio e outro, eliminando assim a sensação de estranhamento quanto a adição de certos personagens que você mencionou.

Responder
planocritico 29 de maio de 2019 - 19:18

Ah, não sabia das HQs. Mas é aquilo: tenho que julgar a temporada como temporada, sem adendos!

Abs,
Ritter.

Responder
O Gambit dos x-men 25 de junho de 2020 - 09:10

Então você pode fazer uma critica desse adendo? kkkkkk

Responder
planocritico 25 de junho de 2020 - 14:24

Confesso que minha vontade de fazer isso é nível minha vontade de reassistir Arrow…

Abs,
Ritter.

Responder
O Gambit dos x-men 25 de junho de 2020 - 14:56

Você faria a critica se eu te pagasse R$ 1.000.000,00? kkkkkkk

planocritico 25 de junho de 2020 - 15:25

Por esse preço eu faria a crítica QUADRO A QUADRO de Arrow… Mas sem garantia de achar bom…

HAHAHAHHAHAHHAHAHAHAHAHAHA

Abs,
Ritter.

O Gambit dos x-men 25 de junho de 2020 - 15:44

Não se preocupe! eu faria você ver a sexta temporada! kkkkkkkkkk

planocritico 26 de junho de 2020 - 00:02

Ufa!!!

Abs,
Ritter.

Jonas Brother 30 de janeiro de 2019 - 01:41

rapaz o que dizer dessa serie que esta revitalizando as animações da dc tipo as animações de batman superman e justice league são ótimas, porem é sempre um deleite, quando a empresa resolve dar destaques a personagens nao tao conhecidos fora das hqs young justice e jovens titans ajudam a revitalizar ainda + esse universo riquíssimo que é o da dc.

Responder
planocritico 30 de janeiro de 2019 - 10:58

Nada! Você já disse tudo!

Abs,
Ritter.

Responder
Nicolas Dias 22 de janeiro de 2019 - 21:20

Que ótima crítica Ritter. Vi essa animação em 2011,e lamentei horrores o seu cancelamento. Lembro que o motivo foi a falta de um canal/plataforma para ser transmitido. Na época houve mudanças na censura americana, canais infantis/juvenis tiveram sua programação reformulada, e o Cartoon Network achou que Justiça Jovem não combinava com sua nova proposta. Repare que os animes que outrora dominaram boa parte dos canais infantis/juvenis do ocidente, sumiram. Felizmente o streaming mudou esse cenário.

Eu sempre gostei das animações da DC, meu primeiro contato com heróis foi nas animações e não HQs, o primeiro foi o Batman de 1995, gostava da Liga da Justiça dos anos 2000 também, fez boas adaptações. Estava carente de boas animações, fiquei super feliz com a terceira temporada de Young Justice, não vejo a hora de ler sua crítica.

Diga-se de passagem, tem alguma animação da Marvel para me recomendar? Achei que eles pararam no tempo, Homem-Aranha e X-men dos anos 90 são muito bons, X-men evolution é legal apesar dos inúmeros fillers, mas para por aí, as mais recentes que eu vi não gostei.

Responder
planocritico 28 de janeiro de 2019 - 14:59

Cara, animação da Marvel é complicado… A melhor “recente” – e que foi absurdamente cancelada e substituída por uma porcaria – é Vingadores: Os Heróis Mais Poderosos da Terra. Se não viu, vale ver! Temos a crítica aqui: https://www.planocritico.com/vingadores-os-herois-mais-poderosos-da-terra-a-serie-completa/

Abs,
Ritter.

Responder
Cleison Miguel 14 de janeiro de 2019 - 01:19

Vi na época, me apaixonei (tinha deixado finalmente de ser órfão de Justice League Unlimited), mas o cancelamento após a segunda temporada de fato foi de uma idiotice que dói lembrar.

Com o início da terceira temporada estou me fazendo o favor de rever a série. Primeira concluída, ótimo texto, confesso que não me incomodaram a Zatanna ou a Ártemis, creio que foram devidamente trabalhadas dentro de seus arcos. Daria 4,8 estrelas, porque pra mim JLU e Batiman Animated ainda são o que a DC fez de melhor 😉

Responder
planocritico 17 de janeiro de 2019 - 09:36

Batman Animated é ainda a melhor série animada da DC mesmo!

Abs,
Ritter.

Responder
MATHEUS 30 de dezembro de 2018 - 21:31

Nem sabia da existência da série, viciante demais. Felizmente, a DC em suas animações nos trata com honra e glória e não como mongoloides.

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 15:04

Nas séries. Os longas animados eu acho a grande maioria dos mais recentes bem fracos.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 12 de dezembro de 2018 - 14:14

Realmente, teremos que concordar em discordar. Artermis é uma personagem que chega do nada no 6º episódio da temporada e recebe atenção esporádica, com um arco narrativo que, para mim, não disse a que veio. Só na segunda temporada é que o arco dramático dela melhora muito.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Victor Nigri 11 de dezembro de 2018 - 15:44

Pô, eu adoro a Artemis, acho muito belo o confronto dela com o próprio passado da família e como ela busca a sua própria identidade

Responder
planocritico 11 de dezembro de 2018 - 15:46

Mas isso é explorado por basicamente 5 minutos nessa 1ª temporada.

Abs,
Ritter.

Responder
Marcelo Victor Nigri 12 de dezembro de 2018 - 12:51

Discordo, ela desde o começo demonstra receio de se abrir com os seus companheiros e sempre tentou passar a ideia de que era uma pessoa emocionalmente forte. Toda essa “casca” foi quebrando ao longo da temporada, de forma lenta e discreta

Responder
João Victor 27 de novembro de 2018 - 04:36

Essa é uma das minhas séries preferidas de todos os tempos. Assisti novamente no início do ano em preparação para a terceira temporada. O arco do Ricardito(Speedy)/Arqueiro Vermelho/Arsenal é um dos arcos mais fodas q já vi em qlq adaptação de quadrinhos. Só acho q a série tem o problema de personagens demais, são tantos q muitos ficam apenas de fundo, principalmente na segunda temporada.

Responder
planocritico 27 de novembro de 2018 - 08:22

Ainda estou na metade da 2ª temporada e tenho sentimentos contraditórios sobre ela. Mas conversaremos na crítica que sai em dezembro!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 26 de novembro de 2018 - 14:39

A arte é muito boa mesmo. Um diferencial.

Já a Miss Marte, gosto muito de como ela é desenvolvida e o “Hello Megan”, depois que é contextualizado, faz muito sentido e fica sensacional.

A Zatanna só não é mais apagada do que a Rocket… HAHAHAHAHAHAHHA

Abs,
Ritter.

Responder
pabloREM 26 de novembro de 2018 - 13:20

Adoro esse série, por causa da nova temporada acabei de revê-la faz uns 10 dias. Apesar de algumas falhas, gosto do todo, e também da arte, que não mostra os personagens naqueles formatos infantilizados ou orientais demais que estão na moda atualmente. Curiosamente um personagem citado aqui como destaque é exatamente aquele que menos gosto: Miss Marte. Toda vez que ela abria a boca para falar “Helllo Meggan” (no mínimo umas 18 vezes por episódios) eu torcia para alguém aparecer com um lança-chamas. A Zatanna sempre foi muito mais interessante.

Responder
Matheus Bezerra de Lima 29 de dezembro de 2018 - 12:21

Hello Megan mostra a pureza e ingenuidade da personagem, especialmente aqui na Terra. Ela tem as melhores intenções e é interessante como a série subverte isso ao longo da temporada com os segredos dela, por exemplo. Gosto muito da personagem.

Responder
planocritico 4 de janeiro de 2019 - 15:04

Exato. É o que significa a expressão no contexto da série.

Abs,
Ritter.

Responder
Tatical 26 de novembro de 2018 - 09:27

A primeira temporada foi legal mesmo e eu gostei da Artemis, principalmente na segunda temporada.
Mas eu achei que a segunda temporada deu uma queda legal na qualidade, exatamente pelo problema da Rocket.

Responder
planocritico 26 de novembro de 2018 - 09:39

Ainda estou vendo a segunda temporada. Estou no sétimo episódio e a participação da Artemis foi pífia até agora!

A crítica sai breve.

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 18:56

Completamente inútil!

– Ritter.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 18:56

Tá certo! HAHAHAHAHAAHAHAH

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 18:56

Foi assim com um caminhão de séries, dentre elas algumas favoritas minhas como Deadwood e Firefly. Acontece.Mas salvar série sem trazer a qualidade de volta não vale. Quero muito que Outsiders seja boa. Veremos!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 18:55

A nova temporada começa bem no comecinho de janeiro. Você tem 35 para ver tudo de novo!

Abs,
Ritter.

Responder
Guylherme Lobo 25 de novembro de 2018 - 18:21

Ótima crítica! A interação entre os personagens principais e seus “senseis” são uma das coisas que mais me impressionam na série, o quão bem eles trabalham os personagens independente se são protagonistas ou não. Porém, eu acho sim que a Artemis foi bem trabalhada. Talvez eu esteja levando em conta o seu papel na 2a temporada também já que faz tempo que vi a série, mas curto bastante seus dilemas familiares e personalidade inconstante.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 18:54

@guylhermelobo:disqus , dos personagens que não começam no grupo, Artemis é a mais bem trabalhada, mas mesmo assim eu a achei empurrada demais. Sua trama, nessa temporada, simplesmente não era necessária. Não sei sobre a segunda temporada, pois não vi ainda.

E obrigado pelo elogio!

Abs,
Ritter.

Responder
H-Alves 25 de novembro de 2018 - 16:52

Assisto tudo quanto é animações da DC e essa é uma das minhas favoritas. O cancelamento dela foi uma facada no meu coração.
Estou pensado em fazer uma nova maratona antes da estreia da terceira temporada.

Responder
Camilo Lelis Ferreira da Silva 25 de novembro de 2018 - 15:15

“(…) A grande verdade, porém, é que o cancelamento abrupto de Justiça Jovem foi um daqueles momentos de miopia empresarial que realmente é difícil de entender. ”
Miopia Empresarial se resumiria a Venda de Brinquedos, Produtos ligados á série e Identificação com o público alvo consumidor, fazendo mais desenhos para atrair o consumidor do momento do que focar em excelentes roteiros e personagens para agradar à emissora.

Foi Assim com o Primeiro Reboot dos ThunderCats (quem atualmente, tá exibindo “ThunderCats Roar!”), e foi assim com o “Justiça Jovem” (em seu lugar, “Jovens Titãs em Ação!”).

Felizmente, hoje, temos serviços de Streaming que quebram nosso galho.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 14:44

É muito boa mesmo. E que bom que você insistiu, pois ela merece, pelo menos nessa primeira temporada.

Ah, obrigado pelo toque. Já corrigi o texto!

Abs,
Ritter.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 14:24

Obrigado!

É uma baita série. A crítica da segunda temporada sai ainda esse ano!

Abs,
Ritter.

Responder
Anônimo 25 de novembro de 2018 - 16:32
Responder
Gabriel Martins 25 de novembro de 2018 - 14:12

Seria interessante uma crítica de episódio por episódio na terceira temporada

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 14:15

Ê o que pretendo fazer. Não posso garantir ainda que é o que acontecerá por diversas razões, mas estou mirando nesse objetivo!

Abs,
Ritter.

Responder
Leonardo Pires de Oliveira 25 de novembro de 2018 - 09:30

Minha série favorita da DC. Eu acho que mesmo com todos os erros, o roteiro é muito mais inteligente que as animações de herói no geral. Realmente dá aflição ver as traições e os planos sagazes fos vilões. Fora que pra um adolescente, foi FODA ver os dilemas desses heróis abordando coisas que eu vivia na época. Ao lado de Jovens Titãs, foi a animação que me acompanhou na adolescência e que em muito me ensinou sobre amizade, confiança e lealdade. E claro, se os vilões são fodas, é maravilhoso ver eles menosprezando os jovens e sendo enganados por eles. Inteligência não forçada. E claro, pra mim é o traço mais lindo já feito numa animação de super heróis. Simplesmente amo tudo, e Aqualad e Miss Marte são ícones da TV. Ainda quero um filme desse grupo (mas feito direito e com uma história original). No mais, excelente crítica, o coração aqueceu aqui. VEM LOGO 2019

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 14:18

Exato. O bacana dessa série é que ela tem uma história de super-heróis muito boa e, além disso, aborda com muita exatidão os diversos conflitos adolescentes e de jovens adultos. Não sei se a considero melhor do que a série animada original do Batman, mas com certeza ela fica por ali em termos de qualidade.

Abs,
Ritter.

Responder
Matheus Bezerra de Lima 29 de dezembro de 2018 - 12:25

Cara, cresci vendo Jovens Titãs, estou feliz por alguém mencionar. Como um todo, vejo em retrospecto que a série tinha altos e baixos, era meio irregular, mas ao mesmo tempo o desenvolvimento e química dos protagonistas, aliado aos muitos excelentes episódios que a série teve, fazem de Jovens Titãs um grande marco na minha vida, uma série histórica e marcante!

Responder
Jeta. 25 de novembro de 2018 - 03:16

Uma das minhas animações favoritas, mas eu não lembrava da rocket, nem lembro oq ela fez pra ser sincero.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 14:19

A Rocket aparece quase que do nada nos últimos dois ou três episódios, depois que Icon, o mentor dela, passa a fazer parte da Liga. Ela não faz nada de útil e ganha zero de desenvolvimento aqui.

Abs,
Ritter.

Responder
Eduardo Roque 25 de novembro de 2018 - 16:34

Mas ela faz algo útil! Kem o Aqualad ia beijar caso ela ñ estivesse lá?!

Responder
Jeta. 25 de novembro de 2018 - 16:42

Ahh, nunca entendi a razão dela aparecer, literalmente inútil.

Responder
Vitor Guerra 25 de novembro de 2018 - 03:15

Eu adoro essa serie, uma das melhores da DC: 1- Todos os cinco personagens principais tem personalidade claras e são bem desenvolvidos(pena que não pode dizer o mesmo da segunda temporada mas comento melhor isso quando tiver critica), 2- Os vilões são incríveis e são os mais inteligentes que eu já vi num desenho de super herói é foda como eles sempre parecem estar por cima mesmo quando perdem, 3- A ambientação é maravilhosa, eles exploram muito bem o universo DC e dão uma boa vibe de universo vivido, 4- Esse Aqualad é incrivel meu personagem favorito da serie e muito melhor que aquela bucha do Garth. Serio que não gostou das espadas de água? eu achei badass pra caramba. kkkkkk. 5- a animação e o design dos personagens são as mais incríveis que eu já vi numa serie animada de super herói eu babava na televisão.
Mas a serie não é perfeita e você pontuou os principais problemas: Tem personagens demais que não casam tão bem com a narrativa(isso fica 10 vezes pior na segunda temporada) o Superman babaca dá um drama interessante pro Connor mas não faz sentido pro personagem que a gente conhece(mas em contrapartida adoro o Batman e o Tornado Vermelho dessa animação), Aquela cena final com todo mundo se beijando é simplesmente horrorosa e me dá vergonha alheia.
Enfim muito boa critica Ritter, espero que faça da segunda temporada também.

Responder
planocritico 25 de novembro de 2018 - 14:23

Concordo com todos os pontos! Apesar de gostar desse Aqualad, não consegui mesmo apreciar as espadas de água dele. Sei lá. Dispositivos pouco inspirads e genéricos demais… Mas isso é um detalhe.

E teremos a crítica da segunda temporada sim lá para meados de dezembro. É só aguardar!

Abs,
Ritter.

Responder
Wagner 24 de novembro de 2018 - 21:42

EU ADORO ESSA ANIMAÇÂO!!!

E pensar que tudo começou com um caso de desprezo kkkkkkkk.
Uma vez vi sei lá onde tava passando e fechei a cara na hora por PURO SAUDOSISMO da antiga série da Liga da Justiça (e a Sem Limites). Eu nem dei sequer uma chance. Quando tentei, era o episódio da Esfera e troquei de canal com menos de cinco minutos de exibição

E bom tempo depois após o término da segunda temporada, eu resolvi assistir (sei lá o motivo). Maratonei lindamente e o episódio da Esfera é um dos meus favoritos hahahahahaha

Gostei praticamente de tudo e o episódio em que todos contam os seus segredos foi sensacional, traçando aquele paralelo na história mais a frente a medida que contavam seus podres.

Só sei que quando foi para a Nete Felix, já estava assistindo tudo novamente rsrsrsrs

PS.: Tem um Miss perdido no meio do texto, antes de “além de Ricardito” no quarto parágrafo.

Responder
Anônimo 24 de novembro de 2018 - 20:47
Responder

Escreva um comentário

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumimos que esteja de acordo com a prática, mas você poderá eleger não permitir esse uso. Aceito Leia Mais