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Crítica | La Casa de Papel – 1ª Temporada (Parte Dois)

por Luiz Santiago
262 views (a partir de agosto de 2020)

la-casa-de-papel-netflix SEGUNDA PARTE PLANO CRITICO

SPOILERS!

Assim como a Parte Um, este segundo arco da série La Casa de Papel recebeu uma edição especial de distribuição pela Netflix. As condições foram as mesmas que a dos 13 primeiros episódios da temporada: a formatação inicial trazia capítulos “longos demais”, de modo que a empresa se assegurou de que poderia reeditar os 6 originais, diminuindo-lhes o tempo e aumentando o número de capítulos para 9. Mesmo que ainda sofra do elemento que emperrou consideravelmente a primeira parte, este Arco 2 goza de grandes e boas surpresas, merecendo destaque o bom final e a não-redenção às bobagens morais que normalmente vemos atrapalhar enredos de séries ou filmes que retratam assaltos ou qualquer ato de contínua desobediência às leis. Não há, aqui, lições do tipo “o crime não compensa” ou “o lado da justiça sempre vence“. Há sim uma coerente entrega de um produto de ficção realista criado por Álex Pina e, por que não, respeito aos fãs que esperaram por aquilo que se anunciara desde o início. O Professor (Álvaro Morte) realmente sabia o que estava fazendo.

A palavra de ordem aqui foi “agilidade”. Depois da imensa demora na apresentação do drama durante os 13 capítulos iniciais, a produção tomou este segundo arco como um teste de resistência para os assaltantes, para a polícia e também para o Professor, que vê uma porção de coisas dando errado porque a paixão por Raquel (Itziar Ituño) não estava em seus planos e, sinceramente, quase colocou tudo a perder. Diminuídas em suas “cenas de novela”, a série cresceu e alcançou em cheio situações que haviam sido apenas sugeridas na primeira parte. Os flashbacks diminuíram e as “figas” no contato com a polícia também, restando situações de grande tensão, agora majoritariamente direcionadas ao desmantelamento do assalto e aos últimos movimentos do jogo programado por Sergio.

Neste ponto, é impossível não citar Arturo, o personagem de Enrique Arce. Em muitos programas encontramos o tipo de indivíduo pentelho e insuportável, mas este foi realmente um campeão. Chega um momento da história em que o espectador não suporta mais ver o rosto do personagem, que estraga algumas cenas só pela sua presença, tendo aí dois motivos em voga. O primeiro, é que sua postura mantém quase exatamente o mesmo padrão. Sem uma alternância significativa, esse comportamento irrita cada vez mais (a exceção se dá na sequência com a arma ameaçando Denver, o único bom momento do personagem na série). O segundo motivo é que enquanto todos os personagens foram progressivamente mudando no decorrer da temporada, Arturo praticamente permaneceu inalterado até metade deste segundo arco, o que é bastante estranho. Descontando o tiro no ombro, lá estava ele desempenhando fielmente sua função de preencher espaço, irritar o público e estragar algumas cenas com seus planos de fuga que a poucos interessava.

De outro modo, vejo com muito mais eficiência o desenvolvimento do elenco principal aqui do que no início da temporada. Mesmo que algumas cenas ainda sejam estendidas mais do que deveriam, a narrativa central se colocou fora do banco e do hangar, fazendo dos ambientes externos um instigante contraste com a liberdade e o encarceramento dos criminosos (impossível não citar a ótima sequência de Tóquio na moto, voltando para o banco), promessa que à medida que o tempo passava, tornava-se cada vez mais real. Esse suspense em alta também se intensificou pelos riscos corridos pelo professor. Na primeira parte, a cena do mendigo foi a única realmente memorável nesse sentido, mas aqui, há um bom número delas, sendo a visita ao hospital em trajes de palhaço e o enfrentamento do ex-marido de Raquel, as mais bem moduladas pela edição, servindo de ponte para outras camadas narrativas do arco.

Entendemos por que a direção optou por diminuir a presença da trilha sonora aqui, algo que pode ter parecido estranho para alguns, mas foi uma boa decisão. A música com maior frequência pode distrair o público de um objetivo maior e não é sempre que se consegue utilizá-la de maneira orgânica e coesa, de modo que o foco nos sons do ambiente bastaram para quase tudo. Deste modo, quando ouvimos trechos de Bella CiaoNo PrisonersThe Gamble ou Magnetic Hurricane, notamos o quão valorizadas ficam as canções justamente pela boa aplicação, pelo “silêncio” que a precedeu e pela não saturação no decorrer dos episódios, já que aqui o tom de produção também mudou. Quanto mais intenso se mostrou o roteiro, mais criteriosa ficou a direção, lembrando bastante os dois primeiros episódios da série, os mais bem pensados na direção de arte e no estabelecimento de uma identidade visual e dramática. Quando chegamos ao finale, aproveitamos todo o tsunami de emoções previamente erguidos e nos encontramos com mais alguns golpes de genialidade do Professor.

É possível que a breve saída dos assaltantes do hangar tenham deixado um pequeno vácuo no desfecho, mas convenhamos, não foi nada assim tão grave assim. O sacrifício de Berlim (personagem de quem não gostei um momento sequer, até aquela cena final) e a montagem paralela com a chegada da polícia e a saída perfeitamente cronometrada do grupo, serviram muito bem como “introdução de destinos”. Não foi exatamente o ideal, mas não foi algo problemático. Vendo de outro ângulo, acho as derradeiras sequências, com Raquel assistindo à reportagem, muitíssimo mais problemática. O salto de tempo exige aí o mínimo de contexto para a personagem (uma vez que a situação já fora apresentada a contento pela televisão), mas isso não acontece. Então ela via buscar os cartões postais. Não chega nem a ser conveniência, é apenas um gancho de finalização que precisava ter sido melhor estabelecido. Pelo menos o ciclo se fechou de modo nostálgico e cheio de cumplicidade, da mesma forma como o Professor e a Inspetora de se conheceram. Quem sabe agora ela não compra um carregador portátil de bateria, não é mesmo?

La Casa de Papel – Segunda Parte (Episódios 1 a 9) — Espanha, 2017
Criador: Álex Pina
Direção: Álex Rodrigo, Alejandro Bazzano, Javier Quintas, Jesús Colmenar
Roteiro: Javier Gómez Santander, Esther Martínez Lobato, Esther Morales, Álex Pina, Pablo Roa, Fernando Sancristóval, David Barrocal
Elenco: Úrsula Corberó, Itziar Ituño, Álvaro Morte, Paco Tous, Pedro Alonso, Alba Flores, Miguel Herrán, Jaime Lorente, Esther Acebo, Enrique Arce, María Pedraza, Darko Peric, Kiti Mánver, Brian Beacock, Anna Gras, Fernando Soto, Mario de la Rosa, Juan Fernández, Clara Alvarado, Fran Morcillo, Miquel García Borda
Duração: 55 a 40 minutos, cada episódio

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58 comentários

Carlos Daniel Costa 26 de agosto de 2019 - 04:09

Estava fazendo um quiz aqui, e ele diz perfeitamente sobre os personagens (sim, esse é o meu 10 comentario nesse espaço hahahaha, essa série é foda):
A pergunta é: Qual personagem você mais odeia e por que?

– Tokyo e Rio, por serem impulsivos
– Denver e Nairobi – Por serem indecisos e briguentos
– Helsinki e oslo, Por serem muito obedientes e quietos
– Moscou – Por ser muito nervoso diante de situação complicadas
– Berlin – Por ser muito frio e calmo diante de situação complicadas
– O professor – por ter a inteligencia como maior qualidade e estar sempre preparado

Eu marquei letra A sem pestanejar hahahaha, Tokyo é um lixo e Rio é o bosta da série (pra mim claro), Se algúem algum dia ler esse comentario, deixe sua opinião sobre qual personagem você escolheria haha xd.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 26 de agosto de 2019 - 10:56

Eu acho que marcaria Tóquio… teria que pensar com mais cuidado pra ter certeza, mas assim rapidamente, acho que marcaria ela. E embora entenda perfeitamente teu impasse com Rio, não desgosto tanto dele assim.

Responder
Carlos Daniel Costa 3 de setembro de 2019 - 22:09

Rio é fraco demais na minha visão.

Responder
Carlos Daniel Costa 26 de agosto de 2019 - 03:44

Se eu fosse dar nota pros personagens pra mim seria:
Professor = 10
Sem dúvida o mentor de todo plano, mais inteligente do grupo, o mais educado e querendo ou não, o que teve mais empatia. A cena em que ele imagina a suposta morte da Monica Gamtambite e começa a chorar mostra um lado humano que somente ele tem, de todos os criminosos ali. Atuação digna de oscar.
Berlim = 10
Sem dúvida o personagem mas marcante da série, Egocêntrico, Corajoso, não pestaneja um segundo em tomar decisões, mesmo que custem a sua vida. Pra mim é disparado o melhor da série, até mesmo acima do professor. Gostei muito do personagem. Como o próprio autor (da critica) falou que ele odiou o personagem, isso mostra como o Berlim soa para alguns e para outros, para alguns ele é um machista chato, egocêntrico, o repúdio em pessoa. E para outros ele é a personificação de um personagem genial!
Denver e Monica Gaztambite = 9,5
O Incontrolavel e analfabeto Denver é um do Rall de melhores personagens na minha visão, Ele não é um mega criminoso genial, é apenas um jovem drogado que caiu nesse mundo depois de tudo que passou, mas ele tem um lado humano. Ele salvou a vida da Monica Gaztambite, Que tirando a patética cena (Sim, aquela cena em que ela derrepente chama ele de Nazista (?) e diz que ele a ‘humilhou’ dando um tiro na perna dela… aquilo ficou tipo, wtf???), Foi uma excelente personagem também. Passou de coitada para peça chave no roubo.
Moscou = 9,0
Sempre calmo e sereno, é quem dá a boa pitada de equilíbrio ao grupo. a historia de pai e filho entre ele e Denver é uma das melhores cenas dá serie, E principalmente a marcante cena em que ele dá uma patada na Tokyo, que doeu até em mim. Sem dúvida um excelente personagem.
Nairobi = 9,0
Personagem mais cirúrgica do grupo (tirando o professor, claro), é a inteligencia do grupo por dentro da casa da moeda. É quem tem uma bela hístoria (abandono do filho e tudo mais). Só fica manchada pelo momento em que instaorou o ‘matriarcado’, completamente desnecessário e bizarro.
Helsinki = 8,0
Pra um personagem que só representa força bruta e burrice, foi muito bem no arco final da temporada. Aparecendo sempre em cenas chave e dando um certo equilibrio ao grupo.
Rio = 4,0
Personagem irritante. A definição de uma criança no assalto foi completamente acertada. Só fez besteira e quase ferra com o plano vários vezes. Tirando que suas ‘habilidades’ apareceram pouquíssimas vezes na série.
Oslo = 3,0
Fez porra nenhuma e morreu com uma pancada na cabeça. Personagem bobo até.
Tokyo = 0,5
Personagem mas limitada e sem graça da série, além de toda hora ferrar com o plano, tentava (TENTAVA!) passar a ídeia de uma jovem imatura, que vive a vida no limite e não se preocupa com nada. Mas no final era só uma idiota que jamais poderia ter entrado no grupo. (Detalhe: A cena da volta dela é lamentavel, 280 policiais armados com todo tipo de arma e ninguém consegue acertar uma mulher encima de uma moto? Já pensou se na vida real fosse assim?, vou nem falar da cena maravilhosa onde ela ‘simplesmente’ sai dando cotoveladas em fortes policiais armados e quase foge correndo deles se não fosse o grito do ‘rio’).
——————————————————————————————————————
Raquel = 8,0
Chata pra caramba, apareceu a série toda e só fez besteira do início ao fim. A cena mas triste sem sombra de dúvida é quando ela simplesmente (tipo, do nada) descobre que o ‘salva’ na verdade é o gênio do crime professor, pelo simples fato (isso mesmo) de ver algo na camisa dele de cor laranja e associar ao palhaço da cena. Tipo assim, não tinha uma saída mais bonita para essa historia não? Tinha que ser tão falso?
Angél = 5,5
Um amor que a 15 anos não da bola pra ele, resolve investigar um homem pelo simples fato de ele estar próximo da sua parceira, e a mulher dele espera a mais de 7 anos que ele se ‘desapaixone’ pela inspetora. Sim, parece um personagem idiota, e na verdade é isso mesmo. Angél é tão bobo que nem merece explicação.
Coronel pietro = 3,5
Outro idiota, representa a inteligencia com menos inteligencia do mundo.
Arturo = 0
Esse nem merece nota, ví uma matéria dizendo que ele era o personagem que todos amávamos odiar, pela forma hipócrita com que tratava tudo. Mas não é só isso, ele é um personagem completamente louco da cabeça, é o perturbado da série sem dúvida.
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Quanto a série, devo dizer que a série é maravilhosa e a gente gosta bastante dela no início, mas depois de um tempo começa a se perder de forma bizarra. Algumas cenas não poderiam ter acontecido por que são inexplicáveis (fuga de Tokyo passando por mais de 800 autoridades e não levando um tiro, Tokyo leva um monte de tiros e levanta são e salva (Que colete a prova de balas é esse que aguenta tiro de Fuzil tranquilamente?), Inspetora Raquel descobre que o professor é quem é pelo simples fato de ter algo laranja na camisa dele, Todas as gigantescas cenas onde a policia vai invadir com escudos e derrepente param para segurar as ‘balas’ que estão levando, Monica Gaztambite chamando Denver de Nazista do nada. Como se tivesse passado de Refém para esposa do mesmo. Entre várias outras que é praticamente impossível lembrar.
É uma série maravilhosa para quem quer passar o tempo (ainda vou ver a 3ª temporada, parei na 2ª exatamente hoje), mas não percam seu tempo achando que é uma série completamente coerente, ela tem muitas cenas só para ‘passar o tempo’ e enrolar até o fim do episódio, e tem cenas que até filme barato faz melhor!
E lá vamos nós para a 3ª temporada, será que o autor dessa crítica já está fazendo a de 3ª? rsrsrs. Obrigado a quem ler este dicionario que eu escrevi hahaha.

Responder
Acepipe Satã🐂GADO, O PARCIAL 26 de agosto de 2019 - 10:44

Eu consigo me identificar muito bem com boa parte das justificativas colocadas por você para alguns personagens. Aliás, a nota de Arturo está certíssima ahhahahahahhahhaahhahahhahaah.

Sobre sua pergunta se eu vou escrever sobre a nova temporada: não. Eu parei de ver a série aqui na parte dois e não retornarei mais para ela. Quando tivermos crítica dessa nova temporada aqui no PC, será escrita por outro colega.

Abs!

Responder
Alcides Faria Costa 2 de junho de 2018 - 08:35

Outro furo: a Tóquio e o Rio saem de cara limpa. São os bandidos mais procurados da Espanha

Responder
José Barbosa 5 de maio de 2018 - 13:14

A série até que é interessante, mas tem muitas falhas grosseiras. A principal é o ritmo: nada acontece em muitos episódios e depois muita coisa acontece muito rápido e sem a devida explicação, deixando para trás varas subtramas que seriam interessantes e não foram exploradas. Para mim, muito mais irritante que o Arturito ou outros personagens é o fato de que apenas 8, que depois ainda eram menos, seria um número claramente insuficiente para vigiar tantos reféns. Especialmente, dada a divisão de tarefas (uns furando, outros imprimindo dinheiro, outros que ficavam à toa). Não ficava claro onde seria o suposto ambiente em que poderiam ficar presos sem incomodar, ou, principalmente, o fato que as máquinas trabalhavam a toda enquanto todos os assaltantes estavam num outro ponto fazendo qualquer coisa: isto ocorreu INÚMERAS vezes, e realmente encheu.
No mais, uma temporada seria o bastante. Os maiores erros do final corrido são culpa do próprio ritmo da trama, mas não há o menor interesse nas histórias daí decorrentes, tendo encerrado o arco principal, de maneira até preguiçosa (por que não mandaram tantos homens antes?).
Enfim, uma série razoável, mas longe de merecer todo o hype que foi gerado.

Responder
Luiz Santiago 5 de maio de 2018 - 14:16

A questão do hype realmente é demasiado. Depois que vi a série fiquei tipo: “ok, é bacana, mas não é pra isso tudo”.

Responder
Carlos Daniel Costa 26 de agosto de 2019 - 03:44

Sem dúvida, a cena da morte de moscou simplesmente todos foram para ver o pobre criminoso em estado vegetativo e esqueceram dos reféns kkkkkkkkkkk, foi tipo dane-se eles não vão tramar nada mesmo, afinal nunca tentaram nada do gênero kkkkkkkkkkkkkk

Responder
Diego/SM 28 de abril de 2018 - 21:48

Lendo aí o que o pessoal escreveu, me parece que tudo (ou quase) já foi dito, rs…

Mas, apesar de também odiar o “Arturito”, rs, como quase todo mundo, ao contrário da maioria achei o Berlim um personagem repugnantemente carismático hehehe… pra mim, talvez o melhor personagem da série (embora curtisse também o Helsinque falando seu espanhol serviado, rsss). A propósito, qual afinal era a relação dele com o Professor? Achei que isso ficou muito vago (não sei se é uma brecha para uma tentativa de segunda temporada, o que acho que seria trágico, já que para ser uma sequência de “Casa de Papel” teria que se passar lá novamente ou envolver os mesmos personagens, mas me parece que qualquer das duas opções já foi esgotada…).

Achei a conclusão bem novelesca mesmo, o ritmo e a produção são bem legais, seguram o espectador – aqui, no entanto, também vou na contramão do site, achei que a primeira parte foi melhor, a segunda amornou um pouco, ficou mais na ação e numas reviravoltas, mas a trama em si, o jogo de gato e rato, que era o principal, morreu praticamente na primeira parte… enfim, tá certo que o Professor não é o Einsenberg, nem o Clive Owen (tá – bem – mais é pra Professor Raimundo, né), mas esperava algo mais elaborado pra conclusão. rs

Ah, vi que o pessoal mencionou bastante aí a questão de a Tóquio não levar nenhuma azeitona na fuça, ou na perna, no dedinho do pé, que fosse, naquela sequência da moto, mas, cara, fui só eu que achei totalmente incoerente já o fato de terem ordenado meter bala nela?? hehehe! Sob que justificativa?? Já que ela não estava visivelmente armada, não estava ameaçando ninguém, e simplesmente dirigindo em direção a bendita Casa da Moeda, tudo bem atirar nos pneus, por exemplo, ou na moto em si (e nem isso conseguiram), mas por que diabos meter uma bala na moça??…

Achei muito forçadas igualmente algumas “viradas de lado” (de reféns, da inspetora, do Angel) e aquelas sequências com gente apontando as armas uns para os outros, fossem amigos, ou inimigos… muito clichezão… mas, cara, todas ressalvas feitas se querendo-se ser mais crítico… mas no geral, considerando só a questão da diversão, valeu, como disse um camarada aí, no mínimo para sair do esquema “hollywood” um pouco.

Mas é fato que a gente fica no fim das contas com uma pulga atrás da orelha: será que comprei essa ideia – que não era tão boa – só pela empolgação do auê, do marketing e do efeito manada pagação de pau atual, ou será que o negócio era mesmo legalzinho e tô sendo mais crítico só pra ser do contra? : )

Responder
Luiz Santiago 29 de abril de 2018 - 03:03

O Berlim é daqueles que passam por mudanças tremendas ao longo da trama. Eu odiei ele a maior parte do tempo, mas adorei, no final. A propósito, a relação dele com o Professor é que eles são irmãos. O diálogo deles naquele episódio em que cantam Bella Ciao, após o jantar, dá a dica disso.

Entendo as incongruências e incômodos da cena da moto, mas elas não me incomodaram, de fato. Pesaram em verossimilhança, mas não mais que o tratamento de roteiro para o desenvolvimento da história em alguns pontos. Vai de cada espectador mesmo.

Sua pergunta final pode ser respondida de duas formas. A primeira é que uma coisa pode perfeitamente ser legalzinha e ter problemas. Isso significa que ela não é perfeita. Mas é boa. A segunda é a validação pessoal que responde para dois lados: ou a crítica extremista, que detona a série para ser do contra; ou os elogios extremistas que endeusam a série por pura empolgação e hype de momento (normalmente pessoas que não conseguem entender que algo que a diverte imensamente pode sim ter problemas técnicos. Uma coisa não necessariamente interfere na outra. Eu, por exemplo, acho As Branquelas uma das coisas mais engraçadas do mundo, sempre me acabo de rir. Mas crítica e tecnicamente falando é um filme podre, de duas estrelas pra baixo. É preciso saber separar).

É isso. Abraço!

Responder
Carlos Daniel Costa 26 de agosto de 2019 - 03:54

A cena da moto é tão bizarra que não tem nem como explicar, já o fator de terem mandando atirar nela é por que bom, uma assaltante que ficou 5 dias com reféns sobre sua posse fugindo novamente para o local onde ela fez isso, não é algo que pode ser aceito não é mesmo? até na vida real pediriam para matar, agora não tem como defender o fato de 899.000 policias estarem atirando nela e ela não tomar um tirinho se quer. O desgraçado do moscou pelo simples fato de estar na porta tomou 3 bordoada no Bucho e morreu, e ela passou no meio de tudo tranquilamente, essa cena acabou com a série e com qualquer pedaço de seriedade que ela poderia ter.

Responder
Gabriel Groscke 25 de abril de 2018 - 23:16

A sequência da moto foi ótima? A Tóquio virou o Luke Cage ali. Haha

Responder
Luiz Santiago 25 de abril de 2018 - 23:54

Sim, a sequência da moto foi ótima.

Quanto ao que a Tóquio virou ali ou não, vai da viagem de ácido de cada um enxergar…

Responder
Luiz Santiago 25 de abril de 2018 - 23:54

Sim, a sequência da moto foi ótima.

Quanto ao que a Tóquio virou ali ou não, vai da viagem de ácido de cada um enxergar…

Responder
Lucas Rodrigues 13 de abril de 2018 - 20:50

eu não engoli os furos e as conveniencias da série, o relacionamento do professor e da inspetora em 5 dias, a cena da tokyo voltando pra casa da moeda (que foi muito bem filmada, mas… nenhum tiro pegou? sério?), o fato de tudo ser descoberto por causa de um fio da peruca na roupa do professor… quando eu cheguei na parte que a inspetora deixou o professor entrar no carro e fugir livremente eu pausei, respirei, desliguei a tv e fui dormir kkkk, não consegui relevar essas e outras coisas. mas mesmo assim a ideia da série me fez ir até o final, adoro coisas sobre grandes roubos, e Nairobi <3.

Responder
Luiz Santiago 14 de abril de 2018 - 01:09

Bom, pelo menos você conseguiu tirar alguma coisa boa desse meio! Já é um ponto positivo!

Responder
Luiz Santiago 14 de abril de 2018 - 01:09

Bom, pelo menos você conseguiu tirar alguma coisa boa desse meio! Já é um ponto positivo!

Responder
Gabriel Groscke 25 de abril de 2018 - 23:23

A cena em que a Raquel deixa ele fugir é simplesmente intragável! Meu deus, já que é pra deixar a suspensão de descrença no talo (ou seria desativar o bom senso?) e engolir a galhofa à la Maria do Bairro que ela fez aquilo por amor e não quis ferir ou matar o Serginho, como ignorar a possibilidade que era só atirar nos pneus?

Responder
Gabriel Groscke 25 de abril de 2018 - 23:23

A cena em que a Raquel deixa ele fugir é simplesmente intragável! Meu deus, já que é pra deixar a suspensão de descrença no talo (ou seria desativar o bom senso?) e engolir a galhofa à la Maria do Bairro que ela fez aquilo por amor e não quis ferir ou matar o Serginho, como ignorar a possibilidade que era só atirar nos pneus?

Responder
Luiz Santiago 25 de abril de 2018 - 23:55

rs

Responder
Carlos Daniel Costa 26 de agosto de 2019 - 03:54

Acho que foi uma tentativa tola da série mostrar, com uma licença poetica é claro, de que o amor está acima de tudo. Ela de fato amava aquele cara que havia conhecido a 5 dias, e por isso não teve coragem de atirar nele. Bom, creio que na vida real teria 50% de chance de isso acontecer, então é aceitável. Agora a cena de tokyo voltando pra casa da moeda sem levar uma bala e a cena de descobrir um mega criminoso por um fio de cabelo, é coisa daquelas que só um idiota alienado que assistisse a série poderia elogiar.

Responder
José Barbosa 5 de maio de 2018 - 13:15

só para acrescentar, o que acabei de comentar: nas várias e várias vezes que o grupo reunia, quem vigiava os reféns? T

Responder
Lucas Rodrigues 13 de abril de 2018 - 20:50

eu não engoli os furos e as conveniencias da série, o relacionamento do professor e da inspetora em 5 dias, a cena da tokyo voltando pra casa da moeda (que foi muito bem filmada, mas… nenhum tiro pegou? sério?), o fato de tudo ser descoberto por causa de um fio da peruca na roupa do professor… quando eu cheguei na parte que a inspetora deixou o professor entrar no carro e fugir livremente eu pausei, respirei, desliguei a tv e fui dormir kkkk, não consegui relevar essas e outras coisas. mas mesmo assim a ideia da série me fez ir até o final, adoro coisas sobre grandes roubos, e Nairobi <3.

Responder
Thiago_NCO 9 de abril de 2018 - 00:35

Ahhhh, sei lá… eu curti a série (bastante, até), mas ela tem VÁRIOS problemas. O roteiro é bem preguiçoso e várias sub-tramas meio que nasceram mortas ou geraram idas e vindas non-sense: o possível triângulo Alisson, Tóquio e Rio, que não deu em nada e só serviu pro fetichismo da cena lésbica; o início do “matriarcado” que durou 2 episódios e depois volta-se ao status quo; a inspetora lerda que depois de todos os indícios do mundo descobre o óbvio por causa de um fio de peruca; Alisson que era parte fundamental do plano mas foi completamente esquecida na segunda parte, e muitas outras coisas.
É viciante? Sim. Vi a segunda parte em maratona, os 9 episódios na sequência. Mas os problemas estão lá e incomodam. Pra mim: 3/5

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 01:34

Eu concordo que ela tem vários problemas, mas não tanto nesse segundo arco. Acho o primeiro consideravelmente mais problemático. Aqui, a despeito dos problemas, gostei bastante do que foi apresentado. Não é perfeito, mas é bem pensado e bem executado o desfecho. Não esperava, na verdade. Imaginava que fosse igual ao arco um.

Responder
Mauro Guimaraes 8 de abril de 2018 - 15:41

Que fique claro que eu gostei muito do final da série, principalmente a cena cronometrata da saída dos assaltantes do hangar. Mas confesso que eu esperava um final não tão feliz, visto que a todo momento a tragédia era anunciada, principalmente pelas ações dos próprios assaltantes, que insistiam em “sabotar” o plano perfeito do Professor (aqui vai uma menção honrosa para a Tóquio), diria que eles próprios deram mais trabalho que a polícia!

P.S: a cena da Tóquio entrando de volta na Casa da Moeda, apesar de tensa, emocionante e bem montada, exige um nível máximo de descrença por parte do expectador, afinal, temos uma pessoa em uma moto, atravessando em campo aberto em meio a tropa de elite espanhola altamente armada, e não leva nem um tirinho…

P.S²: talvez não mostraram o destino dos assaltantes já como um possível “gancho” para uma próxima temporada?!?…

Responder
Luiz Santiago 8 de abril de 2018 - 16:17

Eu realmente não gostaria que tivesse uma segunda temporada. Vai ficar bem novelão, não vai? Acho estranho mesmo pensar numa temporada inteira só pra falar dos destinos dele. Acho que o que tinha pra ser feito aqui, se encerrou. Se tiver, que seja uma antologia, um outro roubo, de preferência feito por outro time.

Responder
Thiago_NCO 9 de abril de 2018 - 00:43

Eu torço que pra não tenha uma segunda temporada. A história do Professor, Tóquio e cia já foi contada. Que sejam outros personagens.

Responder
Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 01:32

Tô contigo. Queremos coisa nova. Essa história já está fechada.

Responder
Carlos Daniel Costa 26 de agosto de 2019 - 03:54

E notou o fato de moscou estar simplesmente parado na porta e tomar 3 bordoada no bucho? Ou será que a barriga dele era muito grande e por isso não acertaram a toquio e sim ele? Foda demais rapaz…

Responder
Gabriel 7 de abril de 2018 - 13:47

Olha… A série me pegou. Vibrei com o final e assisti tudo em uma maratona de pouco mais de 8 horas, mas confesso que os furos e a inconsistência do roteiro me irritaram um pouco.

Os personagens são, de longe, a melhor coisa aqui. Nairobi é um ícone! o Arturo é tão insuportável que eu cogitava pular as cenas em que ele estava presente. Se o propósito era criar um personagem tão repugnante, parabéns: conseguiram!

Abs

Responder
Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 14:30

Nairóbi é realmente incrível. Mulherão da porra.

Olha, @disqus_Kl3XkcNRYW:disqus eu tive exatamente o mesmo ímpeto que você. Eu não aguentava mais aquele Arturo. Que cara insuportável, meu Deus!

A propósito, quais os furos que mais te incomodaram aqui?

Responder
Gabriel 7 de abril de 2018 - 14:50

Cara… Muita coisa! Entre furos e conveniências absurdas.

O fato da Raquel decidir dar uma chance pra sua vida amorosa e começar a ter uma crise de identidade em meio ao maior assalto da história da Espanha: really? FUCK!

Quando o Professor é preso e tudo se encaminha para que ela vá lá na delegacia soltá-lo, da maneira mais preguiçosa possível. Eu duvido seriamente que um policial no lugar do marido dela deixaria-o fugir.

E CARA! O que é a Raquel deixando o professor indo embora com seu carro e seu celular? Tudo bem, ela estava apaixonada ainda e tudo mais, entretanto uma coisa desse tipo não tem lógica nenhuma.

Os palhaços no hospital… A própria cena da Tóquio (foi maravilhosa) entrando no banco de moto é totalmente impossível. Eu acho que pra gostar dessa série o espectador precisa abrir a mente e desencanar do realismo, haha.

Responder
Gabriel 7 de abril de 2018 - 14:50

Cara… Muita coisa! Entre furos e conveniências absurdas.

O fato da Raquel decidir dar uma chance pra sua vida amorosa e começar a ter uma crise de identidade em meio ao maior assalto da história da Espanha: really? FUCK!

Quando o Professor é preso e tudo se encaminha para que ela vá lá na delegacia soltá-lo, da maneira mais preguiçosa possível. Eu duvido seriamente que um policial no lugar do marido dela deixaria-o fugir.

E CARA! O que é a Raquel deixando o professor indo embora com seu carro e seu celular? Tudo bem, ela estava apaixonada ainda e tudo mais, entretanto uma coisa desse tipo não tem lógica nenhuma.

Os palhaços no hospital… A própria cena da Tóquio (foi maravilhosa) entrando no banco de moto é totalmente impossível. Eu acho que pra gostar dessa série o espectador precisa abrir a mente e desencanar do realismo, haha.

Responder
Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 15:02

Eu entendo e concordo com seus apontamentos no plano de suspensão da descrença (exceto a parte dos palhaços, que acho que funcionou bem dentro do tipo de personagem que a gente está falando aqui — O Professor), mas não são pontos que atrapalharam ou estragaram sequências inteiras, então não me incomodei tanto com eles. Mas entendo com certeza teu desconforto com isso.

Responder
Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 15:02

Eu entendo e concordo com seus apontamentos no plano de suspensão da descrença (exceto a parte dos palhaços, que acho que funcionou bem dentro do tipo de personagem que a gente está falando aqui — O Professor), mas não são pontos que atrapalharam ou estragaram sequências inteiras, então não me incomodei tanto com eles. Mas entendo com certeza teu desconforto com isso.

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Carlos Daniel Costa 26 de agosto de 2019 - 04:02

Só retiro a parte dos palhaços do seu texto, foi uma cena bisonha porém bem armada pelo professor, ele de fato criou um Caos no hospital. E é um plano genial na realidade. Claro que na vida real não se acha tanto palhaço por ai, mas colocar várias pessoas aleatórias em um local para esconder o verdadeiro alvo é algo genial.

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Thiago_NCO 9 de abril de 2018 - 00:44

Gostei de todos os assaltantes, menos a Tóquio. Aquele sorrisinho dela como se fosse a senhora da situação me dava nos nervos.

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Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 01:32

Tóquio parece ser uma unanimidade em gente que a odeia, né ahahh

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Luiz Santiago 9 de abril de 2018 - 01:32

Tóquio parece ser uma unanimidade em gente que a odeia, né ahahh

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Wellington Silveira Tejo 7 de abril de 2018 - 13:23

Eu acho que o crime não compensa e a série em nenhum momento tenta passar essa ideia. Também não torço para os bandidos.
*SPOILER*
Mas aquela fala do professor explicando para a inspetora o porquê do plano foi de tirar o chapéu. Bem convincente ele explicar como os bancos podem criar dinheiro quando querem, porque bem entendem. Fica aquela sensação de “estou apenas pegando algo que está sobrando”. Será que ladrão (o time de assaltantes) que rouba ladrão (a casa da moeda) tem cem anos de perdão? Eu perdoaria eles, hahaha.

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:46

Não foi isso que eu disse. Mas é uma afetação moral RUIM para qualquer oba de grande porte que usa o assalto (sob esse tipo de narrativa). Estou analisando a questão sob um âmbito de enredo, preste atenção. Sobre não torcer para os bandidos, é uma coisa tua, cada louco com sua mania. Fico só imaginado que legal seria esta série se todos fossem presos, julgados e condenados. Daria até para exibir para a congregação no dia do culto de doutrina não é mesmo? Nossa, que plot incrível, nossa, uau. rs

Sobre a explicação do professor, ali foi a cereja do bolo. Depois do primeiro episódio, nem por um segundo tínhamos a visão de que o ato era só a continuação de um plano. As dicas de relacionamentos sociais da primeira parte já deixavam isso claro, aqui foi só a coroação.

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Wellington Silveira Tejo 7 de abril de 2018 - 13:54

Acho que me expressei mal ali no início. Não entendi errado o que disse. Percebi que não falou disso, apenas comecei escrevendo o que acho sobre o plot da série ser sobre um assalto e o foco serem os bandidos.
Haahha, seria demais esse plot twist para mostrar a “recuperação dos degenerados”. Mas não ia ter graça nenhuma no contexto.

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 14:26

Aaaaaaaaaaaaaah, agora entendi o que você falou, @wellingtonsilveiratejo:disqus. Eu confesso que fiquei: “mas qual é o problema com esse moço, ele parece tão normal!” hahahahahahahhaahhahahaha

É que nesse tipo de trama onde os bandidos não matam ninguém nem nada, o jogo psicológico do roteiro faz com que a gente não tem jeito: queremos que as pessoas saiam vivas e que eles fiquem com o dinheiro. Ainda mais depois da tal cereja do bolo que você bem citou. Aquilo ali é lindo!

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 14:26

Aaaaaaaaaaaaaah, agora entendi o que você falou, @wellingtonsilveiratejo:disqus. Eu confesso que fiquei: “mas qual é o problema com esse moço, ele parece tão normal!” hahahahahahahhaahhahahaha

É que nesse tipo de trama onde os bandidos não matam ninguém nem nada, o jogo psicológico do roteiro faz com que a gente não tem jeito: queremos que as pessoas saiam vivas e que eles fiquem com o dinheiro. Ainda mais depois da tal cereja do bolo que você bem citou. Aquilo ali é lindo!

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:46

Não foi isso que eu disse. Mas é uma afetação moral RUIM para qualquer oba de grande porte que usa o assalto (sob esse tipo de narrativa). Estou analisando a questão sob um âmbito de enredo, preste atenção. Sobre não torcer para os bandidos, é uma coisa tua, cada louco com sua mania. Fico só imaginado que legal seria esta série se todos fossem presos, julgados e condenados. Daria até para exibir para a congregação no dia do culto de doutrina não é mesmo? Nossa, que plot incrível, nossa, uau. rs

Sobre a explicação do professor, ali foi a cereja do bolo. Depois do primeiro episódio, nem por um segundo tínhamos a visão de que o ato era só a continuação de um plano. As dicas de relacionamentos sociais da primeira parte já deixavam isso claro, aqui foi só a coroação.

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Gabriel 7 de abril de 2018 - 13:47

Olha… A série me pegou. Vibrei com o final e assisti tudo em uma maratona de pouco mais de 8 horas, mas confesso que os furos e a inconsistência do roteiro me irritaram um pouco.

Os personagens são, de longe, a melhor coisa aqui. Nairobi é um ícone! o Arturo é tão insuportável que eu cogitava pular as cenas em que ele estava presente. Se o propósito era criar um personagem tão repugnante, parabéns: conseguiram!

Abs

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Enzo braga 7 de abril de 2018 - 11:19

Gostei muito da série, a netflix fornece um vasto catalogo, mas nem sempre de qualidade. No começo você acha que a série será um ”Clichê’ americano de roubos, mas a forma, a visão é muito legal. Tem seus deslizes, mas é uma boa série, gostei muito !

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:06

De fato é uma boa série, especialmente este segundo arco.

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:06

De fato é uma boa série, especialmente este segundo arco.

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Pink Diamond 7 de abril de 2018 - 10:41

Spoilers
A cena da Tóquio tentando entrar na Casa da Moeda de moto foi muito incrível, uma sequência bem filmada e bastante tensa. Eu fiquei com um gosto amargo com o final sem o fechamento dos arcos dos personagens, sei que o objetivo principal(o dinheiro) foi alcançado, contudo um pouco mais de tempo teria sido suficiente pra explicar o que acontece com eles a seguir.

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:06

É aquela coisa do “preço pago a longo prazo” em termos de drama. Esticaram tanto a série em coisas que não eram sequer necessárias, que “não deu tempo” de mostrar um pouco mais sobre os destinos. Como eu coloco no final da crítica: não é necessariamente algo grave. Mas não é de todo bom. Compartilho desse gosto amargo com você.

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:06

É aquela coisa do “preço pago a longo prazo” em termos de drama. Esticaram tanto a série em coisas que não eram sequer necessárias, que “não deu tempo” de mostrar um pouco mais sobre os destinos. Como eu coloco no final da crítica: não é necessariamente algo grave. Mas não é de todo bom. Compartilho desse gosto amargo com você.

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Enzo braga 7 de abril de 2018 - 11:19

Gostei muito da série, a netflix fornece um vasto catalogo, mas nem sempre de qualidade. No começo você acha que a série será um ”Clichê’ americano de roubos, mas a forma, a visão é muito legal. Tem seus deslizes, mas é uma boa série, gostei muito !

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senaemcena 7 de abril de 2018 - 09:13

“Quem sabe agora ela não compra um carregador portátil de bateria, não é mesmo?” Kkk Pensei nisso logo na primeira vez. Obs.: Mas agora ele tem dinheiro pra dar um a ela e não emprestar.

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:04

Agora ela vai ter uma empresa de celulares, se quiser.

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Luiz Santiago 7 de abril de 2018 - 13:04

Agora ela vai ter uma empresa de celulares, se quiser.

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